http://macua.blogs.com/moambi
Wednesday, August 04, 2010
Tuesday, July 13, 2010
Pobrezas
Maputo, Terça-Feira, 13 de Julho de 2010:: Notícias
Falando numa reunião de secretários das células do partido e dos comités de circulo, que termina hoje, na cidade da Beira, em Sofala, Guebuza afirmou que "a pobreza a primeira coisa que faz é tirar a nossa auto-estima para passarmos a depender de peditórios, ela não nos permite descobrir as técnicas para reproduzir a riqueza".
O Presidente da Frelimo diz que há dois tipos de pobreza que ainda afligem os moçambicanos no âmbito da luta contra a pobreza, "nomeadamente a pobreza material, caracterizada pela falta de materiais básicos ou a falta de capacidade financeira para termos acesso a esses materiais, e a pobreza espiritual".
"Muitas vezes vamos a pobreza pela falta de alimentos, ou seja insegurança alimentar. Existem neste momento pessoas que se as autoridades não fizerem nada daqui a pouco não teriam nada para comer. Outros podem ter dinheiro para usufruir de certas serviços mas que não existem no local onde residem", referiu.
"Há situações em que podemos ter dinheiro e não termos loja para comprar os produtos e mesmo havendo barraca nem tudo esta lá", acrescentou Guebuza, frisando que "com a pobreza estrutural o país esta estruturado de tal forma que é pobre".
“Alguém que pega no seu 4X4 e vai à aldeia ele pensa que é rico mas quando estiver la reduz-se a situação daquele que esta lá, com dinheiro pode não ter onde comprar, fica privado da energia eléctrica porque a rede ainda não chegou lá, tem o celular mas não pode usá-lo porque a rede ainda não esta lá, enfim, fica igual ao residente, para dizer que uma vez lá, fica pobre”, exemplificou.
(...)
EmPobreza é estrutural - segundo Presidente da Frelimo, Armando Guebuza
---------------------------
Sunday, December 27, 2009
"Fecalismo"
(...)”
Em Fecalismo a céu aberto: um mal de difícil combate
Friday, December 11, 2009
Moçambique: em favor dos grandes empreendimentos
INVESTIMENTO - Mega-projectos têm efeito multiplicador - ponto de vista do economista José Chichava, contrariando correntes de opinião negativistas em relação a este tipo de empreendimento
APOSTAR NA AGRO-INDÚSTRIA
ESTADO CONTINUA FRACO
EMPRESAS PRIVATIZADAS A GENTE SEM EXPERIÊNCIA
Friday, July 10, 2009
Sem uma molécula de razão
10/07/2009
PORTUGAL E A UNIÃO INDIANA: OS FACTOS E A VERDADE
No passado dia 30 de Junho assistimos, na Academia de Marinha, a uma interessante conferência sobre a Estratégia actual da União Indiana (U.I.) e a importância que a componente naval tem nessa estratégia.
No fim, já no período de debate, veio à colação a questão das relações entre Portugal e a UI e o que interessava fazer no futuro para manter os marcos civilizacionais que deixámos por aquelas bandas.
Sabe-se que 34 anos depois de restabelecidas as relações diplomáticas pouco se tem evoluído de um lado e de outro e os esparsos contactos havidos poucos resultados têm dado. Questionou-se onde residiriam os constrangimentos e os nós dos problemas. Até que, a certa altura, um ilustre académico resolveu fazer uma intervenção cuja síntese é esta: os indianos não estão interessados em comemorar a presença portuguesa (ou a chegada de Vasco da Gama), pela mesma razão de que os portugueses não comemoram a perda de Olivença.
A argumentação foi feita de boa mente, tem a sua pertinência e toda a gente na sala, creio, percebeu a ideia que a intervenção subentendia.
Porém, para um correcto entendimento, a argumentação necessita de um outro enquadramento.
De facto o Estado Português (e bem), nunca reconheceu a perda de Olivença em 1801, que a Espanha mantém sequestrada, desde pelo menos o Congresso de Viena, em 1815. O governo português tem, desde então, cedido perante o direito da força, mas não cedeu perante a força do Direito. Por junto as autoridades portuguesas contemporâneas, não comemoram (por enquanto?!) a usurpação de Olivença e o seu termo (cerca de 700 Km2, que nos pertencem desde 1297), não a reconhecem, mas também nada fazem para resolver o diferendo (mal!). A questão de Goa, Damão e Diu (para a UI) é diametralmente oposta. Estes territórios eram portugueses, há cerca de 450 anos, quando a UI resolveu invadi-los e tomá-los pela força bruta, em 18 de Dezembro de 1961, depois de 14 anos de diatribes, má vizinhança e ataques de toda a ordem. Mais uma vez Portugal teve que ceder ao direito da Força, mas guardou a força do direito, nunca reconhecendo a ocupação – que, aliás, foi condenada pelo Conselho de Segurança da ONU – até que, em Dezembro de 1974, o então ministro dos negócios estrangeiros, Dr. Mário Soares, encontrou o seu homólogo indiano em Nova Iorque e lhe propôs – sem para o efeito estar mandatado por ninguém – o reconhecimento “de jure” por parte de Portugal da cobarde e inqualificável agressão indiana. Ora enquanto que em relação a Olivença o governo português tem mantido uma posição de princípio, embora tímida e às vezes cobardolas, perante a Espanha, relativamente à UI revelou uma falta de patriotismo, vergonha na cara, irresponsabilidade política e desprezo pela honra e direitos nacionais, a toda a prova. Foi Portugal no seu pior.
Por tudo isto não se pode entender porque a UI não queira colaborar com Portugal. Quando os portugueses chegaram ao sub continente indiano ( e não à India …), não existia UI, nem nenhum país que se pudesse considerar independente. Havia, sim, cerca de 300 mini estados, hindus e muçulmanos, que se guerreavam mutuamente. Nós fomos à Índia à procura de cristãos e pimenta e foi a oposição das forças islamizadas que se encontravam em guerra com a Cristandade, que nos obrigaram a usar a força militar para nos estabelecermos na região. Não temos desculpas a pedir a ninguém, nem eventos importantes que nos envergonhem. A chegada de Vasco da Gama a Calicut é um marco da História Universal.
Não entendemos porque razão tal marco possa desagradar à actual UI, que apenas se pode legitimamente considerar herdeira do território e população que a potência colonizadora na altura da independência lhe outorgou. Nem as populações que vieram a constituir o Paquistão se lhes quiseram juntar.
Na questão do Estado Português da Índia, a UI não tem uma molécula de razão, repito, uma molécula ! e se alguém tem que estar zangado e muito dorido é o povo português que sempre quis ter com os indianos as melhores relações e foi agredido na sua soberania e integridade pelo estado independente da UI. Uma acção feita à revelia do Direito Internacional, e escabrosa em termos de relacionamento humano e entre estados.
Não queremos empolar qualquer diferendo, ou criar más relações com a UI, mas não é admissível que este país – e já agora a Espanha – nos trate com sobranceria ou arrogância, nem que a verdade dos factos seja escamoteada por interesses de conveniência ou ignorância militante.
Não há nada que pague a dignidade nacional e nós, infelizmente, nem sempre fazemos por isso.
João José Brandão Ferreira
TCor /Pilav (Ref)
Tuesday, November 11, 2008
Animais e humanos já não precisam disputar água em Moçambique
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/nairoto-homem-e-feras-param-de-disputar-a-%C3%A1gua.html
Tuesday, January 01, 2008
Final de ano e infra-estrutura
Thursday, August 23, 2007
Patrimonialismo africano
A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da comunidade, FDC, Graça Machel afirmou, ontem, que povo moçambicano não é tolo para continuar a apostar no partido Frelimo, mesmo depois da implementação do sistema multipartidário, no País.
Intervindo na apresentação do Papel do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, MARP, para o desenvolvimento e boa governação, em África, Machel sublinhou que, no dia em que outros partidos provarem o contrário, em termos de projectos de governação, “o povo vai, sim, votar nesses partidos”, disse reagindo a uma pergunta lançada pelo secretário geral do Partido Independente de Moçambique, PIMO, Magalhães Ibramugy.
Sem indicar nomes, Machel disse que, no Continente Africano, existem presidentes que estão no poder há mais de três décadas, facto que os leva a transformarem os seus países em propriedades pessoais.
Esses presidentes, segundo Machel, acabam constituindo elites, políticas e económicas, em detrimento dos seus povos. “Eles ficam muito tempo, no poder, ou porque os povos estão a decidir para que eles continuem ou porque as outras forças políticas não decidiram o que querem”.
Tuesday, August 21, 2007
Crianças estudam esfomeadas
Governo não suporta lanche escolar
O governo de Moçambique não consegue suportar o programa lanche escolar nos estabelecimentos do ensino primário, tal como o programa escolar obriga o executivo a cumprir.
De acordo com o técnico do Programa de Alimentação Escolar no Ministério da Educação e Cultura da Direcção de Programas Especiais e Departamento de Produção Alimentar Escolar, Marcelino Matola, presentemente o governo custeia o lanche escolar em apenas 172 escolas em todo País, para um horizonte de mais 10 mil escolas daquele nível, e, mesmo assim, fá-lo com dificuldades alegadamente devido a falta de recursos materiais e financeiros.
Marcelino Matola disse que “no passado o Ministério da Educação e Cultura recebia apoios e outros recursos materiais e financeiros para suportar o programa lanche escolar”. “O programa lanche escolar nas três regiões do País nomeadamente Centro, Norte e Sul foi implementado em 2002 com o intuito de incentivar a rapariga a não desistir da escola por falta de alimentação”.
Segundo Marcelino Matola “antes de se implementar o programa lanche escolar nas escolas haviam muitas desistências da rapariga”.
Ainda segundo ele “implementamos o lanche escolar nas escolas de modo a alimentarmos a rapariga que não tem uma alimentação condigna no seio familiar”.
“Com o programa lanche escolar motivamos a rapariga para estudar e concluir com o seu nível”, disse Marcelino Matola.
Questionado pelo «Canal de Moçambique» sobre os critérios de selecção para o programa lanche escolar. Marcelino Matola disse que “as escolas contempladas para o lanche escolar foram as que apresentavam um elevado número de crianças vulneráveis à fome, e outras de longe da cidade, de entre outros aspectos concorrentes”.
(Conceição Vitorino) - CANAL E MOÇAMBIQUE - 20.08.2007
20-08-2007 in Ensino - Educação - Juventude Permalink
Comments
O problema do lanche escolar não pode ser visto como da rapariga, porque a desistência escolar da rapariga não é somente devido ao lanche mais sim devido a um conjunto de normas discriminatórias, da sociedade e da familia que previlegia a educação do rapaz.
Mas o lanche escolar afecta todas as crianças, porque reduz e completamente a concentração delas. reduzindo deste modo qualquer capacidade de percepção da matéria ministrada pelos professores.
É necessário que sejam melhoradas as condições de ensino o que implica não só no lanche mais de toda os mecanismo que fazem a articulação para que o ensino seja melhor, as infraestruturas, os salários dos professores a presença dos pais nas escolas com mais frequência.
Posted by: maira solange hari domingos 21-08-2007 at 16:36


