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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Tuesday, July 13, 2010

Pobrezas


Maputo, Terça-Feira, 13 de Julho de 2010:: Notícias
Falando numa reunião de secretários das células do partido e dos comités de circulo, que termina hoje, na cidade da Beira, em Sofala, Guebuza afirmou que "a pobreza a primeira coisa que faz é tirar a nossa auto-estima para passarmos a depender de peditórios, ela não nos permite descobrir as técnicas para reproduzir a riqueza".
O Presidente da Frelimo diz que há dois tipos de pobreza que ainda afligem os moçambicanos no âmbito da luta contra a pobreza, "nomeadamente a pobreza material, caracterizada pela falta de materiais básicos ou a falta de capacidade financeira para termos acesso a esses materiais, e a pobreza espiritual".
"Muitas vezes vamos a pobreza pela falta de alimentos, ou seja insegurança alimentar. Existem neste momento pessoas que se as autoridades não fizerem nada daqui a pouco não teriam nada para comer. Outros podem ter dinheiro para usufruir de certas serviços mas que não existem no local onde residem", referiu.
"Há situações em que podemos ter dinheiro e não termos loja para comprar os produtos e mesmo havendo barraca nem tudo esta lá", acrescentou Guebuza, frisando que "com a pobreza estrutural o país esta estruturado de tal forma que é pobre".
“Alguém que pega no seu 4X4 e vai à aldeia ele pensa que é rico mas quando estiver la reduz-se a situação daquele que esta lá, com dinheiro pode não ter onde comprar, fica privado da energia eléctrica porque a rede ainda não chegou lá, tem o celular mas não pode usá-lo porque a rede ainda não esta lá, enfim, fica igual ao residente, para dizer que uma vez lá, fica pobre”, exemplificou.
(...)

Em 
Pobreza é estrutural - segundo Presidente da Frelimo, Armando Guebuza

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Interessantíssimo, pois dá ensejo à Globalização como processo necessário para dirimir a pobreza local.


Sunday, December 27, 2009

"Fecalismo"

“A prática de fecalismo a céu aberto, por parte de alguns munícipes da Ilha de Moçam-bique e de outros bairros periféricos, continua a ser um problema que compromete a vida dos próprios residentes pois várias são as doenças de que a população padece, associadas a este hábito. De Janeiro a Novembro deste ano, mais de uma centena de habitantes do bairro Sanculo, no posto administrativo de Lumbo, sofreram de diarreia, uma das principais doenças da zona.

Contra as várias acções de sensibilização e educação sanitária sobre as boas práticas de higiene, a população continua a defecar ao longo da costa. Ao circular pela marginal é comum ver mulheres, homens, de todas as idades, de cócoras a fazer as suas necessidades maiores, sem se importar com as outras pessoas à volta. 

Na Ilha de Moçambique, único lugar do país com estatuto de Património da Humanidade, decretado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas Para Educação, Ciência e Cultura) em 1991, é quase que impossível passear pela marginal devido ao cheiro nauseabundo que se faz sentir, resultado das fezes.
(...)”

Em Fecalismo a céu aberto: um mal de difícil combate

Friday, December 11, 2009

Moçambique: em favor dos grandes empreendimentos

A matéria abaixo, de um ponto de vista próprio africano não deixa dúvidas, para alavancar o desenvolvimento continental, o grande capital é de suma importância. Isto serve para aqueles que acreditam apenas na geração espontânea (sem inversões externas e ação estatal), como "autênticas formas" de desenvolvimento.

Morrem na praia os nacional-desenvolvimentistas que vêem com eterna desconfiança as ações globais e os ultra-liberais que acham que a privatização, por si só, é suficiente para geração e criação de riquezas. A chave está na gerência, como afirma José Chichava faltou experiência para aqueles que não sabiam gerir empresas na economia de mercado, além de escassez de crédito para as mesmas.

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INVESTIMENTO - Mega-projectos têm efeito multiplicador - ponto de vista do economista José Chichava, contrariando correntes de opinião negativistas em relação a este tipo de empreendimento

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Jose_chichava
Os mega-projectos têm efeito dinamizador na atracção investimento estrangeiro e transferência deknow how, através do contacto directo com as pequenas e médias empresas nacionais prestadoras de serviços complementares àquelas indústrias. O economista José Chichava, quem defendeu esta posição defende que os mega-projectos foram a única opção que o Governo tinha para promover a imagem de Moçambique além fronteiras, no período pós guerra.
Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
O antigo ministro da Administração Estatal fez este pronunciamento numa cerimónia alusiva à passagem do 20º aniversários da graduação dos primeiros economistas pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), ocasião na qual apresentou uma breve retrospectiva da economia moçambicana nos últimos 25 anos.
Contrariando aquilo que tem sido a tendência geral da crítica nacional em relação aos grandes projectos, José Chichava argumentou que o facto deste tipo empreendimentos concentrar-se apenas na sua actividade principal isso abre oportunidade de negócios para as demais empresas.
Assim, as empresas moçambicanas, ainda de acordo com José Chichava, vão a pouco e pouco aperfeiçoando a sua capacidade de prestação de serviços de melhor qualidade.
“Se formos a ver a nível do Parque Industrial de Beleluane, muitas empresas foram criadas para servirem à Mozal. A vantagem disso é que estes empresários vão ganhando tarimba sobre a prestação de um serviço com um nível de qualidade aceite internacionalmente”, referiu.
Para José Chichava nas áreas onde os mega-projectos são implantados funcionam como elementos catalizadores do desenvolvimento, tendo voltado a citar como exemplo as empresas que se instalaram à volta da Mozal.
Outro exemplo é o acordo recentemente assinado entre o Corredor do Norte e a Vale para a construção de um ramal ferroviário ligando a carbonífera de Moatize, em Nete a linha de Nacala para o transporte de carvão mineral.
Chichava antevê um desenvolvimento das comunidades que serão atravessadas pela ferrovia. “A minha opinião é que qualquer mega-projecto é benéfíco para o país, dependendo da forma como o Governo gere a política sobre este tipo de empreendimentos”.
“Quantos empregos foram criados com o funcionamento da Mozal; quantos empregos estão a ser criados em Tete pela Vale e Riversdale, ainda que na fase de construção. Se formos a Moma temos a mesma situação”.

APOSTAR NA AGRO-INDÚSTRIA


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
Apesar do optimismo manifestado, o antigo ministro da Administração Estatal entende que Moçambique precisa de apostar ainda mais no desenvolvimento da agro-industrial.
Reconheceu que durante muito tempo a agricultura esteve praticamente adormecida, tendo em conta a falta de condições de segurança por causa da guerra que provocou o êxodo rural.
O primeiro incentivo de que carece a agricultura são as infra-estruturas de apoio à produção como estradas e pontes e rede de distribuição de electricidade. A estrada vai abrir caminho para os camponeses poderem transportar os seus excedentes para os potenciais mercados.
É que caso não consigam vender os camponeses tenderão a reduzir a sua capacidade de produção, porque não têm nem capacidade de armazenamento nem mercado para a colocação dos produtos.
“Se o camponês tem um mercado aonde pode vender os seus produtos e a um preço aceitável, ele fica incentivado. Ao invés de produzir apenas para o auto-sustento ele vai se esforçar um pouco mais porque sabe que vai ganhar algum dinheiro. Isto significa que ele vai passar a fornecer matéria-prima à indústria e desta vai receber bens para o dia a dia, incluindo utensílios agrícolas”, referiu José Chichava.
Entende que devido aos métodos de produção rudimentares, os rendimentos por hectare continuam baixos. No arroz, por exemplo os rendimentos estão abaixo de dois hectares, para isso o país tem que investir na educação de qualidade.
“É triste o que temos vindo a assistir ultimamente, nomeadamente o facto de termos muitos graduados sem emprego devido, provavelmente à sua baixa qualidade de formação. A solução passa pela adequação dos currículos à agenda nacional de desenvolvimento. As estratégias de desenvolvimento devem ser feitas de maneira multi-sectorial. Quando os da Agricultura estão a pensar no seu sector têm de convidar outros sectores como Obras Públicas, Transportes e Académicos e investigadores que fazem parte da cadeia”.
Ainda falando da agricultura José Chichava considerou que embora Moçambique esteja já a investir no ensino técnico precisa de dar passo decisivos e acrescenta: se 40 porcento das escolas de ensino geral que temos em Moçambique fossem escolas de ensino técnico seria muito bom. Sabe-se que a implantação de uma escola de ensino representa custos devido à sua exigência de equipamento de laboratório, mas é preciso investir.
Hoje Moçambique dispõe de institutos superiores politécnicos, mas tais instituições precisam de serem alimentadas por escolas de nível básico e médio nas diversas áreas como por exemplo carpinteiros, alfaiates ou sapateiros. “Não podemos desenvolver o meio rural sem termos pessoal formado nestas áreas”.
José Chichava é da opinião de que os graduados das universidades públicas e privadas deviam fazer estágio nas zonas rurais, particularmente numa altura em que a tónica de desenvolvimento está no distrito.

ESTADO CONTINUA FRACO


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
“Não fomos felizes no fortalecimento do estado, nos últimos 25 anos”, refere o economista José Chichava, apontando como uma das razões do enfraquecimento a “fuga” de quadros.
Segundo ajuntou, entre as medidas que contribuiu para desincentivar a permanência de quadros do Estado foi a retirada de um subsídio técnico que era pago em dólares, por se temer que a sua manutenção poderia provocar alguns problemas ao país. Mais tarde eliminou-se a possibilidade de os funcionários poderem alienar as viaturas do Estado.
É assim que, segundo José Chichava, há um grupo de pessoas que abandona o Estado preferindo trabalhar para algumas organizações internacionais. O vazio teve que ser fechado pelo envolvimento de técnicos que nunca tinham acompanhado as discussões, o que de certa maneira colocou o país numa situação desvantajosa no processo negocial com a comunidade internacional, incluindo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
 “Para mim este é um primeiro ponto de enfraquecimento do Estado, porque o mais correcto seria que os indivíduos mais experientes e que conheciam os dossiers fossem eles a continuar com as negociações”.
“Quando Moçambique começou a negociar com as instituições da Bretton Woods (Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional)  era notória uma certa capacidade de negociação, uma capacidade que infelizmente viria a sofrer um revés com a saída dos quadros”, disse José Chichava, indicando que  a Comissão Nacional  do Plano, o Ministério das Finanças e o Banco de Moçambique foram vítimas de tal saída.
Neste momento, ainda de acordo com o académico, temos um estado que não ajuda a acelerar o desenvolvimento, por causa da dificuldade de facilitação dos procedimentos para o negócio.

EMPRESAS PRIVATIZADAS A GENTE SEM EXPERIÊNCIA


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
 
Entretanto, uma vez membro da Bretton Woods, Moçambique enveredou pela privatização das empresas do Estado a favor de pessoas que se por um lado não tinham qualquer experiência de Gestão empresarial, por outro não tinham capacidade financeira nem sequer para pagar ao Estado o valor da compra das empresas.
Isso aconteceu porque segundo José Chichava, quando Moçambique optou pele economia de mercado não teve tempo suficiente para orientar os cidadãos em relação aos caminhos que deviam tomar perante esta nova realidade.
“Houve empresas que foram privatizadas numa situação delicada sob ponto de vista de viabilidade económico-financeira, razão pela qual umas funcionaram pouco tempo e outras nem sequer chegaram a abrir as portas”, disse, acrescentando que tudo isso aconteceu numa altura em que o sector financeiro não ajudava em termos de provisão de crédito.
“O desejável seria que o Estado tivesse conseguido orientar as pessoas nas várias iniciativas que iam tomando. Cada um foi fazendo a sua maneira e crescemos e conseguimos elevar a produção global”



Friday, July 10, 2009

Sem uma molécula de razão

Interessante comentário sobre a legitimidade dos territórios portugueses na Índia, com meus grifos.
a.h
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10/07/2009
PORTUGAL E A UNIÃO INDIANA: OS FACTOS E A VERDADE

No passado dia 30 de Junho assistimos, na Academia de Marinha, a uma interessante conferência sobre a Estratégia actual da União Indiana (U.I.) e a importância que a componente naval tem nessa estratégia.
No fim, já no período de debate, veio à colação a questão das relações entre Portugal e a UI e o que interessava fazer no futuro para manter os marcos civilizacionais que deixámos por aquelas bandas.
Sabe-se que 34 anos depois de restabelecidas as relações diplomáticas pouco se tem evoluído de um lado e de outro e os esparsos contactos havidos poucos resultados têm dado. Questionou-se onde residiriam os constrangimentos e os nós dos problemas. Até que, a certa altura, um ilustre académico resolveu fazer uma intervenção cuja síntese é esta: os indianos não estão interessados em comemorar a presença portuguesa (ou a chegada de Vasco da Gama), pela mesma razão de que os portugueses não comemoram a perda de Olivença.
A argumentação foi feita de boa mente, tem a sua pertinência e toda a gente na sala, creio, percebeu a ideia que a intervenção subentendia.

Porém, para um correcto entendimento, a argumentação necessita de um outro enquadramento.
De facto o Estado Português (e bem), nunca reconheceu a perda de Olivença em 1801, que a Espanha mantém sequestrada, desde pelo menos o Congresso de Viena, em 1815. O governo português tem, desde então, cedido perante o direito da força, mas não cedeu perante a força do Direito. Por junto as autoridades portuguesas contemporâneas, não comemoram (por enquanto?!) a usurpação de Olivença e o seu termo (cerca de 700 Km2, que nos pertencem desde 1297), não a reconhecem, mas também nada fazem para resolver o diferendo (mal!). A questão de Goa, Damão e Diu (para a UI) é diametralmente oposta. Estes territórios eram portugueses, há cerca de 450 anos, quando a UI resolveu invadi-los e tomá-los pela força bruta, em 18 de Dezembro de 1961, depois de 14 anos de diatribes, má vizinhança e ataques de toda a ordem. Mais uma vez Portugal teve que ceder ao direito da Força, mas guardou a força do direito, nunca reconhecendo a ocupação – que, aliás, foi condenada pelo Conselho de Segurança da ONU – até que, em Dezembro de 1974, o então ministro dos negócios estrangeiros, Dr. Mário Soares, encontrou o seu homólogo indiano em Nova Iorque e lhe propôs – sem para o efeito estar mandatado por ninguém – o reconhecimento “de jure” por parte de Portugal da cobarde e inqualificável agressão indiana. Ora enquanto que em relação a Olivença o governo português tem mantido uma posição de princípio, embora tímida e às vezes cobardolas, perante a Espanha, relativamente à UI revelou uma falta de patriotismo, vergonha na cara, irresponsabilidade política e desprezo pela honra e direitos nacionais, a toda a prova. Foi Portugal no seu pior.
Por tudo isto não se pode entender porque a UI não queira colaborar com Portugal. Quando os portugueses chegaram ao sub continente indiano ( e não à India …), não existia UI, nem nenhum país que se pudesse considerar independente. Havia, sim, cerca de 300 mini estados, hindus e muçulmanos, que se guerreavam mutuamente. Nós fomos à Índia à procura de cristãos e pimenta e foi a oposição das forças islamizadas que se encontravam em guerra com a Cristandade, que nos obrigaram a usar a força militar para nos estabelecermos na região. Não temos desculpas a pedir a ninguém, nem eventos importantes que nos envergonhem. A chegada de Vasco da Gama a Calicut é um marco da História Universal.
Não entendemos porque razão tal marco possa desagradar à actual UI, que apenas se pode legitimamente considerar herdeira do território e população que a potência colonizadora na altura da independência lhe outorgou. Nem as populações que vieram a constituir o Paquistão se lhes quiseram juntar.
Na questão do Estado Português da Índia, a UI não tem uma molécula de razão, repito, uma molécula ! e se alguém tem que estar zangado e muito dorido é o povo português que sempre quis ter com os indianos as melhores relações e foi agredido na sua soberania e integridade pelo estado independente da UI. Uma acção feita à revelia do Direito Internacional, e escabrosa em termos de relacionamento humano e entre estados.
Não queremos empolar qualquer diferendo, ou criar más relações com a UI, mas não é admissível que este país – e já agora a Espanha – nos trate com sobranceria ou arrogância, nem que a verdade dos factos seja escamoteada por interesses de conveniência ou ignorância militante.
Não há nada que pague a dignidade nacional e nós, infelizmente, nem sempre fazemos por isso.
João José Brandão Ferreira
TCor /Pilav (Ref)

Tuesday, November 11, 2008

Animais e humanos já não precisam disputar água em Moçambique

Impressionante! Graças a uma companhia de mineração em Moçambique, a Rovuma Resources, humanos e animais têm maior disponibilidade de água agora:

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/nairoto-homem-e-feras-param-de-disputar-a-%C3%A1gua.html

Tuesday, January 01, 2008

Final de ano e infra-estrutura

Neste feriadão de fim de ano, as comemorações foram razoavelmente 'secas', pois em muitas cidades do litoral faltou água. Este foi o caso, particularmente, em cidades como Praia Grande no litoral paulista. Vão culpar o "impacto ambiental causado pelo homem", enquanto que se trata de simples falta de investimento em infra-estrutura por parte dos governos para atender a crescente demanda do mercado de consumo.


Em Moçambique a iniciativa privada prevê o aumento do fornecimento de energia elétrica que passará dos 8% para 11%. De 1,6 bilhão sem acesso a energia elétrica no mundo, 32% se encontra na África Subsaariana. Não há como equacionar esta demanda reprimida sem a interação entre mercado consumidor e setor privado no mundo. O exemplo africano deveria servir para o turismo brasileiro ou nossos 'farofeiros' deverão se preparar para descer a serra com um reboque cheio de galões se não quiserem comprá-los no litoral, mesmo.

Thursday, August 23, 2007

Patrimonialismo africano

Estadistas tornam países suas propriedades

A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da comunidade, FDC, Graça Machel afirmou, ontem, que povo moçambicano não é tolo para continuar a apostar no partido Frelimo, mesmo depois da implementação do sistema multipartidário, no País.

Intervindo na apresentação do Papel do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, MARP, para o desenvolvimento e boa governação, em África, Machel sublinhou que, no dia em que outros partidos provarem o contrário, em termos de projectos de governação, “o povo vai, sim, votar nesses partidos”, disse reagindo a uma pergunta lançada pelo secretário geral do Partido Independente de Moçambique, PIMO, Magalhães Ibramugy.

Sem indicar nomes, Machel disse que, no Continente Africano, existem presidentes que estão no poder há mais de três décadas, facto que os leva a transformarem os seus países em propriedades pessoais.

Esses presidentes, segundo Machel, acabam constituindo elites, políticas e económicas, em detrimento dos seus povos. “Eles ficam muito tempo, no poder, ou porque os povos estão a decidir para que eles continuem ou porque as outras forças políticas não decidiram o que querem”.

Download estadistas_tornam_pases_suas_propriedades.doc

22-08-2007 in Opinião

Tuesday, August 21, 2007


20-08-2007
Crianças estudam esfomeadas

Governo não suporta lanche escolar

O governo de Moçambique não consegue suportar o programa lanche escolar nos estabelecimentos do ensino primário, tal como o programa escolar obriga o executivo a cumprir.

De acordo com o técnico do Programa de Alimentação Escolar no Ministério da Educação e Cultura da Direcção de Programas Especiais e Departamento de Produção Alimentar Escolar, Marcelino Matola, presentemente o governo custeia o lanche escolar em apenas 172 escolas em todo País, para um horizonte de mais 10 mil escolas daquele nível, e, mesmo assim, fá-lo com dificuldades alegadamente devido a falta de recursos materiais e financeiros.

Marcelino Matola disse que “no passado o Ministério da Educação e Cultura recebia apoios e outros recursos materiais e financeiros para suportar o programa lanche escolar”. “O programa lanche escolar nas três regiões do País nomeadamente Centro, Norte e Sul foi implementado em 2002 com o intuito de incentivar a rapariga a não desistir da escola por falta de alimentação”.

Segundo Marcelino Matola “antes de se implementar o programa lanche escolar nas escolas haviam muitas desistências da rapariga”.

Ainda segundo ele “implementamos o lanche escolar nas escolas de modo a alimentarmos a rapariga que não tem uma alimentação condigna no seio familiar”.

“Com o programa lanche escolar motivamos a rapariga para estudar e concluir com o seu nível”, disse Marcelino Matola.

Questionado pelo «Canal de Moçambique» sobre os critérios de selecção para o programa lanche escolar. Marcelino Matola disse que “as escolas contempladas para o lanche escolar foram as que apresentavam um elevado número de crianças vulneráveis à fome, e outras de longe da cidade, de entre outros aspectos concorrentes”.

(Conceição Vitorino) - CANAL E MOÇAMBIQUE - 20.08.2007
20-08-2007 in Ensino - Educação - Juventude


Comments

O problema do lanche escolar não pode ser visto como da rapariga, porque a desistência escolar da rapariga não é somente devido ao lanche mais sim devido a um conjunto de normas discriminatórias, da sociedade e da familia que previlegia a educação do rapaz.

Mas o lanche escolar afecta todas as crianças, porque reduz e completamente a concentração delas. reduzindo deste modo qualquer capacidade de percepção da matéria ministrada pelos professores.

É necessário que sejam melhoradas as condições de ensino o que implica não só no lanche mais de toda os mecanismo que fazem a articulação para que o ensino seja melhor, as infraestruturas, os salários dos professores a presença dos pais nas escolas com mais frequência.


Posted by: maira solange hari domingos 21-08-2007 at 16:36