Geografia Conservadora
Wednesday, May 30, 2007
Cana-de-açúcar transgênica
Uma das principais pragas que atacam a cultura da cana-de-açúcar é a broca-da-cana (Diatraea saccharalis), um inseto que penetra no interior da planta e cava galerias internas, causando grandes prejuízos aos produtores. Para controlar esse inimigo de forma efetiva, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), da cidade de Piracicaba, conseguiram, por meio de modificação genética, chegar a uma cana que libera proteínas com atividade inseticida apenas quando atacada pela broca-da-cana.
(...)
Revista Pesquisa Fapesp - julho de 2006
transgênicos
30/05/2007
Juntas, Votorantim e Monsanto desenvolverão cana transgênica
Alellyx e CanaVialis, empresas de biotecnologia da Votorantim Novos Negócios, vão desenvolver juntas com a norte-americana Monsanto variedades transgênicas de cana-de-açúcar com gens resistentes ao herbicida glifosato (Roundup Ready) e ao ataque de insetos, com a tecnologia Bt.
Após dois anos de negociações, as empresas anunciaram nesta terça-feira (29) um acordo de troca de tecnologia, o primeiro feito com a multinacional na América Latina.
"Nessa primeira fase, desenvolveremos a cana resistente ao glifosato e a cana resistente a insetos", declarou a jornalistas o diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios, Fernando Reinach.
"Conseguimos ter um estágio de novas tecnologias que permitiu fazer um acordo de igual para igual com a Monsanto, estamos trocando tecnologia", acrescentou Reinach, que espera a aprovação comercial pelos órgãos de biossegurança do Brasil de tais variedades transgênicas em um período de quatro a cinco anos.
Quando esses produtos estiverem sendo utilizados, as empresas prevêem redução dos custos de produção nos canaviais, uma vez que vários agroquímicos deixarão de ser aplicados, tanto para o controle de ervas daninhas como para o controle de insetos.
A cana com tecnologia Bt seria resistente à broca (Diatraea saccharalis), um inseto cuja larva se alimenta do sulco da planta. Essa é uma das principais pragas da gramínea, que atualmente é combatida por meios químicos e biológicos. O mesmo gem poderia combater também a cigarrinha, outra "praga" cultura, insetos esses que tendem a aumentar com a gradativa redução das queimadas da palha.
No caso da cana RR, ela poderia ser bastante útil nas plantações que irão se desenvolver em áreas de pastagens degradadas. Segundo Reinach, a cana resistente ao herbicida poderia ser eficiente em áreas que têm o capim-braquiária, de difícil combate atualmente. Hoje essa erva é retirada de plantações de cana por meio da capina ou por uma cuidadosa aplicação do herbicida. "Com a cana resistente, o glifosato pode ser aplicado sem problemas.
"Royalties - De acordo com ele, deve colaborar para a aprovação comercial das canas RR e Bt o fato de essas mesmas tecnologias já terem sido aprovadas pela CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança para a soja e algodão, respectivamente.
"Os dois gens selecionados para a parceria já estão aprovados no Brasil, no caso da soja e do algodão... O nível de conforto da CTNBio será maior (em aprovar)", afirmou o diretor.
As companhias não divulgaram valores envolvidos no acordo, afirmando apenas que o grande negócio está no intercâmbio de tecnologia.
"Não estamos comprando tecnologia deles, nem ações deles, nem eles as nossas", explicou Reinach, lembrando que o acordo valerá para descobertas futuras.
As empresas informaram que os royalties obtidos com a comercialização das variedades transgênicas serão divididos, mas os percentuais que caberão a cada companhia são confidenciais. "Tem que imaginar quanto custou (a tecnologia) para se chegar até aqui.
"Segundo o executivo, o acordo prevê que a Alellyx, que tem a tecnologia de implantar o gem alterado na cana, vai utilizar em um primeiro momento os gens desenvolvidos pela Monsanto. E quem vai comercializar o produto para as usinas após a aprovação é a CanaVialis, que já desenvolve variedades não-transgênicas para usinas -
atualmente a empresa tem acordo com 52 usinas, e suas plantas já estão em mais de 1 milhão de hectares (um sexto da área nacional.
A Monsanto, de outro lado, poderá ter acesso a gens desenvolvidos pela Alellyx, que poderão ser implantados em culturas com as quais a empresa já trabalha em biotecnologia (milho, canola, soja, algodão, hortaliças).
A Alellyx já desenvolveu, por exemplo, um gem para a cana que aumenta em 80 por cento a sacarose por hectare. Essa variedade já foi aprovada pela CTNBio para pesquisa de campo, que deve durar pelo menos mais dois anos.
"Se aprovada, será como se o Brasil produzisse 80 por cento mais de açúcar e álcool na mesma área."
(Reuters/ Globo Online)
No comments:
Post a Comment
‹
›
Home
View web version
No comments:
Post a Comment