O NOVO MAPA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

A construção, explica a Paic, refletiu a baixa no ritmo de crescimento do PIB, de 5,7% em 2004 para 2,9% em 2005, ainda mais acentuada no caso dos investimentos (de 9,1% para 3,6% no mesmo intervalo) e, comenta o IBGE, os juros altos afetaram negativamente as decisões de investimento por parte das empresas e famílias, o que, por sua vez, impactou significativamente o setor da construção.
O valor das obras de infra-estrutura caiu 1,0%, entre 2004 e 2005, diz o IBGE por conta principalmente de retração nas obras de usinas, estações e subestações hidroelétricas, termelétricas e nucleares (-26,2%), barragens e represas para geração de energia elétrica (-23,2%), dutos (-17,2%) e redes de instalações de torres de telecomunicações (-12,3%).
O grupo outras obras foi o que teve crescimento mais expressivo: 16,4%. Estão neste grupo as obras de instalações elétricas e de telecomunicações (20,7%), trabalhos prévios da construção (12,6%) e os gastos com aluguel de equipamentos de construção e demolição com operador (71,6%). As principais retrações nesse grupo foram observadas em montagens de estruturas metálicas (-16,2%), instalações de sistemas de ar condicionado, de ventilação, refrigeração e aquecimento (-10,1%) e instalações hidráulicas, sanitárias e de gás (-6,9%).
Segundo o Instituto, o direcionamento das atividades para regiões de estruturas econômicas menos complexas está relacionado a fatores como expansão da fronteira agrícola; políticas de incentivos fiscais e construções de obras residenciais em áreas agrícolas. São Paulo perdeu participação no total construído de 39,7% para 30,4% e reduziu o pessoal empregado em 6,3 pontos percentuais. No mesmo período, o Rio perdeu espaço de 14,5% para 10,6% e baixou seu pessoal em 4 pontos. Mesmo assim, continua no Sudeste mais da metade das construções (55,2%) e do emprego do setor (53,6%).
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