interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Monday, October 21, 2013

Who creates the Indian city?

Como a centralização governamental indiana exclui o poder local:

Who creates the Indian city? - WELTSTADT http://blog.goethe.de/weltstadt/archives/109-Who-creates-the-Indian-city.html

Friday, November 30, 2012

Cotas: mau negócio tanto aqui quanto na Índia | Portal Mídia@Mais


(...)

Os gujjares do Rajastão, por exemplo, organizaram violentos protestos há dois anos contra a recusa do governo em declará-los "atrasadíssimos". Políticos ganham eleições na Índia prometendo o que antes era uma maldição, e isso leva a um forte aumento no número de castas consideradas atrasadas, décadas depois de essa designação perder seu verdadeiro significado econômico. A consciência de casta entre os jovens é mantida, em parte, graças às cotas, por isso um programa destinado a eliminar o sistema de castas é hoje visto por muitos como responsável por mantê-lo.
Por que apresentar um melhor desempenho ou mesmo lutar contra uma tradição que divide as pessoas desde seu nascimento em “categorias”, se é precisamente fazer parte de uma delas que pode garantir sucesso e ascensão social?
Cotas: mau negócio tanto aqui quanto na Índia | Portal Mídia@Mais

Sunday, November 21, 2010

Novos amigos, novas traições

Novos amigos e novas traições[i]


A Rússia entrará na OTAN. A questão é o que a Rússia leva em troca? Os países ocidentais parecem dispostos a permitir a hegemonia russa em sua área de influência, mas o que é a “área de influência russa”? Em termos simples, isto abrange os territórios da ex-União Soviética, mas estendendo sua política a Europa Oriental e Cáucaso, por exemplo, isto significaria um retrocesso para a democracia.
Os Estados Unidos precisam de apoio russo para combater a insurgência no Afeganistão, onde se situam aliados da Al Qaeda com a possibilidade de uso do território da Ásia Central para escoamento de tropas, combustível e mantimentos, bem como apoio técnico e treinamento russo para tropas aliadas afegãs. Como nada é de graça, as tendências autocráticas da política russa se farão cada vez mais presentes nos países da região sem o contrapeso ocidental. No entanto, dizer que “a détente com o governo russo é uma das principais tragédias do governo Obama” é muito simples, qual seria a alternativa razoável, uma política isolacionista como a de seu antecessor, GWB? Não há um mundo ideal a seguir, mas o ótimo ou razoável dentro da conjuntura que se faz presente.
Sem dúvida que o apoio russo às medidas mais duras contra o governo iraniano é um bom sinal dessa nova aliança, cuja integração à OTAN parece selar e, que a vitória Republicana nas últimas eleições sobre os Democratas parece ameaçar através da revisão do acordo de desarmamento (START) entre as duas potências. Apesar disto, esta vitória do governo Obama em se aliar ao Kremlin não deveria ser menosprezada. O próprio “guarda-chuvas da OTAN” na Europa Oriental, Polônia e República Tcheca elaborado no governo Bush foi redesenhado contra o Irã, inclusive com navios de guerra americanos estacionados no Mediterrâneo. Obviamente, as recentes insinuações ocidentais de apoio à Geórgia ou à Ucrânia serão deixadas de lado por tempo indeterminado, o que também significa suas possibilidades de autonomia e avanço democráticos.
Se por um lado esta perspectiva de deixar as ambições russas de lado e focalizar inimigos mais imediatos como o Irã se consolidam, nuvens negras se formam no horizonte sobre a China e a Índia, outros rivais regionais asiáticos que poderão colocar em cheque a solidez da aliança americana e russa dentro da OTAN se reagirem contra um novo expansionismo russo. No entanto, a história nos mostra que alianças entre estados democráticos e autocráticos não têm tido sucesso prolongado... Para a União Européia, por exemplo, as “revoluções coloridas” em países como a Geórgia e a Ucrânia significam também sua segurança econômica através de rotas de gás natural que lhes fornecem alternativa energética. A questão subjacente a boa estratégia de pressionar o Irã e forças insurgentes no Afeganistão é o que fazer com os sistemas políticos da periferia russa. Ignorar estes processos democráticos permitindo o avanço autoritário poderá significar uma fatura muito cara a ser paga num futuro não tão distante.




[i] Adaptado de Claudia Mancini, Russia’s expanding influence. Opportunity or threat?, 19 de novembro de 2010.

Saturday, November 13, 2010

Mudança de ventos


Pequim se diz favorável à entrada de indianos no Conselho de Segurança da ONU; ideia foi apoiada por Obama.
Chineses dizem que é necessário haver uma reforma "razoável e necessária" do principal organismo da entidade.
China faz gesto conciliador para rival Índia. Folha de São Paulo, quarta-feira, 10 de novembro de 2010. 


Se a China flerta com a Índia, país com o qual já disputou o controle da Caxemira (inclusive cedendo uma porção territorial ao Paquistão) e acusou a Índia de desestabilizar a região do Tibet ao fornecer asilo político ao dalai é porque, realmente, as coisas mudaram por lá. Provavelmente com vistas ao isolamento de grupos políticos separatistas (na Caxemira) e muçulmanos que talvez tenham ligações com o talebã. Apesar de toda rivalidade alegada entre China e EUA no plano militar por alguns analistas, que chegam a falar em uma "nova guerra fria", o que é verdadeiramente exagero, em termos de segurança global parece haver uma confluência clara entre as grandes potências. Talvez os separatistas uigures no Sinkiang sejam um dos motivadores disto. Pequim deve ter boas razões para temer um recrudescimento de um movimento que possa apelar ao terrorista fundamentalista islâmico em seu oeste.
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Friday, July 10, 2009

Sem uma molécula de razão

Interessante comentário sobre a legitimidade dos territórios portugueses na Índia, com meus grifos.
a.h
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10/07/2009
PORTUGAL E A UNIÃO INDIANA: OS FACTOS E A VERDADE

No passado dia 30 de Junho assistimos, na Academia de Marinha, a uma interessante conferência sobre a Estratégia actual da União Indiana (U.I.) e a importância que a componente naval tem nessa estratégia.
No fim, já no período de debate, veio à colação a questão das relações entre Portugal e a UI e o que interessava fazer no futuro para manter os marcos civilizacionais que deixámos por aquelas bandas.
Sabe-se que 34 anos depois de restabelecidas as relações diplomáticas pouco se tem evoluído de um lado e de outro e os esparsos contactos havidos poucos resultados têm dado. Questionou-se onde residiriam os constrangimentos e os nós dos problemas. Até que, a certa altura, um ilustre académico resolveu fazer uma intervenção cuja síntese é esta: os indianos não estão interessados em comemorar a presença portuguesa (ou a chegada de Vasco da Gama), pela mesma razão de que os portugueses não comemoram a perda de Olivença.
A argumentação foi feita de boa mente, tem a sua pertinência e toda a gente na sala, creio, percebeu a ideia que a intervenção subentendia.

Porém, para um correcto entendimento, a argumentação necessita de um outro enquadramento.
De facto o Estado Português (e bem), nunca reconheceu a perda de Olivença em 1801, que a Espanha mantém sequestrada, desde pelo menos o Congresso de Viena, em 1815. O governo português tem, desde então, cedido perante o direito da força, mas não cedeu perante a força do Direito. Por junto as autoridades portuguesas contemporâneas, não comemoram (por enquanto?!) a usurpação de Olivença e o seu termo (cerca de 700 Km2, que nos pertencem desde 1297), não a reconhecem, mas também nada fazem para resolver o diferendo (mal!). A questão de Goa, Damão e Diu (para a UI) é diametralmente oposta. Estes territórios eram portugueses, há cerca de 450 anos, quando a UI resolveu invadi-los e tomá-los pela força bruta, em 18 de Dezembro de 1961, depois de 14 anos de diatribes, má vizinhança e ataques de toda a ordem. Mais uma vez Portugal teve que ceder ao direito da Força, mas guardou a força do direito, nunca reconhecendo a ocupação – que, aliás, foi condenada pelo Conselho de Segurança da ONU – até que, em Dezembro de 1974, o então ministro dos negócios estrangeiros, Dr. Mário Soares, encontrou o seu homólogo indiano em Nova Iorque e lhe propôs – sem para o efeito estar mandatado por ninguém – o reconhecimento “de jure” por parte de Portugal da cobarde e inqualificável agressão indiana. Ora enquanto que em relação a Olivença o governo português tem mantido uma posição de princípio, embora tímida e às vezes cobardolas, perante a Espanha, relativamente à UI revelou uma falta de patriotismo, vergonha na cara, irresponsabilidade política e desprezo pela honra e direitos nacionais, a toda a prova. Foi Portugal no seu pior.
Por tudo isto não se pode entender porque a UI não queira colaborar com Portugal. Quando os portugueses chegaram ao sub continente indiano ( e não à India …), não existia UI, nem nenhum país que se pudesse considerar independente. Havia, sim, cerca de 300 mini estados, hindus e muçulmanos, que se guerreavam mutuamente. Nós fomos à Índia à procura de cristãos e pimenta e foi a oposição das forças islamizadas que se encontravam em guerra com a Cristandade, que nos obrigaram a usar a força militar para nos estabelecermos na região. Não temos desculpas a pedir a ninguém, nem eventos importantes que nos envergonhem. A chegada de Vasco da Gama a Calicut é um marco da História Universal.
Não entendemos porque razão tal marco possa desagradar à actual UI, que apenas se pode legitimamente considerar herdeira do território e população que a potência colonizadora na altura da independência lhe outorgou. Nem as populações que vieram a constituir o Paquistão se lhes quiseram juntar.
Na questão do Estado Português da Índia, a UI não tem uma molécula de razão, repito, uma molécula ! e se alguém tem que estar zangado e muito dorido é o povo português que sempre quis ter com os indianos as melhores relações e foi agredido na sua soberania e integridade pelo estado independente da UI. Uma acção feita à revelia do Direito Internacional, e escabrosa em termos de relacionamento humano e entre estados.
Não queremos empolar qualquer diferendo, ou criar más relações com a UI, mas não é admissível que este país – e já agora a Espanha – nos trate com sobranceria ou arrogância, nem que a verdade dos factos seja escamoteada por interesses de conveniência ou ignorância militante.
Não há nada que pague a dignidade nacional e nós, infelizmente, nem sempre fazemos por isso.
João José Brandão Ferreira
TCor /Pilav (Ref)