interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Showing posts with label Coréia do Norte. Show all posts
Showing posts with label Coréia do Norte. Show all posts

Saturday, April 06, 2013

Friday, December 24, 2010

Conflito na Coréia

Não deixem de reparar no número de idiotas que surgirá após o conflito ser deflagrado com a justificativa de que "foi tudo uma armação dos EUA para atacar a Coréia do Norte". É... Vai ver tem muita riqueza escondida no subsolo daquela península famélica. Idiotas não precisam de lógica, apenas os mesmos motivos que já tem e que justificam independentemente dos fatos existirem ou não.

planobrasil.com
O ministro norte-coreano das Forças Armadas, Kim Yong-chun, disse nesta quinta-feira que o país está preparado para travar uma “guerra santa” contra o Sul, usando sua força nuclear, após o que ele considerou ser uma tentativa sul-coreana de iniciar um conflito.


Sunday, March 23, 2008

DMB - 1



Nations equipped with ballistic missiles in 1972.








Nations equipped with ballistic missiles as of 2004.
Thanks to the Missile Defense Agency for the data.
Os russos propagandeiam que seu sistema de mísseis balísticos é capaz de alvejar os sítios da Otan instalados na Polônia ou República Tcheca. Uma nova Guerra Fria? Nem tanto. Algo mudou... Nos anos 80, quando Reagan impulsionou uma nova corrida armamentista, a estratégia tinha um claro objetivo político, com os EUA gastando apenas 6% de seu PIB no sistema de defesa e os soviéticos sendo obrigados a empenhar mais de 1/4 de seu orçamento para acompanhá-los. A corrida deflagrada por Reagan forçou a Rússia a uma espécie de rendição ao obrigá-la a assinar os acordos de desarmamento pondo fim assim à Guerra Fria. Mas, o fim do Mutually Assured Destruction (MAD) também pôs fim à décadas de relações politicamente estáveis baseadas na "paz armada" das grandes potências nucleares.

Hoje, a realidade tecnológica é diferente e assim, a visão estratégica americana também não poderia permanecer a mesma. Um amplo e disseminado sistema de Defesa de Mísseis Balísticos (DMB) americano pelo mundo é o que pode fazer frente aos intentos militares ascendentes do Irã e da Coréia do Norte. E, nunca é demais lembrar, quando se pensa na reconstrução de alguma base destruída, os custos de um sistema de defesa são bem menores quando feitos preventivamente.

Por outro lado, há um legado da Guerra Fria: a estratégia americana também visa empurrar para longe de sua heartland, as ameaças diretas aos EUA. Não ser ameaçado implica em poder ameaçar os inimigos de perto e controlar seu avanço marítimo através de um novo "cordão sanitário" euroasiático. Mas, se no século XX, o poder naval americano foi decisivo nestas questões, a "democratização tecnológica" dos mísseis balísticos de hoje em dia não tem na Marinha, a mesma garantia defensiva de outrora. Dominar o sistema de DMB hoje não é apenas luxo para manter-se na dianteira de uma nova corrida armamentista: faz parte de uma inefável lógica de defesa. O sistema DMB está no cerne da estratégia de defesa americana atual, mais do que a simples posse de armamento nuclear, que já se mostra como uma realidade incontornável.

Para Washington, não se trata de fazer pouco caso ou provocar Moscou, mas sim uma corrida contra o tempo, antes que o sistema de mísseis balísticos mundial por outros países se desenvolva mais. Não se trata, tampouco, de negar a hegemonia americana no setor, mesmo sobre a Rússia, mas que este país não faz parte da área de influência e alianças a ser defendida pelos EUA. Trata-se de um possível competidor e, portanto, ainda um potencial inimigo. Aos planos americanos, não se trata apenas de ter a primazia tecnológica, mas de como aplicá-la. Neste sentido, o estabelecimento de uma rede de DMBs se faz fundamental. A partir destas, os sistemas propostos pelos EUA incluem três estágios quando utilizados: alvejar as plantas de mísseis ou suas áreas próximas; alvejar os mísseis em seu percurso; e contra-atacar com sistemas anti-mísseis.

As bases de DBM na Polônia e no Alaska formam uma rede que pretende anular a origem de seus principais inimigos no momento, Irã e Coréia do Norte. A primeira com uma base de radar na República Tcheca para detectar ataques provenientes do Irã e a segunda do leste asiático, com mísseis americanos voando sobre o Pólo Norte fora do espaço russo. No primeiro caso, os mísseis americanos teriam que viajar sobre a Europa Central, região que os EUA mantêm acordos para, novamente, evitar a Rússia. Por isto, a influência sobre sua periferia é fundamental para Washington. Diferentemente do período em que o MAD servia para evitar uma futura guerra, o sistema de DMB está sendo visto como a preparação para uma futura guerra.

Não são apenas Polônia e República Tcheca que pretendem lucrar com este esquema. Vários países têm respondido calorosamente (ou até "se convidado") a participar dos planos de Washington e permanecer sob seu guarda-chuva defensivo. Facilidades como crédito econômico pesam, obviamente, além do eterno temor dos russos pela Europa Central. Por sua vez, a Europa Ocidental na periferia mais distante da Rússia tem se sentido excluída, lêia-se desprotegida. O Reino Unido pleiteia sua inclusão no sistema e a Alemanha também sugere que o sistema DMB seja incorporado à OTAN.


(Continua...)



Traduzido e adaptado de: Ballistic Missile Defense: New Scenarios

Friday, December 21, 2007

Que venha Godzilla!




Apesar do Japão e EUA terem sofrido um “contratempo” na II Guerra Mundial, as duas nações têm um histórico de boas relações. Dentre outras razões, o Japão serviu como cabeça-de-ponte para Washington bloquear o livre-acesso soviético ao Pacífico. Hoje, no entanto, com a entrada de novos jogadores na disputa estratégica global, esta “tradição” tem esfriado... Em Geopolitical Diary: Japan's Plans for Godzilla, Mothra and the Russian Bear se evidencia a tomada de dianteira de Tokyo em seu próprio sistema de defesa, já que os EUA não têm feito o suficiente para assegura-la na Ásia Oriental. As restrições impostas com o fim da II GM tornaram o Japão dependente militarmente, mas com ameaças diretas como o sistema de mísseis balísticos da Coréia do Norte, a marinha chinesa e o crescente poderio russo sobre o Pacífico Norte, os japoneses se tornaram um dos principais alvos regionais.


Me surpreendi ao perceber que sua maior preocupação é com a Rússia, pois acostumei-me a pensar que Moscou estivesse com os olhos fixos no Ocidente, particularmente na Europa, ou no Oriente Médio. Por meses, o Kremlin voltara-se contra o desenvolvimento de mísseis antibalísticos pelos EUA em sua periferia. Como conseqüência, o Japão requer um sistema próprio na segurança nacional.


Em 1998, os norte-coreanos testaram um míssil balístico sobre o Japão. Guardadas as devidas proporções territoriais, imagine algo como a Bolívia lançar um projétil desses sobre o nosso território detonando-o no Atlântico. É disto que se trata. E em 2006, Pyongyang lançou um novo dispositivo nuclear, de modo similar ao que fez o Paquistão no Deserto de Thar. Mas, diferentemente da pronta resposta indiana em sua fronteira paquistanesa, o Japão não tinha o que mostrar. Agora caminha para isto...


Muito embora seja de difícil concretização, a hipótese de fusão entre o poder econômico sul-coreano com o poder bélico norte-coreano relegaria o Japão, claramente, a uma condição periférica no extremo oriente. E isto significa ter que acatar com uma ou outra imposição. E por maior que seja a atual proeminência russa, a China deslancha como superpotência ascendente. Diferente de seu, territorialmente, introspectivo passado militar, Pequim adota hoje uma clara diretriz marítima aliada ao seu natural domínio terrestre.


A lembrança da guerra com a Rússia em 1904-05 marcou o Japão como única potência não européia a derrotar, até então, um país daquele continente. De lá para cá, a supremacia ocidental voltou a reinar, sem que a Rússia firme um acordo de paz com a potência asiática. Mas, por mais que o Kremlin tente assegurar, sobremaneira, uma série de objetivos geopolíticos com a atuação de Putin, seu país figura na tela do radar japonês...