interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Saturday, February 24, 2007

Vendaval de Bobagens

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Anselmo Heidrich


“So, the hurricane passed, - tearing off the heads of the prodigious waves, to hurl them a hundred feet in the air, - heapin up the ocean against the land, - upturning the woodw. Bays and passes were swollen to abysses; rivers regorged; the sea-marshes were changed to raging wastes of water.”


In the ruins, The New Yorker, set.12 2005


Quase ia passando despercebido ao que um físico amigo meu me chamou a atenção:

(“Furacão Globalizado”, Carta Capital)

Agora, dêem uma olhada no site da National Oceanic and Atmospheric Adiministration (NOAA):
Names for Atlantic Tropical Storms em http://hurricanes.noaa.gov/prepare/title_basics.htm

Como se pode ver, os EUA têm mais de 10 tempestades tropicais por ano no Oceano Atlântico, Mar do Caribe e Golfo do México. Muitos destes permanecem sobre o oceano e cerca de seis se tornam “furacões”. E, a cada três anos, cinco grandes furacões atacam o litoral dos EUA, matando de 50 a 100 pessoas do Texas ao Maine. Sua força chega a mais de 110 mph. Após o Katrina, ainda tiveram o “R”, ou seja, o furacão Rita que atingiu a costa da Flórida.[1]

Qual é a “anomalia”? A única que percebo é no cérebro do editorial de alguns tablóides sensacionalistas.

Um furacão é um tipo de ciclone tropical, que é um termo genérico para um sistema de baixa pressão que geralmente se forma nos trópicos. Ou seja, se forma no Caribe e evolui para o norte se alimentando das altas temperaturas da Corrente do Golfo que afluem em direção à Europa. Algo comum, já que ocorre todos os anos.












O maior problema com o Katrina não foi, necessariamente, sua força, mas a rota percorrida, em área densamente povoada.











De acordo com a Escala de Furacões Saffir-Simpson, a força deste tipo de tempestade vai da Categoria 1 para a 5. No entanto, isto por si só não diz qual trará o pior desastre, o que depende da área atingida, podendo um furacão de categoria inferior causar maior destruição se atingir área mais habitada que um de categoria superior. A força do vento em si não é o único problema, mas também o risco de enchentes.

Dito isto, é impressionante a afirmação categórica da Carta Capital de que uma tempestade como essa “só acontece uma vez a cada cem anos”! Só para termos uma idéia de tamanho disparate:

- Em setembro de 1935, o Furacão do Dia do Trabalho com cerca de 200 mph atingiu Florida Keys;
- Agosto de 1969, o Furacão Camille atinge o Mississipi com ventos de 190 mph;
- Agosto de 1992, o Furacão Andrew atinge o sudeste da Flórida com 165 mph;
- Em agosto de 2004, o Furacão Charley de Categoria 4 (todos os anteriores foram de Categoria 5) atinge Punta Gorda, na Flórida com ventos de 150 mph.

http://www.ncdc.noaa.gov/oa/climate/research/2005/katrina.html

No entanto, se a Carta Capital quisesse analisar alguma anomalia, poderia dizer que a atividade de ciclones na Bacia do Atlântico tem sido acima do normal a partir de 1995. Foram 13 novos nomes de furacões por ano em média comparados com 8,6 nos 25 anos precedentes. Isto sim poderia ser assinalado: uma intensificação na média destas tempestades.[2]

Mas, isto por si só não é suficiente para se falar em conseqüência do aquecimento global, uma vez que o período de 1970 a 1994 é visto também por uma atípica baixa atividade. De acordo com a teoria "aquecimentista", o fenômeno global advém da Revolução Industrial para cá. Do pós-guerra até o início dos anos 70, o mundo viveu uma época de grande crescimento econômico, logo, de consumo de combustíveis fósseis (que causariam o aquecimento). Se formos lógicos, o período dos anos 70 aos 90 deveria impor com maior freqüência tempestades e ciclones que são algumas das conseqüências do fenômeno. Fato que não ocorreu, segundo o NOAA.

O cenário apocalíptico pintado pela Carta Capital também não encontra ressonância nas freqüentes conseqüências desses fenômenos naturais. É importante notar neste item que o aumento da atividade de cliclone tropical não se traduz necessariamente em um aumento do índice de chuvas de tempestades tropicais ou furacões. Seis dos onze anos passados tiveram menor índice pluviométrico ao longo da costa do Golfo devido aos furacões.[3]

Se houve alguma tragédia maior do Katrina, esta deu-se devido a construção de um sistema de diques que evitava a entrada das águas do Mississipi e do Lago Pontchartrain. Com o Kartrina, as águas impelidas para a zona urbana foram represadas após a inundação.

A revista The New Yorker de 12 de setembro de 2005 comentou que “os desastres naturais estão sempre espreitando em algum lugar em frente a mente de Nova Orleans – especialmente desastres aquáticos e, mais especialmente furacões. Furacões são um eterno tema na literatura de Nova Orleans, por razões que têm mais a ver com Nova Orleans do que com a literatura”.

“Chita” foi o nome de um famoso furacão de 1856, cujo romance foi publicado em 1888 para, cinco anos mais tarde dar lugar a outro devastador na costa do Golfo. Em 1927, uma grande enchente no Rio Mississipi e em 1965, outro famoso furacão, o Betsy. A consciência literária da vulnerabilidade do ambiente da Lousianna meridional é antiga. Com o Katrina, outra seção da consciência de Nova Orleans é ativada: a falibilidade de sua organização social.

Nova Orleans se espreme como um largo arco raso entre o Rio Mississipi e o Lago Pontchartrain. Nada na cidade é mais alto que as margens (naturais) do rio. As camadas mais pobres da população moram nas partes mais baixas como se pode igualmente constatar na maior parte do mundo. Isto é efeito da lógica imobiliária, as áreas mais insalubres e menos valorizadas da cidade são ocupadas pelos pobres. Dois bairros são símbolos desta divisão: o Garden District no nível superior e Stanley Kowalski na área pantanosa.

Nova Orleans fica abaixo do rio e lago que a margeiam, como um poço esperando ser enchido.

Chuvas torrenciais em Nova Orleans são suficientes para formar enchentes-relâmpago dentro de seus diques. A água simplesmente não tem para onde ir. Deixada a si própria, o sítio urbano daria lugar a um lago. Assim, ela tem que ser bombeada. Cada gota que cai é evaporada ou bombeada para fora da cidade. Não há vazão natural suficiente para compensar o influxo do regime hídrico. Ao reduzir o nível de água dos baixios, a cidade acelera sua subsidência.[4] Onde os pântanos têm sido drenados para formar novas habitações, o chão também se retrai.

Muitas casas foram construídas em restos de lajes empilhadas de outras construções que cederam. Na medida em que o gramado ao redor também afunda, a lama sobe. Onde uma vez uma rua foi nivelada com a garagem, surge um desnível. A frente da casa cede como uma rede para dormir. A lateral cede. O impacto aumenta com a constante pressão do tráfego, o suficiente para tirar as rodas da frente de alinhamento. Algo tão lento e certo quanto as areias de uma ampulheta que cedem a saída do ar que, no caso daquela cidade portuária, é a água drenada do subsolo.
Como se pode observar, o destino da vazão das águas de Nova Orleans seria o Lago Pontchartrain e o Rio Mississipi que estão acima do próprio sítio urbano.

Se há alguma tragédia esta se dá pela falha na adaptação humana. E, assim como a globalização exige adaptações econômicas e institucionais, o clima e o solo exigem adaptações, planejamento, desenvolvimento tecnológico que uma economia como a dos EUA tem plenas condições de alcançar. Enquanto Mino Carta torce por um apocalipse no centro do mundo capitalista, os impactos ambientais são apenas mais um vetor que força ao aprimoramento de um país que nunca se furtou a um desafio.
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[1] When the winds from these storms reach 39 mph (34 kt), the cyclone is given a name. Years ago, an international committee developed six separate lists of names for these storms (The History of Naming Hurricanes). Each list alternates between male and female names. The use of these easily remembered names greatly reduces confusion when two or more tropical cyclones occur at the same time. Each list is reused every six years, although hurricane names that have resulted in substantial damage or death are retired. The names assigned for the period between 1999 and 2004 are shown below. The most deadly hurricane to strike the U.S. made landfall in Galveston, Texas on September 8, 1900. This was also the greatest natural disaster to ever strike the U.S., claiming more than 8000 lives when the storm surge caught the residents of this island city by surprise.

[2] Uma media de 7,7 furacões e 3,6 furacões de grande intensidade desde 1995 comparados com 5 furacões e 1,5 de grande intensidade para o período de 1970 a 1994.

[3] However, it is important to note that increased tropical cyclone activity does not necessarily translate into an increase in the number of landfalling tropical storms or hurricanes. Six of the past 11 years have had one or fewer landfalling hurricanes along the Gulf Coast, and there is no long-term trend in the number of landfalling hurricanes since 1900. Below is a synopsis of the conditions that produced historic Hurricane Katrina, as well as some information of rain and wind records and a very preliminary description of the major impacts. Note that reports are constantly being updated as a result of new information, and this page will be updated during the next month as new reports and data become available. Cf. alterações climáticas : Climate Monitoring / Climate of 2005

[4] Em geral, uma submersão de nível, assentando o terreno para uma posição inferior ou retornando a um estado normal que não seja para cima. Para maiores definições consultar Dictionary of Geography de Audrey N. Clark da Penguin Books.

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Thursday, February 22, 2007

Como espalhar fogo no pasto: a paranóia como senso histórico

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Quem mais poderia espumar preconceitos e sofismas tão mal acabados como o paranóide-mor Jeffrey Nyquist, um dos gurus do http://www.midiasemmascara.com.br/? Em seu Falta de senso histórico, o sociólogo da costa oeste, cujo cérebro já deve ter torrado com o abrasador Sol da Califórnia, destila uma montoeira de sandices jogadas quase que aleatoriamente com informações históricas anacronicamente desconectadas.
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A descrição do avanço das hordas alemãs que cruzaram o Reno no inverno de 406-7, trazendo violência, estupros, desordem, pilhagem e tornando pessoas “livres” reféns inicia o artigo, como já se antevisse o fim da civilização. Nossa civilização equiparada ao Império Romano. Nossa? Não, quando Nyquist fala em “civilização”, bem entendido que se refere aos Estados Unidos da América e, quando muito, a um ou outro país europeu. O resto não é resto, é uma maioria ameaçadora, “bem armada”, bem articulada e disposta a tudo para destruir sua civilização.
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Assim, traçando analogias entre os bárbaros da antiguidade e imigração mundial atual, cita o avanço vândalo através da África por volta de 420:
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"Em seu furor bárbaro, eles até tomavam crianças dos peitos de suas mães e lançavam os bebês inocentes no chão. Seguravam outros pelos pés, de cabeça para baixo, e os cortavam em dois..."
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Tais feitos servem para contrapor a barbárie à civilização judaico-cristã. Mas, se tais fatos horripilantes servem para se contrapor à lei e à ordem instituídas, não pode servir para acusar esta mesma civilização que igualmente endossou prática similar alguns séculos mais tarde alhures. Conforme a dica de uma testemunha ocular:
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“Os espanhóis, com seus cavalos, suas espadas e lanças começaram a praticar crueldades estranhas; entravam nas vilas, burgos e aldeias, não poupando nem as crianças e os homens velhos, nem as mulheres grávidas e parturientes e lhes abriam o ventre e as faziam em pedaços como se estivessem golpeando cordeiros fechados em seu redil. Faziam apostas sobre quem, de um só golpe de espada, fenderia e abriria um homem pela metade, ou quem, mais habilmente e mais destramente, de um só golpe lhe cortaria a cabeça, ou ainda sobre quem abriria melhor as entranhas de um homem de um só golpe. Arrancavam os filhos dos seios da mãe e lhes esfregavam a cabeça contra os rochedos enquanto que outros os lançavam à água dos córregos rindo e caçoando, e quando estavam na água gritavam: move-te, corpo de tal?! Outros, mais furiosos, passavam mães e filhos a fio de espada.”
(LAS CASAS, Frei Bartolomé de. O Paraíso Destruído: a sangrenta história da conquista da América. Porto Alegre: L&PM, 2001, p. 33-35.)
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Mas, isto seria apenas um detalhe inconveniente no curso de nossa civilização... Que por “civilização” se entende mais pros que contras, não discordo. O problema é que não há o menor senso auto-crítico no raciocínio de Nyquist. Eu poderia apostar que, dada sua falta de relativização histórica, que o autor poderia justificar tais atrocidades em nome de um “bem comum” a ser hipoteticamente alcançado por todos. E, vale a pergunta, os fins justificam os meios? Se não para o comunismo ou o nazismo, por que valeriam para o conservadorismo judaico-cristão?
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O esquema recorrente a este tipo de artigo é de que a civilização e o “motor econômico do mundo” ameaçaram ser estancados por uma “estúpida crença na doutrina da igualdade universal”. Nyquist coloca no mesmo saco invasões bárbaras aos fluxos imigratórios hodiernos. Tudo não passa de uma ação coletiva querendo destruir os fundamentos de uma civilização que já teria atingido, tão ao gosto biológico, seu clímax. Esquece o sociólogo que muitos destes braços foram convidados pelos governos centrais a suprir uma demanda reprimida por trabalho. Enfim, pior do que igualar pessoas em busca de empregos a bandidos, ele os iguala aos bárbaros. Se o crime existe em qualquer sociedade, não necessariamente qualquer sociedade sucumbiu ou sucumbirá à barbárie. A paranóia de Nyquist é de, claramente, demonizar os imigrantes tratando-os como uma chaga, uma verdadeira peste.
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“[P]or quanto tempo ela continuará pacífica?”
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É sua pergunta sobre a organização internacional entre os diversos países e seus fluxos de trabalhadores. Como se o destino final, fatalistamente traçado, fosse uma hecatombe de sentidos que abalará toda a moral ocidental.
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Seu mal disfarçado preconceito e senso discriminatório, torna-se explícito onde diz:
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“[U]m dos historiadores mais respeitados dos Estados Unidos", que fez uma brincadeira com um candidato à presidência "perguntando-lhe quais foram os cinco anos mais perigosos da história americana". O candidato ficou confuso com a pergunta. Os anos mais críticos foram certamente os da fundação da República, a Guerra da Independência, ou a Guerra Civil, ou talvez a Segunda Guerra Mundial. ‘Não’, disse o historiador, ‘são os próximos cinco anos’".
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O futuro da estabilidade mundial, particularmente de seu EUA, está no fechamento das fronteiras nacionais... É uma das mais enfáticas vozes anti-Globalização que já ouvi. Com “liberais-conservadores” desta estirpe, quem precisa de comunistas? Quando digo e afirmo que os conservadores têm os mesmos mecanismos intelectuais dos comunistas, ambos totalitários, não brinco.
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As “inovações podem ser perigosas”, por suposto que sim. E, por isto mesmo, o que resta de pragmatismo e bom senso ao presidente Bush, dada sua malfadada operação no Iraque se trata de um arremedo de solução para a inovação do conceito de “guerra preventiva”. Mas, não para Nyquist – o totalitário enrrustido -, mas a “inovação” democrática é que é perigosa:
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“A nova maioria democrata no Congresso tem seu próprio conjunto de inovações assustadoras (como uma legislação para compensar o aquecimento global, que pode ser devastadora para a economia americana). Há inovações que não queremos ver, como a dos mulás iranianos com suas bombas atômicas. Há inovações que gostaríamos de ver, como a eliminação da velhice através da ciência genética. As conseqüências de todas elas porém, são difíceis de prever. Uma inovação leva à outra e inovações geralmente conduzem à barbárie. Os nazistas surgiram da inovação, assim como os comunistas da Rússia soviética e da China. O Ocidente não quer que os iranianos controlem armamentos nucleares mas a inovação do bombardeamento preventivo da infra-estrutura nuclear de um país, expõe a força que age preventivamente a conseqüências imprevisíveis. O Presidente Truman rejeitaria um ataque preventivo ao programa nuclear de Stálin. Diz-se que o Presidente Nixon defendeu o programa nuclear de Mao contra a proposta de um ataque preventivo dos soviéticos.”
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O que a “inovação” em sedimentar eleições como prática comum em um país que vive ditaduras há décadas pode ser comparada (e igualada) ao nazismo e o comunismo? E, para tanto, toda sorte de conspirações sobrepõe-se a estratégia da Guerra Fria. Quando este furtivo analista diz “diz-se” não faz mais que adotar um recurso conveniente para deixar na indefinição de sua autoria. Quem poderia ser o autor de uma ação especificada? Descompromissadamente assim, espalha-se a mentira, como se o efeito fosse, de fato conhecido por todos por que não se prova um sujeito, um autor que poderia ser investigado e cuja acusação desmentida.
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Nyquist ainda tem o vício de um estrategista de jogo de tabuleiro em tarde chuvosa ao superestimar o poder de fogo dos EUA ao propor a destruição, literalmente, de todo arsenal nuclear de outro país. Nada de ONU se temos marines...
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A pílula anticoncepcional é tão devastadora quanto a bomba atômica? O autor sugere algo, mas não explica. Fica o dito pelo não dito e tem gente que engole este tipo de bazofia como “análise”:
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“Nós não nos inspiramos mais em modelos históricos porque ‘a bomba’ e ‘a pílula’ (ou seja, o controle da natalidade) tornaram os modelos anteriores obsoletos. (...) A bomba atômica é uma arma terrível mas uma espada é também uma arma de destruição em massa, já que uma simples espada pode cortar 10 mil gargantas.”
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A espada mata sim. Mas, tanto quanto bombas atômicas? Ridícula a comparação. O que sugere o autor? Que se invada quaisquer países que a utilizem com a mesma ênfase dos que detêm armas de destruição em massa, já que estas não foram encontradas?
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E quando Bush mudou a tônica da operação para a democratização virou por isto mesmo um “esquedista”. Ou o autor é que um ao defender a imposição de qualquer padrão de política externa pela simples força? O que o cérebro de batata cozida do Nyquist não percebe é que, mesmo detendo superioridade militar, este não é o caminho óbvio em se tratando de auferir benefícios políticos e que, se a política é a perpetuação da guerra por outros meios, isto não significa que não haja diferença entre ambas.
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“As políticas da administração Bush falharam porque elas têm a mesma perspectiva esquerdista de sua oposição democrática. O presidente Bush, a despeito do ‘rótulo de conservador’ é, na realidade, em seu modo de ver o mundo, um esquerdista. Sua missão no Iraque, iniciada como uma caça preventiva por armas de destruição em massa, mudou para a de democratização. Isso significa que a grande estratégia dos Estados Unidos dobrou a esquina da utopia e promete não dar em lugar nenhum. A causa da prevenção saiu desacreditada e agora a da democracia enfrenta o mesmo destino.”
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E, para fechar com chave de ouro, levar a democratização desacredita a propria democracia. Ué? Coisa de doido! Mas, a busca pela democracia não se constituía em um erro? Nyquist nem sabe por que escreve.

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A política endossada por Nyquist bem poderia ser caracterizada como a seguinte, quando expressa características claramente xenófobas:

A posição atual do governo americanos com relação aos brasileiros é um claro indício de como a paranóia pseudo-sociológica de Nyquist está anos-luz distante de uma preocupação de estado:

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Thursday, February 15, 2007

Entrevista sobre aquecimento global

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Obrigado pela ajuda Anselmo. Eis as perguntas:
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1) Qual a sua visão sobre o aquecimento global?

Há três vertentes teóricas sobre o aquecimento global:
1. A de que é induzido por causas antrópicas, isto é, humanas mesmo, como as emissões de gás carbônico e metano, por exemplo;
2. A de que é natural. Devido aos ciclos de resfriamento - eras glaciais - e seus intermezzos, que são de aquecimento. Estaríamos, neste sentido, vivendo um período de aquecimento por que acabamos de sair (em termos geológicos) de uma Era Glacial;
3. A de que é natural, porém incrementada pela ação humana. Ou seja, os dois fatores em conjunto estariam atuando neste sentido.
Uma quarta visão seria possível, a da causa humana com incremento natural, mas não conheço defensores desta. Mesmo por que, ao que me consta, a força das mudanças naturais é mais abrangente que os indícios de influência humana.
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2) Como você prevê o futuro do planeta no caso de um aumento do problema?

A cada sete anos, a ONU promove o Painel Internacional de Mudanças Climáticas, no qual são aventados vários cenários possíveis para o futuro. Não só nossa mídia, como a estrangeira mesmo prima por divulgar justamente as "imagens" mais catastróficas. Por quê? Ora! Por que notícia ruim e desgraça vendem! Quando da erupção do Monte Pinatubo nas Filipinas em 1992, uma nuvem de partículas bastante espessa foi formada em baixas latitudes, o que reduziu substancialmente as médias térmicas globais. A partir de então, os cientistas começaram a introduzir novas variáveis em seus modelos e previsões, como a nebulosidade. Vejamos como o raciocínio funcionaria: com o aquecimento aumentariam as taxas de evapo-transpiração. Num primeiro momento, teríamos aumento da temperatura para depois vir a queda da mesma. Em suma, ninguém sabe ao certo o que virá...
Qualquer informação com certezas neste campo é fruto de "achismos" e especulações proto-religiosas de quem confunde previsão com profecia.
O que eu acho? Que a nova idade do gelo ou era glacial poderá ser retardada ou ter efeito diminuído minimizando a perda de biodiversidade. Por isto desejo o aquecimento? Claro que não! Apenas desejo e torço para que cientistas e governantes não se deixem seduzir pelo catastrofismo ambientalista de políticos com interesses em maior controle estatal sobre a economia (como Al Gore) e de ONGs que amedrontam o cidadão comum para deter maior influência política e ganhos econômicos com subsídios e doações. Detalhe: sem pagar qualquer tipo de imposto definido democraticamente. Seriam como estas seitas religiosas que cobram de seus crentes prometendo o paraíso, só que, no caso, afirmando o inferno. E, pior ainda, criticam o que fazem os empresários e propõem tributos nos quais ganhariam cotas sem, necessariamente, fazer nada.
O pior cenário seria a elevação do nível dos oceanos e a retenção da vazão dos rios tropicais, nos quais grande parte da agricultura dos pobres é praticada. Daí, não restaria alternativa senão a fome e o controle populacional natural, i.e., via aumento da mortalidade no curto e médio prazos. O melhor cenário seria a adaptação tecnológica no longo prazo (um século, p.ex.) em que novas matrizes energéticas seriam popularizadas. E a não popularização de alternativas como hidroelétricas na África de hoje em dia é culpa de ONGs como o Greenpeace que, distantes dos povos subdesenvolvidos e no conforto de seus lares de primeiro mundo, condenam sua adoção devido a formação dos lagos das represas. Em suma, o Greenpeace não está nem aí para a espécie humana, particularmente em regiões como a África Subsaariana onde até 90% da população não têm acesso à eletricidade! Se seguíssemos seus conselhos no Brasil, voltaríamos ao lampião e ao desmatamento para obtenção de lenha...
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3) Quais as soluções práticas para o aquecimento global?

Hoje são os "sumidouros de carbono". Medidas propostas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (M.D.L.) do Protocolo de Kyoto, nas quais o crescimento da biomassa absorveria o excesso de carbono na atmosfera, o que já está sendo aplicado em larga escala no Brasil (assim, como já foi na Europa Oriental).
Não confundir isto com o equivocado conceito de "pulmão do mundo"...
Não há consenso científico sobre os tais "sumidouros", mas eu os endosso pois são grandes fontes de negócio e influxos de investimentos externos. A Campanha Gaúcha tem sido um laboratório vivo para este tipo de ação que, além do compromisso ambiental com recursos do Bird via Bndes, tem dado uma alternativa à pecuária estagnada.
Novas tecnologias, como o tão propalado veículo a hidrogênio (http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/12/031227_carrosolarss.shtml) são extremamente promissoras; além disto, a flexibilização da matriz energética, prioritariamente baseada no petróleo em nível mundial e em hidroelétricas em termos nacionais. Não que uma, como a eólica, possa suprir toda nossa demanda, mas quanto mais diversificação houver, melhor será para se evitar o consumo desenfreado de um único recurso e também (o que não é menos importante) evitar blackouts econômicos, como ocorreu no Brasil e (bata na madeira) estamos prestes a ter novamente devido a incompetência do Ibama em autorizar a construção de mais de 40 novas usinas hidroelétricas.
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4) O que você diria para aqueles que possuem uma visão mais apocalípticado futuro do planeta?

Estudem. Não para pensar como eu, mas para poder propor algo. "Ecologismo" e não ecologia é o que tem sido feito, meramente. Há mais gente vivendo da ecologia do que para a ecologia. Como dizia o historiador Paul Veyne "crenças baseadas na paixão prestam mau serviço à própria paixão". Quer dizer que se você tem uma paixão, projeto, ambição não adianta, simplesmente, propor mudanças, ainda mais drásticas, sem conhecer em detalhe o que almeja mudar. Quem é ambientalista radical, se verdadeiramente ama a ecologia, deveria começar por ler, pelo menos isto, os missivistas da teoria do aquecimento global tal como é evidenciada hoje em dia.
Gente como o geógrafo inglês Philip Stott (http://greenspin.blogspot.com/); diplomatas como Paul K. Driessen que conhecem o Greenpeace e seus desmandos na África (http://www.eco-imperialism.com/main.php); Richard S. Lindzen, físico e meteorologista do MIT que é um dos mais severos críticos da teoria do aquecimento (http://www.cato.org/pubs/regulation/regv15n2/reg15n2g.html); Howard J. Herzog, pesquisador de alternativas energéticas do MIT que disponibiliza informações (http://web.mit.edu/catalogue/overv.chap6-lfee.shtml); Willie Soon, físico de Harvard (http://www.marshall.org/experts.php?id=44); e, a obra magistral de Lomborg (http://www.lomborg.com/) O Ambientalista Cético, já publicada no Brasil é obrigatória;
ou o básico sobre estas questões em páginas de divulgação científica (http://www.ncdc.noaa.gov/oa/climate/globalwarming.html#Q3), pois até hoje há quem confunda "aquecimento global" com "efeito estufa", p.ex., são passos iniciais básicos para adentrar em uma temática apaixonante com propostas e não, visões hollywoodianas apocalípticas de gente que enriquece espalhando o medo. (Não sou contra filmes de ação, mas não dá para levar a sério quem utiliza como argumento para o debate, thrillers como O dia depois de amanhã.
(Seus erros, por si só, já renderiam outra entrevista...)
O mínimo que se pode pedir, é que sempre se atente para dois pontos de vista ou mais para formar o seu. Tomemos um exemplo que são os incentivos para o reflorestamento e o florestamento (plantio de árvores onde não havia tal ecossistema): http://www.alerta.inf.br/index.php?news=532 que se opõe (através da proposta de criação de um fundo internacional de incentivo para a redução do desmatamento em países em desenvolvimento) e http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./natural/index.html&conteudo=./natural/artigos/mogno_cites.html que conclui de modo distinto. Se queremos mesmo nos aparelhar para entender qualquer problema, devemos conhecer o problema e seus oportunistas de "direita" e "esquerda" que pretendem capitalizar poder com o mesmo.
Hoje em dia, em tempos de internet, não há mais desculpas para a perenidade da ignorância. Só é ignorante quem quer. Basta clicar em dissidentes aquecimento global no Google e pronto, há farto material para começar uma pesquisa.
Amar a natureza e lutar por ela não significa ser um derrotista a priori que acha que o mundo é errado devido a nossa espécie, fruto de uma fantástica evolução que... também é natural.
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Audiência sobre 'aquecimento global' é cancelada após tempestade de neve

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The following article has been forwarded to you by a reader of NewsMax.com.
To visit NewsMax.com, point your browser to http://www.newsmax.com.


Analysis: Al Gore Ducks Northeast Blizzard
As a blizzard of snow and ice pummels the Northeast after trouncing the Midwest, and waves of Arctic cold fronts drop much of America below sub freezing weather, the $64,000 question is, Where is Al Gore?
Gore claims that global warming is an immediate problem facing the United States and the world, and places like New York and Chicago could feel like Caribbean haunts.
If there is any doubt that God has a sense of humor, it has to be dispelled by a headline in Wednesday's Drudge Report: "House hearing on 'warming of the planet' canceled after ice storm."
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Wednesday, February 14, 2007

Energia emPACada e possibilidades do mercado externo

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Povo da montanha vai ter que esperar uma nova multinacional para aumentar a quota de milho e frango em suas áridas paragens:
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PETROBRAS DESCARTA AUMENTAR PREÇO DO GÁS BOLIVIANO
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, descartou nesta terça-feira alterar a política de preços de importação do gás natural boliviano, na véspera da visita ao Brasil do presidente da Bolívia, Evo Morales. "Essa é a nossa posição. Tem uma fórmula que rege o contrato, e é essa fórmula que deve se manter", disse Barbassa. A fórmula, que tem por base uma cesta de óleos do mercado internacional, ajusta trimestralmente o preço do gás importado da Bolívia, seguindo um contrato assinado em 1999 com prazo de 20 anos. (...)
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Quem expropria não é multinacional, mas os próprios estados-nacionais. Se bem que tem sempre exceção: negociar com gringo estadunidense inclui respeito aos contratos e como brinde, o aumento de produção da Petrobras; negociar com "líder da revolução bolivariana" implica em arcar com mudanças de regras no meio do campeonato.
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PETROBRAS QUER DUPLICAR SUA REFINARIA NO TEXAS
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira que a empresa espera que sua refinaria na região de Houston dobre a capacidade para 200.000 barris por dia até 2010. Ele acrescentou que a unidade, uma joint-venture que tem a participação da Petrobras, será configurada para processar petróleo de alta densidade. A Pasadena Refining System Inc. opera a unidade, localizada em Pasadena, no Texas, ao longo do canal naval de Houston. Gabrielli disse ainda que a Petrobras não está preocupada com seu acordo de desenvolvimento conjunto com a Venezuela no campo de petróleo de Carabobo, no qual a estatal venezuelana PDVSA tem 60% de participação. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, está pressionando petrolíferas estrangeiras para que entreguem à PDVSA o controle de 60% dos projetos nos campos de petróleo do Orinoco. No Brasil, a Petrobras tem 60% de uma refinaria que está sendo construída para processar o petróleo extraído de Carabobo. A PDVSA tem os 40% de participação restantes na unidade.
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Aleluia! Se depender do Ibama, vamos aos lampiões! Parece que quem governa o país de fato são só empresas.
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USINA ANTECIPA OPERAÇÃO E VAI GERAL 815 MW A PARTIR DE 2010
A hidrelétrica de Estreito, entre Maranhão e Tocantins, deverá entrar em operação em agosto de 2010 (...) Originalmente, a usina deveria iniciar sua operação entre 2008 e 2010, com nove unidades, mas a demora no licenciamento ambiental fez com que o cronograma fosse atualizado para 2012 (com a entrada de uma máquina a cada três meses), e agora antecipado, a pedido do consórcio formado pelas empresas Tractebel/Suez, a Alcoa, a Vale do Rio Doce e a Camargo Corrêa.
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O que mais emPACa a produção:
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INVESTIDORES CRITICAM QUE PAC NÃO TRATA DAS GRANDES QUESTÕES ENERGÉTICAS
Apesar da lista de obras de infra-estrutura energética, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) deixou de contemplar "grandes questões" do setor elétrico, segundo avaliação do presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales. A instituição representa os investidores do setor elétrico no País. "Na linha geral, todas as propostas do PAC vão em direção à contribuição", disse Sales, referindo-se, por exemplo, à redução do custo do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que terá um impacto positivo em novos empreendimentos. Entretanto, Sales avaliou que faltou ao programa tratar de questões tributárias e medidas para melhorar o ambiente de investimentos no setor. Segundo o executivo, a carga tributária (impostos e encargos) do setor elétrico corresponde hoje a 43,7% em média da conta paga pelos consumidores. Ele também destacou como indispensável para estimular investimentos, a criação de melhores condições para o investimento privado, ou seja, condições mais competitivas e transparentes em relação às estatais, um ambiente de transparência e isonomia. Para os investidores, o ideal seria que as estatais abrissem seu capital e entrassem no Novo Mercado, de forma que tivessem compromissos de governança corporativa com a transparência, por exemplo. Outro problema tratado timidamente no PAC, segundo ele, foi o processo de obtenção de licenciamento ambiental, que atrasa o processo de investimento no setor elétrico. Sales afirmou que no caso de licenças prévias, o prazo chega a dois anos, enquanto o previsto pelo próprio Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) prevê até 12 meses. Para licenças de instalação, o tempo de espera tem superado em sete a oito meses "o que seria razoável", o que pode comprometer o planejamento e as projeções de oferta de energia ao longo dos anos.
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Coisa bonita... quando se fala de energia e entrave burocrático no país, o presidente boliviano opina. Analogamente, sem entender que não bastam medidas econômicas ou liberação de fundos para o setor de energia, nosso presidente não só aceita declarações espúrias como espera que o problema educacional se resolva sem planejamento e ordem?
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LULA DIZ QUE LICENÇA AMBIENTAL PARA USINA NO RIO MADEIRA SAI EM 15 DIAS
O presidente Lula anunciou na reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, que em 15 dias estará concluído o licenciamento ambiental para a construção da hidrelétrica do Rio Madeira. Segundo o líder do PSB na Câmara dos Deputados, o deputado federal Márcio França, Lula disse que essa medida é importante, porque a geração de energia elétrica é o "cerne" do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com ele, o presidente avaliou que quando começarem os procedimentos para a obra da hidrelétrica será uma forte sinalização para os investidores, e que isso poderá produzir efeitos maiores que os esperados no PAC. Ainda na reunião, Lula disse que estava decepcionado com o resultado final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porque apesar dos investimentos no setor, os números de rendimento dos alunos não foram positivos. Lula, segundo relato do líder do PSB, disse que pretende tomar providências com relação a isso. É sintomático que Lula tenha anunciado a emissão da licença ambiental para a usina hidrelétrica no Rio Madeira na véspera da chegada ao Brasil, em visita oficial, do presidente da Bolívia, Evo Morales. Ele se opõe à construção desta usina.
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Quando o preço do barril cai no exterior, parece uma boa saída a alta no mercado interno... assim, para que investir na produção e atingir auto-suficiência? Para derrubar preços? Isto não interessa a "maior empresa brasileira".
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LUCRO DA PETROBRAS ATINGE RECORDE DE R$ 25,9 BILHÕES
A Petrobras, maior empresa brasileira, anunciou nesta terça-feira que obteve lucro recorde de R$ 25,9 bilhões no ano passado, o que representa alta de 9% em relação a 2005 (R$ 23,7 bilhões). Nos nove primeiros meses do ano os ganhos haviam atingido R$ 20,7 bilhões. O lucro do quarto trimestre alcançou R$ 5,2 bilhões, uma queda de 27% em relação ao terceiro trimestre. Segundo a Petrobras, o resultado foi prejudicado pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional, que tiveram uma redução média de preços de 14%. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, disse que no fim do ano os custos foram mais elevados em razão de estoques adquiridos no terceiro trimestre. Além disso, ele afirmou que as exportações líquidas subiram particularmente nos últimos três meses do ano. Elas foram de 93 mil barris de óleo equivalente por dia no período e ficaram prejudicadas pela queda da cotação internacional da commodity. No ano, a Petrobras obteve superávit de 128 mil barris de óleo equivalente. No ano, o maior preço de venda de petróleo e de derivados (que subiu em média 20,45% ante 2006) foi o principal fator a explicar o lucro recorde. A produção de petróleo subiu 6% e a de derivados 2% em 2006. O volume de vendas internas registrou um incremento de 3%. A comercialização da gasolina cresceu 7% com a redução do percentual de álcool no combustível no ano passado e graças ao crescimento da frota de veículos. o lucro da Petrobras sofreu uma retração de R$ 1,450 bilhão, em 2005, para R$ 350 milhões, em 2006. Segundo Barbassa, as perdas são fruto de gastos na áreas de Exploração e Produção (poços secos e sísmica), sobretudo, nos Estados Unidos, além da elevação de impostos na Bolívia e redução de participação na Venezuela. Na Bolívia, o lucro da Petrobras caiu de R$ 250 milhões em 2005 para R$ 57 milhões em 2006. Na Venezuela, ele sofreu um decréscimo de R$ 164 milhões para R$ 94 milhões. "A valorização do real representou perdas de 9% nos ativos internacionais", afirmou Almir Barbassa. Com o resultado, a Petrobras vai propor aos acionistas dividendos que totalizam R$ 7,9 bilhões, o que equivale a R$ 1,80 por ação. No ano passado, a receita da Petrobras alcançou R$ 158,2 bilhões, o que representa um aumento de 16% sobre 2005. Já os investimentos da empresa atingiram R$ 33,7 bilhões, uma alta de 31% sobre 2005. Em 2007, eles são estimados em R$ 55 bilhões. A produção média de petróleo e gás da Petrobras no Brasil em 2006 foi de 1,777 milhão de barris por dia e o País não conseguiu atingir a auto-suficiência sustentável no ano passado. No ano anterior, a média ficou em 1,684 milhão de barris por dia. No mês de dezembro, a produção cresceu 1% sobre o volume produzido no mesmo mês do ano anterior e chegou a 1,832 milhão de barris por dia. Segundo a estatal, as principais razões para o aumento da produção são a entrada em operação dos poços ABL-68 e ABL-11, interligados à plataforma P-50 (Albacora Leste), e à entrada em operação da plataforma P-34, no Campo de Jubarte.
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Concordo com o possível sucesso do etanol no longo prazo, mas contar com a alta do preço do barril de petróleo para isso é, no mínimo, medíocre. Nunca é demais lembrar que se, para uma OPEP, as reservas já deveriam ter acabado (por que esta mentira sensacionalista inflaciona preços), para uma AIE ainda há petróleo para, pelo menos, um século. E, também não custa lembrar que quando se diz que um poço tem capacidade de extração para 10 anos, ele acaba produzindo por mais algumas décadas.
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DEMANDA DE ETANOL PODERÁ INFLACIONAR O PREÇO DOS GRÃOS
A União Européia, como os Estados Unidos e o Brasil, deseja que os biocombustíveis sejam incluídos na composição de boa parte dos combustíveis produzidos por seus países membros em proporção de até 85%, no caso do etanol. Essa tendência tem um efeito perverso: ela pode fazer crescer o preço dos cereais, porque cria uma fonte de procura alternativa, além dos alimentos para animais e seres humanos. O preço do milho mais que duplicou na bolsa de mercadorias de Chicago, em quatro meses, e arrastou com ele o da soja e os dos demais grãos. O problema é que em um momento no qual as matérias-primas das quais o etanol é extraído estão se valorizando, o preço do petróleo voltou a cair para entre US$ 50 e US$ 60 por barril, cotação à qual o etanol, ainda que subsidiado, não consegue equilibrar suas contas. Presos em um dilema que envolve custos em uma ponta e o mercado na ponta oposta, os biocombustíveis correm o risco de perder sua atratividade. Mas, Alain d'Anselme, presidente do Sindico Nacional dos Produtores de Álcool Agrícola (SNPAA) da França, não acredita nessa hipótese. A tendência de longo prazo do petróleo é de alta, devido ao inevitável esgotamento dos recursos fósseis. O preço dos grãos não aumentará em proporção semelhante, porque é possível elevar as áreas de produção e a produtividade agrícola de maneira extraordinária, e é possível substituir os vegetais usados como base para a produção do etanol (o milho, a cevada, a beterraba e, por fim, a biomassa). Rodolphe Roche, analista de matérias-primas na Schroders, uma administradora de fundos de investimento em Londres, acredita que o etanol resistirá a esses problemas. O custo não se compara ao do petróleo, mas "é preciso olhar além do preço", diz ele. Devido à confusão de tendências políticas vigente, os Estados Unidos desejam reconstruir sua independência energética. E o etanol representa uma maneira esplêndida de subsidiar a agricultura em um momento no qual as negociações da Organização Mundial de Comércio acarretam o risco de um corte obrigatório na assistência que eles propiciam a seus agricultores.
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Porto Alegre, 14 de fevereiro de 2007 - Videversus nº 649
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Tuesday, February 13, 2007

Giro latino-americano

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Enquanto a América Latina cresce e avança rumo a Globalização...
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Chile-EE.UU.:
Intercambio comercial crece un 32% en 2006
El comercio entre ambos países totalizó los US$ 14.510 millones, divididos en US$ 8.940 millones en exportaciones chilenas y US$ 5.570 millones en importaciones estadounidenses. Leer Artículo
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Uruguay:
Consorcio capitalizará aerolínea Pluna
El gobierno y la sociedad Leadgate Investment firmaron un acuerdo preliminar con el que comienza a concretarse la reprivatización y capitalización de la línea aérea uruguaya.
México:
Las plantas de 230 MW proveen energía eléctrica a las industrias Cemex y Peñoles bajo un contrato por 20 años.
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Brasil:
En enero, Lan prestó a Varig US$ 17,1 millones, canjeables en acciones, que permitirían a la aerolínea chilena ingresar al mercado brasileño.

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Uma outra América Latina afunda no populismo de ocasião:

Bolivia:
En duda viaje de Evo Morales a Brasil

El canciller boliviano, David Choquehuanca, señaló que el encuentro oficial en Brasilia entre el mandatario y su par brasileño Lula da Silva – a realizarse mañana – aún no está confirmado porque no han concluido la negociación de algunos temas como el precio del gas natural.

Leer Artículo

Eis o meliante:

Evo Morales,presidente de Bolivia
(Foto: Archivo)


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Monday, February 12, 2007

Economias do Nordeste crescem – e as do Sul encalham

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Da Agência Estado
O contraste que sempre marcou as economias do Sul e Nordeste do país prosseguiu em 2006 – mas a novidade é que, dessa vez, foram os nordestinos que exibiram melhor desempenho. Dados do IBGE sobre a produção industrial nas diferentes regiões no ano passado mostram que, enquanto os Estados do Nordeste cresceram acima da média nacional, o Sul amargou desempenhos medíocres, prejudicado pela crise na agricultura.
A economista da coordenação de indústria do IBGE, Isabella Nunes, sublinha que os resultados do Nordeste foram impulsionados pelos crescimentos significativos em segmentos produtores de commodities, como siderúrgicos, metalúrgicos e celulose, além de segmentos mais vinculados à renda – beneficiando-se dos programas de transferência de renda do governo –, como o de minerais não metálicos, voltado para construção civil.
Os Estados da Região Sul, por sua vez, foram prejudicados pela crise agrícola que persistiu no ano passado e, ainda, pelos problemas da gripe aviária. O Rio Grande do Sul foi a única região, entre as 14 pesquisadas pelo IBGE, a registrar em 2006 a segunda queda anual consecutiva na produção, com recuo de 2,0%, após uma queda de 3,6% apurada em 2005. A indústria gaúcha sofreu os efeitos das quedas registradas em máquinas e equipamentos (-16,3%, especialmente voltados para o setor agrícola), além de calçados e artigos de couro (-8,9%). Já no Paraná, houve queda de -1,6%, com efeitos do câmbio em veículos automotores (-20,5%) e madeira (-12,7%). O Estado de Santa Catarina resultou crescimento de 0,2% na produção no ano passado, bem abaixo da média nacional e considerado como "estagnação" pelo Iedi.
Segundo Isabella, o desempenho de minerais não metálicos reflete com clareza como os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, beneficiaram o Nordeste, enquanto não tiveram o mesmo efeito no Sul. A produção desses itens, voltados para construção civil, cresceu 7,3% na região Nordeste; 5,1% em Pernambuco e 4,8% na Bahia. Por outro lado, caiu 4,8% no Paraná e recuou 3,5% em Santa Catarina no ano passado. Ela ressalta que não é possível afirmar se o contraste entre os desempenhos do Nordeste e do Sul pode sinalizar uma mudança estrutural na indústria do país. Segundo a economista, é preciso esperar resultados anuais das regiões para checar essa tendência nos próximos anos. (Jacqueline Farid, da Agência Estado)
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Newsletter diária n.º 891 - 12/02/2007
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Cientistas criticam relatório do IPCC

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Em meus mais de 60 anos como membro da comunidade científica estadunidense, inclusive como presidente da Academia Nacional de Ciências e da Sociedade Americana de Física, eu nunca presenciei uma corrupção mais perturbadora do processo de revisão de pares como nos eventos que produziram esse relatório do IPCC... Os cientistas participantes aceitaram "A Ciência das Mudanças Climáticas" em Madri, em novembro último; a plenária do IPCC o aceitou no mês seguinte, em Roma. Mas mais de 15 seções no capítulo 8 do relatório - o capítulo-chave que estabelecia as evidências científicas a favor e contra uma influência humana no clima - foram alteradas ou eliminadas depois que os cientistas encarregados de examinar essa questão haviam aceito o texto supostamente final.
Poucas dessas mudanças foram meramente cosméticas; quase todas removiam as sugestões de ceticismo com as quais muitos cientistas se referem às alegações de que as atividades humanas estão tendo um grande impacto no clima, em geral, e no aquecimento global, em particular.
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Uma fraude escandalosa marcou o terceiro relatório do IPCC, divulgado em 2001. Um dos principais elementos apresentados como evidência irrefutável do papel do homem no aquecimento de 0,6 oC observado ao longo do século XX foi um gráfico produzido pela equipe do paleoclimatologista Michael E. Mann, então na Universidade de Massachussetts. O gráfico, baseado no estudo de anéis de árvores e outras fontes, mostrava um ligeiro resfriamento de 0,2 oC para o Hemisfério Norte, no período 1000-1900, seguido de uma brusca elevação de 0,6 oC, no período 1900-2000. Por sua forma, ficou conhecido como o "bastão de hóquei de Mann" [ver gráfico] e foi extensamente exibido em todo o mundo como uma prova cabal da ação humana no clima. O problema é que, como foi prontamente demonstrado, o gráfico era, simplesmente, falso.
Cada um dos sucessivos resumos (do IPCC) têm sido escritos de forma a parecer um pouco mais certos do que o anterior sobre o fato de o aquecimento global ser um desastre potencial para a Humanidade. A crescente certeza verbal não provém de qualquer avanço particular da ciência. Em vez disto, é uma função de quão fortemente uma declaração sobre o aquecimento global pode ser feita sem incorrer em um rechaço significativo da comunidade científica em geral. Ao longo dos anos, a opinião dessa comunidade tem sido manipulada para chegar a um apoio mais ou menos passivo, por meio de uma campanha deliberada para isolar - e, de fato, denegrir - os cientistas céticos que estão fora da atividade central do IPCC. A platéia tem sido ativamente condicionada para ser receptiva. Por conseguinte, tem se tornado gradativamente mais fácil vender a proposta do desastre do aquecimento.
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Thursday, February 08, 2007

Muslims and socialists

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With friends like these
Feb 8th 2007
From The Economist print edition
An odd marriage of Muslims and secular socialists, united against America, is challenged by pundits of right and left

Scoopt.com


AS GEORGE BUSH prepares to send more troops to Iraq, his critics all over the Western world are bringing more protesters onto the streets—and the range of people who are angry enough to fill the icy air with chants of rage seems broader, and in some ways stranger, than ever.
On February 24th, for example, gallery-goers and pigeon-feeders should probably avoid London's Trafalgar Square, on which tens or possibly hundreds of thousands of people will converge from all over Britain, and farther afield, to demand the withdrawal of Western troops from Iraq—and while they are at it, oppose the renewal of Britain's nuclear arsenal. Tourists who do venture near the square will notice the odd sociology of the anti-war movement: the unkempt beards and unisex denims of old-time street fighters rubbing shoulders with the well-trimmed Islamic beards and headscarved ladies.
This leftist-Muslim partnership exists not just on the streets, but in the protest movement's heart. Britain's Stop the War coalition, which has organised more than 15 nationwide protests and hundreds of smaller events, was largely forged by two small, intensely committed bodies—the far-left Socialist Workers Party (SWP) and the Muslim Association of Britain, which is close to the international Muslim Brotherhood. These tiny groups have co-ordinated street protests by up to 1m people.
With its combination of an American-aligned foreign policy and a large, angry Muslim population, Britain is an unusual case among Western countries. But in many other places, too, Muslim grievance has been yoked to a broader anti-capitalist or anti-globalist movement whose leitmotif is loathing of the Bush administration and all its works.
An Italian Marxist involved in the “Social Forum” movement, which organises large, disparate gatherings of groups opposed to the existing world order, puts it this way. Almost everybody in the movement shares the belief that “capitalism and militarism” (both epitomised by America) are the main challenges to human welfare. If political Islam can blunt American triumphalism, then so much the better—even from the viewpoint of those who would never dream of donning a headscarf or upsetting a sexual minority.
At the micro-political level, co-operation between angry Muslims and secular socialists is not always smooth. In Britain, one of the offspring of the anti-war alliance has been the Respect Party, which combines a socialist platform with anti-Americanism and resistance to “Islamophobia”. But if Respect has remained small, that is partly because its core constituents are viewed warily, even within the Islamic-leftist fraternity. Many Muslim activists dislike the “control-freak” tactics they associate with the Brotherhood and its offshoots—and on the political left, the Respect Party has been eschewed by Greens and other radicals because of grandstanding by its SWP core.
And inevitably the partnership between secularists and Muslims faces hard moments. In Britain and the Netherlands, young Muslim activists (perhaps influenced by lefty comrades) have questioned their elders' harsh views on homosexuality—but they do not always win the argument. In the Netherlands, a Turkish-born Islamist, Haci Karacaer, tried to build bridges with the leftists (and gay-rights advocates) of the Dutch Labour party, only to be ostracised by fellow Muslims.
Just as Britain is the heartland of the leftist-Muslim partnership, it is also the main locus of a sharp and trenchant critique of political Islam. At its toughest, the argument of a new school of anti-Islamist leftists—mainly rehearsed on the internet—is that parts of the international left are now making as colossal a mistake as they did over Soviet or Chinese communism. They have let hatred of America and capitalism blind them to darker forces.
Two sorts of people have stressed this point: European ex-Marxists, embarrassed by their errors over Stalin, and dissident ex-Muslims from the Islamic world who have fled to the West and fear their hosts will “go soft” on their persecutors.
Last year's row over the publication in Denmark of cartoons satirising the Prophet Muhammad prompted a manifesto against the “new totalitarianism” of Islamism whose 12 signatories were in one or other of those categories. The five French-based signers included Bernard-Henri Lévy, a smooth Parisian pundit, and Philippe Val, an editor who faces a lawsuit from Muslims over the drawings.
The foundational texts of Britain's “anti-Islamofascist” movement include the Euston manifesto, so called because of the drafting sessions in a bar near a London station. This spoke of a threat from Islamism to causes that leftists hold dear, such as equality between sexes and sexual orientations. It denounces “disgraceful” alliances with “illiberal theocrats”.
Many European leftists see things quite differently, viewing Islamism as a potential ally against the American demon, and this has real consequences. In Italy, for example, the coalition headed by Romano Prodi, the centre-leftist prime minister, is under strain because its most left-wing parties are reluctant to vote more money for the American-led fight against Afghanistan's Taliban. One party, Communist Refoundation, dreams of an Afghan peace conference with the Taliban taking part.
The pundits who discuss these matters in cyberspace roll their eyes at such “appeasement”. Take the chief drafter of the Euston text, Norman Geras, a Manchester-based political scientist who grew up in white-ruled Rhodesia and still calls himself, with qualifications, a Marxist.
By studying the rise of Nazi Germany, Mr Geras says, he realised both the power and the limits of Marxist ideas: they help explain the economic forces that brought Hitler to power, but cannot explain certain “egregious forms of evil”—such as the regime of Saddam Hussein, whose downfall was an absolute imperative.
Nick Cohen, a peppery writer for Britain's centre-left media, has put flesh on the Euston manifesto's bones by listing the sins of the Islamic-leftist compact. Political Islam, he says, is not just a disaster for many causes (like feminism and gay rights) that the left cherishes; it also overturns the Enlightenment idea that diversity of opinion is desirable.
Paul Berman, a professor at New York University, is one of several Americans of liberal background who have joined the British denunciation of Islamofascism. He says the left's refusal to take sides in the internal battles of Muslim countries (between dissidents and oppressors) reflects an “angelic blindness” which mistakes violent reactionaries for charming exotica.
Such words will be shrugged off by those who see America as the main global foe. But there is a new voice in America's internal debate which might, in an odd way, embolden those who want social liberals and centre-leftists to lead the charge against Islamist authoritarianism.
Dinesh d'Souza, an Indian-born writer and hero of America's political right, uses a new book—with the provocative subtitle “The Cultural Left and its Responsibility for 9/11”—to argue that America's “progressives” are not just soft on political Islam, they have positively encouraged it.
By being decadent in its behaviour and thinking, America's liberal elite has given ground to self-appointed foes of decadence, such as the political Islamists, Mr d'Souza says; and he sees an antidote in American-style religious conservatism.
Here's a prediction. Most people on the Western liberal left will shrug off the call by Messrs Geras, Cohen, Berman and Lévy to “wake up” to the threat of Islamism. But Mr d'Souza will appal them so much that some may make a sudden dash for the barricades and join the fight against all theocracy, including the American sort.

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http://www.economist.com/world/international/displayStory.cfm?story_id=8675234&fsrc=nwlbtwfree

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O Aquecimento Global e seus Dissidentes

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Um pouco do que dizem os "céticos" - Parte I
por João Luiz Mauad em 08 de fevereiro de 2007
Resumo: Quando o assunto é “aquecimento global” praticamente só um lado divulga os seus estudos e conclusões, enquanto o outro, composto de gente chamada pejorativamente de “céticos” ou “negadores”, sofre todo tipo de perseguição e discriminação.
© 2007 MidiaSemMascara.org


Não sou cientista. Entendo muito pouco ou quase nada de meteorologia ou climatologia. Porém, penso que, como disse recentemente o dinamarquês Bjorn Lomborg, “se nós estamos prestes a embarcar no mais caro projeto político de todos os tempos”, cujas propostas, se efetivadas, mexeriam profundamente com os alicerces da nossa civilização, “talvez nós devêssemos estar certos de que tal projeto está apoiado em solo rígido, em fatos reais, e não apenas nos fatos convenientes.”
Infelizmente, quando o assunto é “aquecimento global”, o que estamos assistindo é a uma campanha sem precedentes, onde praticamente só um lado divulga os seus estudos e conclusões, enquanto o outro, composto de gente chamada pejorativamente de “céticos” ou “negadores”, sofre todo tipo de perseguição e discriminação, chegando, muitas vezes, a ser comparada aos “negadores do holocausto”.
Por isso, resolvi divulgar um extrato de algumas opiniões que divergem daquelas recentemente divulgadas pela ONU ou pelo Sr. Al Gore, as quais certamente jamais serão publicadas na grande mídia brasileira. Por razões óbvias, evitei transcrever muitos dados ou conclusões técnicas, atendo-me ao aspecto político em geral. Todos os documentos e opiniões aqui mencionados estão devidamente acompanhados dos respectivos links, onde poderão ser consultados. Ao visitar as páginas indicadas, os eventuais interessados poderão encontrar outros links e iniciar suas próprias pesquisas a respeito, inclusive de caráter técnico mais profundo.

1. The Leipzig Declaration on Global Climate Change - Declaração assinada por cerca de 80 cientistas de várias nacionalidades.
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“Combustíveis fósseis são hoje a principal fonte de energia e ela é essencial para o crescimento econômico. Estabilizar os níveis atmosféricos de dióxido de carbono irá requerer que o uso de combustíveis seja cortado em até 60 a 80% em todo o planeta.
Num mundo onde a pobreza é o maior poluente social, qualquer restrição ao uso de energia ... deve ser vista com cautela.
Baseados nas evidências disponíveis, nós não podemos endossar a visão, politicamente inspirada, que imagina catástrofes climáticas e sugere ações precipitadas. Por esta razão, nós consideramos que as políticas de controle drástico das emissões, como as previstas na conferência de Kioto, carecem de suporte científico crível e são prematuras.”
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2. The Oregon Petition Project - Petição assinada por cerca de 17.000 cientistas.
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“A hipótese do aquecimento global tem falhado em cada experimento teste relevante. Ela sobrevive somente nos sonhos dos anti-tecnologistas ... Os Estados Unidos estão muito perto de adotar um acordo internacional que propõe o rateio do uso de energia e tecnologias que dependem do carvão, do óleo, do gás natural e alguns outros componentes orgânicos.
Esta ameaça é , em nossa opinião, baseada em idéias defeituosas. Pesquisas sobre as alterações climáticas não mostram que o uso humano de hidrocarnonetos é nocivo. Ao contrário, há boas evidências de que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera seria ambientalmente útil.”
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3. Carta aberta ao Primeiro Ministro Canadense - subscrita por 60 cientistas do país em abril de 2006.
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“Evidências ... não sustentam os atuais modelos climáticos gerados em computador e, portanto, há pouca razão para confiar nos prognósticos deles derivados. Entretanto, isto foi precisamente o que as Nações Unidas fizeram ao criar e promover o Protocolo de Kioto, e ainda fazem com as previsões alarmistas, nas quais as políticas climáticas do Canadá estão baseadas...
Os estudos das mudanças climáticas a nível global são, como o senhor mesmo disse, uma “ciência emergente”, talvez a mais complexa já atacada. Muitos anos ainda serão necessários antes que nós possamos entender adequadamente o sistema climático da terra. Entretanto, avanços significativos foram feitos desde que o protocolo foi criado, muitos dos quais estão nos levando para longe da certeza sobre o aumento dos gases estufa.
“A mudança do clima é real” é a frase sem significado usada repetidamente pelos ativistas para convencer o público de que uma catástrofe climática está prestes a ocorrer e que a humanidade é a causa. Tais preocupações não se justificam. O clima do planeta muda a toda hora devido a causas naturais e o impacto [da atividade do ser] humano permanece impossível de se distinguir.”
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4. Conferência do Dr. Michael Crichton, em Washington D.C, jan/2005.
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“Como vocês já devem ter escutado muitas vezes, “há consenso entre os climatologistas sobre a crença no aquecimento global”. Historicamente, aludir ao consenso tem sido o primeiro refúgio dos canalhas: é uma forma de evitar o debate, afirmando que o assunto já está resolvido.
Sejamos claros: o trabalho científico não tem nada a ver com consensos. O consenso é algo próprio da política. A ciência, pelo contrário, requer que um só investigador tenha razão, o que significa que obtenha resultados que sejam verificáveis em relação ao mundo real. Em ciência, o consenso é irrelevante. O que importa são os resultados reproduzíveis. Os grandes cientistas da história são grandes precisamente porque romperam os consensos.”
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5. Artigo do Prof. Richard Lindzen no Wall Street Journal
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“Afirmações cientificamente ambíguas sobre o clima são injetadas diariamente na mídia pelos interessados no alarmismo, fazendo crescer o suporte político dos “policy makers”, que, como num moto-perpétuo, irão suprir os fundos necessários para mais pesquisas científicas e alimentar mais alarmes para incrementar o suporte político. Afinal, quem colocará dinheiro em ciência – não importa se para a AIDS, o espaço ou o clima – onde não houver nada realmente alarmante? Realmente, o sucesso do alarmismo climático pode ser avaliado pelo aumento dos gastos federais em pesquisas climáticas: de umas poucas centenas de milhões de dólares pré-1990 para US$ 1.7 bilhão hoje. Isto pode ser visto também nos altos investimentos em pesquisas por tecnologias alternativas, tais como energia solar, eólica, hidrogênio, etanol, etc...
Mas há um lado mais sinistro ainda em todo esse frenesi. Cientistas que não concordam com o clima de alarmismo têm visto seus fundos de pesquisa desaparecer, seu trabalho ser escarnecido, além de serem acusados de serviçais da indústria petrolífera, “hackers” da ciência ou coisa pior...”
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6. Artigo do Professor Claude Allegre no L’Express, 21/09/06. Allegre é um dos mais condecorados geofísicos franceses e membro das Academias americana e francesa de ciências. É também autor de mais de 100 artigos científicos e 11 livros, tendo recebido inúmeros prêmios científicos.
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Nota Editoria MSM: Sobre o assunto recomenda-se a leitura dos artigos da Editoria AMBIENTALISMO.

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.
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Tuesday, February 06, 2007

Diplomacia de resultados e retórica terceiro-mundista

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Lula torce pelo que poderia ser maior trunfo no comércio externo: a exportação de etanol aos EUA e outros países ricos. Na reportagem abaixo, ele diz:
No que está em boa companhia. Nosso mais aclamado especialista em energia, José Goldemberg acredita que o etanol será uma commodity global.

(...)
Instituto Ethos: Como o senhor vê o comportamento do governo brasileiro em relação ao aquecimento global?
Mas, nosso honorável chefe de estado não perde a mania de "jogar para a torcida" ao tecer afirmações do tipo:

Campanha para "obrigar os países envolvidos" é, no mínimo, hilário. Com declarações deste naipe, o presidente fica muito bem em cima de um palanque... ou para agradar os desmiolados que ainda crêem que a responsabilidade é única e atribuível a um "Grande Satã capitalista".

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Friday, February 02, 2007

Sumidos, assumidos e assombrados

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Alguns assumem seus atos:

ALMIRANTE RECONHECE QUE ORDENOU MORTES NA DITADURA ARGENTINA

Pela primeira vez desde a volta da democracia argentina, há 23 anos, um dos líderes da repressão (1976-1983) assumiu, pessoalmente, a responsabilidade pelas torturas e mortes de opositores ao regime militar e eximiu de culpa os seus subordinados. Em um longo depoimento à Justiça Federal, o vice-almirante reformado Luis María Mendía, de 82 anos, que cumpre prisão domiciliar, disse: "Sou o único responsável pelos atos do meu batalhão. E acho injusto e ilegal que muitos deles hoje estejam presos". No depoimento de 40 páginas Mendía chama opositores daquela época de "terroristas". Diz que era "uma guerra contra a subversão" e que todas as medidas obedeceram ordens do governo. Mendía foi acusado pelo capitão de corveta Adolfo Scilingo, nos anos 1990, de planejar os chamados "vôos da morte", quando as vítimas da ditadura eram lançadas ao rio da Prata. Atualmente, Scilingo cumpre 640 anos de prisão. "Em nenhum momento meus subordinados excederam ordens superiores", afirmou Mendía nesta quinta-feira. Mendía era comandante das operações navais quando a Escola de Mecânica da Armada (ESMA, ligada à Marinha) foi transformada em centro de tortura. Estima-se que cerca de 5 mil pessoas passaram por ali, como recordou Carolina Varsky, diretora do Programa Memoria e Luta contra a Impunidade do Terrorismo de Estado, do CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais). A "causa ESMA", como ficou conhecida, é o principal braço da atual investigação sobre os crimes cometidos durante a ditadura argentina, com cerca de 30 mil desaparecidos, de acordo com as entidades de direitos humanos. Nos últimos meses, o juiz federal Sérgio Torres voltou a interrogar militares acusados de participação direta naqueles crimes da que foi batizada de "mega-causa da ESMA". Nesta quinta-feira, ao citar nomes dos que estiveram naquele campo de tortura, o juiz Torres lembrou de mais de 600 pessoas, incluindo uma menina de quatro anos, presa, na época, com a mãe, Miriam Dvatman.
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Outros, assumem posições...

O governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, está financiando bases militares e entregando armas à Bolívia, disse um alto funcionário de uma instituição britânica especializada em conflitos político-militares no mundo. Christopher Langton, coronel aposentado e diretor da publicação "The Military Balance", anualmente elaborada pelo IISS, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos britânico. "Dada a quantidade de armas que a Venezuela está comprando e suas relações estreitas com a Bolívia, assim como problemas internos bolivianos e seu desejo de aumentar sua capacidade militar, deve considerar-se como lógica e real a possibilidade de intercâmbio de armas", declarou o especialista. O informe de 2007 assinala que "há informes de que a Venezuela também estava entregando fuzis AK-103 às forças armadas bolivianas". Em uma coletiva de imprensa em Washington, Langton não revelou a fonte das informações, mas disse que a afirmação se baseia nas condições políticas de Venezuela e Bolívia, na aspiração de Chávez em consolidar sua "revolução bolivariana" e na compra de armas feita pela Venezuela, que excede as necessidades do país. Segundo o informe, a Venezuela recebeu ano passado os primeiros 30 mil fuzis de assalto AK-103 Kalashnikov, dos 100.000 que comprou por 54 milhões de dólares; 15 helicópteros russos Mi-17/-26/-35 para o exército por U$ 201 milhões; três helicópteros russos Mi-172 SAR para o serviço de segurança por 26 milhões de dólares e três radares chinós JYL-1 para a defesa aérea no valor de 150 milhões de dólares. Segundo o IISS, a Venezuela está construindo um porto sobre o rio Paraguay e uma base militar, de El Prado, próxima à fronteira com o Brasil, que abrigará 2.500 soldados. A publicação diz ainda que a Venezuela também transferiu à Força Aérea Boliviana dois helicópteros Cougar. Morales e seu vice-presidente estão acostumados a usarem os helicópteros para suas viagens internas.
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E eu só espero que nós não deixamos esta oportunidade sumir!

A redução de 20% na utilização de gasolina (um corte de 165 bilhões de litros) até 2017, nos Estados Unidos, e sua substituição pelo etanol, vai provocar uma demanda adicional de 132 bilhões de litros do biocombustível, volume que exigirá a construção de 792 destilarias de álcool a partir de cana-de-açúcar, conforme Tarciso Angelo Mascarim, presidente corporativo do Grupo Dedini, líder mundial no fornecimento de plantas completas. Luiz Carlos Correa Carvalho, diretor da consultoria Canaplan, destacou que a meta para os próximos dez anos, anunciada pelo próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, significa um “negócio fantástico” para o Brasil, país mais competitivo em relação à produção do etanol e que detém alta tecnologia do setor sucroalcooleiro. Mascarim comenta a futura demanda norte-americana: “Para fazer no Brasil mais 100 bilhões de litros de álcool precisaríamos de mais umas 600 usinas novas. Para os norte-americanos plantarem toda essa matéria-prima, a fim de suprir tal necessidade, seria necessário uma área quase três vezes maior do que a nossa para garantir tal produção”. Frente ao cenário, que impossibilita os Estados Unidos chegarem à auto-suficiência em etanol, o caminho, de acordo com Mascarim, para que Bush consiga suprir a necessidade de seu país, seria a compra do combustível: “Eu entendo que eles vão ter que importar álcool”. Da mesma forma que Tarcísio Mascarim acredita em maior volume de exportação para os Estados Unidos, o presidente da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), Eduardo Pereira de Carvalho, disse que “o discurso de Bush indica que o Brasil pode ampliar as vendas de etanol para os Estados Unidos". O ex-presidente da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, Luiz Carvalho, também aposta que os louros da necessidade norte-americana serão colhidos pelos brasileiros: “Nunca tivemos uma oportunidade tão grande de substituição do petróleo”. Para Carvalho, “o discurso de Bush é um convite para países competitivos como o Brasil a participar ativamente do processo global de substituição do petróleo‘, acrescentou, lembrando que a União Européia também anunciou este mês planos para aumentar o uso de biocombustíveis, com mesmo objetivo dos EUA: limitar as emissões de carbono. Porém, para o presidente corporativo da Dedini, o Brasil vai esbarrar num obstáculo para se consumar como o maior exportador mundial do álcool. “O país está dependendo de condições de logística para que o álcool saia de tudo quanto é lugar do nosso território. Na atual condição fica difícil exportar”, avalia. Na opinião de Tarcísio Mascarim, nem mesmo o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) –– que contemplou investimentos em infra-estruturas –– vislumbra um horizonte melhor em relação à logística brasileira. “O governo têm que ter essa noção de logística. O PAC, que poderia trazer uma solução para o problema nessa questão, ficou mais na conversa. Sobre a Petrobras, o plano também está diminuindo os investimentos no álcool e passando para investimentos no gás, num momento em que o governo deveria incentivar, e bastante, a produção de álcool”, critica. No Brasil, os investimentos em novas usinas de álcool devem atingir cerca de US$ 12 bilhões (R$ 25,63 bilhões) até 2010, dos quais cerca de US$ 5 bilhões (R$ 10,68 bilhões) já foram aplicados. Os EUA foram o maior importador do álcool brasileiro em 2006, consumindo 1,76 bilhão dos 3 bilhões de litros exportados no ano passado.

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