interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Friday, July 16, 2010

Should Israel Bomb Iran?



Should Israel Bomb Iran?



Atacar preventivamente põe o inimigo a cavalheira. Perde-se a primazia moral...

Thursday, July 15, 2010

Comércio Externo Brasileiro e Desenvolvimento Regional - II



Um dos motivos da Guerra de Secessão foi a ameaça dos Confederados formarem uma união com Cuba importando bens manufaturados da Inglaterra em detrimento do Norte Yankee. O que é isto senão protecionismo e dos pesados? Não nego que muitos dos países que clamam pelo livre-comércio, em determinado ponto ou período de suas histórias foram tão ou mais fechados do que nos acusam hoje em dia. Mas eu gostaria de deixar claro que eu discordo de quem crê que o protecionismo faça melhor do que uma abertura cada vez maior. A circulação de capitais que grassa nas economias centrais amplia, cada vez mais, o montante de recursos que têm para crescer. É isto que deve ser buscado. Se pontualmente tivermos que nos fechar a um ou outro produto para atingir alguma equivalência ou “justiça econômica”, que seja, mas sempre que possível deixando este caminho como 2ª ou 3ª opção.

E para boa parte dos casos de disputas comerciais existe a OMC. Um exemplo bem sucedido se deu quando do governo FHC, nosso ex-presidente defendeu justamente a Embraer contra as acusações da canadense Bombadier por quebrarmos regras de comércio internacional. “Como um país com as mais altas taxas de juros do mundo não vai prestar algum tipo de compensação às suas empresas...” ou algo do gênero foi dito por FHC por conta da ocasião. E ganhamos não só judicialmente, mas ganhamos comercialmente.

Agora não compensaria ganhar quando tínhamos camisetas a R$ 20,00 ou mais. Eu achei que estava vendo coisas quando seu preço chegou aos R$ 10,00. E não era nada estranho. Os anacrônicos éramos nós. O mercado brasileiro apenas ajustava-se um pouco a realidade mundial. Era isto o que ocorria. Muito se fala na perda de empregos por ocasião das privatizações, mas este tipo de afirmação provém do DIEESE e outros centros ligados ao poder sindical. Não dá para levar em consideração se não tivermos métodos de inferência de quantos empregos foram criados no setor informal e o que isto representou em aporte de renda. Eu nunca vi tantos pedreiros e profissionais liberais com celulares fechando serviços. Imagine como era antes? Seus mercados eram muito mais restritos por absoluta falta de comunicação. E o que se ganhou em termos de consumo? Boa parte do lucro de imobiliárias, p.ex., reside no monopólio da informação do setor sobre certas áreas, o que caiu muito com a divulgação de ofertas de imóveis na rede e possibilidade de fechamento de negócios diretos com os proprietários. Isto precisaria ser avaliado, devidamente levado em conta para nos interarmos de quanto passamos a ganhar para que se possa dizer que perdemos mais no saldo final.
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Wednesday, July 14, 2010

Comércio Externo Brasileiro e Desenvolvimento Regional


            Países “mais protegidos” são, via de regra, mais atrasados economicamente, como a Índia com uns 60% de tributos em média e o Egito, com uns 100%. O Brasil gira em 30% e os EUA algo por 12% para produtos agrícolas e uns 3% para manufaturados.
           
            Agora, a questão da Embraer é importante. Não acho que seja por tarifas que a empresa tenha se desenvolvido. Seu produto já é caro e o importado também deve ser equivalente. O que fez diferença, diversamente a tantos outro setores “protegidos” é a existência de um ITA. Portanto, é ilusão achar que a tributação elevada sobre um notebook vá, como que por encanto, nos levar a dominar esta tecnologia.

            Enquanto brincamos com isto, companhias de hardware preferem produzir na Costa Rica ao Brasil porque levam apenas 3 horas para terem suas exportações autorizadas e aqui, 3 dias. Não vejo estratégia nisto.

            Dizem que deveríamos dar ênfase ao comércio continental, com nossos "irmãos latino-americanos"... Quanto à infra-estrutura na América Latina, estou de pleno acordo. É um absurdo que não façamos uso de nossos recursos, especialmente rios desenvolvendo uma rede inter-modal (estradas-rios-ferrovias). Quem ensaiou, mas inexplicavelmente deu pra trás, foi o governo FHC que tinha um projeto de integrar a Hidrovia do Paraná a do Paraguai e, posteriormente, ao Rio Madeira. Se tal se concretizasse teríamos uma passagem de Buenos Aires ao Orinoco, pois este se liga ao Negro. Fantástico! Imagine o desenvolvimento regional... Hotéis, pesca, aventura, turismo, empregos, empregos e mais e mais comércio. Mas, nestas horas se vê a falta que um Sérgio Mota faz.

            Para dizer a verdade, não foi “inexplicavelmente”, não... Parece que o obstáculo jurídico veio dos ambientalistas e o financeiro por recursos destinados às termoelétricas em função do apagão de 2001.
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Expansão

Graças ao ritmo de aquisições, os investimentos brasileiros no exterior chegarão a 15 bilhões de dólares em 2010, um avanço de 250% em relação ao ano anterior


A velocidade da internacionalização de companhias brasileiras é espantosa - e um reflexo direto do fortalecimento da economia. "Diga o nome de algumas multinacionais brasileiras. É ainda mais difícil do que lembrar de belgas famosos, não é?", provocava a revista britânica The Economist em setembro de 2000. Quase uma década depois, em novembro de 2009, a mesma publicação estampou uma capa com a manchete "O Brasil decola", afirmando que, "pela primeira vez, o país tem uma safra de companhias que podem ser chamadas de multinacionais". Os anos de estabilização da moeda, as sucessivas aberturas de capital, o fortalecimento do mercado interno, a evolução da gestão - tudo isso, de alguma maneira, contribuiu para que um grupo de companhias, em busca de escala global, partisse para uma rodada de surpreendentes aquisições fora do Brasil. 

(...)

Tuesday, July 13, 2010

Pobrezas


Maputo, Terça-Feira, 13 de Julho de 2010:: Notícias
Falando numa reunião de secretários das células do partido e dos comités de circulo, que termina hoje, na cidade da Beira, em Sofala, Guebuza afirmou que "a pobreza a primeira coisa que faz é tirar a nossa auto-estima para passarmos a depender de peditórios, ela não nos permite descobrir as técnicas para reproduzir a riqueza".
O Presidente da Frelimo diz que há dois tipos de pobreza que ainda afligem os moçambicanos no âmbito da luta contra a pobreza, "nomeadamente a pobreza material, caracterizada pela falta de materiais básicos ou a falta de capacidade financeira para termos acesso a esses materiais, e a pobreza espiritual".
"Muitas vezes vamos a pobreza pela falta de alimentos, ou seja insegurança alimentar. Existem neste momento pessoas que se as autoridades não fizerem nada daqui a pouco não teriam nada para comer. Outros podem ter dinheiro para usufruir de certas serviços mas que não existem no local onde residem", referiu.
"Há situações em que podemos ter dinheiro e não termos loja para comprar os produtos e mesmo havendo barraca nem tudo esta lá", acrescentou Guebuza, frisando que "com a pobreza estrutural o país esta estruturado de tal forma que é pobre".
“Alguém que pega no seu 4X4 e vai à aldeia ele pensa que é rico mas quando estiver la reduz-se a situação daquele que esta lá, com dinheiro pode não ter onde comprar, fica privado da energia eléctrica porque a rede ainda não chegou lá, tem o celular mas não pode usá-lo porque a rede ainda não esta lá, enfim, fica igual ao residente, para dizer que uma vez lá, fica pobre”, exemplificou.
(...)

Em 
Pobreza é estrutural - segundo Presidente da Frelimo, Armando Guebuza

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Interessantíssimo, pois dá ensejo à Globalização como processo necessário para dirimir a pobreza local.


Bacheletnomics



Santiago. La pobreza en Chile registró su primer incremento en más de dos décadas, según dio a conocer el presidente Sebastián Piñera, al entregar los resultados de la Encuesta de Caracterización Socioeconómica (Casen) 2009.

Según los datos relevados por el mandatario, la pobreza total en Chile aumentó a 15,1% en 2009 desde 13,7% en 2006, con lo que el país rompió su tendencia de una permanente y constante disminución de este indicador.

"La pobreza en Chile, que venía cayendo sistemáticamente desde que recuperamos nuestra democracia, experimentó un dramático retroceso", se lamentó el mandatario.

Piñera detalló que la pobreza afecta actualmente a 2,5 millones de chilenos, frente a los 2,2 millones que se encontraban en esa condición en 2009.

Mientras, la población en situación de indigencia aumentó a 634.329, en comparación a los 516.738 de hace tres años.

"En palabras simples, 355 mil chilenos y chilenas cayeron al oscuro y triste mundo de la pobreza, y 117 mil cayeron a la indigencia", afirmó el gobernante.

Contraste. El mandatario dijo que este incremento contrasta con el fuerte incremento en el gasto social que impulsaron las administraciones de la centroizquierdista Concertación, que gobernó el país entre 1990 y 2010.

“Pese a las muy buenas intenciones de los gobiernos anteriores y los muy necesarios incrementos en el gasto social, que alcanzaron a 35%, desgraciadamente la pobreza y lejos disminuir, aumentó”, precisó.

Además, señaló que el aumento de la pobreza fue mayor a incremento de la población chilena, que aumentó 5,2% en el mismo período. "La población en pobreza creció al doble de ese ritmo y en pobreza extrema, al triple de ese ritmo, aseguró.

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Monday, July 12, 2010

Sem pressa de crescer

Brasil é o 4º país mais demorado para abertura de empresa estrangeira

Eduardo Tavares,
São Paulo - O Brasil ocupa a 4ª posição (de um total de 87) em um ranking elaborado pelo Banco Mundial com os países em que leva mais tempo para um estrangeiro abrir uma empresa.
Segundo o estudo, no país, o prazo médio para que todas as licenças necessárias ao funcionamento da companhia sejam emitidas é de 166 dias. À frente do Brasil no ranking estão Venezuela (179 dias), Haiti (212) e Angola (263).
Dentre as nações em que a situação é melhor, estão o Vietnã (94 dias) e a Indonésia (86). Os países em que a legislação mais facilita a abertura de empresas por estrangeiros são Ruanda e Geórgia, com quatro dias cada, Canadá (6 dias) e Afeganistão (7). Nos Estados Unidos, o processo leva, em média, 11 dias.
Além do extenso prazo, o relatório do Banco Mundial aponta alguns gargalos no processo de abertura de empresas estrangeiras no Brasil. Um dos destaques citados é o fato de que o país restringe a participação de capital externo em companhias de alguns setores.
Alguns dos exemplos são o do segmento de transporte aéreo, em que a legislação limita a participação a 20% do total, e o setor de saúde, em que ela é proibida. O estudo menciona que a legislação brasileira também está acima da média no que diz respeito aos empecilhos, na comparação com os países da América Latina.
Apesar da lentidão e das restrições, na avaliação geral, a situação do país não é das piores. O Banco Mundial criou um índice de facilidade para abertura de empresas estrangeiras. Ele avalia não apenas o tempo necessário, mas também a complicação da legislação que rege o processo de criação da empresa. O indicador vai de zero a 100, com a nota máxima representando o menor grau de dificuldade. O Brasil recebeu uma avaliação intermediária: 62,5 pontos. Os Estados Unidos ficaram com 80 pontos e Angola, com 39,5.
Veja o tempo médio de duração do processo de abertura de empresas estrangeiras em alguns países:
PaísTempo (dias)
Angola263
Haiti212
Venezuela179
Brasil166
Papua Nova Guiné108
China99
Vietnã94
Camboja86
EUA11
Geórgia4
Ruanda4


Comentário:
Aqui nos "States" abri a minha empresa em 10 dias, isso porque esperei para ter toda a documentação na mão, mas se contar que tirei, diriamos assim, o CGC americano e Inscrição pelo telefone, e me durou 15 minutos, voce nao acredita e que esperei já quase um ano para ter isso no Brasil, sem contar que recebi o fax, assinei e faxed de volta e ja estava pronto pra operar, mesmo assim aguardei pra começar quando recebi toda a papelada pelo correio na minha casa sem precisar ir a nenhuma repartição pública ou ter que ficar ligando pra contador, é, e em duas semanas ja estava buscando os primeiros empregados,sabe aquela histórinha de São Tomé, só acredita vendo, pois é tecnicamente voce leva 15 minutos pra abrir uma empresa. Se contar com os stimulus que o governo oferece pra pequena empresa, mais creditos nos impostos, Com isso todos ganham, todos lucram e o governo arrecada mais impostos com isso. "Acorda Brasil!!!"
enviado por: Andre USA em (09/07/2010 - 14:05)

Saturday, July 10, 2010

Urge curso de reciclagem para libertários



A Secretaria de Defesa Econômica (CADE), órgão do Ministério da Justiça do governo Lula, vai investigar a suposta formação de cartel entre as empresas que participaram na megalicitação do lixo, lançada em 2003 e concluída em 2004, durante a gestão da ricaça petista Marta Suplicy (PT). O certame originou dois bilionários contratos assinados com duas empresas de propósito específicos, EcoUrbis Ambiental S/A e Logistica Ambiental de São Paulo S/A – Loga, contratadas pela Prefeitura de São Paulo para a prestação de serviços de coleta de lixo e destinação final na capital paulista. A decisão foi tomada na última quinta-feira pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). (...)
CADE investiga suposta formação de cartel no lixo em megalicitação promovida durante o governo de Marta Suplicy em São Paulo
Postado em 10/07/2010
http://www.mafiadolixo.com
...

Se alguns liberais usassem a cachola veriam na regulação do setor, um caminho para atacar a improbidade administrativa. Este é o problema de não se separar o joio do trigo ou, no caso, o que é reciclável do que não é.



Thursday, July 08, 2010

Democracia e Liberdade: COMENTÁRIO TARDIO SOBRE A POF


Excelente resenha do Fernando. Bastante didática para leigos em economia como eu. E, em especial, pela relação com nossas urbes ao final que me agradou.

Democracia e Liberdade: COMENTÁRIO TARDIO SOBRE A POF

Mas, de uma coisinha aí, eu entendo o pouco e que ficou clara para mim com o que presencio empiricamente: o pequeno acréscimo em investimentos educacionais familiares. Vê-se, ao comparar com outros gêneros de consumo que é mesmo uma valoração que parte de uma perspectiva cultural. E outro dado, projeção que se avizinha é o buraco que formaremos em breve com o ensino médio, já que o alunato do básico está migrando para lá. Não há professores. Consequentemente, ao invés do governo investir em formação de professores vêm com esse projetinho do MEC de reestruturação curricular substituindo a categoria por um vago "instrutor de ensino" que fará "de tudo um pouco" sem se aprofundar. Como sempre se prefere tapar o Sol com a peneira.

Monday, June 28, 2010

Agora 'guenta o tufo!


Nelson Düring
O Palácio do Planalto através da domesticada imprensa nacional lançou a versão de que o Presidente Luiz Inácio não viajaria às reuniões do G-8 e G20, realizadas na cidade de Toronto, Canadá, para acompanhar os esforços dos auxílios aos atingido pelo “tsunami de águas doces”, que afligiu vários estados do Nordeste.

A viagem prevista para o dia 25 (sexta-feira) não aconteceu. Ao verificar-se a agenda presidencial emitida pelo próprio Palácio do Planalto, para os dias 25, 26 e 27, temos para a sexta ver o jogo do Brasil contra Portugal e no fim de semana “Nenhum Compromisso Oficial”.

Assim, o não comparecimento à reunião do G20, em Toronto, tem outra explicação. É a fuga ao protagonismo internacional em apoio ao Irã. A retirada dos últimos dias do chanceler Celso Amorim do affair iraniano não é o bastante para a comunidade internacional.

O Itamaraty liderado por Celso Amorim e agora secundado pelo Secretário-Geral Antonio de Aguiar Patriota, que mostram um irrealismo diplomático que muito custará ao Brasil.

O ônus já acontece. Na recente exposição EUROSATORY (14-18 Junho), empresários brasileiros ligados ao setor de defesa foram comunicados por fornecedores ou parceiros, que seus governos estavam reavaliando as licenças de exportação de componentes sensíveis para o Brasil.
Motivos, a posição do Brasil em apoio ao Programa Nuclear Iraniano e também dúvidas sobre a própria ação das políticas nucleares do Brasil.

O Ministro da Defesa e a troika Militar poderão ter em futuro próximo muitos programas de equipamentos militares afetad
os por embargos tanto por países europeus, como Estados Unidos e até a Rússia.
Boletim DN - Increva-se para receber o DN que é enviado sem custo
http://www.defesanet.com.br/cadastro.htm

Sunday, June 27, 2010

A Colômbia que o Brasil não conhece


Sobre:
A Colômbia que o Brasil não conhece

OC, novamente criando seu mundo dicotomizado em preto-e-branco. O terrorismo latino-americano não é de exclusividade da esquerda. Direitistas como a AUC colombiana também se apoderaram do narcotráfico e agem ilegalmente contra o estado de direito.

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O padrão duplo



Esta matéria do jornal Folha de S. Paulo é importante para que os brasileiros compreendam as atitudes de Israel e a forma como são deformadas no mundo ocidental as suas iniciativas, em benefício direto para o mundo islâmico, cuja pretensão explícita é derrotar e dominar o Ocidente. Como se vê, os ocidentais têm uma postura bem esquizofrênica. Diz a matéria da Folha de S. Paulo:
O filósofo Asa Kasher, autor do Código de Ética das Forças Armadas de Israel, acha que as críticas mundiais à conduta dos soldados de seu país são fruto do desconhecimento das circunstâncias em que atuam. 

A Convenção de Genebra trata de guerra entre Estados, diz ele. "Mas Israel luta contra organizações terroristas."

Folha - Como o sr. encara as críticas à falta de ética das Forças Armadas de Israel?
Asa Kasher - O código de ética menciona valores supremos da ética militar, mas não é um manual de regras de combate. Fala de princípios que estão acima de qualquer disputa e que a maioria das democracia inclui em seus códigos de ética militares, como a santidade da vida, a proteção da dignidade humana, a pureza das armas e a contenção do uso da força.
A questão mais complexa é a doutrina militar, que é particular de cada país. Em relação a isso, há algo que as pessoas deveriam entender: quando olhamos para a 4ª Convenção de Genebra, vemos que todo o seu arcabouço é destinado a tratar de guerra convencional, ou seja: forças militares de um Estado em choque com forças militares de outro Estado. Essas eram as regras em vigor nas guerras convencionais que Israel travou no passado, contra países vizinhos.
No entanto, hoje estamos numa situação bem diferente. Israel não enfrenta Estados, mas organizações terroristas. Como o Hizbollah, que é uma força semimilitarizada libanesa, mas não é o Exército do Líbano. E o Hamas, outra força semimilitarizada que controla um território que não é um Estado, mas onde atua como governo de facto. São circunstâncias novas. Quando enfrentamos o Hamas, estamos diante de uma força militar que não veste farda nem usa armas de forma convencional. Comete todo tipo de ato hostil, como lançamento de foguetes contra populações civis de Israel, e depois se esconde atrás de populações civis palestinas.
Há uma distinção na Convenção de Genebra entre combatentes e não-combatentes, mas o Hamas mantém essa fronteira vaga de propósito. Seus militantes agem frequentemente como se fossem civis, a partir de áreas residenciais, perto de civis reais e inocentes. Atacam civis e confundem totalmente a distinção entre combatentes e não-combatentes. O que devemos fazer diante de tais atividades? Continuar observando a simples distinção, enquanto nosso inimigo a ignora? Temos as nossas doutrinas, elas estão no espírito da doutrina da "guerra justa", no espírito da 4ª Convenção de Genebra, mas elas tem que ser aplicadas diferentemente, porque nosso inimigo age de forma diferente.
Veja a faixa de Gaza: o Hamas coloca seus lançadores de foguetes e esconde munição perto de civis. Não podemos atacar essas casas, porque há risco de atingir civis. Mas se não podemos reagir aos ataques, perdemos nossa capacidade de autodefesa. Não podemos nos defender, porque eles colocam civis nos telhados das casas de onde disparam. É por isso que adotamos novas doutrinas, e isso o mundo não entende. Há muitos inimigos de Israel que fazem uso propagandístico dessa complexidade. Mas mesmo os que não são nossos inimigos tem dificuldade em entender e acham que podem nos dar lições de moral. Exigem que apliquemos princípios que são impraticáveis, dentro das atuais circunstâncias.
O sr. quer dizer que a falta de ética dos inimigos levou ao relaxamento do código de ética israelense?
Depende de que nível você fala. Se falamos do nível geral da doutrina, das teorias das regras de combate, há evidências de que a situação em Israel não é diferente da de americanos, britânicos ou alemães no Iraque e no Afeganistão. Olhando o soldado israelense individualmente, entende-se que a maioria faz parte do alistamento obrigatório, e isso significa que dificilmente são profissionais. São jovens, e não surpreende que aqui e ali um deles comporte de forma inadequada. Mas temos evidência de que esse não é um fenômeno generalizado, mas uma raridade, que ocorre em situações extraordinárias. E, quando ocorre, vai a julgamento em corte marcial.
Se houvesse uma política de "dedo leve" no gatilho, haveria dezenas de milhares de palestinos mortos, e metade seria mulheres e crianças. Mas mesmo a lista de vítimas da última operação israelense em Gaza apresentada pelo Hamas, que não é totalmente confiável, mostra que não houve um número significativo de mulheres e crianças. A maioria era de homens que participaram de atividades terroristas contra Israel. Você pode ter certeza de que não há uma política de atirar em qualquer coisa que se mova. Na guerra de Gaza houve alguns casos excepcionais, e eles são investigados. Mas não passam de 30 ou 40.
Durante a ofensiva em Gaza, o sr. foi criticado por apoiar o uso de força em áreas civis para não colocar os soldados em risco. Como o Exército resolve esse dilema?
Esta é uma parte essencial da doutrina e precisa ser esclarecida. Fazemos distinção entre territórios que estão sob nosso controle efetivo e os que não estão. Nos primeiros, temos mais responsabilidade sobre o que acontece. E temos que proteger a população que reside neles. O Estado de Israel tem controle efetivo sobre Jerusalém Oriental e Golã, além de alguns territórios palestinos. Nessas áreas, os soldados arriscam suas vidas para fazer a distinção entre terroristas e civis.
Mas há outros territórios, como Gaza, em que não temos controle efetivo. Temos controle sobre as fronteiras, o mar e o espaço aéreo, mas não no que está acontecendo nas ruas e prédios dentro de Gaza. Por isso, não é nosso dever proteger as pessoas inocentes em Gaza. Essa é a obrigação do Hamas, que não é cumprida. O nosso dever é minimizar danos a inocentes. Para isso, nós advertimos eles constantemente sobre o que acontecerá. Na ofensiva em Gaza, distribuímos panfletos, fizemos milhares de telefonemas e o mesmo número de mensagens via celular alertando quando aconteceria um ataque. É algo sem precedentes na história das guerras.
Temos toda uma variedade de meios para avisar aos civis que saiam dos prédios porque ele se tornou um alvo. Alguns se recusam a sair. Dentro dessas circunstancias, nós não arriscamos a vida dos soldados. Tentamos minimizar os danos colaterais, mas, se eles se recusam a sair, há pouco o que fazer. Quem fica é terrorista ou pessoas que se recusam a sair e assumem o risco. Para defender essas pessoas, não arriscamos nossos soldados.
É comum o governo dizer que Israel tem o Exército mais moral do mundo. Mas a imagem externa não é essa, como mostrou o relatório Goldstone. A que o sr. atribui essa dissonância?
Em primeiro lugar, não considero o relatório Goldstone como a imagem de Israel no mundo. Goldstone é tendencioso, profissionalmente ridículo e um escândalo, moralmente. Seu relatório é uma coleção de propaganda palestina. Há vasta quantidade de documentos produzidos por Israel mostrando que cada episódio descrito por Goldstone é simplesmente errado. Dizer que as FDI (Forças de Defesa de Israel) são a força militar mais moral do mundo é uma afirmação problemática, porque é difícil comparar. No nível do código de ética até é possível comparar, porque os códigos de ética, com exceção dos países árabes, são públicos, está na internet. O código de ética das FDI compartilha princípios de outras forças armadas, como a santidade da vida humana, a pureza das armas. Temos muito orgulhoso dele e o mundo reconhece que nosso código tem os mais altos padrões. Já no nível das doutrinas, não é possível comparar, porque todos são secretos. O que pode-se fazer é coletar evidências indiretas.
Podemos comparar a ofensiva israelense em Gaza com a operação "Phantom Fury" dos marines americanos em Fallujah (Iraque), em novembro de 2004. A comparação faz sentido porque as dimensões são parecidas. Na ação americana, houve mais civis mortos, então nossa performance foi melhor. No nível das tropas há problemas em qualquer lugar. Há alguns meses houve uma operação da Otan no Afeganistão, dois caminhões foram atacados e dezenas de civis foram mortos. Não houve nenhum relatório Goldstone, nem criaram qualquer comissão da ONU sobre isso, e Obama também não foi requisitado a fazer uma investigação independente sobre o caso.
Há um padrão duplo na forma como o mundo reage a Israel. E, embora o padrão moral do Exército israelense seja alto, isso não quer dizer que aqui e ali um soldado não cometa alguma atrocidade ou aja de forma imprópria. Mas isso acontece aqui como acontece no Afeganistão e no Iraque ou na Tchetchênia, em todo lugar onde há conflito.
O problema de Israel é só de imagem?
Em primeiro lugar, não sabemos qual é a imagem de Israel. O que sabemos é o que os jornais escrevem, o que alguns meios de propaganda palestinos produzem, sabemos o que alguns políticos dizem, mas podemos ter certeza de que pouco disso é resultado de uma análise honesta, profissional e objetiva do método utilizado. Por que nos atacam? Por que olham com objetividade para a situação, porque se importam com o resultado? Não creio. A Turquia tem seus interesses com Irã, e Síria, e também uma relação problemática com Europa e Estados Unidos.
Há uma rede de interesses. Neste momento interessa aos turcos mentir porque isso serve a sua política. A Comissão [de Direitos Humanos da ONU] que apontou a comissão Goldstone é integrada por países como Cuba, Líbia e Sudão, que tem governos que desrespeitam sistematicamente os direitos de seus cidadãos. Onde estão os relatórios sobre a situação das mulheres nos países árabes? 80% das decisões dessa comissão são sobre Israel, o que prova que sua ação é política, não tem nada a ver com direitos humanos. Só serve para a proteção de interesses políticos.
No caso da frota humanitária que Israel interceptou e nove ativistas foram mortos. O que deu errado?
Com todo o respeito aos países democráticos e às instituições democráticas, nós devemos um comportamento moral em primeiro lugar para nós mesmos. Somos uma democracia comprometida com a a dignidade humana. Temos os nossos princípios e ninguém pode impor padrões que nos impeçam de exercer nosso direito de legítima defesa. O Hamas é um grupo cuja constituição prega a destruição de Israel. O Irã apoia o Hamas e o Hizbollah não apenas politicamente, mas militarmente.
O presidente iraniano não passa praticamente um dia sem pregar a eliminação de Israel. Essa é a natureza de nossos inimigos. Por isso, temos que nos defender. Não podemos permitir qualquer carregamento militar enviado pelo Irã ou pela Síria à faixa de Gaza, porque eles serão usados contra nossos civis. O bloqueio marítimos é algo permitido pela lei internacional, assim como é perfeitamente legítimo uma ação preventiva.
O grupo que estava na flotilha não era homogêneo. Algumas não sabem quase nada sobre Gaza e o Hamas, mas têm inclinações humanitárias. Outras pertencem a uma organização turca ligada ao terrorista que se preparou para um combate. O resultado foi que nove terroristas foram mortos. Não quero que ninguém morra, a aspiração é sempre a paz. Mas quando somos atacados, temos o direito de autodefesa.
Não é uma solução simplista apontar os ativistas mortos como terroristas?
Há um grande mal-entendido. Suponhamos que um policial é atacado violentamente, seja em Tel Aviv ou em São Paulo. Ele tem o direito de se defender. E, quando um policial se defende, algumas vezes eles matam, e as pessoas que o atacaram sofrem as consequências. O que aconteceu nessa flotilha é que esses terroristas atacaram os soldados e foram mortos. Os soldados começaram a ação de forma contida, mas não tiveram alternativa e quando atacados, reagiram.
Já foi dito que o aumento do número de soldados religiosos aumentou o radicalismo do Exército. A fé distorce o seu código de ética?
Houve alguns fenômenos, durante a operação em Gaza, de capelões que pregaram coisas que não me agradam e não são apropriadas a um Estado democrático. Há capelões em todas as forças armadas do mundo, sua função não é só conduzir serviços religiosos, mas também ensinar ética. Os comandantes israelenses são profissionais e sabem o que pode e o que não pode ser feito. Há capelões que falam demais, mas seu efeito é marginal.
Em Mundo usa padrão duplo para julgar Israel, diz autor do código de ética do Exército israelense

Saturday, June 26, 2010

EUA: nova lei de imigração

Ciudades y firmas de EE.UU presionan por una reforma inmigratoria

Liderados por el alcalde de Nueva York, el presidente ejecutivo de News Corp y la Sociedad para una Nueva Economía Estadounidense han publicado estudios y sondeos que apoyan los beneficios de una nueva normativa.
El presidente Barack Obama hasta el momento no ha logrado cumplir la promesa de una reforma al sistema de inmigración que hizo a los votantes hispanos.
  • Vie, 06/25/2010 - 17:36



Nueva York. Algunas de las ciudades y corporaciones más grandes de Estados Unidos sumaron para presionar al Congreso para que cree un camino hacia la ciudadanía para que los inmigrantes indocumentados legalicen su situación y se aseguren las fronteras del país.
Liderados por el alcalde de Nueva York, Michael Bloomberg, y el presidente ejecutivo de News Corp, Rupert Murdoch, la Sociedad para una Nueva Economía Estadounidense busca poner la atención de regreso en la reforma migratoria mediante la publicación de estudios y sondeos que apoyan los beneficios y presionar al Congreso por una nueva ley.
Los alcaldes de Los Ángeles, San Antonio, Filadelfia y Phoenix se han sumado a la coalición, junto a compañías que incluyen a Hewlett-Packard, Walt Disney Co, Marriott International, Boeing y Morgan Stanley.
"Esta coalición fue formada para cambiar nuestra actual política de inmigración, que está socavando nuestra economía y amenazando nuestra condición de la mayor potencia del mundo", dijo Bloomberg en un comunicado.
"Necesitamos superar el estancamiento legislativo en que ha caído el Congreso", agregó.
Los alcaldes de Los Ángeles, San Antonio, Filadelfia y Phoenix se han sumado a las compañías que incluyen a Hewlett-Packard, Walt Disney Co, Marriott International, Boeing y Morgan Stanley.
Cerca de 11 millones de personas estarían viviendo en Estados Unidos de forma ilegal. El presidente Barack Obama hasta el momento no ha logrado cumplir la promesa de una reforma al sistema de inmigración que hizo a los votantes hispanos.
Su Partido Demócrata enfrenta una dura lucha para conservar sus mayorías en el Congreso en las elecciones de noviembre.
Una profunda división sobre la inmigración ha empeorado desde abril por una nueva ley de Arizona que exige a la policía local y estatal que investigue la situación inmigratoria de las personas que sospechen que están ilegalmente en el país.
"La ingenuidad estadounidense es producto de la apertura y la diversidad de esta sociedad", dijo Murdoch, quien nació en Australia.
"Yo, como inmigrante, creo que este país puede y debe aplicar nuevas políticas de inmigración que satisfagan nuestras necesidades de empleo, brinden un cuidadoso camino hacia la legalización para los residentes indocumentados y pongan fin a la inmigración ilegal", afirmó.
La sociedad dijo que las firmas enfrentan problemas por la falta de visas para trabajadores profesionales y que también piden un mejor proceso para permitir que los empleadores cubran trabajos estacionales y permanentes con inmigrantes cuando no haya ciudadanos estadounidenses disponibles.
También quiere aumentar las oportunidades para que los estudiantes extranjeros se queden y trabajen en Estados Unidos, y para que las fronteras del país sean aseguradas con medidas más severas y un mejor uso de la tecnología.
"Las demoras a nivel federal han creado tensión en nuestras calles y dificultades económicas para nuestras ciudades y comunidades que ya enfrentan problemas de presupuesto", dijo el alcalde de Phoenix, Phil Gordon.
"La reforma a la inmigración que asegure nuestras fronteras y fomente la inmigración legal es absolutamente esencial para la recuperación económica de nuestro país y para proteger las libertades que todos los ciudadanos aman", afirmó.


Argumento raso



Estes caras sofrem de uma crônica falta de profundidade. Talvez devessem contratar a Petrobras...


Tuesday, June 22, 2010

Resposta ao Vazamento de Óleo no Golfo do México


Que coisa! Se o vazamento fosse num país do 3º mundo aqueles arrogantes do Hemisfério Norte, certamente já teriam invadido e anexado o pobre diabo pelo "bem da humanidade"!

Ou melhor:

Que coisa! Com o vazamento numa empresa estrangeira, a BP aqueles arrogantes do Hemisfério Norte, certamente já deveriam tê-la "nacionalizado" e aplicado sanções econômicas contra o pobre diabo do país-sede pelo "bem da humanidade"!







Na verdade, a mentalidade tupiniquim já grassou por aquelas bandas com uma medida populista:




Obama disse ainda que não suspenderá a moratória de seis meses para perfurações petroleiras offshore até que sejam esclarecidas as causas do vazamento no Golfo do México.
Obama mantém moratória a exploração offshore até esclarecer tragédia no Golfo




Mas, "aqueles arrogantes do Hemisfério Norte" insistem em respeitar o direito de propriedade alheio não nivelando por baixo mesmo empresas que não tenham provocado dano nenhum:

O juiz americano Martin Feldman anulou nesta terça-feira a moratória de seis meses para a prospecção de petróleo no Golfo do México, ao mesmo tempo em que a Casa Branca anunciou que irá apelar da decisão.

(...)

"A corte entendeu que os pleiteantes tiveram sucesso ao mostrar que a decisão da agência foi arbitrária e voluntariosa", disse Feldman na sentença.
Justiça americana anula moratória de prospecção de petróleo no Golfo


Monday, June 21, 2010

Geopolítica da Pílula




Interessante o enfoque sobre a Guerra Fria, na competição com o comunismo pelo "controle de natalidade", mas o efeito disto na opção e individualismo. Conspirações à parte, a questão da "bomba populacional" ser o "aquecimento global da época" é muito elucidativo sobre o fantasma que cada período cria, em que pese a causa deste fantasma ser ou não verdadeira.

Cf.: Geopolitics and the Pill - Mistaken prophecies about the impact of oral contraception

"Em manutenção"

Conversa franca e autocrítica não são para o governo Lula. O primeiro e único balanço honesto oferecido ao público num site oficial saiu rapidamente do ar. Segundo o balanço, a educação continua tão ruim quanto em 2003, a reforma agrária não funcionou, falta coordenação aos programas de infraestrutura e a política industrial só tem beneficiado alguns setores, em vez de favorecer o aumento geral da competitividade. Todos esses problemas são bem conhecidos e todo dia são citados na imprensa. Mas nunca haviam sido reconhecidos com tanta sinceridade por qualquer órgão do Executivo, até ser lançado o novo Portal do Planejamento. O portal foi apresentado pelo ministro Paulo Bernardo, na quarta-feira, como contribuição às políticas do governo e uma forma de difundir o conhecimento de seus programas. Ficou no ar até quinta-feira e na sexta de manhã já se havia tornado inacessível. Até cerca de meio-dia, quem tentava o acesso encontrava um aviso: "Em manutenção." Depois, nem isso. 

De fezes e revezes na política externa brasileira




O governo bolivariano petista de Lula desistiu de suas tentativas de mediar um acordo envolvendo o programa nuclear do Irã, afirma o jornal britânico Financial Times em sua página na internet. Em entrevista ao Financial Times divulgada no domingo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que o País não tentará mediar essa questão, após os Estados Unidos rejeitarem um acordo fechado entre Irã, Turquia e Brasil em maio.

Segundo o jornal inglês, a questão levou "as relações entre o governo Lula e a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para seu ponto mais baixo". "Nós queimamos nossos dedos por fazer as coisas que todos diziam estar esperando e no fim nós concluímos que algumas pessoas não poderiam aceitar um sim como resposta", afirmou Amorim. Segundo o Financial Times, a fala foi uma "clara referência a Washington": "Se pedirem que negociemos de novo, talvez possamos ser úteis. Mas nós não agiremos de uma forma proativa 
a menos que nos peçam para fazê-lo". O Financial Times afirma que um alto funcionário da administração norte-americana saudou a notícia de que Brasília não pretende mais se colocar à frente das negociações, em vista da decisão de Brasil e Turquia de votarem contra sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas, mais cedo neste mês. E assim se encerra a mais ridícula inciativa da diplomacia brasileira em todos os tempos, patrocinada pelo bolivarianismo do governo Lula, gerada na cabeça do trotskista Marco Aurélio "Top Top" Garcia, ex-dirigente da 4ª Internacional Comunista.




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Ou seja, tão logo o peçam, atenderemos para atuar... O título do post deveria ser Ato falho e ator que falha.


Кыргызстан Connection


No Manhattan Co. deste domingo, os apresentadores falaram da crise do Quirguistão. Olha... Eu gosto do programa, acho um dos melhores da TV brasileira não só pelas opiniões, com as quais tenho simpatia, mas, sobretudo, pela forma despojada, antiacadêmica com a qual é apresentada (em que pese um certo afetamento de Caio Blinder...), mas neste tópico eles comeram bola: Lucas Mendes e Blinder se postaram a discutir se dava ou não dava para se distinguir etnias naquela porção da Ásia Central. O primeiro sustentando que não, que eram todos iguais e o segundo, acertado, dizendo que sim, mas que a região não se balcanizara como era esperado com o fim da URSS. Tudo isto porque se discutia se a questão era um “mero” conflito étnico ou não. Em primeiro lugar vamos por os pingos nos “ii”, apesar de existem grupos que se identificam sob os mais variados aspectos sociais, etnia é um conceito vago, impreciso para a ciência política:


Ethnicity refers to a sometimes rather complex combination of racial, cultural and historical characteristics by which societies are occasionally divided into separate, and probably hostile, political families. At its simplest the idea is exemplified by racial groupings where skin colour alone is the separating characteristic. At its more refined one may be dealing with the sort of ‘ethnic politics’ as where, for example, Welsh or Scottish nationalists feel ethnically separated from the ‘English’ rulers, as they may see it, of their lands. Almost anything can be used to set up ‘ethnic’ divisions, though, after skin colour, the two most common, by far, are religion and language.
ROBERTSON, David. Dictionary of Politics. 2º edition. Penguin, p.169.

Se algo serve para definir tudo ou quase tudo, no limite, não define nada. Então, não haveriam conflitos étnicos na região? Sim, mas isto não explica a proporção ou evento ocorridos... O fato é que se Blinder disse que existem, mas depois fez referência, sem estabelecer nenhuma relação direta ou vagamente indireta entre isto e o que chamou de “Great Game” das nações imperialistas com o jogo colonial, no caso, pós-colonial, não serviu de explicação plausível. Mais concreto e pertinente, como de praxe, foi Diogo Mainardi quem citou um governo filo-russo deposto e agora outro, filo-americano igualmente deposto que seria alvo da oposição. E no meio disso tudo, o que não se comentou, o uso dessa oposição apoiada por Moscou para se afirmar na região. Não é que se trate de uma clássica (e clichê) manipulação externa, mas que os conflitos internos (que não precisam ter significativas diferenças físicas para se estabelecer) ocorrem entre diferentes grupos, por mais tênues que sejam suas lógicas de identificação internas e que podem ser amplificadas com ingerência e alianças externas. As diferenças entre grupos não são causas, mas meios nos quais interesses e situações de conflito por determinadas razões se expressam.

Tomando uma situação de repartição de lucros de um produto como analogia simplista, poderíamos dizer que os royalties da extração de petróleo no Brasil a partir do chamado “Pré-Sal” seriam causas mais factíveis do que a questão federalista, mas neste caso em especial, elas se expressariam como um conflito na federação. Esta discussão que parece um tanto sem sentido, como a que se o que veio primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas passa a ganhar sentido quando se pergunta pelo que os estados brasileiros estão em disputa? Analogamente, pelo que quirguizes e uzbeques estão em disputa? Por serem quirguizes e uzbeques não me parece suficiente.

O Uzbequistão é a nação forte da área, que os quirguizes vêem com desconfiança como invasores ou quem tem benefícios indevidos em seu território. Ocorre que tais mudanças migratórias foram incentivadas na época de Stálin e até hoje persistem suas seqüelas. A disputa direta entre Rússia e EUA, por sua vez, é pelo monopólio de instalação de bases no território da Ásia Central. Para os americanos, uma localização estratégica para atuar contra o Talebã no Afeganistão, contra simpatizantes desta no Paquistão ou contra o Irã e seu regime. Para os russos, a hegemonia sobre a área é necessária para formação de uma série de estados-tampão contra o avanço demográfico de possíveis sociedades seduzidas pelo fundamentalismo islâmico, que pressionariam ainda mais suas fronteiras. E a China, citada nesta história entrou de gaiato, uma vez que seu interesse e atuação se concretizam na construção conjunta com o Cazaquistão de dutos para exportação de hidrocarbonetos na sua fronteira ocidental, o que Moscou vê com desconfiança, embora o gigante da Ásia Central seja seu aliado regional mais próximo com forte presença russa.

Não há vítimas inocentes em se tratando de governos, apenas interesses buscando a otimização de seus benefícios. Isto é um clichê, mas nem por isto menos verdadeiro.
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Ao invés dos revezes, só fezes


Quais reveses diplomáticos?
Qual o critério para avaliá-los como reveses?
Cristão Gibelino 


Perdão, realmente tornamos bem sucedidas nossas intenções em Doha, fortalecemos o G20 como alternativa ao G8, palestinos e israelenses rumam ao entendimento graças ao nosso apadrinhamento, idem para o Irã e o CSNU, o ingresso da Venezuela no Mercosul também foi produtivo (temos agora concorrência de petróleo em nosso mercado interno), nossas relações com o Paraguai rumam ao equilíbrio e justiça com nosso vizinho reconhecendo o direito de propriedade, o MAS reconheceu que errou em surrupiar os ativos da Petrobras e elabora um plano de ressarcimento dentro de sua capacidade de pagamento, nossas exportações de carne não têm mais recebido obstáculos por parte da UE e da Rússia, Obama ainda considera Lula "the guy" por dirigir o Haiti após o terremoto e sua política de conivência com o Hamas, Ahmadinejad só nos fortaleceu frente aos países que realmente importam, Lula (inteligente como sempre) foi lúcido em criticar a invasão do Afeganistão (pela URSS!) em encontro com chefe de estado da federação, nossa ação no patrulhamento da fronteira tem sido bem sucedida para minimizar a ação do narcotráfico rendendo elogios de opositores do PT. Mas, acho que esqueci algo...