interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Wednesday, April 06, 2011

Wednesday, February 27, 2008

"Finalidades" vs. Características






Quando um paranóico tenta encobrir a realidade ou, para ser mais humilde e generoso com o missivista, os dados que podem servir de base à especulações, ele vêm com "finalidade", "objetivo último" etc., ou seja, algo subentendido que você deveria saber, oras!


Eu gostaria imensamente de saber se ele tem a mínima noção de como a ciência básica e aplicada evolui neste país... Gringos presentes na Amazônia (e são centenas de pesquisadores) firmam convênios com nosso governo. Claro que não se trata de uma mera "ajuda", atividade filantrópica e tal. É uma via de mão dupla, antes de tudo. Como se trata de política de estado, guiada por Razões de Estado, bem ao contrário de uma suposição "globalista", na qual um dos agentes domina numa simplista "lógica de jogo de soma zero política" o outro trata-se, outrossim, de um acordo, quase que aos moldes do comércio externo. Mas, que ao invés de se dar, tão somente de empresa para empresa ocorre de estado com estado. Hoje em dia, cerca de 1/3 das drogas tem origem em fitoterápicos, muitos dos quais, das florestas tropicais do globo, especialmente nossa Amazônia.


Como aqui no Pindorama, a mentalidade esquerdista (mas, não somente ela...) e nossa "direita", que na verdade, apesar de todo "upload retórico" ainda teima em manter pressupostos nacional-desenvolvimentistas dignos de um Vargas ou Perón, a influência e troca de conhecimento com os pólos científicos mundiais ainda é, pateticamente, vista como "intrusão estrangeira", "ameaça externa" e outras bobagens correlatas.




A retórica de esquerda já minou uma direita que comprou o discurso do "globalismo" como ameaça, enquanto que, na realidade trata-se, na maioria dos casos, da boa e benfazeja Globalização.




De certo, quando a Natura firma acordo com os Caiapós, isto é visto como se fosse uma ameaça correlata e equivalente a um Putin no Cáucaso ou Otan nos Bálcãs. Fosse assim, a entrada da Irlanda na UE, que alçou este país a um dos melhores índices de desenvolvimento nas últimas décadas; ou antes ainda, a maciça entrada de multinacionais na península coreana sob consentimento de Seul, que levou o país a disputar e competir com a hegemonia japonesa na Ásia etc. são vistas como "globalismo", um anátema para os tolos protecionistas temerosos das inovações da aurora do século XXI.


Quando se fala das estúpidas e grotescamente elevadas taxas de crescimento cavalares do modelo chinês se esquece que não teriam direito à existência não fosse, justamente, pela mentalidade diametralmente oposta à que advogam os "anti-globalistas". Se o Brasil se rendesse (e já está passando da hora...) aos intentos "maléficos dos globalistas", nós já poderíamos ter ZEEs similares, com isenções fiscais atraindo filiais de laboratórios internacionais para nossa Amazônia gerando empregos e tecnologia.

Dirão ainda que a tecnologia não é nacional... Mas, eu lhes pergunto qual tecnologia é "nacional"? A dos americanos que se pautou, inicialamente, pela cópia da britânica? Ou a nipônica que copiou a americana no pós-guerra? Ou, no mesmo período, a importação de cérebros alemães pelos americanos? Ou a dos Tigres insuflada por capitais japoneses? Joguem fora, joguem no lixo... Adotemos um modelo não globalista e genuinamente nacional como o de UGANDA!


Numa estagnada América Latina, nada "melhor" do que barrar e objetar o pouco de bom que acontece regredindo à padrões africanos e "genuinamente nacionais".
Por razões diversas e aparentemente antagônicas, esquerda e direita xenófobas marcadas pelo signo do mito da "soberania nacional" ou "independência tecnológica" atentam contra a integração e desenvolvimento mundiais.

Friday, December 21, 2007

Que venha Godzilla!




Apesar do Japão e EUA terem sofrido um “contratempo” na II Guerra Mundial, as duas nações têm um histórico de boas relações. Dentre outras razões, o Japão serviu como cabeça-de-ponte para Washington bloquear o livre-acesso soviético ao Pacífico. Hoje, no entanto, com a entrada de novos jogadores na disputa estratégica global, esta “tradição” tem esfriado... Em Geopolitical Diary: Japan's Plans for Godzilla, Mothra and the Russian Bear se evidencia a tomada de dianteira de Tokyo em seu próprio sistema de defesa, já que os EUA não têm feito o suficiente para assegura-la na Ásia Oriental. As restrições impostas com o fim da II GM tornaram o Japão dependente militarmente, mas com ameaças diretas como o sistema de mísseis balísticos da Coréia do Norte, a marinha chinesa e o crescente poderio russo sobre o Pacífico Norte, os japoneses se tornaram um dos principais alvos regionais.


Me surpreendi ao perceber que sua maior preocupação é com a Rússia, pois acostumei-me a pensar que Moscou estivesse com os olhos fixos no Ocidente, particularmente na Europa, ou no Oriente Médio. Por meses, o Kremlin voltara-se contra o desenvolvimento de mísseis antibalísticos pelos EUA em sua periferia. Como conseqüência, o Japão requer um sistema próprio na segurança nacional.


Em 1998, os norte-coreanos testaram um míssil balístico sobre o Japão. Guardadas as devidas proporções territoriais, imagine algo como a Bolívia lançar um projétil desses sobre o nosso território detonando-o no Atlântico. É disto que se trata. E em 2006, Pyongyang lançou um novo dispositivo nuclear, de modo similar ao que fez o Paquistão no Deserto de Thar. Mas, diferentemente da pronta resposta indiana em sua fronteira paquistanesa, o Japão não tinha o que mostrar. Agora caminha para isto...


Muito embora seja de difícil concretização, a hipótese de fusão entre o poder econômico sul-coreano com o poder bélico norte-coreano relegaria o Japão, claramente, a uma condição periférica no extremo oriente. E isto significa ter que acatar com uma ou outra imposição. E por maior que seja a atual proeminência russa, a China deslancha como superpotência ascendente. Diferente de seu, territorialmente, introspectivo passado militar, Pequim adota hoje uma clara diretriz marítima aliada ao seu natural domínio terrestre.


A lembrança da guerra com a Rússia em 1904-05 marcou o Japão como única potência não européia a derrotar, até então, um país daquele continente. De lá para cá, a supremacia ocidental voltou a reinar, sem que a Rússia firme um acordo de paz com a potência asiática. Mas, por mais que o Kremlin tente assegurar, sobremaneira, uma série de objetivos geopolíticos com a atuação de Putin, seu país figura na tela do radar japonês...

Monday, September 03, 2007

América Latina al Día







Edición 625
Martes 4 de septiembre, 2007


Asía-Pacífico:
Entra en vigencia acuerdo comercial entre Chile y Japón
Ambas naciones promulgaron el convenio de Asociación Económica Estratégica que convertirá a Chile en el mayor socio comercial del país asiático en Sudamérica. La iniciativa establece una reducción gradual de las tarifas arancelarias que finalizará en un plazo de 10 años.
Leer Artículo

Michelle Bachelet, presidente de Chile y Shinzo Abe, Primer Ministro de Japón
América del Sur:
Petrobras inicia proyectos en Brasil y Colombia
La estatal petrolera brasileña anunció que este mes comenzará a producir crudo en Piranema, al noreste del país. Además, la empresa construirá dos refinerías en la región de Pernambuco y comenzará la exploración de campos de crudo en Colombia.
AmCen:
Los trabajos en el paso interoceánico consisten en la excavación de un nuevo tramo y la construcción de otra compuerta.

Monday, May 28, 2007

ESTUDO PROJETA QUE BRASIL PERDE R$ 1,5 BILHÃO POR ANO COM CORRUPÇÃO




Além dos milhões de reais desviados dos cofres públicos e consumidos em propinas todos os anos, a corrupção custa ao Brasil cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em perdas indiretas. Esse é o total de recursos que deixam de ser gerados por causa dos efeitos da corrupção sobre os investimentos, os gastos do governo, a inflação, a educação e a credibilidade do País, segundo cálculos do especialista Axel Dreher, professor do centro de pesquisas de conjuntura do Instituto Econômico Suíço. Com esse dinheiro, o governo federal poderia tapar os buracos de 4 mil quilômetros de estradas. De acordo com os cálculos de Dreher, o Brasil perde por ano, em média, 0,08% do PIB por causa de custos indiretos da corrupção (em valores de 2006, US$ 715 milhões). Em PIB per capita, o País deixa de ganhar US$ 270 todos os anos. “A corrupção leva à queda do investimento estrangeiro direto, as elites cleptocratas ganham renda à custa de uma possível redução da pobreza, e enquanto os efeitos no volume de investimentos do governo não são claros, há uma evidente perda de qualidade nesses investimentos”, diz Dreher, que é autor de vários estudos em que calcula o impacto da corrupção sobre expectativa de vida, escolaridade, investimento, gastos do governo e inflação.
Já, em outras latitudes:

Wednesday, March 28, 2007

Incoerências

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Téllez diz que:

"Já no final do século XIX os Estados Unidos eram a maior potência no âmbito regional das Américas. A sua intervenção militar na Europa foi decisiva para o resultado da Primeira Guerra Mundial e o país emergiu desse conflito com o status de maior credor líquido do mundo (posição ocupada, atualmente, pelo Japão). A nova situação dos Estados Unidos, no início do mundo moderno, significava, de imediato, que o país encontrava-se diante de novas responsabilidades para com o sistema internacional."

http://www.if.org.br/?action=doExibirAnalise&inCodigo=122

Só tem um "probleminha": os EUA entraram na I Guerra Mundial em 1917 (o que não foi "decisivo" para o conflito) e o presidente Wilson clamou por sanções leves à Alemanha, no que ajudou em sua reestruturação bélica.

Cf.: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_dos_Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica

Isto é o que eu chamo de um raciocínio fanático. Para justificar a posição atual dos EUA no mundo, o autor deturpa fatos históricos, ocultando situações para tirar suas esperadas conclusões.

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Outro dia ouvi de uma professora da USP que "a América Latina está se fortalecendo como bloco" para formar uma verdadeira comunidade, o que até dá vontade de rir...

Mundo:
Chile y Japón firman Tratado de Libre Comercio
"Este acuerdo contribuirá a incrementar el intercambio comercial de bienes y servicios, y a mejorar el clima de los negocios entre ambos países", explicó Alejandro Foxley, ministro de Relaciones Exteriores de Chile.
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Américas:
Demócratas de EE.UU. piden revisar TLCs con países andinos
La iniciativa liderada por los diputados Sander Levin y Charles Rangel busca dar mayor énfasis a temas como acceso a medicamentos, protección laboral y medioambiental en los pactos comerciales de EE.UU. con Perú, Colombia y Panamá.
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O primeiro caso só demonstra que o Chile só está como "membro especial" do Mercosul na medida em que espera aprovação do congresso americano para se tornar um membro efetivo do NAFTA, a virar ALCA. O país não pode esperar pela redução da Tarifa Externa Comum (TEC) no Mercosul para fazer negócios, então incentiva os acordos bi-laterais que desautorizam qualquer compromisso intra-bloco como hierarquicamente superior.


No segundo caso, a ALCA sofre um certo retardo devido a oposição americana interna. Mas, se bem observado, os rigores exigidos pelos democratas nos EUA não são inúteis. Eles podem dar um novo status em qualidade de vida aos latino-americanos.

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Monday, February 26, 2007

A surpreendente corrida pelo etanol

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Bons sinais da Terra do Sol Nascente brilham nos canaviais brasileiros:


PETROBRAS E MITSUI EXAMINAM 40 PROJETOS PARA EXPORTAR ÁLCOOL
A parceria entre Petrobras, a trading japonesa Mistui e usineiros paulista já avalia mais de 40 projetos de construção de destilarias para a produção do combustível a ser exportado, preferencialmente, para o Japão. "Agora falta a ponta do comprador ser fechada, com a formalização dos contratos de compra de álcool e, pela posição do governo japonês, tudo leva a crer que será em breve", afirmou na sexta-feira o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O governo brasileiro prevê que o projeto garanta uma exportação, em 2011, de 3,5 bilhões de litros de álcool por ano para o Japão e ainda um excedente para ser enviado a outros países. Hoje o Japão compra do Brasil apenas álcool para outras finalidades, e não para o uso como combustível. No ano passado, toda a exportação brasileira de álcool combustível somou 2,5 bilhões de litros, a maioria para os Estados Unidos. O projeto de parceria tripartite para a construção de destilarias de etanol no Brasil tem a finalidade de honrar os contratos de exportação de etanol combustível a serem firmados entre os dois países. A Mitsui financiará a construção das destilarias, os usineiros entrarão com terra e cana e a Petrobras com a logística para o escoamento.


Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2007 - Videversus nº 656

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E, na terra do Tio Sam, a redução de custos é a meta para alavancar qualquer projeto. Isto, infelizmente, não ouço falar por aqui:

Lunes 26 de febrero, 2007
Bush a la caza de nuevos biocombustibles
(Dow Jones Newswires)
El presidente George W. Bush, quien ha fijado la meta de reducir en un 20% el consumo de gasolina en Estados Unidos en 10 años, dijo que cumplirá ese propósito con la producción de combustibles aunque sea del césped y la educación de los consumidores.
Bush elogió el trabajo de obtener etanol a partir del procesamiento de diversos tipos de pasto y desperdicios de madera que estaba logrando la comunidad científica, como fuentes sustitutivas del maíz, en que se basa la tecnología estadounidense, o la caña de azúcar, desarrollada por Brasil.
A comienzos de la semana, su secretario de Energía, Samuel W. Bodman, dijo que en el empeño de reducir la vulnerabilidad energética de Estados Unidos, los científicos averiguarán incluso cómo “un microbio que ha estado por siglos en los intestinos de las termitas” produce energía de los residuos de madera que éstas comen.“El etanol de celulosa es algo que nos complace y el papel del gobierno es estimular las ideas e inversión”, dijo Bush ante un panel privado de energía alternativa en Carolina del Norte.
El presidente ha anunciado en enero que Estados Unidos va a reducir su consumo de gasolina en un 20% en los próximos 10 años. Para lograrlo, propuso la producción de 35 millones de galones de etanol y combustibles alternativos al año hacia el 2017.
Ese volumen es casi cinco veces más de la meta para el 2012, fijada por una ley vigente, y sacaría del mercado nacional hasta un 20% de la gasolina que consume actualmente Estados Unidos y que en un 60% proviene de fuentes externas cada vez más costosas.
Algunos críticos se han mostrado escépticos afirmando que la meta de Bush no era realista y podría más bien elevar artificialmente los precios del maíz y subsecuentemente de los alimentos ante la persistente demanda de maíz.
El propio Bodman dijo que “la meta era lograble pero no cierta”.
Bush hablando en un panel en la corporación Novozymes North America que investiga las enzimas para producir etanol de los desperdicios del maíz y otras plantas, dijo que “el problema es que tenemos muchos criadores de cerdo en Estados Unidos... que están empezando a sentir los altos precios del maíz”.
“La pregunta es entonces ¿cómo lograr una meta de menor dependencia sin incomodar a los criadores de cerdos? Esta es la forma de hacerlo: desarrollar nuevas tecnologías que faciliten la producción de etanol de virutas, pastizales o desperdicios agrícolas”, dijo.
Emisarios de Bush que han visitado Brasil adelantaron que Estados Unidos y ese país podrían entrar en un acuerdo de difusión tecnológica en el Hemisferio Occidental para reducir la dependencia del petróleo.
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O Brasil não pode desperdiçar mais esta égua selada passando em nossa frente. A coisa está sendo tão incentivada que já está até fazendo parte do imaginário popular: no último episódio de Amazing Race, uma das tarefas desta competição em que duplas concorrem por 1.000.000 de dólares consistia em extrair um litro de álcool a partir de 15 varas de cana em Brotas, interior de São Paulo.

Tomara!

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