Geografia Conservadora

Sunday, April 01, 2007

As aparências importam

...

Mudanças na metodologia estatística geralmente têm conotação política. Não fosse o caso, nem haveria por que estipular indicadores oficiais ou qualquer outro de referência. Mas, uma coisa é certa, a atual mudança metodológica na mensuração do PIB nacional traz alguns inconvenientes. Ela não apenas eleva numericamente o tamanho de nossa riqueza produzida como também nossas obrigações orçamentárias.
O QUE MUDA COM O NOVO PIB?
Pois então, a economia brasileira cresceu 3,7% no ano passado e não 2,9%, como revela a revisão do PIB 2006, pela nova metodologia de cálculo do IBGE. Metodologia que altera só a medição do tamanho da economia, de sua estrutura e de seu desempenho. Não o tamanho, claro. Pelo novo cálculo, o PIB alcançou R$ 2,3 trilhões, pela primeira vez furando a barreira de US$ 1 trilhão (ao dólar me´dio de 2006, de R$ 2,17).
Para o governo, o novo PIB traz um complicador, que o ministro Guido Mantega, da Fazenda, promete resolver já nesta quinta-feira.
A meta do superávit primário, formado a ferro e a fogo para o pagamento de juros da dívida pública, está fixada em 4,25% do PIB, mas do PIB velho.
Do PIB novo, das duas, uma: ou rebaixa a meta para 3,75% ou aumenta o corte de gastos em mais R$ 11 bilhões.
(28/03/2007)
INTERCEPTOR às 7:42 PM

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