Tuesday, September 24, 2013
Sunday, January 20, 2013
Sunday, January 13, 2013
Friday, December 14, 2012
Monday, November 22, 2010
Autocrítica africana
Um negro autocrítico: Chika Onyeani

“Somos uma raça conquistada e é absolutamente estúpido pensarmos que somos independentes. A raça negra depende de outras comunidades para a sua cultura, a sua língua, a sua comida e o seu vestuário. Apesar dos enormes recursos naturais, os negros são escravos económicos porque lhes falta o instinto aguçado e a perspicácia corajosa da raça branca e a organizada mentalidade económica dos asiáticos”.
Thursday, October 14, 2010
Boas intenções e privilégios
O Portal AMANHÃ não é apenas o meio digital da Revista AMANHÃ. Trata-se de um canal completo com notícias e opiniões sobre economia, gestão e negócios - com atenção especial ao que acontece na Região Sul do Brasil.
Thursday, February 11, 2010
África: revoluções e direitos
Movimentos de Libertação e Direitos Humanos

Comments
Friday, January 01, 2010
RD Congo: Confrontos tribais fazem 270 mortos
Friday, December 11, 2009
Moçambique: em favor dos grandes empreendimentos
INVESTIMENTO - Mega-projectos têm efeito multiplicador - ponto de vista do economista José Chichava, contrariando correntes de opinião negativistas em relação a este tipo de empreendimento
APOSTAR NA AGRO-INDÚSTRIA
ESTADO CONTINUA FRACO
EMPRESAS PRIVATIZADAS A GENTE SEM EXPERIÊNCIA
Thursday, November 13, 2008
Instituições africanas

Aos que asseguram que as mazelas africanas decorrem do colonialismo europeu alegando o “peso das instituições” caberia a pergunta: quais instituições, cara-pálida? A da escravidão, praticada muito antes dos europeus aportarem por lá?
Isto soa como aquele batido argumento de que o subdesenvolvimento brasileiro é conseqüência da colonização portuguesa. Ora! Séculos se passara e os portugueses já estão ‘noutra’... E mesmo o Brasil, que teve uma colonização muito mais duradoura que as colônias portuguesas na África já pôde auferir os frutos de um desenvolvimento ancorado por uma economia muito mais diversificada que todo aquele continente. Logo se vê que o argumento do “legado colonialista”, em grande medida, não passa de um sofisma barato.
Os estigmas da divisão, do ódio e da auto-exclusão não são legados europeus, mas produtos endógenos da própria cultura política gerada pelos africanos. Tal é o caso de um país, dentre tantos outros, a Costa do Marfim.
Atualmente, aquele país é um mosaico de 61 tribos de povos imigrados de países vizinhos (Burkina Faso, Mali, Gana, Guiné-Bissau etc.) que viviam, se não em harmonia, pelo menos com certo grau de tolerância. Soma-se a eles, cerca de ¼ do contingente total provenientes de outras regiões africanas. Como a maioria corresponde a região saheliana – a mais pobre do mundo – não é de estranhar que continuem migrando para um país pobre, mas relativamente melhor do que as regiões vizinhas. Consequentemente, um dos motivadores dos conflitos etno-tribais está na situação do ‘estrangeiro’, sem perspectivas de obter a nacionalidade marfiniana e, portanto, sem direitos de qualquer espécie.
Não é a toa que a Costa do Marfim atraia tanta gente... Até pouco tempo atrás, era uma referência aos povos vizinhos com sua estabilidade econômica, política e social. Grande parte disto se deve atribuir ao carismático ex-presidente da república Félix Houphouet Boigny, tido como o “velho sábio” quem soube integrar todas as tribos nacionais.
Se o retorno ao tribalismo vigente tivesse alguma correspondência com a Europa, particularmente a dominação francesa que se encerrou em 1960, ele viria logo após a emancipação política do país. E não a partir de 1993, com o falecimento do estimado líder. A crise econômica também veio a partir daí, quanto mais se distanciava do período colonial. E o legado tribalista, com conflitos entre autóctones e alógenos: pescadores do sul com criadores de gado ao norte, cacaueiros a oeste, comerciantes no centro e gangues na capital.
Na tentativa de estabilizar o país, em 1999 foi dado um golpe militar que trouxe um general reformado ao poder. Este logo organizou eleições e entregou o poder aos civis. Quando se pensou que teríamos a estabilização política, em 2002, um grupo de 800 rebeldes tomou a cidade de Bouaké e, desde então temos uma guerra civil.
Um dos presidentes que sucederam ao “velho sábio”, Henri Konan Bedié introduziu o neologismo de ‘marfinidade’, ou seja, apelou para o nacionalismo que destituiu o mérito e lugar do mosaico de tribos. O tênue equilíbrio dos diversos povos foi ameaçado e, como se não bastasse, a assembléia legislativa aprovou o novo código eleitoral (após um plebiscito condicionado) onde se assegurava que para um cidadão ser candidato à presidência tinha que ser filho de pai e mãe marfinianos. Ou seja, a base dos atuais conflitos no país foi criado pelos próprios africanos com seu nacionalismo anacrônico.
Candidatos como Alassane Dramane Outtara, filho de pai ‘marfiniano’, mas de mãe burkinabé foram excluídos de qualquer tentativa de serem eleitos. Consequentemente, os protestos tomaram corpo. Como se não bastasse, o argumento religioso tomou corpo, pelo fato de que Alassane fosse muçulmano. Hoje é acusado de autoria de tentar um golpe de estado, com apoio de tribos do norte e do centro do país, assim como dos governos de países limítrofes e outros mais ao norte, como a Líbia e outros, mais distantes, como a Arábia Saudita. Se for verdade, outro elemento entra no jogo geopolítico, um “imperialismo árabe” na região com seu conflito secular contra os karfirs (infiéis).
Hoje, a Costa do Marfim está dividida em duas porções nitidamente polarizadas. O sul e o centro-leste (cristãos) com um governo legitimamente eleito, e o norte e o centro-oeste (islâmico) com a população rebelde. Se for justo alegar a pretérita influência européia na religião, não se pode deixar de lado o avanço muçulmano com apoio externo recente e atuante. A Europa, ao contrário dos que a acusam injustamente, até tenta colaborar para o cessar-fogo, como o acordo assinado em Paris para aplacar a guerra entre as diversas regiões e suas populações. No entanto, os militantes do partido dos rebeldes e os militares fiéis ao partido governista não o acataram. A paz acabaria por lesá-los de alguma forma diminuindo seu poder. Detalhe: o acordo determinava que os ministérios da defesa e do interior seriam atribuídos aos rebeldes.
Só um completo tolo pode atribuir uma “relação institucional” ao drama africano esquecendo-se (talvez por conveniência) que a principal se dá com a estrutura tribal da maioria dos países do continente. A guerra tribal e flagrantemente genocida em Ruanda e Burundi a partir de 1994 atesta isto. Cabe lembrar as palavras do “velho sábio” na Costa do Marfim que, nos anos 80 com o advento da democracia, vaticinava “cada tribo deve fundar o seu partido político”. Ou seja, a democracia rejeitada pelos próprios governos e movimentos subseqüentes seria a única solução possível. Acaso as instituições européias, como é a própria democracia, fossem acatadas não teríamos o absurdo que se assomou naquelas plagas a partir dos anos 90.
As tribos são o problema, mas podem ser administradas compondo um tipo de solução. Antes dos golpes em 1999 e em 2002, mais de 40 partidos foram inscritos no país, como resultado da proposta anterior de estabilização e desenvolvimento institucional (sim, instituições, para desagrado de mentes fatalistas não só mudam como podem ser criadas). A aliança entre os membros de uma mesma tribo ou entre tribos vizinhas consiste numa estratégia de sobrevivência das mesmas. É normal que se tratem por ‘irmãos’ ou ‘irmãs’ entre si, mesmo sem ter relações de parentesco, tamanha é sua ligação. O problema é o que mesmo conceito não foi estendido aos residentes de outras tribos fora da composição governamental e, muito menos, com os imigrantes e seus descendentes.
Tuesday, November 11, 2008
Animais e humanos já não precisam disputar água em Moçambique
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/nairoto-homem-e-feras-param-de-disputar-a-%C3%A1gua.html
Monday, November 10, 2008
África - instituições
A Cimeira de emergência da SADC sobre o Zimbabué, que teve lugar a noite passada em Joanesburgo, apelou aos partidos rivais que formem um governo de unidade nacional sem demoras e que concordem em partilhar o controlo sobre a polícia (...)
Monday, March 31, 2008
Kaplan em Os Confins da Terra:

– Pense no esforço – disse o embaixador encantado com o que tinha visto. – Tecnologia do mais alto nível, atenção aos mínimos detalhes, os mais extraordinários talento e comportamento ético para erradicar uma doença em uma parte da África, e temporariamente. – Disse o embaixador que os pilotos levantavam-se todos os dias antes do amanhecer para receber instruções e estudar as imagens computadorizadas que orientariam seus planos de vôo, isso durante vários anos. Rações ocidentais eram mandadas de avião de Abidjan e depois levadas de caminhão para o alojamento dos pilotos, que tinham geradores próprios para eletricidade. A instalação mais parecia uma base na lua.
Saturday, February 23, 2008
Efeitos de 1972
estão longe da área endêmica...Tuesday, January 01, 2008
Final de ano e infra-estrutura
Thursday, August 23, 2007
Patrimonialismo africano
A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da comunidade, FDC, Graça Machel afirmou, ontem, que povo moçambicano não é tolo para continuar a apostar no partido Frelimo, mesmo depois da implementação do sistema multipartidário, no País.
Intervindo na apresentação do Papel do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, MARP, para o desenvolvimento e boa governação, em África, Machel sublinhou que, no dia em que outros partidos provarem o contrário, em termos de projectos de governação, “o povo vai, sim, votar nesses partidos”, disse reagindo a uma pergunta lançada pelo secretário geral do Partido Independente de Moçambique, PIMO, Magalhães Ibramugy.
Sem indicar nomes, Machel disse que, no Continente Africano, existem presidentes que estão no poder há mais de três décadas, facto que os leva a transformarem os seus países em propriedades pessoais.
Esses presidentes, segundo Machel, acabam constituindo elites, políticas e económicas, em detrimento dos seus povos. “Eles ficam muito tempo, no poder, ou porque os povos estão a decidir para que eles continuem ou porque as outras forças políticas não decidiram o que querem”.
Tuesday, August 21, 2007
Crianças estudam esfomeadas
Governo não suporta lanche escolar
O governo de Moçambique não consegue suportar o programa lanche escolar nos estabelecimentos do ensino primário, tal como o programa escolar obriga o executivo a cumprir.
De acordo com o técnico do Programa de Alimentação Escolar no Ministério da Educação e Cultura da Direcção de Programas Especiais e Departamento de Produção Alimentar Escolar, Marcelino Matola, presentemente o governo custeia o lanche escolar em apenas 172 escolas em todo País, para um horizonte de mais 10 mil escolas daquele nível, e, mesmo assim, fá-lo com dificuldades alegadamente devido a falta de recursos materiais e financeiros.
Marcelino Matola disse que “no passado o Ministério da Educação e Cultura recebia apoios e outros recursos materiais e financeiros para suportar o programa lanche escolar”. “O programa lanche escolar nas três regiões do País nomeadamente Centro, Norte e Sul foi implementado em 2002 com o intuito de incentivar a rapariga a não desistir da escola por falta de alimentação”.
Segundo Marcelino Matola “antes de se implementar o programa lanche escolar nas escolas haviam muitas desistências da rapariga”.
Ainda segundo ele “implementamos o lanche escolar nas escolas de modo a alimentarmos a rapariga que não tem uma alimentação condigna no seio familiar”.
“Com o programa lanche escolar motivamos a rapariga para estudar e concluir com o seu nível”, disse Marcelino Matola.
Questionado pelo «Canal de Moçambique» sobre os critérios de selecção para o programa lanche escolar. Marcelino Matola disse que “as escolas contempladas para o lanche escolar foram as que apresentavam um elevado número de crianças vulneráveis à fome, e outras de longe da cidade, de entre outros aspectos concorrentes”.
(Conceição Vitorino) - CANAL E MOÇAMBIQUE - 20.08.2007
20-08-2007 in Ensino - Educação - Juventude Permalink
Comments
O problema do lanche escolar não pode ser visto como da rapariga, porque a desistência escolar da rapariga não é somente devido ao lanche mais sim devido a um conjunto de normas discriminatórias, da sociedade e da familia que previlegia a educação do rapaz.
Mas o lanche escolar afecta todas as crianças, porque reduz e completamente a concentração delas. reduzindo deste modo qualquer capacidade de percepção da matéria ministrada pelos professores.
É necessário que sejam melhoradas as condições de ensino o que implica não só no lanche mais de toda os mecanismo que fazem a articulação para que o ensino seja melhor, as infraestruturas, os salários dos professores a presença dos pais nas escolas com mais frequência.
Posted by: maira solange hari domingos 21-08-2007 at 16:36
Thursday, July 12, 2007
Giro
http://www.opiniaoenoticia.com.br/Canadá quer garantir sua soberania no Ártico
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Maconha se expande na França
Segundo o Observatório Francês de Drogas e Toxicomanias, a França tem quase quatro milhões de consumidores da droga.
Le Monde - Le cannabis continue de se banaliser
27/06/07 - Relatório anual sobre mercado das drogas
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07/07/07 - Catolicismo na China
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O jornalista tanzaniano, Marcelino Komba, numa reportagem publicada no jornal Daily News de Dar es Salam na mesma data, refere-se a “Uria Simango, one of the 240 traitors who were paraded on March 16.”