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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Monday, January 14, 2013

Brasil é o país com mais domésticas, mostra OIT


O Brasil tem o maior número de empregadas domésticas do mundo e, apesar do avanço nas condições de trabalho, elas continuam recebendo menos da metade da média salarial e expostas a condições precárias. Dados divulgados nesta quarta-feira (9) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam 7,2 milhões de domésticas no Brasil, uma a cada oito no total de 117 países.

Segundo a OIT, pelo menos 52,6 milhões de pessoas estariam trabalhando como domésticas no mundo, no que seria o primeiro esforço da entidade em calcular o segmento. Dessas, 83% são mulheres. O número não inclui as 7,5 milhões de crianças abaixo de 15 anos que também atuam como domésticas.

A OIT admite que o número real deve ser “significativamente maior” e informa que os dados foram coletados com base no que cada país classifica como emprego doméstico, com anos de referência diferentes para cada informação. Mas, apesar de todas as limitações metodológicas e da dificuldade em comparar dados, a OIT estima que o Brasil tem o maior número mundial.

O País também seria “de longe” o mercado com maior número de empregadas na América Latina. Em termos regionais, a Ásia é a líder no número de domésticas, com 41% das trabalhadoras do mundo. Na América Latina, elas representam 37% do total.
Em 15 anos, mais 19 milhões de pessoas passaram a trabalhar como domésticas no mundo, um aumento de 58%. No Brasil, houve um salto de 5,1 milhões em 1995 para 7,2 milhões em 2009, último ano com dados disponíveis.
Mas o segmento é também reflexo dos problemas sociais. Desses trabalhadores, 93% são mulheres. No País, uma a cada seis mulheres trabalha como doméstica. E uma a cada cinco mulheres negras trabalhando no Brasil é empregada doméstica.

“A desigualdade social explica em boa parte esses números”, diz ao jornal O Estado de S. Paulo a vice-diretora geral da OIT, Sandra Polaski. “Existem famílias com renda suficiente para pagar por esses serviços, enquanto também existem pessoas dispostas a trabalhar por esses salários e nessas condições.” Na Europa, com população superior à brasileira, o número de empregadas é bem inferior.

Apesar de liderar, o Brasil é citado pela OIT como exemplo de país que começa a adotar medidas para lidar com a situação. Segundo o levantamento, domésticas no Brasil trabalham em média 36 horas por semana, padrão mais próximo da Europa que de países como Arábia Saudita, Catar e Malásia, com mais de 60 horas de trabalho por semana.

Entre 2003 e 2011, o salário médio de domésticas no País passou de R$ 333 para R$ 489, um aumento de 47%, ante a média de 20% nos demais salários. A OIT destaca que, no Brasil, empregadas têm direito a 120 dias de licença-maternidade. Um obstáculo é a informalidade. Cerca de 30% têm carteira assinada. Em 1993, eram apenas 18%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Brasil é o país com mais domésticas, mostra OIT

Tuesday, December 04, 2012

Folha de S.Paulo - Opinião - Editoriais: Tragédia anunciada - 04/12/2012

Folha de S. Paulo

04/12/2012 - 03h30

Editoriais: Tragédia anunciada

Entraves burocráticos, incompetência administrativa, conveniências políticas e contingenciamento indiscriminado de gastos estão na raiz de um dos graves males da administração pública brasileira, que é a dificuldade do Estado de transformar recursos previstos no Orçamento em investimentos reais.
Exemplo dessa inépcia político-administrativa é a baixa execução de verbas destinadas a obras de prevenção de desastres naturais --como controle de cheias, contenção de encostas e combate à erosão.
As previsões para os próximos meses são de chuvas fortes, como se repete a cada verão, mas, até o fim de novembro, o governo federal só havia se comprometido a pagar 48% dos R$ 4,4 bilhões reservados aos programas preventivos. Pior: apenas 25% desse valor tinha sido, de fato, liberado.
As responsabilidades não se limitam à esfera federal. Para ter acesso ao dinheiro, Estados e municípios precisam apresentar projetos específicos, com detalhamento do plano de trabalho e da contrapartida financeira.
Uma vez encaminhados, os pleitos são submetidos ao parecer dos ministérios. Sintoma de irracionalidade gerencial, nada menos do que sete pastas estão envolvidas na aprovação dos programas.
Parte dos repasses, ademais, depende de emendas apresentadas por deputados e senadores para seus Estados. São recursos que, não raro, o Executivo bloqueia, a título de contenção de gastos.
As dificuldades para planejar e realizar as obras de prevenção terminam por onerar o governo. Acaba saindo mais caro para os cofres públicos remediar ocorrências que poderiam ter sido evitadas.
Outros aspectos perniciosos são o favorecimento político e os desvios criminosos de recursos.
No primeiro tópico, dois casos exemplares vieram a tona em anos recentes. Em 2009, 90% das verbas liberadas para prevenção de desastres pelo Ministério da Integração Nacional foram para a Bahia, Estado do então ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Em 2011, o roteiro repetiu-se, tendo como protagonista o ministro Fernando Bezerra (PSB), de Pernambuco.
Já na região serrana do Rio de Janeiro, palco da maior tragédia causada por desastres naturais no país, com 900 mortos, em 2011, autoridades foram afastadas sob suspeita de desvio de verbas.
A nota positiva é que o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) foi inaugurado em agosto pela presidente Dilma Rousseff.
O órgão já emitiu alertas a mais de 400 municípios e prepara-se para aperfeiçoar seu sistema de monitoramento. De pouco valerão esses esforços se o descaso e a omissão continuarem a contribuir para a sinistra contabilidade de vítimas que se repete a cada ano.

Endereço da página:

Folha de S.Paulo - Opinião - Editoriais: Tragédia anunciada - 04/12/2012

Sunday, December 02, 2012

Beltrame: "Estamos entregando uma nova cidade para a cidade"

TV Estadão | 30.11.2012

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, reclama da lentidão com que os projetos sociais são feitos nas comunidades pacificadas e diz que elas deveriam ser priorizadas pela prefeitura

Thursday, November 29, 2012

IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


Uma análise das condições de vida da população brasileira 2012
Em sintonia com o compromisso de aprimoramento e atualização sistemática de seus produtos, o IBGE apresenta, nesta edição da Síntese, um conjunto mais integrado de indicadores sociais que permitem avaliar não só a qualidade de vida e os níveis de bem-estar das pessoas, famílias e grupos sociais, como também a efetivação de direitos humanos e o acesso a diferentes serviços, bens e oportunidades.
A exemplo das edições anteriores, a questão da desigualdade permanece como eixo principal da análise das condições de vida. Nesta publicação, contudo, realizou-se um esforço adicional de organização temática dos indicadores com vistas à sua melhor articulação, inspirando-se, para tal, nas recomendações presentes no documento Report by the Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress, apresentado, em 2009, pelos cientistas sociais Joseph E. Stiglitz, Amartya Sen e Jean-Paul Fitoussi. Neste relatório, o tema “qualidade de vida” inclui toda a gama de fatores que influenciam o que se valoriza na vida, alcançando aspectos além de seu lado material.
É nesta perspectiva que se insere a Síntese 2012. Ela reúne em seis capítulos – Aspectos demográficos; Famílias e domicílios; Educação; Atividades pessoais, inclusive trabalho; Padrão de vida e distribuição de renda; e Direitos humanos – múltiplas informações sobre a ampla realidade social brasileira, acompanhadas de comentários que destacam, em cada uma dessas dimensões de análise, algumas das principais características observadas nos diferentes estratos geográficos e populacionais.
Os indicadores estão ilustrados em tabelas e gráficos, para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, e, em casos selecionados, também para Regiões Metropolitanas, visando a subsidiar políticas sociais específicas e ampliar o acesso da sociedade civil às estatísticas oficiais. São elaborados principalmente a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, realizada pelo IBGE, e combinados a diversas outras fontes de dados, tanto internos quanto externos, incluindo pesquisas e registros administrativos.
A publicação contém ainda um glossário com os termos e conceitos considerados relevantes para a compreensão dos resultados.
O conjunto desses indicadores, também disponibilizado no CD-ROM que acompanha a publicação e no portal do IBGE na Internet, contribui para a compreensão das modificações nos perfis demográfico, social e econômico da população, possibilitando, assim, o monitoramento de políticas sociais e a disseminação de informações relevantes para toda a sociedade brasileira.

Friday, November 23, 2012

Sul e Sudeste perderam participação no PIB em 2010 - economia - brasil - Estadão


Sul e Sudeste perderam participação no PIB em 2010

Segundo o IBGE, apesar da redução, somente o Estado de São Paulo respondeu por 33,1% da geração de riqueza no País

23 de novembro de 2012 | 11h 09
RIO - As regiões Sul e Sudeste perderam participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010. A região Norte ganhou em 0,06 ponto porcentual sua fatia no PIB, seguida por Centro-Oeste (0,05 ponto porcentual) e Nordeste (0,05 ponto porcentual), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dessa forma, o montante do Sudeste recuou 1,3 ponto porcentual, enquanto a participação do Sul caiu 0,4 ponto porcentual. No entanto, as contas nacionais regionais mostram que a riqueza ainda é muito concentrada em poucas regiões. Apenas oito Estados responderam 77,8% de todo o PIB nacional. O Estado de São Paulo foi responsável por 33,1% da geração de riqueza.
A desconcentração industrial explica esse desempenho. "Houve uma desconcentração industrial. Algumas indústrias receberam incentivos para se instalar em outras regiões. São Paulo ainda concentra a indústria pesada, mas alguns setores têm recebido incentivos. Goiás, por exemplo, já tem 10% do valor adicionado da indústria automobilística. Tem também Bahia, Paraná", citou Frederico Cunha, gerente da Coordenação de Contas Nacionais Anuais do IBGE.
Entre 2002 e 2010, os Estados do Sudeste que mais perderam participação foram São Paulo, com uma queda de 1,5 ponto porcentual entre, e Rio de Janeiro, com recuo de 0,8 ponto porcentual no período. Em São Paulo, houve queda na participação nas atividades de geração de bens, agropecuária e indústria total. O setor industrial paulista perdeu participação nas quatro atividades: -0,7 ponto porcentual na indústria extrativa, -1,6 ponto porcentual na indústria de transformação, -5,3 ponto porcentual na construção civil e -3,7 ponto porcentual na geração e distribuição de energia elétrica.
Já o Rio de Janeiro reduziu sua fatia no PIB devido às oscilações no preço do petróleo no período. Segundo o IBGE, o estado também tem grande peso da administração pública, que costuma manter-se próxima da estabilidade em épocas de grandes oscilações do PIB.
"Nos estados que têm a administração pública muito pesada, ela tende a amortecer o resultado quando PIB cai ou quando cresce. Porque esses serviços e produtos da administração pública só crescem junto com a população, a menos que você esteja implementando um grande projeto de educação, por exemplo", explicou Cunha.
Nos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais, houve ganho de participação no PIB, de 0,4 ponto porcentual e 0,7 ponto porcentual, respectivamente, em relação a 2002. O avanço foi causado pelo aumento do preço do minério, que tem grande importância sobre as economias dessas regiões.
A região Sul também reduziu sua participação no PIB entre 2002 e 2010, de 16,9% para 16,5%, com perdas na agropecuária do Rio Grande do Sul e do Paraná, onde também houve queda de participação na geração e distribuição de energia elétrica.
Em 2010, o PIB do Brasil cresceu 7,5% em relação a 2009. "O ano de 2010 para 18 Estados da federação foi o melhor ano em relação a volume. Apenas a região Centro-Oeste não teve o melhor resultado, porque Distrito federal não teve o melhor resultado", apontou Cunha.

Fonte: Sul e Sudeste perderam participação no PIB em 2010 - economia - brasil - Estadão

Tuesday, November 13, 2012

Guerra civil brasileira


Neste excelente artigo, Guerra civil ou epidemia | Instituto Millenium, Paulo Brossard comenta os efeitos da onda de crimes que assola o país como o que é: uma guerra. E eu acrescentaria terrorismo. 
Enquanto covardes brincam com o vocabulário, o que se passa país é um ato de guerra. Para ele, socialistas apontam desculpas psicossociais e os libertários enxergam nas vítimas dos servidores de segurança, seus algozes imaginários. Tolos que se complementam e compartilham a mesma lente da ignorância. 
Ontem cidadãos de Florianópolis foram vítimas de uma onda de atentados na outrora pacífica cidade, cuja porção insular já recebera a alcunha de “ilha da magia”, que agora entra no panteão de nossos pesadelos urbanos. 

Thursday, January 20, 2011

Custo Brasil

MANIA DE STATUS ENCARECE BRASIL - Por Janer Cristaldo


VS.


POR QUE ALGUNS PRODUTOS CUSTAM TÃO CARO NO BRASIL? - Por Fernando R. F. de Lima. 

Wednesday, January 19, 2011

Chuvas e adaptação social


Impossível não levar esta correlação em conta: chuvas em Brisbane no sul de Queensland, Austrália, 800 mm de chuva em 13 dias, cuja densidade demográfica do estado é de 2,26 hab/km2, mas com um total de apenas 31 mortes nos estados de Queensland e Victoria; no Brasil, estado do Rio de Janeiro já são 730 mortos com mais da metade do índice pluviométrico de um mês ocorrendo em apenas uma noite em duas de suas cidades, Nova Friburgo e Teresópolis e lembrando que a densidade demográfica do Rio de Janeiro é de mais de 360 hab/km2; em agosto do ano passado, as inundações no Paquistão levaram a 1.600 mortes em um país cuja densidade demográfica é de mais de 196 hab/km2 no país como um todo.
Claro que só isto não explica o despreparo da sociedade civil, já que o comportamento social poderia ter evitado o grosso da tragédia ao não habitar áreas de risco... E se a densidade demográfica não é suficiente para eliminar o problema, ao menos reduz seu tamanho facilitando os trabalhos de remoção e adaptação social. Este é um dos pontos que não tem sido devidamente levado em conta.
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Thursday, December 30, 2010

Videversus: Lula diz que é bom terminar mandato e ver Estados Unidos em crise


Videversus: Lula diz que é bom terminar mandato e ver Estados Unidos em crise

Assinale a alternativa correta sobre quem tem capacidade de pensar assim:

(a) um idiota
(b) um babaca
(c) um recalcado
(d) um presidente sem caráter
(e) todas as alternativas anteriores


Mas, fala sério... Dá para cobrar do Lula que ele entenda o que são capitais especulativos e que nossas reservas externas são salvas graças às importações crescentes de novos mercados? E dá para alertá-lo que parte dos capitais que entram, o fazem justamente porque nossa dívida pública é grande, logo, rentável? E que isto significa justamente que o estado brasileiro se encontra cada vez mais com menos capacidade de investimento?

Não dá, esqueça.

Saturday, December 18, 2010

Emancipação e sem-vergonhice

Em 67 anos, Brasil criou 3.990 municípios, aponta Atlas do IBGE
Segundo o Censo 2010, país tem hoje 5.565 municípios. Em 2007, Minas Gerais e São Paulo possuíam, juntos, 1.498 cidades


A questão é quantos desses municípios têm receita que lhes garanta auto-suficiência? Tratar os municípios como “pobres coitados” que “se humilham com chapéu na mão” ao pedir recursos ao governo federal é esquecer que, na maioria dos casos, são unidades territoriais que agem pelo signo do clientelismo. Só porque são menores politicamente não quer dizer que não causem, em conjunto, grandes estragos ao orçamento ao buscarem uma “meia emancipação” que só funciona politicamente, mas não economicamente.
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Thursday, December 16, 2010

Nenhuma novidade


E agora? Nossos típicos idiotas latino-americanos não chamarão isto de "neoliberalismo" ou irão dizer que é diferente? Incentivos tributários com cortes de impostos. Corretíssimo, aliás, o que já vinha sendo feito pelo governo FHC. Na verdade na verdade, o governo Lula só ampliou a política no que há de pior, a mais deslavada corrupção desse país.

Brasil anuncia incentivos tributarios para financiar proyectos de infraestructura | AméricaEconomía - El sitio de los negocios globales de América Latina
El ministerio de Haciendo dijo que el gobierno eximirá a inversionistas individuales de impuestos sobre ganancias provenientes de deuda emitida, como parte de un proyecto de infraestructura específico.
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Wednesday, December 08, 2010

Oportunidades econômicas do assassinato

‎"Falta de perspectivas econômicas" é balela. Foz do Iguaçu é uma cidade próspera. Esta retórica distributivista não explica, apenas cai no clichê surrado. O problema é o marco legal, ou melhor, sua inexistência.

Saturday, November 13, 2010



Muito boa e didática a entrevista, mas discordo da questão do Bolsa Família. Isto não pode ser visto apenas em termos de percentuais adquiridos a um grupo, supostamente, despossuído. O aumento do salário mínimo e a renda que deveriam ocorrer com redução de custos é que deve ser a meta. As bolsas de fomento aos pobres devem atrasar este processo para canalizar recursos aos que, muitas vezes, não precisam. Reconheço que é um chute, mas creio que o programa está inflacionado mesmo. Uma auditoria seria necessária para se saber se o aumento do número de beneficiários do programa se justifica. Já, quanto aos outros comentários, perfeito, assim como o agronegócio sustentou o Governo Lula com o aumento de exportações e captações de reservas externas, agora a indústria está sendo sacrificada para captação de investimentos externos que valorizam nossa moeda. Não sou contra as bolsas de valores, mas se pautar basicamente nisto como o fizeram ambos governos - FHC e Lula - não tem sustentabilidade no longo prazo.
E a solução futura apontada por nossos nacionalistas não irá além do mais rasteiro desenvolvimentismo cepalino, como sabemos.

Descontrole do gasto estatal é a origem do desequilíbrio econômico, diz economista
www1.folha.uol.com.br
Um dos maiores críticos do gasto público no Brasil, o economista Raul Velloso diz que o país está se tornando o "rei do alto consumo", mas sem poupança para sustentar essa trajetória.
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Thursday, October 14, 2010

O desespero bate a porta

A história dá voltas, mas no Brasil chega a ser semi-círculos de tão rápido que tudo muda para, como se diz, manter o essencial.
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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Governo vai rever plano de Marina para Amazônia
Ministros criticam proposta de ex-ministra, considerada "preservacionista"
Mudanças vão incluir a presença de militares, projetos de mineração e hidrelétricas, além de rever terras indígenas

Segue aqui.

Wednesday, October 06, 2010

Geografia Conservadora: Eis a prova da votação do Brasil moderno e do Brasil dos grotões

Ainda sobre:


"Mulheres são mais chefes de família na classe C", então, sendo assim, o voto é Dilma seria sexismo puro, proveniente do estrato menos escolarizado.

Eis a prova da votação do Brasil moderno e do Brasil dos grotões



A lista que você pode examinar ao lado (clique em cima para ampliar a imagem) foi elaborada pelo site www.terra.com.br e revela de que modo a candidatura do tucano José Serra capturou amplo apoio nas cidades de IDH mais alto do Brasil, ao mesmo tempo em que demonstra que nas cidades de mais baixo IDH a vantagem foi da petista Dilma Roussef.
. O IDH mede o Índice de Desenvolvimento Humano, portanto apresenta as cidades com melhor qualidade de vida, o que inclui rendimento melhor e mais bem distribuído entre a população, maiores níveis de educação e de cultura, melhores condições de vida social e segurança.
. Nas 10 campeãs de IDH, entre as quais três gaúchas, inclusive Bento Gonçalves, cujo prefeito é do PT, Serra levou vantagem em nove. É um número muito alto e muito superior à fatia que ele conseguiu no Brasil.
. Ao contrário, Dilma Roussef levou vantagem em nove das dez cidades de pior IDH do Brasil.
. O que revelam as tabelas é que a candidatura de José Serra, do PSDB, é a candidatura dos centros urbanos e rurais mais modernos, contemporâneos, progressistas, que compreendem suas propostas de administração inovadora, competente e eficaz, comprovada pelo seu currículo e biografia conhecidíssimos.
. No caso dos municípios de IDH baixíssimo, prevaleceu o voto dos eleitores mais atrasados, pobres, dispostos a fazer concessões por bolsas-fomes. São os votos dos grotões. O PT surge no caso como o Partido dos velhos coronéis dos antigos PSD  (PMDB) e UDN (PT). Este tipo de eleitor vai atrás de qualquer Padim Ciço, votando numa candidata que possui um currículo já denunciado como falso (Sistema Lattes) e uma biografia totalmente obscura, sombreada e sem brilho próprio algum.
. O cotejo desses dois candidatos e desses dois Brasis estará em jogo no segundo turno.
http://polibiobraga.blogspot.com/


Monday, October 04, 2010

Rússia Tropical


Mídia alemã volta os olhos para as eleições no Brasil e ressalta sobretudo a "força interna do gigante até há pouco adormecido". Não importando o resultado das urnas, país ganha relevância no cenário internacional. DW-WORLD.DE, die Deutsche Welle im Internet: Nachrichten, Analyse und Service aus Deu...

Eu não consigo ver de modo tão simples assim. “Potências” que mantêm fraquezas internas, estruturais, tendem a não durar em seu novo posto. Claro que o Brasil está mudando internamente, mas a incorporação de mão de obra qualificada ainda é baixa em se tratando de produção de tecnologias. O que temos é um setor de agronegócio que vai de vento em popa, mas não um terciário moderno, nem significativa capacidade de poupança. Sei também que é normal a um país dessas dimensões, algum nível de desigualdade regional, tudo bem. No entanto, no Brasil não vemos somente estados pobres e estados ricos: alguns deles são simplesmente insustentáveis do ponto de vista fiscal. Este tipo de estrutura político-econômica pode sim conviver com um estado-nação potência, mas esta não será aquela que almejamos e sim, na melhor das hipóteses, uma espécie de “Rússia Tropical”.

Tuesday, September 28, 2010

Apenas para não ferir suscetibilidades

Excelente radiografia da economia brasileira atual:

Un Estado, dos estados, muchos estados. La cultura de negocios brasileña está vinculada a la autoimagen del país y su historia. Desde que Getúlio Vargas sentó en los años 30 las bases para una industrialización mediante sustitución de importaciones, progreso y autonomía han sido sinónimos. Más que cambiar el modelo desarrollista, los sucesivos gobiernos de derecha e izquierda lo han adaptado al contexto internacional, expandiendo o reduciendo selectivamente la participación del Estado y de los extranjeros, y sin dejarse seducir del todo por los beneficios prometidos por una liberalización económica in extremis. Hoy en día una cosa es entrar al retail y otra, a una industria estratégica como el transporte aéreo o los medios de comunicación.
En el caso de las privatizaciones del período 1997-2002, muchos inversionistas extranjeros, como la francesa Vivendi o la estadounidense AES, entraron como minoritarios a través de sociedades de inversión con empresas locales. Una cosa era el discurso del gobierno federal; otra distinta fue la práctica de algunos gobernadores como Roberto Requião e Itamar Franco, ambos del centro-populista Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), que anularon los contratos y retomaron el control de empresas como la eléctrica Cemig, en Minas Gerais, o la sanitaria Sanepar en Paraná.
(...)
Para aquellos que conocen el país, como Cibié y Grekin, el modelo está en la idiosincrasia y no vale la pena desgastarse en criticarlo desde afuera. Otros, como el estadounidense Molano, insisten en que Brasil nunca superará la pobreza precisamente por la protección de la que goza la industria local, que se traduce en una relación precio-calidad de bienes y servicios que perjudica a los consumidores y contribuye a la concentración del ingreso.
“Brasil aún no tiene los elementos para ser un país desarrollado”, afirma Rivera, de Boston Consulting Group. “Pero se ha transformado en un motor del crecimiento regional y hay que aprovecharlo”.
Es la apuesta de CMPC y su flamante membresía en BRACELPA, o la de LAN y su anunciada operación con TAM. Una adquisición que no osa decir su nombre para no herir susceptibilidades.



E para continuar lendo...


Proteccionista, caro, enormemente atractivo, Brasil está en los ojos de todos y exige respeto. Cuidado con venir a enseñarle nada.