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Saturday, September 28, 2013
Desigualdade sexual no mercado de trabalho - 2
The States Where Women Make the Most (and Least) Compared to Men - Jordan Weissmann - The Atlantic http://www.theatlantic.com/business/archive/2013/09/the-states-where-women-make-the-most-and-least-compared-to-men/280055/
Friday, September 27, 2013
Desigualdade sexual no mercado de trabalho
Desigualdade: mulheres receberam ainda menos do que os homens em 2012 - Economia - iG http://economia.ig.com.br/2013-09-27/desigualdade-mulheres-receberam-ainda-menos-do-que-os-homens-em-2012.html via @igeconomia
Monday, January 14, 2013
Brasil é o país com mais domésticas, mostra OIT
O Brasil tem o maior número de empregadas domésticas do mundo e, apesar do avanço nas condições de trabalho, elas continuam recebendo menos da metade da média salarial e expostas a condições precárias. Dados divulgados nesta quarta-feira (9) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam 7,2 milhões de domésticas no Brasil, uma a cada oito no total de 117 países.
Segundo a OIT, pelo menos 52,6 milhões de pessoas estariam trabalhando como domésticas no mundo, no que seria o primeiro esforço da entidade em calcular o segmento. Dessas, 83% são mulheres. O número não inclui as 7,5 milhões de crianças abaixo de 15 anos que também atuam como domésticas.
A OIT admite que o número real deve ser “significativamente maior” e informa que os dados foram coletados com base no que cada país classifica como emprego doméstico, com anos de referência diferentes para cada informação. Mas, apesar de todas as limitações metodológicas e da dificuldade em comparar dados, a OIT estima que o Brasil tem o maior número mundial.
O País também seria “de longe” o mercado com maior número de empregadas na América Latina. Em termos regionais, a Ásia é a líder no número de domésticas, com 41% das trabalhadoras do mundo. Na América Latina, elas representam 37% do total.
Em 15 anos, mais 19 milhões de pessoas passaram a trabalhar como domésticas no mundo, um aumento de 58%. No Brasil, houve um salto de 5,1 milhões em 1995 para 7,2 milhões em 2009, último ano com dados disponíveis.
Mas o segmento é também reflexo dos problemas sociais. Desses trabalhadores, 93% são mulheres. No País, uma a cada seis mulheres trabalha como doméstica. E uma a cada cinco mulheres negras trabalhando no Brasil é empregada doméstica.
“A desigualdade social explica em boa parte esses números”, diz ao jornal O Estado de S. Paulo a vice-diretora geral da OIT, Sandra Polaski. “Existem famílias com renda suficiente para pagar por esses serviços, enquanto também existem pessoas dispostas a trabalhar por esses salários e nessas condições.” Na Europa, com população superior à brasileira, o número de empregadas é bem inferior.
Apesar de liderar, o Brasil é citado pela OIT como exemplo de país que começa a adotar medidas para lidar com a situação. Segundo o levantamento, domésticas no Brasil trabalham em média 36 horas por semana, padrão mais próximo da Europa que de países como Arábia Saudita, Catar e Malásia, com mais de 60 horas de trabalho por semana.
Entre 2003 e 2011, o salário médio de domésticas no País passou de R$ 333 para R$ 489, um aumento de 47%, ante a média de 20% nos demais salários. A OIT destaca que, no Brasil, empregadas têm direito a 120 dias de licença-maternidade. Um obstáculo é a informalidade. Cerca de 30% têm carteira assinada. Em 1993, eram apenas 18%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Brasil é o país com mais domésticas, mostra OIT
Tuesday, September 11, 2007
Bebês de hoje, empregos de amanhã

Taxas mais baixas de natalidade podem reduzir o futuro desemprego
O que causa o desemprego? A maioria dos argumentos se concentra em fatores macroeconômicos -- taxas de juros e de câmbio, crescimento do PIB ou salário mínimo -- que levam as empresas a contratar ou demitir funcionários. A escolaridade, as leis trabalhistas e a tecnologia são também invocadas como possíveis causas do desemprego.
Mas e as taxas de natalidade? Em um recente seminário na sede do BID em Washington D.C., os economistas do BID Suzanne Duryea e Miguel Székely apresentaram um estudo em que argumentam que as tendências no comportamento reprodutivo podem ter um impacto significativo retardado sobre o desemprego.Considere-se o papel dos jovens entre 15 e 25 anos que estão procurando emprego pela primeira vez ou em busca de novos empregos. O desemprego é tipicamente mais elevado nessa faixa etária, que tem habilidades e experiência limitadas para vender no mercado de trabalho. Portanto, se aumentar a proporção de jovens de 15 a 25 anos em relação aos demais grupos etários da força de trabalho, o desemprego geral também tenderá a subir.
Na América Latina, as provas desse argumento aparecem em locais surpreendentes. A Argentina, país que durante muito tempo teve uma das taxas de natalidade mais baixas da região, experimentou recentemente um surto considerável na proporção de sua população em idade de trabalhar composta de jovens entre 15 e 25 anos de idade (ver gráfico abaixo). A razão? Entre 1967 e 1975, a Argentina experimentou um modesto "baby boom", equivalente a um aumento de 10% na taxa de fertilidade. A taxa voltou subseqüentemente a seu nível anterior, mas a grande safra de bebês nascidos naquele período começou a procurar emprego no início da década de 90. Entre 1990 e 1996, a proporção de jovens de 15 a 25 anos no mercado de trabalho argentino pulou de 37% para 41%. Mesmo que todos os outros fatores fossem excluídos, Duryea e Székely calculam que esse surto no suprimento de trabalhadores teria aumentado o desemprego na Argentina em um ponto porcentual entre 1990 e 1996. Processo semelhante, embora menos pronunciado, é evidente no vizinho Uruguai.
No Brasil e na Colômbia, ao contrário, a proporção de jovens na força de trabalho vem caindo regularmente nos últimos anos, depois de ter atingido o seu pico na década de 80. Isso reflete a diminuição aguda da taxa de fertilidade nesses países, que começou no final dos anos 60 e continua até hoje. Embora o desemprego nesses dois países não tenha caído nos anos 90 (porque outros fatores macroeconômicos o empurrarram para cima), de acordo com os autores ele seria maior se a proporção de jovens entre 15 e 25 anos não tivesse diminuído. Embora seja impossível predizer as tendências do emprego no futuro, as atuais tendências da fertilidade indicam que os quatro países do gráfico experimentarão menos pressão na oferta de emprego para os jovens nos anos vindouros.
