interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Showing posts with label Venezuela. Show all posts
Showing posts with label Venezuela. Show all posts

Thursday, October 03, 2013

Venezuela totalitária

Governo da Venezuela proíbe notícias sobre escassez de bens http://www.publico.pt/n1607751

Thursday, December 06, 2012

Venezuela é o país mais corrupto, diz relatório - EXAME.com


Exame
  • Levantamento
  •  
  • 05/12/2012 05:45

Venezuela é o país mais corrupto, diz relatório

Além do país liderado por Hugo Chávez, pesquisa de ONG aponta o Paraguai com um dos mais corruptos da América Latina


Berlim - Venezuela e Paraguai seguem como os países mais corruptos da América Latina, enquanto Chile e Uruguai se mantêm entre os mais transparentes, aponta um relatório publicado nesta quarta-feira pela ONG alemã Transparência Internacional (TI).
A edição de 2012 do já tradicional Índice de Percepção da Corrupção oferece um ranking regional com poucas variações na comparação com os relatórios dos últimos dois anos, mas faz uma advertência.
'A região saiu bem da crise mundial. Seu modelo econômico dá bons resultados macroeconômicos, mas não se traduz em uma melhora da qualidade de vida dos cidadãos. A América Latina é a região mais violenta, onde a desigualdade é maior', assegurou à Agência Efe o diretor da TI para as Américas, Alejandro Salas.
Figuram entre os mais transparentes Chile (72 pontos), Uruguai (72), Porto Rico (63), Costa Rica (54), Cuba (48) e Brasil (43). Na outra ponta da lista, aparecem Venezuela (19), Paraguai (25), Honduras (28), Nicarágua (29) e Equador (32).
Entre uns e outros, em ordem decrescente quanto à transparência, estão El Salvador (38), Panamá (38), Peru (38), Colômbia (36), Argentina (35), Bolívia (34), México (34), Guatemala (33) e República Dominicana (32).
Na escala global, Somália (8), Coreia do Norte (8), Afeganistão (8), Sudão (13) e Mianmar (15) são os países mais corruptos; e Dinamarca (90), Finlândia (90), Nova Zelândia (90), Suécia (88) e Cingapura (87), os menos castigados por este tipo de prática.
A TI, referência global na análise da transparência, adverte em seu informe que só um terço dos 176 países passou no exame, apesar do clamor cidadão contra estas práticas ter ganhado impulso no mundo todo por causa da Primavera Árabe.
'Após um ano no qual a atenção esteve sobre a corrupção, esperamos que os Governos adotem uma postura mais firme contra o abuso de poder. Os resultados do TPI demonstram que as sociedades continuam pagando o alto custo que representa a corrupção', afirmou em comunicado a presidente da TI, Huguette Labelle.

Venezuela é o país mais corrupto, diz relatório - EXAME.com

Wednesday, December 01, 2010

Solução para uns, ameaça para outros

Surge uma crise internacional para onde vai o governo de esquerda, como o de Zapatero na Espanha? Para o único meio de se tirar a economia da crise, atraindo o capital, isto é, com um programa de privatizações.
O resto é balela...

Spain and Ireland turn to privatisation
www.telegraph.co.uk
Spain and Ireland are set to launch large-scale privatisation programmes as they fight to preserve market faith in their turnaround plans.

E não demora, os mesmos métodos serão copiados na letárgica América Latina. Portanto, atenção redobrada sobre o foco de instabilidade regional que irá piorar sua situação, a Venezuela.
Se Chávez não cair, a tosca política do caudilho será culpar os outros, como de praxe tem sido e, uma “boa maneira de movimentar sua economia” concentrando poder passa pela militarização da sociedade. Mais uma vez, todo cuidado é pouco.
...

Sunday, July 25, 2010

Ladra, mas não morde

O ditador venezuelano Hugo Chávez ameaçou neste domingo cortar o fornecimento de petróleo aos Estados Unidos no caso de um ataque militar da Colômbia, em uma disputa entre os dois países sobre acusações de que a Venezuela estaria abrigando terroristas e narcotraficantes das Farc. 
Também neste domingo, o clown bolivariano Chávez indicou que, para restabelecer as relações diplomáticas com a Colômbia, que ele cortou, primeiro é preciso "receber sinais claros e inequívocos de que há vontade política no novo governo" de Juan Manuel Santos. Esse cara é nitidamente um psicopata. Quem tem que dar sinais claros de que não comete crimes reiterados contra a soberania da Colômbia é Chavez, acusado de permitir a instalação de mais de 50 bases dos terroristas e narcotraficantes das Farc em seu território. A afirmação de Chávez foi feita em suas "linhas" dominicais ao comentar que o atual líder colombiano, Álvaro Uribe, quebrou todas as pontes que uniam os governos e levou à ruptura das relações diplomáticas entre os dois países. Chávez acrescentou que "vai esperar" esses sinais após lembrar que a ruptura de relações ocorreu "diante de tantas provocações e agressões por parte de quem é o administrador dos interesses americanos na Colômbia". A verdade verdadeira é que o ditador Chavez, assim como os milicos da ditadura argentina, está procurando um conflito militar para mascarar o gigantesco drama em que mergulhou a Venezuela, com uma inflação de mais de 40% e grande retração econômica pelo segundo ano consecutivo.
Em Ditador Hugo Chávez ameaça cortar fornecimento de petróleo para os Estados Unidos

...

Essa eu quero ver. Com cerca de 60% das exportações dirigidas para os EUA, como a Venezuela, monoexportadora sobreviverá?

Monday, June 21, 2010

Calma na América Latina é temporária

ESTADO.COM.BR - Internacional

/Internacional

Calma na América Latina é temporária

Países que se opõem aos governos bolivarianos avançam e os da esquerda radical ainda conseguem manter suas posições

18 de junho de 2010 | 0h 00
Jorge Castañeda - O Estado de S.Paulo
PROJECT SYNDICATE
A gangorra perpétua da geopolítica latino-americana está mais ativa do que nunca. Os chamados países da "Americas-1" ? os que são neutros no confronto entre EUA e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, (e Cuba), e os que se opõem abertamente aos governos bolivarianos da Bolívia, Equador, Cuba, Nicarágua e Venezuela ? avançam lentamente. A esquerda radical da "Americas-2" vem recuando aos poucos, mas ainda consegue manter suas posições e acabar com qualquer tentativa para reduzir sua influência.
Mas essa relativa calma nesse conflito ideológico, político e diplomático entre os dois grupos é apenas temporária. Seria mais uma calmaria antes do vendaval que vem se aproximando.
A Nicarágua é um país muito pequeno e pobre para representar alguma ameaça, mas sempre traz problemas. O presidente Daniel Ortega quer se manter perpetuamente no cargo e está disposto a usar todo tipo de estratagema para isso. Cedo ou tarde, esse será um grande desafio para o Hemisfério. Ou a região vai preferir desviar os olhos? Nesse caso, essa comunidade hemisférica provará ser realmente inconsistente, diante de um segundo problema: Honduras.
No dia 7, países bolivarianos conseguiram impedir o retorno de Honduras à OEA, apesar das eleições livres e justas realizadas no país em novembro. Então, o que vai se fazer? Ignorar a implosão democrática iminente da Nicarágua e a ausência de democracia em Cuba? Ou adotar os mesmos critérios aplicados no caso de Honduras para a Nicarágua, Cuba e Venezuela?
Infelizmente, os dois únicos países que podem ter um papel importante para amainar as crescentes tensões ficarão passivos. O México está consumido por sua guerra fracassada contra os cartéis da droga. E o Brasil também está paralisado, em parte por causa da campanha para a próxima eleição presidencial, e em parte por causa dos recentes revezes diplomáticos do governo. O presidente Lula quis promover seu país no cenário mundial como uma potência emergente, mas não foi bem-sucedido. Sua principal meta ? conseguir uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas ? está mais distante do que nunca, e seus objetivos mais modestos não tiveram sucesso maior.
A tentativa de Lula, junto com a Turquia, para intermediar um acordo entre Irã e o Ocidente, fracassou quando um novo bloco de sanções ao Irã foi aprovado. O Brasil acabou sozinho, com a Turquia, votando contra as sanções, e sem nada para mostrar por seus esforços de mediação.
O Brasil sempre relutou em se envolver nos conflitos internos de seus vizinhos. Agora que se aventurou do outro lado do mundo e teve pouco sucesso, é improvável que deseje levar adiante outros projetos fúteis, como a reforma da OEA, ou evitar um novo confronto entre Venezuela e Colômbia, ou procurar garantir eleições livres e justas na Nicarágua.
Embora a América Latina consiga continuar resistindo ao vendaval econômico global, a calmaria diplomática na região é enganadora. Qualquer temporal mais forte pode pôr fim a ela. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
É EX-CHANCELER MEXICANO

Monday, November 23, 2009

Qualquer semelhança não é mera coincidência



Mundo | segunda-feira, 23 de novembro de 2009 - 22h48
Governo venezuelano diz que recuperou 1.752 hectares de terras ociosas
Área corresponde a 31 fazendas, a maioria delas situadas ao sul do lago de Maracaibo.
Agência Efe

Venezuela - O Governo venezuelano informou nesta segunda-feira que "recuperou" 1.572 hectares em quatro estados do oeste do país como parte da política de "recuperação de terras ociosas".

O ministro de Agricultura e Terras venezuelano, Elías Jaua, disse à imprensa que a área corresponde a 31 fazendas, a maioria delas situadas ao sul do lago de Maracaibo.

O dono de uma das fazendas seria o ex-governador do estado venezuelano de Zulia e ex-candidato presidencial de oposição, Manuel Rosales, que está refugiado em território peruano depois de ser acusado pela Justiça venezuelana de suposta corrupção.

O atual governador de Zulia, Pablo Pérez, informou que o sítio "La Milagrosa", de propriedade de Rosales, foi ocupado no domingo pela Guarda Nacional.

"Estamos atuando com apego à lei. Ninguém, por mais opositor que seja, pode usar como escudo sua condição de líder político para violar as leis da República", argumentou Jaua.

Segundo o ministro, os terrenos "resgatados" em Zulia serão destinados à "produção de banana e de diversos cereais", assim como ao desenvolvimento da "produção de carne e leite".

De acordo com porta-vozes oficiais, desde o início da aplicação da política de ocupação de terras ociosas, cerca de 2,5 milhões de hectares passaram para as mãos do Estado venezuelano.

Tags/ palavras-chave:Estadopolíticacarneacusadolei









Porto Alegre, terça-feira, 24 de novembro de 2009 - 1h48min




Ditadura da Venezuela confisca fazenda de líder opositor exilado

O Instituto Nacional de Terras (Inti) da Venezuela e a Guarda Nacional ocuparam nos últimos dias pelo menos 31 propriedades agrícolas situadas em diversos Estados, entre elas a fazenda de um líder da oposição, Manuel Rosales, atualmente exilado no Peru.

De acordo com o ministro da Agricultura, Elías Jaua, estas ações fazem parte de uma política de recuperação de terras "ociosas" ou cujo título de propriedade não cumpre os requisitos exigidos. Jaua reportou intervenções em 16 propriedades na parte sul do Lago de Maracaibo (oeste), nos estados de Zulia, Mérida, Trujillo e Táchira, de um total de quase 20 mil hectares. No Estado de Guárico (centro), foram confiscadas nove propriedades, e em Barinas (centro-oeste), pelo menos seis. Em Zulia estão sendo estudados os títulos de propriedade de outras 12 propriedades. "Estamos agindo dentro da lei. Ninguém, por mais líder da oposição ou do governo que seja, poderá se proteger em sua posição de líder político para infringir as leis da República", afirmou o representante do ditador Hugo Chavez. Segundo o governador opositor de Zulia, Pablo Pérez, a fazenda La Milagrosa, propriedade de Manuel Rosales, foi ocupada no domingo pela Guarda Nacional em um ato que o político chamou de "assalto". Segundo o jornal venezuelano "El Nacional", um dos advogados de Rosales, Ney Molero, descreveu neste domingo a iniciativa da ditadura de Hugo Chavez, como um "confisco": "É um roubo comum. A Constituição e as leis prevêem que para haver uma expropriação deve haver um julgamento e um pagamento prévios. Aqui tiram a sua propriedade sem qualquer julgamento anterior". Em Guárico, o proprietário de uma das fazendas confiscadas garantiu que seu terreno não estava improdutivo: "Temos gado de carne, temos plantação de milho. Ali são produzidos mais de 50 milhões de sacos de farinha de pão para os venezuelanos todos os anos", disse Blas Pérez. Desde 1999, quando Chávez assumiu a Presidência da Venezuela, estima-se que sua ditadura já confiscou cerca de 2,5 milhões de hectares de terras.

http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=20679


...
Lembrei dos kulaks e qualquer semelhança não é mera coincidência...








Monday, November 10, 2008

Uma boa desculpa...


Tiranete Hugo Chávez manda fechar aeroporto e ameaça governador de prisão
Por ordem do presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, as Forças Armadas ocuparam nesta segunda-feira um aeroporto no nordeste do país. Chávez justificou a medida dizendo que a petrolífera estatal PDVSA teve acesso negado ao aeroporto pelo governador regional de Sucre, Ramón Martínez. O presidente acusou Martínez de pretender desrespeitar o resultado da eleição regional de 23 de novembro e ameaçou-o, durante um comício de candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Sucre.
"Vai terminar na prisão este asqueroso, traidor, mafioso!", gritou Chávez em seu discurso. José Ramón Regnault, prefeito de Carúpano, onde se encontra o aeroporto, no Estado de Sucre, disse aos jornalistas que a ordem presidencial foi executada sem incidentes por soldados da Guarda Nacional. "Deploramos que em uma democracia se imponha desta forma", disse o prefeito, acrescentando que qualquer transferência do aeroporto "deve passar por um processo administrativo prévio". Chávez também acusou Ramón Martínez de pretender não entregar o cargo se perdê-lo nas próximas eleições. Martínez rejeitou a ameaça e negou que pretenda desrespeitar o resultado eleitoral porque, segundo ele, as pesquisas asseguram que a candidatura opositora a Chávez tem no Estado "uma vantagem incontornável" de mais de 15%. Hugo Chávez está armando um golpe militar, em face das projeções das eleições, que devem mostrar o tamanho do descontentamento popular no país com o seu governo.
Uma vez que...
Pesquisa aponta derrota de chavistas em oito Estados nas eleições
Os candidatos partidários do presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, perderão nas eleições regionais de 23 de novembro em pelo menos oito Estados, segundo uma pesquisa feita pela empresa Interlace divulgada nesta segunda-feira. A pesquisa foi feita em 15 dos 22 Estados do país em que se elegerá um governador, disse hoje o diretor da firma, Oscar Schemel.
Nos Estados de Bolívar, Carabobo, Guárico, Nueva Esparta, Sucre, Táchira, Yaracuy e Zulia "é clara" a preferência eleitoral por opositores a Chávez, disse Schemel em declarações à televisão privada "Globovisión". Segundo ele, nos Estados de Aragua, Falcon, Mérida, Miranda, Lara e Vargas acontece o mesmo com os chavistas, que nas eleições de 2004 ganharam em 20 de 22 Estados, na maioria das 328 prefeituras e 233 legislaturas provinciais, assim como na prefeitura de Caracas.
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=10703

Alguém ainda duvida que se trata de uma ditadura?

Tiranete caribenho Chávez ameaça usar tanques se oposição vencer eleições regionais

O presidente da Venezuela, o tiranete caribenho Hugo Chávez, afirmou no sábado que pode acabar lançando mão dos tanques se a oposição vencer nas eleições regionais de 23 de novembro no estado de Carabobo (norte), nas quais, segundo ele, está em jogo seu próprio futuro. "Se permitirem que a oligarquia volte ao governo de Carabobo, vou acabar mandando os tanques da brigada blindada para defender o governo revolucionário e para defender o povo”, afirmou Chávez ao lado do candidato oficial do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em um comício nesse estado.
Em 25 de outubro Chávez já havia dito que consideraria preparar um "plano militar" contra o líder opositor e atual governador do estado de Zulia (noroeste), Manuel Rosales, se este e seus partidários ganhassem o governo e as prefeituras da eleição de 23 de novembro. "Trata-se do futuro da pátria. Em 23 de novembro está em jogo o futuro da revolução, o futuro do socialismo, o futuro da Venezuela, o futuro do governo revolucionário, e também o futuro de Hugo Chávez. Está em jogo tudo isso", afirmou ele. Atualmente, Caracas e 17 estados do país são governados pelo oficialismo. Em outros quatro há dissidentes do chavismo e dois estão em mãos da oposição.

Friday, September 19, 2008

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço

Rússia condena 'ingerência externa' na Bolívia

MOSCOU (AFP) — A Rússia qualificou nesta quarta-feira de "inaceitável" qualquer tentativa de "ingerência externa" no conflito na Bolívia, e afirmou que a integridade territorial do país andino tem que ser protegida.

"Consideramos inaceitáveis as tentativas de ameaçar a integridade territorial da Bolívia, assim como qualquer forma de ingerência externa nos assuntos deste país latino-americano soberano", declarou o ministério russo das Relações Exteriores em comunicado.

"Condenamos as ações levando à desestabilização da ordem constitucional e à divisão da sociedade boliviana, que afetam a unidade e a integridade do país", prosseguiu a chancelaria neste comunicado.

Pelo menos 18 pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas quinta-feira passada em confrontos entre partidários do presidente boliviano Evo Morales e militantes da oposição no departamento de Pando (norte), na fronteira com o Brasil.

A Rússia reforçou sua cooperação militar com a Venezuela, aliada da Bolívia. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse no dia 11 de setembro que apoiará grupos armados na Bolívia se seu amigo Evo Morales "for assassinado ou derrubado" por um golpe de Estado.

http://afp.google.com/article/ALeqM5g6ppMRPNzFkNqrx564bsaDYDRN0A

...

Eh eh eh, o embaixador americano não pode externar apoio aos separatistas bolivianos, mas as FFAA russas podem apoiar os separatistas russos em território georgiano e matar 1.400 georgianos num só dia!

Friday, June 20, 2008

Conexão Caracas-Teerã


“A guerra de guerrilhas já é parte da história”, “a guerrilha está fora de lugar”, “e os senhores das Farc devem saber uma coisa: que se converteram em uma desculpa do império (os Estados Unidos) para ameaçar a todos nós”, disse o caudilho Hugo Chávez recentemente. “No dia em que houver paz na Colômbia acabou a desculpa do império...” ainda asseverou.

Não é de estranhar esta mudança repentina na retórica do presidente venezuelano?

Um detalhe importante escapou nas declarações: ao comentar sobre o atual presidente americano, George W. Bush disse que “ficará ainda mais perigoso”.

Nada é de graça.

Em 17 de junho passado, o Departamento do Tesouro americano acusou Ghazi Nasr al-Din, um diplomata venezuelano e presidente de um centro islâmico xiita baseado em Caracas, de fornecer ajuda econômica ao Hezbollah. Outra acusação feita pelos EUA recai sobre duas agências de viagem venezuelanas sob controle de Fawzi Kanan e outros dois venezuelanos.

As acusações sobre as ligações Chávez-Hezbollah não são novas, mas agora existe seu aproveitamento em cima do enfraquecimento do caudilho: inflação em alta, desabastecimento de alimentos, queda da popularidade etc. Segundo Patricia Poleo, repórter venezuelana sediada nos EUA, não só o Hezbollah e al-Qaeda, mas outros movimentos árabes têm cinco acampamentos na Venezuela de onde podem lançar ataques contra os EUA.

Este tipo de informação é suficiente para ativar o Dispositivo Automático de Entrada (D.A.E.) que permite o ataque externo com direito à invasão. A corrupção endêmica no país latino-americano alia-se a presença do narcotráfico, fatores suficientes para ameaçar a segurança interna dos EUA. Desde que Chávez assumiu o poder no país, ele tem sido a principal porta de entrada para imigrantes ilegais do Oriente. E a estreita relação de Caracas com Teerã torna esta situação não só possível como bastante provável.

Mas, nem tudo que é prometido pelos governos é viável. O anúncio da criação de um banco comum, por exemplo, não tem passado da mera retórica. Não apenas falta dinheiro a ambos, como tecnologia e, sobretudo, a articulação de mercado para seu lançamento.

Os dois países se resumem as exportações de petróleo, o que indica quão pouco tem a trocar. Exceto, por um passe relaxado da imigração e campos de treinamento na selva venezuelana que interessa aos iranianos. Da parte de Chávez, como existe ainda o risco de alguma oposição das forças armadas ao seu governo, a formação de milícias que ofertariam apoio na hora necessária tem grande importância. Aí reside o interesse maior para Chávez, maior ainda que ameaçar os EUA é deter meios de se manter no poder, caso queiram chutá-lo para fora.

Imigração vs. Petróleo


O bufão venezuelano blefa.

Contra as novas leis anti-imigratórias recentemente adotadas pela U.E. – retenção de ilegais por até 18 meses e imposição de um período de até 5 anos para sua reentrada –, Hugo Chávez ameaça cortar investimentos europeus na “pátria bolivariana” e suas exportações de petróleo ao continente.
Pura balela!

Somente 1,7% do petróleo importado pela U.E. correspondem ao venezuelano e, na outra ponta, só 5,6% das exportações venezuelanas vão para a união. Só que diferentemente dos líderes europeus, Chávez não pode dispensar um centavo dos proventos que destina aos seus programas sociais populistas.

O caudilho já tentou o mesmo contra os EUA, por pura retórica claro, pois este país importa muitíssimo mais... Só que o petróleo bruto venezuelano é tão pesado e ácido que não é fácil encontrar quem o compre. Somente aqueles que detêm tecnologia para refiná-lo.

Portanto, Chávez só faz propaganda nacionalista. Não tem este poder que arrota.

Sunday, May 25, 2008

Duas esquerdas



Susan Kaufman Purcell
Diretora do Centro de Política Hemisférica,Universidade de Miami





Já faz algum tempo que os analistas falam de “duas esquerdas” na América Latina. Uma delas está composta de presidentes de tendência social-democrata com condutas democráticas e programas políticos e econômicos que nos lembram os dos países social-democratas europeus. A outra tendência corresponde a caudilhos populistas que, apesar de terem sido eleitos democraticamente, se aproveitaram das regras do jogo democrático para centralizar o poder e a economia em suas mãos. Os atuais governos do Brasil e do Chile são exemplos da primeira tendência e os da Venezuela e da Bolívia, da segunda.

Essa diferença entre as duas esquerdas permitiu à América Latina e aos Estados Unidos deixar para trás a velha noção de que os governos de esquerda são inimigos da democracia e das economias de mercado e, por isso, dos interesses dos Estados Unidos. Entretanto, esse foco nos regimes de esquerda perpetuou o estereotipo da Guerra Fria de que os regimes de direita são antidemocráticos, mais próximos de grupos militares e menos interessados no bem-estar dos pobres.

Por sorte, os atuais governos de direita na América Latina foram eleitos democraticamente, e assim se comportam. Os principais exemplos são México e Colômbia. Tal como nos governos social-democratas da região, suas autoridades estão interessadas em fortalecer a democracia e a economia de mercado, impulsionar o crescimento econômico e reduzir a pobreza em seus países. Em outras palavras, as democracias, de esquerda ou de direita, da região hoje têm mais pontos em comum entre si do que com governos caudilho-populistas.

De fato, os caudilho-populistas são uma ameaça tanto para os governos democráticos de direita como para os de esquerda. A imensa e persistente desigualdade de distribuição de renda na América Latina convenceu muitos latino-americanos de que a democracia e as economias de mercado não lhes trouxeram benefícios. Como resultado, sentem-se atraídos por esses carismáticos caudilhos populistas que prometem mudar o status quo e lhes dar o que necessitam em troca de seu apoio político.

A melhor forma de reduzir as desigualdades de renda é fazer com que o sistema político das democracias seja mais transparente e responsável em relação aos pobres e que sejam implementadas políticas que gerem crescimento econômico. Mas isso é mais fácil de dizer que de fazer. O México é um exemplo. O país necessita aumentar com urgência sua produção de gás e petróleo para cobrir a crescente demanda local e melhorar as receitas com as exportações. Isso demandará investimento estrangeiro na Pemex, a petrolífera estatal do país. Muitos pobres no México se opõem a esse plano em parte devido à percepção equivocada de que investimento externo equivale a privatização, e porque acreditam que as privatizações anteriores não os beneficiaram em nada.

Para obter apoio popular para seu plano de reformas, o presidente Felipe Calderón propôs a criação de “bônus cidadãos”, que permitirão a todos os mexicanos, tanto ricos como pobres, possuir uma parte da Pemex e lucrar se a petrolífera se tornar mais produtiva. Em outras palavras, a reforma proposta permitirá a um maior número de mexicanos, incluindo os pobres, compartilhar os benefícios da reforma econômica.

Outro bom exemplo de integração de setores de baixa renda na democracia e nas economias de mercado são os programas implementados no México e no Brasil que provêem ajuda econômica a famílias pobres sempre que enviem seus filhos à escola e ao médico, entre outras condições. De fato, a consciência de que os problemas dos pobres em países democráticos, com governos de esquerda ou de direita, devem ser resolvidos pode ser o único benefício do surgimento dos caudilhos populistas na região.

Por último, as democracias latino-americanas aprenderam que não basta diagnosticar os problemas e trabalhar com a classe política para resolvê-los. Agora sabem que devem envolver aqueles que se opõem às reformas em discussões políticas e explicar repetidamente a toda a população por que elas são necessárias e como serão benéficas para todos. É um grande avanço para as jovens democracias na região. É preciso garantir que os novos participantes no processo político, do segmento de baixa renda, sintam que podem influenciar e tomar decisões com informações que, de uma vez por todas, protejam e promovam seus interesses.

Monday, April 07, 2008

Septagesimo segundo mais corrupto do mundo

Em Jornalismo & Internet, temos o mapa da corrupção mundial da Transparência Internacional deste ano:


A Somália levou o título de país mais corrupto do mundo e a Dinamarca ficou com o de mais transparente e correto.O Brasil ocupa a nada invejável posição 72, dentre os 179 países pesquisados. No continente americano a Venezuela foi considerado o mais corrupto, figurando entre os piores do mundo, na posição 162. Na América Latina os destaques positivos são Chile e Uruguai, com índices próximos aos dos Estados Unidos, Bélgica, Espanha e França.
O "Índice de Percepções de Corrupção" (Corruption Perceptions Index) foi organizado por um grupo de especialistas comissionados pela Transparency Internacional, uma organização criada em 1993 para combater a corrupção e seus efeitos sobre as pessoas.

Tuesday, January 08, 2008

Lula, o "venezuelano"

[Com meus comentários e seleção de mapas em vermelho.]


08 de janeiro de 2008

Brasil não é uma ditadura -nem mesmo uma protoditadura (como a Venezuela)-, mas uma democracia formal parasitada por um regime neopopulista manipulador, em que um grupo privado que ascendeu ao poder pelo voto, com base na alta popularidade de seu líder, tenta permanecer no poder sem violar abertamente a legalidade democrática, mas pervertendo a política e degenerando as instituições para manipular a opinião pública e as leis a seu favor.

Por Augusto de Franco (*)

São os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas. Lula quer acabar com a pobreza? Não, o que quer é mantê-la.


Em vermelho, as regiões de menor IDH no país (http://www.brazzilbrief.com/viewtopic.php?t=8436).


SE NOSSO IDH fosse mais próximo de 0,9 (em vez de 0,8), Lula jamais governaria o Brasil. Quem garante seus votos e liderança é a pobreza. É por isso que Lula não ganha eleição para prefeito de São Bernardo. É por isso que não ganha para governador de São Paulo nem de qualquer Estado do Sul (talvez com exceção do Paraná, que só é governado pelo chavista Requião por concentrar a maior pobreza da região).


E a correspondente distribuição do Bolsa-Família (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1199222-EI6578,00.html).


São os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas. Lula quer acabar com a pobreza? Não, o que quer é mantê-la, transformando as populações pobres em beneficiárias passivas e permanentes dos programas assistenciais. Ele gosta, sim, do povo, mas como massa informe de pré-cidadãos Estado-dependentes.


Façam uma análise dos levantamentos existentes, resultantes da aplicação de vários indicadores de desenvolvimento. A votação de Lula aumenta nos lugares em que esses indicadores (inclusive o IDH) diminuem. Isso não pode ser por acaso, pode? Só acontece porque Lula é um "venezuelano". Em Caracas, nosso presidente viveria feliz como pinto no lixo.

O PIB da Venezuela vem crescendo a taxas próximas de 10% nos últimos anos. Apesar disso, a Venezuela tem muitos pobres. Seu IDH é 0,784 (72º lugar no ranking mundial). Com o dinheiro do petróleo, Lula poderia fazer um super "bolsa-esmola" para economista-áulico nenhum botar defeito.

A noção de democracia de Lula casa perfeitamente com o regime político venezuelano. Lá, não vigora mais essa besteira de rotatividade (ou alternância) democrática. Autorizado, como Chávez, por uma "lei habilitante" (muito melhor do que medida provisória), Lula poderia criar, numa penada, não uma, mas meia dúzia de TVs governamentais. Poderia tirar a Globo do ar e empastelar a revista "Veja".

E, sobretudo, poderia continuar no poder indefinidamente, convocando plebiscitos e referendos para dizer que não está fazendo nada mais do que obedecer à vontade da maioria.

No dia 20/4/2005, Lula discursou em um congresso de trabalhadores: "É importante saber o que nós éramos há três anos e o que nós somos agora... O que aconteceu no Brasil... o que aconteceu no Equador, o que aconteceu na Venezuela, que foi já um pouco mais para frente (sic), e o que pode acontecer na evolução política de outros países do continente...".

No dia 29/9/2005, em outro discurso, este no Palácio do Planalto, disparou: "Eu não sei se a América Latina teve um presidente com as experiências democráticas colocadas em prática na Venezuela. Um presidente que ganha as eleições, faz uma Constituição e propõe um referendo para ele mesmo; faz um referendo e ganha as eleições outra vez. Ninguém pode acusar aquele país de não ter democracia. Poder-se-ia até dizer que tem excesso".

No dia 7/6/2007, numa entrevista a esta Folha, na embaixada do Brasil em Berlim, Lula disse: "O fato de ele (Chávez) não renovar a concessão (da RCTV) é tão democrático quanto dar. Não sei por que a diferença entre dois atos democráticos".

E no dia 14/11/2007, em outra entrevista, no Itamaraty, ele reafirmou: "Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem uma coisa para criticar. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não é".

Seria preciso dizer mais? Muita atenção, porém: Lula é um "venezuelano" que quer, mas não pode se comportar como Chávez. Se tentasse "chavecar" por aqui, o problema estaria resolvido. Nossa sociedade, bem mais complexa, rejeitaria de pronto o tiranete. Lula é o Chávez possível nas condições do Brasil.

Dizendo de outro modo, o Brasil não é uma ditadura -nem mesmo uma protoditadura (como a Venezuela)-, mas uma democracia formal parasitada por um regime neopopulista manipulador, em que um grupo privado que ascendeu ao poder pelo voto, com base na alta popularidade de seu líder, tenta permanecer no poder sem violar abertamente a legalidade democrática, mas pervertendo a política e degenerando as instituições para manipular a opinião pública e as leis a seu favor.

Não ter entendido a natureza desse governo e o caráter do seu líder foi a desgraça das nossas oposições.

Até Fernando Henrique, o mais lúcido dos oposicionistas partidários, alimentou a estranha crença de que "o conteúdo simbólico da sua liderança (de Lula) é um patrimônio do país que não deve ser destruído". Pois é. Não destruíram mesmo. Preservaram, blindando Lula, infelizmente, contra a democracia.


(*) AUGUSTO DE FRANCO , 57, analista político, é autor, entre outras obras, de "Alfabetização Democrática". Foi membro do comitê executivo do Conselho da Comunidade Solidária durante o governo FHC (1995-2002).





E o resultado lógico de nossa "democracia plebiscitária e redistributiva" (http://www.duplipensar.net/diario/passado/2006_10_01_registro.html).

Wednesday, January 02, 2008

Os limites de Chávez


Debates
Dorothy Kronick, Caracas y Miami


O domingo de referendo constitucional da Venezuela chegou exatamente três meses depois que Yorvin Rodríguez, de 16 anos, foi assassinado a tiros. Enquanto os últimos votantes faziam fila frente à urna localizada no Colegio Parroquial Monseñor Arturo Celestino, em La Vega – comunidade pobre ao sudoeste de Caracas –, a mãe de Yorvin, Zulaima, esperava sentada na igreja para ouvir o nome de seu filho em uma longa lista de mortos que eram lembrados nessa mesma tarde.
Zulaima é uma entre os 3 milhões de venezuelanos que votaram por Hugo Chávez nas eleições de dezembro de 2006, mas que não votaram na reforma constitucional (Chávez recebeu 7,3 milhões de votos no ano passado, enquanto a reforma registrou apenas 4,3 milhões de votos a favor). “Participei e apoiei Chávez no passado”, conta Zulaima. “Mas agora não consegui sair de casa para votar. Simplesmente, estava triste demais. E, quando se está triste, é difícil sair.
”Muitos do vizinhos de Zulaima em La Vega tomaram a mesma decisão: ainda que mais 40 mil acudiram a votar por Chávez na eleição presidencial (65% dos vizinhos que compareceram às urnas), somente 23 mil) votaram pela reforma constitucional (48%).
O declínio no apoio à Chávez nesse bairro reflete uma das duas grandes lições deixadas pelo referendo. Em primeiro lugar, quea insegurança, a inflação e a escassez de alimentos fizeram minguar o apoio popular no qual residia grande parte da fortaleza do presidente bolivariano. Trata-se de um fator inédito nos nove anos que este leva à frente do país e que acontece apesar da receita recorde conquistada pela petroleira estatal Pdvsa, destinada em grande parte ao investimento social. A segunda grande lição é que o apoio das Forças Armadas Nacionais (FAN) a sua revolução tampouco é incondicional. Dois fatores que relativizam seus sonhos de governar até 2050 e que, de quebra, pressionarão a uma mudança de estilo em 2008, que vêm com novas eleições no país.
“O descontentamento com a insegurança e a alta nos preços dos alimentos tiveram um papel muito importante nesse resultado”, diz Francisco Rodríguez, analista político venezuelano e professor da Universidade de Wesleyan, nos EUA. De fato, as pesquisas mostram que a maioria dos venezuelanos acham que sua situação pessoal é pior que há um ano. A edição de dezembro do estudo trimestral Consultores21, uma empresa de pesquisa de mercado com base em Caracas, mostra que a aprovação a Hugo Chávez caiu 45%. É a primeira vez desde 2004 que fica abaixo dos 50%. Além disso, sobe o percentual dos entrevistados que acham que a situação do país piora e daqueles que mencionam a insegurança ou a inflação como o principal problema. “Como o governo não entende bem o que está causando esses problemas, isso poderá se intensificar no ano que vem”, diz Rodríguez. “E prejudicará ainda mais o apoio a Chávez.”
O resultado de referendo golpeia Chávez no momento em que os efeitos nocivos de suas políticas econômicas se intensificam. Apesar do grande controle de preços exercido pelo governo, 2007 fechará com uma inflação com alta de cerca de 17%. O desabastecimento de produtos básicos afeta os principais sistemas de distribuição do país, inclusive a Mercal, rede de armazéns populares do governo. E o câmbio oficial (a 2.150 bolívares por dólar) está cada vez mais longe do negociado no mercado negro “a 5.600 bolívares).
Apesar de serem poucas as estatísticas que permitam medi-la corretamente, a sensação é de que a violência urbana tem crescido apesar das políticas de controle do crime. Uma realidade que ficou refletida no último relatório de Desenvolvimento Humano realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O país caiu do posto 61 em 2001 (com cifras de 1999) para 74 em 2007 (com cifras de 2005).
“La Vega está mais perigosa”, disse Zulaima. “Não que seja culpa de Chávez, mas o governo poderia nos proteger mais, não? Aqui não há polícia.” Outra moradora da Vega, Ana Caraballo, sempre votou por Chávez até esta eleição, em que disse não às reformas. “Tenho que ir até a Quinta Crespo para encontrar leite, e aí pago 35 mil bolívares por uma lata (US$ 16 no câmbio oficial)”, contava, no mesmo dia do referendo. “Os políticos sempre nos prometem que consertarão o esgoto e que enviarão a polícia, mas depois se esquecem de você. Pensei que Chávez seria diferente, mas agora não estou tão segura disso.”
O fator militar
Mas se Chávez agora não poderá dar o apoio popular como certo, tampouco poderá fazê-lo com as Forças Armadas. Fontes consultadas por AméricaEconomia, que pediram não revelar sua identidade, afirmaram que foram autoridades militares que recomendaram a Chávez respeitar o resultado.
O presidente desmentiu. “O dia que um general me pressione, por mais amigo que seja, o substituo de imediato”, disse à TV estatal pouco depois do referendo. O único encontro que Chávez afirma ter tido antes de divulgar os resultados foi com seus filhos e netos. “Chávez é de se impressionar”, diz o ministro de Defesa, Gustavo Rangel.
Não obstante, as dúvidas persistem sobre o que aconteceu nessas nove horas entre o fechamento das urnas e o discurso de derrota. “É pouco provável que um presidente latino-americano em atividade e tentado a condutas antidemocráticas aceite uma derrota por 1,4% de diferença sem pedir nova contagem”, diz o analista mexicano Jorge Castañeda, em uma coluna. Já Francisco Rodríguez aponta que foi estranho que, com a divulgação do resultado em 88% dos locais de votação, se tenha anunciado uma tendência “irreversível”, com uma margem de apenas 200 mil entre os quase 10 milhões de eleitores, dado que as últimas contagens são feitas manualmente em lugares onde os pobres estão sobre-representados.
Quem conhece os militares defendem o papel que as Forças Armadas podem ter exercido. “Não sei o que passou exatamente, mas certamente o componente militar pode ter sido um fator que facilitou chega a uma solução civilizada”, diz o especialista militar José Machillanda Pinto, da Universidade Simón Bolívar. “O que posso confirmar com certeza é que há um grande grupo de oficiais profissionais dentro do exérdito que querem uma organização e uma instituição que se dediquem à função de defesa do estado; e nunca e de nenhuma forma a tarefas do governo e programas assistencialistas; ee muito menos a atos em favor de uma concepção política.” As evidências mais concretas estão no número de oficiais militares que se nega a seguir ordens, aos que renunciaram, e à resistência dos militares à proposta presidencial de mudar o nome da organização de Guardia Nacional a Guardia Territorial.
O papel da oposição
Não obstante, é pouco provável que a oposição venezuelana possa aproveitar a ocasião para se transformar numa alternativa. Seu questionável histórico democrático ganhou fama internacional graças ao falido golpe de abril de 2002, por seu erro ao desconhecer os resultados de um referendo revocatório em 2004 reconhecido mundialmente e por um míope boicote das eleições ao Congresso de 2005. “A oposição não existe como ente coletivo; é uma federação desorganizada de interesses diferentes, de visões encontradas, de lideranças pessoais que não se põem de acordo”, diz Moisés Naím, analista político venezuelano e diretor da revista Foreign Policy, em Washington.
Durante a campanha para o referendo, os partidos e líderes políticos de oposição mantiveram um baixo perfil. Não fica claro se isto se deveu a uma falta de financiamento (“os homens de negócios somos reacios a dar fundos a campanhas è oposição já que se teme uma retaliação”, diz um influente homem de negócios que preferiu não se identificar) ou uma decisão consciente de ceder o estrado principal aos líderes estudantis (que têm melhores índices de aprovação e credibilidade), em parte porque para o referendo nem sequer houve um comando central de campanha pelo Não que pudesse ser consultada. “A oposição não sabe como tomar vantagem do que se lhe está entregando em bandeja de prata”, declarou Robert Bottome, editor da newsletter Veneconomía, ants do referendo. “Não tem mensagem, não têm coesão.”
A cientista política Jennifer McCoy, da Universidade Estatal de Georgia, e autora de vários papers sobre a democracia venezuelana, acha que o referendo vai gerar mais câmbios no governo do que na oposição. “A principal mensagem desse domingo é que Chávez precisa reduzir a velocidade, deixar de focar tão intensamente na ideologia e prestar atenção em fornecer serviços”, diz. “Não está claro que a oposição seja capaz de fazê-lo em seu lugar.”

Entretanto, o triunfo, aidna que por uma estreita margem, oferece à oposição uma oportunidade de se reunir novamente. Teodoro Petkoff, veterano estratega político e editor do tablóide de oposição Tal Cual, concorda. “Há apenas um ano emergiu uma nova força, a força de Un Nuevo Tiempo e Manuel Rosales”, afirma. “E tem potencial para responder a problemas sérios.”
Inclusive o crítico Bottome reconheceu essa possibilidade. “O discurso de Rosales depois da votação não foi mau. Ao melhor, e na melhor das hipóteses, a oposição será capaz de se unir para as eleições governamentais e de prefeitos de 2008.” Petkoff émais otimista: “Não há processos rápidos”, diz. “As coisas estão ficando pior por aqui”, diz. “A fé que tinha em Chávez agora é para Deus.”
Na missa de Zulaima, na tarde do referendo, o padre leu uma passagem da Oração dos Fiéis: “Pelos governantes. Pelos responsáveis pela justiça e a paz; para que não defraudem a esperança do povo, roguemos ao Senhor”.

http://www.americaeconomia.com/PLT_WRITE-PAGE~SessionId~~Language~4~Modality~0~Section~1~Content~33330~NamePage~AmecoNegocios~DateView~~Style~15543.htm

...

Ou seja, quem segura o homem, mantendo a honra nacional são os militares, como não poderia deixar de ser... E, tal como aqui, a oposição está mais perdida que cusco em dia de procissão.

Friday, November 30, 2007

Uma ditadura consentida


A Venezuela não é uma democracia
Coluna - Sérgio Ribeiro da Costa Werlang
Valor Econômico
26/11/2007

É muito curiosa a discussão recente sobre se a Venezuela é ou não uma democracia. Por várias razões, a organização político-institucional da Venezuela não contém elementos básicos que qualificariam o país como uma democracia. Desta forma, pelo Protocolo de Uchuaia de 1998, onde impõe-se "a plena vigência das instituições democráticas" como "condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração dos Estados partes", que faz parte dos documentos que constituíram o Mercosul, hoje a Venezuela não pode ser integrante do bloco.

A palavra democracia tem diferentes acepções ao longo da história. Mais ainda, o uso indevido desta qualificação é muito comum. Por exemplo, a parte oriental da Alemanha era oficialmente denominada República Democrática Alemã. Certamente nada havia de democrática na antiga república alemã oriental, que era uma ditadura comunista.
Vários países ditatoriais têm eleições. Mas nem por isso são democracias. Em 2002, no Iraque, em plena ditadura Saddam Hussein, houve eleições diretas para presidente e o tirano foi eleito com 100% dos votos. Por outro lado, há várias monarquias modernas que são totalmente democráticas, como a Inglaterra, Espanha, Suécia, Bélgica, Dinamarca, Japão etc, embora o rei não seja eleito.
Além disso, os Estados Unidos, que são a democracia mais vibrante de nosso tempo, têm eleições indiretas para presidente: os eleitores escolhem um colégio eleitoral e, este, o presidente. Houve algumas ocasiões, como na primeira eleição de George Bush (filho), em que a maioria da população votou a favor de um candidato (Al Gore), mas o colégio eleitoral escolheu outro (George Bush). Nem por isso os norte-americanos quiseram alterar seu sistema de votação, ou se sentiram menos democratas.
A palavra democracia tem usos muito distintos. Não basta que um país autodenomine-se democrata. Não basta que haja eleições diretas para presidente. Por outro lado, muitas monarquias modernas são democracias e há democracias republicanas em que o presidente não é eleito por voto direto.
Assim, o que caracteriza uma democracia? Vai-se ver que é um certo conjunto de regras bem estabelecidas, aceitas e respeitadas por todos, que permita a alternância de poder e dê voz às minorias políticas. Mas para entender isso é útil fazer uma rápida retrospectiva histórica da democracia moderna e de suas características fundamentais.
Para que todas as idéias possam ser analisadas por aqueles que vão exercer seu voto, é fundamental que haja liberdade de expressão e de imprensa A democracia iniciou-se em algumas cidades-Estado gregas. O caso mais conhecido foi o de Atenas. Todos os cidadãos homens e livres, maiores de 18 anos, eram parte da assembléia, a instituição política mais importante. No Século IV A. C., a assembléia reunia-se quatro vezes a cada 36 dias. E, nelas, todos os membros podiam falar, propor emendas e votar. É claro, tal sistema só funcionava nas pequenas comunidades formadas pelas cidades-Estado (Finlay estima que em Atenas, por volta de 430 A. C., existiam de 40 a 45 mil pessoas que seriam integrantes da assembléia). Esta democracia direta mostrou-se incapaz de unificar a Grécia e muito pouco ágil para os tempos que estavam por vir.
Os romanos aperfeiçoaram a democracia, tornando-a representativa (os cidadãos elegem um representante periodicamente que faz o trabalho legislativo para eles). Este sistema mostrou-se muito eficaz e, com o tempo, desde o fim do primeiro reinado em 507 A. C., Roma acabou por conquistar todo o Mediterrâneo. A partir de 44 A. C., quando Júlio César foi indicado ditador vitalício, a democracia começou a perder ímpeto no mundo.
A primeira grande reviravolta aconteceu em 1215, na Inglaterra, quando João Sem Terra assinou a Carta Magna que instituiu que o rei só poderia aumentar impostos se o parlamento aprovasse. Além disso, seu artigo 29 garantiu que os homens livres não poderiam ter confiscados seus bens ou suas liberdades, nem o rei poderia baixar decreto condenando-o sem julgamento.
Mas, é claro, não é suficiente estar "na lei"! É preciso que todas as pessoas ajam e comportem-se de acordo com a lei. E, para que os preceitos da Carta Magna fossem realmente respeitados, foram necessárias duas revoluções na Inglaterra, a de Cromwell e a Revolução Gloriosa, de 1688, que pôs fim aos monarcas absolutistas ingleses. Já nesta época Locke observou a importância da independência dos poderes Legislativo e Executivo (na verdade, antes de Locke, Maquiavel também notou isto). Mais tarde, Montesquieu e Madison (este o primeiro a utilizar a expressão sistema de "pesos e contrapesos" para referir-se ao tema) divulgaram a teoria da independência dos poderes como hoje a conhecemos. A importância da independência é crítica na estabilidade das regras de qualquer democracia, como Tsebellis demonstrou mais recentemente.
Adicionalmente, para que todas as idéias possam ser analisadas por aqueles que vão exercer seu voto, é fundamental que haja liberdade de expressão e sua companheira indissociável, a liberdade de imprensa. Estes ideais foram todos introduzidos na Constituição norte-americana, de 1787, que se manteve inalterada em sua essência desde então. Por fim, regras não valem nada se o respeito às mesmas não estiver arraigado na população.
Em suma, uma democracia moderna exige: (I) eleições livres para o chefe do Executivo (que é o primeiro-ministro no caso das monarquias modernas); (II) existência de um Legislativo que também deve ser livremente eleito pela população; (III) independência do Legislativo e do Judiciário entre si e em relação ao Executivo; (IV) liberdade de expressão e de imprensa.
A Venezuela de hoje não passa pelo teste dos itens (III) e (IV). Além disso, com a mudança da Constituição que está sendo proposta (uma vez que o Executivo controla os outros poderes) e a possibilidade de reeleição permanente, as eleições para chefe do Executivo não serão livres. Definitivamente, não é uma democracia no momento, de modo que não deveria fazer parte do Mercosul.
Por último, o argumento de que deve ser membro do Mercosul pois é um parceiro comercial estratégico para o Brasil é também falho. Sua participação nas exportações brasileiras é de 2,8%, muito próxima a de Japão (2,8%), Chile (2,7%) e México (2,6%), e muito inferior à da União Européia (24,8%), Estados Unidos (15,9%), Argentina (8,9%) e China (7,0%).
Sérgio Ribeiro da Costa Werlang, diretor-executivo do Banco Itaú e professor da Escola de Pós-graduação em Economia da FGV, escreve mensalmente às segundas-feiras.

Tuesday, November 27, 2007

Inferno nos Andes

»» Se há risco com a Bolívia, o governo brasileiro deveria se interar melhor do que se passa em nosso vizinho. Já não é de hoje que uma movimentação secessionista toma curso no leste boliviano. A "Nação Camba" se vê diferente dos seus concidadãos dos altiplanos e chega a defender um estado binacional.
a.h
___________________________________________________


Manifestação contra constituição obtida por golpe reúne 40 mil em Santa Cruz de la Sierra
Manifestantes queimaram um boneco representando o presidente cocaleiro Evo Morales e gritaram palavras de ordem contra o ditador cantinflesco da Venezuela, Hugo Chavez, em uma grande manifestação contra a assembléia que elabora a nova Constituição boliviana. A aprovação do texto básico foi obtida por meio de um golpe, Evo Morales fez apenas os seus seguidores se reunirem em um quartel, em Sucre, para alcançar o resultado que desejava. A manifestação parou o centro de Santa Cruz de la Sierra, no leste do país, e reuniu pelo menos 40 mil pessoas. A cidade é a mais rica do país, centraliza uma região responsável por 47% do PIB boliviano, e é dos principais redutos da oposição ao governo. O ato foi organizado pelo Comitê Cívico de Santa Cruz, por sindicatos patronais e por políticos que fazem oposição ao governo nacional. Os discursos tiveram em comum a crítica à nova Constituição e à influência do presidente Chávez, e a cobrança por mais autonomia para os departamentos (o equivalente a Estados) em relação a La Paz. Em todos os discursos o presidente cocaleiro Evo Morales foi responsabilizado pela morte de quatro pessoas durante os distúrbios de rua ocorridos no final de semana em Sucre, no sudoeste boliviano, onde a Assembléia Constituinte aprovou o texto-base da nova Carta dentro de um quartel. "Queremos uma Constituição para todos os bolivianos, não uma Constituição para o MAS", criticou o médico Germán Antelo, integrante do Comitê Cívico, referindo-se ao partido do presidente, o trotskista “Movimento ao Socialismo” (MAS). Ele afirma que os partidários do presidente instigam o ódio racial entre os indígenas que vivem no Altiplano e os brancos da porção oriental do país. Três marchas partiram de locais distintos e se encontraram na Praça Central, a principal da cidade. Até um shopping center fechou as portas durante a passagem dos manifestantes. Embora não tenha havido violência, a manifestação dá uma idéia do clima de aprofundamento da divisão interna no país. O manifestantes chamaram Evo Morales de “prostituta” de Chavez.


Ditador Hugo Chávez ameaça varrer oposição “se houver violência”
O presidente da Venezuela, o cantinflesco ditador Hugo Chávez, reagiu ao assassinato de um trabalhador, nesta segunda-feira, supostamente morto por opositores a seu governo, e afirmou que "varrerá" a oposição “se ela optar pelo caminho da violência”. "Aqui está o povo organizado para impedir desestabilizações", disse. "Se eles buscam o caminho da violência, tenham certeza de que saberemos enfrentá-los nas ruas e varrê-los como já fizemos em 13 de abril de 2002", acrescentou ele, em referência à tentativa de golpe de Estado quando a população saiu às ruas para restituir o poder ao presidente. Faltando seis dias do referendo consultivo da polêmica reforma constitucional, com o qual Chavez quer institucionalizar a ditadura, o presidente venezuelano disse que "os setores enlouquecidos e desesperados da oposição começaram com um plano de violência". Na manhã desta segunda-feira, um trabalhador de 19 anos da fábrica Petrocasa foi assassinado com dois tiros quando pretendia romper o bloqueio de um grupo de manifestantes que protestavam contra a reforma constitucional, na cidade de Valência. De acordo com o vice-presidente Jorge Rodríguez, 80 pessoas foram detidas no incidente. Chávez descreveu os manifestantes como grupos "enlouquecidos, envenenados pela campanha midiática e pela cartilha norte-americana". "São estes os que querem roubar-nos a pátria", disse o líder venezuelano, em um ato público de lançamento dos primeiros carros fabricados no país com tecnologia iraniana. Ainda nesta segunda-feira, milhares de camponeses venezuelanos provenientes de vários Estados do país chegaram a Caracas com tratores e cavalos para participar de uma manifestação em apoio à reforma constitucional. "Apoiamos a reforma porque temos que colocar o campo para produzir e acabar com o desabastecimento", disse um manifestante a um canal de televisão estatal. Nos últimos meses, o país (que importa 70% dos alimentos) tem sofrido com uma crise de abastecimento. Para o governo, trata-se de um ato de sabotagem da oposição. Os produtores se defendem e dizem que o ajuste de preços torna o mercado pouco competitivo. Entre as propostas que recebem apoio popular está a proibição do latifúndio, a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas e o pagamento de seguridade social aos trabalhadores informais. Os pontos mais polêmicos são a reeleição para presidente sem limite de candidaturas, o fim da autonomia do Banco Central e a ampliação do poder presidencial. O mandatário venezuelano, que deverá enfrentar uma disputa acirrada no próximo domingo, afirmou que esta semana será definitiva para o futuro da Venezuela. "Há que estar bastante atento ao que poderá acontecer", disse ele. Diferente dos nove processos eleitorais anteriores em que o governo ganhou com ampla margem de votos, o cenário pode não se repetir neste referendo. De acordo com a última pesquisa de intenção de voto divulgada pela empresa Hinterlaces, há um empate técnico entre o sim e o não às reformas. Os números indicam que 46% dos eleitores votariam contra a reforma e 45% votariam a favor. Do total de pessoas entrevistadas, 9% ainda estão indecisos. No sábado, o Instituto Datanalisis divulgou uma pesquisa em que apontava uma vitória do não com 44,6 % da intenção de votos contra 30,8% dos que votariam pelo sim. Para o presidente venezuelano, as pesquisas pretendem manipular a realidade e preparar o cenário para que a oposição possa reclamar fraude no próximo domingo.


Chávez chama Uribe de “porta-voz da oligarquia anti-bolivariana”
O presidente da Venezuela, o cantinflesco ditador Hugo Chávez, voltou suas baterias nesta segunda-feira contra seu colega colombiano, Alvaro Uribe, a quem chamou de "porta-voz da oligarquia anti-bolivariana" durante uma reunião com o alto comando militar. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou no domingo que colocou em "um congelador" as relações bilaterais com a Colômbia, depois que Bogotá decidiu suspender sua mediação sua no processo de liberação de reféns das Farc em troca de rebeldes presos. "Vocês sabem o que aconteceu nestes últimos dias na Colômbia. Uma oligarquia que não quer a paz e acredita que vai brincar conosco. Não vão brincar conosco, uma oligarquia colombiana nem nenhuma outra. A Venezuela deve ser respeitada", afirmou Chávez, em discurso transmitido pela emissora estatal VTV. O líder venezuelano se referia a declarações de Uribe, nas quais o presidente colombiano o acusou de ter "planos expansionistas" na América Latina e criticou sua visão da história da independência da América, principalmente sobre o libertador Simón Bolívar. Chavez não tem o menor pudor em se intrometer na política interna de um país vizinho, colocando-se vergonhasamente ao lado da guerrilha das Farc composta por traficantes de cocaína. Venezuela e Colômbia compartilham uma fronteira de mais de 2.000 quilômetros e o volume de negócios entre os dois países deve chegar a 5 bilhões de dólares até o fim deste ano.


Conferência Episcopal da Igreja Católica exige de Chávez direito à divergência
A Conferência Episcopal da Venezuela exigiu do cantinflesco ditador presidente Hugo Chávez o direito de discordar sobre a reforma constitucional que ele promove e se mostrou contrária "aos ataques difamatórios e ofensivos" contra o cardeal Jorge Urosa e outros religiosos. Em um documento apresentado nesta segunda-feira, a Conferência Episcopal afirmou que "todos os cidadãos têm o direito de ter uma opinião sobre a proposta de reforma e de expressá-la democraticamente. Conseqüentemente, ninguém tem o direito de oprimir ou insultar quem discordar dela". Na noite de sexta-feira, o presidente venezuelano chamou os membros da hierarquia da Igreja católica de "vagabundos", "meliantes", "puxa-sacos", "estúpidos", e "retardados mentais". Eles haviam criticado a proposta para modificar a Constituição de 1999. "São o demônio, defensores dos interesses mais podres, são verdadeiros vagabundos. Todos, do cardeal para baixo", disse Chávez. Sobre a reforma constitucional, que será submetida a um referendo no próximo domingo, a Conferência Episcopal insistiu que "é desnecessária, moralmente inaceitável e inconveniente para o país". Segundo o documento, a reforma "além de restringir muitos direitos humanos, civis, sociais e políticos, cria motivos de discriminação política e introduz novos campos de enfrentamento e polarização entre os venezuelanos". A reforma constitucional defende a reeleição presidencial ilimitada, maiores atribuições para o Poder Executivo, e solidifica as bases para a construção do socialismo. A proposta também contempla a possibilidade de uma nova divisão político-territorial, com autoridades nomeadas pelo presidente.


Chinaglia deixa votação de entrada da Venezuela no Mercosul para 2008
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), descartou nesta segunda-feira votar ainda este ano no plenário da Casa o projeto que autoriza a entrada da Venezuela no Mercosul. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça na semana passada. Chinaglia explicou que já há acordo para votar outras três matérias neste último mês de trabalhos legislativos. "Não creio que se consiga votar isso, a entrada da Venezuela no Mercosul, ainda este ano. Mesmo porque ainda temos pendente a votação do Orçamento e outras três matérias", disse ele. Pelo acordo, as outras três propostas que devem ser votadas antes do recesso são a proposta de emenda à Constituição dos vereadores, um projeto sobre defensoria pública e a conclusão da reforma política, além de medidas provisórias que trancam a pauta. O novo líder do governo na Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), também acredita que a votação da entrada da Venezuela no Mercosul não deva acontecer este ano, mas disse que a proposta é uma das prioridades para a base aliada de apoio ao governo do PT e do presidente Lula. Fontana, no entanto, disse que não fará disso "uma sangria desatada". "A questão está andando bem, a proposta foi aprovada na CCJ na semana passada. A relação do Brasil com a Venezuela está bem. Não precisamos correr contra o tempo, se não for esse ano, aprovamos no começo do ano que vem", disse Fontana. Depois de passar pela aprovação do Plenário na Câmara dos Deputados a proposta deverá seguir para tramitação no Senado Federal.


Porto Alegre, 27 de novembro de 2007 - Videversus nº 844

Sunday, September 30, 2007

Distante perigo

Sobre minha incredulidade com relação à eficácia do Foro de São Paulo: bem, não acho o Foro totalmente inócuo, embora eu já possa ter errado e exagerado ao dizê-lo assim contra os olavetes (só para irritá-los). O que penso é que é uma organização com fins criminosos (contra a soberania, crimes "de estado", anti-Constitucionais etc.). Suas intenções são tenebrosas... Mas, sua efetividade é que são outras. Não vejo aliança eficaz entre muitos dos signatários de peso.
Vejamos, o Brasil perdeu centenas de milhões de reais em faturamento dos dois últimos anos em operações na Bolívia e na Venezuela. Alguém aí faria parte de uma sociedade bancando sozinho outros sócios? Creio que não. E, por mais que a retórica do Celso Amorim seja terceiro-(i)mundista, quando o Bush chega lá pelas bandas do Planalto Central, o Lulalá sai correndo da Argentina para preparar-lhe um churras. E o cerne disto tudo não está o socialismo ou a propriedade privada, mas simplesmente a possibilidade de maior abertura do mercado americano ao etanol brasileiro.
A mesma coisa se pode dizer da China: imagine um chinês consumisse um copo de suco de laranja (commodity da qual o Brasil detém 60% da produção mundial) e um copinho de café por dia? Teríamos que importar bolivianos.
Por outro lado, o que pode Chávez contra os EUA? Nada. Sua corrida armamentista é, num primeiro momento, contra o povo venezuelano e depois contra a Colômbia e a Guiana. Quanto a esta, em discursos, já vi o púlpito de Chávez ostentando um mapa expandido da Venezuela com a Guiana anexada. E toda engrenagem subimperialista chavista depende dos 60% de petróleo exportados aos EUA.
Portanto, se os EUA em um médio prazo, digamos uma década, conseguisse substituir modicamente sua frota de veículos à gasolina por carros a álcool, Chávez estaria ferrado. Quem ganharia com isto senão o Brasil, em um primeiro momento?

Thursday, July 05, 2007

VideVersus

Comentando o http://www.videversus.com.br/ -
Porto Alegre, 5 de julho de 2007 - Videversus nº 746


CONSTRUTORA PAULISTA GAFISA FECHA PARCERIA COM BANCO ITÁU PARA FINANCIAR IMÓVEIS
A incorporadora Gafisa lançou um financiamento, em parceria com o Itaú, de imóveis na planta. O acordo vai permitir que os compradores parcelem a entrada de 10% e financiem 90% do preço do imóvel com o banco, em 25 anos, antes da construção. De acordo com a empresa, compradores sem histórico de crédito estabelecido obterão qualificação à medida que pagarem em dia suas prestações mensais. leiamais

Enfim, uma boa notícia. Em um país que o estado prefere (através de seu governo) garantir bolsas, eufemismo para esmolas, o financiamento de moradia vai passando para a iniciativa privada.



CUBA ANALISA ESTIMULAR INVESTIMENTO ESTRANGEIRO EM SETORES ESTRATÉGICOS
Cuba está analisando a possibilidade de promover a presença de investidores estrangeiros em setores estratégicos. O governo cubano buscaria aumentar o investimento estrangeiro "de forma seletiva" em setores que possam contribuir para o crescimento e para reduzir a excessiva dependência do país em relação às importações. Estariam entre esses setores o turismo, a mineração e a construção. leiamais

Do jeito que vai a economia (e sociedade) cubana, não vai demorar muito para que digam que todos os setores são "estratégicos"...



LULA DIZ QUE, PARA SAIR DO MERCOSUL, É SÓ QUERER
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira, em Lisboa, que, se o presidente-ditador Hugo Chávez não quiser entrar no Mercosul, basta manifestar isso oficialmente. Questionado sobre a ameaça do presidente-ditador venezuelano de retirar sua candidatura ao bloco econômico caso o Senado brasileiro não aprove a entrada do país em três meses, Lula disse: "Obviamente que para entrar tem que ter a aprovação dos quatro membros do Mercosul leiamais


Até que enfim, uma resposta merecida. Mas, na política externa são necessárias as respostas diplomáticas:


"Não quer, não fica", diz Lula sobre ultimato de Chávez
04.07, 17h48
O presidente Lula comentou nesta quarta-feira o ultimato dado por Chávez ao Congresso brasileiro para aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul até setembro. "Para entrar tem de ter as regras. Para sair, não tem regra. Se não quiser ficar, não fica", disse o presidente, em viagem a Portugal.Depois Lula amenizou as declarações, dizendo que é "difícil" fazer política externa comentando declarações de terceiros. Ele ainda reafirmou que é amigo de Chávez. "Não faltarão momento nem oportunidade para uma boa prosa", disse.




RELATÓRIO DIZ QUE PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS PODE ENCARECER ALIMENTOS
A crescente demanda por biocombustíveis no mundo vem provocando mudanças nos mercados agrícolas mundiais e podem levar a aumentos de preços dos alimentos, segundo o relatório "Panorama Agrícola 2007-2016", elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e divulgado nesta quarta-feira. leiamais


PETROBRAS E PORTUGUESA GALP ASSINAM ACORDO PARA PRODUZIR BIODIESEL
A Petrobras e a empresa portuguesa Galp Energia assinaram nesta quarta-feira, em Lisboa, um acordo que irá resultar na produção de 600 mil toneladas por ano de óleos vegetais no Brasil e a comercialização e distribuição do biodiesel resultante no mercado português e europeu. Segundo comunicado da Petrobras, para a condução do projeto será criada uma sociedade com participação de 50% de cada uma das empresas. leiamais


Enquanto que os derrotistas de plantão choram a possibilidade de efetivação de uma nova matriz energética, o capital estatal se alia a outros grupos internacionais. Quem vai perdurar? Parece óbvio que a energia é um setor muito mais difícil de incrementar que o alimentício e se áreas serão perdidas para a produção de cana, isto criará uma demanda pela produção de alimentos em outras. Nenhum problema, na verdade, mas sim soluções.



INVASORES DAS OBRAS DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO SAEM DA ÁREA
Após uma semana de ocupação, invasores de diversos movimentos sociais começaram a deixar nesta quarta-feira o canteiro de obras da transposição das águas do rio São Francisco, no quilômetro 29 da BR-428, em Cabrobó (PE). A desocupação ocorre após o juiz Georgius Luis Argentini Principe Credidio, da 20 Vara Federal em Salgueiro (PE), determinar na sexta-passada a devolução da área ocupada à União.
leiamais



MATO GROSSO DESMONTA ESQUEMA DE FRAUDE DE MADEIREIRAS
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu na terça-feira 32 mandados de prisão contra integrantes de uma quadrilha que explorava e vendia madeira ilegalmente no Estado. Ao menos 101 madeireiras foram fechadas na ação, batizada Operação Guilhotina. Ao todo, 75 mandados de prisão temporária foram expedidos. Três servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente estão entre os suspeitos de envolvimento no esquema. leiamais


ATORES DA GLOBO ACUSADOS DE AGREDIR UMA GAROTA DE PROGRAMA
Rômulo Arantes Neto e Lui Mendes, atores da Rede Globo, são acusados de terem roubado e agredido uma prostituta. Eles podem ser indiciados ainda por exposição a perigo de vida, já que a moça contou que foi jogada do carro por Mendes. O caso ocorreu na madrugada desta quarta-feira, na zona sul do Rio de Janeiro. leiamais


Parece que o recente caso dos meliantes que agrediram uma empregada doméstica no Rio de Janeiro serviu de exemplo para alguém...



CPIs DO APAGÃO AÉREO SUGEREM ATÉ PRIVATIZAÇÃO DE AEROPORTOS
As duas CPIs do Apagão Aéreo, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, apresentaram nesta quarta-feira sugestões para solucionar os atuais problemas enfrentados por passageiros nos aeroportos. O relatório do Senado Federal ainda defendeu a privatização dos 11 principais aeroportos do País leiamais


Mas, já não era sem tempo!


ALUNOS INVADEM CASA E INCENDEIAM CARRO0 DE DIRETORA
Dois alunos adolescentes da Escola Estadual Prefeito Quinzinho Camargo, em Piraju, cidade localiza a 330 quilômetros de São Paulo, invadiram a casa da diretora e atearam fogo em seu automóvel. As chamas destruíram o carro, um Logus, e queimaram as madeiras do telhado e da janela da residência. Os bombeiros impediram que o fogo se alastrasse por toda a casa. Os menores, de 15 e 16 anos, confessaram a ação leiamais

O que dirão os advogados do ECA?



PRODUÇÃO BRASILEIRA DE SOJA PODE SUPERAR A DOS ESTADOS UNIDOS
O Brasil tem condições para se tornar o maior produtor mundial de soja a partir de 2009, afirmou o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto. Com a redução do plantio de soja nos Estados Unidos, o Brasil e a Argentina são os países com mais condições para alcançar a dianteira na produção da oleaginosa, explica Porto. leiamais


Isto sem o apoio da intelligentzia ambiental brasileira, claro!



AVIONETAS ROUBADAS NO BRASIL SÃO TROCADAS POR DROGA NA BOLÍVIA
Pequenos aviões roubados no Brasil são levados para a Bolívia para serem trocados por droga ou comprados a preços baixos, informou nesta quarta-feira o jornal "La Razón". Joadel Bravo, coordenador da promotoria antinarcótico de Santa Cruz, leste da Bolívia, revelou que vários aviões roubados no Brasil "são trazidos para a Bolívia para serem trocados por droga ou vendidos por US$ 10.000 ou US$ 15.000" leiamais

ENTRADA DE DÓLARES NO PAÍS SOMA US$ 42 BILHÕES E SUPERA 2006
O saldo da entrada de dólares no Brasil até o dia 15 de junho atingiu US$ 42,887 bilhões, contra US$ 26,376 bilhões nos seis primeiros meses de 2006. Além disso, o volume já supera todo o valor registrado ao longo do ano passado, quando o saldo do ingresso de dólares no País ficou positivo em US$ 37,27 bilhões. leiamais


1+1=...