interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Saturday, July 01, 2006

Biodiesel no Ceará

30/06/2006
Usina vai produzir 100 litros de biodiesel por hora no Ceará, a partir da mamona

O Ceará ganhou nesta sexta-feira (30) uma usina produtora de biodiesel. Fica em Tauá, a 400 quilômetros de Fortaleza, perto da divisa com o Piauí, uma das regiões mais secas e pobres do estado. A nova usina tem capacidade para produzir 100 litros de biodiesel por hora, um volume total de 876 mil por ano. O ministro da Integração Nacional, Pedro Britto, participou da inauguração.

O combustível será extraído basicamente da mamona, que deve ser plantada em 400 hectares de terra e gerar emprego para cerca de 300 produtores rurais. Além de vender matéria prima, eles vão participar do esmagamento da semente para fazer o óleo e da transformação do óleo em biodiesel. A usina pode processar outras oleaginosas, como semente de girassol, mas a prioridade é para a mamona.

A usina de Tauá é uma das duas do projeto-piloto de produção de biodiesel instaladas no Ceará, através de convênio entre o Departamento Nacional de Obras contra a Seca e o Instituto Centro de Ensino Tecnológico. Segundo o ministro, a instalação "vai contribuir para a revitalização da cadeia produtiva da mamona e a conseqüente inclusão social no semi-árido, gerando emprego e renda".

As áreas de plantio de mamona estão sendo ampliadas em todo o Brasil de forma rápida para atender à demanda por biodiesel, considerado o combustível do futuro por trazer importantes benefícios para o país: geração de renda no meio rural, redução da emissão de gás carbônico, diminuição da poluição nas cidades e menor dependência do óleo diesel, entre outros. (Olga Bardawil/ Radiobrás)


http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=25444

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Friday, June 30, 2006

Reciclagem de pneus

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29/06/2006
EXCLUSIVO: Invento brasileiro transforma pneus usados em mourões de cercas e dormentes de ferrovias
Mônica Pinto / AmbienteBrasil
Um problema ambiental da maior relevância – o descarte de pneus usados – pode estar com seus dias contados. E o que é melhor, gerando renda para comunidades e poupando milhares de árvores a cada ano.
O ex-empresário Reynaldo Teixeira do Amaral Júnior, hoje silvicultor no município de Bragança Paulista, observava em sua propriedade que os pneus de tratores e caminhões tornavam-se um transtorno assim que retirados dos veículos. Muito curioso – como se auto-define -, ele começou a aproveitar as carcaças para fazer tubulações pelas quais se escoavam as águas da chuva. “Tem quase vinte anos que eu venho batalhando nisso”, diz Reynaldo. Há seis, ele chegou enfim ao sucesso, patenteando técnicas simples, capazes de transformar pneus inservíveis em mourões de cercas, em dormentes de ferrovias e em cruzetas para fios de alta tensão.“Não existe no mundo coisa semelhante à que criei”, diz o inventor, que se diverte com sua assumida falta de modéstia, sobretudo agora, na expectativa de ter, até outubro, suas patentes estendidas a todos os países da Organização Mundial do Comércio - OMC.
O orgulho é justificável. O invento de Reynaldo foi levado por ele à Universidade de Campinas há cerca de um ano. “Professores da Faculdade de Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Centro de Tecnologia da Unicamp opinaram sobre o projeto, confirmando sua característica simples e inovadora”, atesta o gestor de Projetos Danuzio Gil Bernardino da Silva.
A instituição foi solicitada a elaborar um estudo de viabilidade para o produto Mourão de Pneus, bem como desenvolver um equipamento para sua produção em escala comercial.
O gestor Danuzio é um entusiasta da idéia. “É um produto que não gera nenhum resíduo. Não necessita moagem, trituração, queima, adição de compostos químicos, ou gastos significativos de energia”, diz ele, classificando a solução como “ecologicamente simples e tecnicamente eficiente”. Por essa razão, o Ibama já deu seu aval à iniciativa do projeto.
Mais vantagens
Um segundo aspecto a se destacar é a substituição dos mourões de madeira, que só traz vantagens ao consumidor. “O ponto de incandescência de um mourão de pneu é muito superior ao de madeira, demorando mais tempo a se inflamar em caso de incêndio”, explica Danuzio, antecipando que a Unicamp busca hoje alternativas para tornar o risco de "pegar fogo" do mourão menor ainda.“O que se corta de árvore para fazer cerca é de cair para trás”, diz o inventor Reynaldo. “O Brasil usa dois bilhões de mourões por ano”, contabiliza.
Igualmente estarrecedores são os números fornecidos por ele em relação aos dormentes de ferrovias, que consumiriam 800 mil árvores de madeira de lei a cada ano.
Afora poupar tais recursos, o projeto tem ainda o mérito de atuar como potencial gerador de renda em meio a comunidades carentes, já que o equipamento está sendo pensado com o menor uso possível de componentes eletrônicos, tornando-o simples, eficiente e barato.
“É um produto que tira o pneu inservível da natureza, tem uma durabilidade fantástica em sua nova utilização, dá um uso inteligente para um produto considerado lixo, diminui consideravelmente a necessidade de uso de madeira para essa finalidade, ou seja, age de forma transversal em vários aspectos ecológicos ao mesmo tempo”, enumera o gestor de Projetos Danuzio.
Parcerias importantes
Como seria previsível, a tecnologia já despertou o interesse das empresas produtoras de pneus, sejam novos ou remoldados, obrigadas a cumprir a Resolução do Conama nº 258/99 (veja link para o resumo no final da matéria), que obriga os fabricantes e importadores de pneumáticos a coletar e destruir, de forma ambientalmente adequada, os pneus inservíveis existentes no território nacional, na proporção em que cada um participa do mercado brasileiro.
O que se faz hoje nem de longe se enquadra como destruição “de forma ambientalmente adequada”. O destino de milhares de pneus recolhidos está, quase sempre, nas indústrias cimenteiras, onde eles acabam incinerados. “Não é, nem nunca será, uma destinação ecologicamente adequada, tendo em vista que não há filtros que garantam níveis seguros de filtragem de poluentes tóxicos e cancerígenos gerados na queima desses pneus”, pondera Danuzio. “Inúmeros paises do mundo já criaram legislações específicas contra a queima que, no final das contas, atende a um interesse de poucos”, completa.
A Associação Nacional das Indústrias de Pneus – Anip – e a BSColway, líder de mercado em remoldagem de pneus do Brasil, já se manifestaram favoráveis à iniciativa da Unicamp e do inventor Reynaldo do Amaral Júnior.
Com matéria-prima e mercado garantidos, a viabilidade econômica dos produtos feitos de pneus inservíveis mostra-se promissora. No momento, a Unicamp está prospectando investidores. “Principalmente uma empresa da área de metal/mecânica, metalúrgica ou de equipamentos de reciclagem para desenvolver conosco o equipamento que vai permitir a produção em escala e com um padrão de qualidade adequado ao mercado”, informa Danuzio Gil.

Foto dos mourões de pneus cedida pela Assessoria de Comunicação da Unicamp.
Legislação associada:
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Thursday, June 29, 2006

Nossa primavera silenciosa

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Neste artigo polêmico, o autor defende que o clássico ambientalista anti-DDT, Primavera Silenciosa é um embuste, não tendo validade científica. Como conheço a tese apenas através do que foi divulgado (e vulgarizado) ao grande público, prefiro me abster e procurar entender melhor. O assunto é controverso mesmo.

a.h


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Our Own Silent Spring

by
Llewellyn H. Rockwell, Jr.by Llewellyn H. Rockwell, Jr.

Let there be no doubt that the war on malaria has failed. It is estimated that 800,000 children in Africa die from the disease every year, and as many as three million people altogether every year.

We know how people contract it: from mosquitoes. We know how to control it: kill the carrier mosquitoes. And we know what kills them: DDT.

So why has the war on malaria failed? Because governments banned the cure. Now they claim to wonder why people are sick and dying.

DDT was discovered during World War II to be a great means of stopping infection from typhus and malaria. Its inventor, Paul Hermann Mueller, won the Nobel Prize in 1948.

It was used throughout the 1950s and 60s and was on the verge of wiping out mosquito-borne diseases from the planet. Then something very peculiar came along. A book called Silent Spring by Rachel Carson was published in 1962, and eventually it created a fantastic backlash against progress. The spring was silent supposedly because of the lack of birds, killed off by DDT.

The only problem is that Carson's claims were never scientifically validated. Indeed, it was a hoax. Studies pumped primates full of DDT with no effect. Human volunteers ingested the stuff with no effect. Workers with 600 times the typical exposure to DDT showed no increased side effects. (Some details
here.) What's more, she never once mentioned in her book that DDT had saved hundreds of thousands of lives.

Even so, governments acted. First in Norway and Sweden in 1970. The US banned it in 1972. The UK acted in 1984. The Stockholm Convention of 2001 called for the complete elimination of DDT. Of course, the US enforced its opposition through its foreign aid programs.

Here it is 2006 and what happens? People are stunned that malaria is back with a vengeance. Every 30 seconds, someone dies of malaria, and three-quarters of the victims are under the age of 5. Survivors can be left with horrific mental and physical ailments. So far as I know, neither governments nor greens were ever held liable.

Today, the big bucks are looking to fix the problem. Nearly $1 billion was spent last year alone. Warren Buffett ($31 billion) and the Gates Foundation have gotten in the act. Where is the money going? Only a tiny portion will be spent on DDT spraying, the restrictions on which are only now being slightly loosened, provided it is sprayed in homes and not on crops.

Mostly the money is going to nets. Nets! As if this were the 19th century! It's obvious that the agencies involved in this struggle are reluctant to reach for the spray can, or even discuss it.

The hidden hand behind this horror is none other than the environmentalists. The frenzy against DDT launched their movement. It is what emboldened them, and gave their political agenda momentum. In some ways, their campaign against DDT perfectly sums up their political bent: using state power to ban products and services that help humans, and thereby cause history to roll backward.

The extent to which the green movement is wrapped up in this history is obvious from the fact that we are living through a genuine silent spring, with the press ignoring the causes of malaria. The New York Times presents the epidemic as "mystifying," and most people know nothing about the role of the environmentalists who are responsible for millions of deaths by malaria, and in Africa, of all places, the continent that the left claims to love to help.

Does no one at the New York Times read back issues? The full case is presented in the zillion-word magazine masterpiece from Tina Rosenberg, "
What the World Needs Now Is DDT" (April 11, 2004).

The politics of the environmentalists are increasingly predictable and obvious. They oppose all forms of capitalistic innovation. Indeed, they represent a special kind of danger to the human race that socialism never did. At least the socialists favored human progress, or at least said they did. These greens are against all that. They claim that we should be happy to live amidst disease, filth, and death, if only the bugs and birds can be left alone to thrive and kill us.

It's as if the socialists discovered that their plan created poverty, and so decided to change their names to environmentalists and make poverty their goal.

And note how their agenda fits so well with the state agenda. The state hobbles and hinders productivity in millions of ways through its taxing, regulating, and warmongering. But that makes little difference to the state, which prefers the exercise of power to the good of society. So too do the environmentalists pursue their agenda without regard to the effects on human society.

Currently, there are many environmental issues alive in the policy world, from the debate over sprawl to the frenzy over global warming. The environmentalists have the upper hand in all of them, which is a crying shame, given that they’re responsible for millions of lost lives – in just one of their conquests. More victories for them are sure to make life worse for all of us.

June 29, 2006

Llewellyn H. Rockwell, Jr. [
send him mail] is president of the Ludwig von Mises Institute in Auburn, Alabama, editor of LewRockwell.com, and author of Speaking of Liberty.

Copyright © 2006 LewRockwell.com

Lew Rockwell Archives

http://www.lewrockwell.com/rockwell/silent-spring.html

Sunday, June 25, 2006

Rios nos EUA

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24/06/2006

Centenas esperam por conferência sobre rios nos EUA

Centenas de pessoas de todo o mundo esperam para participar da Conferência Internacional sobre Rios e Civilização, que começa neste domingo, de acordo com o informações divulgadas pela mídia. O evento é patrocinado pela Universidade de Winsconsin-La Crosse, o Museu Nacional de Rios do Mississipi, e o aquário de Dubuque, em Iowa. O evento, que deve atrair 400 pessoas, será realizado até quarta-feira.

O presidente da Conferência, Ron Rada, disse ao jornal La Crosse Tribune Daily que ecologistas e engenheiros falarão com historiadores e arqueólogos sobre ensaios de rios. "Ou é uma conferência única ou é algo bem próximo disso", afirmou.

A conferência é a terceira em uma série de encontros mundiais sobre rios. O primeiro foi em 2002, na Universidade de Dubna, na Rússia, e o segundo foi em 2003 na Universidade de Assiut, no Egito. Palestrantes e líderes de sessões vêm de países distantes. Também participam acadêmicos, administradores de rios e ecologistas, líderes de negócios, escritores, músicos, artistas, políticos, especialistas em rios, e muitos outros, para discutir sobre os ensaios contemporâneos.

A conferência começa no domingo à noite com a abertura do palestrante Jared Diamond, professor de geografia na Universidade de Califórnia, e ganhador do prêmio Pulitzer pelo seu livro: "Armas, germes e aço: os destinos da sociedade humana" (em tradução literal).

(Fonte: AP / Estadao.com.br)

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http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=25337

Drogas na Colômbia

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20 de junho, 2006 - 18h45 GMT (15h45 Brasília)
Colômbia registra aumento no cultivo de coca

A Colômbia recebe US$ 600 milhões por ano em ajuda dos EUA para combater o tráfico


A produção de coca na Colômbia registrou um crescimento de 8% em 2005, o primeiro aumento em cinco anos, segundo a Agência de Drogas e Crime da ONU.

A produção de coca, a matéria prima para a fabricação da cocaína, chegou a 86 mil hectares em 2005, segundo a ONU.

Apesar do aumento, este número representa metade do cultivo registrado na Colômbia em 2000, quando chegou a 163 mil hectares.

Anja Korenblik, uma das autoras do relatório, afirmou que a Colômbia precisa de mais ajuda internacional para encontrar alternativas para o sustento de ex-agricultores plantadores de coca.

Desde 2000 os Estados Unidos gastou mais de US$ 4 bilhões na luta contra o tráfico de drogas na Colômbia. Entre as estratégias está a pulverização de herbicidas para exterminar as lavouras e também medidas de segurança.

Mas apesar destes esforços a área cultivada com coca na Colômbia aumentou em 6 mil hectares entre 2004 e 2005, segundo a ONU.

Cartéis

"Na Colômbia, em 2005, encontramos 86 mil hectares de coca, um aumento de 8% em comparação a 2004, quando tínhamos 80 mil hectares", disse Korenblik à BBC.

"Isto é quase a metade do cultivo no ano 2000 quando existiam mais de 160 mil hectares, então é uma queda impressionante", afirmou.


Korenblik disse que a pesquisa mostrou mais que é necessária mais ajuda econômica para agricultores pobres que cultivam coca para os cartéis de drogas.

"O que é necessário é que a comunidade internacional apóie a Colômbia para identificar fontes alternativas de sustento para ex-cultivadores de coca", disse.

"Isto não está acontecendo e, provavelmente, é a razão pela qual é difícil para todos os países andinos consigam manter a redução do cultivo de coca", acrescentou.

A Colômbia ainda é o maior produtor de cocaína. Mas, sua fatia na produção mundial caiu de 74% em 2000 para 54%.

A produção de coca no Peru e na Bolívia caiu em 8% e 4% respectivamente em 2005 segundo o relatório da ONU.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/06/060620_colombiadrogasonufn.shtml

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Parece que o governo colombiano gostou e viciou (desculpe-me o trocadilho) no subsídio americano...
a.h
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Saturday, June 24, 2006

Mais Lenha

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Por Fabiana Futema, da Folha Online


Insatisfeita com a gestão pública da educação, parte do empresariado brasileiro decidiu colocar a mão na massa e criar ações para elevar o nível do ensino do país. Mais do que investir na qualidade e capacitação da mão-de-obra de suas próprias fábricas, o empresariado diz que aplicar em educação ajuda a acelerar o crescimento econômico e social do Brasil. “Se dependermos apenas do governo, não chegaremos lá. Estou aflito com o pouco crescimento do país”, disse Jorge Paulo Lemann, presidente da Fundação Lemann. Entre os pontos considerados críticos por Lemann está o baixo crescimento econômico do país, inferior à taxa média da América Latina e do mundo. “Se continuarmos assim, vamos perder a corrida da eficiência e da competência no mundo globalizado. Se não atacarmos o problema, nosso crescimento será inadequado.” O presidente da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que o “retorno social e econômico do investimento em educação é incomensurável”. Como exemplo, Gerdau mencionou que investir na capacitação de um professor reflete no ensino de pelo menos 40 alunos – referência à quantidade de estudantes por sala de aula. “Que investimento dá um retorno como esse? Investir em educação é o melhor investimento que se pode fazer.” No entanto, segundo Gerdau, educação e saúde – que seriam as duas áreas mais importantes – são as mais mal administradas. “Isso mostra a falta de inteligência da sociedade.” Para Gerdau, a culpa pela má qualidade da educação é da elite. “De qualquer elite: da elite econômica, social, acadêmica, política ou sindical. Falta indignação à sociedade.” Segundo ele, a construção da própria democracia depende da melhora da educação. “Só se constrói uma verdadeira democracia com igualdade de oportunidades. E essa igualdade se dá pela educação.” Lemann e Gerdau fazem parte de um grupo de cerca de 100 empresários que participam da conferência internacional Ações de Responsabilidade Social em Educação: Melhores Práticas na América Latina, que acontece até este sábado na Bahia.
24/06/2006

Papeleras uruguaias

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23/06/2006
Uruguaios cobram participação do Brasil na crise das "papeleras"


Os uruguaios cobraram uma posição do Brasil sobre a disputa entre a Argentina e o Uruguai sobre a construção de duas fábricas de celulose às margens do rio Uruguai, que divide os dois países. Os argentinos chegaram a bloquear pontes para protestar contra a situação. O governo argentino afirma que o país vizinho violou acordos internacionais que regulam a exploração do rio. Também alega que as fábricas ameaçam o meio ambiente. O Uruguai se defende justificando que os projetos seguem os padrões internacionais e vão proporcionar empregos e investimentos na região. "O bloqueio de pontes não é um problema bilateral entre Argentina e Uruguai. É um problema de caráter internacional que afeta o livre trânsito, que é uma norma clássica do Mercosul", disse o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Reynaldo Gargano, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (23) ao lado do chanceler brasileiro Celso Amorim.
Entre fevereiro e março, manifestantes argentinos bloquearam por 45 dias o trânsito entre a cidade argentina de Gualeguaychú e a uruguaia de Fray Bentos, principal ligação entre os dois países. Kirchner e Vasques concordaram com a paralisação das obras por 90 dias, para inspeções rigorosas sobre os riscos de poluição.
A crítica também partiu do ex-chanceler uruguaio e atual senador pelo Partido Nacional, Sérgio Abreu. "O Partido Nacional não viu com bons olhos a indiferença do Brasil nos conflitos com a Argentina. Quando se recorre ao Mercosul, tem que ser recorrido em tudo. Não é possível esquecer o Mercosul para essas coisas e relembrar a existência do Mercosul para outras", disse no Congresso, em Montevidéu.
O senador ainda comentou a negociação bilateral do Uruguai com outros países, entre eles os Estados Unidos. "É importante ter uma flexibilidade nas negociações com outros países. Uma flexibilidade que nos permita transitar para uma melhor inserção comercial com outros países e não somente com os Estados Unidos. Temos que assumir as assimetrias e terminar com a hipocrisia", criticou. O Brasil já comentou algumas vezes que não vai interferir na discussão, porque seria um tema bilateral. (Priscilla Mazenotti/ Radiobrás)
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http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=25324
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Para que serve o Mercosul se não age em um conflito regional destes? O Mercosul só se presta a administrar crises que dão ganho de causa prévio a anti-desenvolvimentistas como Evo Morales ou estatistas como Hugo Chávez, que nem sequer têm atuação e inserção no bloco em definitivo?

O Mercosul é um piada de mau gosto que só tem servido à política populista com vistas à propaganda sem tomar posição efetiva em contendas regionais.

a.h
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Mais armas, menos crimes

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Aumenta a venda de armas enquanto os índices de criminalidade e acidentes envolvendo armas de fogo caem.
Fonte: National Shooting Sports Foundation - NSSF
Tradução: Christopher Stears (Movimento Viva Brasil)

Novas estatísticas mostram que a venda de armas de fogo e munição está subindo nos EUA, coincidindo com a queda dos índices de crimes à mão armada, suicídios e acidentes envolvendo armas de fogo.
A Fundação Nacional de Tiro Esportivo (National Shooting Sports Foundation - NSSF), associação que incentiva o esporte do tiro, a caça e atividades ao ar livre, divulgou os números obtidos pelo Departamento do Tesouro dos EUA (U.S. Dept. of the Treasury), revelando que em 2005 as vendas de armas de fogo e munição aumentaram 2.6%, totalizando $2.1 bilhões.
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Não aos 150%
Veículo: O Globo / Veiculação: On-line
LUIZ ANTONIO FLEURY FILHO
Manter o imposto de 150% sobre a exportação de armas é frustrar o resultado do referendo de outubro, quando, por esmagadora maioria, a população decidiu votar contra a proibição da venda e manufatura de armas no país. Antes de tudo é preciso respeitar a vontade dos eleitores que, ao decidirem pelo “não”, deram um claro recado às autoridades pedindo mais investimentos em segurança pública. Exportação de armas é um negócio que gera empregos e divisas. Tanto que é defendido pelos militares, maiores especialistas no assunto, que calculam um mercado potencial para o Brasil de cerca de US$ 140 milhões caso a redução do imposto seja concretizada. Hoje o Brasil tem apenas 10% deste total.
E-mails parabenizando o deputado por mais essa participação em defesa do cidadão devem ser enviada para: fleury@fleuryfilho.com.br
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Comandante diz que PM íra à justiça contra ONGs
Para Borges, existe um "prejulgamento" da reação da PM aos ataques. Sem citar nomes, ele também classificou de "bobagens" as críticas à entidade feitas pelas ONGs... "
E-mails parabenizando o deputado por mais essa participação em defesa do cidadão devem ser enviada para: fleury@fleuryfilho.com.br
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Fleury quer mais rigor para crime hediondo
A proposta do Executivo estabelece que o réu só poderá passar no regime semi-aberto após cumprir um terço da pena. Fleury sugere que sejam dois terços...
E-mails parabenizando o deputado por mais essa participação em defesa do cidadão devem ser enviada para: fleury@fleuryfilho.com.br
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DEPUTADO ALBERTO FRAGA QUER SABER ONDE ESTÁ A MUNIÇÃO DA CAMPANHA DO DESARMAMENTO
Durante a campanha, a própria imprensa divulgou várias imagens da entrega das armas, mostrando que munições também eram devolvidas, entretanto, até a presente data, não foi informado pelo Ministério da Justiça a quantidade arrecadada. Salientamos que nas operações de destruição das armas feitas pelo Exército Brasileiro em logradouros públicos, amplamente noticiadas pela imprensa, não se verificou.
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São Paulo - (11) 3167-7045 - Assessoria de Imprensa: Hélio Perazzolo
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Friday, June 23, 2006

Cultura e Natureza ou Cultura vs. Natureza?

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BBC, 23 de setembro, 2002 - Publicado às 13h36 GMT
O campo na cidade

No domingo, Londres quase que se torna um filme de Glauber Rocha: "A cidade vai virar campo e o campo vai virar cidade". Na verdade, foram mais de 400 mil pessoas, de todas as partes rurais da Grã-Bretanha, inundando as ruas do centro, numa das maiores passeatas vistas por Londres desde os tempos da sra. Thatcher. Os manifestantes não tinham o objetivo único de protestar contra qualquer medida tomada contra a tradicional caça à raposa, embora este tema tenha praticamente seqüestrado a passeata. As comunidades rurais vieram à cidade para mostrar algo básico: elas existem e nem só a cavalo e de casaco vermelho, cercado de cachorrinhos correndo atrás de uma raposa, vive o campesinato. E essa simples palavra – campesinato – empresta um cunho altamente social ao evento. Não, não eram caipiras descalços fumando cigarro de palha e dizendo, ao menor pretexto, "Eta, mundo véio sem portêra!" O campo britânico, na verdade, sempre foi, até há bem pouco – um século, digamos – o coração secreto, e não tão secreto assim, do país. Cidade era onde se trabalhava, se administrava o império e se ganhava dinheiro. Campo era onde se vivia. Peguem a moda – masculina, é claro – britânica: o cordurói, o Harris Tweed, as botinhas Wellington… Peguem aquela fantasia que cismaram que Sherlock Holmes usava o tempo todo: o deer stalker. É uniforme para se caçar veado e gazela. Ou simplesmente adotar, quando no campo. Não ocorreria a uma pessoa de bom senso usá-la na cidade, em Baker Street.

O protesto foi muito além da raposinha. Eu gostei de ver os camponeses. Abastados, remediados e pobretões. Cada um com seu problema. As rendas que caem. A praga da febre aftosa. O problema habitacional. Os transportes precários, a escassez de ônibus. Os pubs, correios e postos de gasolinas que fecham. A lojinha da esquina, cada vez mais rara.

Sou urbano até a medula. Muito verde me dá náuseas. Mas sei que esta ilha nasceu e depende do campo. Eu posso não ir a ele, mas gosto de vê-lo em fotos e programas de TV ou, como agora, no centro de Londres.

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E aí pessoal, a caça à raposa deve ou não ser preservada? Embora tenha ocorrido tal protesto, parece-me que ela já foi proibida...

Sei que quando vemos os tais gentleman britânicos bradando pelo seu direito de... matar(sic), não nos sensibilizamos da mesma forma que quando uma ou outra tribo ou população nativa deste vasto Tiers Mondé o faz, mas, se pararmos para pensar: por que o direito de manter uma tradição cultural não é extensivo a eles? Só por que são... ricos?

O caso é que se nós, em plena sociedade urbano-industrial ou pós-industrial nos arvorarmos de ter os mesmos direitos de tais populações, a natureza intacta vai pro beleléu, mesmo! Imagine, 180.000.000 de brasileiros exigindo seu direito de se comportar tal e qual os autóctones e arcaicos índios, praticando a queimada?!

Não dá... mais!

Por outro lado (e sempre há de montão), li de certa feita que, o controle biológico de coelhos, em parques urbanos franceses, era feito por caçadores (devido à sua super-população). Sim, a caça é uma atividade tradicional e ligada, justamente, às nossas práticas de sobrevivência e ADAPTAÇÃO ao meio natural. Mas, me parece hoje, necessário estabelecer o ONDE, COMO, QUANDO e QUANTO. Isto é, não é mais possível se praticar com a mesma licenciosidade de outrora. Não é possível, hoje em dia, se permitir a caça à baleia nos mesmos moldes de que faziam os nórdicos europeus ou nipônicos no Pacífico. Mesmo por que, hoje, ela não se prestaria ao atendimento local e pautado nos ciclos de permanência dos cétaceos nas costas.

Pensemos...

a.h


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Álcool na América Latina

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Sexta-feira 23 de junho, 2006

Responsabilidade social:
Febre do álcool ataca a América Latina

O setor de etanol do Brasil está experimentando um “boom” sem precedentes, e registrou investimentos recordes do setor privado. Além do consumo interno do álcool extraído da cana-de-açúcar, vem aumentando a demanda de países como Estados Unidos, Suécia e Japão. E o resto da América Latina e Caribe procuram seguir o modelo brasileiro de produção de etanol, por causa dos altos preços do petróleo no mercado internacional.

Durante um discurso realizado no Rio de Janeiro este mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Organização de Países Exploradores de Petróleo (OPEC) em breve teria que admitir o Brasil em suas filas, porque o País planeja ser o “principal exportador” de bio-combustível.

O etanol brasileiro já corresponde a um terço da produção mundial, mas isto não coloca o Brasil em uma posição de país que possa atender à demanda global de etanol. O país sul-americano também é o maior dependente mundial de etanol, com 20% de sua frota de veículos com motores a álcool. No mundo, esse combustível vegetal é usado como aditivo à gasolina, numa proporção média de 2,6%.

O etanol tem várias vantagens: é mais limpo e renovável, ajudando a reduzir a emissão de carbono ao mesmo tempo em que conserva as reservas de combustíveis fósseis. É barato quando produzido numa usina administrada de maneira eficiente, com um custo de menos de um dólar por galão. É versatilidade – pode substituir a gasolina inteiramente em carros com motores bi-combustível, ou ser misturado à gasolina em menores proporções em motores convencionais. O álcool também tem altos níveis de octanagem e, no ano que vem, na famosa corrida das 500 Milhas de Indianápolis, os carros correrão com etanol em seus tanques.

O Brasil estima investir, até 2010, cerca US$ 10 bilhões no aprimoramento da produção de etanol à base de cana-de-açúcar, ampliando a capacidade com 90 novas usinas. No mesmo período, a indústria brasileira planeja duplicar a exportação de etanol, para 5 bilhões de litros por ano.

A Petrobras pretende investir US$ 225 milhões na construção de um duto de etanol que ligará o Estado de Goiás a São Paulo, em 2008. No início de junho, o Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês) disse que investirá US$ 570 milhões em projetos de “agro-energia” desenvolvidos por fundações brasileiras, incluindo o plano da Petrobras de alavancar a exportação de etanol. A gigante norte americana Cargill comprou sua primeira usina de etanol no Brasil em junho, e a expectativa é de que gastará US$ 44 milhões para dobrar sua produção até 2008. A Royal Dutch/Shell, que normalmente exporta petróleo do Brasil, começou a exportar etanol em junho, e embarcará, ainda este ano, cerca de 150 milhões de litros de álcool brasileiro para os Estados Unidos, disse um porta-voz da companhia. Segundo a Unica, as exportações do Brasil provavelmente alcançarão este ano os 2,4 bilhões de litros, sendo que 800 milhões de litros tem como destino os EUA.

América Latina

Os programas brasileiros são cada dia mais populares em toda a região. A produção de etanol da Colômbia teve início em 2005, com investimentos de US$ 100 milhões. O país sul-americano pretende misturar o etanol à gasolina para evitar o esgotamento de suas reservas de petróleo.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou em 2005 que seu país investirá nos próximos cinco anos cerca de US$ 900 milhões em usinas para a produção de etanol, e usará o bio-combustível na substituição dos aditivos da gasolina. Chávez planeja aumentar sua produção para 25 mil barris por dia, até 2010.

O Peru já mistura o etanol à sua gasolina, e também tem planos de produzir 25 mil barris de etanol por dia. Suas pretensões são abastecer seu mercado e o mercado da Califórnia. O Equador também já considera seu próprio plano para o etanol.

Na América Central, que importou mais de US$ 5 bilhões em óleo e combustível no ano passado, uma crescente indústria de etanol poderia reduzir os altos custos da região com energia e impulsionar as exportações. Arnaldo Vieira de Carvalho, um diretor de investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que ajuda governos da América Central a desenvolver um estudo de viabilidade de um projeto regional de etanol, diz que a região parece ter potencial para uma importante expansão no setor alcooleiro. O BID ainda não financia projetos de etanol na região, mas está pronto para fazê-lo conforme os estudos avançarem.

Um estudo publicado em 2005 pela Comissão Econômica para América Latina (Cepal) prevê que, mesmo sem investimentos significativos, a América Central pode produzir etanol suficiente para adicionar 10% de álcool à sua gasolina. Segundo o relatório, o programa não necessitaria de subsídios do governo, e um análise de preço mostra que teria economizado US$ 187 milhões para a região em 2003.

Guatemala, Costa Rica e El Salvador já têm algumas fábrica de processamento de etanol, e Carvalho disse que esses países também avaliam a possibilidade de misturar 10% de etanol em sua gasolina, a partir de 2007. Na República Dominicana, a belga Alcogroup disse recentemente que construirá uma usina de etanol e os agricultores dominicanos estão negociando com outros investidores.

A região tem a vantagem de estar próxima do mercado norte-americano e também a de seu etanol não estar sujeito à tarifa de US$ 0,54 por galão que limita o Brasil na exportação de seu produto para os Estados Unidos. Assim, uma empresa brasileira está estudando investir no desenvolvimento de etanol na Jamaica enquanto o governo brasileiro pretende ajudar a Guatemala e o Haiti a dar a partida no etanol.

Paralelamente, o governo cubano entrou em contato com algumas empresas privadas para pedir apoio na construção da infra-estrutura necessária para sua produção, enquanto o México está apostando na cana-de-açúcar e no milho, com a construção de novas usinas.


http://www.americaeconomia.com/PLT_WRITE-PAGE~SessionId~~Language~4~Modality~0~Section~1~Content~25843~NamePage~EnergiaArti~DateView~~Style~-1.htm

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Energia nos EUA e oportunidades para o Brasil

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Estimular o uso do etanol para conter o preço dos combustíveis poderia ser muito bom para o Brasil. No entanto, não creio que tenhamos a capacidade de produção e exportação necessárias no momento. Além do mais, eles estão iniciando a produção do álcool a partir do milho.

Quem foi contra as possibilidades do álcool combustível no passado não imaginou como isto poderia ser vantajoso no futuro.

Mas, ainda há tempo.
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Petróleo caro
Senado aprova lei que dá incentivos a energias alternativas e a maior eficiência

EUA buscam opções energéticas
Tatiana Bautzer De Washington
Valor Econômico - 29/06/2005 - edicão nº 1291

O preço do petróleo em torno de US$ 60 incentivou o Congresso americano a tentar um acordo para aprovar nova legislação sobre energia, que trás incentivos ao uso de energia renovável. A grande divisão entre os diversos setores envolvidos impediu a aprovação dessa lei nos últimos anos. Mas a grande dependência dos EUA do petróleo importado, a instabilidade de países exportadores (especialmente Oriente Médio e Venezuela) e a escalada dos preços estão forçando um acordo sobre o assunto.

Ainda há diferenças em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, mas os dois projetos têm em comum mais incentivos para produção de energia sem uso do petróleo (são créditos fiscais para produção de etanol e incentivos às montadoras para maior oferta de veículos híbridos).

A Câmara exige que as refinarias produzam 5 milhões de galões de combustíveis com fontes renováveis (principalmente etanol derivado do milho), e o projeto do Senado fala em 8 milhões de galões anuais. Também há incentivo para projetos de usinas termoelétricas com base em carvão, mas com uso de tecnologia de gaseificação para reduzir a poluição. O Senado aprovou o projeto por 85 votos a 12.

As principais diferenças entre os dois projetos de lei são relativas à exploração de petróleo em reservas ambientais no Alasca (a Câmara é favorável) e à proteção contra ações judiciais para fabricantes de um aditivo para gasolina que pode contaminar o ambiente. Grupos ambientais dizem que o produto MTBE contaminou fontes de água potável no país.

O Senado acabou aceitando a postura da Câmara em relação a limites de emissão de poluentes. Os dois projetos determinam que haja uma redução voluntária de emissões e não obrigatória. Os EUA não aderiram ao protocolo de Kyoto para redução de emissões por considerar que as medidas aumentariam os custos para empresas e poderiam prejudicar a atividade econômica. O presidente George Bush já pediu várias vezes ao Congresso que envie uma lei para sanção até agosto, e o líder do governo no Senado, Bill Frist, disse ontem que o projeto é "um passo à frente na política energética nacional".

As dificuldades na ocupação do Iraque e a crescente demanda por petróleo na China e na Índia têm mantido os preços em alta há mais de três anos. Recentemente, Bush disse que será necessário voltar a investir em energia nuclear, o que os EUA têm evitado desde meados dos anos 70. O projeto de lei cria créditos fiscais para energia produzida por fonte nuclear, com teto de US$ 125 milhões nos próximos 8 anos, e permite empréstimos para financiamento de novos projetos.

A relutância dos EUA em estimular o uso de energias alternativas nas últimas décadas está resultando, ironicamente, em problemas para as próprias companhias americanas. A Ford e a General Motors, por exemplo, vêm perdendo mercado de veículos nos últimos anos por concentrar sua produção em grandes caminhonetes com alto consumo de gasolina. Embora esse tipo de carro faça sucesso entre os consumidores, a escalada do preço da gasolina está estimulando a procura por veículos com menor consumo e maior eficiência.

Os EUA viram com surpresa a formação de listas de espera de consumidores para dois modelos de carros com alimentação híbrida, o Prius (híbrido de energia elétrica e gasolina), da Toyota, e o Escape, da Ford. Os EUA ainda não têm carros com motor "flex power" como no Brasil, nos quais o uso de gasolina é alternado com o de etanol. Mas a perspectiva é que o uso desse produto cresça, inicialmente em misturas com a gasolina.
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Thursday, June 22, 2006

Alfred Wegener (1880-1930)

















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"Scientists still do not appear to understand sufficiently that all earth sciences must contribute evidence toward unveiling the state of our planet in earlier times, and that the truth of the matter can only be reached by combing all this evidence. . . It is only by combing the information furnished by all the earth sciences that we can hope to determine 'truth' here, that is to say, to find the picture that sets out all the known facts in the best arrangement and that therefore has the highest degree of probability. Further, we have to be prepared always for the possibility that each new discovery, no matter what science furnishes it, may modify the conclusions we draw."
Alfred Wegener. The Origins of Continents and Oceans (4th edition)
Some truly revolutionary scientific theories may take years or decades to win general acceptance among scientists. This is certainly true of plate tectonics, one of the most important and far-ranging geological theories of all time; when first proposed, it was ridiculed, but steadily accumulating evidence finally prompted its acceptance, with immense consequences for geology, geophysics, oceanography, and paleontology. And the man who first proposed this theory was a brilliant interdisciplinary scientist, Alfred Wegener.
Born on November 1, 1880, Alfred Lothar Wegener earned a Ph.D in astronomy from the University of Berlin in 1904. However, he had always been interested in geophysics, and also became fascinated with the developing fields of meteorology and climatology. During his life, Wegener made several key contributions to meteorology: he pioneered the use of balloons to track air circulation, and wrote a textbook that became standard throughout Germany. In 1906 Wegener joined an expedition to Greenland to study polar air circulation. Returning, he accepted a post as tutor at the University of Marburg, taking time to visit Greenland again in 1912-1913. (The above photograph of Wegener was taken during this expedition). In 1914 he was drafted into the German army, but was released from combat duty after being wounded, and served out the war in the Army weather forecasting service. After the war, Wegener returned to Marburg, but became frustrated with the obstacles to advancement placed in his way; in 1924 he accepted a specially created professorship in meteorology and geophysics at the University of Graz, in Austria. Wegener made what was to be his last expedition to Greenland in 1930. While returning from a rescue expedition that brought food to a party of his colleagues camped in the middle of the Greenland icecap, he died, a day or two after his fiftieth birthday.
While at Marburg, in the autumn of 1911, Wegener was browsing in the university library when he came across a scientific paper that listed fossils of identical plants and animals found on opposite sides of the Atlantic. Intrigued by this information, Wegener began to look for, and find, more cases of similar organisms separated by great oceans. Orthodox science at the time explained such cases by postulating that land bridges, now sunken, had once connected far-flung continents. But Wegener noticed the close fit between the coastlines of Africa and South America. Might the similarities among organisms be due, not to land bridges, but to the continents having been joined together at one time? As he later wrote: "A conviction of the fundamental soundness of the idea took root in my mind."
Such an insight, to be accepted, would require large amounts of supporting evidence. Wegener found that large-scale geological features on separated continents often matched very closely when the continents were brought together. For example, the Appalachian mountains of eastern North America matched with the Scottish Highlands, and the distinctive rock strata of the Karroo system of South Africa were identical to those of the Santa Catarina system in Brazil. Wegener also found that the fossils found in a certain place often indicated a climate utterly different from the climate of today: for example, fossils of tropical plants, such as ferns and cycads, are found today on the Arctic island of Spitsbergen. All of these facts supported Wegener's theory of
"continental drift." In 1915 the first edition of The Origin of Continents and Oceans, a book outlining Wegener's theory, was published; expanded editions were published in 1920, 1922, and 1929. About 300 million years ago, claimed Wegener, the continents had formed a single mass, called Pangaea (from the Greek for "all the Earth"). Pangaea had rifted, or split, and its pieces had been moving away from each other ever since. Wegener was not the first to suggest that the continents had once been connected, but he was the first to present extensive evidence from several fields.
Reaction to Wegener's theory was almost uniformly hostile, and often exceptionally harsh and scathing; Dr. Rollin T. Chamberlin of the University of Chicago said, "Wegener's hypothesis in general is of the footloose type, in that it takes considerable liberty with our globe, and is less bound by restrictions or tied down by awkward, ugly facts than most of its rival theories." Part of the problem was that Wegener had no convincing mechanism for how the continents might move. Wegener thought that the continents were moving through the earth's crust, like icebreakers plowing through ice sheets, and that centrifugal and tidal forces were responsible for moving the continents. Opponents of continental drift noted that plowing through oceanic crust would distort continents beyond recognition, and that centrifugal and tidal forces were far too weak to move continents -- one scientist calculated that a tidal force strong enough to move continents would cause the Earth to stop rotating in less than one year. Another problem was that flaws in Wegener's original data caused him to make some incorrect and outlandish predictions: he suggested that North America and Europe were moving apart at over 250 cm per year (about ten times the fastest rates seen today, and about a hundred times faster than the measured rate for North America and Europe). There were scientists who supported Wegener: the South African geologist Alexander Du Toit supported it as an explanation for the close similarity of strata and fossils between Africa and South America, and the Swiss geologist Émile Argand saw continental collisions as the best explanation for the folded and buckled strata that he observed in the Swiss Alps. Wegener's theory found more scattered support after his death, but the majority of geologists continued to believe in static continents and land bridges.
What prompted the revival of
continental drift? In large part it was increased exploration of the Earth's crust, notably the ocean floor, beginning in the 1950s and continuing on to the present day. By the late 1960s, plate tectonics was well supported and accepted by almost all geologists. We now know that Wegener's theory was wrong in one major point: continents do not plow through the ocean floor. Instead, both continents and ocean floor form solid plates, which "float" on the asthenosphere, the underlying rock that is under such tremendous heat and pressure that it behaves as an extremely viscous liquid. (Incidentally, this is why the older term "continental drift" is not quite accurate -- both continents and oceanic crust move.)
Since Wegener's day, scientists have mapped and explored the great system of oceanic ridges, the sites of frequent earthquakes, where molten rock rises from below the crust and hardens into new crust. We now know that the farther away you travel from a ridge, the older the crust is, and the older the sediments on top of the crust are. The clear implication is that the ridges are the sites where plates are moving apart (click on the picture at the left to see a map of the age of the ocean crust). Where plates collide, great mountain ranges may be pushed up, such as the Himalayas; or if one plate sinks below another, deep oceanic trenches and chains of volcanoes are formed. Earthquakes are by far most common along plate boundaries and rift zones: plotting the location of earthquakes allows seismologists to map plate boundaries and depths (click on the picture at the right to view a map of quake epicenters). Paleomagnetic data have allowed us to map past plate movements much more precisely than before. It is even possible to measure the speed of continental plates extremely accurately, using satellite technology. Nevertheless, Wegener's basic insights remain sound, and the lines of evidence that he used to support his theory are still actively being researched and expanded.
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http://www.ucmp.berkeley.edu/history/wegener.html
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Região curda do Iraque vira oásis em meio à violência, diz jornal

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O jornal inglês The Independent afirma em reportagem especial que o Curdistão iraquiano se tornou um oásis de calma num Iraque tomado pela violência e instabilidade.
"Uma vez a Casa Branca e Downing Street (governo britânico) ignoraram a sua existência, mas agora eles são recebidos com aclamação como importantes aliados por George Bush e Tony Blair", escreve o correspondente Patrick Cockburn.
Para o repórter, a região - cujo movimento por autonomia foi "o mais longo e mais sangrento" depois do Vietnã - tornou-se a grande beneficiária por acidente da invasão americana em 2003, que poderia ter sido um "desastre" para os curdos.
Enquanto a guerra toma conta do resto do Iraque, diz Cockburn, as únicas áreas pacíficas do país são as três províncias curdas de Arbil, Sulaimaniyah e Dohuk. Além disso, diz o correspondente, refugiados abastados de Bagdá, Basra e Mosul vão para lá para escapar dos sequestros e assassinatos correntes nessas cidades.

Médicos e prostitutas
"Médicos que não ousam trabalhar em outras partes do Iraque estão abrindo novas clínicas", diz a reportagem. "Mesmo prostitutas de Bagdá estão se mudando para o Curdistão, reclamando que (a capital) é muito perigosa."
Segundo Cockburn, a área geográfica sob controle curdo é hoje bem maior do que em 2003, com o avanço de cidades antes dominadas por outras etnias, como a minoria tem hoje grande força política, o que se vê pelo fato de o presidente, Jalal Talabani, e o ministro do Exterior, Hoshyae Talabani, serem curdos.
A reportagem do Independent, no entanto, também fala dos temores dos curdos de que a eventual retirada americana ou um acordo entre sunitas e xiitas (que juntos compõem 80% da população do Iraque) poderiam comprometer a liberdade conquistada a duras penas.
Satélite humanista
O jornal americano The Christian Science Monitor destaca o uso, ainda incipiente, de satélites para monitorar abusos de direitos humanos.
Segundo o diário do Texas, muitas organizações humanitárias, incapazes ou proibidas de estar fisicamente no país, tentam usar satélites para saber o que está acontecendo. As principais áreas em foco agora seriam Darfur (Sudão), Chade e Mianmar - país que o ativista Jeremy Woodrum define como um "buraco negro".
"A mídia e as agências humanitárias podem entrar em Darfur, no Sudão, mas não podem entrar no leste de Mianmar, é completamente inacessível", disse Woodrum ao Monitor.
"Mesmo em países tão fechados, satélites podem detectar destruição militar, movimento de refugiados, mesmo as condições em que eles vivem", diz o jornal.
De acordo com a reportagem, embora seja muito cara para a maior parte das agências, a tecnologia já é adotada em alguns casos. O primeiro exemplo bem-sucedido surgiu em maio, quando a Anistia Internacional e AAAS divulgaram fotos de um assentamento no Zimbábue destruído pelo governo, antes e depois da ação oficial.
As imagens interiors mostraram um assentamento habitado por milhares de pessoas e cheio de escolas, com um centro infantil e uma mesquita, segundo a Anistia. A segunda leva de imagens revelou uma acampamento inteiramente destruído e abandonado, diz o Monitor.

França e Argentina
O jornal francês Libération questiona em editorial por que o presidente Jacques Chitrac insiste em manter o primeiro-ministro Dominique de Villepin no cargo.
"Apesar dos fracassos, os erros e a deserção da maioria, o presidente persiste em apoiar o homem que tem sido seu companheiro mais próximo desde 1995", afirma o Libération.
Quaisquer que sejam as razões, prossegue o jornal, a manutenção de Villepin está condenando Chirac a um recorde de baixa popularidade que está "estragando o final do seu (segundo) mandato de cinco anos".
O jornal argentino Clarín destaca o "fracasso" das negociações no Rio de Janeiro sobre o acordo automotivo entre Brasil e Argentina.
A nove dias do fim do prazo para um acordo, diz o Clarín, continuam as divergências, depois que os negociadores argentinos rejeitaram qualquer redução das tarifas para autopeças importadas e não aceitaram o pedido do Brasil de estabelecer uma data para o início da liberalização do comércio bilateral.

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http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/06/060622_pressreview.shtml
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Friday, June 16, 2006

ONU: Brasil terá 55 milhões vivendo em favelas até 2020

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Brasil atingiu 'redução extraordinária' nas favelas urbanas



Um relatório das Nações Unidas sobre os centros urbanos no mundo, divulgado nesta sexta-feira em Londres, diz que o número de moradores nas favelas brasileiras deve subir para 55 milhões em 2020 - o que seria equivalente a 25% da população do país, de acordo com projeções demográficas feitas pelo IBGE.

Apesar do número alto, o documento frisa que a taxa de crescimento das favelas no Brasil, em 0,34% ao ano, está praticamente estabilizada.
Os dados das Nações Unidas mostram que 52,3 milhões de pessoas viviam em favelas brasileiras em 2005, 28% da população do país.
Isso significa que apesar do aumento absoluto no número de habitantes nas favelas nos próximos anos, eles representariam um percentual cada vez menor da população total do país.
O relatório elogia diversos programas sociais brasileiros, mas alerta que a vida de quem vive nas favelas continua piorando e que os velhos preconceitos não mudaram.
O documento O Estado das Cidades do Mundo 2006-2007, elaborado pelo programa Habitat, mostra como as condições de moradia afetam quem vive nas favelas: eles passam mais fome, têm menos educação, menos chances de conseguir emprego no setor formal e sofrem mais com doenças que o resto da população das cidades.

Ainda assim, o Brasil foi citado como exemplo em políticas de urbanização, saneamento básico e orçamento participativo.
Segundo o relatório, na América Latina, Argentina, Brasil e México vão ter a maior influência na redução da população nas favelas da região até 2020.
Brasil e México já teriam atingido uma redução extraordinária na fatia de moradores de favelas nas áreas urbanas, enquanto em números absolutos, o aumento foi pequeno nos dois países. Em 2020, as populações de favelas nos dois países devem ter aumentado em 4 milhões, totalizando 71 milhões, se a desaceleração no crescimento continuar.
Já na Argentina, a taxa de crescimento das favelas é de 2,21% ao ano.
Previsões assustadoras
Atualmente, quase 1 bilhão de pessoas – um sexto da população mundial – vivem em favelas.
Se a tendência atual continuar, este número vai subir para 1,4 bilhão em 2020 - o equivalente à população da China - de acordo com o relatório do programa Habitat.
Para a ONU, "a comunidade internacional não pode ignorar os habitantes das favelas, porque, depois da população do campo, eles são o maior grupo nos países em desenvolvimento – e este número vai crescer quando estes países se tornarem mais urbanizados".
Até 2030, as cidades dos países em desenvolvimento vão ter cerca de 4 bilhões de habitantes, 80% da população urbana do mundo.
A ONU sugere que os governantes levem as diferenças entre favela e outras áreas urbanas em conta na hora de formular políticas sociais.
Exemplo brasileiro
Para medir a performance de cem nações na redução da população de favelas, a equipe de pesquisadores dividiu os países em quatro grupos: os que estão no caminho certo, os que estão estáveis, os que estão em risco e os que estão indo pelo caminho errado.
Brasil está na categoria estável, junto com países como Colômbia e Filipinas, graças ao "compromisso político – apoiado por recursos – em investir nos pobres dos centros urbanos", de acordo com o relatório da ONU.
A cidade de Fortaleza foi citada como um exemplo valioso de como o desenvolvimento de uma infra-estrutura de saneamento pode ter um resultado positivo para a saúde.
O relatório mostra que a cidade nordestina teve uma redução nas taxas de mortalidade infantil de 74 a cada mil nascimentos para 28 em cada mil nascimentos – e isso aconteceu no mesmo período em que o saneamento básico passou a cobrir mais de metade da população quando antes chegava a apenas um terço dos moradores da cidade.
No entanto, as Nações Unidas afirmam que apesar do esforço e comprometimento do Brasil em melhorar a vida de quem mora nas favelas, o país não tem tido sucesso em ajudar os mais pobres: a desigualdade e a pobreza crônicas ainda aumentam e os preconceitos não mudaram.
O relatório cita um estudo feito no Rio de Janeiro que descobriu que viver na favela era uma barreira maior na hora de conseguir emprego que ser negro ou mulher, uma descoberta que confirma que "onde se mora importa" quando se fala em saúde, educação e emprego.
"As favelas não são apenas uma manifestação de moradia de baixo nível, falta de serviços básicos e de direitos humanos, elas são também um sintoma de sociedades urbanas disfuncionais, em que desigualdades não apenas são toleradas, como proliferam livremente", diz o relatório da ONU.
Mortalidade infantil e desnutrição
O estudo da ONU mostra que, em termos de desigualdade entre os moradores das favelas e de áreas urbanizadas, o Brasil só pode ser comparado à Costa do Marfim.

O índice de desnutrição no Brasil é de 19% entre os moradores de favelas, ante 5% entre os que vivem em outras áreas urbanas.
No caso da mortalidade infantil, a ONU ressalta que os números brasileiros melhoraram muito como conseqüência de investimento no sistema público de saúde, mas alerta que as crianças das favelas ainda correm um risco muito mais alto que as que vivem em áreas urbanizadas.

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O que fica evidente neste estudo, se os números estiverem corretos, é a total incapacidade de gerenciamento do estado brasileiro. Não que nossas instituições e agências estatais tenham que, partenalistamente, prover moradia, mas que as mesmas teriam que desimpedir e desenfrear a capacidade de auto-financiamento e construção das classes mais pobres (assim como de todas as classes). Isto não ocorre, pois o que se vê de construção de moradias ocorre em áreas ilegais, sem registro de propriedade e é a própria propriedade que é o principal entrave.
a.h
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Saturday, June 03, 2006

Petróleo: Colômbia será a "bola da vez"

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Busca-se sócio latino americano

(AméricaEconomia.com.br)



Isaac Yanovich, CEO da petroleira estatal colombiana, tem um trabalho invejável. Enquantos os diretores da Yacimientos Petrolíferos Fiscales da Bolívia (YPFB), Petróleo de Venezueal (Pdvsa) e Petroecuador, concentram seus esforços em exercer maior controle sobre seus recursos naturais, Yanovitch trabalha na primeira excursão da Ecopetrol fora da Colombia.

Em seu plano, o presidente da Ecopetrol tem prazo até fim de maio para investir US$ 150 milhões em participações minoritárias em projetos de outras companhias petroleiras fora da Colômbia.

Durante o 15ª encontro anual promovido pelo Instituto de las Américas, en la Jolla, California, Yanovich disse à AméricaEconomia.com.br que os sócios “podem ser empresas privadas ou estatais”. Disse também que a Ecopetrol planeja disputar ombro-a-ombro com a Petrobras a próxima licitação anual de concessão petroleira e gás que se realizará em novembro, no Brasil.

Segundo Yanovich, “não importa o tipo de investimento. Seja de empresas de dentro ou fora do país, procuramos projetos petroleiros interessantes e que, se possível, envolva petróleo leve”.

O presidente da Ecopetrol garante que os US$ 150 milhões disponíveis são apenas um ponto de partida. “A Ecopetrol poderá gastar uma quantidade superior em campos petroleiros fora da Colombia, sempre que estes possam produzir grandes volumes de petróleo bruto”, conclui.

Nesse sentido, a Ecopetrol reconhece que pretende seguir os passos da estatal brasileira, Petrobras, empresa que foi capaz de expandir sua exploração e produção a países, tanto dentro como fora da região.

A expectativa da Ecopetrol é investir ativos no Brasil, Equador, Venezuela e Bolívia. Enquanto esses não acordos se concretizam, a empresa não descarta o interesse da empresa em campos petrolíferos no Golfo do México, garante Yanovich.

Existe um grande interesse pelo bloco 15 da Amazônia equatoriana, que há uma semana era operado pela petroleira americana Occidental Petroleum, empresa que teve seu contrato de exploração cancelado, por supostamente ter vendido sem autorização do Ministério de Energia, 40% de seu pacote de ações para a canadense EnCana.

O presidente da estatal colombiana, não vê os planos de expansão internacional como um limitante para os planos da Ecopetrol na Colombia. Como prova disso, ele cita o projeto em parceria com a ExxonMobil e Petrobras para extrair petróleo bruto do bloco colombiano de Tayrona que será realizado no início de 2007.

A expectativa da Ecopetrol em Tayrona é grande. Yanovich reconhece que a idéia é que o bloco se transforme em um verdadeiro ponto importante para as exportações de gás colombianas. Para alcançar esse objetivo, conta com o gasoduto que unirá Colombia e Venezuela, e que começará ser construído em julho.
A nova instalação terá 230 kilometros de extensão para transportar gás da Guajira colombiana até o estado de Zulia, a um complexo de refinação localizado na península de Paraguaná, na Venezuela.

Com essa finalidade, a Colombia espera conseguir, antes do fim do ano, duas concessões. A primeira, para explorar em águas do Caribe e a segunda, para explorar petróleo bruto na região da venezuelana da Llanos Basin.

Qualquer dos dois projetos representaria o empreendimento energético mais importante da realizado pela Colombia nos últimos seis anos, segundo a Ecopetrol.

Essas conquistas permitiria ao país sul-americano continuar com a tendência iniciada em 2005, quando a Ecopetrol assinou 58 contratos novos de exploração, enquanto empresas privadas se voltaram para o desenvolvimento local, depois de um período de estritas regulações.


De acordo com Yanovick, “queremos evitar que em cinco anos mais, a Colombia termine dependendo exclusivamente de importações de petróleo”. Ele que é um dos incentivadores do aumento na produção de petróleo colombiano que, atualmente, não supera os 530 mil barris por dia.


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Conflitos podem beneficiar terceiros e não, necessariamente, a um dos pólos de uma contenda. Com isto, as ações bolivianas, venezuelanas e equatorianas contra agentes externos de mercados pode levar ao benefício da Colômbia na atração de investimentos.

a.h
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Forbes afirma que pode provar a riqueza de Fidel Castro

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por Máximo Tomás em 02 de junho de 2006
Resumo: O ditador cubano foi o único citado pela revista que se aborreceu com a informação de que é um dos homens mais ricos do mundo.
© 2006 MidiaSemMascara.org

A revista especializada Forbes, defendeu ontem sua reportagem sobre a estimativa da fortuna do ditador cubano Fidel Castro e assinalou que pode “prová-lo”. “Podemos prová-lo” desde o ponto de vista de que “temos nossas fontes entre funcionários cubanos, e estimativas gerais dos lucros de empresas públicas cubanas”, disse a repórter da Forbes, Allison Fass.


“Temos uma estimativa conservadora dos lucros de companhias públicas”, insistiu Fass, ao referir uma das principais fontes que a revista considerou para estimar a provável fortuna de Castro.


O ditador vitalício cubano negou segunda-feira, desde Havana, a veracidade da reportagem da Forbes e assinalou que sua fortuna pessoal era “zero”. Disse que tdos os lucros das empresas públicas são utilizadas para servir ao povo de seu país. Desafiou a revista a provar o artigo com evidências concretas, que o coloca como o sétimo dos líderes ou monarcas com fortunas pessoais mais amplas.


Fass, que escreveu a história sobre Castro na revista, indicou que a estimativa “não inclui lucros passados” ou possíveis ativos em contas bancárias no exterior. “Não me surpreende sua reação”, disse a repórter; ele “não quer que os cubanos saibam disto”.


A publicação mudou parte da metodologia que utilizava em anos anteriores para estimar fortunas difíceis de calcular e atribuiu um enriquecimento de Castro em 350 milhões de dólares, de um ano para outro. “Para chegar a uma quantidade líquida usamos um método de fluxo (descontado) de recursos, para avaliar essas companhias e depois concluímos que parte desses lucros vai para Castro”, assinalou a publicação.


De acordo com a lista, o rei Abdullah Bin Abdulaziz da Arábia Saudita, é o líder mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em 21 bilhões de dólares, seguido de perto pelo sultão de Brunei, Haji H. Bolkiah, com 20 bilhões. O xeique Khalifa Bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos tem, sempre segundo a Forbes, ativos em 19 bilhões, e seu colega de Dubai, Mohammed Bin Rashid al-Maktoum, tem 14 bilhões de dólares.


A publicação sustenta que, como era de se esperar, nenhuma de suas estimativas foi confirmada pelos elencados. Tampouco nenhum do aludidos, com exceção de Castro, sequer se aborreceu com a informação.


A influente publicação norte-americana situou o decano de todas as ditaduras do planeta na sétima posição, com uma fortuna estimada em US$ 900 milhões.


Castro menosprezou o informe e disse que renunciaria a seu cargo se alguém apresentasse provas fidedignas de que a afirmação da revista é certa. Castro jurou no passado que renunciaria se se apresentassem evidências sobre muitas e diversificadas alegações contra ele, relacionadas com a utilização em seu regime da psiquiatria como método de tortura, torturas físicas, execuções sumárias e desaparecimentos, porém ninguém jamais atribuiu seriedade às suas ameaças de “renúncias”, algo que nunca fez, embora existam evidências irrefutáveis de flagrantes violações dos direitos humanos na Ilha.


A Forbs disse à BBC que para determinar a provável fortuna de Castro calculou-se o valor de várias empresas estatais cubanas e se adjudicou uma porcentagem ao líder cubano.


Um porta-voz da muito lida revista financeira admitiu que não tinham nenhuma evidência de que Castro tenha escondido dinheiro em contas bancárias no estrangeiro, porém afirmou que ele controla uma fortuna. “Se alguém como Castro quiser escapar do país e levar consigo uma soma milionária, poderia fazê-lo”, disse o porta-voz da Forbes.


Segundo a revista financeira, suas fontes não estão em Cuba, embora algumas delas tenham trabalhado com o governo cubano no passado.



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Fonte: NetforCuba International
Tradução: Graça Salgueiro
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4932

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Thursday, June 01, 2006

Fórum Social Mundial

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FSM:InformeCompletoGratuitoEnCastellano -- SendFreeAutomaticTranslator

Destaque Internacional - Informes de Conjuntura - Ano VII - Nos. 161-162 - Buenos Aires / Madri - Fevereiro, 2005 - Responsável: Javier González.-

5 o. Fórum Social Mundial: "diversidade", "revolução intersticial" e sonho anárquico


* Uma radiografia atualizada do chamado "movimento de movimentos" alter-globalista, suas metas, sua função dinamizadora, suas discussões estratégicas e de bastidores, seu poder real e seus calcanhares de Aquiles
*Um informe exclusivo, com entrevistas a José Saramago, Frei Betto, Leonardo Boff, Ignacio Ramonet, presidente Chávez, Alina Guevara, John Holloway, Michael Hardt, Tariq Ali, Atilio Borón, João Pedro Stédile, Ricardo Alarcón e outros participantes do FSM
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Introdução
1. Frei Betto, Gramsci e Lenine: "pressão popular" para "conquistar" o poder
2. ¿Transformar o mundo sem tomar o poder, ou tomar o poder para transformar o mundo?
3. Chávez: ¿"novo libertador", sucessor de Fidel Castro?
4. Foro de São Paulo, Cuba e Lula
5. "Teologia da libertação", indigenismo e "sociedade futura"
6. Desconstrução de teorias, utopias e teologias...* Utopistas versus anti-utopistas * Saramago: não-utopia * Ramonet: anti-utopia * Gadotti: "a época das certezas passou" * Siddhartha Shivamurthy * Teologia da libertação e desconstrução * Revolução sexual * D. Casaldáliga: "mudar a religião" * Pe. Barros: "Superar a convicção de que o cristianismo é a única religião verdadeira" * Inflexão no alter-mundialismo: rumo à anarquia política e religiosa? * O caminho rumo a um estado de coisas "tribal" * Estruturalismo e vida tribal
7. "Território Social Mundial" e Acampamento da Juventude, laboratórios de um "outro mundo" autogestionário e anárquico
8. FSM, "matança dos inocentes" e "diversidade" intolerante
9. Esquerdas reconhecem calcanhares de Aquiles
* FSM: Força e fraqueza * Altmann: "Mas terá valido a pena?" * "Frustração" e "adiamento": incapacidade de convencer * Pe. Torres: "Vamos tardar 30 anos em ter nova alternativa" * Frei Betto, Aleida Guevara, Borón * Leonardo Boff: estrela do PT rejeitada "com desdém" * Weissheimer: "auto-engano" de dirigentes do PT
Conclusão: ver, julgar, atuar
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Monday, May 22, 2006

Argentina 4: fim às concessões para petrolíferas

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Argentina planea poner fin a concesiones petroleras
Lunes 22 de mayo, 2006
(AméricaEconomía.com)

El gobierno argentino evalúa caducar las concesiones de las empresas petroleras que operan en el país si sus inversiones continúan registrando bajos niveles.
Según publicó el diario argentino, El Cronista, la medida que en estos momentos estudia la Secretaría de Energía de este país se debe a que muchas zonas de Argentina están recibiendo “inversión cero” en sectores considerados secundarios. “Cuando las áreas tienen menor potencial, quedan relegadas, pero la Ley de Hidrocarburos no distingue entre niveles de interés. Nadie puede estar sentado arriba de una concesión”, dijo el secretario de Energía de Argentina, Daniel Cameron, quien no descartó que la resolución de poner fin a las concesiones de las petroleras comience a aplicarse a fines de este año.
La eventual medida anunciada por Cameron llega en momentos en que los inversionistas extranjeros enfrentan expropiaciones y modificaciones a sus contratos en varios países de la región.
Aunque el gobierno argentino aún no cuenta con un plan concreto ni tampoco ha comunicado qué empresas serán afectadas, el anuncio es interpretado como una medida de presión para que las compañías presenten nuevos planes de inversión, a pesar de los controles de precios.
Como parte de su programa de control de precios, el gobierno argentino mantiene un acuerdo con las petroleras que fija el precio minoristas de los combustibles en US$ 0,60 (1,85 pesos argentinos) por litro, con el fin de asegurar bajos precios en el mercado interno.Se estima que por esta razón, a pesar de que los altos precios del crudo están impulsando las inversiones petroleras en todo el mundo, en Argentina las compañías han seguido reacias a invertir en este sector. “Las empresas afuera están invirtiendo porque tienen un horizonte de precios de US$ 70 por barril, pero en Argentina manejan un horizonte de sólo US$ 31,5 por barril”, explicó una fuente de la industria local que pidió reserva de su nombre.
Durante 2005, la producción argentina de petróleo cayó 5% y sus reservas han disminuido 27% desde 2003.
La eventual medida de poner fin a los contratos se suma a la decisión de Bolivia de nacionalizar la industria de hidrocarburos y expropiar grandes extensiones de tierra. También sigue a la decisión de Venezuela de modificar unilateralmente los contratos de las petroleras extranjeras y al fin de la concesión de la estadounidense Oxy en Ecuador.

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A permanecer este curso, logo teremos uma debandada geral do capital direto em determinadas regiões latino-americanas. Parece que Kirchner, imaginativamente, aprendeu algo com Morales: tirar de quem tem mais.

É pobreza de intelecto, gerencial, criativa, geral...

a.h
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Sunday, May 21, 2006

Mudança no eixo de rotação terrestre


Segundo o que entendi, uma mudança de alguns graus a cada 41.000 mil anos leva a uma alteração no clima terrestre, com verões mais quentes e invernos mais frios. Ainda há muita lingüiça para ser descoberta embaixo deste angu, como dizia minha avó...

a.h


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Sunday, May 21, 2006

BBC's 'Climate Chaos': mark the Series out of 50......



Somebody asked me recently to list the main factors that drive climate changes. I thought it might be useful to repeat the exercise here to demonstrate once and for all that, by trying to reduce climate change to carbon dioxide and temperature, the myth of 'global warming' illustrates to perfection the serious sin of monocausal explanation (a point so tellingly made by the famous meteorologist, Professor Richard Lindzen, in his video clips below [see Saturday blog]).
On Wednesday this week (24th May), the BBC (yet again!) launches a two-week television Series, 'Climate Chaos'. Readers of 'EnviroSpin' who are planning to watch (endure) this doom-laden odyssey of drowning polar bears, flooding islands, and the burning Bush (the published schedules, as you will see, are not encouraging with respect to any sense of balance) might like to take time to mark the BBC out of 50 by ticking off the number of the following climate factors from all scales which receive serious attention (nay, any attention) and balanced analysis during the Series.



I have deliberately compressed the list to only 32 composite climate drivers to enable such a couch-potato exercise (please note that, because of their overall importance, the final two factors carry 10 marks each). Feel free to print out the list. It may make the Series more endurable. And, by "serious attention", I mean as much balanced coverage as Item 28: "Human-induced emissions of 'greenhouse' gases". The image opposite [NASA, from Wikipedia] illustrates just one of the 32 climate drivers selected below, a medium-term driver, namely the Earth's spin wobble, which causes a slow 2.4° change in the tilt of the axis (obliquity) on a cycle of c. 41,000 years. Currently the Earth is tilted at 23.44 degrees from its orbital plane. The more the tilt moves away from 22.1 degrees, the colder the winters, the warmer the summers, and vice versa.

http://greenspin.blogspot.com/
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