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Thursday, September 27, 2007

Finlândia: Muitas armas, poucos crimes.



Apesar de o país ter uma das mais fortes concentrações de armas de fogo do mundo, o alcoolismo e marginalidade social são as principais causas dos homicídios.

De acordo com estatística divulgada pela Agência de Notícias de Helsinque (AFP), entre 2002 e 2006 apenas 15% dos homicídios na Finlândia foram cometidos com armas de fogo, embora o país seja o terceiro no mundo com maior número de armas por habitante, atrás apenas dos Estados Unidos e Iêmen.

Um total de 111 homicídios foram cometidos em 2006, contra uma média anual de 130 no decorrer dos últimos dez anos, revelou o Instituto Nacional de Pesquisas sobre a Criminalidade na Finlândia em seu relatório anual.

O Estudo aponta que o álcool é a causa de 80% dos homicídios. O alcoolismo no país — onde o número de assassinatos está em baixa e no qual se registra um dos níveis de vida mais elevados do Planeta — concentra-se num pequeno nicho de marginalidade social.

O presidente do Movimento Viva Brasil e especialista em segurança pública, Bene Barbosa, afirma que as estatísticas apresentadas sobre a Finlândia provam, mais uma vez, que não é quantidade de armas existentes em um país que o torna mais ou menos violento. “Aqueles que, no Brasil, querem retirar do cidadão o direito de possuir armas de fogo poderiam começar provando a relação direta entre posse de armas e criminalidade, pois todos os estudos internacionais sérios não provaram relação alguma até hoje”.

De acordo com o levantamento feito pela Small Arms Survey de Genebra, entre 25 países, o Brasil é o último colocado em número de armas por habitante porém figura entre os países com o maior número de homicídios.

"Entidades pró-desarmamento apontam a queda de homicídios por armas de fogo no Brasil, mas escondem que assassinatos cometidos com outras armas, como armas brancas – facas, estiletes, dentre outras -, continuam crescendo assustadoramente. Para quem perde um filho, um irmão ou um pai assassinado, duvido que faça diferença que tipo de arma o assassino usou. O que dói para essas vítimas, além da perda do ente querido, é a certeza quase total da impunidade dos criminosos, já que no Brasil apenas 10% dos homicídios são esclarecidos”, salienta Bene.

Se o infográfico não aparecer abaixo, use o link:
http://www.movimentovivabrasil.org.br/userfiles/armas_paises.jpg?mace2_cod=243&pess2_cod=3155&lenc2_cod=



E-mail: contato@movimentovivabrasil.com.br
http://www.movimentovivabrasil.org.br/

Friday, July 06, 2007

Futuro pólo de celulose atrai empresa finlandesa para o RS



Os investimentos das empresas de celulose na Metade Sul do Rio Grande do Sul já começam a atrair outras companhias. A finlandesa Metso Automation inaugura nesta terça-feira (26) um centro de serviços em Guaíba, na Grande Porto Alegre. A multinacional – especializada em automação, sistemas de gerenciamento de informações e tecnologia de controle de campo e serviços – já prevê que uma boa demanda de seus serviços vai acompanhar a consolidação do segmento no Estado. “Nós temos convicção de que o pólo vai se concretizar. Hoje, o Rio Grande do Sul tem as melhores oportunidades de negócio para o nosso segmento no Brasil”, pontua Silvano Oliveira, gerente regional da Metso.

A indústria de celulose e papel representa metade dos negócios da Metso, que também atua nos mercados de petroquímica e energia. A unidade em Guaíba vai ser um grande centro de vendas e de prestação de serviços de manutenção, recuperação, testes, configurações, análises de instalações e diagnósticos de válvulas. “Vamos aportar a tecnologia desenvolvida na Finlândia e focar na oferta de novos softwares para o setor”, adianta Oliveira. A Metso montou uma estrutura de 700 metros quadrados para atuar em solo gaúcho. A cidade de Guaíba foi escolhida por abrigar uma planta recém ampliada da Aracruz, parceira da Metso há mais de 20 anos. A cidade também é considerada um ponto estratégico de contato com empresas do setor petroquímico, químico e de refino de petróleo. “Estamos acreditando nas possíveis ampliações de Votorantim, Stora Enso e Aracruz”, comenta Oliveira. (Luiza Piffero)

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http://amanha.terra.com.br/ - Newsletter diária n.º 982 - 25/06/2007