interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Showing posts with label África. Show all posts
Showing posts with label África. Show all posts

Monday, November 22, 2010

Autocrítica africana

Um negro autocrítico: Chika Onyeani

Ouvir com webReader
Chika_onyeani“Chika Onyeani, na foto, tece considerações sobre a sua própria raça, a raça negra, que se provenientes de alguém de outra raça seriam consideradas como racistas. Assim, apenas temos que subscrever as suas palavras, e exortar as pessoas a pensarem livremente, não amordaçadas pelo politicamente correcto. O texto que se transcreve saiu na imprensa sul-africana, já em plena época pós-apartheid”.
“Capitalitesst Nigger” é um controverso livro, publicado originalmente em Setembro de 2000, que se destaca como uma explosiva e chocante acusação contra a raça negra. De seu nome completo “Capitalist Nigger: The Road to Success” [Preto Capitalista: A Via do Sucesso] declara que a raça negra é uma raça consumista e não uma raça produtiva.
O seu autor, o jornalista nigeriano Chika Onyeani, afirma:
“Somos uma raça conquistada e é absolutamente estúpido pensarmos que somos independentes. A raça negra depende de outras comunidades para a sua cultura, a sua língua, a sua comida e o seu vestuário. Apesar dos enormes recursos naturais, os negros são escravos económicos porque lhes falta o instinto aguçado e a perspicácia corajosa da raça branca e a organizada mentalidade económica dos asiáticos”.
Preto Capitalista
Capitalistnigger_capaChika Onyeani, que é o editor do African Sun Times, o único semanário africano publicado nos EUA, usa sem receio a palavra “nigger” no título do seu livro – algo que, na América, quebra um tabu. Ele diz: “O que é mais importante não é o que me chamam mas sim a forma como respondo”. Para Chika Onyeani, “nós, negros, somos escravos económicos. Somos propriedade total de pessoas de origem europeia. Estou farto de ouvir negros a responsabilizar outras raças pela sua falta de progresso neste mundo; estou cansado das lamúrias e da mentalidade de vítima, das constantes alegações de racismo a torto e a direito. Isso não nos leva a parte alguma”.
“Capitalist Nigger” reserva as suas críticas mais duras aos líderes africanos que, de acordo com Chika Onyeani, permitem que europeus e outros pilhem as riquezas de África sem qualquer retorno. “África tem ganho mais fome, mais doenças e mais ditaduras. Temos hoje, em muitos casos, menos do que tínhamos por altura das independências africanas. Chika Onyeani, diz que “Capitalist Nigger” é um apelo angustiante para que a raça negra desperte, para que se levante e para que se mova.
“Temos de abandonar a mentalidade de vítimas que adoptámos há tanto tempo: a noção de que alguém nos deve algo. Temos de acabar com as lamúrias e deixar de pedir esmolas ao resto do mundo”. Para Chika Onyeani, “temos que reconhecer e aprender com os brancos e com os asiáticos o que é necessário fazer para se conseguir sucesso”

...

Thursday, October 14, 2010

Boas intenções e privilégios

O Portal AMANHÃ não é apenas o meio digital da Revista AMANHÃ. Trata-se de um canal completo com notícias e opiniões sobre economia, gestão e negócios - com atenção especial ao que acontece na Região Sul do Brasil.


#1 Anselmo Heidrich 2010-10-14 15:05
Se a "legalidade é duvidosa" são outros 500, mas muito me admira a ONU servir de porta-voz aos interesses de elites patrimoniais tradicionais. O que um continente como a África, dentre outros, precisa é, justamente, uma reciclagem de suas elites. O que começa pela terra, já que sua especialidade se dá pelas matérias-primas. Querer transparência nos processos é perfeitamente legítimo, mas não uma desaceleração dos processos de compra e venda por preciosismos de tônica protecionista. Tática esta que diz defender a sociedade, mas pratica privilégios a quem não quer concorrer por recursos escassos.

Thursday, February 11, 2010

África: revoluções e direitos


Comments

Feed You can follow this conversation by subscribing to the comment feed for this post.
O problema do Ismael Maumane, tipico dum Frelimista, é de querer atribuir a mim informacao que apresentei citando fontes do Jornal Standard e do Jaime Khamba.
De todos os modos nao ha credibilidade numa organizaçao que violou direitos humanos seja de 240,300, 600 o mais pessoas. Qualquer destes numeros, ou mesmo abaixo, basta para constituir um caso no tribunal international de justica. O que este homem, e agente secreto da Frelimo como disse nas suas mensagens de insultos ao este autor, quer nos mostrar.
Francisco Nota Moises
Francisco Nota Moises
Segundo o jornalista britânico, Tony Avirgan, que reportou sobre os julgamentos de Nachingwea, “Machel said there are 360 prisoners being held at the camp in Tanzania”. (Guardian 23 Abril 1975).

O jornalista tanzaniano, Marcelino Komba, numa reportagem publicada no jornal Daily News de Dar es Salam na mesma data, refere-se a “Uria Simango, one of the 240 traitors who were paraded on March 16.”
O correspondente do jornal britânico Times, em Nairobi, reportou na mesma data que nos julgamentos de Nachingwea encontravam-se, em Março, 240 prisioneiros.
Portanto, parece ser correcto que nos julgamentos de Nachingwea compareceram as tais cerca de 300 pessoas mencionadas no CanalMoz, e não 600, como alega o Dr. Moisés.
Já antes, o Dr. Moisés havia aqui falado em votos que teriam sido arrecadados por Adelino Gwambe durante a eleição para o primeiro presidente da Frelimo, quando na realidade ele não particiou no escrutínio. Ao todo houve 135 votos, dos quais o Dr. Mondlane recebeu 116, Simango 13 e Chagonga 6.
A não ser que o Dr. Moisés possua informações até agora desconhecidas, e nesse caso seria salutar que ele as apresentasse, para benefício de todos - e também da sua credibilidade como historiador.
Ismael
FEIOS, PORCOS E MAUS.
GRAVISSIMAS VIOLAÇOES DOS DIREITOR HUMANOS PELA FRELIMO
O artigo de Canal de Moçambique diz que 300 pessoas compareceram em Nachingwea onde foram publicamente humilhados. Na verdade, o numero foi dobro deste numero. De acordo com uma ediçao do Jornal "The Standard" de Dar Es Salaam de setembro de 1974, o maior da lingua inglesa, que reportou as humilhaçoes com certas fotografias dos humilhados, o numero era 600 "traidores". Li o jornal quando estudava em Nairobi. Lembro me estar complementamente devastado durante todo o mes de Setembro de 1974, a ponto de nao conseguer comer bem e concentrar-me nos meus estudos. Foi durante este triste episodio que Sergio Vieira brilhou como juiz ao lado do nosso malogrado Caligula cum Ivan o Terrivel, Samora Moises Machel. Samora referiu-se a Simango como um presente, "um peru de Natal". Para humilhar o Simango mais, Machel deu um cosideraçao especial a sua esposa Celina, dizendo que a" camarada Celina foi sempre revoluionaria e nao concordava com as atitudes reacionarias do Simango." Samora Machel fazia aquilo para se permitir a si e aos seus colegas a liberdade fisica com o corpo da Celina. Imaginem la o que quero dizer com esta linguagem torta. Nao posso me permitir dizer as coisas direitamente por respeito com a desaparecida e a sua familia. A Celina nunca fez coisas aceitando,e eis a razao porque Samora Machel mandou liquida-la mais tarde para prevenir que ela viesse a se escapar e contar ao mundo a sua humilhaçao e a do seu marido.
Quando isto se passava, para alem dos jornais tanzanianos reportarem a humilhaçao dos prisioneiros, a radio Tanzania nao se fartava de reportar a humilhaçao dos "wasaliti (swahili para traidores)". As mesmas informaçoes apareceiam tambem nos jornais kenianos menos as fotografias dos humilhados.
De acordo com uma reportagem que li alguns anos atras, nenhum homem ou mulher entre os humilhados e humilhadas sobreviveu, foram todos mortos, todas mortas. Se eu nao tivesse refugiado da Tanzania para o Kenya, teria tambem estado no grupo, se tivesse um poucochimo de sorte antes de ser morte lentamente. As ordens contra mim eram abater o Nota a vista por ter humilhado Mondlane com o seu comando da lingua portuguesa. Na verdade tempo houve que o autor depois de ter bem aprendido a lingua de camoes em Zobuè,falava a bem e encantava as pessoas. Agora toda aquela maravilha com a lingua portuguesa lhe fugiu, tendo dado lugar as linguas inglesa e francessa as quais fala e nas quais le agora diariamente. Mas ainda nao se esqueceu completamente do portugues. Pode ainda balbuciar nele, coxeando e as vezes incoerentemente. Mas na urbe onde vive, é raro encontrar pessoas que falam portugues, e a comunidade portuguesa na urbe que ate tem uma paroquia catolica sua chamada Nossa Senhora de Fatima esta quase toda anglicisada, mas ha ainda muitos que falam portugues do tipo açoriano na sua maioria.
Quando apareço nestas colunas, os dirigentes em Maputo que nao gostam deste blog como ja li algures, mas que o lem, ficam chocados fora da medida por eu ser o unico a falar dos crimes dos seus crimes e a demistificar os assassinos de massa da Frelimo que a historia e a propaganda da Frelimo mistificaram. Dai o grito silencioso do camarada Guebuza atraves do seu agente Ismael Maumane e a sugestao de que me cale visto que sou malcriado. Sou malcriado? E exige que observe as boas maneiras. Mas onde é que estiveram as boas maneiras quando a Frelimo tratava as 600 pessoas, que eram paradadas perantes guerrilheiros armados e nao armados que gritavam insultos contra eles? Sou malcriado por dizer as coisas tal como elas sao e reportar exactamente sem mais nem menos o que aconteceu quando nos batemos no Aurelio Manave,Marcelino dos Santos e chovemos porradas e pontapés, cuspes e alguem mijou nele? Qual é problema com isto? Havia uma guerra naquela noite de 3 de Março de 1968 entre nos e a camarilha de Machel. O que fizemos é o que exactamente aconteceu depois de Samora Machel, Joaquim Chissano, Aurelio Manave e Arrancatudo nos terem batido, porradeado e marchado a pontapés dos nossos dormitorios de pistolas nas maos gritando doidamente contra nos antes da policia tanzaniana apacerer. Ismael Maumane preferiu condenar-me for "falta de respeito aos velhos", mas nao disse que os velhos tinham tambem feito mal. Sejamos claros, sejamos honestos. Contemos a historia dos dos lados.
E que tal quando o Manave foi despido e deixado de cuecas na esquadra da policia antes de ser chamboqueado severamente até que grunhiu com ranhos a lhe correr das narinas enquanto que os estudantes gritavam bem alto que se fustigasse o malfeitor a valer. Ismael Maumane, se este é verdadeiramente o nome do individuo, diz que tudo isto que conto é "ouvir dizer." Nao seu o que ouvir dizer quer dizer?
Francisco Nota Moises

Friday, January 01, 2010

RD Congo: Confrontos tribais fazem 270 mortos


Ouvir com webReader
PELO menos 270 pessoas, das quais 187 civis, foram mortas entre finais de Outubro a meados deste mês na RD Congo, em confrontos tribais no noroeste do país, onde o Exército interveio por várias vezes para acalmar os ânimos, anunciou terça-feira o Governo congolês. Em finais de Outubro,   membros da tribo Enyele, incitados pelo “feiticeiro” Ondjani, confrontaram a tribo Monzaya, bem como agentes da Polícia por causa da gestão de uma lagoa natural, rica em peixe, na aldeia de Dongo, a 300 quilómetros a norte de Mbandaka, cidade-sede da província de Equador.
Maputo, Quinta-Feira, 31 de Dezembro de 2009:: Notícias
Duas semanas após o fim da violência, "o balanço dessa aventura macabra foi de mais de 187 civis friamente mortos por um bando em Ondjani", segundo informou o ministro congolês da Comunicação e porta-voz do Governo de Kinshasa, Lambert Mende.
Os insurgentes da tribo Enyele "perderam pelo menos 82 dos seus membros durante o combate" contra um comando de 600 homens das Forças Armadas da RD Congo (FARDC), enviados para reforçar essa região, acrescentou o governante.
Esse comando conseguiu repor a calma e retirar o controlo de Dongo das mãos dos insurgentes a 13 de Dezembro.
Os combates fizeram fugir mais de 150 000 pessoas das suas aldeias, das quais metade se encontra refugiada no Congo-Brazzaville, beneficiando de assistência humanitária, contrariamente aos deslocados internos.
"Os parceiros humanitários da RD Congo são instantaneamente convidados a encorajar e a facilitar o regresso dos nossos concidadãos às suas aldeias e a se abster de os fixar longe deles para que possam beneficiar da ajuda humanitária", declarou o ministro.
VIOLÊNCIA NA NIGÉRIA  
Entretanto, a calma regressou terça-feira a Bauchi, cidade a norte da Nigéria, onde as forças da ordem foram desdobradas no dia a seguir à violência levada a cabo segunda-feira por uma seita islamista radical que causou mais de 70 mortos, segundo a AFP.
No bairro de Zango, base da seita Kala-Kato e teatro dos confrontos, os residentes, que foram atacados pelos islamistas, fugiram da área antes de regressarem às ruas para constatar os prejuízos.
Polícias e soldados foram destacados em diferentes pontos da cidade e particularmente ao redor do sítio de onde partiu a confusão, com vista a destruir a direcção de Kala-Kato.
Kala-Kato, igualmente conhecido pelo nome de Maitatsine, é uma seita presente em vários Estados do norte da Nigéria há décadas.

Friday, December 11, 2009

Moçambique: em favor dos grandes empreendimentos

A matéria abaixo, de um ponto de vista próprio africano não deixa dúvidas, para alavancar o desenvolvimento continental, o grande capital é de suma importância. Isto serve para aqueles que acreditam apenas na geração espontânea (sem inversões externas e ação estatal), como "autênticas formas" de desenvolvimento.

Morrem na praia os nacional-desenvolvimentistas que vêem com eterna desconfiança as ações globais e os ultra-liberais que acham que a privatização, por si só, é suficiente para geração e criação de riquezas. A chave está na gerência, como afirma José Chichava faltou experiência para aqueles que não sabiam gerir empresas na economia de mercado, além de escassez de crédito para as mesmas.

--------------------



INVESTIMENTO - Mega-projectos têm efeito multiplicador - ponto de vista do economista José Chichava, contrariando correntes de opinião negativistas em relação a este tipo de empreendimento

Ouvir com webReader
Jose_chichava
Os mega-projectos têm efeito dinamizador na atracção investimento estrangeiro e transferência deknow how, através do contacto directo com as pequenas e médias empresas nacionais prestadoras de serviços complementares àquelas indústrias. O economista José Chichava, quem defendeu esta posição defende que os mega-projectos foram a única opção que o Governo tinha para promover a imagem de Moçambique além fronteiras, no período pós guerra.
Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
O antigo ministro da Administração Estatal fez este pronunciamento numa cerimónia alusiva à passagem do 20º aniversários da graduação dos primeiros economistas pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), ocasião na qual apresentou uma breve retrospectiva da economia moçambicana nos últimos 25 anos.
Contrariando aquilo que tem sido a tendência geral da crítica nacional em relação aos grandes projectos, José Chichava argumentou que o facto deste tipo empreendimentos concentrar-se apenas na sua actividade principal isso abre oportunidade de negócios para as demais empresas.
Assim, as empresas moçambicanas, ainda de acordo com José Chichava, vão a pouco e pouco aperfeiçoando a sua capacidade de prestação de serviços de melhor qualidade.
“Se formos a ver a nível do Parque Industrial de Beleluane, muitas empresas foram criadas para servirem à Mozal. A vantagem disso é que estes empresários vão ganhando tarimba sobre a prestação de um serviço com um nível de qualidade aceite internacionalmente”, referiu.
Para José Chichava nas áreas onde os mega-projectos são implantados funcionam como elementos catalizadores do desenvolvimento, tendo voltado a citar como exemplo as empresas que se instalaram à volta da Mozal.
Outro exemplo é o acordo recentemente assinado entre o Corredor do Norte e a Vale para a construção de um ramal ferroviário ligando a carbonífera de Moatize, em Nete a linha de Nacala para o transporte de carvão mineral.
Chichava antevê um desenvolvimento das comunidades que serão atravessadas pela ferrovia. “A minha opinião é que qualquer mega-projecto é benéfíco para o país, dependendo da forma como o Governo gere a política sobre este tipo de empreendimentos”.
“Quantos empregos foram criados com o funcionamento da Mozal; quantos empregos estão a ser criados em Tete pela Vale e Riversdale, ainda que na fase de construção. Se formos a Moma temos a mesma situação”.

APOSTAR NA AGRO-INDÚSTRIA


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
Apesar do optimismo manifestado, o antigo ministro da Administração Estatal entende que Moçambique precisa de apostar ainda mais no desenvolvimento da agro-industrial.
Reconheceu que durante muito tempo a agricultura esteve praticamente adormecida, tendo em conta a falta de condições de segurança por causa da guerra que provocou o êxodo rural.
O primeiro incentivo de que carece a agricultura são as infra-estruturas de apoio à produção como estradas e pontes e rede de distribuição de electricidade. A estrada vai abrir caminho para os camponeses poderem transportar os seus excedentes para os potenciais mercados.
É que caso não consigam vender os camponeses tenderão a reduzir a sua capacidade de produção, porque não têm nem capacidade de armazenamento nem mercado para a colocação dos produtos.
“Se o camponês tem um mercado aonde pode vender os seus produtos e a um preço aceitável, ele fica incentivado. Ao invés de produzir apenas para o auto-sustento ele vai se esforçar um pouco mais porque sabe que vai ganhar algum dinheiro. Isto significa que ele vai passar a fornecer matéria-prima à indústria e desta vai receber bens para o dia a dia, incluindo utensílios agrícolas”, referiu José Chichava.
Entende que devido aos métodos de produção rudimentares, os rendimentos por hectare continuam baixos. No arroz, por exemplo os rendimentos estão abaixo de dois hectares, para isso o país tem que investir na educação de qualidade.
“É triste o que temos vindo a assistir ultimamente, nomeadamente o facto de termos muitos graduados sem emprego devido, provavelmente à sua baixa qualidade de formação. A solução passa pela adequação dos currículos à agenda nacional de desenvolvimento. As estratégias de desenvolvimento devem ser feitas de maneira multi-sectorial. Quando os da Agricultura estão a pensar no seu sector têm de convidar outros sectores como Obras Públicas, Transportes e Académicos e investigadores que fazem parte da cadeia”.
Ainda falando da agricultura José Chichava considerou que embora Moçambique esteja já a investir no ensino técnico precisa de dar passo decisivos e acrescenta: se 40 porcento das escolas de ensino geral que temos em Moçambique fossem escolas de ensino técnico seria muito bom. Sabe-se que a implantação de uma escola de ensino representa custos devido à sua exigência de equipamento de laboratório, mas é preciso investir.
Hoje Moçambique dispõe de institutos superiores politécnicos, mas tais instituições precisam de serem alimentadas por escolas de nível básico e médio nas diversas áreas como por exemplo carpinteiros, alfaiates ou sapateiros. “Não podemos desenvolver o meio rural sem termos pessoal formado nestas áreas”.
José Chichava é da opinião de que os graduados das universidades públicas e privadas deviam fazer estágio nas zonas rurais, particularmente numa altura em que a tónica de desenvolvimento está no distrito.

ESTADO CONTINUA FRACO


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
“Não fomos felizes no fortalecimento do estado, nos últimos 25 anos”, refere o economista José Chichava, apontando como uma das razões do enfraquecimento a “fuga” de quadros.
Segundo ajuntou, entre as medidas que contribuiu para desincentivar a permanência de quadros do Estado foi a retirada de um subsídio técnico que era pago em dólares, por se temer que a sua manutenção poderia provocar alguns problemas ao país. Mais tarde eliminou-se a possibilidade de os funcionários poderem alienar as viaturas do Estado.
É assim que, segundo José Chichava, há um grupo de pessoas que abandona o Estado preferindo trabalhar para algumas organizações internacionais. O vazio teve que ser fechado pelo envolvimento de técnicos que nunca tinham acompanhado as discussões, o que de certa maneira colocou o país numa situação desvantajosa no processo negocial com a comunidade internacional, incluindo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
 “Para mim este é um primeiro ponto de enfraquecimento do Estado, porque o mais correcto seria que os indivíduos mais experientes e que conheciam os dossiers fossem eles a continuar com as negociações”.
“Quando Moçambique começou a negociar com as instituições da Bretton Woods (Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional)  era notória uma certa capacidade de negociação, uma capacidade que infelizmente viria a sofrer um revés com a saída dos quadros”, disse José Chichava, indicando que  a Comissão Nacional  do Plano, o Ministério das Finanças e o Banco de Moçambique foram vítimas de tal saída.
Neste momento, ainda de acordo com o académico, temos um estado que não ajuda a acelerar o desenvolvimento, por causa da dificuldade de facilitação dos procedimentos para o negócio.

EMPRESAS PRIVATIZADAS A GENTE SEM EXPERIÊNCIA


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009:: Notícias
 
Entretanto, uma vez membro da Bretton Woods, Moçambique enveredou pela privatização das empresas do Estado a favor de pessoas que se por um lado não tinham qualquer experiência de Gestão empresarial, por outro não tinham capacidade financeira nem sequer para pagar ao Estado o valor da compra das empresas.
Isso aconteceu porque segundo José Chichava, quando Moçambique optou pele economia de mercado não teve tempo suficiente para orientar os cidadãos em relação aos caminhos que deviam tomar perante esta nova realidade.
“Houve empresas que foram privatizadas numa situação delicada sob ponto de vista de viabilidade económico-financeira, razão pela qual umas funcionaram pouco tempo e outras nem sequer chegaram a abrir as portas”, disse, acrescentando que tudo isso aconteceu numa altura em que o sector financeiro não ajudava em termos de provisão de crédito.
“O desejável seria que o Estado tivesse conseguido orientar as pessoas nas várias iniciativas que iam tomando. Cada um foi fazendo a sua maneira e crescemos e conseguimos elevar a produção global”



Thursday, November 13, 2008

Instituições africanas






Aos que asseguram que as mazelas africanas decorrem do colonialismo europeu alegando o “peso das instituições” caberia a pergunta: quais instituições, cara-pálida? A da escravidão, praticada muito antes dos europeus aportarem por lá?

Isto soa como aquele batido argumento de que o subdesenvolvimento brasileiro é conseqüência da colonização portuguesa. Ora! Séculos se passara e os portugueses já estão ‘noutra’... E mesmo o Brasil, que teve uma colonização muito mais duradoura que as colônias portuguesas na África já pôde auferir os frutos de um desenvolvimento ancorado por uma economia muito mais diversificada que todo aquele continente. Logo se vê que o argumento do “legado colonialista”, em grande medida, não passa de um sofisma barato.

Os estigmas da divisão, do ódio e da auto-exclusão não são legados europeus, mas produtos endógenos da própria cultura política gerada pelos africanos. Tal é o caso de um país, dentre tantos outros, a Costa do Marfim.

Atualmente, aquele país é um mosaico de 61 tribos de povos imigrados de países vizinhos (Burkina Faso, Mali, Gana, Guiné-Bissau etc.) que viviam, se não em harmonia, pelo menos com certo grau de tolerância. Soma-se a eles, cerca de ¼ do contingente total provenientes de outras regiões africanas. Como a maioria corresponde a região saheliana – a mais pobre do mundo – não é de estranhar que continuem migrando para um país pobre, mas relativamente melhor do que as regiões vizinhas. Consequentemente, um dos motivadores dos conflitos etno-tribais está na situação do ‘estrangeiro’, sem perspectivas de obter a nacionalidade marfiniana e, portanto, sem direitos de qualquer espécie.

Não é a toa que a Costa do Marfim atraia tanta gente... Até pouco tempo atrás, era uma referência aos povos vizinhos com sua estabilidade econômica, política e social. Grande parte disto se deve atribuir ao carismático ex-presidente da república Félix Houphouet Boigny, tido como o “velho sábio” quem soube integrar todas as tribos nacionais.

Se o retorno ao tribalismo vigente tivesse alguma correspondência com a Europa, particularmente a dominação francesa que se encerrou em 1960, ele viria logo após a emancipação política do país. E não a partir de 1993, com o falecimento do estimado líder. A crise econômica também veio a partir daí, quanto mais se distanciava do período colonial. E o legado tribalista, com conflitos entre autóctones e alógenos: pescadores do sul com criadores de gado ao norte, cacaueiros a oeste, comerciantes no centro e gangues na capital.

Na tentativa de estabilizar o país, em 1999 foi dado um golpe militar que trouxe um general reformado ao poder. Este logo organizou eleições e entregou o poder aos civis. Quando se pensou que teríamos a estabilização política, em 2002, um grupo de 800 rebeldes tomou a cidade de Bouaké e, desde então temos uma guerra civil.

Um dos presidentes que sucederam ao “velho sábio”, Henri Konan Bedié introduziu o neologismo de ‘marfinidade’, ou seja, apelou para o nacionalismo que destituiu o mérito e lugar do mosaico de tribos. O tênue equilíbrio dos diversos povos foi ameaçado e, como se não bastasse, a assembléia legislativa aprovou o novo código eleitoral (após um plebiscito condicionado) onde se assegurava que para um cidadão ser candidato à presidência tinha que ser filho de pai e mãe marfinianos. Ou seja, a base dos atuais conflitos no país foi criado pelos próprios africanos com seu nacionalismo anacrônico.

Candidatos como Alassane Dramane Outtara, filho de pai ‘marfiniano’, mas de mãe burkinabé foram excluídos de qualquer tentativa de serem eleitos. Consequentemente, os protestos tomaram corpo. Como se não bastasse, o argumento religioso tomou corpo, pelo fato de que Alassane fosse muçulmano. Hoje é acusado de autoria de tentar um golpe de estado, com apoio de tribos do norte e do centro do país, assim como dos governos de países limítrofes e outros mais ao norte, como a Líbia e outros, mais distantes, como a Arábia Saudita. Se for verdade, outro elemento entra no jogo geopolítico, um “imperialismo árabe” na região com seu conflito secular contra os karfirs (infiéis).

Hoje, a Costa do Marfim está dividida em duas porções nitidamente polarizadas. O sul e o centro-leste (cristãos) com um governo legitimamente eleito, e o norte e o centro-oeste (islâmico) com a população rebelde. Se for justo alegar a pretérita influência européia na religião, não se pode deixar de lado o avanço muçulmano com apoio externo recente e atuante. A Europa, ao contrário dos que a acusam injustamente, até tenta colaborar para o cessar-fogo, como o acordo assinado em Paris para aplacar a guerra entre as diversas regiões e suas populações. No entanto, os militantes do partido dos rebeldes e os militares fiéis ao partido governista não o acataram. A paz acabaria por lesá-los de alguma forma diminuindo seu poder. Detalhe: o acordo determinava que os ministérios da defesa e do interior seriam atribuídos aos rebeldes.

Só um completo tolo pode atribuir uma “relação institucional” ao drama africano esquecendo-se (talvez por conveniência) que a principal se dá com a estrutura tribal da maioria dos países do continente. A guerra tribal e flagrantemente genocida em Ruanda e Burundi a partir de 1994 atesta isto. Cabe lembrar as palavras do “velho sábio” na Costa do Marfim que, nos anos 80 com o advento da democracia, vaticinava “cada tribo deve fundar o seu partido político”. Ou seja, a democracia rejeitada pelos próprios governos e movimentos subseqüentes seria a única solução possível. Acaso as instituições européias, como é a própria democracia, fossem acatadas não teríamos o absurdo que se assomou naquelas plagas a partir dos anos 90.

As tribos são o problema, mas podem ser administradas compondo um tipo de solução. Antes dos golpes em 1999 e em 2002, mais de 40 partidos foram inscritos no país, como resultado da proposta anterior de estabilização e desenvolvimento institucional (sim, instituições, para desagrado de mentes fatalistas não só mudam como podem ser criadas). A aliança entre os membros de uma mesma tribo ou entre tribos vizinhas consiste numa estratégia de sobrevivência das mesmas. É normal que se tratem por ‘irmãos’ ou ‘irmãs’ entre si, mesmo sem ter relações de parentesco, tamanha é sua ligação. O problema é o que mesmo conceito não foi estendido aos residentes de outras tribos fora da composição governamental e, muito menos, com os imigrantes e seus descendentes.

Monday, November 10, 2008

África - instituições

Cimeira sobre Zimbabué sem resultados

A Cimeira de emergência da SADC sobre o Zimbabué, que teve lugar a noite passada em Joanesburgo, apelou aos partidos rivais que formem um governo de unidade nacional sem demoras e que concordem em partilhar o controlo sobre a polícia (...)

...
Vocês já viram isso? Um grupo de países está discutindo o controle da polícia em outro. E o que impressiona é que tal só será possível com a aceitação dos dois principais partidos. Ou seja, seu poder vai muito além da mera representação popular. Mas, pelo menos ele assumem o problema, ao contrário de nós...

Monday, March 31, 2008

Kaplan em Os Confins da Terra:


Dias depois em Abidjan jantei com um embaixador que me falou da viagem que fizera ao extremo nordeste da Costa do Marfim, perto da Guiné e do Mali, para observar um projeto internacional de erradicação da oncocercíase (cegueira de rio), apoiado pelas Nações Unidas. Moscas pretas que enxameiam nos rios do interior da África picam africanos que tomam banho e lavam roupa, e as picadas transmitem a doença. O objetivo do programa era erradicar as larvas borrifando repelente nos cursos d’água.Dizer isto é fácil, fazer é que são elas. Os helicópteros borrifadores precisavam voar contra o vento a alta velocidade perto da água, sobre riachos não mais largos que as pás dos rotores, com árvores dos dois lados. Satélites transmitiam imagens computadorizadas indicando a condição de cada rio e riacho. Computadores de alta sensibilidade monitoravam a composição química da água do rio, o que requeria constantes ajustamentos na proporção dos seis elementos químicos do repelente. Os pilotos eram americanos, canadenses, peruanos, portugueses e antigos iugoslavos. O embaixador disse ter ficado impressionado com o espírito de equipe e a disciplina paramilitar dos pilotos. Eles tinham conseguido erradicar a cegueira de rio da região adjacente, porem ela podia voltar facilmente pela Libéria e Nigéria se o projeto parasse.


– Pense no esforço – disse o embaixador encantado com o que tinha visto. – Tecnologia do mais alto nível, atenção aos mínimos detalhes, os mais extraordinários talento e comportamento ético para erradicar uma doença em uma parte da África, e temporariamente. – Disse o embaixador que os pilotos levantavam-se todos os dias antes do amanhecer para receber instruções e estudar as imagens computadorizadas que orientariam seus planos de vôo, isso durante vários anos. Rações ocidentais eram mandadas de avião de Abidjan e depois levadas de caminhão para o alojamento dos pilotos, que tinham geradores próprios para eletricidade. A instalação mais parecia uma base na lua.

Saturday, February 23, 2008

Efeitos de 1972

O colonialismo cessou na África nos anos 60, embora ainda tivesse alguns espasmos nos 70 (Moçambique e Angola) e nos 90 ainda existiam países ocupados como o Saara Ocidental (e disputados pelo Marrocos e Mauritânia). No entanto, inimigos menos visíveis como a malária ainda continuam a ceifar a vida de milhares de crianças em países como a Uganda.

Países integrantes do G-8 já se comprometeram a lutar contra esta epidemia controlando esta doença. Após meio século desde que a doença foi extirpada no Ocidente, ainda temos 10 milhões de infectados e 100.000 mulheres e seus filhos mortos todos os anos. Mas, o combate à doença pulverizando inseticidas ainda é caro demais.

Além disso, grupos de ecologistas baniram o uso de DDT do cenário mundial após a Conferência de Estocolmo em 1972. São justamente os países nórdicos, os mais contrários ao uso deste inseticida. Também pudera, eles estão longe da área endêmica...

A aplicação do DDT é feita nas paredes das residências porque depois de picar, o mosquito pousa nelas. Assim, a droga não entra na cadeia alimentar do ecossistema.



Tuesday, January 01, 2008

Final de ano e infra-estrutura

Neste feriadão de fim de ano, as comemorações foram razoavelmente 'secas', pois em muitas cidades do litoral faltou água. Este foi o caso, particularmente, em cidades como Praia Grande no litoral paulista. Vão culpar o "impacto ambiental causado pelo homem", enquanto que se trata de simples falta de investimento em infra-estrutura por parte dos governos para atender a crescente demanda do mercado de consumo.


Em Moçambique a iniciativa privada prevê o aumento do fornecimento de energia elétrica que passará dos 8% para 11%. De 1,6 bilhão sem acesso a energia elétrica no mundo, 32% se encontra na África Subsaariana. Não há como equacionar esta demanda reprimida sem a interação entre mercado consumidor e setor privado no mundo. O exemplo africano deveria servir para o turismo brasileiro ou nossos 'farofeiros' deverão se preparar para descer a serra com um reboque cheio de galões se não quiserem comprá-los no litoral, mesmo.

Thursday, August 23, 2007

Patrimonialismo africano

Estadistas tornam países suas propriedades

A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da comunidade, FDC, Graça Machel afirmou, ontem, que povo moçambicano não é tolo para continuar a apostar no partido Frelimo, mesmo depois da implementação do sistema multipartidário, no País.

Intervindo na apresentação do Papel do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, MARP, para o desenvolvimento e boa governação, em África, Machel sublinhou que, no dia em que outros partidos provarem o contrário, em termos de projectos de governação, “o povo vai, sim, votar nesses partidos”, disse reagindo a uma pergunta lançada pelo secretário geral do Partido Independente de Moçambique, PIMO, Magalhães Ibramugy.

Sem indicar nomes, Machel disse que, no Continente Africano, existem presidentes que estão no poder há mais de três décadas, facto que os leva a transformarem os seus países em propriedades pessoais.

Esses presidentes, segundo Machel, acabam constituindo elites, políticas e económicas, em detrimento dos seus povos. “Eles ficam muito tempo, no poder, ou porque os povos estão a decidir para que eles continuem ou porque as outras forças políticas não decidiram o que querem”.

Download estadistas_tornam_pases_suas_propriedades.doc

22-08-2007 in Opinião

Tuesday, August 21, 2007

Por esta eu não esperava. O lanche escolar em Moçambique é privilegiado aos homens!
20-08-2007
Crianças estudam esfomeadas

Governo não suporta lanche escolar

O governo de Moçambique não consegue suportar o programa lanche escolar nos estabelecimentos do ensino primário, tal como o programa escolar obriga o executivo a cumprir.

De acordo com o técnico do Programa de Alimentação Escolar no Ministério da Educação e Cultura da Direcção de Programas Especiais e Departamento de Produção Alimentar Escolar, Marcelino Matola, presentemente o governo custeia o lanche escolar em apenas 172 escolas em todo País, para um horizonte de mais 10 mil escolas daquele nível, e, mesmo assim, fá-lo com dificuldades alegadamente devido a falta de recursos materiais e financeiros.

Marcelino Matola disse que “no passado o Ministério da Educação e Cultura recebia apoios e outros recursos materiais e financeiros para suportar o programa lanche escolar”. “O programa lanche escolar nas três regiões do País nomeadamente Centro, Norte e Sul foi implementado em 2002 com o intuito de incentivar a rapariga a não desistir da escola por falta de alimentação”.

Segundo Marcelino Matola “antes de se implementar o programa lanche escolar nas escolas haviam muitas desistências da rapariga”.

Ainda segundo ele “implementamos o lanche escolar nas escolas de modo a alimentarmos a rapariga que não tem uma alimentação condigna no seio familiar”.

“Com o programa lanche escolar motivamos a rapariga para estudar e concluir com o seu nível”, disse Marcelino Matola.

Questionado pelo «Canal de Moçambique» sobre os critérios de selecção para o programa lanche escolar. Marcelino Matola disse que “as escolas contempladas para o lanche escolar foram as que apresentavam um elevado número de crianças vulneráveis à fome, e outras de longe da cidade, de entre outros aspectos concorrentes”.

(Conceição Vitorino) - CANAL E MOÇAMBIQUE - 20.08.2007
20-08-2007 in Ensino - Educação - Juventude


Comments

O problema do lanche escolar não pode ser visto como da rapariga, porque a desistência escolar da rapariga não é somente devido ao lanche mais sim devido a um conjunto de normas discriminatórias, da sociedade e da familia que previlegia a educação do rapaz.

Mas o lanche escolar afecta todas as crianças, porque reduz e completamente a concentração delas. reduzindo deste modo qualquer capacidade de percepção da matéria ministrada pelos professores.

É necessário que sejam melhoradas as condições de ensino o que implica não só no lanche mais de toda os mecanismo que fazem a articulação para que o ensino seja melhor, as infraestruturas, os salários dos professores a presença dos pais nas escolas com mais frequência.


Posted by: maira solange hari domingos 21-08-2007 at 16:36


Thursday, July 12, 2007

Giro

http://www.opiniaoenoticia.com.br/


Canadá quer garantir sua soberania no Ártico
12/07/2007
Stock.Xchng

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, fez alerta aos países com interesses nas reservas de óleo do oceano ártico.
“O Canadá tem direito de defender sua soberania sobre o ártico”, declarou o premier. Harper anunciou que oito navios militares de patrulha seriam convertidos para uso sobre camadas de gelo, com até um metro de espessura.
Além disso, seria criado um novo porto em águas-profundas para atender aos navios, totalizando US$ 6,6 bilhões em investimentos.
A mensagem do Canadá é um sinal de que o vasto oceano no pólo norte está se aquecendo, tanto devido ao aquecimento global, como através de disputas políticas.
Outros países que declaram ter direitos sobre a região são EUA, Rússia, Dinamarca, Suécia, Noruéga e Finlândia.



Mar Aral se recupera em parte
11/07/2007
Durante décadas, o Mar Aral estava destinado à morte e desertificação, devido ao desvio dos rios que o abasteciam para irrigar plantações de algodão do Cazaquistão e do Uzbequistão.
Mas agora, pelo menos parte do mar está se recuperando, oferecendo a vilarejos, como o de Seytpembetov, uma vida renovada.
Joop Stoutjesdijk, engenheiro-chefe de irrigação do Banco Mundial, afirma que a recuperação demonstra que é possível reverter um dos piores desastres ambientais da história. Mas alerta que o mar não voltará a ser o que era.



Maconha se expande na França
11/07/2007

Segundo o Observatório Francês de Drogas e Toxicomanias, a França tem quase quatro milhões de consumidores da droga.
Desses usuários, 1,2 milhão faz uso da maconha regularmente e 550 mil são usuários cotidianos. Os novos dados colocam a França entre os países europeus que mais consomem a droga, ao lado da República Tcheca, da Espanha e do Reino Unido.
São os jovens, de todas as classes sociais, o grupo que mais experimenta a maconha. Desde 2000, o uso regular da erva é quase o mesmo que do álcool.



Brasil e Bolívia farão hidrelétrica binacional
12/07/2007
A idéia é construir em conjunto com o governo boliviano uma hidrelétrica no rio Mamoré, na divisa com o país.

O projeto da nova usina já está em estudo pelo governo. Deve ter capacidade para produção de 3 mil MWs, metade da capacidade projetada das usinas do rio Madeira.




Zimbábue
Um país miserável
12/07/2007
Anos de crise econômica, provocados por governos corruptos, tornaram o Zimbábue (antiga Rodésia) um país cada vez mais miserável.
A população vem sendo dizimada pela fome, pela pobreza e pela Aids. Estima-se que três milhões de pessoas tenham emigrado, e a expectativa de vida caiu para índices medievais.
Esta semana, o arcebispo católico, Pius Ncube, o representante mais forte da oposição no país, descreveu a situação econômica como “ameaçadora”. O arcebispo também cobrou dos estrangeiros -- principalmente da Inglaterra, antiga colonizadora -- algum tipo de intervenção externa para retirar o atual presidente, Robert Mugabe.
No entanto, parece que falta vontade aos estrangeiros de tirar Mugabe do poder, ou faltam meios efetivos de derrubá-lo.



Intolerância à liberdade
12/07/2007

Dados do Centro Religioso para Liberdade e de outras organizações mostram que Coréia do Norte, China e Irã são os países mais intolerantes à liberdade religiosa, política e civil. Nos EUA, há mais respeito pela liberdade individual. No entanto, em alguns países europeus e em outros como Índia e Indonésia, ficou demonstrado que a tolerância aos direitos civis e políticos não corresponde à liberdade religiosa.