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Wednesday, October 02, 2013
Diferenças no modelo de privatizações
Elena Landau: Privatização: como fazer http://folha.com/no1350421 via @folha_com
Thursday, December 30, 2010
Videversus: Lula diz que é bom terminar mandato e ver Estados Unidos em crise
Videversus: Lula diz que é bom terminar mandato e ver Estados Unidos em crise
Assinale a alternativa correta sobre quem tem capacidade de pensar assim:
(a) um idiota
(b) um babaca
(c) um recalcado
(d) um presidente sem caráter
(e) todas as alternativas anteriores
Mas, fala sério... Dá para cobrar do Lula que ele entenda o que são capitais especulativos e que nossas reservas externas são salvas graças às importações crescentes de novos mercados? E dá para alertá-lo que parte dos capitais que entram, o fazem justamente porque nossa dívida pública é grande, logo, rentável? E que isto significa justamente que o estado brasileiro se encontra cada vez mais com menos capacidade de investimento?
Não dá, esqueça.
Tuesday, January 08, 2008
Lula, o "venezuelano"
[Com meus comentários e seleção de mapas em vermelho.]

E a correspondente distribuição do Bolsa-Família (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1199222-EI6578,00.html).
08 de janeiro de 2008
Brasil não é uma ditadura -nem mesmo uma protoditadura (como a Venezuela)-, mas uma democracia formal parasitada por um regime neopopulista manipulador, em que um grupo privado que ascendeu ao poder pelo voto, com base na alta popularidade de seu líder, tenta permanecer no poder sem violar abertamente a legalidade democrática, mas pervertendo a política e degenerando as instituições para manipular a opinião pública e as leis a seu favor.
Por Augusto de Franco (*)
São os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas. Lula quer acabar com a pobreza? Não, o que quer é mantê-la.
SE NOSSO IDH fosse mais próximo de 0,9 (em vez de 0,8), Lula jamais governaria o Brasil. Quem garante seus votos e liderança é a pobreza. É por isso que Lula não ganha eleição para prefeito de São Bernardo. É por isso que não ganha para governador de São Paulo nem de qualquer Estado do Sul (talvez com exceção do Paraná, que só é governado pelo chavista Requião por concentrar a maior pobreza da região).

E a correspondente distribuição do Bolsa-Família (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1199222-EI6578,00.html).
São os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas. Lula quer acabar com a pobreza? Não, o que quer é mantê-la, transformando as populações pobres em beneficiárias passivas e permanentes dos programas assistenciais. Ele gosta, sim, do povo, mas como massa informe de pré-cidadãos Estado-dependentes.
Façam uma análise dos levantamentos existentes, resultantes da aplicação de vários indicadores de desenvolvimento. A votação de Lula aumenta nos lugares em que esses indicadores (inclusive o IDH) diminuem. Isso não pode ser por acaso, pode? Só acontece porque Lula é um "venezuelano". Em Caracas, nosso presidente viveria feliz como pinto no lixo.
O PIB da Venezuela vem crescendo a taxas próximas de 10% nos últimos anos. Apesar disso, a Venezuela tem muitos pobres. Seu IDH é 0,784 (72º lugar no ranking mundial). Com o dinheiro do petróleo, Lula poderia fazer um super "bolsa-esmola" para economista-áulico nenhum botar defeito.
A noção de democracia de Lula casa perfeitamente com o regime político venezuelano. Lá, não vigora mais essa besteira de rotatividade (ou alternância) democrática. Autorizado, como Chávez, por uma "lei habilitante" (muito melhor do que medida provisória), Lula poderia criar, numa penada, não uma, mas meia dúzia de TVs governamentais. Poderia tirar a Globo do ar e empastelar a revista "Veja".
E, sobretudo, poderia continuar no poder indefinidamente, convocando plebiscitos e referendos para dizer que não está fazendo nada mais do que obedecer à vontade da maioria.
No dia 20/4/2005, Lula discursou em um congresso de trabalhadores: "É importante saber o que nós éramos há três anos e o que nós somos agora... O que aconteceu no Brasil... o que aconteceu no Equador, o que aconteceu na Venezuela, que foi já um pouco mais para frente (sic), e o que pode acontecer na evolução política de outros países do continente...".
No dia 29/9/2005, em outro discurso, este no Palácio do Planalto, disparou: "Eu não sei se a América Latina teve um presidente com as experiências democráticas colocadas em prática na Venezuela. Um presidente que ganha as eleições, faz uma Constituição e propõe um referendo para ele mesmo; faz um referendo e ganha as eleições outra vez. Ninguém pode acusar aquele país de não ter democracia. Poder-se-ia até dizer que tem excesso".
No dia 7/6/2007, numa entrevista a esta Folha, na embaixada do Brasil em Berlim, Lula disse: "O fato de ele (Chávez) não renovar a concessão (da RCTV) é tão democrático quanto dar. Não sei por que a diferença entre dois atos democráticos".
E no dia 14/11/2007, em outra entrevista, no Itamaraty, ele reafirmou: "Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem uma coisa para criticar. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não é".
Seria preciso dizer mais? Muita atenção, porém: Lula é um "venezuelano" que quer, mas não pode se comportar como Chávez. Se tentasse "chavecar" por aqui, o problema estaria resolvido. Nossa sociedade, bem mais complexa, rejeitaria de pronto o tiranete. Lula é o Chávez possível nas condições do Brasil.
Dizendo de outro modo, o Brasil não é uma ditadura -nem mesmo uma protoditadura (como a Venezuela)-, mas uma democracia formal parasitada por um regime neopopulista manipulador, em que um grupo privado que ascendeu ao poder pelo voto, com base na alta popularidade de seu líder, tenta permanecer no poder sem violar abertamente a legalidade democrática, mas pervertendo a política e degenerando as instituições para manipular a opinião pública e as leis a seu favor.
Não ter entendido a natureza desse governo e o caráter do seu líder foi a desgraça das nossas oposições.
Até Fernando Henrique, o mais lúcido dos oposicionistas partidários, alimentou a estranha crença de que "o conteúdo simbólico da sua liderança (de Lula) é um patrimônio do país que não deve ser destruído". Pois é. Não destruíram mesmo. Preservaram, blindando Lula, infelizmente, contra a democracia.
(*) AUGUSTO DE FRANCO , 57, analista político, é autor, entre outras obras, de "Alfabetização Democrática". Foi membro do comitê executivo do Conselho da Comunidade Solidária durante o governo FHC (1995-2002).
E o resultado lógico de nossa "democracia plebiscitária e redistributiva" (http://www.duplipensar.net/diario/passado/2006_10_01_registro.html).
Thursday, November 01, 2007
VideVersus, 1º de novembro

Abro este tópico com mais uma newsletter do excelente http://www.videversus.com.br/ do jornalista Vitor Vieira em 1º de novembro de 2007. Meus comentários seguem em itálicos:
Ao lado, um dos resultados da invasão da Fazenda Coqueiros no Rio Grande do Sul pelos meliantes do MST.
Mais de 40 entidades pedem à Justiça que MST possa invadir Fazenda Coqueiros
Na tarde desta quarta-feira, cerca de 40 entidades petistas, como Cpers, Cut, sindicados de bancários e comerciários, entre outros, entraram na Justiça gaúcha com um pedido de habeas corpus para que os militantes paraguerrilheiros da organização clandestina e ilegal MST possam promover a décima invasão da Fazenda Coqueiros, no município de Coqueiros do Sul. Esses sindicatos petistas, ilegítimos para peticionar em benefício dos militantes paraguerrilheiros do MST, querem que a Justiça gaúcha derrube a decisão da juíza de 1º grau, de Carazinho, que proibiu as marchas de ingressarem nas estradas do município, como também de terem crianças em suas colunas armadas. As três colunas de paraguerrilheiros estão paralisadas, impedidas de prosseguir na marcha rumo à invasão violenta da Fazenda Coqueiros, por contingentes da Brigada Militar.
Na tarde desta quarta-feira, cerca de 40 entidades petistas, como Cpers, Cut, sindicados de bancários e comerciários, entre outros, entraram na Justiça gaúcha com um pedido de habeas corpus para que os militantes paraguerrilheiros da organização clandestina e ilegal MST possam promover a décima invasão da Fazenda Coqueiros, no município de Coqueiros do Sul. Esses sindicatos petistas, ilegítimos para peticionar em benefício dos militantes paraguerrilheiros do MST, querem que a Justiça gaúcha derrube a decisão da juíza de 1º grau, de Carazinho, que proibiu as marchas de ingressarem nas estradas do município, como também de terem crianças em suas colunas armadas. As três colunas de paraguerrilheiros estão paralisadas, impedidas de prosseguir na marcha rumo à invasão violenta da Fazenda Coqueiros, por contingentes da Brigada Militar.
Como se vê, o problemas do Brasil não se resume à organizações como o MST. Os sindicatos são seus fomentadores em nível judicial. E com professores (Cpers) apoiando organizações criminosas, o destino do país está em más mãos.
Tenente-coronel da Brigada Militar é denunciado por furto e formação de quadrilha
Comandante do Batalhão de Polícia de Guardas da Brigada Militar (BM) em Porto Alegre, onde estão detidos policiais militares envolvidos em crimes, o tenente-coronel José Antônio Carvalho de Medeiros, de 49 anos, é acusado de integrar uma quadrilha interestadual que desviou pelo menos R$ 150 mil de contas bancárias pela internet. Em denúncia do Ministério Público acolhida pela 6ª Vara Criminal da Capital, o tenente-coronel José Antonio Carvalho de Medeiros é apontado como autor de furto qualificado e formação de quadrilha com outras nove pessoas. Escutas telefônicas reforçam denúncia de participação do oficial no bando. A notícia da denúncia levou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Nilson Bueno, a remover o tenente-coronel José Antonio Carvalho de Medeiros do comando do Batalhão de Guardas. Parte do grupo teria ramificações com outras duas quadrilhas identificadas nos últimos dois anos nas operações Pontocom, da Polícia Federal, e Nerd II, do Ministério Público gaúcho. Segundo denúncia assinada pelo promotor Ricardo Herbstrith, da Promotoria Especializada Criminal, o grupo agiu entre o segundo semestre de 2005 e os primeiros dois meses do ano passado. O grupo teria quatro divisões: os que criavam programas para invadir contas bancárias, os que descobriam informações cadastrais das vítimas, os que arregimentavam laranjas e sacavam valores, e os que buscavam "clientes" para ter contas pagas. Segundo a denúncia, o tenente-coronel estava entre os que escolhiam vítimas e informavam aos crackers os números das contas para as quais o dinheiro deveria ser desviado. Um dos crackers denunciados é o paulista Marcos Martins, 42 anos, que vive em Porto Alegre, mas já esteve preso preventivamente em Araucária (PR) por suspeita de estelionato. Outro cracker envolvido no caso é o Romany Cutolo Bonente, 22 anos, de Rondônia. Ele está preso em Curitiba desde 17 de agosto, quando foi capturado durante a Operação Nerd II, do Ministério Público. Investigações da Delegacia de Polícia Regional de Porto Alegre revelam que, em um intervalo de quatro dias, o tenente-coronel José Antonio Carvalho de Medeiros e Martins trocaram 42 telefonemas. A denúncia do MP reúne documentos e extratos bancários que comprovam seis golpes entre 7 e 8 de novembro de 2005. Naquelas 48 horas, foram desviados R$ 112,7 mil de seis contas de empresas e pessoas físicas de Porto Alegre. Há muitos anos há forte desconfiança de que membros da alta-oficialidade da Brigada Militar gaúcha fazem parte do crime organizado, o que agora fica confirmado. A Brigada Militar precisar dar uma grande explicação para a sociedade gaúcha.
Comandante do Batalhão de Polícia de Guardas da Brigada Militar (BM) em Porto Alegre, onde estão detidos policiais militares envolvidos em crimes, o tenente-coronel José Antônio Carvalho de Medeiros, de 49 anos, é acusado de integrar uma quadrilha interestadual que desviou pelo menos R$ 150 mil de contas bancárias pela internet. Em denúncia do Ministério Público acolhida pela 6ª Vara Criminal da Capital, o tenente-coronel José Antonio Carvalho de Medeiros é apontado como autor de furto qualificado e formação de quadrilha com outras nove pessoas. Escutas telefônicas reforçam denúncia de participação do oficial no bando. A notícia da denúncia levou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Nilson Bueno, a remover o tenente-coronel José Antonio Carvalho de Medeiros do comando do Batalhão de Guardas. Parte do grupo teria ramificações com outras duas quadrilhas identificadas nos últimos dois anos nas operações Pontocom, da Polícia Federal, e Nerd II, do Ministério Público gaúcho. Segundo denúncia assinada pelo promotor Ricardo Herbstrith, da Promotoria Especializada Criminal, o grupo agiu entre o segundo semestre de 2005 e os primeiros dois meses do ano passado. O grupo teria quatro divisões: os que criavam programas para invadir contas bancárias, os que descobriam informações cadastrais das vítimas, os que arregimentavam laranjas e sacavam valores, e os que buscavam "clientes" para ter contas pagas. Segundo a denúncia, o tenente-coronel estava entre os que escolhiam vítimas e informavam aos crackers os números das contas para as quais o dinheiro deveria ser desviado. Um dos crackers denunciados é o paulista Marcos Martins, 42 anos, que vive em Porto Alegre, mas já esteve preso preventivamente em Araucária (PR) por suspeita de estelionato. Outro cracker envolvido no caso é o Romany Cutolo Bonente, 22 anos, de Rondônia. Ele está preso em Curitiba desde 17 de agosto, quando foi capturado durante a Operação Nerd II, do Ministério Público. Investigações da Delegacia de Polícia Regional de Porto Alegre revelam que, em um intervalo de quatro dias, o tenente-coronel José Antonio Carvalho de Medeiros e Martins trocaram 42 telefonemas. A denúncia do MP reúne documentos e extratos bancários que comprovam seis golpes entre 7 e 8 de novembro de 2005. Naquelas 48 horas, foram desviados R$ 112,7 mil de seis contas de empresas e pessoas físicas de Porto Alegre. Há muitos anos há forte desconfiança de que membros da alta-oficialidade da Brigada Militar gaúcha fazem parte do crime organizado, o que agora fica confirmado. A Brigada Militar precisar dar uma grande explicação para a sociedade gaúcha.
E tem "direitista" que criticou o filme Tropa de Elite por mostrar policiais corruptos chamando o filme de "tucano"...
Estados Unidos devolvem US$ 1,6 milhão transferidos ilegalmente do Brasil
O procurador-geral de Nova York, Robert Morgenthau, autorizou nesta quarta-feira a repatriação de US$ 1,6 milhão ao Brasil. O dinheiro havia sido transferido para os Estados Unidos de forma ilícita por doleiros, que utilizaram uma agência do Banco do Estado do Paraná (Banestado). Segundo o Ministério da Justiça, a repatriação de recursos para o Brasil é inédita. "O esquema Banestado foi a maior lavanderia de dinheiro de que se tem conhecimento no Brasil", afirmou o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. "É um caso inédito de repatriação de ativos para o País e certamente apenas o início de uma série de autorizações que vamos obter junto à Justiça de outros governos", completou ele. Tuma disse que tramitam no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) cerca de 200 processos relacionados ao mesmo esquema Banestado. O procurador sinalizou positivamente para novos acordos, que logo possibilitarão a repatriação de mais recursos.
O procurador-geral de Nova York, Robert Morgenthau, autorizou nesta quarta-feira a repatriação de US$ 1,6 milhão ao Brasil. O dinheiro havia sido transferido para os Estados Unidos de forma ilícita por doleiros, que utilizaram uma agência do Banco do Estado do Paraná (Banestado). Segundo o Ministério da Justiça, a repatriação de recursos para o Brasil é inédita. "O esquema Banestado foi a maior lavanderia de dinheiro de que se tem conhecimento no Brasil", afirmou o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. "É um caso inédito de repatriação de ativos para o País e certamente apenas o início de uma série de autorizações que vamos obter junto à Justiça de outros governos", completou ele. Tuma disse que tramitam no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) cerca de 200 processos relacionados ao mesmo esquema Banestado. O procurador sinalizou positivamente para novos acordos, que logo possibilitarão a repatriação de mais recursos.
Há quem brade contra a "internacionalização da Amazônia" e temas afins, mas só através da internacionalização (lêia-se pressão, mesmo) é que o país funciona.
TV grava palestinos atirando contra Israel
A TV israelense divulgou nesta quarta-feira imagens gravadas pelo exército que mostram terroristas palestinos disparando com um morteiro de uma escola primária da Faixa de Gaza contra o território de Israel. As imagens foram gravadas na segunda-feira por um avião sem piloto, segundo a TV estatal. A gravação mostra homens no interior de uma escola primária de Beit Hanun que atiram com um morteiro contra o território israelense, antes de fugirem do prédio temendo a resposta israelense. Segundo o Canal 10, os terroristas, membros do movimento islâmico Hamas, foram atacados posteriormente pela aviação israelense fora do perímetro urbano. Desde que o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, mil foguetes e tiros de morteiro foram disparados contra Israel deste território.
A TV israelense divulgou nesta quarta-feira imagens gravadas pelo exército que mostram terroristas palestinos disparando com um morteiro de uma escola primária da Faixa de Gaza contra o território de Israel. As imagens foram gravadas na segunda-feira por um avião sem piloto, segundo a TV estatal. A gravação mostra homens no interior de uma escola primária de Beit Hanun que atiram com um morteiro contra o território israelense, antes de fugirem do prédio temendo a resposta israelense. Segundo o Canal 10, os terroristas, membros do movimento islâmico Hamas, foram atacados posteriormente pela aviação israelense fora do perímetro urbano. Desde que o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, mil foguetes e tiros de morteiro foram disparados contra Israel deste território.
Terroristas ou guerrilheiros árabes costumavam utilizar escolas e hospitais como "escudos humanos". Agora, usam-nas como base para ataques, mesmo. Interessante também notar que a maior ação de grupos como o Hamas quando chegam ao poder, é lançar mísseis.
Marinha da Colômbia apreende dois submarinos das Farc
Dois submarinos que seriam usados pela principal guerrilha colombiana para tráfico de drogas foram apreendidos em uma zona selvagem do litoral do Pacífico, informou a Marinha nesta quarta-feira. A descoberta das embarcações, capazes de transformar até 5 toneladas cada, ocorreu no domingo, perto do porto de Buenaventura, Departamento do Valle, por onde passa cerca de 60% do comércio internacional colombiano. Os dois submarinos estavam no que a Marinha chamou de "estaleiro artesanal", capaz de fabricar esses artefatos. Segundo a Marinha, o local e os submarinos pertencem às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal narcoguerrilha do país, com cerca de 17 mil combatentes. O grupo é considerado terrorista por Estados Unidos e União Européia, e o governo colombiano o acusa de se financiar com recursos da produção e tráfico de cocaína. Desde 2005, a Marinha colombiana confiscou nove submarinos usados no narcotráfico.
Dois submarinos que seriam usados pela principal guerrilha colombiana para tráfico de drogas foram apreendidos em uma zona selvagem do litoral do Pacífico, informou a Marinha nesta quarta-feira. A descoberta das embarcações, capazes de transformar até 5 toneladas cada, ocorreu no domingo, perto do porto de Buenaventura, Departamento do Valle, por onde passa cerca de 60% do comércio internacional colombiano. Os dois submarinos estavam no que a Marinha chamou de "estaleiro artesanal", capaz de fabricar esses artefatos. Segundo a Marinha, o local e os submarinos pertencem às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal narcoguerrilha do país, com cerca de 17 mil combatentes. O grupo é considerado terrorista por Estados Unidos e União Européia, e o governo colombiano o acusa de se financiar com recursos da produção e tráfico de cocaína. Desde 2005, a Marinha colombiana confiscou nove submarinos usados no narcotráfico.
Se esta tática for adotada no Brasil, estaremos fritos com nossa extensa linha costeira.
Jobim diz que governo estuda reajuste de até 34,99% para militares
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que o governo Lula estuda um reajuste, que pode variar entre 27,62% e 34,99%, para os salários de 609.935 militares ativos e inativos. No total, o impacto deste reajuste pode chegar a R$ 8,3 bilhões na folha de pagamento, entre 2007 e 2008. Segundo ele, o reajuste seria concedido em duas etapas: uma parte este ano, e outra em 2008. O ministro disse que o assunto será tratado na próxima quarta-feira em uma reunião com o presidente Lula e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que o governo Lula estuda um reajuste, que pode variar entre 27,62% e 34,99%, para os salários de 609.935 militares ativos e inativos. No total, o impacto deste reajuste pode chegar a R$ 8,3 bilhões na folha de pagamento, entre 2007 e 2008. Segundo ele, o reajuste seria concedido em duas etapas: uma parte este ano, e outra em 2008. O ministro disse que o assunto será tratado na próxima quarta-feira em uma reunião com o presidente Lula e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Estava na hora. Ao invés de sucatear nossas forças armadas, o PT faz bem em minorar o prejuízo que seu governo (e antes disso, o de FHC) fizeram em prejudicar o soldo dos oficiais. Só espero que não fique só nisto, no arranjo financeiro, mas que seu papel e função sejam igualmente resgatados.
Palocci chama CPMF de “imposto mais produtivo”
O deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, defendeu nesta quarta-feira a cobrança da CPMF durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Palocci disse que a CPMF é o "mais produtivo" dos impostos porque traz a melhor arrecadação ao País com a melhor alíquota à população. "Não há imposto mais produtivo que a CPMF no Brasil. Ela é a mais produtiva, com menor alíquota, traz melhor arrecadação. É seis ou sete vezes mais produtiva que a Cofins. É o imposto que arrecada mais, impondo menos carga aos indivíduos e às empresas", afirmou ele. Palocci admitiu, no entanto, que é possível discutir a redução gradual da alíquota da contribuição ao longo dos próximos anos. O ex-ministro também disse ser possível ao governo debater a redução da carga tributária nacional.
O deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, defendeu nesta quarta-feira a cobrança da CPMF durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Palocci disse que a CPMF é o "mais produtivo" dos impostos porque traz a melhor arrecadação ao País com a melhor alíquota à população. "Não há imposto mais produtivo que a CPMF no Brasil. Ela é a mais produtiva, com menor alíquota, traz melhor arrecadação. É seis ou sete vezes mais produtiva que a Cofins. É o imposto que arrecada mais, impondo menos carga aos indivíduos e às empresas", afirmou ele. Palocci admitiu, no entanto, que é possível discutir a redução gradual da alíquota da contribuição ao longo dos próximos anos. O ex-ministro também disse ser possível ao governo debater a redução da carga tributária nacional.
Bem... Nisto, nosso ex-ministro está correto. A CPMF é o mais eficaz dos tributos porque incide sobre a circulação do dinheiro (que movimenta a maior parte dos recursos do país). A "contribuição", EM TERMOS RELATIVOS, é muito menos danosa ao contribuinte do que impostos como o ICMS, por exemplo. O problema é que este "debate" tem sido levado em termos emocionais... A sociedade brasileira faria por bem discutir a questão tributária de forma integrada, i.e., avaliando todos tributos e julgando a partir daí.
Presidente da Fiesp entrega 1,3 milhão de assinaturas contrárias à CPMF ao Senado Federal
O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, no final de sua participação na audiência promovida pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, nesta quarta-feira, para discutir a prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), entregou um abaixo-assinado com 1,3 milhão de nomes contrários à continuidade do chamado "imposto do cheque". As assinaturas foram coletadas por diversas entidades de vários Estados do País. Durante sua participação na audiência, Skaf condenou a prorrogação da cobrança. Ele afirmou que a reforma tributária não prevê formas eficientes de desoneração fiscal e que a única chance de reduzir efetivamente a carga tributária é por meio da eliminação da CPMF. Skaf disse que em vez de repassar vantagens para a população por meio da elevação da arrecadação, a União usa a receita extra para cobrir gastos. Ele afirmou que não concorda com o argumento de que a CPMF é uma ferramenta de fiscalização e combate à sonegação.
O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, no final de sua participação na audiência promovida pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, nesta quarta-feira, para discutir a prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), entregou um abaixo-assinado com 1,3 milhão de nomes contrários à continuidade do chamado "imposto do cheque". As assinaturas foram coletadas por diversas entidades de vários Estados do País. Durante sua participação na audiência, Skaf condenou a prorrogação da cobrança. Ele afirmou que a reforma tributária não prevê formas eficientes de desoneração fiscal e que a única chance de reduzir efetivamente a carga tributária é por meio da eliminação da CPMF. Skaf disse que em vez de repassar vantagens para a população por meio da elevação da arrecadação, a União usa a receita extra para cobrir gastos. Ele afirmou que não concorda com o argumento de que a CPMF é uma ferramenta de fiscalização e combate à sonegação.
Não concorda... pois bem, a CPMF, infelizmente, é um imposto que não dá para sonegar. Me surpreende a opinião da Fiesp. Se são assim tão contrários à sobre-tributação (no que estão certos) por que não criticam o IPI e o ICMS?? A Fiesp não parece primar pela coerência. São muito bons para livrarem o seu, i.e., direito de criticarem a tributação, mas quando se trata de apoiarem a maior competição (e queda dos preços) através de uma Alca, p.ex., simplesmente se calam.
Justiça condena ex-funcionário de ONG pelo assassinato de franceses no Rio de Janeiro
Társio Wilsom Ramires, de 25 anos, um dos três acusados pelo assassinato de três franceses no Rio de Janeiro no início deste ano, foi condenado pela Justiça a 59 anos e oito meses de prisão. No dia 27 de fevereiro, Christian Pierre Doupes, de 38 anos, a mulher dele, Delphine Douyère, de 36 anos, e Jérôme Faure, de 42 anos, foram mortos a facadas, na sede da ONG Terr'Ativa, em Copacabana (zona sul do Rio de Janeiro), que atendia menores de rua. Ramires tinha sido ajudado pelos franceses a pagar as mensalidades de um curso de administração de empresas em uma universidade particular e, graças ao contato com eles, trabalhava na ONG. Ramires planejou o crime porque os franceses desconfiavam que ele tinha desviado R$ 80 mil da ONG. Para se livrar das suspeitas, ele contratou os também réus Luiz Gonzaga e José Michel Gonçalves e matou os patrões. O filho do casal, de apenas dois anos, só não foi morto porque estava em outro apartamento. Oliveira e Gonçalves irão a júri popular no dia 13 de dezembro. Em sua sentença, o juiz Sidney Rosa da Silva escreveu que Ramires "teve todas as oportunidades na vida, e as jogou no lixo em razão de sua mente criminosa”.
Társio Wilsom Ramires, de 25 anos, um dos três acusados pelo assassinato de três franceses no Rio de Janeiro no início deste ano, foi condenado pela Justiça a 59 anos e oito meses de prisão. No dia 27 de fevereiro, Christian Pierre Doupes, de 38 anos, a mulher dele, Delphine Douyère, de 36 anos, e Jérôme Faure, de 42 anos, foram mortos a facadas, na sede da ONG Terr'Ativa, em Copacabana (zona sul do Rio de Janeiro), que atendia menores de rua. Ramires tinha sido ajudado pelos franceses a pagar as mensalidades de um curso de administração de empresas em uma universidade particular e, graças ao contato com eles, trabalhava na ONG. Ramires planejou o crime porque os franceses desconfiavam que ele tinha desviado R$ 80 mil da ONG. Para se livrar das suspeitas, ele contratou os também réus Luiz Gonzaga e José Michel Gonçalves e matou os patrões. O filho do casal, de apenas dois anos, só não foi morto porque estava em outro apartamento. Oliveira e Gonçalves irão a júri popular no dia 13 de dezembro. Em sua sentença, o juiz Sidney Rosa da Silva escreveu que Ramires "teve todas as oportunidades na vida, e as jogou no lixo em razão de sua mente criminosa”.
Este caso mostra piamente como o crime não é mero produto "social". Há sim, elementos incorrigíveis que merecem a mais pura forma de "exclusão social" através do encarceramento (já que não temos a forca).
Aécio Neves diz que terceiro mandato não seria bom para Lula e Brasil
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que um terceiro mandato do presidente Lula não seria bom para o Brasil nem para o próprio Lula. "O Brasil não é a Venezuela. Acho que temos instituições muito sólidas. Faço até justiça ao presidente. Pode até ser que em seu entorno alguns áulicos ainda alimentem esse sonho. Mas não é bom para o Brasil, não é bom para o presidente Lula e não acredito que ele pessoalmente tenha esse interesse. Acho até legítimo que o presidente, no futuro, volte a se candidatar, mas mudar a Constituição nesse instante é um desserviço à democracia e o Brasil não aceitaria isso de forma alguma”. Um grupo de deputados federais petistas articula para assegurar um terceiro mandato ao presidente Lula. Eles estão dispostos a apresentar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que faculta aos atuais ocupantes de cargos no Executivo a possibilidade de reeleição, mesmo que já estejam em seu segundo mandato.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que um terceiro mandato do presidente Lula não seria bom para o Brasil nem para o próprio Lula. "O Brasil não é a Venezuela. Acho que temos instituições muito sólidas. Faço até justiça ao presidente. Pode até ser que em seu entorno alguns áulicos ainda alimentem esse sonho. Mas não é bom para o Brasil, não é bom para o presidente Lula e não acredito que ele pessoalmente tenha esse interesse. Acho até legítimo que o presidente, no futuro, volte a se candidatar, mas mudar a Constituição nesse instante é um desserviço à democracia e o Brasil não aceitaria isso de forma alguma”. Um grupo de deputados federais petistas articula para assegurar um terceiro mandato ao presidente Lula. Eles estão dispostos a apresentar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que faculta aos atuais ocupantes de cargos no Executivo a possibilidade de reeleição, mesmo que já estejam em seu segundo mandato.
O temor do governador parece se justificar, pois...
JÁ ESTÁ TRAMITANDO EMENDA QUE PERMITIRIA VÁRIOS MANDATOS PARA LULA
O presidente da Câmara dos Deputado, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), mandou desarquivar em abril uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite a reeleição sem limites para cargos majoritários, de presidente da República a prefeitos. Aprovada no Congresso, a proposta abriria caminho para a aprovação de um terceiro mandato para o presidente Lula. O pedido foi feito em fevereiro pelo deputado federal petista Fernando Ferro (PE), que solicitou o desarquivamento de propostas sobre a reeleição. Os deputados federais Devanir Ribeiro (PT-SP) e Carlos Willian (PTC-MG) defendem a possibilidade de um terceiro mandato para Lula, com base em uma emenda que já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2000. O relator na comissão, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), considerou, na época, a proposta constitucional. O próximo passo é a discussão em comissão especial, que depende de autorização do presidente da Câmara para ser instalada. A proposta do ex-deputado Inaldo Leitão (PR-PB) permite que presidente da República, prefeitos e governadores concorram a infinitas reeleições, desde que se licenciem do cargo seis meses antes da disputa.
O presidente da Câmara dos Deputado, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), mandou desarquivar em abril uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite a reeleição sem limites para cargos majoritários, de presidente da República a prefeitos. Aprovada no Congresso, a proposta abriria caminho para a aprovação de um terceiro mandato para o presidente Lula. O pedido foi feito em fevereiro pelo deputado federal petista Fernando Ferro (PE), que solicitou o desarquivamento de propostas sobre a reeleição. Os deputados federais Devanir Ribeiro (PT-SP) e Carlos Willian (PTC-MG) defendem a possibilidade de um terceiro mandato para Lula, com base em uma emenda que já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2000. O relator na comissão, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), considerou, na época, a proposta constitucional. O próximo passo é a discussão em comissão especial, que depende de autorização do presidente da Câmara para ser instalada. A proposta do ex-deputado Inaldo Leitão (PR-PB) permite que presidente da República, prefeitos e governadores concorram a infinitas reeleições, desde que se licenciem do cargo seis meses antes da disputa.
Senado Federal pode votar Emenda 29 na próxima semana, diz Tião Viana
O presidente interino do Senado Federal, senador Tião Viana (PT-AC), afirmou nesta quarta-feira que vai tentar votar na próxima semana a proposta de regulamentação da Emenda 29, que destina recursos para a saúde. O senador disse que só aguardará a conclusão da votação dos destaques na Câmara dos Deputados para encaminhar sua sugestão aos líderes partidários. "Eu fui um missionário nessa causa. Estou muito feliz. Foi uma ação construída com o movimento missionário. É uma decisão muito boa para o País", disse Tião Viana, ao ser informado sobre a aprovação pelo plenário da Câmara do texto principal da Emenda 29. Nesta quarta-feira, o plenário da Câmara aprovou o substitutivo apresentado pelo governo federal que promete o repasse de R$ 24 bilhões para a saúde, no período de 2008 a 2011.
O presidente interino do Senado Federal, senador Tião Viana (PT-AC), afirmou nesta quarta-feira que vai tentar votar na próxima semana a proposta de regulamentação da Emenda 29, que destina recursos para a saúde. O senador disse que só aguardará a conclusão da votação dos destaques na Câmara dos Deputados para encaminhar sua sugestão aos líderes partidários. "Eu fui um missionário nessa causa. Estou muito feliz. Foi uma ação construída com o movimento missionário. É uma decisão muito boa para o País", disse Tião Viana, ao ser informado sobre a aprovação pelo plenário da Câmara do texto principal da Emenda 29. Nesta quarta-feira, o plenário da Câmara aprovou o substitutivo apresentado pelo governo federal que promete o repasse de R$ 24 bilhões para a saúde, no período de 2008 a 2011.
É uma boa cifra, mas a questão não se encerra em termos quantitativos. COMO serão gastos estes recursos é que são outras... Com médicos e enfermeiros e medicamentos ou com burocracia?
Petróleo supera US$ 94 por causa do índice das reservas e taxa de juros nos Estados Unidos
O preço do barril do petróleo cru subiu 4,6% nesta quarta-feira e fechou em recorde de US$ 94,53 em Nova York. A divulgação da queda das reservas de petróleo nos Estados Unidos e o corte da taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual, pressionaram a commodity. No final do pregão regular da Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), os contratos do barril do petróleo cru para entrega em dezembro aumentaram US$ 4,15 diante do fechamento anterior e estabeleceram um novo recorde. Próximo ao fim da sessão, o valor do barril do tipo WTI alcançou US$ 94,74.
O preço do barril do petróleo cru subiu 4,6% nesta quarta-feira e fechou em recorde de US$ 94,53 em Nova York. A divulgação da queda das reservas de petróleo nos Estados Unidos e o corte da taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual, pressionaram a commodity. No final do pregão regular da Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), os contratos do barril do petróleo cru para entrega em dezembro aumentaram US$ 4,15 diante do fechamento anterior e estabeleceram um novo recorde. Próximo ao fim da sessão, o valor do barril do tipo WTI alcançou US$ 94,74.
Presidente da Petrobras avisa que vai subir o preço do gás natural
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta quarta-feira que o preço do gás natural deve subir para os consumidores finais no Brasil. Ele não soube estimar um valor ou um prazo para o preço do gás natural subir, mas disse que a Petrobras não tem condições, "pelo menos no curto prazo", de atender a demanda por gás natural. Segundo dados do governo, o gás natural responde por 8,3% da energia consumida no Brasil em 2006. A previsão da Petrobras é que esse número ultrapasse 12% até 2010. O Brasil tem a segunda maior frota mundial de carros movidos a gás natural, atrás apenas da Argentina. O presidente da Petrobras disse que o fornecimento de gás só foi cortado para as distribuidoras Ceg e Ceg-Rio porque as duas companhias estão consumindo hoje mais gás natural do que o que foi acertado no contrato.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta quarta-feira que o preço do gás natural deve subir para os consumidores finais no Brasil. Ele não soube estimar um valor ou um prazo para o preço do gás natural subir, mas disse que a Petrobras não tem condições, "pelo menos no curto prazo", de atender a demanda por gás natural. Segundo dados do governo, o gás natural responde por 8,3% da energia consumida no Brasil em 2006. A previsão da Petrobras é que esse número ultrapasse 12% até 2010. O Brasil tem a segunda maior frota mundial de carros movidos a gás natural, atrás apenas da Argentina. O presidente da Petrobras disse que o fornecimento de gás só foi cortado para as distribuidoras Ceg e Ceg-Rio porque as duas companhias estão consumindo hoje mais gás natural do que o que foi acertado no contrato.
Vale do Rio Doce avisa que não pagará mais caro por equipamentos nacionais
A Companhia Vale do Rio Doce manterá a política de buscar máquinas e equipamentos mais baratos, sem privilegiar o mercado local. A informação é do diretor de Finanças e de Relações com Investidores da empresa, Fábio Barbosa. Ele justificou dizendo que deve atender aos anseios dos acionistas da empresa, tanto brasileiros quanto estrangeiros. "Será que meu acionista quer que eu pague mais caro por um equipamento apenas por ele ser nacional? Não podemos pagar pelas distorções que o sistema tributário brasileiro impõe. Se há distorções, têm que ser corrigidas por quem de direito", afirmou ele. O executivo destacou que o interesse da Vale do Rio Doce é manter alianças com a indústria nacional. Barbosa destacou que as condições para investimentos da indústria de bens de capital no Brasil vêm melhorando, citando como exemplo a queda da taxa de juros e prazos mais alongados e taxas menores por parte do BNDES. Ele sugeriu que a questão relativa a tributos seja mais debatida.
Como disse sobre a questão da CPMF mais acima. Não tem que se debater o imposto em isolado. O diretor está coberto de razão, à propósito. O tosco nacionalismo é a justificativa para a preservação de nossos vícios institucionais que só nos mantêm atrasados como país. Como dizia o falecido (e excelente congressista) Roberto Campos "ser patriota não é ser populista".
Jornal argentino diz que Petrobras ofereceu US$ 900 milhões pela Esso no Cone Sul
O jornal econômico argentino "El Cronista" disse nesta quarta-feira que a Petrobras ofereceu cerca de US$ 900 milhões por ativos da Esso na América do Sul. "A empresa brasileira está a ponto de comprar as operações na Argentina, no Brasil, no Chile e no Uruguai", afirma o diário. "As negociações estão muito avançadas e a compra seria fechada nos próximos dias", acrescenta o El Cronista. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta quarta-feira, em Londres, que a empresa "não pode confirmar, nem negar a informação". Segundo o "El Cronista", a empresa estatal argentina Enarsa, criada no governo do presidente Néstor Kirchner, entraria no negócio assim que fossem concluídas as vendas dos ativos da companhia Exxon Mobil, dona da Esso, para a Petrobras. A Esso possui 90 postos de gasolina no país e outros 500 tercerizados. A companhia da Exxon conta ainda com uma refinaria na localidade de Campana, na província de Buenos Aires, e ativos em outros países da região. Mas sua presença é mais forte no Brasil, onde, de acordo com assessores da Petrobras, a empresa brasileira multiplicaria seu potencial caso a transação comercial com a Esso seja confirmada.
O jornal econômico argentino "El Cronista" disse nesta quarta-feira que a Petrobras ofereceu cerca de US$ 900 milhões por ativos da Esso na América do Sul. "A empresa brasileira está a ponto de comprar as operações na Argentina, no Brasil, no Chile e no Uruguai", afirma o diário. "As negociações estão muito avançadas e a compra seria fechada nos próximos dias", acrescenta o El Cronista. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta quarta-feira, em Londres, que a empresa "não pode confirmar, nem negar a informação". Segundo o "El Cronista", a empresa estatal argentina Enarsa, criada no governo do presidente Néstor Kirchner, entraria no negócio assim que fossem concluídas as vendas dos ativos da companhia Exxon Mobil, dona da Esso, para a Petrobras. A Esso possui 90 postos de gasolina no país e outros 500 tercerizados. A companhia da Exxon conta ainda com uma refinaria na localidade de Campana, na província de Buenos Aires, e ativos em outros países da região. Mas sua presença é mais forte no Brasil, onde, de acordo com assessores da Petrobras, a empresa brasileira multiplicaria seu potencial caso a transação comercial com a Esso seja confirmada.
Pena que o comportamento da Petrobras não é similar no plano interno como o faz como global trader. Pena...
Funcionários da Infraero vão entrar em greve na terça-feira
Os funcionários da Infraero no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande São Paulo), devem entrar em greve na madrugada da próxima terça-feira, de acordo com o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos. O movimento ocorre um dia após o retorno do feriado prolongado de Finados. Nesta quarta-feira, cerca de 500 funcionários decidiram parar de fazer horas extras, o que ocasionou grandes filas no setor de embarque. Segundo o sindicalista, as horas extras são comuns em Cumbica porque o terminal opera no limite de sua capacidade. O sindicalista afirma que a greve ocorrerá porque a Infraero descumpriu um acordo assinado em julho último, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, que previa reajuste de 6,5% nos salários para o começo deste mês. A empresa não pode dar aumento para seus funcionários porque precisa desviar os recursos para a corrupção. A Infraero é um dos órgãos mais corruptos da administração federal, ao lado da Anvisa e da Funasa.
Caso similar ao relatado pela CVRD... O país não pode deixar de mudar seus vícios estruturais para manter anomalias institucionais. Querem aumento? Façam uma reengenharia de custos primeiro.
Federal Reserve dos Estados Unidos corta sua taxa de juros para 4,5%
O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve a orientação do mês passado e reduziu sua taxa de juros em mais 0,25 ponto percentual, para 4,5% ao ano. O banco mais uma vez agiu para evitar que a crise imobiliária em curso no país, agravada a partir de agosto pela crise no mercado de hipotecas de risco, ultrapasse o limite do setor financeiro e atinja a economia como um todo. Com essa diminuição dos juros nos Estados Unidos para ativar a economia, os dólares ingressarão em maior quantia no Brasil, buscando maior remuneração.
Dólar fecha a R$ 1,73 e bate menor nível desde março de 2000
A taxa de câmbio recuou para o seu menor nível desde o dia 24 de março de 2000, nos últimos negócios fechados nesta quarta-feira no mercado financeiro. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,737 para venda, em declínio de 0,96%. Os participantes do mercado financeiro operaram à espera da reunião do Federal Reserve, que anunciou às 16h15 a nova taxa básica de juros norte-americana: 4,50% ao ano, ante 4,75%. Para economistas, o distanciamento entre os juros norte-americanos e brasileiros (a taxa básica do País é de 11,25%) pode atrair mais recursos para o País e derrubar ainda mais a taxa de câmbio.
A taxa de câmbio recuou para o seu menor nível desde o dia 24 de março de 2000, nos últimos negócios fechados nesta quarta-feira no mercado financeiro. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,737 para venda, em declínio de 0,96%. Os participantes do mercado financeiro operaram à espera da reunião do Federal Reserve, que anunciou às 16h15 a nova taxa básica de juros norte-americana: 4,50% ao ano, ante 4,75%. Para economistas, o distanciamento entre os juros norte-americanos e brasileiros (a taxa básica do País é de 11,25%) pode atrair mais recursos para o País e derrubar ainda mais a taxa de câmbio.
Para mim é uma excelente notícia. Chega de se pautar em exportações beneficiadas pelo dólar alto. Se querem aumentar as exportações, que se faça, de uma vez por todas, uma reforma tributária.
Tuesday, August 21, 2007
Guerrilha rural brasileira monta arsenal

20 de agosto de 2007
O presidente se desmascara diante da sociedade consciente e ordeira, provê de recursos e manipula
seu "Taleban", usado como movimentode pressão psicopolítica para conquistar apoio ao famigerado 3o.mandato, a desgraça da Nação.
seu "Taleban", usado como movimentode pressão psicopolítica para conquistar apoio ao famigerado 3o.mandato, a desgraça da Nação.Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro
A força nacional de guerrilha rural denominada MST e seus congregados movimentos orientados, doutrinados e treinados em armas brancas e de fogo por proselitistas, professores, instrutores externos, notadamente das FARC, e ex-estagiários em Cuba, teriam disponíveis em território nacional o equivalente a 180 mil armas, com predominância de fuzis de procedência estrangeira, novos e usados, em bom estado de conservação.
O conhecimento do estimado arsenal disponível é parte de informações e avaliações integradas de serviços secretos do exterior, em operação na América Latina e desenvolvendo trabalho de campo especialmente no Brasil. O fato reforça a matéria publicada neste site, em 1 de agosto, intitulada "Movimentos sociais: Taleban do Palácio e do PT contra vaias e marchas", que apontou o “Taleban tupiniquim” do governo que não condena o terrorismo, tolera o contrabando de armas e o permanente narcotráfico, tudo parte de organizações subterrâneas de sustentação da esquerda no Brasil e na América Latina.
"A guarda do armamento e munições obedeceria rigorosa instrução passada a seleto grupo dos "pretensiosos guerrilheiros" e estaria acondicionada em instalações subterrâneas, distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. A propósito, na operação de desocupação de propriedades invadidas, sob cumprimento de mandado judicial, as Polícias Militares não costumam dar buscas e nem revistam os retirantes e veículos à procura de armas, como vimos recentemente no oeste do Paraná.
O material bélico - armas, munições e artefatos - foi introduzido no país em lotes, via aérea e pelos caminhos da Tríplice Fronteira, e contou com a cobertura de agentes que aparelham o quadro de servidores dos ministérios e organismos vinculados às questões agrárias e trabalho, os mesmos que estimulam e protegem dissimuladamente as operações de invasões e ocupações de propriedades e os eventos congressuais do MST e similares.
Os recursos financeiros para a aquisição seriam procedentes de aportes oficiais, doações do exterior e do narcoterrorismo da América Latina. Os serviços secretos admitem que o Governo brasileiro é e será o grande responsável pelo fomento da guerrilha rural e suas ligações com outros movimentos deliberadamente marxistas revolucionários que estariam conduzindo o país para um conflito civil, fato este já conhecido da Presidência da República, sob o estímulo do presidente venezuelano Hugo Chávez. O comandante revolucionário da América Latina está, no momento, interessado em ser o interlocutor com as FARC na liberação de seus sequestrados, angariando as atenções da diplomacia e da mídia mundial.
Nelson Jobim faz da Anac e Infraeroseu desjejum, resta-lhe estar pre-parado para as audácias de movi-mentos sociais e ameaças à PazSocial, com inferências externas detoda ordem. O ministro, como juris-dicista, não quer tomar conheci-mento de que o adversário está noGoverno, no próprio Palácio doPlanalto.
Vaticano se acautela contra MST
A cúria romana, na sua visão global dos problemas agrários nas distintas regiões do planeta, acompanha com cautela a orientação do MST e não deseja envolvimento da Comissão Pastoral da Terra, vinculada à Igreja Católica, com eventuais acenos de radicalização nas questões do campo. Observa-se que a Pastoral da Terra se afasta do MST que se alinha no cumprimento de estratégias dissimuladas com o Palácio do Planalto, provedor de recursos para a movimentação organizacional na educação e formação de seus quadros, desde tenra idade. (OI/Brasil acima de tudo)
Friday, May 04, 2007
Guy Sorman: “O Brasil não tem nada a aprender com a China”
Nesta entrevista, Sorman toca em pontos essenciais a partir de uma pespectiva liberal que, em grande medida, como vocês sabem, eu endosso... No entanto, há pontos polêmicos, como dizer que a corrupção "não é um problema meu" e, por outro lado, dar pitaco sobre o Brasil não parece sensato. Bem como, advogar uma centralização de projetos políticos para um país das dimensões do nosso vai contra o que o país mais necessita: a aplicação do princípio federativo em profundidade e eficácia maiores do que o conhecido por aqui e atualmente praticado.
a.h

O cientista político Guy Sorman é um francês que foge ao estereótipo. Não é mal humorado, por exemplo. E tampouco se mostra ranzinza com aqueles que tentam puxar uma conversa em inglês em vez do francês. E foi exatamente assim – bem-humorado e em inglês – que Sorman recebeu a reportagem de AMANHÃ para uma conversa de quase 50 minutos na manhã do dia 04 de abril, depois de proferir uma palestra no seminário internacional “Fronteiras do Pensamento”, realizado pela Copesul. Autor de “A Nova Riqueza das Nações”, Sorman acredita que os ideais do liberalismo estão distorcidos na América do Sul. E isso explicaria por que essa corrente de pensamento econômico é, muitas vezes, confundida com uma espécie de ideário perverso que visa ratificar a subordinação dos mais pobres aos mais ricos. Para Sorman, o problema da América Latina, e principalmente do Brasil, é a falta de igualdade de oportunidades. A liberdade de escolha – um dos preceitos do liberalismo clássico – só pode ser exercida por aqueles que têm dinheiro, e o resultado é que parcelas cada vez maiores da população começam a se identificar com correntes ditas anti-liberais. Apesar disso tudo, Sorman se declara um amante do Brasil. Confira por que na entrevista abaixo:
Futuro do Brasil e o governo Lula
Como o senhor vê o futuro do Brasil?
A situação não é ruim. Eu vim aqui pela primeira vez há 25 anos e, se compararmos aquela época e a de hoje, há muitos resultados positivos. Primeiro em termos políticos. Naquela época, era o fim da ditadura militar; agora, é uma democracia. A própria democracia, apesar de não ser perfeita, evoluiu. Vocês têm o Fernando Henrique Cardoso (FHC), que é um centro-direitista, têm Lula, que é um centro-esquerdista. É uma democracia sem violência e com continuidade de política econômica, mesmo com a troca de comando. Isso é um enorme progresso, pois, finalmente, os brasileiros e os investidores sabem para qual direção o país está caminhando. O próximo presidente pode ser de esquerda ou de direita, mas a economia permanecerá a mesma. Em segundo lugar, o lado econômico. Os resultados não são espetaculares, mas também não são ruins. Em vez de levar em consideração apenas o crescimento do PIB, é preciso olhar outros índices, como a queda da taxa de mortalidade infantil. Um dos problemas que ainda não foram resolvidos é que os negros permanecem à margem da sociedade, o que pode ser um resultado do crescimento vagaroso. Mas globalmente o país não está indo tão mal.
Por que o senhor considera que globalmente o país não vai mal?
Globalmente, e também em termos ideológicos, está tudo certo. Trata-se de um país muito mais liberal do que era há 25 anos, tanto política quanto economicamente. Em 1985, era proibido importar computadores no Brasil porque decidiram que eles deveriam ser fabricados aqui. No entanto, os PCs produzidos internamente não funcionavam. Dessa forma, as empresas brasileiras não conseguiam competir com o resto do mundo. Para importar um computador, era uma enorme burocracia, era preciso receber autorização do governo federal, além de corromper políticos. Em 1985, liberalismo significava: eu quero comprar um computador. Hoje, o Brasil está inserido na globalização. Por isso, eu não ligo se as pessoas dizem que são liberais ou anti-liberais: tenho mais interesse nos resultados. Lula não se denomina um liberal, mas ele introduziu uma noção de continuidade na política econômica do Brasil e isto é muito bom. Vindo da denominada “esquerda”, há um sentido de legitimidade do povo: um governo de esquerda, fazendo o que o Lula faz, indo para os Estados Unidos, lidando com Bush, reduzindo despesa dos Estados. Se tudo isso fosse feito por um governo de direita, provocaria uma revolução. As pessoas diriam que estão vendendo o Brasil para Bush. Mas é o Lula, “então deve ser certo”, “é um sistema muito bom”.
Lula faz um bom governo, na sua opinião?
Não estou envolvido no debate político, vejo as coisas com uma distância histórica. Eu encontrei Lula pela primeira vez nos anos 80. Naquela época, ele era leninista, trotskista, era uma espécie de revolucionário de sua época. Eu achava que ele era basicamente um oportunista. Hoje, ele se livrou daquela baboseira ideológica e entendeu que se o Brasil deseja ser um país desenvolvido, deve partir para a globalização, para o mercado livre. Lula foi esperto o suficiente para não se tornar uma espécie de Hugo Chávez, mas muito pragmático para entender que o bom para o Brasil é fazer parte da comunidade global e ter uma zona de livre comércio com os Estados Unidos, já que ali está o maior mercado para os produtos brasileiros e o maior investidor no Brasil. Acho que o Lula está fazendo a coisa certa. Já essa corrupção no dia-a-dia do governo não é problema meu.
No início do ano, o governo brasileiro anunciou um programa para acelerar o desenvolvimento econômico, baseado, principalmente, no investimento em infra-estrutura, como rodovias. O senhor acredita que essa é uma maneira de acelerar o desenvolvimento econômico?
A infra-estrutura é essencial para o desenvolvimento econômico. Quando você constrói uma estrada, ela dá acesso ao mercado da região. Então infra-estrutura é absolutamente necessária. Mas deve ser privada ou pública? Digo que pode ser privada e pode ser pública. Os melhores aeroportos são privados; as melhores estradas, também. Então, às vezes existe uma certa confusão neste debate. Mais uma vez eu digo que o liberalismo é uma questão de liberdade de escolha. O governo deve se perguntar: qual é a melhor maneira? Dinheiro dos pagadores de impostos ou dos consumidores? Na Europa, por exemplo, por muito tempo, todas as estradas e comunicações eram públicas. Hoje, 25 anos depois, elas são privadas. A infra-estrutura pode muito bem ser privada
Política na América Latina
O senhor considera correta a estratégia de fechar acordos bilaterais ou todos os latino-americanos deveriam se unir?
Política na América Latina
O senhor considera correta a estratégia de fechar acordos bilaterais ou todos os latino-americanos deveriam se unir?
Não acho que todos deveriam se juntar, pois até que todos entrem num consenso pode-se levar séculos. Há uma grande diversidade na América Latina. Os problemas não são os mesmos em todos os países. A Argentina, por exemplo, tem uma grande pedra no sapato que é a dívida. Mesmo quando o país boicotou 75% dela, ainda restaram 25% que precisam ser pagos – e 25% de uma dívida crescente... Os argentinos sofrem uma grande crise financeira e de legitimidade, porque ninguém mais está pronto para investir lá. Por isso, fazer um acordo com o governo argentino é impossível. Já o Chile é um dos países mais avançados na América Latina. Por essas e outras, não vejo problema em cada país negociar diretamente em vez de negociar em bloco.
Mas, recentemente, Lula criticou a negociação direta do Uruguai com os Estados Unidos...
Esse posicionamento faz parte da diplomacia imperialista do Brasil. A crítica a Tabaré Vasquez é totalmente absurda. O grande problema da América Latina não é o Uruguai e sim a crise argentina e a crise na região andina: Venezuela, Equador, Peru e Bolívia. Nesses quatro países, basicamente, há um problema étnico. Na Bolívia, por exemplo, quando Evo Morales foi eleito, as pessoas disseram que um candidato de esquerda ganhou as eleições. Não é um esquerdista, é uma vingança do povo indígena. Nós sempre tendemos a interpretar as eleições políticas com critérios da Europa Oriental. Mas devemos olhar para esses países com um critério relacionado à sua história. A história da Bolívia e do Peru é uma história de uma maioria de indígenas, de pessoas exploradas pelos brancos por muitos séculos. Eles entendem que podem usar a democracia para tentar se vingar, ou, pelo menos, ter oportunidades iguais. Originalmente, a guerra civil na Colômbia foi uma revolta dos negros contra os brancos no poder. Portanto, em toda a América Latina você tem esse tipo de divisão étnica que é frequentemente menosprezada.
Como os governos podem fazer para lidar com essa situação?
Para começar, é necessário colocar o assunto em pauta. Na Bolívia, por exemplo, os presidentes sempre negam a existência de problema racial. No entanto, se você olhar nas ruas, percebe quem é pobre e quem é rico. O problema precisa ser analisado por sociólogos, que tendem a entender qual é o problema. Será que estas pessoas têm acesso às mesmas facilidades educacionais? O país deveria fazer um programa de oportunidades iguais? Tudo isso deveria ser levado em consideração. Até hoje nenhum governo boliviano ou peruano pensou em uma ação afirmativa que pudesse ser aplicada nestes países.
E no Brasil?
No Brasil também existem problemas raciais, mas geralmente não são analisados como raciais. Oficialmente todos são iguais. Espero que chegue o dia em que o Brasil envie um embaixador negro para Paris. Acredito que não exista nenhum embaixador negro no país. Muitas vezes, maquia-se o racismo dizendo que os negros são discriminados não pela cor, mas porque não têm educação. Se essa é a questão, é preciso criar um sistema de educação específica para os negros - talvez uma ação afirmativa no Brasil. Os Estados Unidos têm esse conceito de diversidade. A composição da sociedade brasileira é diversa, mas quando se olha para a universidade, para os altos cargos públicos, não há diversidade. Como a diversidade pode ser incluída no sistema? Não num sistema de cotas. Vamos pensar no problema e achar uma solução.
O Brasil e a China
O que o Brasil tem a aprender com a China?
O Brasil e a China
O que o Brasil tem a aprender com a China?
Nada. Em primeiro lugar, lá não há uma democracia. É um regime bastante autoritário. Não há liberdade individual, tudo é proibido. Religião, liberdade de expressão, mídia: tudo sob o controle do partido comunista. Em segundo lugar, não existe empreendedorismo verdadeiro em território chinês. Os empresários são estrangeiros investindo na China e usando, apenas, mão-de-obra barata – tudo provido pelo partido comunista. Em terceiro lugar, o que a China produz para o mundo não é inovador. Os fabricantes desenham algum produto na Coréia ou no Japão, depois os produzem na China e de lá são exportados. Na prática, o que é “feito na China” só é empacotado lá. Não há inovação. O modelo chinês é lucrável somente para uma pequena elite. Os que pertencem ao “podium” são 200 milhões, mas os outros um bilhão de chineses são mantidos fora do sistema econômico.
O Brasil está bem atrás da China em termos de crescimento econômico...
Sim, o Brasil está atrás, mas porque vive num sistema democrático. E em toda a democracia o crescimento é mais lento, pois o processo de decisão é mais lento. Algumas pessoas vão dizer: então a saída é termos um totalitarismo para caminharmos mais rápido. Mas não se pode levar em consideração apenas fatores econômicos. A democracia é muito importante. Talvez você perca 1% ou 2% de crescimento ao ano, mas você tem outras coisas que os chineses, por exemplo, não têm. Outra razão para o crescimento lento do Brasil é que uma imensa parte da população não está integrada na sociedade porque não tem educação. Os investimentos na educação básica são muito baixos. O Brasil deveria apostar no microcrédito. Toda vez que menciono a falta de microcrédito no país, eu ouço: “Mas nós temos”. Vocês têm, mas como uma forma de corrupção e populismo, não como um processo econômico. O sistema de microcrédito deveria ser gerenciado pela iniciativa privada. É muito importante que os empresários no Brasil entendam que o país está no caminho certo por causa da continuidade econômica.
O que emperra as mudanças na política brasileira?
O problema do Brasil é não ter partidos políticos nacionais e sim organizações regionais, agremiações locais. Assim o processo político é muito lento e existe muita corrupção – porque você tem que comprar os votos dos membros do parlamento. Esse é o Brasil. Acho que as coisas vão mudar e haverá mais partidos nacionais no futuro por causa da migração para outros Estados. Cada vez mais pessoas vão do Nordeste para São Paulo. Então, o comportamento político delas deverá mudar. Por causa da educação, das oportunidades e porque elas pertencem a um país global que é o Brasil. Conseqüentemente, eles vão agir como cidadãos brasileiros e menos como cidadãos do Maranhão, por exemplo. Eu digo “do Maranhão” por causa do José Sarney. Hoje, se você é um cidadão do Maranhão, você vota no Sarney porque ele foi bom para os seus pais e existe uma tradição familiar de apoio a ele. Acredito que com o crescimento da economia, mudanças demográficas e migração interna, pouco a pouco você verá uma redução deste poder local e de partidos locais. No entanto, será lento o processo de substituição dos partidos locais por outros mais nacionais. Neste momento, no Brasil, a pobreza tem a ver com suas origens locais. E muitos Estados no Brasil foram organizados para que os pobres se mantivessem pobres. Desta maneira, você precisa de política nacional para destruir a estrutura feudal no Nordeste do Brasil. Lembre-se que nos Estados Unidos o povo queria manter a escravatura em nome da liberdade do Estado. Aqui não é escravatura, mas é uma espécie de sistema feudal. Então eles dizem para o governo central: vocês não devem interferir nos nossos problemas. Esse problema só pode ser destruído pela nacionalização do corpo político.
Aquecimento global e questões energéticas
Com o aquecimento global em pauta, o senhor acredita que é possível ter proteção ecológica e desenvolvimento econômico ao mesmo tempo?
Aquecimento global e questões energéticas
Com o aquecimento global em pauta, o senhor acredita que é possível ter proteção ecológica e desenvolvimento econômico ao mesmo tempo?
Não. É preciso escolher se as pessoas querem desenvolvimento econômico primeiro. Estão certos aqueles que colocam o bem-estar pessoal em primeiro lugar. O aquecimento global é uma coisa muito teórica e longínqua para as pessoas comuns. Se elas puderem optar, vão escolher o desenvolvimento econômico. Todo desenvolvimento econômico traz algum impacto no aquecimento global, mas não se tem certeza do quanto. É uma escolha de base teórica. Quando o país se desenvolve, muitas vezes, utiliza técnicas e padrões de consumo de energia que são menos danosos para o clima, certo? Sabemos que os países que produzem muito dióxido de carbono, como Índia e China, é porque usam técnicas muito pobres. Na Europa e nos Estados Unidos, são usadas técnicas evoluídas. Se olharmos por esse ângulo, o desenvolvimento também é uma maneira de melhorar as condições do meio ambiente, porque são usadas melhores técnicas e se consome menos energia para produzir a mesma quantidade.
O que o senhor pensa sobre a anunciada crise do petróleo?
Está em toda parte, mas não quer dizer que seja verdade. Não existe crise de energia. As reservas de petróleo são enormes. O grande problema é que a maioria delas não é explorada, porque é um processo muito caro. Se o preço do petróleo sobe, então, podemos acessar novos recursos que nunca foram explorados. Agora, reservas imensas foram descobertas no Oeste africano. São mais importantes que as da Arábia Saudita e do Iraque. Não foram exploradas até agora porque ficam no fundo do mar e, novamente, é muito caro. Existem várias alternativas para o petróleo. É uma questão de preços. O problema é a relação entre o preço e o tipo de energia que usamos. Também é verdade que todo mundo tem interesse em aumentar a diversidade de fontes de energia. É por isto que todos os países ocidentais são a favor do etanol. O etanol não é uma solução perfeita porque você tem que plantar uma grande quantidade de milho e outros grãos – e isto consome grande quantidade de água. Por isso, não é uma grande solução.
O Brasil está certo quando procura se posicionar como líder na produção de etanol?
Sim. Eu lembro que, quando isto começou, há muitos anos, com o “Pró-álcool”, não parecia ser muito racional, porque o governo brasileiro subsidiava e a mistura de etanol e óleo ficava muito cara para o país. Hoje, parece que uma boa estratégia para o Brasil. Com o aumento do preço, a escolha brasileira está se tornando mais racional. Mais uma vez, não devemos pensar que o Brasil é uma nova Arábia Saudita ou que etanol vai substituir petróleo. É apenas parte do processo de diversificação. A economia do Brasil não deve confiar demais no etanol.




