interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Thursday, November 11, 2010

Histórias do pântano



Parece loucura, mas os nicaragüenses se basearam num mapa do google (não georreferenciado) para mudar a fronteira com o vizinho meridional, a Costa Rica, a revelia de qualquer acordo: http://www.economist.com/node/17463483?story_id=17463483. Esta era a versão que eu sabia e, pela The Economist, a correta. O representante nicaraguense na OEA, Denis Moncada (ou seria Mancada?) inverteu os fatos: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,oea-da-ultimato-para-costa-rica-e-nicaragua,637735,0.htm
Tudo começou porque o governo nicaragüense resolveu dragar um trecho pantanoso do Rio San Juan que delimita parte da fronteira dos dois países fincando acampamento no território costa-riquenho. E a justificativa foi um mapa de internet. Isto, em plena campanha na assembléia nacional pela reeleição de Ortega (sandinista, aliado de Chávez) que já atropelou a constituição do país, inclusive imprimindo uma versão falsificada da mesma!
Quem duvida é louco, este deve ser mais um caso latino americano com a marca da pata do caudilho venezuelano.
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Wednesday, November 10, 2010

Subúrbios, uma crítica


Sobre:

Urban Legends

Why suburbs, not cities, are the answer.

BY JOEL KOTKIN



Não endosso simplismos urbanistas. Se as cidades são palco de diversos problemas, negá-las em seus benefícios apoiando (implicitamente), uma dispersão induzida pelo estado não é solução, embora isto não esteja explícito no texto em questão. Não é porque sou um apreciador das baixas densidades que acho que o mundo globalizado possa prescindir dos nucleamentos urbanos. Pelo contrário... Quem vive em periferias urbanas como eu, não passa de um parasita do sistema. No entanto, não creio que todos nós devamos buscar um modelo mais racional de vida urbana em áreas mais adensadas, porque existindo o centro existe a periferia. A própria definição de um é contrapartida do outro, mas endosso sim o ponto de vista de que quem onera mais o tesouro (residindo em áreas mais afastadas que demandam infra-estrutura) tenha que pagar (proporcionalmente) mais. É mercado. Se eu quero o canto do sabiá em minha varanda, isto deve ser tratado como uma commodity de luxo pela qual tenho que pagar.

“And many of the world's largest advanced cities are nestled in relatively declining economies -- London, Los Angeles, New York, Tokyo. All suffer growing income inequality and outward migration of middle-class families. Even in the best of circumstances, the new age of the megacity might well be an era of unparalleled human congestion and gross inequality.”

Sinceramente, este argumento me soa tolo. O congestionamento é uma externalidade que demanda inovações, sem as quais a economia como um todo estagnaria. E as desigualdades internas na cidade não são um problema de fato (são problemas de percepção...), na medida em que o estrato inferior vive, muitas vezes, melhor do que o estrato médio de regiões rurais atrasadas. O problema (de percepção) é que damos valor exagerado à desigualdade que no fundo é apenas diferença porque há gente enriquecendo, enquanto que deveríamos ver sim a capacidade de reprodução social dos mais pobres: como estão? Melhores ou piores que tempos atrás? Se atualmente vivem em curva ascendente de riqueza, então não é um problema de fato.
Eu discordo também deste argumento:

“Arts and culture generally do not fuel economic growth by themselves; rather, economic growth tends to create the preconditions for their development.”

Isto contradiz o que aprendi sobre a evolução cultural e social. Se pensarmos em termos de Renascimento, p.ex., não dá para imaginar primeiro um crescimento econômico independente da criação artística e científica. Até onde sei, se trata de um processo de alimentação contínua e recíproca.
Dizer que Frankfurt tem uma taxa de desemprego menor que Berlim é uma meia verdade quando avaliamos o conjunto da obra, de que Berlim atrai migrantes que sofrem com o desemprego em outras cidades, inclusive Frankfurt. Falta ao artigo uma análise de rede de cidades ao invés de tratar as cidades como “universos em si” independentes umas das outras.
Outra coisa que me espantou neste texto é tratar os custos de vida, com moradia e transporte nas grandes cidades como maiores e, portanto, “injustos” para a “classe trabalhadora”. Ora, isto é mercado que se ajusta! É uma maneira de se regular o acesso. Se há mais demanda, óbvio que o custo deve aumentar. Isto deveria ser elogiado como mecanismo de freio (ou, ao menos, de dissuasão) e não como “problema”. A impressão que passa (e acho que é este o intuito) é de que o autor deve endossar um planejamento que obrigue a dispersão habitacional para, artificialmente, baixar custos de moradia sendo que alguém vai, inevitavelmente, pagar por eles. De um modo autoritário, isto reeditaria o velho planejamento urbanístico que, por sua vez, é gerador de outras graves distorções. Analogamente, o autor frisa custos ambientais maiores das grandes cidades relevando os custos de vida em áreas dispersas. Como eu disse, eu prefiro morar afastado, mas tenho consciência de que isto deve ser pago em termos proporcionais. Querer que uma opção individual como a minha sirva de modelo é apostar na igualdade e uniformidade de opções que vai em sentido contrário da própria escolha da população. Meu argumento pode parecer simplista e não fundamentado, mas pelo menos tenho consciência do mesmo e não estabeleço cortes analíticos ao privilegiar critérios de padrões de moradia esquecendo-me da complexidade do todo que envolve mais que um espaço intra-urbano contra outro, Centro VS. Periferia.
Dizer que as grandes cidades têm favelas e que estas estão em crescimento é como criticar um padrão de moradia melhor do que a área de origem sem citar esta, mas comparando o primeiro com outros padrões superiores. Isto é, o autor critica um tipo de (sub)moradia com moradias melhores sem lembrar que os moradores das primeiras tinham, em sua origem, condições piores. Outro dado, que podemos obter da obra de Hernando de Soto é que o que chamamos costumeiramente de “favelas”, mas que apresentam diversos padrões ao redor do globo é um sintoma de dificuldade de acesso a propriedade e não, um lócus deficiente por natureza devido ao crescimento demográfico tão somente. Neste sentido, Joel Kotkin envereda por uma análise quantitativa sem levar na devida conta suas causas (qualitativas). Veja bem... Segundo o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), 60% das moradias de Florianópolis, a capital de um estado, não possui escritura pública. Isto é, são “favelas” na definição hodierna, não constituindo propriedades legais, mas apenas terrenos de posse com edificações/construções ilegais em cima. Ora, isto não quer dizer que sejam, de todo, moradias ruins, mas sim, moradias sem aporte legal. A causa está no marco institucional e a conseqüência, esta sim, é que os efeitos/externalidades provocados se aproximam/igualam a das chamadas favelas precárias em termos de poluição e danos causados ao meio ambiente natural e social. Trata-se de uma perversão político-administrativa e não de simples localização como sugere o autor.
Isto é um disparate:

“With the exception of Los Angeles, New York, and Tokyo, most cities of 10 million or more are relatively poor, with a low standard of living and little strategic influence.”

“Relativamente pobre” em relação a quem ou o quê? Que absurdo! São muito mais ricas que a imensa maioria e, claro, que se pegarmos a média, talvez sejam mais pobres do que cidades médias que dependem fundamentalmente desses centros geradores de riqueza, que são as grandes cidades. Reitero, é um grave equívoco tomarmos as cidades isoladamente sem avaliarmos o conceito de rede de cidades. Muitos dos negócios situados em vales-isso, vales-aquilo (referência ao Vale do Silício e outros clusters pelo autor) têm escritórios que os administram justamente em centros urbanos de maior aporte onde os negócios e concepções, designs são feitos e elaborados gerando a economia bilionária. Não podemos simplesmente privilegiar um setor, o de alta tecnologia esquecendo todo o resto para concluir que as mega-cidades não são seus lócus privilegiados.
Não pretendo cair no extremo oposto do artigo, colocando as grandes cidades como “mais importantes”, mas a análise fragmentada do artigo tem que ser denunciada como portadora de grave viés.
Mas há sim um ponto positivo no texto, a violência e insegurança urbana (que são ataques contra a propriedade, aí o problema) geradas nas grandes cidades. Talvez este seja o verdadeiro indutor de uma dispersão urbana ainda, precariamente, avaliado. Em que pese ser verdade, as periferias renovadas, os subúrbios ainda se conectam com os centros dos quais mantêm relações criando “novas centralidades” e reproduzindo modelos urbanos em outras áreas. No entanto, chamar estas áreas de “zonas rurais” é outro equívoco... “Rural” se prende à atividade agrícola e os “novos centros” ou subúrbios, clusters etc. têm atividades nitidamente urbanas. O próprio agronegócio, p.ex., não é “rural” no sentido literal.
Se o modelo dos países desenvolvidos calcado na centralidade tradicional de grandes cidades não deve pautar o desenvolvimento de países em desenvolvimento (como quer o autor), a simples dispersão induzida pelo estado também não é nenhuma solução, mas o prelúdio de diversos outros problemas, uma vez que a moradia urbana, seja em grandes, médias ou pequenas cidades não for resolvida, isto é, liberada das amarras estatais que criam privilégios através do ônus de suas burocracias.
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Saturday, November 06, 2010

Democracia e Liberdade: BRASIL POTÊNCIA?

Democracia e Liberdade: BRASIL POTÊNCIA?: "Outro dia meus alunos me perguntaram se o Brasil poderia virar um potência mundial por causa do pré-sal. Minha resposta foi categoria: não. ..."

Democracia e Liberdade: CENÁRIO OTIMISTA PARA 2011

Democracia e Liberdade: CENÁRIO OTIMISTA PARA 2011: "Apesar das incertezas, o PIB Chinês acelera e a economia americana dá sinais claros de recuperação. No mundo todo aumenta a demanda por insu..."

Democracia e Liberdade: CENÁRIO PESSIMISTA PARA 2011

Democracia e Liberdade: CENÁRIO PESSIMISTA PARA 2011: "Por Fernando R. F. de Lima. Continuando o exercício de imaginação para o próximo ano, vou fazer um cenário pessimista para o governo Dilma...."

Democracia e Liberdade: A ELEIÇÃO DE DILMA


Texto muito lúcido do meu colega Fernando. Altamente recomendado:

Democracia e Liberdade: A ELEIÇÃO DE DILMA: "Por Fernando R. F. de Lima Apesar de realmente ter havido uma possibilidade concreta de o presidente de maior popularidade em fim de mandat..."

Adorei a ironia sobre petistas desempregados, caso Dilma perdesse a eleição. Surpreende, no entanto, que a sucessora de um presidente tão bem avaliado tenha ganho sim, mas por uma pequena margem de votos, pensando em termos proporcionais, claro.

Tenho minhas dúvidas (embora o autor não dissesse o contrário) de que Serra também não procurasse reinstaurar a CPMF. Bem, a história não é feita de “ses”. O fato é que o governo Dilma terá que gastar o que não tem, se suas esperanças se pautarem nas exportações de petróleo. Logo, concessões à vista!

Outro ponto de relevância apontado no texto é o aumento dos salários acima da oferta de crédito no governo Lula. Eu não tinha percebido isto. E, claro, o Fernando fechou com chave de ouro ao mostrar como o PSDB levou vantagem ao não conseguir eleger Serra.

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Thursday, November 04, 2010

IDH mundial

Confira o desempenho dos países no ranking divulgado pela ONU, que mede saúde, educação e padrão de vida da população mundial

Diplomatizzando...: Estimulos economicos, estimulos inflacionarios

Diplomatizzando...: Estimulos economicos, estimulos inflacionarios

Thursday, October 28, 2010

Alerta Total: Lula e Dilma privatizaram o gás do Pré-Sal


Alerta Total: Lula e Dilma privatizaram o gás do Pré-Sal: "Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Jorge Serrão e João Vinhosa Por trás de todo grande lance de marketagem petista existe s..."
A questão não é a privatização em si, mas a forma: foi uma ampla concorrência?

Wednesday, October 27, 2010

Tigrada


Novo “Tigre” para o Exército Russo e a Polícia Militar do Rio de Janeiro

Qual terá sido o "salto do tigre" para deixar a Agrale ou a Avibrás de fora disto?

Tuesday, October 26, 2010

Blog do Diego: Alckmin em Porto Alegre

Blog do Diego: Alckmin em Porto Alegre: "O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, está hoje no RS. Pela manhã, participei da entrevista que concedeu aos veículos do Gr..."

Saturday, October 23, 2010

Escolha a dedo: queda de umidade

No artigo Climate cherry pickers: Falling humidity se menciona um estudo muito particular em que se aponta queda de umidade na atmosfera. Ocorre que isto tem variado de acordo com a camada atmosférica e não se conhece as manifestações de curto ou longo prazos.

Saturday, October 16, 2010

Mais concorrência, menos violência


Análise surpreendente sobre o narcotráfico mexicano e a relação com os EUA:

"Para ayudar a México a lidiar con este problema "antimonopolio", EE.UU. debe reconocer que es mejor que exista competencia en el sector de los narcóticos en lugar de agrupaciones monopólicas que amenazan el Estado y pueden migrar hacia el norte. Sin embargo, esto requiere de una mayor flexibilidad de las autoridades antidrogas de EE.UU."

Durante los últimos 40 años, la única razón para la existencia de la política exterior antinarcóticos de EE.UU. ha sido acabar con la oferta, para reducir la demanda interna. Claro, cuando les salió el tiro por la culata y los carteles colombianos se volvieron más poderosos, Bogotá y Washington debi...

Thursday, October 14, 2010

O desespero bate a porta

A história dá voltas, mas no Brasil chega a ser semi-círculos de tão rápido que tudo muda para, como se diz, manter o essencial.
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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Governo vai rever plano de Marina para Amazônia
Ministros criticam proposta de ex-ministra, considerada "preservacionista"
Mudanças vão incluir a presença de militares, projetos de mineração e hidrelétricas, além de rever terras indígenas

Segue aqui.

Boas intenções e privilégios

O Portal AMANHÃ não é apenas o meio digital da Revista AMANHÃ. Trata-se de um canal completo com notícias e opiniões sobre economia, gestão e negócios - com atenção especial ao que acontece na Região Sul do Brasil.


#1 Anselmo Heidrich 2010-10-14 15:05
Se a "legalidade é duvidosa" são outros 500, mas muito me admira a ONU servir de porta-voz aos interesses de elites patrimoniais tradicionais. O que um continente como a África, dentre outros, precisa é, justamente, uma reciclagem de suas elites. O que começa pela terra, já que sua especialidade se dá pelas matérias-primas. Querer transparência nos processos é perfeitamente legítimo, mas não uma desaceleração dos processos de compra e venda por preciosismos de tônica protecionista. Tática esta que diz defender a sociedade, mas pratica privilégios a quem não quer concorrer por recursos escassos.

Revirada

Videversus: Republicanos podem ganhar o controle da Câmara nos Estados Unidos

Para quem prometia "sim, nós podemos" agora está mais para "sim, nós perdemos". Assim como Lula aqui, que sempre que pode se compara a FHC (mentindo, diga-se de passagem), lá Obama não deixa de tributar a responsabilidade por seus fracassos a GWB. Cadê a novidade? A responsabilidade? Não veio para mudar?! Desse jeito, a hegemonia Democrata pode se tornar um breve hiato no reinado Republicano.

Tuesday, October 12, 2010

Videversus: Bolívia planeja levar 32 mil militares para zonas fronteiriças em cinco anos

Eles estão certos em garantir sua soberania: Videversus: Bolívia planeja levar 32 mil militares para zonas fronteiriças em cinco anos. E nós, o que fazemos além de criar uma reserva indígena em área de fronteira com acesso limitado?

Thursday, October 07, 2010

"Transparente, mas nem tanto assim"

Lula diz que Petrobras 'é uma caixa branca, transparente, mas nem tanto assim' - O Globo Online
Vai entender...

Videversus: Israel assina contrato com os Estados Unidos para compra de 20 caças F-35

Videversus: Israel assina contrato com os Estados Unidos para compra de 20 caças F-35

EUA: imigração

Aqui, um artigo sensato sobre a posição em relação aos imigrantes nos EUA. Sem aquela paranóia de "ameaça de revolução":


townhall.com
A Letter from a Republican to Hispanics - Dennis Prager: I am

E, para complementar, outro mostrando o compromisso da administração federal com o assunto:




O Departamento de Segurança Interna americano revelou nesta quarta-feira que os Estados Unidos deportaram 392 mil imigrantes ilegais no ano fiscal encerrado em 30 de setembro, um cifra recorde. Destes, mais de 195 mil eram criminosos já condenados que viviam ilegalmente no país. O resultado total representa um aumento de 3 milhões em relação ao número de imigrantes expulsos no período entre 2008 e 2009. 

O Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos informa ainda que, desde janeiro de 2009, mais de 3,2 mil empregadores foram investigados por suspeita de contratar estrangeiros ilegalmente. Além disso, 225 empresas foram fechadas e mais de US$ 50 milhões (cerca de R$ 80 milhões) em multas e sanções financeiras foram impostas devido a esses crimes. Os Estados Unidos têm um número estimado de mais de 11 milhões de imigrantes ilegais. Às vésperas das eleições para o Congresso americano em novembro, o assunto ganhou destaque com a criação de leis estaduais que restringem a entrada de estrangeiros. Em abril, o Arizona anunciou uma legislação que, entre outros pontos, tornava crime estadual a presença de imigrantes ilegais. A lei foi contestada e acabou entrando em vigor sem as partes mais polêmicas, bloqueadas pela Justiça até que se decida sobre sua constitucionalidade.
Estados Unidos de Obama deportam número recorde de imigrantes ilegais




Wednesday, October 06, 2010

Geografia Conservadora: Eis a prova da votação do Brasil moderno e do Brasil dos grotões

Ainda sobre:


"Mulheres são mais chefes de família na classe C", então, sendo assim, o voto é Dilma seria sexismo puro, proveniente do estrato menos escolarizado.

O suicídio e a "geração sanduíche"

Interessantíssimo:



Há várias dicas no link acima sobre o suicídio na meia-idade como os batidos desemprego e crise econômica, mas correlacionados com solteiros e baixo nível educacional. E a análise sociológica em questão não fica apenas nos "dados sociais"... Eles citam o fenômeno da "geração sanduíche", pós-baby boom, intermediária entre a que se beneficiou com o aumento da longevidade e o recrudescimento de doenças da velhice, como o Alzheimer. E, claro, uma geração que, justamente por sua maior longevidade, consegue desenvolver doenças que surgiram no período de adolescência como complicadoras da depressão, a qual, por sua vez, contribui para o aumento das taxas de suicídio.

Para aqueles acostumados com explicações simplistas e vagas, como o "mal-estar da civilização moderna" etc. vale à pena ver que há, na verdade, uma combinação de fatores que desemboca num fenômeno. Aliás, querer crer num único fator causador de doenças ou transtornos mentais é tão equivocado quanto buscar uma panacéia que sirva como cura para todos os males.

Eis a prova da votação do Brasil moderno e do Brasil dos grotões



A lista que você pode examinar ao lado (clique em cima para ampliar a imagem) foi elaborada pelo site www.terra.com.br e revela de que modo a candidatura do tucano José Serra capturou amplo apoio nas cidades de IDH mais alto do Brasil, ao mesmo tempo em que demonstra que nas cidades de mais baixo IDH a vantagem foi da petista Dilma Roussef.
. O IDH mede o Índice de Desenvolvimento Humano, portanto apresenta as cidades com melhor qualidade de vida, o que inclui rendimento melhor e mais bem distribuído entre a população, maiores níveis de educação e de cultura, melhores condições de vida social e segurança.
. Nas 10 campeãs de IDH, entre as quais três gaúchas, inclusive Bento Gonçalves, cujo prefeito é do PT, Serra levou vantagem em nove. É um número muito alto e muito superior à fatia que ele conseguiu no Brasil.
. Ao contrário, Dilma Roussef levou vantagem em nove das dez cidades de pior IDH do Brasil.
. O que revelam as tabelas é que a candidatura de José Serra, do PSDB, é a candidatura dos centros urbanos e rurais mais modernos, contemporâneos, progressistas, que compreendem suas propostas de administração inovadora, competente e eficaz, comprovada pelo seu currículo e biografia conhecidíssimos.
. No caso dos municípios de IDH baixíssimo, prevaleceu o voto dos eleitores mais atrasados, pobres, dispostos a fazer concessões por bolsas-fomes. São os votos dos grotões. O PT surge no caso como o Partido dos velhos coronéis dos antigos PSD  (PMDB) e UDN (PT). Este tipo de eleitor vai atrás de qualquer Padim Ciço, votando numa candidata que possui um currículo já denunciado como falso (Sistema Lattes) e uma biografia totalmente obscura, sombreada e sem brilho próprio algum.
. O cotejo desses dois candidatos e desses dois Brasis estará em jogo no segundo turno.
http://polibiobraga.blogspot.com/


Monday, October 04, 2010

Rússia Tropical


Mídia alemã volta os olhos para as eleições no Brasil e ressalta sobretudo a "força interna do gigante até há pouco adormecido". Não importando o resultado das urnas, país ganha relevância no cenário internacional. DW-WORLD.DE, die Deutsche Welle im Internet: Nachrichten, Analyse und Service aus Deu...

Eu não consigo ver de modo tão simples assim. “Potências” que mantêm fraquezas internas, estruturais, tendem a não durar em seu novo posto. Claro que o Brasil está mudando internamente, mas a incorporação de mão de obra qualificada ainda é baixa em se tratando de produção de tecnologias. O que temos é um setor de agronegócio que vai de vento em popa, mas não um terciário moderno, nem significativa capacidade de poupança. Sei também que é normal a um país dessas dimensões, algum nível de desigualdade regional, tudo bem. No entanto, no Brasil não vemos somente estados pobres e estados ricos: alguns deles são simplesmente insustentáveis do ponto de vista fiscal. Este tipo de estrutura político-econômica pode sim conviver com um estado-nação potência, mas esta não será aquela que almejamos e sim, na melhor das hipóteses, uma espécie de “Rússia Tropical”.

Tuesday, September 28, 2010

Apenas para não ferir suscetibilidades

Excelente radiografia da economia brasileira atual:

Un Estado, dos estados, muchos estados. La cultura de negocios brasileña está vinculada a la autoimagen del país y su historia. Desde que Getúlio Vargas sentó en los años 30 las bases para una industrialización mediante sustitución de importaciones, progreso y autonomía han sido sinónimos. Más que cambiar el modelo desarrollista, los sucesivos gobiernos de derecha e izquierda lo han adaptado al contexto internacional, expandiendo o reduciendo selectivamente la participación del Estado y de los extranjeros, y sin dejarse seducir del todo por los beneficios prometidos por una liberalización económica in extremis. Hoy en día una cosa es entrar al retail y otra, a una industria estratégica como el transporte aéreo o los medios de comunicación.
En el caso de las privatizaciones del período 1997-2002, muchos inversionistas extranjeros, como la francesa Vivendi o la estadounidense AES, entraron como minoritarios a través de sociedades de inversión con empresas locales. Una cosa era el discurso del gobierno federal; otra distinta fue la práctica de algunos gobernadores como Roberto Requião e Itamar Franco, ambos del centro-populista Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), que anularon los contratos y retomaron el control de empresas como la eléctrica Cemig, en Minas Gerais, o la sanitaria Sanepar en Paraná.
(...)
Para aquellos que conocen el país, como Cibié y Grekin, el modelo está en la idiosincrasia y no vale la pena desgastarse en criticarlo desde afuera. Otros, como el estadounidense Molano, insisten en que Brasil nunca superará la pobreza precisamente por la protección de la que goza la industria local, que se traduce en una relación precio-calidad de bienes y servicios que perjudica a los consumidores y contribuye a la concentración del ingreso.
“Brasil aún no tiene los elementos para ser un país desarrollado”, afirma Rivera, de Boston Consulting Group. “Pero se ha transformado en un motor del crecimiento regional y hay que aprovecharlo”.
Es la apuesta de CMPC y su flamante membresía en BRACELPA, o la de LAN y su anunciada operación con TAM. Una adquisición que no osa decir su nombre para no herir susceptibilidades.



E para continuar lendo...


Proteccionista, caro, enormemente atractivo, Brasil está en los ojos de todos y exige respeto. Cuidado con venir a enseñarle nada.

Monday, September 27, 2010

Operación 'Sodoma' Victoria sobre las Farc Citytv.com.co /Cae el Monojojoy




Tecnologia brasileira ajudando a extirpar um pústula da face da Terra...

Sunday, September 26, 2010

Impostos, deveres e eficácia

Recomendo a leitura desta discussão aqui, feita sobre impostos nos EUA esclarece porque a redução para ricos feita no governo GWB pode ser tão anacrônica quanto aposentadorias concedidas indevidamente ou de modo permanente. 

Claro que é desejável não pagar impostos, mas a questão vai além disso, do benefício individual, ela se estende para o campo moral, quando se pensa no dever perante a necessidade do conjunto da economia. No entanto, eu me pergunto se impostos sobre grandes riquezas são profícuos. Penso que não, acho que trazem perdas maiores no longo prazo devido a fuga de riquezas para países ou regiões mais seguras aos investimentos.

Wednesday, September 22, 2010

Democracia e Liberdade: LIBERALISMO URBANO É POSSÍVEL?

Sobre:


Fernando, a grande maioria do que escreveste vai de encontro ao que penso, é isto mesmo, uma descentralização política é mais importante do que uma descentralização econômica capenga feita por 1/2 dúzia de empresas que dominam a cidade em consórcio com a prefeitura. Gosto da idéia de uma arena política em que todos podem discutir e fazer valer seus projetos quando refletidos por um grupo maior que não tem o mesmo poder de articulação. E um condomínio, como bem notaste, não tem a mesma abrangência. Agora, só me resta uma dúvida (o que, talvez, eu discorde), os zoneamentos valorizam certas áreas sim em detrimento de outras, mas quando um indivíduo e um grupo deles se desloca para determinada zona urbana, ele compra uma fração de terra com certos atributos, está portanto ancorado num contrato que precede a própria propriedade. Assim, quando se rompe um zoneamento ou se altera seu padrão legal está se rompendo o mesmo contrato. Ora, se defendes o que pode vir a ser chamado como negociação, não se pode, em meu entender, certas normas criadas com o intuito de harmonizar ou destinar certos fins a áreas específicas. Exceto se tudo que foi feito antes do modelo que propõe passem a ser inválidas, as novas áreas também passarão a criar normas, mesmo que hipoteticamente não delineadas para um tempo ou período previsto, mas irão contemplar um código de posturas, no mínimo, e um modo de proceder num determinado espaço urbano que não é homogêneo a toda cidade, pois esta é uma característica essencial das cidades, sua heterogeneidade.
Abraço,
a.h

Dispatch: Indonesia To Skip U.S.-ASEAN Meeting | STRATFOR

Dispatch: Indonesia To Skip U.S.-ASEAN Meeting | STRATFOR

Tuesday, September 21, 2010

Vácuo sueco

Migrações estão relacionadas a períodos de grandes transformações/adaptações do gênero humano. O problema é que no caso citado, uma parte da sociedade, que tem mais direitos também tem deveres que os beneficiados não correspondem. Este tipo de subsídio é danoso, pois cria uma cisão em que "o cidadão de segunda classe política" se torna um "cidadão de primeira classe tributário". Defender as tradições, referendando a posição dos que defendem "a Suécia para os suecos" implica em um contra-senso, pois o estado que serve como limite físico da preservação da cultura e tradição é uma invenção moderna (anti-tradicional) em que o indivíduo deve ser seu ponto de apoio. Quando ocorre um vácuo de idéias que deveriam enfatizar esta relação de direitos e deveres do indivíduo, o espírito de horda dos racistas acaba por preenchê-lo. Este fascismo se torna recorrente justamente pelo ocaso liberal-individual, o único meio de redenção político e econômico que conheço.

Five Ways to Profit as Coffee Prices Soar


Sobre:


O que impressiona é o jogo, desde os tempos do Getúlio com que se manipula as commodities brasileiras. Por outro lado, o mercado de ações torna o lucro livre para investidores que surfam nas crises de abastecimento, de modo que o lucro não é monopolizado, mas distribuído para além dos produtores que têm que se adaptar com o aumento de competitividade dos "comunistas" vietnamitas. Nesta situação não adianta bradar por controle do mercado de ações, mas o que deveria ser feito é um marketing e planejamento de longo prazo aumentando o valor agregado do produto.

O que faz uma câmara de comércio brasileira no setor?

Dispatch: Tajikistan and Central Asia's Fergana Valley | STRATFOR


Dispatch: Tajikistan and Central Asia's Fergana Valley | STRATFOR

Jornalismo de guerra e funcionalismo teórico



e

EUA planejam vender US$ 60 bilhões em aeronaves militares a sauditas

Acordo bélico pode ser o maior da história americana.
Pacote envolveria 84 caças, 178 helicópteros e tecnologia à Marinha. 


A matéria é confusa. Pois o número de vagas alegado (77.000 em até 10 anos) são cócegas perante a necessidade de geração de postos de trabalho atual. Quanto à necessidade de armar os sauditas, perfeito. Totalmente correto, mas sugerir que todo um conflito internacional tenha sido criado para justificar um acordo desses é contra-sensual porque o que se perde com o encarecimento do petróleo é n-vezes superior ao que, supostamente, se ganha. A abordagem, em ciências sociais, que coloca os resultados, benefícios de uma ação como se fosse uma causa é o que chamamos de funcionalismo. É um equívoco. Mas, se me perguntar se de uma crise se pode tirar algum proveito, daí sim eu diria que sim.



Wednesday, September 15, 2010

Beco


Sobre:

9/11 and the 9-Year War | STRATFOR

Quando se pensa em Oriente Médio, se tem um norte sobre o que os EUA fazem no Iraque e com relação ao Irã, mas quando se foca no Afeganistão, não. A estratégia parece ser a simples contenção de futuras ações da Al Qaeda, o que não é suficiente, na medida em que não se fecha um ciclo com expectativas de resultados sobre o que seria a reconstrução do país. País... Com relação a este termo, a Al Qaeda leva uma vantagem: não há no horizonte um conjunto de ações que aponte no sentido de se constituir uma unidade política coerente e para os terroristas, esta fragmentação política é interessante.

Por outro lado, o foco em demasia sobre o Afeganistão, com os gastos conseqüentes que se avolumam, permite a expansão da política externa russa, justamente, em detrimento da presença e atuação da OTAN. Este lapso de atuação do poder global dos EUA que têm lhes custado caro. E a retirada de tropas do país não vai diminuir o volume de ações terroristas, de modo que a sociedade global vai ter que se adaptar a um sistema de vigília intensa em seu próprio território. Por outro lado, não vejo como se pode aumentar a insegurança sem tornar a situação da Al Qaeda mais insegura e, para tanto, aliados regionais, com todos os prejuízos que isto possa acarretar, vão ter que ser incentivados.

Democracia e Liberdade: ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO DA MOEDA

Democracia e Liberdade: ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO DA MOEDA

Sunday, September 12, 2010

As ruínas da razão


Sobre:


Tá bom, quer dizer que para criticar a sociedade atual vale criticar o crescimento do Império Romano?! E o absurdo de tudo é criar uma espécie de “lei” do crescimento como inversamente proporcional a sustentabilidade. Os romanos ficavam sem território para conquistar e passavam a ter menos terra fértil e mão de obra... Então tinham que intensificar a produção. Este é o legítimo programinha chupa-cabra mesmo. Disso que falaram sobre os romanos pulam direto para o esgotamento de reservas petrolíferas, como se só tivéssemos isto como fonte energética.
Outra coisa, eles mostram o Império Romano como tendo acabado e, para quem não conhece a história, sem deixar vestígios. Eles não avaliam honestamente ao contrabalançar com o legado (e, portanto, continuidade) deste império e todos os frutos para a civilização atual. É diferente comentar um caso como o dos maias e seu desaparecimento, supostamente, ligado a uma explosão demográfica e o fim do Império Romano que não foi da mesma forma: não há indícios de redução dos súditos, mas mudança de domínio.

Nevasca Negra - Tempestades de Areia varrem a América dos anos 30

Aquele negócio da poeira, com base em ventos sazonais é uma outra forçada na barra tentando reeditar o Dust Bowl que atingiu o meio-oeste americano durante os anos 30, cuja situação foi agravada pela crise de 29. Agora, a forma de “enganarmos a natureza” com os produtos químicos não é sucesso da produção (que preserva ecossistemas), mas logro. O programa é um lixo e é tomado por juízo de valor do início ao fim. E a compra de terras na África, p.ex., pela China é mal vista porque se dá em terras de pobres. Quer dizer que não se contempla o desenvolvimento e empregos que já gerados e o que se vislumbra para o futuro. Todos os exemplos não levam em consideração uma contabilidade de perdas e ganhos.
Daí o sensacionalismo do programa é ridículo. Para dramatização da crise imobiliária, eles exibem um edifício sendo implodido! Depois dois, com um caindo em direção ao outro!! E que milhões de pessoas perderam seus lares?! Não perderam, perderam seus investimentos! E para arrematar ainda mostram ruínas romanas, como se fossem as casas dos romanos!! Cara, que palhaçada!
E aí a luta de gladiadores passa a ser “fachada”, como se antes não fosse o que era, diversão. O paralelo entre isto e o momento atual, bota anacronismo aí... É para nos mostrar tão irresponsáveis quanto os líderes romanos, como se ambas situações tivessem a mesma causa. Só falta dizerem que o terrorismo atual se equivale às invasões bárbaras. Claro, não faltaram caças supersônicos após o comentário sobre crescentes gastos com legiões romanas.
“Quando as forças germânicas derrotaram...” Ora, os germanos se romanizaram e vice-versa. Parecem os paranóicos conservadores americanos que temem os imigrantes (legais, inclusive) como aqueles que acabarão com seu modo de vida. Como não dá para nos igualar aos maias, anasazis etc., pegam os romanos simplificando sua crise e esquecendo de analisar o que foi a transição entre longos períodos na história. Conflito na fronteira com o México... Já existe e não é por que a vida ao norte piorava, mas porque ainda é muito boa atraindo imigrantes/mulas levando drogas sem cessar.
Pronto! Foram para a Somália para assombrar o futuro de Nova York! Este programa não existe! Que que é isso? O samba do ambientalista louco! Meu deus!
A globalização acelerar nossa queda? O quê?! E ainda nos vem falar de educação? Como se esta prescindisse da própria globalização... Como obter informações do mundo todo sem comunicações? Sem globalização?
Então, há uma luta entre duas naturezas, a “animal” que prevalece e a “lógica” que deve prevalecer. Esses caras não têm assessores etólogos para coibir este tipo de asneira, não?
Jared Diamond pode propor soluções energéticas e urbanísticas, no que está certo, mas sua avaliação sobre história e economia é, no mínimo, sofrível, um show de horrores intelectual. É a mesma conversinha paranóica desde a Conferência de Estocolmo em 1972 – a que precedeu a Eco’92.
“O legado do colapso pode estar contra nós...” Como um colapso deixa legado nos permitindo sobreviver? Há um contra-senso óbvio nesta frase. Tentaram terminar o programinha chupa-cabra com um toque de esperança, mas depois de tudo que disseram, esqueça.



[*] Referente ao programa “O Melhor do Nat Geo” de 12 de setembro de 2010, 21h30.

Thursday, September 09, 2010

Hiato


Nesta nova versão de “Os dois Brasis”, um que funciona e cresce rapidamente, “o Brasil do mercado” e o outro, letárgico e leniente, “o Brasil do setor público”...

O IBGE divulgou uma pesquisa que traça um retrato lastimável do Brasil de uma década quase de governo Lula. Os dados mostram que o País avançou muito em algumas coisas, mas preserva outros atrasos. Os dados de saneamento melhoram devagar: o acesso à rede de esgoto saiu de 46,4% em 1992 para 60% em 2009, excluindo a área rural do Norte. Levamos quase duas décadas para isso. Esse número é fundamental na consideração da ONU para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que coloca o Brasil lá atrás. A falta de saneamento é problema grave. Isso aumenta os gastos com saúde, a deterioração do meio ambiente, a qualidade de vida das pessoas. Agora, há outras melhoras. Em 1992, apenas 19% das casas tinham telefone. Atualmente, cerca de 85% dos domicílios possuem um aparelho. Isso é total e absoluta consequência das privatizações do setor de telecomunicações promovidas pelos governos de Fernando Henrique Cardoso. O crescimento é de 387% nesse período. É mais ou menos assim: a economia privada, como ocorreu com a telefonia, tem conseguido colocar os equipamentos nas mãos dos brasileiros, mas o setor público não consegue fazer os serviços andarem com rapidez. Segundo a Pnad, divulgada pelo IBGE, a falta de saneamento básico (água e esgoto) só faz crescer, o analfabetismo atinge 14,1 milhões de pessoas, mas o brasileiro comprou mais DVDs e máquinas de lavar, computadores.
Lula deixa um legado trágico de seu governo

Analfabetismo funcional


http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/09/09/idade-localizacao-dos-analfabetos-no-pais-dificultam-reducao-das-taxas-diz-haddad-917589654.asp

Detalhe que oculta um cerne



Na matéria da The Economist sobre a América Latina está quase tudo certo. A boa regulação econômica por que passou a maior parte do continente, os países que têm colhido os frutos desta receita (Brasil, Chile, Colômbia, Peru), com o crescimento de suas economias etc., mas que falham em investir pesado em educação e infra-estrutura correndo o risco de não alavancarem as oportunidades que o interesse de países como a China têm no subcontinente.

O detalhe é que crises, como a violência proporcionada pelo narcotráfico mexicano não são consequência de um "descuido com os pobres". Trata-se, isto sim, de uma indústria bilionária que se expande, justamente, pela ineficácia de seus aparatos de segurança e jurídicos. Assim como obras de energia, viárias, investimento em educação, a segurança pública é uma forte garantia para mais investimentos. Não se trata, neste caso, de prevenção, mas principalmente de uma repressão praticamente ausente e que quando há, se mostra claramente ineficaz.


Wednesday, September 08, 2010

Pnad(e) vocês...


A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quarta-feira pelo governo, mostra que um em cada cinco brasileiros de 15 anos ou mais (20,3% do total) são analfabetos funcionais, ou seja, tem menos de quatro anos de estudo.

E

De acordo com o estudo, o Brasil ainda tem 40% de domicílios sem rede de esgoto, quase a mesma porcentagem de 2008.

Mas,


Segue em:

Sem saneamento, mas com internet...


Corrupção e resistência no Afeganistão

Após oito anos de guerra das tropas estrangeiras contra o Taleban, um afegão que foi a um prédio do governo para conseguir um certificado de casamento descobriu que teria de pagar US$ 2.000 [cerca de R$ 3.400] pelo documento. Não era uma taxa --inviável diante da renda per capita de US$ 800 [...]
Afeganistão fica em 2º lugar em ranking dos países mais corruptos


Assim como o governo de Hamid Karzai não consegue um pacto com o Talebã também não é eficaz no combate à corrupção por uma simples razão: a base social do país é formada por um mosaico tribal, no qual o estado de direito ainda é um projeto em curso. Não se trata de eximir os culpados por desvios de recursos públicos ou improbidade administrativa, mas que a regularidade e funcionamento de instituições financeiras do mundo ocidental desenvolvido não serve mesmo de parâmetro para um país que ainda está em conflito e não portava uma estrutura estatal digna deste nome. 

A maioria dos afegãos que vive em áreas urbanas (para não dizer das rurais) não conta com o apoio financeiro do maior banco privado do país em seu cotidiano. Seu colapso financeiro - suas contas foram congeladas - não apresenta a magnitude que teriam em um membro do BRIC, por exemplo.

Se não existe um consenso político sequer sobre a segurança do país entre partes interessadas, menos ainda na lisura financeira do país. O problema estratégico que decorre é que se os EUA planejam uma retirada do país (quando em junho, a OTAN afirmava ser necessário 400.000 soldados para manter a paz), o controle à corrupção se torna um verdadeiro luxo. "Tolerar a corrupção" significa, infelizmente, por mais paradoxal que pareça, traçar um amplo acordo com lideranças regionais contra um mal maior, o Talebã. 

Não se trata de discutir só o que deve ser feito, mas também de acatar a realidade para, pelo menos, costurar um acordo político entre diversas facções tal como no Iraque.

Facing Reality in Afghanistan: Talking with the Taliban


Facing Reality in Afghanistan: Talking with the Taliban