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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Saturday, May 19, 2007

Conflitos ambientais na Amazônia – 2



Um de nossos argumentos é quanto à impossibilidade, pelo menos no presente momento de um “sistema mundial capitaneado pela ONU”. É comum que um dos lados nessa contenda sempre imagine o outro como “mais forte”, detendo um poder que, na realidade, não tem. Vejamos como se comportam alguns desses atores na questão amazônica.

Estão envolvidos não só as ongs, mas também partidos governos e empresários, que divergem em alguns pontos. Eles agregam experiências, mas divergem em teorias e métodos de atuação. Não há um bloco monolítico do poder, nem um movimento dotado de unidirecionalidade.

A assessoria aos programas governamentais feitas pela rede de ongs, bem como a gestão de projetos denota que não há um planejamento centralizado. E, embora possamos discordar de muitas de suas avaliações, é fato que sua força, ou melhor, sua voz passou a ser ouvida após casos inegáveis de impactos ambientais, como foi o caso do incêndio de Roraima que se alastrou por enorme área na região. Outro problema é o avanço da pecuária e de monoculturas que não conseguem se conciliar com a permanência da floresta.
Geléias feitas a partir de produtos amazônicos

Assim como muitas ongs não têm perenidade ou adotam uma posição simplista pautada na mera crítica (Greenpeace), outras avançam (no bom sentido) diversificando suas frentes de atuação ao criar “eco-negócios” (a Friends of Earth é uma delas). A imprensa, por sua vez, centraliza sua atuação em dois focos que, bem ou mal feitos, têm se pautado pela:
1. Crítica às políticas públicas;

2. Novos modelos de desenvolvimento.

Friday, May 18, 2007

Conflitos ambientais na Amazônia – 1




A Amazônia não é só brasileira. Como se vê no mapa ao lado, a imensa floresta tropical abrange vários países vizinhos ao Brasil no norte da América do Sul. Este bioma apresenta diversos ecossistemas que, ainda não foram profundamente estudados. O desconhecimento que temos a respeito dos diversos processos ecológicos que constituem a floresta leva a temores justificados pela sua destruição. Evidentemente que a posição ambientalista aí se torna um entrave ao desenvolvimento econômico regional na medida que busca desautorizar qualquer plano ou programa que tenha em vistas o aumento da riqueza produzida.


As bases dos conflitos ambientais tendo como cenário a Amazônia estão lançadas há décadas. A questão é saber quais são os interesses, perspectivas e métodos empregados por ambas partes nesse processo.


Redes de ONGs


Como procedem as ONGs?



1. Estabelecem agendas políticas;


2. Negociam resultados previstos;


3. Buscam legitimidade;


4. Implementam soluções



Claro que estou me pautando em uma perspectiva positiva. Nem todas são atuantes a ponto de deterem todas estas características. Há as que surgem como cogumelos do dia para a noite e, com a mesma rapidez somem após a mudança do tempo. Mas, não são estas que detêm perenidade e, por enquanto, não constituem o foco de nossa análise.


ONGs parecem ser uma característica de nosso tempo histórico e, em parte, isto é verdadeiro. Para entender o fenômeno é necessário que se tenha algumas considerações sobre seus condicionantes:


1. O fim da bipolaridade da Guerra Fria ajudou a abrir outros fronts de luta dos chamados “movimentos sociais”;


2. O maior acesso aos meios de comunicação, particularmente a internet, permitiu a formação de redes afins de movimentos ambientalistas e outros a eles associados;


3. A globalização econômica levou a redução, ao menos como retórica em várias regiões do globo, do tamanho do estado, o que levou a um “vácuo institucional” a ser preenchido.



Mas, não existe como muitos gostariam de admitir a formação de um “poder mundial globalista” (capitaneado pela ONU), como um bloco de poder monolítico. Isto é a velha paranóica teoria conspiratória em curso... Na verdade, um novo conflito social se esboça, meio fora de foco é verdade, no qual interesses ambientalistas são confrontados por nacionalistas com grandes doses de xenofobia (“os estrangeiros querem tomar nossa Amazônia”, p.ex.). Conflito este que é expresso, ideologicamente, pela oposição entre a Internacionalização vs. Soberania Nacional.