Drogas: ecstasy na Indonésia
SERANG, Indonésia (Reuters) - A polícia Indonésia prendeu 21 pessoas, incluindo um francês e um holandês, depois de uma batida a uma fábrica de comprimidos de ecstasy e meta-anfetaminas que, segundo disseram autoridades neste sábado, era um "super-megalaboratório".
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Policiais antinarcóticos fizeram uma batida na fábrica na sexta-feira perto da cidade de Serang, 75 quilômetros a oeste de Jacarta.
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"Você pode imaginar? Em uma semana eles conseguiam produzir um milhão de pílulas ou tabletes", disse enraivecido o presidente Susilo Bambang Yudhoyono durante visita ao local, que era registrado como uma fábrica de cabos.
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Yudhoyono, que declarou guerra às drogas, disse a repórteres que a fábrica tinha capacidade de produzir drogas com valor potencial de venda nas ruas de até 600 milhões de dólares por ano.
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Além dos europeus, vários chineses e indonésios foram detidos, informou a polícia. Doze pessoas foram presas na fábrica e o resto, em um depósito.
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O chefe de polícia, general Sutanto, e outros policiais disseram se tratar da terceira maior fábrica de ecstasy do mundo, que estava sob vigilância desde maio. A polícia disse ter esperado o início da produção antes de invadir o local.
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A agência oficial de notícias Antara disse que a polícia havia apreendido 62,4 toneladas de matéria-prima para a fabricação de meta-anfetaminas e 6,7 toneladas para comprimidos de ecstasy. Segundo a agência, a fábrica ocupava uma área de quatro hectares.
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A Indonésia impõe a pena de morte para muitos crimes ligados a narcóticos. A polícia não disse quando os detidos --que foram todos levados de volta ao local para coincidir com a visita de Yudhoyono-- seriam formalmente acusados.
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As sentenças rígidas não foram suficientes para inibir os crimes e muitos estrangeiros foram presos nos últimos anos, a maioria por tráfico ou posse de drogas.
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Em um caso, nove australianos estão sendo julgados em Bali por tentar contrabandear heroína da ilha para a Austrália. Eles podem ser condenados à pena de morte.
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