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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Monday, January 29, 2007

Felizes Trópicos 3

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O esperado:


Relatório mostra que empreiteiras sabiam da instabilidade do terreno nas obras da Linha 4
29/01 - 19:34, atualizada às 22:18 29/01 - Redação

SÃO PAULO – O Consórcio Via Amarela sabia que o túnel nas obras da Linha 4 do Metrô precisaria de reforço com pinos de aço, mas não teria tomado as medidas necessárias para garantir a segurança. É o que aponta o relatório oficial do Metrô, segundo o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Manuel Xavier Lemos Filho.
“O Metrô e o Estado sabiam que medidas de segurança precisavam ser tomadas, mas não fizeram”, afirmou Filho, acrescentando que o acidente, ocorrido em 12 de janeiro e que matou sete pessoas, era "uma desgraça anunciada".
Segundo o relatório, nos dias 10 e 11 de janeiro, as empreiteiras registraram pequenas movimentações do terreno e concluíram que seria necessário reforçar a estrutura do túnel. Em 11 de janeiro, uma frente de trabalho foi deslocada para garantir a estabilidade do terreno.
Mas, sem que o trabalho desta equipe fosse concluído, segundo informações de Filho, que teve acesso ao relatório, às 8h30, de 12 de janeiro, uma pequena detonação com dinamite foi realizada.
No mesmo dia, os engenheiros destacaram que outra frente de trabalho poderia seguir com as obras já que "nenhuma anomalia (...) nem fissuras na parede" tinham sido verificadas.
Segundo Filho, porém, como o terreno não tinha sido estabilizado, as detonações contribuíram para o desmoronamento das obras. "Agravou o problema que já era conhecido. Antes, seria necessário estabilizar o terreno”, afirmou. Em entrevista do "Jornal Nacional", um operário disse que foi orientado a maquiar as rachaduras no terreno.
Procurada pela reportagem do "Último Segundo", a assessoria do Consórcio Via Amarela disse que não tinha conhecimento sobre o relatório.
Será?
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Tuesday, December 26, 2006

Guarujá: como destruir um paraíso

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por Luiz Zanin, Seção: Atualidades às 08:33:07.
Tenho grande estima por esta cidade, e venho a ela desde criança, quando meu pai trazia a família para a Colônia de Férias dos Funcionários Públicos, situada até hoje na praia de Astúrias. Cheguei a morar aqui durante três anos, na década de 80, num apartamento na Praia de Pitangueiras. O Guarujá é um belo pedaço de natureza, que infelizmente vem sendo devastado pela especulação imobiliária, ano após ano. Morando aqui, vi morros sendo cortados ao meio para dar lugar a espigões e vi demais as leis do zoneamento sendo infringidas para edificações fora do gabarito. Enfim, desde a década de 70 promove-se aqui um massacre ambiental, consentido pelas diversas administrações, e sempre com o mesmo pretexto: “há muito desemprego, não se pode desestimular a construção civil, etc. “ Capitalismo selvagem, para definir em duas palavras.
Outra característica do Guarujá é a tentativa, em geral bem sucedida, de privatização de bens comuns. Por exemplo, o acesso a uma das mais belas praias do Guarujá, a praia de Iporanga, é hoje limitado, pois o populacho pode atrapalhar os cidadãos de alto coturno que lá mantêm as suas belas casas de veraneio. Nessa praia, eu costumava acampar na minha juventude. Agora nem posso entrar nela para conferir como está. Posso em tese, claro, mas tudo é dificultado, os seguranças pedem documentos na entrada e o número de automóveis é limitado de acordo com as vagas no estacionamento. Não há como controlar essas informações, e tudo é feito no sentido de desestimular as visitas.
Outro exemplo de privatização do público é dado por um belíssimo hotel na praia da Enseada, que, na prática, conseguiu incorporar a rua vizinha (!) ao seu patrimônio, transformando a via pública numa espécie de corredor que leva à sua entrada. De resto, o hotel expande-se em todas as direções, como um polvo com seus tentáculos. Da rua incorporada aos terrenos vizinhos, onde construiu uma discoteca, até a praia, onde tinha um restaurante que agora está sendo reconstruído, pois levado por uma violenta ressaca que se abateu sobre o Guarujá faz alguns meses.
A praga dos quiosques: a arraia mais miúda também se expande e apropria-se do bem comum, como é o caso dos quiosques que infestam a mesma praia da Enseada onde fica tal hotel (não digo o nome para não fazer propaganda). No trecho da Enseada mais próximo ao centro, os quiosques se amontoam uns sobre os outros e avançam sobre a areia. No começo eram construções toscas, bucólicas, até românticas, e de aparência inofensiva. Cresceram e multiplicaram-se, como manda a Bíblia. Agora acham-se solidamente fincados sobre concreto armado, alguns sobre pilotis para melhor enfrentar as marés. Os donos dos quiosques encontraram uma maneira bastante prática para expandir seu campo de atuação, deslocando mesas, cadeiras e guarda-sóis em direção ao mar. Ocupam assim toda a faixa de areia disponível, deixando os outros usuários a ver navios, quando estes existem no horizonte. Para completar seu campo de atuação, os quiosques costumam tocar música (de péssima qualidade) em alto volume, para atrair a atenção da freguesia.
Quem anda pelo calçadão da Enseada só consegue ver o mar pelas frestas entre um quiosque e outro. Quem tem a sorte de encontrar um pedaço de areia para acomodar-se, não ouve o mar, pois os quiosques, para garantir a “alegria” dos clientes, bota seus alto-falantes à toda. E o usuário da praia da Enseada também não sente o cheiro da maresia, pois o que há no ar é o odor nauseabundo das frituras dos quiosques. É assim, privado em todos os sentidos da experiência, antes apaziguadora, de estar numa praia, diante do oceano. Acabou-se. Só o que não acabou foi o IPTU cobrado aos moradores da Enseada, e reajustado a cada ano.
Eis como se transforma um pedaço de paraíso numa sucursal do inferno. O Guarujá continua lindo, mas alguns de seus pontos já estão inabitáveis. A praia da Enseada é o melhor exemplo dessa decadência.
http://blog.estadao.com.br/blog/zanin/ - 25 de dezembro de 2006

Sunday, December 24, 2006

Solução ao impacto ambiental turístico?

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Sempre que se fala em propriedade pública é comum confundirmos com estatal. Não nego, no entanto, que esta confusão tem base legítima: a ação política tradicional num país como o Brasil, realmente, opera assim. Vejamos o caso a seguir:


Câmara quer taxação para turista


A Câmara de Ilhabela está propondo que a prefeitura cobre uma taxa ambiental de R$ 50 por veículo que entrar na ilha nos feriados e fins-de-semana. Nos dias úteis, a taxa seria de R$ 30. A cobrança da taxa não isentaria o turista do pagamento da tarifa da travessia da balsa, hoje, de R$ 10,60 nos dias úteis e R$ 17 nos fins de semana e feriados.
A proposta foi apresentada anteontem ao prefeito Manoel Marcos (PTB), pelo presidente da Câmara, vereador Luiz Lobo (PL). O projeto da TPA (Taxa de Preservação Ambiental) foi elaborado pela empresa SM Consultoria, a pedido de Lobo.
O projeto propõe ainda a cobrança de uma TAP para pedestre que variaria de R$ 3, nos dias úteis e R$ 5 nos fins de semana. A empresa garante que a prefeitura iria arrecadar anualmente cerca de R$ 22 milhões. Lobo não foi localizado ontem para comentar a proposta apresentada por ele ao prefeito.
A implantação da TAP teria custo operacional de R$ 3,7 milhões aos cofres públicos. Estariam isentos da taxa moradores, proprietários e veículos de serviço.
O prefeito de Ihabela, Manoel Marcos, disse ontem que o projeto apresentado por Lobo é inviável. "Sou favorável à implantação de uma taxa ambiental, mas precisamos primeiro encontrar uma maneira legal de fazer a cobrança e antes de implantá-la colocar em discussão com moradores e veranistas", disse.


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1. Em primeiro lugar, por mais absurda que seja, é necessário que uma taxa destas tenha aceitação da população local e;
2. Confirmar se, legalmente, ela não atenta contra o direito dos veranistas;
3. O direito dos veranistas vai contra o direito ambiental dos moradores?
4. Se sim, ao prejudicar o turismo, o tiro pode sair pela culatra, reduzindo o fluxo de visitantes e;
5. Com isto, alguma forma de exploração menos sustentável pode ser incentivada.

Simplesmente, criar taxas sem rever como o objetivo de solução do problema poderia ser atingido é uma tradição tupiniquim. Ao final, o fundo de caixa criado, pode não ser suficiente para solucionar um problema que cresça, desproporcionalmente, mais.

Monday, December 18, 2006

Impacto ambiental no Sul; UHE

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Porto Alegre, 18 de dezembro de 2006 - Videversus nº 610
Newsletter sendo enviada para 73.446 pessoas.

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA UTRESA POR 20 CRIMES AMBIENTAIS, E NOVO DESASTRE AMBIENTAL ACONTECE NO RIO DO SINOS
O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia na sexta-feira à Justiça gaúcha, contra a empresa Utresa (Unidade de Tratamento de Resíduos Especiais), de Estância Velha, cidade localizada na Grande Porto Alegre, pela prática de 20 crimes ambientais ocorridos em outubro leiamais

POLÍCIA FEDERAL NÃO INVESTIGA UTRESA, APESAR DE SABER DA DENÚNCIA QUE A EMPRESA RECEBIA LIXO ATÔMICO DO EXTERIOR
Na Polícia Federal do Rio Grande do Sul, o delegado federal Alvaro Pagliarini, responsável pela Delegacia de Crimes Ambientais, que chegou a ser chamado pelo juiz Newton Philomena, de Estância Velha, diz que o crime ambiental cometido pela Utresa "não é assunto da alçada da sua instituição"... leiamais

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IBAMA CONCEDE LICENÇA PARA INSTALAÇÃO DA HIDRELÉTRICA DO ESTREITO
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu licença de instalação para a Hidrelétrica de Estreito, com capacidade para gerar 1.087 megawatts (MW). leiamais

Jornalista Vitor Vieira
Diretor-Editor de Videversus
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videversus@videversus.com.br