interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Wednesday, September 22, 2010

Democracia e Liberdade: LIBERALISMO URBANO É POSSÍVEL?

Sobre:


Fernando, a grande maioria do que escreveste vai de encontro ao que penso, é isto mesmo, uma descentralização política é mais importante do que uma descentralização econômica capenga feita por 1/2 dúzia de empresas que dominam a cidade em consórcio com a prefeitura. Gosto da idéia de uma arena política em que todos podem discutir e fazer valer seus projetos quando refletidos por um grupo maior que não tem o mesmo poder de articulação. E um condomínio, como bem notaste, não tem a mesma abrangência. Agora, só me resta uma dúvida (o que, talvez, eu discorde), os zoneamentos valorizam certas áreas sim em detrimento de outras, mas quando um indivíduo e um grupo deles se desloca para determinada zona urbana, ele compra uma fração de terra com certos atributos, está portanto ancorado num contrato que precede a própria propriedade. Assim, quando se rompe um zoneamento ou se altera seu padrão legal está se rompendo o mesmo contrato. Ora, se defendes o que pode vir a ser chamado como negociação, não se pode, em meu entender, certas normas criadas com o intuito de harmonizar ou destinar certos fins a áreas específicas. Exceto se tudo que foi feito antes do modelo que propõe passem a ser inválidas, as novas áreas também passarão a criar normas, mesmo que hipoteticamente não delineadas para um tempo ou período previsto, mas irão contemplar um código de posturas, no mínimo, e um modo de proceder num determinado espaço urbano que não é homogêneo a toda cidade, pois esta é uma característica essencial das cidades, sua heterogeneidade.
Abraço,
a.h

Dispatch: Indonesia To Skip U.S.-ASEAN Meeting | STRATFOR

Dispatch: Indonesia To Skip U.S.-ASEAN Meeting | STRATFOR

Tuesday, September 21, 2010

Vácuo sueco

Migrações estão relacionadas a períodos de grandes transformações/adaptações do gênero humano. O problema é que no caso citado, uma parte da sociedade, que tem mais direitos também tem deveres que os beneficiados não correspondem. Este tipo de subsídio é danoso, pois cria uma cisão em que "o cidadão de segunda classe política" se torna um "cidadão de primeira classe tributário". Defender as tradições, referendando a posição dos que defendem "a Suécia para os suecos" implica em um contra-senso, pois o estado que serve como limite físico da preservação da cultura e tradição é uma invenção moderna (anti-tradicional) em que o indivíduo deve ser seu ponto de apoio. Quando ocorre um vácuo de idéias que deveriam enfatizar esta relação de direitos e deveres do indivíduo, o espírito de horda dos racistas acaba por preenchê-lo. Este fascismo se torna recorrente justamente pelo ocaso liberal-individual, o único meio de redenção político e econômico que conheço.

Five Ways to Profit as Coffee Prices Soar


Sobre:


O que impressiona é o jogo, desde os tempos do Getúlio com que se manipula as commodities brasileiras. Por outro lado, o mercado de ações torna o lucro livre para investidores que surfam nas crises de abastecimento, de modo que o lucro não é monopolizado, mas distribuído para além dos produtores que têm que se adaptar com o aumento de competitividade dos "comunistas" vietnamitas. Nesta situação não adianta bradar por controle do mercado de ações, mas o que deveria ser feito é um marketing e planejamento de longo prazo aumentando o valor agregado do produto.

O que faz uma câmara de comércio brasileira no setor?

Dispatch: Tajikistan and Central Asia's Fergana Valley | STRATFOR


Dispatch: Tajikistan and Central Asia's Fergana Valley | STRATFOR

Jornalismo de guerra e funcionalismo teórico



e

EUA planejam vender US$ 60 bilhões em aeronaves militares a sauditas

Acordo bélico pode ser o maior da história americana.
Pacote envolveria 84 caças, 178 helicópteros e tecnologia à Marinha. 


A matéria é confusa. Pois o número de vagas alegado (77.000 em até 10 anos) são cócegas perante a necessidade de geração de postos de trabalho atual. Quanto à necessidade de armar os sauditas, perfeito. Totalmente correto, mas sugerir que todo um conflito internacional tenha sido criado para justificar um acordo desses é contra-sensual porque o que se perde com o encarecimento do petróleo é n-vezes superior ao que, supostamente, se ganha. A abordagem, em ciências sociais, que coloca os resultados, benefícios de uma ação como se fosse uma causa é o que chamamos de funcionalismo. É um equívoco. Mas, se me perguntar se de uma crise se pode tirar algum proveito, daí sim eu diria que sim.



Wednesday, September 15, 2010

Beco


Sobre:

9/11 and the 9-Year War | STRATFOR

Quando se pensa em Oriente Médio, se tem um norte sobre o que os EUA fazem no Iraque e com relação ao Irã, mas quando se foca no Afeganistão, não. A estratégia parece ser a simples contenção de futuras ações da Al Qaeda, o que não é suficiente, na medida em que não se fecha um ciclo com expectativas de resultados sobre o que seria a reconstrução do país. País... Com relação a este termo, a Al Qaeda leva uma vantagem: não há no horizonte um conjunto de ações que aponte no sentido de se constituir uma unidade política coerente e para os terroristas, esta fragmentação política é interessante.

Por outro lado, o foco em demasia sobre o Afeganistão, com os gastos conseqüentes que se avolumam, permite a expansão da política externa russa, justamente, em detrimento da presença e atuação da OTAN. Este lapso de atuação do poder global dos EUA que têm lhes custado caro. E a retirada de tropas do país não vai diminuir o volume de ações terroristas, de modo que a sociedade global vai ter que se adaptar a um sistema de vigília intensa em seu próprio território. Por outro lado, não vejo como se pode aumentar a insegurança sem tornar a situação da Al Qaeda mais insegura e, para tanto, aliados regionais, com todos os prejuízos que isto possa acarretar, vão ter que ser incentivados.

Democracia e Liberdade: ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO DA MOEDA

Democracia e Liberdade: ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO DA MOEDA

Sunday, September 12, 2010

As ruínas da razão


Sobre:


Tá bom, quer dizer que para criticar a sociedade atual vale criticar o crescimento do Império Romano?! E o absurdo de tudo é criar uma espécie de “lei” do crescimento como inversamente proporcional a sustentabilidade. Os romanos ficavam sem território para conquistar e passavam a ter menos terra fértil e mão de obra... Então tinham que intensificar a produção. Este é o legítimo programinha chupa-cabra mesmo. Disso que falaram sobre os romanos pulam direto para o esgotamento de reservas petrolíferas, como se só tivéssemos isto como fonte energética.
Outra coisa, eles mostram o Império Romano como tendo acabado e, para quem não conhece a história, sem deixar vestígios. Eles não avaliam honestamente ao contrabalançar com o legado (e, portanto, continuidade) deste império e todos os frutos para a civilização atual. É diferente comentar um caso como o dos maias e seu desaparecimento, supostamente, ligado a uma explosão demográfica e o fim do Império Romano que não foi da mesma forma: não há indícios de redução dos súditos, mas mudança de domínio.

Nevasca Negra - Tempestades de Areia varrem a América dos anos 30

Aquele negócio da poeira, com base em ventos sazonais é uma outra forçada na barra tentando reeditar o Dust Bowl que atingiu o meio-oeste americano durante os anos 30, cuja situação foi agravada pela crise de 29. Agora, a forma de “enganarmos a natureza” com os produtos químicos não é sucesso da produção (que preserva ecossistemas), mas logro. O programa é um lixo e é tomado por juízo de valor do início ao fim. E a compra de terras na África, p.ex., pela China é mal vista porque se dá em terras de pobres. Quer dizer que não se contempla o desenvolvimento e empregos que já gerados e o que se vislumbra para o futuro. Todos os exemplos não levam em consideração uma contabilidade de perdas e ganhos.
Daí o sensacionalismo do programa é ridículo. Para dramatização da crise imobiliária, eles exibem um edifício sendo implodido! Depois dois, com um caindo em direção ao outro!! E que milhões de pessoas perderam seus lares?! Não perderam, perderam seus investimentos! E para arrematar ainda mostram ruínas romanas, como se fossem as casas dos romanos!! Cara, que palhaçada!
E aí a luta de gladiadores passa a ser “fachada”, como se antes não fosse o que era, diversão. O paralelo entre isto e o momento atual, bota anacronismo aí... É para nos mostrar tão irresponsáveis quanto os líderes romanos, como se ambas situações tivessem a mesma causa. Só falta dizerem que o terrorismo atual se equivale às invasões bárbaras. Claro, não faltaram caças supersônicos após o comentário sobre crescentes gastos com legiões romanas.
“Quando as forças germânicas derrotaram...” Ora, os germanos se romanizaram e vice-versa. Parecem os paranóicos conservadores americanos que temem os imigrantes (legais, inclusive) como aqueles que acabarão com seu modo de vida. Como não dá para nos igualar aos maias, anasazis etc., pegam os romanos simplificando sua crise e esquecendo de analisar o que foi a transição entre longos períodos na história. Conflito na fronteira com o México... Já existe e não é por que a vida ao norte piorava, mas porque ainda é muito boa atraindo imigrantes/mulas levando drogas sem cessar.
Pronto! Foram para a Somália para assombrar o futuro de Nova York! Este programa não existe! Que que é isso? O samba do ambientalista louco! Meu deus!
A globalização acelerar nossa queda? O quê?! E ainda nos vem falar de educação? Como se esta prescindisse da própria globalização... Como obter informações do mundo todo sem comunicações? Sem globalização?
Então, há uma luta entre duas naturezas, a “animal” que prevalece e a “lógica” que deve prevalecer. Esses caras não têm assessores etólogos para coibir este tipo de asneira, não?
Jared Diamond pode propor soluções energéticas e urbanísticas, no que está certo, mas sua avaliação sobre história e economia é, no mínimo, sofrível, um show de horrores intelectual. É a mesma conversinha paranóica desde a Conferência de Estocolmo em 1972 – a que precedeu a Eco’92.
“O legado do colapso pode estar contra nós...” Como um colapso deixa legado nos permitindo sobreviver? Há um contra-senso óbvio nesta frase. Tentaram terminar o programinha chupa-cabra com um toque de esperança, mas depois de tudo que disseram, esqueça.



[*] Referente ao programa “O Melhor do Nat Geo” de 12 de setembro de 2010, 21h30.

Thursday, September 09, 2010

Hiato


Nesta nova versão de “Os dois Brasis”, um que funciona e cresce rapidamente, “o Brasil do mercado” e o outro, letárgico e leniente, “o Brasil do setor público”...

O IBGE divulgou uma pesquisa que traça um retrato lastimável do Brasil de uma década quase de governo Lula. Os dados mostram que o País avançou muito em algumas coisas, mas preserva outros atrasos. Os dados de saneamento melhoram devagar: o acesso à rede de esgoto saiu de 46,4% em 1992 para 60% em 2009, excluindo a área rural do Norte. Levamos quase duas décadas para isso. Esse número é fundamental na consideração da ONU para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que coloca o Brasil lá atrás. A falta de saneamento é problema grave. Isso aumenta os gastos com saúde, a deterioração do meio ambiente, a qualidade de vida das pessoas. Agora, há outras melhoras. Em 1992, apenas 19% das casas tinham telefone. Atualmente, cerca de 85% dos domicílios possuem um aparelho. Isso é total e absoluta consequência das privatizações do setor de telecomunicações promovidas pelos governos de Fernando Henrique Cardoso. O crescimento é de 387% nesse período. É mais ou menos assim: a economia privada, como ocorreu com a telefonia, tem conseguido colocar os equipamentos nas mãos dos brasileiros, mas o setor público não consegue fazer os serviços andarem com rapidez. Segundo a Pnad, divulgada pelo IBGE, a falta de saneamento básico (água e esgoto) só faz crescer, o analfabetismo atinge 14,1 milhões de pessoas, mas o brasileiro comprou mais DVDs e máquinas de lavar, computadores.
Lula deixa um legado trágico de seu governo

Analfabetismo funcional


http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/09/09/idade-localizacao-dos-analfabetos-no-pais-dificultam-reducao-das-taxas-diz-haddad-917589654.asp

Detalhe que oculta um cerne



Na matéria da The Economist sobre a América Latina está quase tudo certo. A boa regulação econômica por que passou a maior parte do continente, os países que têm colhido os frutos desta receita (Brasil, Chile, Colômbia, Peru), com o crescimento de suas economias etc., mas que falham em investir pesado em educação e infra-estrutura correndo o risco de não alavancarem as oportunidades que o interesse de países como a China têm no subcontinente.

O detalhe é que crises, como a violência proporcionada pelo narcotráfico mexicano não são consequência de um "descuido com os pobres". Trata-se, isto sim, de uma indústria bilionária que se expande, justamente, pela ineficácia de seus aparatos de segurança e jurídicos. Assim como obras de energia, viárias, investimento em educação, a segurança pública é uma forte garantia para mais investimentos. Não se trata, neste caso, de prevenção, mas principalmente de uma repressão praticamente ausente e que quando há, se mostra claramente ineficaz.


Wednesday, September 08, 2010

Pnad(e) vocês...


A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quarta-feira pelo governo, mostra que um em cada cinco brasileiros de 15 anos ou mais (20,3% do total) são analfabetos funcionais, ou seja, tem menos de quatro anos de estudo.

E

De acordo com o estudo, o Brasil ainda tem 40% de domicílios sem rede de esgoto, quase a mesma porcentagem de 2008.

Mas,


Segue em:

Sem saneamento, mas com internet...


Corrupção e resistência no Afeganistão

Após oito anos de guerra das tropas estrangeiras contra o Taleban, um afegão que foi a um prédio do governo para conseguir um certificado de casamento descobriu que teria de pagar US$ 2.000 [cerca de R$ 3.400] pelo documento. Não era uma taxa --inviável diante da renda per capita de US$ 800 [...]
Afeganistão fica em 2º lugar em ranking dos países mais corruptos


Assim como o governo de Hamid Karzai não consegue um pacto com o Talebã também não é eficaz no combate à corrupção por uma simples razão: a base social do país é formada por um mosaico tribal, no qual o estado de direito ainda é um projeto em curso. Não se trata de eximir os culpados por desvios de recursos públicos ou improbidade administrativa, mas que a regularidade e funcionamento de instituições financeiras do mundo ocidental desenvolvido não serve mesmo de parâmetro para um país que ainda está em conflito e não portava uma estrutura estatal digna deste nome. 

A maioria dos afegãos que vive em áreas urbanas (para não dizer das rurais) não conta com o apoio financeiro do maior banco privado do país em seu cotidiano. Seu colapso financeiro - suas contas foram congeladas - não apresenta a magnitude que teriam em um membro do BRIC, por exemplo.

Se não existe um consenso político sequer sobre a segurança do país entre partes interessadas, menos ainda na lisura financeira do país. O problema estratégico que decorre é que se os EUA planejam uma retirada do país (quando em junho, a OTAN afirmava ser necessário 400.000 soldados para manter a paz), o controle à corrupção se torna um verdadeiro luxo. "Tolerar a corrupção" significa, infelizmente, por mais paradoxal que pareça, traçar um amplo acordo com lideranças regionais contra um mal maior, o Talebã. 

Não se trata de discutir só o que deve ser feito, mas também de acatar a realidade para, pelo menos, costurar um acordo político entre diversas facções tal como no Iraque.

Facing Reality in Afghanistan: Talking with the Taliban


Facing Reality in Afghanistan: Talking with the Taliban

Friday, September 03, 2010

Transcocalera é desnecessária



Este argumento não procede. A droga, seja ela qual for possui um alto valor agregado. Isto quer dizer que "ela se paga", seja lá quais forem as condições viárias. 


Tanto que a droga conhecida como cocaína, produzida na Colômbia, com folhas cultivadas no Peru e na Bolívia chega aos EUA apesar de todo cerco feito pelo governo colombiano, pela ajuda americana - Plano Colômbia - etc. etc. e etc. E que eu saiba, não tem nenhuma estrada para lá - o transporte é feito por via aérea e hidroviária.

Outra coisa, ao não incentivarmos negócios lícitos que, em muitos casos, dependem sim senhor de infra-estrutura energética, viária etc., estamos corroborando para que os ilícitos vinguem, dentre eles, a droga.

Sou contra o Lula, mas nem por isto vou deixar de pensar racionalmente, i.e., em termos de racionalidade econômica.

Este spam, ao contrário do que pretende, se apoiado, ajuda os traficantes de drogas.

Anselmo Heidrich


É MUITO GRAVE ...E  É GRAVE PORQUE AINDA EXISTEM AQUELES (AS) QUE NÃO QUEREM ENXERGAR...ATÉ QUE UM FILHO, OU NETO, OU SOBRINHO (A) OU PARENTE DE UM AMIGO  SEJA ALCANÇADO POR ESSA  DROGA. AÍ VÃO CHORAR E TENTAR SABER DE ONDE VEIO E COMO.
  
É MUITO GRAVE ... 

06/07/2010

BNDES financia estrada na Bolívia que facilitará o tráfico de cocaína

Depois que José Serra apontou o governo da Bolívia de conivência com o tráfico de cocaína para o Brasil, a reação de certa imprensa se limitou ao “outro-ladismo”: falou o governo da Bolívia — para atacar Serra; falou Marco Aurélio Garcia — para atacar Serra; falou Dilma Rousseff — para atacar Serra; falou até, imaginem só!, José Dirceu, um chefe de quadrilha, segundo a Procuradoria Geral da República — para atacar Serra, é claro! Afinal de contas, o pré-candidato tucano à Presidência teve só um surto de irresponsabilidade, ou o que ele diz faz sentido? Bem, o que ele afirmou chega a ser tímido. E um tanto incompleto: A CUMPLICIDADE SE ESTENDE AO GOVERNO BRASILEIRO. E VOCÊS VERÃO POR QUÊ. 
Reportagem de Duda Teixeira e Fernando Barros de Mello, na VEJA desta semana, evidencia os detalhes da cumplicidade do governo boliviano com a produção e tráfico de cocaína — íntegra para assinantes aqui. Mas faltava ver a coisa também na ponta de cá. Leiam este trecho da reportagem: 
Com o auxílio do dinheiro dos contribuintes brasileiros, ficará ainda mais fácil para os traficantes colocar cocaína e crack nas ruas das nossas cidades. Em agosto do ano passado, na Bolívia, o presidente Lula, enfeitado com um colar de folhas de coca, prometeu um empréstimo de 332 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rodovia Villa Tunari - San Ignacio de Moxos. Na ocasião, a segurança de Lula não foi feita por policiais, mas por centenas de cocaleiros armados com bastões envoltos em esparadrapo. Com 60 000 habitantes, a cidade de Villa Tunari é o principal centro urbano de Chapare. 
A rodovia, apelidada pelos bolivianos de “estrada da coca”, cruzará as áreas de cultivo da planta e, teoricamente, deveria fazer parte de um corredor bioceânico ligando o porto chileno de Iquique, no Pacífico, ao Atlântico. Como só garantiu financiamento para o trecho cocaleiro, a curto prazo a estrada vai favorecer principalmente o transporte de cocaína para o Brasil. O próprio BNDES não aponta um objetivo estratégico para a obra, apenas a intenção de “financiar as exportações de bens e serviços brasileiros que serão utilizados na construção da rodovia, tendo como principal benefício a geração de empregos e renda no Brasil”. Traduzindo: emprestar dinheiro para a obra vai fazer com que insumos como máquinas ou asfalto sejam comprados no Brasil. O mesmo efeito econômico, contudo, seria atingido se o financiamento fosse para uma obra em território nacional. 
Na Bolívia, suspeita-se que o financiamento do BNDES seja uma maneira de conferir contratos vantajosos a construtoras brasileiras sem fiscalização rigorosa. Os promotores bolivianos investigam um superfaturamento de 215 milhões de dólares na transcocaleira. “Essa rodovia custou o dobro do que seria razoável e não tem licenças ambientais. Seu objetivo é expandir a fronteira agrícola dos plantadores de coca”, diz José María Bakovic, ex-presidente do extinto Serviço Nacional de Caminhos, órgão que administrava as rodovias bolivianas. Desde que Morales foi eleito, Bakovic já foi preso duas vezes por denunciar irregularidades em obras públicas. As mães brasileiras não são as únicas que sofrem com a amizade do governo brasileiro com Morales. 

As provas da ajuda de Evo Morales ao narcotráfico 
Depois da eleição de Morales, a produção de cocaína e pasta de coca na Bolívia cresceu 41% 
A quantidade de cocaína que entra no Brasil pela fronteira com a Bolívia aumentou 200% 
Morales é presidente de seis associações de cocaleiros da região do Chapare, seu reduto eleitoral 
Ele quer ampliar a área de cultivo de coca para 21 000 hectares. Para atender ao consumo tradicional, como o uso da folha em chás e cosméticos, basta um terço disso 
Expulsou a DEA, agência antidrogas americana, que dava apoio à polícia boliviana no combate ao tráfico


A pedido dos cocaleiros, Morales acabou com o projeto que ajudava agricultores a substituir a coca por plantações de banana, melão, café e cacau.

http://www.brasilverdade.org.br/?conteudo=canal&id=694&canal_id=21



Tuesday, August 31, 2010

Novo Maragato: Separatismo e Federalismo


Sinceramente...

Novo Maragato: Separatismo e Federalismo: " Nas ultimas decadas o mundo viveu uma grande revolução no atlas mundial com a criação de muitos paises. Bandeira da Catalunha Um exemplo..."

O sujeito criar um blog federalista e traçar similaridades com o separatismo é, no mínimo, não compreender o que significa o conceito do Federalismo.

FT Press: The Rise of the State: Profitable Investing and Geopolitics in the 21st Century --Tectonic Shifts Peace and Prosperity



FT Press: The Rise of the State: Profitable Investing and Geopolitics in the 21st Century --Tectonic Shifts Peace and Prosperity

Sunday, August 22, 2010

Lightning Bout

 

O governo da Rússia protestou contra a decisão da Justiça da Tailândia de extraditar o russo Viktor Bout, conhecido como "Mercador da Morte", para que seja julgado nos Estados Unidos. O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, descreveu a decisão anunciada pelas autoridades tailandesas nesta sexta-feira como ilegal e afirmou que foi tomada sob forte pressão externa. Lavrov afirmou que a Rússia continuará a lutar para que Bout seja enviado ao país. 
Viktor Bout é acusado de ter vendido armas para grupos insurgentes em vários países, da África, América Latina e Oriente Médio. Ele foi preso na Tailândia, em 2008, em uma operação em que agentes americanos se disfarçaram de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína) tentando comprar armas. Uma corte tailandesa havia rejeitado o pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, mas a apelação de Washington foi aceita por uma corte de instância superior nesta sexta-feira. As autoridades americanas apresentaram duas novas acusações de lavagem de dinheiro e fraude eletrônica contra Bout antes da audiência desta sexta-feira. Se a apelação tivesse sido rejeitada, o russo teria que aguardar na prisão uma nova decisão da Justiça. A corte deu às autoridades três meses para lidar com as novas acusações, mas o mais provável é que os Estados Unidos abandonem os casos para que a extradição ocorra o mais rapidamente possível. "A corte decidiu detê-lo para que seja extraditado para os Estados Unidos", afirmou o juiz Jitakorn Patanasiri. Bout é acusado de conspiração para matar americanos, conspiração para enviar material de apoio a terroristas e conspiração para adquirir e usar mísseis antiaéreos. O filme "O Senhor das Armas", estrelado por Nicolas Cage, foi baseado nas acusações sobre Bout. Seu advogado argumenta que Bout não vai receber um julgamento justo nos Estados Unidos, onde as autoridades o acusam de ter fornecido armas a ditadores, à rede Al Qaeda e ao Taleban, como se a Justiça americana fosse igual à de Cuba ou da Venezuela. Agências da ONU e vários governos ocidentais relataram que Bout entregou armas a ditadores e senhores de guerra na África e no Afeganistão, violando uma série de embargos das Nações Unidas.

Rússia protesta contra extradição de "Mercador da Morte" para os Estados Unidos