interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Showing posts with label clima. Show all posts
Showing posts with label clima. Show all posts

Tuesday, December 04, 2012

Folha de S.Paulo - Opinião - Editoriais: Tragédia anunciada - 04/12/2012

Folha de S. Paulo

04/12/2012 - 03h30

Editoriais: Tragédia anunciada

Entraves burocráticos, incompetência administrativa, conveniências políticas e contingenciamento indiscriminado de gastos estão na raiz de um dos graves males da administração pública brasileira, que é a dificuldade do Estado de transformar recursos previstos no Orçamento em investimentos reais.
Exemplo dessa inépcia político-administrativa é a baixa execução de verbas destinadas a obras de prevenção de desastres naturais --como controle de cheias, contenção de encostas e combate à erosão.
As previsões para os próximos meses são de chuvas fortes, como se repete a cada verão, mas, até o fim de novembro, o governo federal só havia se comprometido a pagar 48% dos R$ 4,4 bilhões reservados aos programas preventivos. Pior: apenas 25% desse valor tinha sido, de fato, liberado.
As responsabilidades não se limitam à esfera federal. Para ter acesso ao dinheiro, Estados e municípios precisam apresentar projetos específicos, com detalhamento do plano de trabalho e da contrapartida financeira.
Uma vez encaminhados, os pleitos são submetidos ao parecer dos ministérios. Sintoma de irracionalidade gerencial, nada menos do que sete pastas estão envolvidas na aprovação dos programas.
Parte dos repasses, ademais, depende de emendas apresentadas por deputados e senadores para seus Estados. São recursos que, não raro, o Executivo bloqueia, a título de contenção de gastos.
As dificuldades para planejar e realizar as obras de prevenção terminam por onerar o governo. Acaba saindo mais caro para os cofres públicos remediar ocorrências que poderiam ter sido evitadas.
Outros aspectos perniciosos são o favorecimento político e os desvios criminosos de recursos.
No primeiro tópico, dois casos exemplares vieram a tona em anos recentes. Em 2009, 90% das verbas liberadas para prevenção de desastres pelo Ministério da Integração Nacional foram para a Bahia, Estado do então ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Em 2011, o roteiro repetiu-se, tendo como protagonista o ministro Fernando Bezerra (PSB), de Pernambuco.
Já na região serrana do Rio de Janeiro, palco da maior tragédia causada por desastres naturais no país, com 900 mortos, em 2011, autoridades foram afastadas sob suspeita de desvio de verbas.
A nota positiva é que o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) foi inaugurado em agosto pela presidente Dilma Rousseff.
O órgão já emitiu alertas a mais de 400 municípios e prepara-se para aperfeiçoar seu sistema de monitoramento. De pouco valerão esses esforços se o descaso e a omissão continuarem a contribuir para a sinistra contabilidade de vítimas que se repete a cada ano.

Endereço da página:

Folha de S.Paulo - Opinião - Editoriais: Tragédia anunciada - 04/12/2012

Saturday, January 15, 2011

Problema e problema


Aqui, uma pequena matéria relaciona o Aquecimento Global Antropogênico aos desastres ocorridos entre 2010 e 2011 em diferentes partes do globo. Que o aumento da pluviosidade esteja relacionado ao aquecimento faz todo o sentido, mas relacionar o fenômeno global ao efeito local – “ilhas de calor” –, não. Não, porque as chamadas “ilhas de calor” podem existir de modo independente de um fenômeno em escala global. Elas são resultantes de causas locais como o aumento do volume de concreto e impermeabilização de superfícies nas cidades, enquanto que o AGA é resultado do aumento das emissões de carbono. Estas emissões também podem gerar “ilhas de calor”, mas a pavimentação e construções urbanas não provocam um significativo aumento de temperatura no planeta.
Não existem causas únicas para todos nossos problemas e algumas são problemas só porque atingem pessoas que antes não se localizavam em áreas de risco. Ou seja, a demografia, as migrações e concentrações humanas tornam, muitas vezes, o que antes era algo absolutamente natural em um ‘problema’.
...

Friday, November 27, 2009

Copenhague



Pelo que eu entendo, a proposta de Kyoto, de redução das emissões, se dá pela retenção do consumo e, logo, da produção. Também se atingiria isto com o uso de novas tecnologias, ao passo que o Lomborg apóia somente a 2a alternativa que teria a redução das emissões, como consequência e não como princípio.







‘Haverá um fracasso em Copenhague’

Autor do livro "O ambientalista cético" afirma que gastar dinheiro com corte de emissões é desperdício
Andrea Vialli - O Estado de S. Paulo




DIVULGAÇÃO

SÃO PAULO - O dinamarquês Bjorn Lomborg, pesquisador da Copenhague Business School, se tornou conhecido no mundo todo como o ‘ambientalista cético’ – nome de um de seus livros, publicado em 2001. Ele se opõe à idéia de que o mundo se mobilize financeiramente para cortar emissões de gases de efeito esfufa. Lomborg sugere, no lugar disso, investimentos pesados em tecnologias limpas para o futuro, de modo a priorizar o bem-estar das populações. Leia trechos da entrevista, dada por telefone ao Estado:

O senhor defende a ideia de que o Protocolo de Kyoto foi uma perda de dinheiro. Quais são suas expectativas em relação à COP15?

Será um fracasso. Todos sabem que não haverá acordo global. A reunião de Copenhague servirá apenas para mostrar ao mundo a continuação do fracasso que foi o Protocolo de Kyoto. Aliás, a sucessão de erros históricos vem desde a Rio 92, quando os países começaram a propor metas de redução das emissões de gás carbônico. Essas metas simplesmente não são factíveis. O objetivo da COP15 é político. Os chefes de Estado virão a Copenhague posar de bonzinhos para seus eleitores.

E por que os esforços para cortar as emissões não são factíveis? Há uma mobilização dos países, especialmente os membros da União Europeia, nesse sentido.

Os países deveriam investir 0% de seu Produto Interno Bruto em estratégias para cortar emissões de gás carbônico. O foco não deve ser esse, porque insistir nesse ponto é continuar fracassando. O único modo de assegurar um planeta livre de poluição é investir pesado em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, mais limpas. E torná-las baratas, para que fiquem acessíveis para países como Brasil, China, Índia e as nações africanas. Poderíamos fazer isso com a metade dos recursos que foram gastos com o Protocolo de Kyoto.

Esse raciocínio não é contraditório? Se o sr. considera inútil reduzir emissões, para que desenvolver tecnologias limpas?

Este é o meu ponto. Precisamos de energia limpa e barata, para trazer bem-estar e desenvolvimento às populações mais pobres. Espero que os países realmente se empenhem nesse sentido: é um caminho muito mais inteligente.

Tuesday, May 05, 2009

Dois debates


A influência ou oportunismo governamental com a temática ambiental não é novidade. Desde 1972, com a Conferência de Estocolmo que o debate ecológico tem a nítida presença de governos. Ocorre que naquela época, a preocupação se dava precisamente com a preservação de recursos naturais. Daí, o termo ‘preservacionista’ que, dado o radicalismo ongueiro atual, parece ter saído de moda. Por que é que é a questão... Em parte, porque a maior parte das organizações ambientalistas se compõe de socialistas reciclados que busca outro carro chefe para guiar suas idéias intervencionistas. Mas, não é só isto: alterações ambientais, dentre as quais, as presumidas mudanças climáticas são as que mais chamam atenção e, outras bastante evidentes, que resultam em impactos indesejados que prejudicam a todos indistintamente. De modo que é, no mínimo, temerário vociferar que se trata, tão somente e de modo simplório, de um ataque estatizante contra o capital privado. É muito mais do que isto. Externalidades não previstas (pois, não seriam externalidades se fossem devidamente previstas), prejudicam vários empreendimentos também. O próprio capital, em determinada situação, pode ser prejudicado pela ação de outro agente, seja estatal ou privado. Cabe conhecer o processo na íntegra, para que ações indenizatórias possam resultar em justas compensações (assim como danos à propriedade, p.ex.).

Na comunidade científica temos o dissenso, embora maior em alguns temas e, menor em outros. O que não procede é misturar os dois debates, o propriamente científico e, o político que envolve o aproveitamento com soluções de ocasião para temáticas complexas. Confundir os dois é o primeiro passo para a mistificação, como querer crer que só pela procedência das informações (ONU, Al Gore, James Hansen, NASA etc.), não são válidos ou dignos de investigação e apuração. Se há realmente oposição de peso e com conseqüência, tem que se bater de frente, isto é, discutindo os pressupostos, métodos e resultados das pesquisas que se pretende(sic) criticar. Há cientistas que tentam este caminho, como Richard Lindzen, Willie Soon, Philip Stott etc. Se obtêm sucesso ou não, não sou eu quem vou dizer, pois não passo de um leigo interessado e ignorante nesta ciência. O que não dá, que consiste numa estratégia evasiva, é criticar o que “está em torno” do debate verdadeiro, o contexto político de um conteúdo científico.

Acho que a maioria de nós aqui não tem conhecimento suficiente para se posicionar como céticos ou contrários, negacionistas etc. Minha alternativa (cômoda, é verdade) é mais apropriada: declaro-me um ignorante na matéria que preciso conhecer (muito) mais a fundo para saber opinar.

Eu, pelo menos, teria vergonha de parecer o contrário ao me manifestar arrogantemente como conhecedor do que sequer desperdicei em busca do conhecimento, do verdadeiro conhecimento.

Sunday, January 11, 2009

Entorpecimento global


2008 foi o ano mais frio desde 2000. O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (W.M.O., na sigla em inglês) diz que “não devemos nos confundir”, pois está havendo aquecimento global mesmo. Mas, no inverno europeu, a pesada neve não tem caído apenas em países como a Alemanha. A ensolarada Marselha, no sul francês teve temperaturas de 0 graus celsius por oito dias seguidos. Enquanto isto, os aquecimentistas insistem que a temperatura média global aumentou em ¾ desde o século XIX.

Dois dados interessantes são que apesar de 2008 ter registrado uma queda na média em relação a 2007, foi o 10º ano mais quente desde que os registros iniciaram [http://uk.reuters.com/article/environmentNews/idUKTRE5082S720090109]. Interessante, pois isto pode significar que, apesar de relativamente quente, indica uma queda em relação aos outros anos quentes. Ou seja, isto pode significar um arrefecimento da tendência. É cedo para dizer, mas algo está, mesmo momentaneamente, contradizendo as previsões mais alarmistas do IPCC.

http://icecap.us/index.php

O gráfico acima mostra uma discrepância entre a média ascendente da temperatura global com a redução do número de estações monitoradas – indicando um claro viés nas pesquisas do IPCC, das quais caíram de 6.000 para menos de 4.000. Muitas dessas estações se localizam em áreas antes rurais ou de cidades sem sistemas de aquecimento que, depois passaram a se modernizar induzindo a um “aquecimento artificial” por “ilhas de calor” devido ao uso local de combustíveis fósseis em maior escala.

Hadley, Temp. vs. CO2 - http://icecap.us/index.php


As temperaturas mensais registradas pelo Centro de Hadley (UAH e MSU) mostram arrefecimento térmico de cerca de 0,2 graus celsius, enquanto que o Centro de Mauna Loa registra incremento do CO2. Uma correlação negativa.

Contradizendo a afirmação de que o ano de 2008 foi o 10º mais quente desde 1850 [http://icecap.us/images/uploads/MSU_Satellite_Temperatures_Continue_to_Diverge_from_Global_Data_Bases.pdf].

Tuesday, January 06, 2009

Sobre as chuvas em SC

Tamanho desastre poderia ter sido menor. Bem menor. É consenso entre os analistas ouvidos por AMANHÃ que o principal responsável pelas enchentes e pelos deslizamentos de terra é o próprio homem. Um homem imprudente, como adjetiva Adalberto Marcondes, especialista em Ciência Ambiental e diretor de redação da revista digital Envolverde. Marcondes diz que pouco ou nada se aprendeu com os acontecimentos do passado. Em uma crítica direta aos governantes, ele afirma que quando são autorizadas construções em encostas entra em cena o risco iminente e uma tragédia. "O poder público acaba sendo leniente com a ocupação desordenada
do solo. Só porque a pessoa já construiu sua casa, não se tira mais ela de lá", pondera. A cobrança encontra eco em Fernando Almeida, presidente-executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds): "É preciso uma política pública que impeça a ocupação de áreas inadequadas sob o ponto de vista geológico, mantendo a cobertura vegetal intacta", diz.



Não se trata apenas de "áreas de risco" que foram ameaçadas ou plenamente atingidas. A média pluviométrica para a região Norte, p.ex., é de 2500 mm/a.a e estas chuvas em SC chegaram a mais de 500 mm em um só dia! No entanto, é um fenômeno cíclico com regularidade de pouco mais de uma década. Por isto mesmo, previsível e contornável se tomarmos o longo período que leva para repetir. Mas, culpar governos é fácil e tão engajado... A própria população (de diferentes estratos sociais) mantém sua preferência por áreas com declive acentuado e não respeita a legislação ambiental (com um mínimo de 30 m a partir das margens fluviais). Assim, apenas se colhe o que se planta.

Monday, December 22, 2008

Elástico Térmico



Como afirmar o aquecimento térmico se em um país tão estreito como o Chile temos aumento no interior e estabilização no litoral?

Segundo Patrício Aceituno, meteorologista da Universidade do Chile, a “fase temperada” do clima mundial vai acabar. Como o ano de 2008 foi considerado o 10º mais quente desde o século XIX e agora estamos em fase de resfriamento pelo terceiro ano consecutivo, o pesquisador considera que entraremos num ciclo de aumento da temperatura marcada por avanços e retrocessos.

Indícios neste sentido estariam sendo observados com altas temperaturas na Europa e um inverno pouco rigoroso na Escandinávia. Na América do Sul também estaríamos assistindo a um avanço térmico consistente com médias, três graus maiores em grande parte da Argentina, Uruguai, Paraguai, sudeste boliviano e sul brasileiro.

Porém, no mesmo período, a Escandinávia sofreu com frio extremo e se, desde os anos 80, uma tendência de aumento de 0,5 a 0,7 graus foi registrada no interior chileno, o mesmo não se observou em sua zona costeira.

Tuesday, October 21, 2008

Desconstruindo novos dogmas

http://www.climatepolice.com/GlobalTemp.pdf

.

http://www.sepp.org/publications/NIPCC-Feb%2020.pdf




...

Dois arquivos imprescindíveis para quem, realmente, se interessa pelo tema.

Monday, September 29, 2008

Ciclo 24


Começou o Ciclo Solar 24 em 4 de janeiro de 2008, cujas manchas solares duram cerca de 10,7 anos. Segundo a NASA este e o próximo podem ser tão fracos (provocando frio), como não tem sido visto desde o Mínimo de Dalton (1790-1820) ou ainda mesmo como o de Maunder (1645-1715). Se for verdade, seus efeitos podem ser devastadores:

Estes ciclos têm efeitos sobre o CO2 e a produção vegetal do planeta. A própria NASA, apesar de contar com figuras como James Hansen que reitera a tese do aquecimento global, considera que a baixa atividade solar poderia ter mudado a circulação atmosférica do Hemisfério Norte entre 1400 e 1700 desencadeando uma “Pequena Era do Gelo” em várias regiões, especialmente na América do Norte e Europa. No período, canais holandeses congelaram, glaciares avançaram nos Alpes, os caminhos marítimos para a Islândia foram interrompidos em 1695, assim como o acesso à Groenlândia foi dificultado entre 1410 e 1720 – relatório “The Sun's Chilly Impact on Earth”.

O Ciclo de Maunder, com ausência de manchas solares, coincidiu com a Pequena Era do Gelo:


Sempre ouvimos dizer que o gás carbônico funciona como um ‘cobertor’ aprisionando calor. Até que ponto isto seria verdadeiro? O CO2 representa apenas 6,2% dos gases estufa, cujo efeito teria sua maior parte produzido pelo vapor d’água. A ação humana é responsável por apenas ¼ de 1% de todos os gases estufa. Desta forma é difícil ver até onde teríamos contribuído para tal efeito. Mesmo com o aumento do CO2 ao longo da ultima década, a temperatura baixou no mesmo período. Para seguir a correlação, a temperatura deveria ter aumentado, mas não foi o que se viu.

Com base no gráfico abaixo, veja como a concentração de Caborno 14 baixou, oscilou para tornar a baixar novamente:

- Dados do United States Geological Survey (USGS)

Wednesday, September 24, 2008

Aquecimento ad hoc

"-É uma fábula o que tu nos contaste", disse com desprezo o pastor peul
(etnia do Senegal).

"-Sim, respondeu o caçador de crocodilos, mas uma
fábula que todo mundo repete parece muito com a verdade!".


(J. e J. Tharaud, La randonée de Samba Diouf, Fayard, 1927)



Na figura acima, no início do século, temos a Oscilação do Atlântico-Norte (ONA, na sigla em inglês) sofrendo atenuação, com aumento da temperatura média.

Quando a oscilação é baixa, os anticiclones móveis polares (AMP, na sigla em inglês) reduzem a potência; os AMPs se tornam menos potentes, menos rápidos e menos freqüentes; o Ártico está menos frio – o que leva a redução da quantidade de gelo; isto ocorre, normalmente, no verão.

Quando a oscilação é alta, os AMPs são, inversamente, mais potentes, mais rápidos e mais freqüentes; isto ocorre, normalmente, no inverno; o Ártico está mais frio e temos a expansão do gelo, como se pode observar na figura abaixo:

Fonte: http://www.newsweekly.com.au/articles/2008aug30_cover.html


O detalhe é que o ocorrido acima se deu no verão boreal! Ou seja, o ‘aquecimento’ é tanto que o gelo se expandiu no verão!

De acordo com o IPCC (e com a boa e velha climatologia), a baixa oscilação do ONA deveria incrementar o cenário do aquecimento global. Dito de outra forma, o verão deveria reduzir a calota de gelo polar e vimos o contrário acontecer.

Para não parecer contraditório, o que dizem os teóricos aquecimentistas? Que as alterações climáticas ocorrem em ambas as fases.

Um ‘milagre’ da física...

[Conferir mais a respeito em: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2005/04/relao-emprica-entre-ona-e-o-estado-do.html]


De acordo com o gráfico acima, em meados do século, o índice ONA é moderado e, por vezes, negativo com baixos contrastes térmicos e temperatura média próxima da normal.

O cenário muda a partir do final dos anos 70, com intensificação do índice ONA. No entanto, não se trata de aquecimento a partir do AMP, mas da intensificação do choque com as massas de ar quente provenientes de sudoeste, no caso europeu. Confira:

Fonte: http://resistir.info/climatologia/impostura_cientifica.html#cap_5

Tuesday, September 23, 2008

Amputando a variabilidade

Vejamos como Al Gore retratou o aquecimento global:


Considere o período de 1880 em diante.


E como o NOAA o representou:

A diferença entre os gráficos é que o de Al Gore – o 1º - mostra uma estabilidade muito maior até o inicio do século XX, enquanto que o da NOAA não, evidenciando uma variabilidade maior e um aquecimento bastante recente a partir dos anos 80.


Se voltarmos mais de 1.000 anos, a temperatura teria sofrido aumentos similares ao atual – 2.500, 4.000, 5.200, 8.700 e 11.000 anos atrás. Lonnie Thompson em seus estudos sobre glaciares identificou muitos desses períodos quentes: http://www-bprc.mps.ohio-state.edu/Icecore/Abstracts/Thompsonetal-climatic-change-2003.pdf .

Sem falar na linha reta genérica que Al Gore retrata para o milênio passado. Irreal, para não dizer picaretagem...

Monday, September 22, 2008

So Much for Global Warming

NewsMax.com 2/20/2008

Are the world's ice caps melting because of climate change, or are the reports just a lot of scare mongering by the advocates of the global warming theory?
Scare mongering appears to be the case, according to reports from the U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) that reveal that almost all the allegedly “lost” ice has come back. A NOAA report shows that ice levels which had shrunk from 5 million square miles in January 2007 to just 1.5 million square miles in October, are almost back to their original levels.
Moreover, a Feb. 18 report in the London Daily Express showed that there is nearly a third more ice in Antarctica than usual, challenging the global warming crusaders and buttressing arguments of skeptics who deny that the world is undergoing global warming.
The Daily express recalls the photograph of polar bears clinging on to a melting iceberg which has been widely hailed as proof of the need to fight climate change and has been used by former Vice President Al Gore during his "Inconvenient Truth" lectures about mankind’s alleged impact on the global climate.
Gore fails to mention that the photograph was taken in the month of August when melting is normal. Or that the polar bear population has soared in recent years.
As winter roars in across the Northern Hemisphere, Mother Nature seems to have joined the ranks of the skeptics.
As the Express notes, scientists are saying the northern Hemisphere has endured its coldest winter in decades, adding that snow cover across the area is at its greatest since 1966. The newspaper cites the one exception — Western Europe, which had, until the weekend when temperatures plunged to as low as -10 C in some places, been basking in unseasonably warm weather.
Around the world, vast areas have been buried under some of the heaviest snowfalls in decades. Central and southern China, the United States, and Canada were hit hard by snowstorms. In China, snowfall was so heavy that over 100,000 houses collapsed under the weight of snow.
Jerusalem, Damascus, Amman, and northern Saudi Arabia report the heaviest falls in years and below-zero temperatures. In Afghanistan, snow and freezing weather killed 120 people. Even Baghdad had a snowstorm, the first in the memory of most residents.
AFP news reports icy temperatures have just swept through south China, stranding 180,000 people and leading to widespread power cuts just as the area was recovering from the worst weather in 50 years, the government said Monday. The latest cold snap has taken a severe toll in usually temperate Yunnan province, which has been struck by heavy snowfalls since Thursday, a government official from the provincial disaster relief office told AFP.
Twelve people have died there, state Xinhua news agency reported, and four remained missing as of Saturday.
An ongoing record-long spell of cold weather in Vietnam's northern region, which started on Jan. 14, has killed nearly 60,000 cattle, mainly bull and buffalo calves, local press reported Monday. By Feb. 17, the spell had killed a total of 59,962 cattle in the region, including 7,349 in the Ha Giang province, 6,400 in Lao Cai, and 5,571 in Bac Can province, said Hoang Kim Giao, director of the Animal Husbandry Department under the Vietnamese Ministry of Agriculture and Rural Development, according to the Pioneer newspaper.
In Britain the temperatures plunged to -10 C in central England, according to the Express, which reports that experts say that February could end up as one of the coldest in Britain in the past 10 years with the freezing night-time conditions expected to stay around a frigid -8 C until at least the middle of the week. And the BBC reports that a bus company's efforts to cut global warming emissions have led to services being disrupted by cold weather.
Meanwhile Athens News reports that a raging snow storm that blanketed most of Greece over the weekend and continued into the early morning hours on Monday, plunging the country into sub-zero temperatures. The agency reported that public transport buses were at a standstill on Monday in the wider Athens area, while ships remained in ports, public services remained closed, and schools and courthouses in the more severely-stricken prefectures were also closed.
Scores of villages, mainly on the island of Crete, and in the prefectures of Evia, Argolida, Arcadia, Lakonia, Viotia, and the Cyclades islands were snowed in.
More than 100 villages were snowed-in on the island of Crete and temperatures in Athens dropped to -6 C before dawn, while the coldest temperatures were recorded in Kozani, Grevena, Kastoria and Florina, where they plunged to -12 C.
Temperatures in Athens dropped to -6 C before dawn, while the coldest temperatures were recorded in Kozani, Grevena, Kastoria and Florina, where they plunged to -12 C.
If global warming gets any worse we'll all freeze to death.
Phil Brennan is a veteran journalist who writes for NewsMax.com. He is editor and publisher of Wednesday on the Web (http://www.pvbr.com) and was Washington columnist for National Review magazine in the 1960s. He also served as a staff aide for the House Republican Policy Committee and helped handle the Washington public relations operation for the Alaska Statehood Committee which won statehood for Alaska. He is a trustee of the Lincoln Heritage Institute. He can be reached at pvb@pvbr.com

Thursday, September 11, 2008

Entorpecimento Global



Quando um atleta supera mais obstáculos, maior é seu crédito. Analogamente, o mesmo se dá com uma teoria que resiste a diversas tentativas de refutá-la.



Adapto aqui um excelente artigo do The Register, Is the earth getting warmer, or cooler?

Pesquisadores do Instituto Leibniz de Ciências Marinhas desenvolveram um modelo de ciclos de temperatura oceânica, cujos resultados diferem do atual ‘consenso’.

Portanto, quando se ‘prova’ que a Terra está esquentando (ou esfriando) depende, tão somente, das fontes utilizadas. Esta é a ‘prova’ que se tem.

Por exemplo, em duas fontes pesquisadas, se concorda com a tendência da temperatura global até 1998, mas se diverge sobre a mesma a partir desta data. O centro meteorológico britânico de Hadley afirma, no entanto, que as temperaturas estão em declínio.

Compare os gráficos de Hadley e da NASA:


O que isto revela? Ou, ao menos, sugere? Se a variação climática não é, claramente, ascendente ou descendente, temos um “efeito elástico”. Isto pode nos indicar um padrão, mesmo como imagem metafórica, de que o clima varia ora subindo, ora descendo suas temperaturas médias. A questão, portanto, é observar o que ocorrerá no longo prazo. E, ainda, o quão longo deverá ser este prazo...

Os dados da NASA, por sua vez, mostram temperaturas ascendentes mais ‘firmes’. Já, outras fontes, como os satélites UAH e RSS revelam redução da média térmica na última década. E as temperaturas atuais ficam pouco acima da média das três últimas décadas.

Observe os gráficos seguintes:



Qual a origem de toda esta divergência? Os cientistas são incapazes de entrar em consenso ou se tratam de premissas ideológicas por trás de tudo poluindo a ciência?

Uma dica do que acontece pode estar na mera apresentação visual do fenômeno. Comparando dois gráficos da própria NASA, um de 1999 e outro de 2007 se observa que no segundo, a imagem está mais ‘apertada’ dando a impressão de que o contraste entre baixas e altas temperaturas é maior do que de fato. Como o dado mais recente revela alta da média térmica tem-se a impressão de que o fenômeno do aquecimento está mais acirrado.

Se intencional ou não, não podemos dizer com propriedade. Mas, talvez seja só um “recurso estilístico”...

Segundo o autor, as tendências pré-1970 foram ajustadas para baixo e as posteriores para cima. Em certos anos, o ‘ajuste’ foi de 0,5 graus. Se isto, em termos globais não significa muito, em termos locais corresponde a vários graus de diferença.

Como os termômetros poderiam estar errados em 1999 e serem, corretamente, ajustados em 2007?

A NASA reeditou dados de 1930 a 1999. Só que a probabilidade de subir ou descer é de 50/50. Segundo o autor da matéria, se priorizou o aumento. Por quê? É a questão.

NASA staff have done some recent bookkeeping and refined the data from 1930-1999. The issues has been discussed extensively at science blog Climate Audit. So what is the probability of this effort consistently increasing recent temperatures and decreasing older temperatures? From a statistical viewpoint, data ecalculation should cause each year to have a 50/50 probability of going either up or down - thus the odds of all 70 adjusted years working in concert to increase the slope of the graph (as seen in the combined version) are an astronomical 2 raised to the power of 70. That is one-thousand-billion-billion to one. This isn't an exact representation of the odds because for some of the years (less than 15) the revisions went against the trend - but even a 55/15 split is about as likely as a room full of chimpanzees eventually typing Hamlet. That would be equivalent to flipping a penny 70 times and having it come up heads 55 times. It will never happen - one trillion to one odds (2 raised to the power 40.)

(…)

Particularly troubling are the years from 1986-1998. In the 2007 version of the graph, the 1986 data was adjusted upwards by 0.4 degrees relative to the 1999 graph. In fact, every year except one from 1986-1998 was adjusted upwards, by an average of 0.2 degrees. If someone wanted to present a case for a lot of recent warming, adjusting data upwards would be an excellent way to do it.


No site da NASA, observamos que o divulgador dos dados é o proeminente Dr. James Hansen – conselheiro científico do advogado mundial do aquecimento global, Al Gore.

Mas, é mais fácil apontar influências econômicas e políticas somente por parte das petroleiras contrárias a teoria aquecimentista...

A maior parte dos dados da NASA é obtida de termômetros. Muitos dos quais ‘contaminados’ pelo aquecimento urbano (“ilhas de calor”). E há uma concentração desproporcional destes instrumentos em cidades.

A NASA também tem um número reduzido de estações no Ártico e ainda menos na África e América do Sul. Nos últimos anos, os dados foram, sistematicamente, ajustados para cima. Observe no gráfico a seguir a diferença entre os dados relatados e os originais da USHCN/NASA:


Por que os dados dos satélites UAH e RSS são mais confiáveis? Por que cobrem quase toda a Terra, exceto pequenas porções próximas aos pólos Norte e Sul.

Sua metodologia também não sofre mudanças. Permanece a mesma todos os anos. E apresentam consenso pouco variando entre si.

Em março de 2008, os dados da NASA indicaram o terceiro mais quente da história. Mas, os dados dos satélites RSS e UAH evidenciaram-no como o mais frio do hemisfério sul e, um pouco acima da média mundial.



No mesmo mês, a Ásia mostrou-se mais quente do que a América do Norte, o que elevou a média do hemisfério norte. Em abril, os dois continentes resfriaram (mesmo avançando ao verão boreal). Aliás, foi um mês excepcionalmente fresco para a maioria do globo.

Os satélites têm demonstrado médias térmicas se comportando abaixo das estimativas do IPCC, próximas ou até mesmo abaixo da média dos últimos 30 anos. A exceção da NASA, cujos prognósticos caminham para o Apocalipse...

E sempre é bom lembrar que mesmo que se acabe com a ‘conveniência’ de ajustar dados, o déficit de estações meteorológicas no globo, da cobertura espacial dos satélites da NASA, ou a superestimação dos centros de pesquisas submetidos às “ilhas de calor” urbanas não inspiram confiança.

Lembremos que interesses sempre existem. Tanto “para cima” como “para baixo” das médias térmicas:

The Arctic ocean is warming up, icebergs are growing scarcer and in some places the seals are finding the water too hot, according to a report to the Commerce Department yesterday from Consul Ifft, at Bergen, Norway. Reports from fishermen, seal hunters and explorers, he declared, all point to a radical change in climate conditions and hitherto unheard-of temperatures in the Arctic zone. Exploration expeditions report that scarcely any ice has been met with as far north as 81 degrees 29 minutes. Soundings to a depth of 3,100 meters showed the gulf stream still very warm. Great masses of ice have been replaced by moraines of earth and stones, the report continued, while at many points well known glaciers have entirely disappeared. Very few seals and no white fish are found in the eastern Arctic, while vast shoals of herring and smelts, which have never before ventured so far north, are being encountered in the old seal fishing grounds.
Fonte… Um blog “RealClimate”? Não, apenas US Weather Bureau em 1922.

Em 1924 tivemos um susto do resfriamento global, em 1933, um susto do aquecimento global. Em 1970, outro susto por um novo resfriamento e hoje, mais um susto aquecimentista. O que, realmente vivemos é o entorpecimento global.

Wednesday, September 10, 2008

Reinício do debate


O tema do “aquecimento global” está sofrendo uma revisão por pesquisadores alemães:

http://www.theherald.co.uk/news/news/display.var.2238317.0.Doubt_is_cast_over_global_warming.php


As temperaturas globais podem não subir na próxima década devido a variações naturais, contradizendo previsões anteriores.

O ciclo de aquecimento, no Mar do Norte não seria permanente, mas sofreria variações de 70 a 80 anos.

Já as temperaturas da superfície do Pacífico Tropical se manteriam estáveis de acordo com o Instituto Leibniz de Ciências Marinhas.

Writing in Nature, they said: "Our results suggest that global surface temperature may not increase over the next decade, as natural climate variations in the North Atlantic and tropical Pacific temporarily offset the projected anthropogenic warming."

O que se sugere, no entanto, é um resfriamento no Atlântico Norte.

Tuesday, September 09, 2008

Brrr... A-a-a-que-que-quecimento?



Midsummer polar ice increase 2007-2008,
http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/



A figura ao lado mostra a expansão da calota de gelo ártico. Em pleno verão!

Matéria do http://www.newsweekly.com.au/ aponta correlações entre a atividade solar e a temperatura terrestre. E não são apenas mudanças pontuais recentes, mas mudanças históricas nos últimos 1100 anos. Entre 1645-1715, p.ex., ocorreu um período extremamente frio que correspondeu a uma baixa atividade solar. Bem antes, o Período Quente Medieval (950-1300) propiciou a colonização da Groenlândia pelos navegadores vikings que hoje está coberta por uma grossa camada de gelo.

Sunday, June 01, 2008

O que expressa a média geral?


O balanço radioativo, p.ex., permite somente compreender porque as altas latitudes são mais frias que os trópicos e porque o inverno é mais frio que o verão. Com esta "inestimável constatação", as variações de dias ou de anos, bem como as anomalias recorrentes, não são averiguadas. Uma avaliação da temperatura média só se relaciona a uma composição de diversas temperaturas regionais - e são estas que são desconsideradas, como no caso sul-americano, totalmente sem rumo definido ao aquecimento global (ou o contrário). Uma média global não explica a mudança climática, mesmo porque é temerário falar em "clima global". Isto existe?
Se o IPCC de 1996 dizia que as médias regionais poderiam variar imensamente em relação à média global, e que suas flutuações não são compreendidas ainda, isto prova sua incoerência, pois revela que os analistas estipularam uma média global sem antes conhecerem em profundidade as regionais. Curiosa maneira de determinar a média...
Se os modelos utilizados, apenas, permitem observar (algumas) das flutuações de temperatura, como então se pretende determinar a causa geral, do globo inteiro? Como isto é possível sem poder explicar a causa regional de uma destas flutuações? Como se pode faze-lo sem um esquema coerente de circulação atmosférica geral que explique, p.ex., os fenômenos de ciclones ocorridos? Apenas por inferência? Aumenta a temperatura e pronto, temos aí um furacão no Golfo do México, "logo" temos uma "prova" do fenômeno do aquecimento global...
As mudanças climáticas se expressam desigualmente e sem, antes, poder explicá-las, o relatório do IPCC o faz! Isto equivale a colocar o "carro na frente dos bois".

Monday, April 07, 2008

Como debater o aquecimento?

Recebi a seguinte matéria de um amigo para dar minha opinião:






Caro Xxxxxx,

Não sou físico, mas percebo certas tendenciosidades das matérias. É nisto que me especializei.

Em itálicos, passagens do supracitado artigo:


As idéias defendidas por Svensmark formaram o principal argumento do documentário The Great Global Warming Swindle (A Grande Fraude do Aquecimento Global, em tradução livre), exibido pela televisão britânica, que intensificou os debates sobre as causas das mudanças climáticas atuais.


Bem... Sinceramente, não assisti ao documentário por inteiro. Mas, na primeira parte, nem vi este cientista ser citado e sim, vários outros que foram entrevistados. Tenho que conferir.


"Começamos este jogo por causa do trabalho de Svensmark", disse Terry Sloan, da Universidade de Lancaster.


Ficou claro? "Jogo." É disto que se trata, então?


"Se ele está certo, então estamos no caminho errado tomando todas essas medidas caras para cortar as emissões de carbono; se ele está certo, podemos continuar a emitir carbono normalmente."


Não. Mesmo que ele esteja certo, digamos. A redução das emissões de carbono não deixa de ser desejável, pois implica na redução da própria poluição. O que, diga-se de passagem, só pode nos beneficiar.


No curso de um dos ciclos naturais de 11 anos do Sol, houve uma frágil correlação entre a intensidade dos raios cósmicos e a quantidade de nuvens no céu. Mesmo assim, a variação dos raios cósmicos explicaria apenas um quarto das mudanças nas nuvens.


Bem, 1/4 não me parece nada desprezível. Tem que se verificar, agora, se este percentual é responsável pela mudança na média térmica global.


O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), em sua vasta avaliação sobre a questão feita no ano passado, concluiu que desde que as temperaturas começaram a aumentar rapidamente nos anos 70, os gases de efeito estufa produzidos pelo homem tiveram um peso 13 vezes maior no aquecimento global que a variação da atividade solar.


Muitas das bases (estações meteorológicas) utilizadas para obtenção de dados pelo IPCC são de cidades (e não, zona rural), o que, inevitavelmente, mostra uma elevação térmica. Quanto maiores são as cidades, a temperatura também aumenta. Fenômeno conhecido como "ilha de calor" gerado pela intensificação de edificações e pavimentação que reflete raios solares absorvendo o calor, além do smog gerado por chaminés e, principalmente, o tráfego. Em zonas temperadas, dependendo da estação, a diferença térmica entre áreas centrais e periferia urbanas pode chegar a cerca de 10ºC.


Até onde podemos constatar, ele não tem nenhuma razão para desafiar o IPCC - o IPCC está certo.


Ôps! Todos sempre tem "razão em desafiar". Esta é a essência da ciência. Não voltamos às dark ages para acatar de bico calado tudo que nos é impingido.

E não é porque X está errado que Y está, necessariamente, certo.

Sou cético quanto à teoria ora em voga.


P-O-R-É-M...


Considero um erro, tanto a divulgação sem réplica do mainstream, quanto o posicionamento ideológico contrário. No entanto, há duas formas de discutir o assunto:


1ª) discutir o que envolve as diversas posições, o que não deixa de ser interessante, bem explicado... Tal qual interesses envolvidos, objetivos, "quem ganha e quem perde" etc.


Veja que não descarto a primeira forma de debate que, penso, é a preferida aqui. Porém, achar que esta forma suprime a outra a seguir é um grave equívoco.


2ª) o verdadeiro debate é central e isolado disto. Há ou não há aquecimento atmosférico? Quais as principais "forçantes", no caso? E, se for o caso, qual o grau de influência humana nisto tudo.


Exemplo de fórum de debates do primeiro caso:



Exemplo de debates do segudo caso:

Fórum de debates, que engloba as duas perspectivas:

Ambientalismo Cético


Agora, sobre outra matéria na mídia impressa:


“Quando o furacão Ivan, categoria 5, atingiu os EUA em setembro de 2004, meteorologistas disseram que uma tempestade dessas dimensões acontece uma vez a cada cem anos. Com Katrina, a repetição agravada do fenômeno em apenas 11 meses já é citada por cientistas (como Sir David King, principal assessor científico do governo britânico) e ambientalistas (como Jörn Ehlers, da WWF alemã, e Ross Gelbspan, editor do jornal The Boston Globe) como mais um sintoma da deterioração do clima global.”


(“Furacão Globalizado”, Carta Capital)


Agora, dêem uma olhada no site da National Oceanic and Atmospheric Adiministration (NOAA):Names for Atlantic Tropical Storms em http://hurricanes.noaa.gov/prepare/title_basics.htm

Como o link não abre mais, trago este: http://www.nhc.noaa.gov/pastall.shtml


Agora, leiam lá que a Carta Surreal diz: “Quando o furacão Ivan, categoria 5, atingiu os EUA em setembro de 2004, meteorologistas disseram que uma tempestade dessas dimensões acontece uma vez a cada cem anos.”(“Furacão Globalizado”, Carta Capital) Quais cientistas? Fonte? Agora, do site da NOAA e o link acima vejamos aqui abaixo o que diz:



Qual é o intervalo de cada tempestade? 100 anos?!


Pena que o penúltimo link que postei não abre mais, pois daí vocês poderiam confirmar que os EUA têm mais de 10 tempestades tropicais por ano no Oceano Atlântico, Mar do Caribe e Golfo do México. Muitos destes permanecem sobre o oceano e cerca de seis se tornam “furacões”. E, a cada três anos, cinco grandes furacões atacam o litoral dos EUA, matando de 50 a 100 pessoas do Texas ao Maine. Sua força chega a mais de 110 mph. Após o Katrina, ainda tiveram o “R”, ou seja, o furacão Rita que atingiu a costa da Flórida.

When the winds from these storms reach 39 mph (34 kt), the cyclone is given a name. Years ago, an international committee developed six separate lists of names for these storms (The History of Naming Hurricanes). Each list alternates between male and female names. The use of these easily remembered names greatly reduces confusion when two or more tropical cyclones occur at the same time. Each list is reused every six years, although hurricane names that have resulted in substantial damage or death are retired. The names assigned for the period between 1999 and 2004 are shown below. The most deadly hurricane to strike the U.S.[http://www.ncdc.noaa.gov/oa/climate/extremes/2000/september/extremes0900.html] made landfall in Galveston, Texas on September 8, 1900. This was also the greatest natural disaster to ever strike the U.S., claiming more than 8000 lives when the storm surge caught the residents of this island city by surprise.



Isto estava no penúltimo link que, infelizmente, não consigo abrir.

Estes dados provam que os teóricos do aquecimento global antropogênico são farsantes? Por certo que não! Dentro da NASA e da NOAA há muita gente séria que acredita nisto. Há seriedade de ambos lados desta contenda científica.Não confundamos o debate científico em si com a paranóia conspiratória de direitistas anti-ciência contra o catastrofismo religioso nova era de ambientalistas antiamericanistas. A primeira destas disputas requer nossa atenção, a segunda, risos.

Novamente

Encontrei a tabela do link que não abriu:


Names for Atlantic Tropical Storms


1999
Arlene
Bret
Cindy
Dennis
Emily
Floyd
Gert
Harvey
Irene
Jose
Katrina
Lenny
Maria
Nate
Ophelia
Philippe
Rita
Stan
Tammy
Vince
Wilma
2000
Alberto
Beryl
Chris
Debby
Ernesto
Florence
Gordon
Helene
Isaac
Joyce
Keith
Leslie
Michael
Nadine
Oscar
Patty
Rafael
Sandy
Tony
Valerie
William
2001
Allison
Barry
Chantal
Dean
Erin
Felix
Gabrielle
Humberto
Iris
Jerry
Karen
Lorenzo
Michelle
Noel
Olga
Pablo
Rebekah
Sebastien
Tanya
Van
Wendy
2002
Arthur
Bertha
Cristobal
Dolly
Edouard
Fay
Gustav
Hanna
Isidore
Josephine
Kyle
Lili
Marco
Nana
Omar
Paloma
Rene
Sally
Teddy
Vicky
Wilfred
2003
Ana
Bill
Claudette
Danny
Erika
Fabian
Grace
Henri
Isabel
Juan
Kate
Larry
Mindy
Nicholas
Odette
Peter
Rose
Sam
Teresa
Victor
Wanda
2004
Alex
Bonnie
Charley
Danielle
Earl
Frances
Gaston
Hermine
Ivan
Jeanne
Karl
Lisa
Matthew
Nicole
Otto
Paula
Richard
Shary
Tomas
Virginie
Walter
São 10 grandes tempestades POR ANO. A cada 3 anos, 5 delas atacam o litoral dos EUA. Então, como?
“(...) meteorologistas disseram que uma tempestade dessas dimensões acontece uma vez a cada cem anos.”
(“Furacão Globalizado”, Carta Capital)
Meteorologistas do Mino Carta?

Monday, February 25, 2008

Banho frio


Segundo uma nota de Phil Brennan publicada no Newsmax e no Front Page Magazine, "So Much for Global Warming", a U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) informa que todo o gelo marítimo "perdido" do hemisfério norte voltou. Os níveis, que tinham baixado de 5 milhões de milhas quadradas para 1,5 milhão de janeiro de 2007 a outubro do mesmo ano, já são quase os mesmos de antes. E na Antártida a camada de gelo cresceu um terço acima do seu nível normal.


Isso deve esfriar um bocado o entusiasmo aquecimentista da própria NOAA, senão também o do sr. Al Gore.

http://www.olavodecarvalho.org/semana/080225dc.html
________________________


Enviado por Ernesto Ribeiro Barboza de Oliveira