Wednesday, May 29, 2013
Tuesday, December 21, 2010
Um mapa inter-urbano
Wednesday, November 17, 2010
Invasão das espécies invasoras! | OrdemLivre.org
Sunday, September 12, 2010
As ruínas da razão
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Nevasca Negra - Tempestades de Areia varrem a América dos anos 30 |
Monday, August 09, 2010
Brasil e Nova Ordem
En 2009, los intercambios comerciales entre los países emergentes superaron los realizados con los países OCDE. El mayor socio comercial de Brasil, de India o de África del Sur ha dejado de ser un país OCDE para ser otro emergente: China. En 2009 la inversión extranjera directa en los países emergentes acaparó 46% del total mundial, casi a la par con la volcada hacia los países OCDE (56%).
El caso de Brasil es emblemático. En 2008, en plena crisis global, el país recibió un récord de inversiones de US$45.000 millones. Y no son sólo inversionistas europeos o estadounidenses los que ponen su dinero en Brasil, sino también inversionistas asiáticos y del Medio Oriente. Aún más emblemático es que también Brasil se ha vuelto un inversionista potente en el extranjero. En la década de los 2000 han surgido multinacionales brasileñas cuyas capitalizaciones bursátiles son hoy en día comparables a las de sus pares de los países OCDE.
El mundo se ha dado vuelta y Brasil desempeña un papel clave. Más que nunca, Brasil es una potencia del presente tiene mucho futuro.
Friday, December 25, 2009
Crítica aos críticos da globalização
A globalização e seus descontentes:
um roteiro sintético dos equívocos
1. A globalização e o desenvolvimento: convergências ou divergências?
2. A globalização e as políticas neoliberais: elas produzem recessão e desemprego?
3. O “consenso de Washington” fracassou na América Latina? E o caso do Chile?
4. Liberalização comercial e produtividade: quais as evidências nesse campo?
5. Liberalização financeira e capitais voláteis: e o problema da estabilidade?
6. Relações de trabalho e desemprego: quais as lições dos países mais flexíveis?
7. Inserção internacional e interdependência econômica: quais são os problemas?
8. Patentes e países pobres: como avançar em ciência e tecnologia?
9. Investimentos externos e autonomia tecnológica: eles são opostos?
10. Segurança alimentar e protecionismo agrícola: e a situação dos países mais pobres?
11. Taxas sobre fluxos de capitais: elas são positivas ou mesmo necessárias?
12. Livre-comércio ou mercantilismo: o que é bom para o crescimento?
1. A globalização e o processo de desenvolvimento: convergência ou divergência?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
Globalização aprofunda a miséria, cria mais desemprego e acarreta mais desigualdades no mundo, tanto dentro dos países, como entre os países | Dados estatísticos não corroboram essas afirmações; ela diminuiu a pobreza e a miséria (China e Índia); evidências são ainda insuficientes no que toca a desigualdade interna |
2. A globalização e as políticas econômicas neoliberais: recessão e desemprego?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
As políticas liberais produzem recessão e desemprego, privilegiando unicamente os setores financeiros e as elites | Os países que mais crescem e que ostentam as menores taxas de desemprego são, justamente, os chamados “neoliberais” |
3. O “consenso de Washington” fracassou na América Latina? E o caso do Chile?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
O “consenso de Washington” fracassou na América Latina e os países deveriam se opor às suas regras para retomar o crescimento, o dinamismo e se inserirem de forma soberana na economia internacional | Os países que mais se identificaram com as políticas “neoliberais”, como o Chile, ostentam taxas sustentadas de crescimento e progressos na redução das desigualdades distributivas e na qualificação competitiva de suas economias |
4. Liberalização comercial e ganhos de produtividade: quais as evidências?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
Processos de abertura econômica e de liberalização comercial representam o sucateamento da indústria e desmantelamento de setores inteiros da economia nacional | Países que adotaram essas medidas, como o Brasil do início dos anos 1990, registraram, as maiores taxas de crescimento da produtividade e ganhos significativos de competitividade internacional |
5. Liberalização financeira e capitais voláteis: quais requisitos para a estabilidade?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
As regras liberais impõem total liberdade aos movimentos de capitais e a plena abertura cambial, o que facilita as atividades especulativas nos mercados de divisas e eventual instabilidade financeira | Maior competição nos mercados de capitais e liberalização cambial reduzem o custo do dinheiro e estimulam o investimento produtivo, mas regras ditas de Basiléia devem existir para prevenir crises financeiras |
6. Relações de trabalho e desemprego: quais são as lições dos países mais flexíveis?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
A flexibilização neoliberal do mercado de trabalho produz desemprego e perda de direitos consagrados, resultando em precarização das relações de trabalho e terceirização das atividades | Países que mais adotaram essa postura são os que exibem as menores taxas de desemprego e o maior crescimento da produtividade do trabalho; taxas de desemprego dos EUA e da Grã-Bretanha são a metade das prevalecentes na França |
7. Inserção comercial internacional e interdependência econômica: problemas?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
Livre-comércio internacional acarreta desigualdades e dependência dos países das empresas multinacionais, o que compromete possíveis políticas públicas | Economias que se inserem nos fluxos internacionais de intercâmbio comercial melhoram o padrão produtivo e tecnológico, criam suas multinacionais e diminuem a dependência das matérias-primas |
8. Patentes e países em desenvolvimento: como avançar em ciência e tecnologia?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
Os direitos de propriedade intelectual, sobretudo na área farmacêutica, são inerentemente injustos, transferindo renda dos países pobres para os mais ricos, condenando os primeiros a uma “eterna dependência tecnológica” dos segundos | É preciso uma compensação pela inovação tecnológica; países como China e Índia, que são ainda relativamente pobres segundo os padrões internacionais, estão aderindo de forma crescente a normas mais elevadas de proteção patentária |
9. Investimentos diretos estrangeiros e autonomia tecnológica: incompatibilidades?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
Investimentos diretos estrangeiros criam maior dependência econômica e oneram o balanço de pagamentos pela remessa ampliada de divisas e de royalties para o exterior | Países pobres vêm aumentando o volume e a qualidade da proteção dada ao IDE (acordos de garantia de investimentos) e assegurando livre transferência dos resultados produzidos |
10. Segurança alimentar e protecionismo agrícola: isso é bom para os países pobres?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
É preciso garantir a segurança alimentar e reduzir a dependência externa, daí a legitimidade de políticas subvencionistas e protecionistas, como aquelas em vigor nos países desenvolvidos, como os EUA, a União Européia e o Japão | Políticas subvencionistas não são apenas irracionais do ponto de vista econômico, elas também trazem enorme prejuízo aos países mais pobres, inviabilizam sua participação no comércio internacional e os condena a uma eterna dependência econômica |
11. Taxas sobre movimentos de capitais: são positivas ou até mesmo necessárias?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
“Colocar areia nas engrenagens do capital”; (a adoção de uma taxa internacional sobre movimentos de capitais foi, depois, condenada pelo próprio criador da medida, James Tobin) | Os países em desenvolvimento são importadores necessários de capitais e o novo imposto irá aumentar o custo dos empréstimos e de captação de recursos financeiros nos mercados |
12. Livre-comércio e mercantilismo: o que é melhor para o crescimento econômico?
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
O livre-comércio sempre beneficia os mais poderosos, daí a necessidade de administrar politicamente os mercados e estabelecer políticas industriais | Mercados livres são funcionais para a modernização tecnológica, ganhos de oportunidade e distribuição de renda (via especialização produtiva), permitindo a livre circulação de fatores |
Conclusões: os mitos e equívocos sobre a globalização
Antiglobalizadores: | Realidades da globalização |
Um “outro mundo é possível”, não mais baseado no lucro e nos ganhos materiais, mas na solidariedade e na partilha; as empresas multinacionais impõem sua ditadura econômica aos povos do mundo, esgotam os recursos naturais e comprometem o meio ambiente | O “outro mundo possível” nunca foi formalizado no papel ou apresentado em detalhes, na prática; os agentes econômicos diretos e os consumidores sabem melhor do que quaisquer governos como alocar recursos, poupança e investimentos produtivos |
http://www.espacoacademico.com.br/061/61almeida.htmNota final: espero não cansar muito meus opositores, que poderão responder aos poucos, se desejarem. (Duvido, porém, que apareçam candidatos; vale um livro, gratuito, como oferta da casa...)
Monday, November 17, 2008
Hu Jintao 10 vs. Barack Obama 0
HOYPolíticaCosta Rica y China inician negociaciones para TLCEl presidente asiático visitará Centroamérica para suscribir 11 acuerdos políticos, económicos y deportivos con ese país, e iniciar las conversaciones para la firma de un TLC.
http://www.ontheissues.org/2008/Barack_Obama_Free_Trade.htm
Voted NO on implementing CAFTA for Central America free-trade.
Approves the Dominican Republic-Central America-United States-Free Trade Agreement entered into on August 5, 2005, with the governments of Costa Rica, the Dominican Republic, El Salvador, Guatemala, Honduras, and Nicaragua (CAFTA-DR), and the statement of administrative action proposed to implement the Agreement. Voting YES would: Progressively eliminate customs duties on all originating goods traded among the participating nations Preserve US duties on imports of sugar goods over a certain quota
Remove duties on textile and apparel goods traded among participating nations Prohibit export subsidies for agricultural goods traded among participating nations Provide for cooperation among participating nations on customs laws and import licensing proceduresRecommend that each participating nation uphold the Fundamental Principles and Rights at WorkUrge each participating nation to obey various international agreements regarding intellectual property rightsReference: Central America Free Trade Agreement Implementation Act; Bill HR 3045 ; vote number 2005-209 on Jul 28, 2005
Monday, October 27, 2008
Diagnóstico e cenários regionais da crise econômica
Agora toda atenção se volta para a crise econômica que será, possivelmente superada graças a uma reordenação dos investimentos nos EUA, a partir de fontes distintas. Na Ásia e Europa talvez não seja fácil sair imune da crise ou, ao menos, tão bem estruturado. Se a crise acabar antes do final do ano nos EUA pode ser que ainda perdure 2009 inteiro para os europeus. Por outro lado, os EUA lutam para manter a estabilidade do Iraque, beneficiados pela inabilidade iraniana de produzir o caos no país vizinho. A questão se volta para a costura de acordos entre curdos, sunitas e xiitas, mais que tudo. Como se isto já não fosse suficiente para conseguir uma bela dor de cabeça neste fim de mandato de G.W.B., a invasão russa na Geórgia traz elementos a mais de preocupação quando se sabe que o próximo alvo do Kremlin é a principal dissidente do bloco ex-soviético, Ucrânia.
A crise parece ter seu “lado bom” ao colocar o Iraque em segundo plano e a criação de governos regionais étnicos tem seguido em frente com um declínio do movimento de sabotagem político-militar iraniana por uma série de razões. Mas, as preocupações geopolíticas não dissipam, apenas se deslocam. E se deixam o cenário de tempestade de areia iraquiana se movem para uma blizzard ártico-siberiana galopando pelas estepes: direto do Kremlin para o Cáucaso. Quando um país se torna mal sucedido em tratar seus problemas econômicos, a mudança de foco para temas militares se torna solução recorrente e a Rússia não está bem preparada para os efeitos da crise econômica. Com reservas monetárias em torno de 700 bilhões de dólares apenas e projetos políticos para América Latina, Oriente Médio e África ainda dará muita dor de cabeça a Washington. Será uma prova de fogo para o próximo presidente, seja McCain com uma aposta no recrudescimento da velha Guerra Fria com uma Otan agressiva, seja Obama quando veremos a morte de um mito do ‘novo’ que “tudo pode ser diferente” ceder lugar para os velhos interesses de estado.
Apesar da crise de liquidez americana, a economia permanece forte. A intervenção estatal (que me perdoem os liberais) livrará no curto prazo os EUA de uma recessão. No seu sistema financeiro, até agora, apenas 13 bancos fecharam as portas. Já, o contágio europeu parece mais duro e as exportações asiáticas sofrem. Em primeiro lugar, por que o sistema bancário europeu não é tão saudável quanto o americano. Bancos austríacos, italianos e suecos ficaram muito dependentes da Europa Central, especialmente do sistema alemão em grau muito superior às práticas do subprime americano. O mesmo se pode dizer do sistema irlandês ou espanhol com seus subprimes. A Ásia, por sua vez, tem liquidez e está injetando direto nos EUA, auxiliando o Fed no combate à crise. Também não vemos problemas similares no mesmo grau na China ou Japão.
Se os EUA encaram uma recessão de curta duração e os europeus uma mais duradoura, o problema na Ásia é indireto, refere-se ao emprego afetado pela queda nas exportações. Deveriam se preocupar mais com a eleição de Barack Obama que vaticina um declarado protecionismo econômico... A solução asiática frente uma queda na demanda internacional não poderá fugir do subsídio a suas empresas para manter suas operações em atividade.
Monday, August 04, 2008
Sardenberg está errado
Em primeiro lugar, me apetecem os artigos de Carlos Sardenberg, bem como sua aposta no livre-comércio como propulsor do desenvolvimento. Nada a objetar neste quesito e outros como sua crítica aos subsídios.[1]
Minha crítica ao seu artigo Qual é o nosso lado?, focaliza no pressuposto sobre fenômenos não econômicos, mas políticos, notadamente o terrorismo global. Diz o comentarista econômico que:
“A Rodada Doha foi lançada em novembro de 2001, na capital do Catar, apenas dois meses depois do ataque terrorista que havia derrubado as torres de Nova York. A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio estava marcada antes do atentado - mas parecia que nem ia se iniciar. Não havia clima para negociações cujo objetivo seria facilitar o comércio internacional e, pois, a globalização.”
“O ataque acabou influenciando na outra direção. Tornou-se amplamente aceita a tese segundo a qual quanto mais crescimento, emprego e renda houvesse nos países emergentes e pobres, menor seria o espaço para o terrorismo. E ainda: quanto mais integrados os países estivessem no comércio global, também menor seria a tentação terrorista, vista como uma
espécie de desespero diante da exclusão.”
“(...) o terrorismo quase se dissipou, não era a ameaça global que parecia ser” (grifos meus).
É comum vermos liberais criticarem marxistas devido aos seus argumentos econômicos ou pseudo-econômicos, mas minha crítica a ambos se refere ao seu reducionismo econômico. Como entender o terrorismo como um mero reflexo de desigualdades econômicas? É como se os países que mantêm as melhores taxas de resolução no combate ao crime se bastassem com políticas meramente preventivas, como se psicopatas assassinos somente precisassem de “instruções sobre civilidade”.[2]
Robert Kaplan em Warrior Politics, analisa isto de modo realista, como é sua marca. Se o século XX foi marcado por regimes totalitários como o nazista, fascista e comunista, o mesmo não se dá no século atual. Porém, os mesmos movimentos populistas que tiveram a luta de classes como combustível estão a todo vapor na era da globalização. Eles não são conseqüência desta, mas se baseiam na mesma, em sites conclamando seus apoiadores a mais atos terroristas; com operações de compras de armas; instruções de fabricação de artefatos bélicos etc.
No início dos anos 90, na Índia, nacionalistas hindus atacam mesquitas,[3] na China dos movimentos separatistas tibetano e uigur, nos ataques às igrejas na Indonésia, nos ataques de assalto na Malásia por terroristas filipinos, nas bombas covardes que dilaceram turistas australianos em Bali, nos repetidos mísseis de fundamentalistas islâmicos contra Israel, ataques curdos na Turquia etc, várias forças emergentes calcadas no nacionalismo xenófobo dão as caras no mundo dos microprocessadores, dos investimentos globais e da informação em “tempo real”.
Crer que a informação trazida pela liberalização comercial seja por si só suficiente para “ilustrar” mentes doentias é o mesmo que manter a fé na recuperação de um Champinha lendo Dostoievski. As tensões advindas do choque cultural são menos guiadas por um fosso imaginário entre classes do que padrões culturais que se avizinham nas próprias urbes. Enquanto que a humanidade se transforma cada vez mais em uma sociedade urbana, a desestruturação das sociedades rurais-tradicionais traz como subproduto massas descontentes, que são o combustível de movimentos messiânicos e oportunistas.
[1] Passagem deveras interessante é a observação sobre os principais responsáveis pela lei agrícola do Congresso americano que assegura US$ 48 bilhões para os subsídios agrícolas como obra dos Democratas que detém maioria na casa. O presidente Bush, acertadamente, vetou a lei propondo limitar os subsídios para os agricultores que auferem até US$ 200 mil anuais. Um de seus maiores entusiastas é Barack Obama e John McCain um opositor.
[2] A Desigualdade Não é Causa e a Reintegração Não é Opção - I e A desigualdade não é causa e a reintegração não é opção - final.
[3] Recentemente, o terrorismo islâmico reage no país: Governo indiano pede calma, após série de atentados.


