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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Monday, November 10, 2008

Agropecuária



Produção alimentícia/população por continente (%)

África: 6,7 - 12,6

América do Norte: 13,8 - 8,0

América do Sul: 6,5 - 5,6

Ásia: 44,3 - 60,4

Europa: 27,5 - 12,9

Oceania: 1,2 - 0,5

Deficitária
Superavitária

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Percentual populacional que trabalha na agricultura

Quanto menor o índice de trabalhadores agrícolas, tendencialmente maior será o desenvolvimento econômico-social.
Aqui estão apenas exemplos extremos.


Menos de 10%: Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Venezuela, Canadá, EUA, Japão, Israel, Jordânia, E.A.U., Armênia, Bósnia, Iugoslávia, Macedônia, R.U., Espanha, França, Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha, França, Itália, Suíça, Áustria, Hungria, República Tcheca.
Mais de 75%: Papua Nova-Guiné, Laos, Nepal, Mali, Níger, Burkina Faso, Guiné, Guiné-Bissau, Gâmbia, Chade, República Centro-Africana, Etiópia, Quênia, Tanzânia, Ruanda, Burundi, Uganda, Malawi, Moçambique, Madagascar.
Não obtive dados da participação do setor primário no PIB de cada país, mas eles, normalmente, acompanham o índice da população empregada por setor, i.e., mais gente num setor específico, maior produção equivalente e valor gerado. Logo, quando menor o índice de produção relativa na agropecuária, maior na indústria e nos serviços. A maior urbanização corresponde, genericamente, a uma sociedade mais rica e afluente. Portanto, não há vantagem nenhuma em deter um maior percentual do PIB agropecuário porque isto significa pobreza na economia urbana.
...

Comércio de produtos agrícolas

Apenas alguns exemplos...

Exportações 50% maiores que as importações: Brasil, Argentina, Chile...
Exportações 10% maiores que as importações: Austrália, Canadá, EUA...
Equilibradas: Espanha, Polônia, Suriname...
Importações 10% maiores que as exportações: México, Venezuela, Paquistão...
Importações 50% maiores que as exportações: Rússia, Irã, Arábia Saudita (a maior parte do mundo islâmico)...



Fonte: Philip’s. Modern School Atlas. 92nd edition.

Thursday, December 07, 2006

PUM PUM PUM e CALOR



O aumento do efeito estufa é culpa dela???
O pum de vaca e o aquecimento global
Dec 06,2006 00:00
by nilder
3/dez/06 (AER) – A histeria que se está formando em torno do aquecimento global teoricamente causado pelo homem acaba de ganhar um elemento bovino. Segundo relatório emitido pela respeitável Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO - Food and Agriculture Organization), a pecuária contribui mais para o efeito estufa que os automóveis. [1]
Ocorre que o sistema digestivo dos ruminantes produz grandes quantidades do gás metano (CH4) que são liberadas na atmosfera – digamos – pelo método natural. Para quem não sabe, o metano possui um poder de aquecimento global 23 vezes maior que o CO2, tido como o maior vilão para o fenômeno.
Mas isso não é tudo. Segundo o relatório da FAO, os ruminantes produzem ainda o potentíssimo gás de óxido nitroso (N2O), que tem um poder aquecedor 296 vezes maior que o CO2 (o relatório não faz referências sobre o poder odorífico do gás).
Adicionalmente, os ruminantes são acusados de causarem chuva ácida uma vez que, segundo ainda o relatório da FAO, eles são responsáveis por 64% da emissão global de amônia.
Em suma, o relatório afirma que os gases do esterco e da flatulência dos animais, o desmatamento para criar pastagem e a energia usada nas fazendas fazem com que a pecuária responda por 18% dos gases do efeito estufa.
O relatório, convenientemente intitulado "A grande sombra da pecuária", foi produzido por Henning Steinfeld. Ele sugere medidas urgentes para o setor resolver esse grave problema, uma vez que a produção global de carne mais que dobrará, passando dos 229 milhões de toneladas entre 1991-2001 para 465 milhões de toneladas até 2050, acompanhada de alta similar na produção de leite. "A pecuária é um dos causadores mais significativos dos problemas ambientais mais sérios da atualidade", disse o autor.
Dentre as recomendações para diminuir o problema, a FAO cita a melhoria substancial da dieta dos ruminantes para reduzir a fermentação e as conseqüentes emissões do potente metano. Não foi cogitado o desenvolvimento de algum inventivo sistema coletor que, seguramente, poderia ser adaptado às vacas européias estabuladas e, de quebra, geraria eletricidade de fonte ambientalmente amigável.
Com tanto metano sendo liberado, não causará surpresa se o Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de carne, seja em breve apontado como vilão do aquecimento global causado por pum de vaca.
Notas:[1]Pecuária representa 18% do efeito estufa, diz FAO, Valor, 30/11/06