interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Wednesday, December 01, 2010

Solução para uns, ameaça para outros

Surge uma crise internacional para onde vai o governo de esquerda, como o de Zapatero na Espanha? Para o único meio de se tirar a economia da crise, atraindo o capital, isto é, com um programa de privatizações.
O resto é balela...

Spain and Ireland turn to privatisation
www.telegraph.co.uk
Spain and Ireland are set to launch large-scale privatisation programmes as they fight to preserve market faith in their turnaround plans.

E não demora, os mesmos métodos serão copiados na letárgica América Latina. Portanto, atenção redobrada sobre o foco de instabilidade regional que irá piorar sua situação, a Venezuela.
Se Chávez não cair, a tosca política do caudilho será culpar os outros, como de praxe tem sido e, uma “boa maneira de movimentar sua economia” concentrando poder passa pela militarização da sociedade. Mais uma vez, todo cuidado é pouco.
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Monday, November 22, 2010

Autocrítica africana

Um negro autocrítico: Chika Onyeani

Ouvir com webReader
Chika_onyeani“Chika Onyeani, na foto, tece considerações sobre a sua própria raça, a raça negra, que se provenientes de alguém de outra raça seriam consideradas como racistas. Assim, apenas temos que subscrever as suas palavras, e exortar as pessoas a pensarem livremente, não amordaçadas pelo politicamente correcto. O texto que se transcreve saiu na imprensa sul-africana, já em plena época pós-apartheid”.
“Capitalitesst Nigger” é um controverso livro, publicado originalmente em Setembro de 2000, que se destaca como uma explosiva e chocante acusação contra a raça negra. De seu nome completo “Capitalist Nigger: The Road to Success” [Preto Capitalista: A Via do Sucesso] declara que a raça negra é uma raça consumista e não uma raça produtiva.
O seu autor, o jornalista nigeriano Chika Onyeani, afirma:
“Somos uma raça conquistada e é absolutamente estúpido pensarmos que somos independentes. A raça negra depende de outras comunidades para a sua cultura, a sua língua, a sua comida e o seu vestuário. Apesar dos enormes recursos naturais, os negros são escravos económicos porque lhes falta o instinto aguçado e a perspicácia corajosa da raça branca e a organizada mentalidade económica dos asiáticos”.
Preto Capitalista
Capitalistnigger_capaChika Onyeani, que é o editor do African Sun Times, o único semanário africano publicado nos EUA, usa sem receio a palavra “nigger” no título do seu livro – algo que, na América, quebra um tabu. Ele diz: “O que é mais importante não é o que me chamam mas sim a forma como respondo”. Para Chika Onyeani, “nós, negros, somos escravos económicos. Somos propriedade total de pessoas de origem europeia. Estou farto de ouvir negros a responsabilizar outras raças pela sua falta de progresso neste mundo; estou cansado das lamúrias e da mentalidade de vítima, das constantes alegações de racismo a torto e a direito. Isso não nos leva a parte alguma”.
“Capitalist Nigger” reserva as suas críticas mais duras aos líderes africanos que, de acordo com Chika Onyeani, permitem que europeus e outros pilhem as riquezas de África sem qualquer retorno. “África tem ganho mais fome, mais doenças e mais ditaduras. Temos hoje, em muitos casos, menos do que tínhamos por altura das independências africanas. Chika Onyeani, diz que “Capitalist Nigger” é um apelo angustiante para que a raça negra desperte, para que se levante e para que se mova.
“Temos de abandonar a mentalidade de vítimas que adoptámos há tanto tempo: a noção de que alguém nos deve algo. Temos de acabar com as lamúrias e deixar de pedir esmolas ao resto do mundo”. Para Chika Onyeani, “temos que reconhecer e aprender com os brancos e com os asiáticos o que é necessário fazer para se conseguir sucesso”

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Cristina Kirchner en China


Cristina Kirchner, que estaba de gira por China, le dijo al primer ministro chino: 
- Señor Primer Ministro, nosotros estamos muy interesados en que su país invierta en Argentina. 
El Premier Chino sonrió y con toda delicadeza respondió:
- Siempre nos confunden: Nosotros somos chinos…los kamikazes son los japoneses.

Sunday, November 21, 2010

Novos amigos, novas traições

Novos amigos e novas traições[i]


A Rússia entrará na OTAN. A questão é o que a Rússia leva em troca? Os países ocidentais parecem dispostos a permitir a hegemonia russa em sua área de influência, mas o que é a “área de influência russa”? Em termos simples, isto abrange os territórios da ex-União Soviética, mas estendendo sua política a Europa Oriental e Cáucaso, por exemplo, isto significaria um retrocesso para a democracia.
Os Estados Unidos precisam de apoio russo para combater a insurgência no Afeganistão, onde se situam aliados da Al Qaeda com a possibilidade de uso do território da Ásia Central para escoamento de tropas, combustível e mantimentos, bem como apoio técnico e treinamento russo para tropas aliadas afegãs. Como nada é de graça, as tendências autocráticas da política russa se farão cada vez mais presentes nos países da região sem o contrapeso ocidental. No entanto, dizer que “a détente com o governo russo é uma das principais tragédias do governo Obama” é muito simples, qual seria a alternativa razoável, uma política isolacionista como a de seu antecessor, GWB? Não há um mundo ideal a seguir, mas o ótimo ou razoável dentro da conjuntura que se faz presente.
Sem dúvida que o apoio russo às medidas mais duras contra o governo iraniano é um bom sinal dessa nova aliança, cuja integração à OTAN parece selar e, que a vitória Republicana nas últimas eleições sobre os Democratas parece ameaçar através da revisão do acordo de desarmamento (START) entre as duas potências. Apesar disto, esta vitória do governo Obama em se aliar ao Kremlin não deveria ser menosprezada. O próprio “guarda-chuvas da OTAN” na Europa Oriental, Polônia e República Tcheca elaborado no governo Bush foi redesenhado contra o Irã, inclusive com navios de guerra americanos estacionados no Mediterrâneo. Obviamente, as recentes insinuações ocidentais de apoio à Geórgia ou à Ucrânia serão deixadas de lado por tempo indeterminado, o que também significa suas possibilidades de autonomia e avanço democráticos.
Se por um lado esta perspectiva de deixar as ambições russas de lado e focalizar inimigos mais imediatos como o Irã se consolidam, nuvens negras se formam no horizonte sobre a China e a Índia, outros rivais regionais asiáticos que poderão colocar em cheque a solidez da aliança americana e russa dentro da OTAN se reagirem contra um novo expansionismo russo. No entanto, a história nos mostra que alianças entre estados democráticos e autocráticos não têm tido sucesso prolongado... Para a União Européia, por exemplo, as “revoluções coloridas” em países como a Geórgia e a Ucrânia significam também sua segurança econômica através de rotas de gás natural que lhes fornecem alternativa energética. A questão subjacente a boa estratégia de pressionar o Irã e forças insurgentes no Afeganistão é o que fazer com os sistemas políticos da periferia russa. Ignorar estes processos democráticos permitindo o avanço autoritário poderá significar uma fatura muito cara a ser paga num futuro não tão distante.




[i] Adaptado de Claudia Mancini, Russia’s expanding influence. Opportunity or threat?, 19 de novembro de 2010.

Thursday, November 18, 2010

TAV


O governo Lula realmente sairá bem deste segundo mandato caso consiga licitar empresa para construir o Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando Rio de Janeiro a Campinas, passando por São Paulo. O problema é o curto espaço de tempo para conseguir mais concorrentes que estejam interessados em participar da licitação. E sem isto, o valor da obra não tem chances de cair.
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Wednesday, November 17, 2010

Invasão das espécies invasoras! | OrdemLivre.org


Está aí um artigo bastante controverso. Particularmente, eu simpatizo com a idéia, mas isto não quer dizer que a endosso, mesmo porque não tenho conhecimento e dados suficientes para opinar sobre o assunto. Vale à pena lê-lo e, quiçá se aprofundar a respeito:
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Faltam geógrafos no Google


Duas em um mês? Tá aí um bom campo de trabalho para nós, só falta sabermos nos promover, antes que algum arquiteto o faça...

O Google assumiu nesta quinta, 11, que serviço de mapas errou duas vezes ao atribuir uma pequena ilha do norte da África primeiro ao Marrocos e depois à Espanha. A ilha é disputada pelos dois países e a posição da empresa é se manter neutra.

Os dois países, vizinhos próximos propensos a desentendimentos, estiveram à beira de um conflito militar no verão de 2002 por causa da formação rochosa. A ilhota era habitada apenas por cabras quando os militares marroquinos a ocuparam, mas a Espanha prontamente enviou navios de guerra para retirá-los.

Ambos países reivindicam a posse da ilha, que é chamada na Espanha de Perejil, ou "salsa", e que os marroquinos chamam de Leila, que significa "noite". Mas depois de um acordo mediado pelos EUA o status da ilha foi declarado como "em revisão".

A porta-voz do Google na Espanha, Marisa Toro, disse que a empresa descobriu em julho que o Google Maps erroneamente havia assinalado a ilhota como território do Marrocos. Ela fica a aproximadamente 250 metros da costa do país, separado da Espanha pelo Estreito de Gibraltar.

A equipe de geopolítica do Google na sede em Mountain View, Califórnia, consultou organismos internacionais, incluindo as Nações Unidas, e recentemente decidiu declarar a ilha como território disputado que não pertence a nenhum dos países, disse a porta-voz. Os engenheiros estão trabalhando para corrigir o mapa, afirmou.

Porém, desde segunda-feira, 8, o Google Maps também está atribuindo a ilha à Espanha dependendo como o nome dela é digitado na busca de mapas. A porta-voz disse que não pode identificar a causa. "Foi um erro nosso e estamos trabalhando para resolvê-lo", ela afirmou.

Recentemente, o Google também foi colocado no meio de um conflito territorial do outro lado do Atlântico. A Nicarágua está fazendo a dragagem de um rio na fronteira disputada com a Costa Rica, e um oficial nicaraguense que comanda o projeto disse ter usado o Google Maps para decidir a localização dos trabalhos. 

Videversus: OSX vai transferir estaleiro de Santa Catarina para o Rio de Janeiro

Videversus: OSX vai transferir estaleiro de Santa Catarina para o Rio de Janeiro

Videversus: Estados Unidos liberam carne suína e bovina de Santa Catarina

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Videversus: Contêiner com cocaína descoberto na Itália teria sido embarcado em Santa Catarina

Videversus: Contêiner com cocaína descoberto na Itália teria sido embarcado em Santa Catarina

Sunday, November 14, 2010

Rumo ao subdesenvolvimento


Não sei o que significa um "estilo de gestión latino"[cf.: http://www.americaeconomia.com/negocios-industrias/diasporas-emprendedoras], mas o sucesso de executivos latinos em empresas globais mostra a pouca importância da naturalidade nos negócios, ao contrário (óbvio) da competência. Se for assim, por que então criamos ridículas leis que tentam coibir a venda de terras aos estrangeiros? [Cf.: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/8/24/uniao-limita-compra-de-terras-por-estrangeiros] Com ações desse tipo marcamos nosso subdesenvolvimento.
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Abortando o conhecimento


Pesquisador brasileiro radicado na Austrália avalia a situação mundial dos estudos filogeográficos (conferir: Desafios da filogeografia):
 
Segundo Beheregaray, enquanto a maioria esmagadora da produção científica na área vem do hemisfério Norte, a contribuição dos países que concentram a maior parte da biodiversidade do planeta ainda é muito pequena. “Essa distorção dificulta a síntese comparativa da informação produzida globalmente, que é um dos desafios centrais da filogeografia”, disse nesta segunda-feira (8/11), durante o Simpósio Internacional sobre Filogeografia, organizado pelo Programa Biota-FAPESP.
 
Se para reverter isto “é preciso que os países desenvolvidos invistam na pesquisa filogeográfica em países megadiversos, como o próprio Brasil”, as instituições brasileiras precisam antes rever seu preconceito contra os pesquisadores estrangeiros, muitas vezes acusados de “biopirataria”.
Há muito interesse, obviamente, em lucrar com nossos recursos naturais. O problema é que nós próprios não temos uma política de desenvolvimento no setor onde agências estatais estabeleceriam parcerias em pesquisa e desenvolvimento para que a atividade empresarial possa crescer. Se já há um preconceito contra o próprio empreendedor nacional, imaginem contra o estrangeiro então. Ocorre que se este campo não é devidamente fortalecido no cenário doméstico, devido à tributação excessiva, devido à burocracia etc., é claro que a atividade empreendedora vai se deslocar para fora. Sem dúvida e, por fim, o temor se torna uma profecia auto-realizada graças a nossa incompetência e não a realidade prévia de fato.
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Saturday, November 13, 2010

Mudança de ventos


Pequim se diz favorável à entrada de indianos no Conselho de Segurança da ONU; ideia foi apoiada por Obama.
Chineses dizem que é necessário haver uma reforma "razoável e necessária" do principal organismo da entidade.
China faz gesto conciliador para rival Índia. Folha de São Paulo, quarta-feira, 10 de novembro de 2010. 


Se a China flerta com a Índia, país com o qual já disputou o controle da Caxemira (inclusive cedendo uma porção territorial ao Paquistão) e acusou a Índia de desestabilizar a região do Tibet ao fornecer asilo político ao dalai é porque, realmente, as coisas mudaram por lá. Provavelmente com vistas ao isolamento de grupos políticos separatistas (na Caxemira) e muçulmanos que talvez tenham ligações com o talebã. Apesar de toda rivalidade alegada entre China e EUA no plano militar por alguns analistas, que chegam a falar em uma "nova guerra fria", o que é verdadeiramente exagero, em termos de segurança global parece haver uma confluência clara entre as grandes potências. Talvez os separatistas uigures no Sinkiang sejam um dos motivadores disto. Pequim deve ter boas razões para temer um recrudescimento de um movimento que possa apelar ao terrorista fundamentalista islâmico em seu oeste.
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Proprietário de imóvel ocioso em SP pagará mais IPTU


Especialistas consideram a regulamentação da lei um avanço para aliviar o déficit habitacional de São Paulo e frear a especulação imobiliária. Só na região central são 5 milhões de metros quadrados ocupados por imóveis ociosos.
Proprietário de imóvel ocioso em SP pagará mais IPTU

Isto não vai "frear a especulação imobiliária", mas, na melhor das hipóteses, competir com a incorporação imobiliária reduzindo seu preço. No entanto, se o foco são os pobres, sinceramente, a medida é pífia, pois quem poderá pagar por imóveis ociosos que são, na maioria das vezes, propriedades de alto valor na cidade, os pobres, necessitados de habitações? Não, isto serve mesmo é para que a prefeitura engorde seu orçamento, isto sim.



Muito boa e didática a entrevista, mas discordo da questão do Bolsa Família. Isto não pode ser visto apenas em termos de percentuais adquiridos a um grupo, supostamente, despossuído. O aumento do salário mínimo e a renda que deveriam ocorrer com redução de custos é que deve ser a meta. As bolsas de fomento aos pobres devem atrasar este processo para canalizar recursos aos que, muitas vezes, não precisam. Reconheço que é um chute, mas creio que o programa está inflacionado mesmo. Uma auditoria seria necessária para se saber se o aumento do número de beneficiários do programa se justifica. Já, quanto aos outros comentários, perfeito, assim como o agronegócio sustentou o Governo Lula com o aumento de exportações e captações de reservas externas, agora a indústria está sendo sacrificada para captação de investimentos externos que valorizam nossa moeda. Não sou contra as bolsas de valores, mas se pautar basicamente nisto como o fizeram ambos governos - FHC e Lula - não tem sustentabilidade no longo prazo.
E a solução futura apontada por nossos nacionalistas não irá além do mais rasteiro desenvolvimentismo cepalino, como sabemos.

Descontrole do gasto estatal é a origem do desequilíbrio econômico, diz economista
www1.folha.uol.com.br
Um dos maiores críticos do gasto público no Brasil, o economista Raul Velloso diz que o país está se tornando o "rei do alto consumo", mas sem poupança para sustentar essa trajetória.
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Thursday, November 11, 2010

Histórias do pântano



Parece loucura, mas os nicaragüenses se basearam num mapa do google (não georreferenciado) para mudar a fronteira com o vizinho meridional, a Costa Rica, a revelia de qualquer acordo: http://www.economist.com/node/17463483?story_id=17463483. Esta era a versão que eu sabia e, pela The Economist, a correta. O representante nicaraguense na OEA, Denis Moncada (ou seria Mancada?) inverteu os fatos: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,oea-da-ultimato-para-costa-rica-e-nicaragua,637735,0.htm
Tudo começou porque o governo nicaragüense resolveu dragar um trecho pantanoso do Rio San Juan que delimita parte da fronteira dos dois países fincando acampamento no território costa-riquenho. E a justificativa foi um mapa de internet. Isto, em plena campanha na assembléia nacional pela reeleição de Ortega (sandinista, aliado de Chávez) que já atropelou a constituição do país, inclusive imprimindo uma versão falsificada da mesma!
Quem duvida é louco, este deve ser mais um caso latino americano com a marca da pata do caudilho venezuelano.
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