interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Showing posts with label América Latina. Show all posts
Showing posts with label América Latina. Show all posts

Sunday, September 15, 2013

Adivinhe qual é o país latino-americano nesta lista?


http://www.exame2.com.br/tablet/noticias/7-paises-que-tem-mais-poupanca-do-que-divida


7 países que tem mais poupança do que dívida
Dívida negativa | 14/09/2013 08:00 | João Pedro Caleiro
De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional, apenas 7 países do mundo tem dívida líquida negativa como proporção do PIB
Eles têm dinheiro sobrando (...)

Wednesday, December 05, 2012

Sociedade civil e educação na América Latina


Sociedade civil e educação na América Latina

04 de dezembro de 2012 | 2h 07

ANDREA BERGAMASCHI
Uma revolução das boas está ocorrendo no mundo. Quem acompanha as notícias pela imprensa vai concordar que ultimamente não há um só dia em que não leiamos ou ouçamos algum novo dado ou opinião sobre educação. A sociedade espera mais da educação hoje, e isso é uma excelente notícia.
Recente pesquisa da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) mostrou o otimismo dos brasileiros com relação à educação no País para os próximos anos e deixou claro para os governos da América Latina aquilo que vimos considerando importante e prioritário: a questão educacional para o futuro da região. Já sabemos, por exemplo, que não conseguiremos potencializar o crescimento brasileiro e proporcionar melhores condições de vida para todos enquanto tivermos problemas de qualidade na educação pública nacional. A educação deve ser um tema prioritário no Brasil e nos demais países da América Latina que ainda figuram entre os mais desiguais do mundo.
A nova campanha mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciada no fim de setembro em Nova York, reforça essa ideia. A Education First, uma iniciativa do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, coloca a educação no centro de todas as demais metas de desenvolvimento e chama a atenção para o fato de que sem que todas as crianças e todos os jovens estejam na escola, aprendendo e consolidando valores para a cidadania, as Metas de Desenvolvimento do Milênio, também lançadas pela ONU, no ano 2000, estarão comprometidas.
De fato, a própria meta que trata da universalização da educação básica até 2015 está em risco. Em 2010 - ou seja, a apenas cinco anos desse prazo -, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apontou que 61 milhões de crianças em idade de ingresso no ensino fundamental estavam fora da escola no mundo.
Até pouco tempo atrás, os modelos de desenvolvimento socioeconômico atribuíam aos governos toda a responsabilidade de buscar soluções para a educação. Hoje, impulsionada pelos ideais do desenvolvimento sustentável, a sociedade civil se entende como parte de um processo que envolve vários atores. Há um sentimento de corresponsabilidade. Atualmente sabemos que o tal "efeito cascata" sugerido nos anos 1980 e 1990 nem sempre se verifica, pois o desenvolvimento social não vem instantaneamente como consequência do econômico. É preciso agir intencionalmente e investir em áreas que garantam essa combinação, e a educação é uma delas.
Na América Latina, com o fortalecimento da democracia, surgiram organizações da sociedade civil para trabalhar com seus governos a fim de garantir uma educação de qualidade para todos e, mais recentemente, de monitorar os avanços e desafios educacionais em seus países. Além do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México são exemplos dessa tendência.
O Educar 2050 realizou neste ano seu 4.º Fórum de Qualidade Educativa, promovendo importantes reflexões sobre a situação da educação na Argentina. O Educación 2020, nascido do movimento estudantil de 2008 que iniciou os debates sobre a desigualdade educacional do sistema chileno, é hoje umas das vozes mais fortes na busca pela qualidade com equidade na educação do país. O Mexicanos Primero, que trabalha com campanhas e mobilização desde 2005, acaba de lançar o relatório Ahora es Cuando, que propõe metas e estratégias para o enfrentamento dos desafios no México. No ano passado, a Colômbia reuniu líderes do setor privado, gestores públicos e imprensa para lançar a campanha Colombia, un País Unido por la Educación! para mobilizar a população em torno dos indicadores educacionais, inspirada no modelo brasileiro do Todos Pela Educação.
Em 2010, essas organizações se uniram a outras da região e formaram a Rede Latino-Americana de Organizações da Sociedade Civil pela Educação (Reduca), uma iniciativa apoiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para somar esforços e lançar uma voz regional para aumentar a participação da sociedade civil no acompanhamento dos indicadores educacionais e na busca de soluções para a educação em conjunto com seus governos. El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana são os outros países da rede. E Nicarágua, Uruguai e Venezuela já demonstraram interesse em participar.
Segundo a Unesco, em 2009 a região deixava 23 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos fora da escola ou em risco de abandoná-la. No Brasil, são 3,7 milhões de crianças e jovens nessa situação. Por enfrentarem desafios parecidos os países latino-americanos têm a possibilidade de aprender uns com os outros e de promover uma consciência regional que coloque a educação em primeiro lugar.
No último encontro anual da Reduca, em agosto, foi aprovado o lançamento de uma campanha regional em 2013 para aumentar o interesse da sociedade civil pela qualidade da educação e mobilizar mais atores na agenda educativa, para que possamos dar o salto de que a América Latina precisa.
Os países que estão no topo das avaliações internacionais demonstram que é preciso transformar a educação num tema urgente. Em algum momento da História essas nações a colocaram em primeiro lugar, e em cada um delas a sociedade passou a acompanhar a sua evolução. Tratou-se de uma estratégia de longo prazo, contínua e consistente, que hoje reflete uma sociedade mais justa, com bons índices de saúde, renda e participação social.
As organizações da Reduca entendem essa urgência e estão comprometidas em garantir que em seus países a sociedade coloque a educação em primeiro lugar, para que a América Latina cresça de forma sustentável e com justiça social para todos.
* GERENTE DE PROJETOS ESTRATÉGICOS DO MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO 

Sociedade civil e educação na América Latina - opiniao - versaoimpressa - Estadão

Wednesday, December 01, 2010

Solução para uns, ameaça para outros

Surge uma crise internacional para onde vai o governo de esquerda, como o de Zapatero na Espanha? Para o único meio de se tirar a economia da crise, atraindo o capital, isto é, com um programa de privatizações.
O resto é balela...

Spain and Ireland turn to privatisation
www.telegraph.co.uk
Spain and Ireland are set to launch large-scale privatisation programmes as they fight to preserve market faith in their turnaround plans.

E não demora, os mesmos métodos serão copiados na letárgica América Latina. Portanto, atenção redobrada sobre o foco de instabilidade regional que irá piorar sua situação, a Venezuela.
Se Chávez não cair, a tosca política do caudilho será culpar os outros, como de praxe tem sido e, uma “boa maneira de movimentar sua economia” concentrando poder passa pela militarização da sociedade. Mais uma vez, todo cuidado é pouco.
...

Friday, July 23, 2010

Desigualdade Latino-Americana

Estudo regional divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) aponta que a América Latina pode ser considerada a região mais desigual do mundo, pois abriga dez dos 15 países com maiores diferenças entre ricos e pobres do mundo.
Os países mais desiguais são, pela ordem, Bolívia, Haiti, Brasil e Equador. Os menos desiguais são Argentina, Uruguai, Venezuela e Costa Rica, segundo o estudo, que foi apresentado na Costa Rica.
(...)
Em PNUD: América Latina é região mais desigual do mundo
...

Acho este tipo de estudo, da maneira como apresentado aqui, pobre se não vai além evidenciando a mobilidade social. Podemos sim ter uma sociedade mais desigual, mas se a base da sociedade apresenta melhores condições e/ou maior possibilidade de ascensão que uma sociedade mais igualitária como a Venezuela (confira no link), tanto melhor.

Wednesday, July 14, 2010

Comércio Externo Brasileiro e Desenvolvimento Regional


            Países “mais protegidos” são, via de regra, mais atrasados economicamente, como a Índia com uns 60% de tributos em média e o Egito, com uns 100%. O Brasil gira em 30% e os EUA algo por 12% para produtos agrícolas e uns 3% para manufaturados.
           
            Agora, a questão da Embraer é importante. Não acho que seja por tarifas que a empresa tenha se desenvolvido. Seu produto já é caro e o importado também deve ser equivalente. O que fez diferença, diversamente a tantos outro setores “protegidos” é a existência de um ITA. Portanto, é ilusão achar que a tributação elevada sobre um notebook vá, como que por encanto, nos levar a dominar esta tecnologia.

            Enquanto brincamos com isto, companhias de hardware preferem produzir na Costa Rica ao Brasil porque levam apenas 3 horas para terem suas exportações autorizadas e aqui, 3 dias. Não vejo estratégia nisto.

            Dizem que deveríamos dar ênfase ao comércio continental, com nossos "irmãos latino-americanos"... Quanto à infra-estrutura na América Latina, estou de pleno acordo. É um absurdo que não façamos uso de nossos recursos, especialmente rios desenvolvendo uma rede inter-modal (estradas-rios-ferrovias). Quem ensaiou, mas inexplicavelmente deu pra trás, foi o governo FHC que tinha um projeto de integrar a Hidrovia do Paraná a do Paraguai e, posteriormente, ao Rio Madeira. Se tal se concretizasse teríamos uma passagem de Buenos Aires ao Orinoco, pois este se liga ao Negro. Fantástico! Imagine o desenvolvimento regional... Hotéis, pesca, aventura, turismo, empregos, empregos e mais e mais comércio. Mas, nestas horas se vê a falta que um Sérgio Mota faz.

            Para dizer a verdade, não foi “inexplicavelmente”, não... Parece que o obstáculo jurídico veio dos ambientalistas e o financeiro por recursos destinados às termoelétricas em função do apagão de 2001.
...

Monday, June 21, 2010

Calma na América Latina é temporária

ESTADO.COM.BR - Internacional

/Internacional

Calma na América Latina é temporária

Países que se opõem aos governos bolivarianos avançam e os da esquerda radical ainda conseguem manter suas posições

18 de junho de 2010 | 0h 00
Jorge Castañeda - O Estado de S.Paulo
PROJECT SYNDICATE
A gangorra perpétua da geopolítica latino-americana está mais ativa do que nunca. Os chamados países da "Americas-1" ? os que são neutros no confronto entre EUA e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, (e Cuba), e os que se opõem abertamente aos governos bolivarianos da Bolívia, Equador, Cuba, Nicarágua e Venezuela ? avançam lentamente. A esquerda radical da "Americas-2" vem recuando aos poucos, mas ainda consegue manter suas posições e acabar com qualquer tentativa para reduzir sua influência.
Mas essa relativa calma nesse conflito ideológico, político e diplomático entre os dois grupos é apenas temporária. Seria mais uma calmaria antes do vendaval que vem se aproximando.
A Nicarágua é um país muito pequeno e pobre para representar alguma ameaça, mas sempre traz problemas. O presidente Daniel Ortega quer se manter perpetuamente no cargo e está disposto a usar todo tipo de estratagema para isso. Cedo ou tarde, esse será um grande desafio para o Hemisfério. Ou a região vai preferir desviar os olhos? Nesse caso, essa comunidade hemisférica provará ser realmente inconsistente, diante de um segundo problema: Honduras.
No dia 7, países bolivarianos conseguiram impedir o retorno de Honduras à OEA, apesar das eleições livres e justas realizadas no país em novembro. Então, o que vai se fazer? Ignorar a implosão democrática iminente da Nicarágua e a ausência de democracia em Cuba? Ou adotar os mesmos critérios aplicados no caso de Honduras para a Nicarágua, Cuba e Venezuela?
Infelizmente, os dois únicos países que podem ter um papel importante para amainar as crescentes tensões ficarão passivos. O México está consumido por sua guerra fracassada contra os cartéis da droga. E o Brasil também está paralisado, em parte por causa da campanha para a próxima eleição presidencial, e em parte por causa dos recentes revezes diplomáticos do governo. O presidente Lula quis promover seu país no cenário mundial como uma potência emergente, mas não foi bem-sucedido. Sua principal meta ? conseguir uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas ? está mais distante do que nunca, e seus objetivos mais modestos não tiveram sucesso maior.
A tentativa de Lula, junto com a Turquia, para intermediar um acordo entre Irã e o Ocidente, fracassou quando um novo bloco de sanções ao Irã foi aprovado. O Brasil acabou sozinho, com a Turquia, votando contra as sanções, e sem nada para mostrar por seus esforços de mediação.
O Brasil sempre relutou em se envolver nos conflitos internos de seus vizinhos. Agora que se aventurou do outro lado do mundo e teve pouco sucesso, é improvável que deseje levar adiante outros projetos fúteis, como a reforma da OEA, ou evitar um novo confronto entre Venezuela e Colômbia, ou procurar garantir eleições livres e justas na Nicarágua.
Embora a América Latina consiga continuar resistindo ao vendaval econômico global, a calmaria diplomática na região é enganadora. Qualquer temporal mais forte pode pôr fim a ela. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
É EX-CHANCELER MEXICANO

Sunday, June 20, 2010

O desencanto esquerdista


Nos anos 70 e 80 cansei de ouvir que "a direita é vitoriosa porque lê a esquerda", enquanto que o contrário não ocorre. Bem, acho que estamos numa situação distinta, mas não oposta: na verdade, ninguém está lendo o rival como devia. Esta entrevista que me dei ao trabalho de ler e pontuar é esclarecedora de como o modelo político da esquerda está distante para os próprios parâmetros desta. O que não quer dizer, bem entendido, que estejamos em uma posição confortável... Não, longe disto! Mas, sim que o que ocorre é algo distinto dos tipos-ideais de direita e esquerda. Então, nossos marcos teóricos têm que ser revistos para que possamos entender o que se passa.

Minhas notas seguem abaixo.

a.h
...
 
Vitória da direita no Chile, crescimento conservador na Argentina, fortalecimento da oposição e crise do chavismo na Venezuela. A isso, soma-se o aumento da intervenção dos Estados Unidos na América Latina. Esse é o cenário complicado que o venezuelano Edgardo Lander, professor de Ciências Políticas da Universidade Central da Venezuela (UCV) e membro do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso) enxerga para o futuro do continente: "Não há uma situação de otimismo para os próximos anos na América Latina", explica. "As promessas do que foi o momento de deslocamento progressista rumo à esquerda, e o que se supunha que, como conseqüência disso, ia acontecer no continente, numa importante medida, saíram frustrados".
Apesar das enormes conquistas sociais e democráticas dos mais de dez anos de chavismo, o sociólogo também vê, na Venezuela, centralismo de poder e poucas definições do modelo socialista proposto pelo governo de Hugo Chávez. "Vem se reiterando que o modelo socialista venezuelano não é um modelo de estatização total da economia, e por isso há um setor privado que seguirá funcionando. Mas não houve uma definição sobre o que consiste o setor privado. Então, em conseqüência, há uma permanente indefinição a respeito de até onde vai esse processo", comenta[A1] .
Caros Amigos- Como o senhor vê o atual momento político da América Latina?
Edgardo Lander- Muito complicado. As promessas do que foi o momento de deslocamento progressista rumo à esquerda, e o que se supunha que, como conseqüência disso, ia acontecer no continente, numa importante medida, saíram frustrados. Há uma recuperação significativa da direita, uma direita muito agressiva, um tipo de liberalismo conservador muito duro, em diferentes terrenos. Provavelmente vamos olhar com nostalgia a ausência de George Bush porque ele tinha duas virtudes: uma é que era tão absolutamente grotesco, que unificava todo mundo contra ele. A outra é que estava demasiadamente ocupado fazendo guerras pelo mundo para se ocupar da América Latina. O governo Obama já deu demonstrações de que não será assim. O que representa Honduras, as bases militares na Colômbia, as frotas, Haiti.. Há uma intervenção. Em relação à América Latina, nesse pouco tempo, o governo Obama tem sido muito mais negativo do que os 10 anos de governo Bush. Não creio que deve-se desperdiçar demasiadas lágrimas com o governo de la consertacion no Chile, mas de qualquer maneira é a vitória final de Pinochet. O que ele se propôs, como projeto político, a transformação da sociedade chilena, a transformação cultural profunda da sociedade e chegou a tal nível que conseguiu que 20 anos depois as pessoas votassem por um projeto que representa, em boa medida, a continuidade de muita gente dura de Pinochet... É uma coisa bastante forte, com impacto na América Latina. As perspectivas eleitorais na Argentina não são nada boas. Talvez, não haja na América Latina uma direita hoje tão direitosa e facistóide como na Argentina, onde se questiona todos os temas culturais, dos direitos sexuais reprodutivos, o aborto, o papel da Igreja, o questionamento das políticas sociais, toda a política de redistribuição. A direita ganhou as eleições na cidade de Buenos Aires e não há segurança de que um projeto medianamente progressista, pelo menos social democrata tenha continuidade. Na América Latina, o ciclo em direção à esquerda pode estar chegando a seu fim[A2] .
E Brasil e Venezuela?
Os resultados eleitorais do Chile nos demonstram que é possível haver um presidente em exercício com 80% de popularidade e seu partido perder as eleições. Isso poderia acontecer no Brasil. As pesquisas continuam indicando uma extraordinária popularidade de Lula, mas não há garantia que haverá continuidade do governo do PT no Brasil. E isso obviamente tem conseqüências geopolíticas importantes para o resto da América Latina, porque se a direita ganha no Brasil, a situação na Venezuela, Equador e Bolívia se coloca em extremo perigo. Não há uma situação de otimismo para os próximos anos na América Latina[A3] .
Quais são as perspectivas para as eleições na Venezuela neste ano?
As eleições parlamentares na Venezuela são em setembro deste ano. São eleições que se dão em uma conjuntura muito pouco favorável para o governo porque esse ano será muito difícil economicamente. Por vários motivos, mas fundamentalmente porque, como conseqüência da desvalorização do bolívar, haverá um impacto inflacionário importante. A inflação na Venezuela não foi controlada. Temos a inflação mais alta da América Latina, no ano passado foi de 25%, e a desvalorização seguramente vai significar um impacto inflacionário, o qual obviamente tem impactos sobre a capacidade de consumo da população. E isso tem custo político para o governo como para todas as partes. A isso se agrega o fato de que há uma severa crise de eletricidade que, em termos imediatos, explica-se pela seca. 70% do consumo elétrico na Venezuela é gerado por hidroeletricidade. E houve uma severa seca como conseqüência do Niño e as represas estão em um nível alarmante e vão a reduzir o volume de geração de eletricidade para não consumir toda a água que é retida. Isso deu força à oposição venezuelana, que acusa o governo de ser o responsável de não ter feito a manutenção de quadros, não ter feito investimentos em energias geotérmicas, em plantas de geração de eletricidade de outro tipo... E por outra parte, há os problemas não resolvidos, sendo o principal deles a insegurança. Na Venezuela, a insegurança é um problema sério em termos estatísticos e de percepção social de insegurança, que são problemas relacionados, mas diferentes. A taxa de homicídios no país aumentou durante esses anos de forma significativa e a percepção e paranóia em torno da insegurança ocupa um lugar muito importante no cenário do país. E esse é um problema que o governo também não teve capacidade de resolver. Estamos numa conjuntura particularmente complicada para o governo. Se o governo perder as eleições, na assembléia nacional isso seria realmente catastrófico. Isso significa um parlamento que passaria a estar em mãos da oposição[A4] .
Qual a sua avaliação das recentes medidas econômicas de Chávez?
A medida econômica mais importante até agora, neste ano, foi a desvalorização. Como conseqüência de ser um país petroleiro, a Venezuela tem tido, historicamente, uma moeda supervalorizada, porque tem como conseqüência um mercado grande para sua principal produção que é o petróleo, e preços que historicamente tendem a crescer. Desde a década de 30 do século passado temos uma moeda sobrevalorizada, e isso gera conseqüências. É muito mais barato comprar coisas no exterior que no país. E é muito difícil exportar, porque o custo de produção internos são, dado a paridade da moeda, muito altos em relação aos preços internacionais. Isso faz com que o país seja altamente dependente de seu único setor efetivamente competitivo que é o petróleo. Houve uma deterioração continuada da capacidade de produção interna. A Venezuela, que foi um país agrícola até a segunda ou terceira década do século passado, passou a ser um país totalmente dependente da importação de alimentos. Hoje, segue importando 70% dos alimentos que consome. Essa paridade da moeda era absolutamente insustentável. Então uma desvalorização era necessária há bastante tempo[A5] . O problema é se a desvalorização está ou não acompanhada de outras políticas que façam com que a desvalorização não se converta simplesmente um mecanismo acelerador de inflação.
As medidas que foram e estão sendo tomadas não mudam a situação da economia interna?
Até agora não. E não está anunciado. Está anunciado um fundo para financiar a produção interna, mas eu pessoalmente acho que há um desequilíbrio entre o impacto dessa medida, que é muito forte, e a relativa debilidade das políticas de impulso da produção. Por outro lado, no modelo de socialismo que se constrói na Venezuela, desde uma proposta social democrata avançada do começo do governo Chávez, a agora, quando ele acaba de se declarar marxista, há uma transição política e ideológica importante, na medida em que o modelo de sociedade e o modelo de socialismo tem sido uma coisa que vem mudando com o tempo[A6] .
O que muda na economia da Venezuela sob o modelo do socialismo do século 21, nos marcos da chamada revolução bolivariana?
A constituição do ano de 99, que é a constituição vigente, não define a sociedade venezuelana como socialista e sim como capitalista social democrata, de Estado de Bem Estar. Dá um peso importante ao Estado, que garante os direitos básicos e gratuidade da educação e da saúde. O Estado é o dono das empresas básicas, é o Estado regulador etc. Mas, além do Estado, define áreas econômicas do setor privado, que fundamentalmente engloba o setor de produção de insumos, de serviços, da economia social, de cooperativas. Sobre a base desse desenho constitucional, vem se modificando o discurso na medida em que se assinala que o modelo é socialista, que é outra coisa diferente. Esse modelo socialista tem obviamente poucas definições. E se vem reiterando que não é um modelo de estatização total da economia, e por isso há um setor privado que seguirá funcionando. Mas não houve uma definição sobre o que consiste o setor privado, quais áreas da economia ficam em mãos do setor privado, quais as relações entre setor publico e privado... Então, em conseqüência, há uma permanente indefinição a respeito de até onde vai esse processo. Quando se propõe um modelo de sociedade sem o setor privado na produção, isso significa um tipo de sociedade. Se, pelo contrário, se propõe que haja um modelo de sociedade mista, isso significa que esse mercado e essas propriedades tem que ter algumas regras do jogo. O que temos nesse momento é que parece que nem está proposto a estatização de tudo nem há um reconhecimento de qual é o papel do setor privado. Então, não há nem uma coisa nem outra. Temos um setor privado que tenta fazer maior negócio possível a curto prazo porque não sabe o que vai acontecer. Especula, especula, tira o maior lucro possível, mas não o investe. Então é uma situação ou de especulação, ou de escassez, não geração de novos empregos. E o setor privado tem sido isso durante esses anos. Diante das medidas de desvalorização e as tentativas de especulação por parte do setores importadores e comerciantes, o governo respondeu dizendo que os negócios que especulem serão expropriados. Então, se aprova uma nova lei que faz isso possível. Uma nova lei que não passa por procedimentos judiciais, nem por procedimentos de uma primeira sanção, segunda sanção, que passa diretamente no momento que o Executivo decida que um negócio está especulando pode proceder diretamente com a expropriação. Baseados nessa lei, expropriaram uma importante cadeia de supermercados, cadeia Exito, de capital colombiano francês. E isso se supõe que é uma espécie de efeito demonstrador: "já sabem o que vai lhes acontecer se não tiverem cuidado e se tentam especular". É um terreno de indefinições. Obviamente todo processo de mudanças tem indefinições, isso é inevitável. Mas se a expectativa é que exista um setor privado produtivo que gere emprego, o Estado tem que dar alguns sinais de que isso existirá. Se o setor privado interpreta que o Estado a qualquer momento vai mudar as regras do jogo, vai expropriar, ele não vai ter uma visão a médio prazo, e muito menos a longo prazo[A7] .
Caros Amigos - O que é o socialismo do século 21 e quais são as diferenças do socialismo do século 20?
Eu não posso ter senão uma perspectiva muito crítica. Se alguém olha para o que foi a experiência do socialismo do século 20, fundamentalmente pensa na experiência soviética e eu creio que pode-se identificar duas áreas principais de fracasso retumbante. O fracasso prático, ou seja, não conseguiram uma sociedade mais democrática, mas sim, uma menos democrática. O fato de que a democracia liberal seja uma democracia manejada por dinheiro não faz com que sua eliminação em si mesma seja mais democrática. E a experiência soviética obviamente terminou em uma experiência não só não democrática, mas de caráter autoritário. Mas, por outro lado, desde o ponto de vista dos desafios que hoje confrontamos como a crise do modelo civilizatório, os limites do planeta, as mudanças climáticas, ou seja, o desafio de construção de um outro padrão civilizatório, é obvio que o socialismo do século 20 não foi a busca de um padrão civilizatório diferente, mas sim a reprodução de um padrão produtivista. Achavam que a União Soviética chegaria ao comunismo no momento em que ultrapassasse os Estados Unidos nos milhões de toneladas de aço e de cimento que produzia. Para mim, as duas perguntas que devem ser feitas a um modelo que se propõe como alternativo ao socialismo do século 20, que se reclama como socialismo do século 21, que supõe-se que quer ser diferente do século 20, são: onde está a democracia e onde estão as transformações civilizatórias[A8] .
Sem isso, não creio que seja possível construir uma alternativa pós capitalista melhor, não sei se socialista ou não. Na Venezuela, lamentavelmente, ocorreu uma brecha geracional muito importante entre a época em que a esquerda viveu a crise do socialismo e o colapso da União Soviética e o questionamento da experiência socialista; e a chegada de Chávez. Ocorreu um vazio histórico, o debate da esquerda desapareceu praticamente e agora chegamos a uma nova situação onde se tenta construir o socialismo do século 21 sem memória, sem história, sem voltar a refletir criticamente sobre o que aconteceu antes e porque passou. E, em consequência, tende a repetir os mesmos erros de estatismo e centralização de poder.
Caros Amigos - E passada mais de uma década de governo Chávez, quais são os principais avanços do seu governo?
O mais importante, sem dúvida, é uma transformação da cultura política, a auto estima, a dignidade popular do povo venezuelano. Isso é uma coisa extraordinariamente importante, e isso aconteceu como consequência de políticas públicas, de promoção de mobilização, de políticas educativas, de saúde, de água, de incentivo de participação popular, e isso é o mais importante. Ocorreu uma melhora nos níveis de vida, de alimentação e saúde do setor popular. Hoje, a Venezuela é o país menos desigual da América Latina, segundo a Cepal. E isso não é pouca coisa. Hoje, o Estado venezuelano recuperou o controle fundamental sobre as reservas petroleiras que estavam em processo de entrega massiva ao capital internacional. Um informe do escritório geológico dos EUA afirma que a Venezuela tem as reservas petroleiras maiores do mundo que chegam ao dobro da Arábia Saudita. Isso é obviamente uma das razões pelas quais há uma agressividade tão grande contra o governo Chávez a nível internacional e por parte das políticas dos Estados Unidos. Então essa área de políticas diretas em relação aos setores populares, o que foram as missões em termos de políticas de alfabetização massiva. O impacto sobre a América Latina, nos processos de Equador e Bolívia, dificilmente poderia ocorrer sem a experiência anterior de Chávez e o apoio político e experiência da reforma constitucional. Isso é algo que faz parte da herança da América Latina hoje. Eu diria que por aí aponta o fundamental.
Os processos de politização ampla dos setores populares. Antes, o tema principal de conversa em qualquer transporte popular ou de classe média era a novela brasileira, e hoje é a política. No entanto, há muitas ameaças de precariedade, de centralismo de poder, de caudilhismo. O fato de que há uma contradição entre as dinâmicas democratizadoras de base e o processo de tomadas de decisões acima. Se as pessoas estão organizadas democraticamente e falam de democracia, ligam a televisão e veem que o presidente diz "está decidido", então, elas pensam "o que nós estávamos discutindo aqui, para que servia? Se na hora da verdade quem decide é outra pessoa e nos inteiramos pela televisão? ". Essa tensão atravessa a sociedade venezuelana hoje. É uma contradição que não está resolvida[A9] .
Caros Amigos - Quais são os principais desafios da chamada revolução bolivariana?
Em primeiro lugar, a democratização. Se não houver processos de institucionalização do processo. Se não há processos nos quais existam dinâmicas coletivas de tomada de decisão que permitam o debate, a confrontação, debates públicos... Chávez declarou que exige lealdade total, porque ele não é um homem, é um povo. Vamos pensar o que significa isso. Quem não está de acordo com Chávez, não está de acordo com o povo. Está negada, de antemão, toda a possibilidade de desacordo, de discussão, de debate, porque ele representa o povo, unitariamente, a totalidade. Então, os problemas de produção, de confrontação com as ameaças imperiais, a subversão da oposição, essas coisas estão aí, e o problema é se há capacidade de responder democraticamente, aprofundando a democracia ou se, pelo contrário, a lógica da ameaça leva a responder com o encerramento do processo de tomada de decisões, que creio que é o pior que pode se acontecer, porque isso mata o processo internamente. Por isso eu acho que a ameaça maior é interna, é do chavismo e não da oposição. Há ameaça da oposição, há ameaça dos Estados Unidos, há a base militar na Colômbia, tudo isso é certo. Mas a principal ameaça é o desgaste do processo como consequência das pessoas irem perdendo a confiança democrática[A10] .
Tatiana Merlino é jornalista
Edgardo Lander: "O ciclo em direção à esquerda pode estar chegando a seu fim"
 
Fonte: Caros Amigos

 [A1]Isto é interessante: enquanto que a direita vê um ininterrupto avanço da esquerda no continente americano, em especial nos países andinos, o que a própria esquerda aqui nota é uma indefinição deste processo de acordo com seus parâmetros utópicos.
 [A2]Quando um analista chega a dizer que alguém como Pinochet ou simplesmente alguém, um indivíduo ocasionou uma “transformação cultural profunda” se percebe o peso do mito nas falsas consciências. Ninguém tem tamanho poder, o que há de fato é um processo de racionalização econômica (que é resultante da ação de vários indivíduos e não apenas um ou um grupo) em torno de um núcleo de propostas pragmáticas.
 [A3]Eh eh, os bonecos estão apavorados. Realmente, eu não tenho esta certeza que acomete muitos direitistas de que as eleições presidenciais no Brasil já estão definidas com Dilma. Um fator de “irracionalidade política” ainda pode sobrevir com a antipatia que causa a candidata em muitos eleitores. Deixando claro que o que eu entendo por ‘racionalidade’ significa a perpetuação do atual assistencialismo brasileiro que eu, pessoalmente, desaprovo. Logo, ‘racional’ para mim não significa o melhor.
 [A4]Muitos liberais e conservadores deveriam ler isto. Mas, como “não perdem tempo lendo o inimigo” ficam criando bonecos de palha que dão uma dimensão errada de seus rivais, como se a esquerda não estivesse degringolando por sua congênita incompetência. E para quem acha que a esquerda se utiliza das mudanças climáticas para disseminar o alarmismo poderia aproveitar para ver como, no caso, o El Niño não foi nada proveitoso para Hugo Chávez... Mas, como um amigo já me alertou, não devo ser muito otimista, pois caudilhos como Chávez costumam se perpetuar no poder às expensas da situação econômica desfavorável. Bem... Basta vermos o que é Cuba...
 [A5]Esta medida permite um aumento das exportações, mas o consumo interno é prejudicado. Ingenuamente, o entrevistado crê que isto baste para se desenvolver uma produção autóctone dos bens importados, como se fosse possível uma substituição de importações de alimentos competitiva, barata sem que se invista numa economia de escala do setor que é, tradicionalmente, feita pelo setor privado.
 [A6]Se confunde muito marxismo com leninismo. Se Chávez fosse o primeiro se empenharia em desenvolver o capitalismo para depois alçar uma revolução. Como ele se aproveita das chamadas “vantagens do atraso” está mais para o segundo caso.
 [A7]Acho que este foi o parágrafo mais inteligente do professor: se o estado venezuelano é social-democrata, as regras devem ser claras para o setor privado investir se sentindo seguro; se for socialista, estatal mesmo, não deve deixar espaço para o capital privado (sob constante ameaça) como o faz.
 [A8]Estão definitivamente fora do marco socialista, mas dizer isto a socialistas é difícil, então o melhor é deixá-los que descubram através de seus fracassos mesmo.
 [A9]E que, acredito, levará a sua derrocada. É uma questão de gerações, quando as próximas não cairão no engodo das antigas. O hiato entre o desenvolvimento de vários países contra o estado fossilizado venezuelano só aumentará e trará problemas aos países fronteiriços.
 [A10]“Perdendo a confiança democrática” ou melhor, criando a necessidade de democracia, coisa que inexiste na Venezuela de hoje se tomarmos por princípio a existência do dissenso.

Friday, April 17, 2009

Entrevista com Francis Fukuyama



Gosto do Fukuyama. Aqui vão algumas considerações sobre sua entrevista a Veja:



"Só vou considerar que há alternativa viável à democracia liberal se, no prazo de uma geração, o regime autoritário da China conseguir mesmo levar o país a igualar o nível de desenvolvimento dos Estados Unidos e da Europa. Acredito, porém, que esse objetivo não seja alcançável pelo atual modelo chinês."


Pois então, não sei se sou excessivamente otimista ou se abuso do economicismo teleológico com sinal trocado (ao marxismo), mas acredito na evolução do sistema chinês. Inclusive, como também ocorreu na Coréia do Sul e Japão. Embora, nestes casos tenha havido guerras com ocupação e imposição constitucional posterior... É que não consigo pensar que haja desenvolvimento econômico, o fortalecimento de uma classe economicamente dominante (para abusar do cacoete herdado do marxismo) sem que haja sua correspondente ascensão política. É como se falarmos em alguém cada vez mais rico e calado perenemente pelo medo de se expor. Classes ricas tendem a ter influência política também e isto me soa óbvio.


"As ideias que exportamos desde os tempos do presidente Ronald Reagan (1981-1989) deverão ser modificadas, pois foram justamente elas que nos impeliram para a crise atual."


Eu não tenho certeza disso, genericamente como está colocado. De que forma? Ele se refere às privatizações ou a transferência de capitais? Mesmo assim, para mim, a importância de Reagan está no enfrentamento do poderio soviético. Ele forçou a máquina até ferver. Acho que se Reagan teve méritos está igualmente no fato de que no plano de mercado defendeu a livre iniciativa, mas na política externa manteve o estado de segurança do bloco ocidental sem baixar a crista.


"O pior dessa história toda é que, na esteira da crise, estamos assistindo a um aumento do nacionalismo econômico. Não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Seu desdobramento mais nefasto é o protecionismo. Esse movimento é um grande perigo. Sabemos das consequências do protecionismo. Não funcionou nos anos 1930 e não funcionará novamente."


Acho que aqui Fukuyama se mantém politicamente correto. O que não está sendo dito com todas as letras é o temor do protecionismo americano, a única grande ameaça com Obama. Os países periféricos estão cagados de medo de ver seu principal cliente adotar aquilo que suas elites universitárias sempre apregoaram.


"Os chineses estão usando a crise econômica global de maneira estratégica, promovendo investimentos em várias partes do mundo. Eles estão aumentando seu peso político. Também pressionam por mudanças nas instituições multilaterais para que o papel deles seja mais relevante. Acho que os chineses sairão da crise com mais poder de barganha do que tinham antes."


Perfeito. Também acho.


"Eles vivem a ilusão de que essas mudanças produzirão justiça social, mas elas são propostas por líderes populistas cujo único objetivo é aumentar o poder do Executivo. Justificam isso com programas sociais de redistribuição de renda que retiram direitos da elite e os repassam aos excluídos. É uma tendência perigosa. Se for para fazer redistribuição, que se faça com o consenso de toda a sociedade. Se não houver um consenso na sociedade para que essas mudanças ocorram, haverá uma polarização cada vez maior entre direita e esquerda."


Interessante, quando todos dizem que este grupo está se fortalecendo, ele vê um enfraquecimento no seu horizonte.


"Porque o Brasil é mais estável. É um estado federativo, com experiência na descentralização do poder. Além disso, o consenso a respeito da importância da participação política é muito maior na sociedade brasileira do que na maioria dos outros países da região."


Bem pensado, ele não é mais um que se deslumbra com a estabilidade do governo Lula, mas vê nossa estabilidade institucional que, por outro lado, tem na "república dos governadores" sua chave federativa. Isto é, a barganha é necessária para governar em Brasília. Como diz:


"O problema no Brasil é o Legislativo. As regras eleitorais dificultam a formação de maiorias no Congresso, o que força os presidentes a criar coalizões com diferentes partidos. Um presidente brasileiro jamais tem uma maioria no Congresso, como o presidente Obama tem nos Estados Unidos. Além disso, os partidos brasileiros não têm disciplina. Isso é terrível. Os partidos não podem forçar seus membros a seguir a orientação do líder, o que obriga o presidente a fazer acordos paralelos. Esse modelo favorece a corrupção e dificulta a aprovação de leis."


"Outro grande problema é que os professores são muito mal preparados. Para piorar, os pais dos alunos não estão dispostos a cobrar a melhoria do ensino nem são preparados para isso."


Sem comentários, apenas assino em baixo. No geral, gostei da entrevista.


Dá o que pensar, inclusive sua crítica ao governo Bush.



Monday, November 17, 2008

Hu Jintao 10 vs. Barack Obama 0

HOY
Política
Costa Rica y China inician negociaciones para TLCEl presidente asiático visitará Centroamérica para suscribir 11 acuerdos políticos, económicos y deportivos con ese país, e iniciar las conversaciones para la firma de un TLC.
VS.

Voted NO on implementing CAFTA for Central America free-trade.

Approves the Dominican Republic-Central America-United States-Free Trade Agreement entered into on August 5, 2005, with the governments of Costa Rica, the Dominican Republic, El Salvador, Guatemala, Honduras, and Nicaragua (CAFTA-DR), and the statement of administrative action proposed to implement the Agreement. Voting YES would: Progressively eliminate customs duties on all originating goods traded among the participating nations Preserve US duties on imports of sugar goods over a certain quota

Remove duties on textile and apparel goods traded among participating nations Prohibit export subsidies for agricultural goods traded among participating nations Provide for cooperation among participating nations on customs laws and import licensing proceduresRecommend that each participating nation uphold the Fundamental Principles and Rights at WorkUrge each participating nation to obey various international agreements regarding intellectual property rightsReference: Central America Free Trade Agreement Implementation Act; Bill HR 3045 ; vote number 2005-209 on Jul 28, 2005

http://www.ontheissues.org/2008/Barack_Obama_Free_Trade.htm

Sunday, May 25, 2008

Duas esquerdas



Susan Kaufman Purcell
Diretora do Centro de Política Hemisférica,Universidade de Miami





Já faz algum tempo que os analistas falam de “duas esquerdas” na América Latina. Uma delas está composta de presidentes de tendência social-democrata com condutas democráticas e programas políticos e econômicos que nos lembram os dos países social-democratas europeus. A outra tendência corresponde a caudilhos populistas que, apesar de terem sido eleitos democraticamente, se aproveitaram das regras do jogo democrático para centralizar o poder e a economia em suas mãos. Os atuais governos do Brasil e do Chile são exemplos da primeira tendência e os da Venezuela e da Bolívia, da segunda.

Essa diferença entre as duas esquerdas permitiu à América Latina e aos Estados Unidos deixar para trás a velha noção de que os governos de esquerda são inimigos da democracia e das economias de mercado e, por isso, dos interesses dos Estados Unidos. Entretanto, esse foco nos regimes de esquerda perpetuou o estereotipo da Guerra Fria de que os regimes de direita são antidemocráticos, mais próximos de grupos militares e menos interessados no bem-estar dos pobres.

Por sorte, os atuais governos de direita na América Latina foram eleitos democraticamente, e assim se comportam. Os principais exemplos são México e Colômbia. Tal como nos governos social-democratas da região, suas autoridades estão interessadas em fortalecer a democracia e a economia de mercado, impulsionar o crescimento econômico e reduzir a pobreza em seus países. Em outras palavras, as democracias, de esquerda ou de direita, da região hoje têm mais pontos em comum entre si do que com governos caudilho-populistas.

De fato, os caudilho-populistas são uma ameaça tanto para os governos democráticos de direita como para os de esquerda. A imensa e persistente desigualdade de distribuição de renda na América Latina convenceu muitos latino-americanos de que a democracia e as economias de mercado não lhes trouxeram benefícios. Como resultado, sentem-se atraídos por esses carismáticos caudilhos populistas que prometem mudar o status quo e lhes dar o que necessitam em troca de seu apoio político.

A melhor forma de reduzir as desigualdades de renda é fazer com que o sistema político das democracias seja mais transparente e responsável em relação aos pobres e que sejam implementadas políticas que gerem crescimento econômico. Mas isso é mais fácil de dizer que de fazer. O México é um exemplo. O país necessita aumentar com urgência sua produção de gás e petróleo para cobrir a crescente demanda local e melhorar as receitas com as exportações. Isso demandará investimento estrangeiro na Pemex, a petrolífera estatal do país. Muitos pobres no México se opõem a esse plano em parte devido à percepção equivocada de que investimento externo equivale a privatização, e porque acreditam que as privatizações anteriores não os beneficiaram em nada.

Para obter apoio popular para seu plano de reformas, o presidente Felipe Calderón propôs a criação de “bônus cidadãos”, que permitirão a todos os mexicanos, tanto ricos como pobres, possuir uma parte da Pemex e lucrar se a petrolífera se tornar mais produtiva. Em outras palavras, a reforma proposta permitirá a um maior número de mexicanos, incluindo os pobres, compartilhar os benefícios da reforma econômica.

Outro bom exemplo de integração de setores de baixa renda na democracia e nas economias de mercado são os programas implementados no México e no Brasil que provêem ajuda econômica a famílias pobres sempre que enviem seus filhos à escola e ao médico, entre outras condições. De fato, a consciência de que os problemas dos pobres em países democráticos, com governos de esquerda ou de direita, devem ser resolvidos pode ser o único benefício do surgimento dos caudilhos populistas na região.

Por último, as democracias latino-americanas aprenderam que não basta diagnosticar os problemas e trabalhar com a classe política para resolvê-los. Agora sabem que devem envolver aqueles que se opõem às reformas em discussões políticas e explicar repetidamente a toda a população por que elas são necessárias e como serão benéficas para todos. É um grande avanço para as jovens democracias na região. É preciso garantir que os novos participantes no processo político, do segmento de baixa renda, sintam que podem influenciar e tomar decisões com informações que, de uma vez por todas, protejam e promovam seus interesses.

Sunday, May 11, 2008

Fundos globais para a América Latina


Crescimento das economias latino-americanas




A economia latino-americana apresenta grandes possibilidades de crescimento em futuro próximo. Vejamos alguns trechos desta análise:



(...) o promissor é que estes fundos são (o tem potencial para ser) veículos importantes no financiamento do desenvolvimento, não somente em seus países de origem como em outras regiões emergentes como a América Latina.

(...)

Quando a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi criada, há cinco décadas, seus países membros concentravam cerca de 75% do PIB mundial; hoje representam apenas 55%.

(...)

Mais além das manchetes sensacionalistas, porém, os fundos soberanos estão fazendo uma aposta firme e decidida pelos mercados emergentes, com importantes investimentos na América Latina e outras regiões em desenvolvimento. É o caso da Temasek, que ostenta importantes participações no banco índio Icici e na Tata Teleservices.

(...)

Por que investir em economias desenvolvidas que crescem menos de 2% quando as latino-americanas crescem acima de 5%?

(...)

No futuro, as estratégias de diversificação levarão os fundos soberanos a não buscar somente uma alta rentabilidade, mas também alternativas menos ligadas a seus países de origem. Isso muito provavelmente implicará um interesse crescente em regiões como a América Latina. Se os fundos soberanos decidem destinar 10% de seus investimentos a outras economias emergentes na próxima década, isso poderia resultar em investimentos potenciais de aproximadamente US$ 1,4 trilhão, um valor anual superior ao de toda ajuda que os países da OCDE destinam ao desenvolvimento. E seria bom aos países latino-americanos não perder esse trem.



Monday, March 17, 2008

Crise de energia e de medidas enérgicas




Para atingir os intentos revolucionários, os terroristas das Farc atacam a infra-estrutura dos países da região.

A América Latina está sendo acometida por uma crise anunciada. Enquanto o mundo vive às voltas com terrorismos, separatismos, nosso principal problema não muda desde os tempos coloniais. A saber, o excesso de centralismo governamental que leva a efeitos perversos, como a falta de investimento em itens que realmente importam. Como se isto não bastasse, ongs de fachada e outras nem tanto mantêm ações contra o empreendedorismo na região. A bola da vez é a crise energética...

O setor elétrico no Brasil está na dependência de que o regime de chuvas permaneça estável, pois a oferta de gás natural da Argentina (que já negou a mesma para o Chile) e da Bolívia, simplesmente, não é confiável. Reduções de armazenamento nos reservatórias de nossas hidroelétricas (10% no Sudeste e 17% no Nordeste) ocorreram na esteira das dificuldades de importação do recurso alternativo.

Mas, outro elemento se soma à isto, a pressão de ongs ambientalistas e indigenistas contrárias à instalação de novas usinas na Amazônia, cuja bacia hidrográfica apresenta o maior potencial para expansão. O que antigamente era inviável, a "estocagem de energia" através da construção de reservatórias e novas linhas de transmissão que permitem a interligação no território nacional. A falta de investimento no setor já reduziu a capacidade de armazenamento de água em mais de três vezes, se considerarmos o período que vai de 1970 a 2003.

Parece que as lideranças latino-americanas sofrem de um mal comum na perda do senso de responsabilidade na viabilização da infra-estrutura. Restrições de consumo de energia têm limitado horas de trabalho nos portos argentinos. O Porto de Rosário, por exemplo, não funciona à noite para economizar energia (Newsletter diária n.º 1141 - 29/02/2008 - http://www.amanha.com.br/).

A crise não é exclusividade das maiores economias regionais. Pequenos estados também não têm sido "perdoados" pelo excesso de burocratismo estatal que não acompanha as demandas por energia... Desde meados do ano passado, os nicaragüenses já têm utilizado a palavra "alumbrones" por oposição a seus "apagones". O país vive com racionamento de 12 horas ou mais ao dia. A rotina diária vai de danos a medicamentos que precisam de refrigeração aos bairros pobres que organizam milícias para se defender de delinqüentes.

Segundo Álvaro Ríos Roca, ex-secretário executivo da Organização Latino-americana de Energia (Olade) e ex-ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, nos últimos 12 meses, pelo menos 14 países na América Latina têm passado por alguma crise energética. Não dá para culpar os climas distintos que vigoram em um território tão extenso. Trata-se de uma obsolescência geral e crescente na região ao que, não por acaso, tem em seus modelos de estados, um centralismo exacerbado.

A quem interessa isto?

Não se trata de uma situação destituída de sentido e ação perpetrada por ideólogos. Além do obstáculo produzido via meandros burocráticos que a própria democracia consolidou ao viabilizar "interesses sociais", muitas vezes quem fala em nome da "sociedade" são setores que lucram politicamente com o caos. De forma mais direta e ostensiva, esta tem sido a atuação de grupos terroristas. Após nove ataques das Farc ao seu oleoduto transandino, a companhia colombiana de petróleo Ecopetrol paralisou suas atividades. Ataques estes feitos com tiros de fuzil e outros com dinamite.

Uma paralisação no fornecimento de petróleo na Colômbia não conviria ao Senhor Hugo Chávez?

Wednesday, February 27, 2008

"Finalidades" vs. Características






Quando um paranóico tenta encobrir a realidade ou, para ser mais humilde e generoso com o missivista, os dados que podem servir de base à especulações, ele vêm com "finalidade", "objetivo último" etc., ou seja, algo subentendido que você deveria saber, oras!


Eu gostaria imensamente de saber se ele tem a mínima noção de como a ciência básica e aplicada evolui neste país... Gringos presentes na Amazônia (e são centenas de pesquisadores) firmam convênios com nosso governo. Claro que não se trata de uma mera "ajuda", atividade filantrópica e tal. É uma via de mão dupla, antes de tudo. Como se trata de política de estado, guiada por Razões de Estado, bem ao contrário de uma suposição "globalista", na qual um dos agentes domina numa simplista "lógica de jogo de soma zero política" o outro trata-se, outrossim, de um acordo, quase que aos moldes do comércio externo. Mas, que ao invés de se dar, tão somente de empresa para empresa ocorre de estado com estado. Hoje em dia, cerca de 1/3 das drogas tem origem em fitoterápicos, muitos dos quais, das florestas tropicais do globo, especialmente nossa Amazônia.


Como aqui no Pindorama, a mentalidade esquerdista (mas, não somente ela...) e nossa "direita", que na verdade, apesar de todo "upload retórico" ainda teima em manter pressupostos nacional-desenvolvimentistas dignos de um Vargas ou Perón, a influência e troca de conhecimento com os pólos científicos mundiais ainda é, pateticamente, vista como "intrusão estrangeira", "ameaça externa" e outras bobagens correlatas.




A retórica de esquerda já minou uma direita que comprou o discurso do "globalismo" como ameaça, enquanto que, na realidade trata-se, na maioria dos casos, da boa e benfazeja Globalização.




De certo, quando a Natura firma acordo com os Caiapós, isto é visto como se fosse uma ameaça correlata e equivalente a um Putin no Cáucaso ou Otan nos Bálcãs. Fosse assim, a entrada da Irlanda na UE, que alçou este país a um dos melhores índices de desenvolvimento nas últimas décadas; ou antes ainda, a maciça entrada de multinacionais na península coreana sob consentimento de Seul, que levou o país a disputar e competir com a hegemonia japonesa na Ásia etc. são vistas como "globalismo", um anátema para os tolos protecionistas temerosos das inovações da aurora do século XXI.


Quando se fala das estúpidas e grotescamente elevadas taxas de crescimento cavalares do modelo chinês se esquece que não teriam direito à existência não fosse, justamente, pela mentalidade diametralmente oposta à que advogam os "anti-globalistas". Se o Brasil se rendesse (e já está passando da hora...) aos intentos "maléficos dos globalistas", nós já poderíamos ter ZEEs similares, com isenções fiscais atraindo filiais de laboratórios internacionais para nossa Amazônia gerando empregos e tecnologia.

Dirão ainda que a tecnologia não é nacional... Mas, eu lhes pergunto qual tecnologia é "nacional"? A dos americanos que se pautou, inicialamente, pela cópia da britânica? Ou a nipônica que copiou a americana no pós-guerra? Ou, no mesmo período, a importação de cérebros alemães pelos americanos? Ou a dos Tigres insuflada por capitais japoneses? Joguem fora, joguem no lixo... Adotemos um modelo não globalista e genuinamente nacional como o de UGANDA!


Numa estagnada América Latina, nada "melhor" do que barrar e objetar o pouco de bom que acontece regredindo à padrões africanos e "genuinamente nacionais".
Por razões diversas e aparentemente antagônicas, esquerda e direita xenófobas marcadas pelo signo do mito da "soberania nacional" ou "independência tecnológica" atentam contra a integração e desenvolvimento mundiais.

Wednesday, December 12, 2007

Abrindo os Andes em meio à névoa latino-americana



Nesta semana, Carlos Heitor Cony em seu comentário na BandNews disse que como quase metade do eleitorado venezuelano não foi votar é porque a população “está se lixando” para a política e que, afinal, “a Venezuela não é tão politizada assim...” E que Chávez encontrará outro jeito para se perpetuar no poder. Ora, então a política é que “está se lixando” para a população e não o contrário. Ou melhor, o fato de haver grande abstenção significa desinteresse ou desesperança?

O fato é que a América Latina não aponta para um unívoco sentido das mudanças. Há poucos dias, o congresso peruano aprovou ontem o Tratado de Livre Comércio (TLC) com os EUA. A partir de agora poderemos contar com outro país latino-americano, além do Chile, a trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável. E, apesar das críticas corriqueiras e sistemáticas que conhecemos a este tipo de acordo como “vão faltar alimentos ao mercado interno, pois vão preferir exportar” ou “alguns agricultores não resistirão à mudança, pois nem tudo será exportado”, o que vi em matéria da CNN Internacional foi animador... Os peruanos estão otimistas com o acordo. E, de mais a mais, se nem todos os agricultores terão suas commodities exportadas, parece óbvio que continuarão a vender ao mercado interno. Como pode se falar então em desabastecimento? Os argumentos antiliberais dão voltas e mais voltas e repetem seus ilógicos mantras.

Em meio a uma América Latina efervescente onde um Chávez não vai descansar em tentar amarrar a Constituição venezuelana aos seus intentos de perenidade no poder, uma Bolívia em dilaceração, uma galopante carga tributária brasileira, os desvios de bilhões de reais a milhares de ONGs sem critério de transparência, os desmandos de ‘movimentos sociais’, um narcotráfico que se enraíza nos poros da sociedade, nosso governo acaba de aprovar o totalitário Projeto de Lei 29/2007 que obriga as TVs por assinatura a terem metade de sua programação com o conhecido lixo da programação nacional.

Realmente, há várias razões para rejeitar, in limine, o mais recente PL votado por este governo que obriga os canais de TV por assinatura a veicularem 50% de programação nacional. Entre outras por ficarmos reféns obnubilados dos Conys da vida...

Monday, November 12, 2007

BID anuncia inversión de US$ 200 M en América Latina







El presidente del Banco Interamericano de Desarrollo (BID), Luis Alberto Moreno, informó la puesta en marcha de un plan de desarrollo destinado a fomentar una serie de proyectos mineros en Latinoamérica.
Perú y Colombia son los países donde inicialmente se comenzará a trabajar. Para ello se invertirá una suma cercana a los US$ 200 millones.
"El propósito es estudiar proyectos de desarrollo en los distintos países latinoamericanos y el primer esfuerzo que se va hacer es alrededor de la minería en Perú y también Colombia," dijo Moreno en una conferencia de prensa en Perú.
El presidente del BID afirmó que el organismo actuará de la mano con los gobiernos de cada país, ya que la idea es fomentar e invertir en el área minera y no entorpecer el trabajo que se está haciendo.
Moreno dijo que se están realizando una serie de insituciones interesadas en aportar a la iniciativa del BID como la Fundación Clinton y otro grupo de empresas, según consigna Reuters.
Precisamente uno de los representes de dicha entidad manifestó que "el potencial minero de Perú que sirve como modelo para el resto del mundo”, publicó la agencia de noticias.
Perú es el tercer productor mundial de cobre y zinc, el quinto de oro y el primero de plata.

Sunday, September 16, 2007




Edición 634
Lunes 17 de septiembre, 2007
Entre el período 2007 – 2010 se destinarán cerca de US$ 614 millones, un 17% más de lo entregado en el período 2001 y 2006, según indicó Peter Thompson, director de Comercio y Desarrollo de la Comisión Europea (CE).
Leer Artículo

Mundo:
Brasil y Noruega firmaron acuerdo de producción de biocombustibles
Las petroleras Petrobras de Brasil y la noruega Statoil concretaron un convenio de colaboración para la exploración y producción de biocombustibles. La firma se produjo en el marco de la visita del presidente Lula da Silva al país europeo.
América Latina:
México quiere diversificar comercio a través de Aladi
El país azteca estima que este organismo es el mejor camino para una integración más profunda con la región. “Este es mi principal desafío”, indicó el embajador mexicano Cessio Luisselli Fernández.
Leer Artículo


AmLat:
La constructora mexicana pretende asociarse con algún consorcio internacional para ganar la licitación de las obras destinadas a ampliar el canal interoceánico.
Chile:
Las empresas participantes de la sociedad GNL Quintero, que construirán un complejo de gas natural licuado (GNL) en Chile, pretenden conseguir US$ 800 millones para financiar la obra.
.
.