interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Tuesday, March 15, 2011

Compra de terras por estrangeiros

 
BRASÍLIA - O governo decidiu bloquear negócios de compra e fusão, por estrangeiros, de empresas brasileiras que detenham imóveis rurais no País. Esse tipo de negócio estaria ocorrendo, segundo avaliação do Planalto, como uma forma de burlar restrições impostas no ano passado à compra e ao arrendamento de terras por investidores estrangeiros.
O bloqueio de novos negócios foi determinado em aviso encaminhado nessa terça-feira, 15, pela Advocacia-Geral da União ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Este repassará a ordem às juntas comerciais: operações de mudança do controle acionário de empresas proprietárias de áreas rurais envolvendo estrangeiros não poderão ser formalizadas. A partir do aviso, operações eventualmente fechadas podem ser suspensas na Justiça.
As juntas comerciais também vão auxiliar os cartórios a identificar a participação de capital estrangeiros nas empresas que comprem terras.
(...)
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,governo-bloqueia-compra-de-terras-por-estrangeiros,692486,0.htm
 
"Agora tem aquele negócio de crédito de carbono, que eles pagam para usar uma área reservada.  Então as empresas precisam de um espaço, pois já desmataram as delas, e por isso vou aguardar que alguma apareça e faça uma proposta.  Cortar árvore eu não vou porque não é meu negócio, não sei fazer.  Não sou contra quem corta de acordo com o que manda o Greenpeace, com o que manda a lei.  Mas não é o meu negócio e não vou fazer", explicou o apresentador. 
http://www.ecoamazonia.com.br/site/news.asp?cod=11778

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Estrangeiros não podem comprar terras aqui, mas fazer como "manda o Greenpeace" pode. Vai entender....

a.h

Sunday, September 12, 2010

As ruínas da razão


Sobre:


Tá bom, quer dizer que para criticar a sociedade atual vale criticar o crescimento do Império Romano?! E o absurdo de tudo é criar uma espécie de “lei” do crescimento como inversamente proporcional a sustentabilidade. Os romanos ficavam sem território para conquistar e passavam a ter menos terra fértil e mão de obra... Então tinham que intensificar a produção. Este é o legítimo programinha chupa-cabra mesmo. Disso que falaram sobre os romanos pulam direto para o esgotamento de reservas petrolíferas, como se só tivéssemos isto como fonte energética.
Outra coisa, eles mostram o Império Romano como tendo acabado e, para quem não conhece a história, sem deixar vestígios. Eles não avaliam honestamente ao contrabalançar com o legado (e, portanto, continuidade) deste império e todos os frutos para a civilização atual. É diferente comentar um caso como o dos maias e seu desaparecimento, supostamente, ligado a uma explosão demográfica e o fim do Império Romano que não foi da mesma forma: não há indícios de redução dos súditos, mas mudança de domínio.

Nevasca Negra - Tempestades de Areia varrem a América dos anos 30

Aquele negócio da poeira, com base em ventos sazonais é uma outra forçada na barra tentando reeditar o Dust Bowl que atingiu o meio-oeste americano durante os anos 30, cuja situação foi agravada pela crise de 29. Agora, a forma de “enganarmos a natureza” com os produtos químicos não é sucesso da produção (que preserva ecossistemas), mas logro. O programa é um lixo e é tomado por juízo de valor do início ao fim. E a compra de terras na África, p.ex., pela China é mal vista porque se dá em terras de pobres. Quer dizer que não se contempla o desenvolvimento e empregos que já gerados e o que se vislumbra para o futuro. Todos os exemplos não levam em consideração uma contabilidade de perdas e ganhos.
Daí o sensacionalismo do programa é ridículo. Para dramatização da crise imobiliária, eles exibem um edifício sendo implodido! Depois dois, com um caindo em direção ao outro!! E que milhões de pessoas perderam seus lares?! Não perderam, perderam seus investimentos! E para arrematar ainda mostram ruínas romanas, como se fossem as casas dos romanos!! Cara, que palhaçada!
E aí a luta de gladiadores passa a ser “fachada”, como se antes não fosse o que era, diversão. O paralelo entre isto e o momento atual, bota anacronismo aí... É para nos mostrar tão irresponsáveis quanto os líderes romanos, como se ambas situações tivessem a mesma causa. Só falta dizerem que o terrorismo atual se equivale às invasões bárbaras. Claro, não faltaram caças supersônicos após o comentário sobre crescentes gastos com legiões romanas.
“Quando as forças germânicas derrotaram...” Ora, os germanos se romanizaram e vice-versa. Parecem os paranóicos conservadores americanos que temem os imigrantes (legais, inclusive) como aqueles que acabarão com seu modo de vida. Como não dá para nos igualar aos maias, anasazis etc., pegam os romanos simplificando sua crise e esquecendo de analisar o que foi a transição entre longos períodos na história. Conflito na fronteira com o México... Já existe e não é por que a vida ao norte piorava, mas porque ainda é muito boa atraindo imigrantes/mulas levando drogas sem cessar.
Pronto! Foram para a Somália para assombrar o futuro de Nova York! Este programa não existe! Que que é isso? O samba do ambientalista louco! Meu deus!
A globalização acelerar nossa queda? O quê?! E ainda nos vem falar de educação? Como se esta prescindisse da própria globalização... Como obter informações do mundo todo sem comunicações? Sem globalização?
Então, há uma luta entre duas naturezas, a “animal” que prevalece e a “lógica” que deve prevalecer. Esses caras não têm assessores etólogos para coibir este tipo de asneira, não?
Jared Diamond pode propor soluções energéticas e urbanísticas, no que está certo, mas sua avaliação sobre história e economia é, no mínimo, sofrível, um show de horrores intelectual. É a mesma conversinha paranóica desde a Conferência de Estocolmo em 1972 – a que precedeu a Eco’92.
“O legado do colapso pode estar contra nós...” Como um colapso deixa legado nos permitindo sobreviver? Há um contra-senso óbvio nesta frase. Tentaram terminar o programinha chupa-cabra com um toque de esperança, mas depois de tudo que disseram, esqueça.



[*] Referente ao programa “O Melhor do Nat Geo” de 12 de setembro de 2010, 21h30.

Thursday, August 05, 2010

Instituto Ludwig von Mises Brasil


Sobre o ambientalismo e a questão indígena leia:

Friday, December 25, 2009

Economia Verde



19-12-2009ESPECIAL

Todavía verde

El mercado del carbono en América Latina todavía tiene mucho que madurar, pero su potencial es enorme.

por Eduardo Thomson

Todavía verde


Orina,  heces y otros desperdicios de cerdo, también conocidos como “purines”. Eso es lo que hay dentro de una gigantesca “geomembrana” de grueso plástico negro, y que pareciera tener vida propia. Cubre el área de dos o tres canchas de tenis, y se mueve; o sea, lo hacen los gases dentro de ella. Es uno de los siete biodigestores de la empresa agroindustrial chilena Agrosuper, y el movimiento ondulante en su superficie es ocasionado por los gases emanados en el proceso de descomposición de cientos de miles de litros... de purines.
Parados a pocos metros, un ocasional vaho nos recuerda el contenido de esta gigantesca bolsa, aunque a poca distancia se divisan residencias, algo que difícilmente ocurriría en granjas porcinas normales en muchas partes del mundo, donde los purines se depositan simplemente en grandes piscinas a la intemperie. 
El propósito del biodigestor, ubicado en la localidad de La Ramirana, en la Sexta Región de Chile, unos 100 kilómetros al sur de Santiago, es justamente que el olor y el metano producidos por el proceso de descomposición, no escapen al ambiente. El metano –uno de los principales gases de efecto invernadero–es quemado, lo que libera CO2, el más famoso de los gases de efecto invernadero –aunque menos nocivo que el metano–, y el principal protagonista de este especial sobre el mercado de carbono en América Latina.
“Cerca de 1999, el directorio de Agrosuper nos dio una orden”, recuerda Carlos Andrés Vives, subgerente de asuntos corporativos de la empresa, mientras maneja una camioneta a otro centro de tratamiento de purines. “Nos dijo que fuéramos más allá, que viajáramos por todo el mundo viendo qué se hacía en el tratamiento de purines, y nos dimos cuenta de que no era mucho lo que había. Tendríamos que innovar”.
Fue así que llegaron a la idea de crear, además de los biodigestores, una serie de plantas de tratamiento de lodos activados, el mismo tratamiento que se hace para los residuos de ciudades –algo así como los “purines” humanos– y que separa el residuo sólido y depura el agua al nivel en que ésta se puede usar para riego agrícola. Agrosuper ahora opera ocho plantas del tipo en Chile y su iniciativa ha sido imitada en otros países. Sus emisiones de gases invernadero relacionados con producción de cerdo han sido reducidas en un 80%.
“El primer ministro de Dinamarca –uno de los mayores productores per cápita de carne de cerdo del mundo– visitó esta planta”, comenta Vives apuntando a la planta de lodos activos de La Ramirana, dentro de la cual hay máquinas agitando el líquido para que se oxigene y no emita metano (el cual es resultado de un proceso anaeróbico). “No podía creer que no tuviera olor. Y al mismo tiempo, en la planta, se reduce la emisión de gases de efecto invernadero totalmente a cero”.
Cuando se habla del mercado de carbono en América Latina, el caso Agrosuper sale al tapete una y otra vez, por lo novedoso de las técnicas y metodologías que debieron ser desarrolladas para crearla, y porque fue una de las primeras empresas en la región que, gracias a estos proyectos, pudo emitir bonos de carbono (conocidos en la jerga como CERs, o certified emission reductions, los que equivalen, cada uno, a una tonelada equivalente de dióxido de carbono). Éstas fueron compradas por empresas extranjeras que buscaban compensar sus propias emisiones de CO2.
Pero ante la pregunta de si vienen nuevas emisiones de CERs en el corto plazo, Vives confiesa que el proceso se encuentra relativamente en stand by. “Tenemos planes de elevar la producción de cerdos en Huasco (norte de Chile), lo que podría llevar a nuevas emisiones de CERs, pero todo está un poco a la espera de ver qué pasa con la crisis económica y, obviamente, con la próxima cumbre de Copenhague”.
El mercado de carbono en toda la región, al igual que Agrosuper, se encuentra en la misma postura de esperar y ver el resultado de Copenhague, donde algunos todavía mantienen la fe de que surgirá algún acuerdo al estilo “Kyoto–2” o, por lo menos, la base para un nuevo modelo global en años posteriores.
Pero el mercado como un todo está lejos de, por esto, mostrar parálisis. Cada vez más y más empresas, principalmente las grandes o subsidiarias de internacionales, están midiendo su inventario de emisiones de dióxido de carbono. Por ejemplo, el número de empresas que participaron en el proyecto voluntario conocido como Carbon Disclosure Project, se duplicó del 2008 al 2009, de 1.400 a más de 3.000. Además, el concepto de huella de carbono de productos se está repitiendo en la prensa de toda la región, y basta hablar con cualquier vitivinícola chilena o argentina para ver la importancia que dan al tema. Al mismo tiempo, el mercado voluntario de carbono (aquel que no se rige por las reglas del “Mecanismo de Desarrollo Limpio”, o sea, las bases sentadas en el Protocolo de Kyoto, y en el que empresas, instituciones y hasta individuos, como bien dice el nombre, pueden participar voluntariamente neutralizando sus emisiones de dióxido de carbono) sigue creciendo en número y volumen de transacciones.
Las empresas se han dado cuenta de que el mercado de carbono será vital a futuro, ya sea para ganar dinero, para no perder mercados, o como un recurso de imagen pública. Y si su empresa todavía cree que esto es una simple “moda”, es probable que dentro de pocos años el gobierno lo fuerce a hacerlo, ya que tarde o temprano todos los países del mundo (y eso incluye a América Latina) tendrán, lo quieran o no, metas de reducción de emisiones. El debate es cuándo y cuánto.
Nubosidad parcial. El mercado de carbono no es fácil de entender a buenas y primeras. El protocolo de Kyoto, firmado en 1997 y que entró en vigencia recién en febrero de 2005, sentó las bases en el que un listado de países, incluidos en el Anexo I, se comprometían a reducir sus emisiones de gases de efecto invernadero en un 5,2% para 2012 usando 1990 como año base, con la meta de frenar el proceso de calentamiento global. Para eso se implementó un sistema de transacciones cap and trade, el cual fija metas de reducción para los países, y un sistema de compra, por parte de empresas y fondos en países desarrollados, de bonos de carbono a través de uno de los dos mecanismos flexibles, el Mecanismo de Desarrollo Limpio (MDL) y el de Implementación Conjunta (IC). Estos bonos son emitidos, por ejemplo, por proyectos de energía renovable, captura de gases o reconversión de plantas por combustibles con menores emisiones de gases de efecto invernadero; una forma para que el mundo desarrollado financie el paso del mundo en desarrollo a nuevas formas de energía limpia.
Pero la Unión Europea quiso llevar la delantera en el tema del cambio climático. En 2005 entró en funcionamiento el sistema EU ETS (European Union Emission Trading Scheme), que es hoy el principal mercado de bonos de carbono del mundo, con 4.500 empresas y 12.500 fuentes de emisiones obligadas a cumplir metas de reducción de CO2. Este mercado concentra aproximadamente el 70% del volumen de transacciones de bonos de carbono, mientras que Kyoto representa el 25%, cuenta el abogado experto en temas ambientales Arturo Brandt, senior project manager de GEQ Chile y consultor de la firma de abogados Vial y Palma. En términos de montos transados, en 2008, el ETS movió unos US$ 94.971 millones, mientras que Kyoto representó aproximadamente US$ 21.700 millones.
Para saber dónde está el 5% restante, hay que recordar que el principal emisor de gases de efecto invernadero del mundo, Estados Unidos, con George Bush a la cabeza, nunca ratificó Kyoto, lo que lo dejó fuera del funcionamiento del MDL. Eso explica que, en cierta forma, uno de los principales actores en el  surgimiento de un mercado voluntario de compensación de emisiones haya sido justamente Estados Unidos, o por lo menos los segmentos más climáticamente conscientes de ese país. De hecho, uno de los principales mercados para la transacción de bonos de carbono voluntarios en el mundo es el Chicago Climate Exchange, en el cual muchas empresas de América Latina, como Aracruz Celulose, Masisa y  Suzano Papel e Celulose, han comerciado bonos. Según un estudio de la consultora New Carbon Finance sobre el volumen del mercado voluntario, el monto total de transacciones en 2008 fue de sólo US$ 705 millones, aunque un aumento de casi 110% frente a los US$ 335 millones de 2007. Cerca del 50% correspondió a transacciones en el mercado de Chicago, y la otra mitad a operaciones over–the–counter, o sea, fuera de algún mercado establecido. Un monto ínfimo en comparación con otros mercados de carbono, pero que está creciendo mucho y representa una gran oportunidad. América Latina aún pesa demasiado poco –el 2008, sólo un 4% de los montos se originaron de la región–, pero seguirá creciendo.
Diversos actores en América Latina están apostando sus fichas con fuerza al mercado voluntario. Es el caso de Stefano Merlin, director de la consultora ambiental brasileña SocialCarbon, un joint venture entre la europea CantorCO2e y el Instituto Ecológica de Brasil. Él explica que el mercado voluntario, aunque mucho más pequeño que el MDL o ETS, tiene muchas más oportunidades del punto de vista de la rapidez. “En promedio, un proyecto que desea emitir VERs (voluntary emission reductions) puede tomar unos ocho meses el proceso en total, mientras que en el MDL puede tomar varios años”, comenta. Para que un proyecto de energía renovable sea recibido por el MDL, debe ser aprobado por una autoridad nacional designada por las Naciones Unidas y por un mismo panel de las NU, lo que puede hacer que el proceso tome dos o tres años, lo cual hace que el proceso se encarezca enormemente.
De hecho, Agrosuper ha experimentado estos retrasos. “Todavía estoy en el proceso de evaluación de proyectos que están listos desde hace dos o tres años para emitir CERs”, dice Carlos Andrés Vives. “Pero el cuello de botella ante la comisión que aprueba el MDL es enorme”. ¿Emitir entonces instrumentos en el mercado voluntario es la solución? “Ese mercado tiene mucho que madurar y mejorar todavía”, contesta.
Cuestión de querer. Hay gente que está trabajando en pos de que esta maduración ocurra. Recientemente, la Fundación Chile, una entidad público–privada, y la firma chilena de servicios financieros Celfin, anunciaron la creación de una bolsa de carbono en Chile. Su intención, una vez que entre en funcionamiento en 2010, es ofrecer una plataforma estable, con sistemas de medición y validación probados, a aquellas empresas que quieran comprar bonos de carbono en el mercado voluntario y, si es posible, también atraer a actores de otros países de la región. “El potencial que vemos es que para el 2040, sólo con empresas chilenas, podríamos ver un volumen anual de unos US$ 4.000 millones”, explica Aldo Cerda, gerente de Bosques, Industrias, Construcción y Servicios Sustentable de Fundación Chile. “Si logramos atraer empresas de fuera del país, el potencial es ilimitado”.
Además, el consenso es que es un mercado que está recién naciendo. “Los proyectos de reducción de carbono para el mercado voluntario son todavía escasos en Latinoamérica, pero a medida que haya más conciencia en las empresas y en los gobiernos sobre la necesidad de efectuar una transición a una economía baja en carbono, el mercado voluntario va a cobrar más importancia, en particular, por las trabas que puede presentar el MDL” , comenta desde Buenos Aires el abogado experto en temas ambientales Marcelo Slonimsky, de la firma Baker McKenzie.
El colombiano Marco Monroy, presidente de la consultora ambiental MGM Innova, concuerda: “Estamos en los inicios aún en la concientización de las empresas en el tema de huella de carbono. Además, la crisis ha hecho que sea un tema secundario, pero cada vez veremos más el tema de reducir emisiones o compensar con reducciones del mercado voluntario”, comenta.
Uno de los atractivos del mercado voluntario over–the–counter es una diferencia entre los compradores con el MDL y el ETS, o la misma Bolsa de Chicago. Un comprador del mercado de cumplimiento está tras el commodity del carbono; aquel que le permita cumplir con las metas que la autoridad le fija de reducción o compensación. En cambio, en el mercado voluntario OTC, los compradores están más interesados en las características sociales o ambientales sobre el proyecto mismo que están financiando. Quieren saber si, por ejemplo, el proyecto además de reducir emisiones de carbono, permite elevar el nivel de vida de una comunidad local. Y eso se puede reflejar en el precio que el comprador está dispuesto a pagar, explica Merlin, de SocialCarbon. De hecho, SocialCarbon ha desarrollado su propia metodología de evaluación de proyectos que incorpora un aspecto social, además del meramente de emisión de CO2 –entre sus clientes están Natura Cosméticos, Petrobras, Greenpeace y el Banco Mundial.
Por ejemplo, el precio del bono de carbono “Kyoto” está cerca de los 15 euros. En la Bolsa de Chicago, ese precio puede estar a menos de US$ 0,15 (esto se debe, según Aldo Cerda de Fundación Chile, a que la metodología que esta bolsa ha usado para aceptar proyectos ha sido ampliamente criticada por no ser “adicional”, es decir, son de bonos emitidos relacionados a proyectos que se habrían desarrollado de todas maneras, incluso sin una emisión de VERs, por lo que no son valorados por los potenciales compradores). En cambio, según un estudio elaborado por New Carbon Finance y Ecosystem Marketplace, el precio del VER en el mercado OTC, en 2008, varió entre US$ 1,20 y US$ 46,90 por tonelada de CO2 equivalente. Con esa variabilidad, nadie puede decir que estamos frente a un commodity.
Las multilaterales también se están sumando a la fiesta voluntaria. Por ejemplo, la Corporación Andina de Fomento está trabajando en el diseño de un nuevo fondo de inversión, que seguirá asesorando e invirtiendo en el desarrollo de proyectos tanto del MDL como del mercado voluntario. Ubaldo Elizondo, ejecutivo del área ambiental de la CAF en México, comenta que la CAF ha obtenido créditos de carbono por algunos proyectos de transporte en la región, como el Transmilenio en Bogotá y sigue trabajando en proyectos de tratamiento de agua y captura de metano para el mercado voluntario.
Para los expertos del sector, además de la mejora en imagen o en responsabilidad social corporativa, hay otros beneficios por invertir en el mercado de carbono. Ya sea para una empresa que mide su inventario, o una empresa que está considerando emitir VERs, ambos procesos llevan a mejoras en eficiencia energética y a una mejora en la ventaja competitiva, explica el hondureño Jorge Barrigh, director para América Latina del administrador de fondos de inversión NatSource. “Las empresas tienen en sus manos un activo ambiental que no tenían hace sólo unos cinco años”, explica. “Es un activo poderoso y se puede apalancar como ingreso adicional, mejorar los flujos de caja de los proyectos, atraer nuevas tecnologías e incentivar el crecimiento de áreas de conocimiento nuevos”. Barrigh agrega que, según un estudio del Banco Mundial, un dólar invertido en finanzas de carbono, apalanca US$ 3,80 adicionales de inversión.
Caveat Emptor. La brasileña Heloísa Schneider, quien trabaja en la unidad de desarrollo agrícola de Cepal, hizo un experimento personal. Se metió en varias calculadoras de huella de carbono en internet, o sea, páginas web que sirven para calcular las emisiones de dióxido de carbono de, por ejemplo, una casa durante un año por su consumo de energía, o de un viaje de negocios. Estas calculadoras ofrecen a la gente la posibilidad de comprar offsets, o sea, bonos de carbono en el mercado voluntario, y el dinero irá al desarrollo de algún proyecto de reforestación, energía renovable, etc.
“Usé varias calculadoras para un mismo evento: un supuesto viaje de negocios”, comenta. “Pero la diferencia de información que te solicitaban era abismante. En una calculadora simplemente me preguntaban el origen y destino del vuelo, mientras que en otras calculadoras pedían el número de vuelo, modelo del avión y qué combustible usaba, en qué clase volé, cuántas maletas porté. Y como resultado, ¡arrojaron cifras de emisiones de carbono completamente distintas!” Y éstos no eran sitios cualquiera: cobraban dinero.
Nadie está diciendo que el mercado voluntario sea perfecto. Pero tiene el potencial de mejorar e institucionalizarse, justamente para que casos como el descrito por Schneider dejen de ocurrir, o por lo menos arrojen cifras similares. El primer problema es que hay que estandarizar metodologías de medición y verificación, tanto del mismo inventario de emisiones de gases de las empresas, como de las mediciones en los proyectos que desean emitir bonos de carbono.
Gary Hufbauer, economista del Peterson Institute for International Economics, un thinktank en Washington DC, ha estudiado el tema del mercado de carbono y su efecto en el comercio internacional. “No tengo dudas de que los mercados de carbono seguirán creciendo en todo el mundo, sea lo que sea que pase en Copenhague o posteriormente”, comenta, pero cree que el despegue definitivo no vendrá hasta que haya una mejor estandarización de las metodologías de medición. “Un reciente estudio de la Organización para la Cooperación y Desarrollo Económico (OCDE), contabilizó más de 20 metodologías de medición de inventarios de carbono; y en algunos casos los resultados arrojaban diferencias de hasta cuatro o seis veces”, agrega.
Aquellos que apuestan a que el mercado puede arreglar este tipo de entuertos por su cuenta, apuntan al hecho de que en 2008, uno de los estándares más usados para calcular emisiones de VERs, el Voluntary Carbon Standard, o VCS, comenzó a acaparar el 48% del mercado. “En 2009, la participación de mercado del VCS se ha elevado por sobre el 96%”, explica Merlin, de SocialCarbon, desde São Paulo. En cuanto a medición de inventarios de carbono, dice que la metodología que más se está imponiendo es la del Green House Gas Protocol, o GHG Protocol. Otro también usado es el PAS 2050, desarrollado por el gobierno del Reino Unido y la organización público-privada CarbonTrust, que ha sido usado para medir huellas de carbono. Puede que no sean las mejores mediciones, pero son las que la mayoría está comenzando a usar.
Pero no sólo hay que estar atento a que las mediciones estén bien hechas o las metodologías sean las apropiadas. Un estudio del diario Financial Times, en 2007, reveló que se han gastado millones en proyectos que tienen al final poco o ningún beneficio ambiental. En algunos casos, se paga por emisiones que al final nunca se concretan. El FT menciona que el banco HSBC, que neutralizó sus emisiones de carbono en 2005, prefirió eludir el mercado y financiar directamente el desarrollo de un proyecto.
Nuevas barreras. Charles Komanoff siempre anda en bicicleta. Como ambientalista acérrimo, lo ha hecho durante gran parte de sus más de 60 años de vida, comenta al teléfono desde Nueva York. Por eso es que le duele estar, en cierta forma, coqueteando con un enemigo que de seguro maneja una SUV.
Komanoff es uno de los directores del Carbon Tax Center, una organización que busca que el proyecto de ley Waxman–Markey en Estados Unidos, que fijaría un sistema cap–and–trade, fracase en el Congreso y, a cambio, se instituya un impuesto a las emisiones de carbono. Argumenta que un sistema “de mercado”, o por lo menos el que se propone en el proyecto de ley en discusión en el Senado, no es lo suficientemente ambicioso.
“Me encuentro en la cama junto con aquellos que niegan la existencia del calentamiento global y que por eso quieren que el proyecto de ley fracase”, dice. “Ellos lo encuentran una traba al desarrollo, nosotros como demasiado débil”. Para él, lo mejor sería un impuesto global a las emisiones de dióxido de carbono, y mientras más parejo mejor.
La clave es la palabra global. Organizaciones como el Carbon Tax Center están empujando para que se tomen decisiones a nivel mundial de este tipo, porque saben que si sólo un país tomara la decisión de cobrar un impuesto al carbono, perdería de golpe competitividad frente a otros países.
Y hay otras ideas de impuestos en el mundo relacionados con el carbono: Francia comenzará a cobrar un impuesto al carbono a todos sus habitantes, al tiempo que su Presidente, Nicolás Sarkozy, ha llamado por un impuesto fronterizo al carbono en la UE; y el mismo proyecto de ley Waxman–Markey contempla instituir aranceles fronterizos para compensar por lo que Estados Unidos pueda considerar como carbon inequities (injusticias de carbono). El destinatario claro del mensaje es China, el segundo mayor emisor de gases de efecto invernadero del mundo. Pero el debate nos afectará a todos. “Esto claramente chocará con la OMC”, comenta Camilo Terranova, analista de New Carbon Finance, en São Paulo.
“Nos quieren decir que si América Latina no acepta metas de reducción de gases, entonces que se prepare”, explica desde Berlín el mexicano Francisco Grajales, quien se encarga de las compras de bonos de carbono para la empresa energética sueca Vattenfall. “Podría destapar una guerra arancelaria, pero dudo mucho que lo vayan a hacer”.
El tema de las metas de reducción de gases es un punto de contención fuerte en América Latina. México se ha impuesto metas voluntarias de reducción de emisiones de 50% para 2050, y Brasil recientemente anunció un objetivo de reducción de hasta 19% para 2020. Chile se encuentra en la encrucijada de poder pasar a ser el primer país que forme parte de la OCDE y que no tenga metas de reducción. El gobierno dice que no debe tener, pero off the record, muchas fuentes comentan que algún tipo de restricción eventualmente tendrá.
“Chile debería tener una postura proactiva, como la de México”, comenta José Eduardo Sanhueza, consultor ambiental y quien ha acompañado a la delegación chilena a la misma cumbre de Kyoto. “México ha dicho que se pondrá límites, pero también ha dicho que podría hacer mucho más si le transfieren tecnología y fondos”.
Copen-Nada. Ante todo esto, hay un dato que no es para nada menor: la tendencia de emisiones de gases de efecto invernadero en el mundo no se ha revertido desde la firma del Protocolo de Kyoto, sino todo lo contrario: ha seguido su senda ascendente. En comparación con 1990, al 2007 las emisiones de gases de efecto invernadero habían subido un 37%, China las aumentó un 153% y Estados Unidos un 17%. Pero eso no significa que Kyoto haya sido una pérdida completa de tiempo. Los países en el anexo I redujeron emisiones en el mismo período un 17%.
Por eso la Cumbre de Copenhague es tan importante, o por lo menos lo era, hasta que los mismos gobiernos desarrollados dijeron que no se llegará a ningún acuerdo final, sino que servirá más como una base para acuerdos posteriores. Pero eso no quiere decir que el mercado de carbono desaparecerá de un momento para otro.
“Me extrañaría mucho que algo así ocurriese”, comenta el economista español Carlos de Miguel, oficial de asuntos ambientales en la Cepal. “Un sistema de cap and trade es un mecanismo eficiente para asignar recursos, da flexibilidad y permite mayores eficiencias. Lo que creo que veremos es que se trate de avanzar en mejorar el sistema MDL, por ejemplo, en los temas programáticos –el MDL programático es la propuesta de que empresas medianas y pequeñas de la misma región o sector industrial puedan unirse para hacer un solo proceso de emisión de CERs, lo que servirá para agilizar y abaratar costos.
En tanto, los gobiernos de América Latina harían bien en tratar de acelerar procesos similares al programático. Es en las empresas medianas y pequeñas donde falta aún concientizar mucho respecto del calentamiento global, y la existencia de alguna instancia gubernamental que asesore, financie y desarrolle a varias empresas al mismo tiempo y de una misma región o sector para que emita CERs o VERs.
Será un buen entrenamiento para cuando eventualmente los países de América Latina tengan que reducir sus propias emisiones. Recuerden, no es un tema de si lo tendrán que hacer, sino de cuánto y cuándo.


Friday, December 04, 2009

Monday, July 27, 2009

A mega-bolsa

Interessante que, com relação ao artigo "Amazônia: Londres promove 'desenvolvimento evitado'"[1] se diga que:

“Nenhum desses países pode resolver sozinho o problema do desmatamento, pois, frequentemente, ele é causado pela demanda de países desenvolvidos por óleo de palma, carne e soja. O ponto aqui é que todos nós - o mundo todo - estamos juntos nisso e é por isso que, juntos, precisamos garantir que todas as medidas necessárias [para conter o desmatamento] sejam empregadas. (...)”

Mas, se proponha como alternativa o mercado de créditos de carbono. Em uma realidade nacional na qual já nos habituamos à diversos tipos de “bolsas” (bolsa isto, bolsa aquilo), nada “melhor” do que esta mega-bolsa-global. Por favor, não me entenda mal, por vezes carrego na ironia.

Comentando com amigos interessados no tema, dizíamos que uma das melhores formas de desenvolver a região amazônica (assim como várias outras) e que pressiona menos o ambiente e seus ecossistemas consiste na própria urbanização. E este é um ponto particularmente interessante, na medida em que os ambientalistas mais utópicos e, por conseqüência, menos pragmáticos vêem na urbanização não uma das soluções, mas sim o símbolo de decadência e caos.

Ora, a urbanização implica em menores densidades no meio rural e menor dependência direta de culturas extensivas predatórias. Se me permite utilizar a própria terminologia deles, o que é mais sustentável é justamente a modernização tecnológica, tão “limpa” quanto possível, mas que não prescinda da indústria e exportação, bem como produção destinada ao mercado interno. Isto é bem melhor do que qualquer “esmola global”.



[1] Acessado em 27 de julho de 2009.

Tuesday, September 09, 2008

Poluição atmosférica


Cada problema resolvido tem como resolução a criação de outro problema. Este é o caso da poluição atmosférica em Londres que até 1930 ceifava a vida de mais de 64.000 pessoas por ano. A solução para o problema foi ‘deslocada’. No caso, os britânicos construíram chaminés altíssimas por onde a poluição era emitida e dispersa por centenas de quilômetros. O smog (smoke + fog) ia parar na Escandinávia ocasionando a famigerada chuva ácida.

O que se vê é que a solução inicial se torna um problema posterior. Mas, a questão não termina aí... Como este impacto ambiental se dava além fronteiras se tornou um problema de estado. Urgia, portanto, uma solução ao novo problema. Se não definitiva, ao menos mais eficaz, o que foi alcançado com a colocação de filtros nas chaminés.

O subproduto destas é a pasta de enxofre, que quando removida constitui grave ameaça à saúde. Visto isso ficamos com a sensação ruim e pesarosa de que o gênero humano não tem jeito mesmo. Mas, o que faltou dizer, é que a proporção de mortes entre um tipo de impacto e outro: enquanto que mais de 64.000 morriam todos os anos com chaminés sem filtros no Reino Unido, depois de sua adoção, as mortes por câncer causadas pelos depósitos de pasta de enxofre eram uma a cada meio século.

Isto mesmo, a tão letal pasta de enxofre, o resíduo da poluição é pouco incidente por que não é jogada ao deus dará na natureza, mas acondicionada em local apropriado. Esta é a questão: estamos melhorando muito em relação ao meio ambiente, embora não tenhamos atingido a perfeição.


Baseado em Lomborg, 2002, pp. 13-14.

Sunday, September 07, 2008

Colapso mental


Jared Diamond... Mais um embusteiro?



Pois é... Jared Diamond escreveu um livrão que aponta a decadência de uma das ilhas do Pacífico por sua suposta hiper-exploração de recursos naturais.

Engraçado como o mesmo não aconteceu com outras centenas de ilhas daquele oceano. Estranho criar uma regra a partir da exceção...

Jared Diamond e Thor Heyerdahl criaram o mito do colapso ambiental na Ilha de Páscoa.

A tese é de que a super-exploração ao desmatar a ilha os impediu de obter matéria-prima para suas canoas e pesca. Consequentemente, a fome levou a guerra civil e ao canibalismo.

Na verdade, a coisa é bem mais simples do que tudo isto...

Quando os europeus descobriram a ilha em 1722, com seus navios baleeiros em busca de água e alimento, também procuravam mulheres. As DSTs se disseminaram.

Mais tarde, em 1805, a escuna americana Nancy raptou escravos; em 1862, foi a vez do Peru. Após protestos internacionais, 100 sobreviventes foram repatriados e com eles, vieram a varíola e a maioria dos nativos morreu.

Em 1870, europeus forçaram os nativos a entrar nos navios queimando suas plantações.

O Chile colocou os poucos nativos remanescentes num campo de concentração em 1888, após a anexação da ilha.

Quando os holandeses aportaram por ali, em 1722, as choças nativas estavam cobertas com folhas de palmeira. Como, se não havia mais árvores no século XV, segundo Diamond?

Embora Diamond diga que havia trimoras (árvores locais) no século XV, para construção de pequenas canoas, as estátuas ainda eram transportadas no século XIX.

Neste mesmo século houve epidemia de sarampo, o que não impedia os ilhéus de cultivarem bananas, batatas e cana-de-açúcar. A ilha ainda tinha lagos com solos ricos nas margens que nunca foram cultivados.

Ah... Mas, não tinham canoas para a pesca! O oficial da marinha americana W. S. Thomson que viveu por lá em 1890 relatou que as lagoas eram repletas de lagostas e caranguejos. Nas praias havia tartarugas marinhas, ou seja, ovos e carne. Entre os artefatos dos locais havia anzóis de pedra e osso, redes de pesca de amoreiras... Adotavam as temporadas de pesca para evitar a pesca predatória.

Nunca foi provada a existência de 3.000 ilhéus, como diz Diamond. E as guerras eram rotina, com ou sem fome.

A única “prova” de canibalismo foi dada pelos missionários que precisavam arranjar uma boa justificativa para “salva-los da degradação”.

O “eco-colapso” de Diamond é história pra boi dormir quando sabemos que, de concreto, houve escravidão, sífilis, varíola, campos de concentração todos documentados.

O problema da ilha nunca foi ecológico, mas puramente econômico.

Saturday, September 06, 2008

Commodities e meio ambiente



Lester Brown do Worldwatch Institute (WWI), sofismou ao concluir a queda da produção agrícola entre 1990 e 1993 como conseqüência do limite ao desenvolvimento fisiológico das espécies cultivadas. No período analisado ocorreu a desintegração da URSS que teve reflexos na desestruturação de sua economia.

Fez o mesmo com as exportações de mercadorias entre 1980 e 1983, sem avaliar as exportações de serviços que cresceram no mesmo período. As razões da queda não são ecológicas, devido a um esgotamento natural dos recursos, mas sim políticas devido a 2ª alta do preço do barril de petróleo.


Adaptado de Bjørn Lomborg, O Ambientalista Cético. Rio de Janeiro: Campus, 2002, pp. 9-10.

Saturday, February 23, 2008

Efeitos de 1972

O colonialismo cessou na África nos anos 60, embora ainda tivesse alguns espasmos nos 70 (Moçambique e Angola) e nos 90 ainda existiam países ocupados como o Saara Ocidental (e disputados pelo Marrocos e Mauritânia). No entanto, inimigos menos visíveis como a malária ainda continuam a ceifar a vida de milhares de crianças em países como a Uganda.

Países integrantes do G-8 já se comprometeram a lutar contra esta epidemia controlando esta doença. Após meio século desde que a doença foi extirpada no Ocidente, ainda temos 10 milhões de infectados e 100.000 mulheres e seus filhos mortos todos os anos. Mas, o combate à doença pulverizando inseticidas ainda é caro demais.

Além disso, grupos de ecologistas baniram o uso de DDT do cenário mundial após a Conferência de Estocolmo em 1972. São justamente os países nórdicos, os mais contrários ao uso deste inseticida. Também pudera, eles estão longe da área endêmica...

A aplicação do DDT é feita nas paredes das residências porque depois de picar, o mosquito pousa nelas. Assim, a droga não entra na cadeia alimentar do ecossistema.



Sunday, February 10, 2008

Os Ecochatos

por Alan Neil Ditchfield


Ecologistas não são cientistas; são ativistas políticos com suas próprias agendas de interesses pecuniários, a busca do poder para propósitos nem sempre defensáveis ou confessáveis. Ouvi recentemente, com espanto, a entrevista de representante do movimento Friends of Earth, que condenava com veemência o desmatamento da floresta Amazônica para plantar soja. Ora, seria péssimo negócio derrubar floresta para este fim; o clima da planície amazônica é por demais quente e úmido para cultura de grãos, seu solo não suporta tal atividade, e as pragas são hostis à soja. O tal ecologista talvez ignore em que continente fica o rio Amazonas, mas certamente desconhecia a lavoura sobre o qual estava a falar. Em outra manifestação ecologistas denunciaram a pavimentação de duas rodovias, essenciais ao escoamento de safras produzidas em terras de cerrado do planalto de Mato Grosso do Norte e a construção de um gasoduto para aproveitar reservas de gás natural no oeste da bacia amazônica. São campanhas tão nocivas à coletividade que é hora de investigar, a nível policial ou parlamentar, as possíveis ligações de tais entidades não governamentais com o crime organizado.


Campanhas ecológicas estão a pestear o ambiente como epidemia de amplitude global. Há trinta anos um americano tinha razoável expectativa de ficar fora da cadeia se pautasse sua vida segundo os dez mandamentos. Hoje nem tanto; até a Madre Teresa de Calcutá correria o risco de condenação por crime contra o meio ambiente; sua cidade carece de condições sanitárias. Nos Estados Unidos, neste período, a fúria legiferante sobre o tema trouxe aumento de 50% no número de crimes puníveis com pena de prisão.


Os despropósitos estão a enriquecer o anedotário. Um amigo meu esperou por quase ano pelas formalidades que autorizavam o início de funcionamento de sua firma editora, instalada num canto de seu escritório profissional. Boa parte desta demora passou-se à espera de pronunciamento das autoridades de meio ambiente; após longa deliberação seu douto parecer declarou que firma com o acervo de mesa, cadeira e computador não ofereceria risco à cidade de Curitiba.


O que segue é uma intimação recentemente enviada pelo Departamento de Qualidade Ambiental, do Estado de Michigan, a um homem chamado Ryan DeVries. A resposta do cidadão é gaiata, mas é preciso ler a carta do órgão público para saborear a resposta.


_________________________
INTIMAÇÃO


ASSUNTO: DEQ Processo No.97-59-0023; T11N; R10W, Setor. 20; Município de Montcalm


Prezado Sr. DeVries:


Chegou ao conhecimento do Departamento de Qualidade Ambiental que houve recente atividade não autorizada na propriedade supracitada. Foi apurado que V.Sa. é o proprietário legal e/ou construtor responsável pela seguinte obra não autorizada:


Construção e manutenção de duas represas com entulho de madeira no sangradouro da Lagoa Spring. É exigida licença prévia para iniciar obra deste tipo. Exame dos arquivos do Departamento mostram que nenhuma licença para tanto foi emitida. O Departamento conclui que esta obra viola o disposto no Artigo 301, Lagos Interiores e Riachos, da Lei 451 de Recursos Naturais e Proteção Ambiental, Atos Públicos de 1994 Seções 324.30101 a 324.30113 publicados no Diário Oficial de Michigan.


O Departamento foi informado de que uma ou ambas represas romperam durante recentes chuvas, causando danos e inundação à jusante das localizações. Achamos que represas desta natureza são inerentemente perigosas e sua construção não deve ser permitida. O Departamento então ordena que V.Sa. cesse e desista de todas as obras nesta localização, e restabeleça o fluxo de águas à condição livre removendo toda a madeira e entulho que formam as represas. Todo o trabalho de restauração deverá ser completado o mais tardar até 31 de janeiro de 2003.


V.Sa. deverá notificar este órgão quando a restauração foi completada para que uma vistoria do local possa ser programada por nosso pessoal. A falta de atendimento a este pedido ou qualquer atividade adicional no local, sem autorização, obrigará encaminhamento deste caso à ação em instância superior.


Apreciaremos sua cooperação plena neste assunto.


Sinta-se à vontade para me contactar neste escritório se tiver qualquer dúvida a esclarecer.


Sinceramente, David L. Price

Representante Distrital da Divisão de Administração de Terras e Águas



RESPOSTA DO CIDADÃO
Re: DEQ Processo No. 97-59-0023; T11N; R10W, Setor. 20; Município de Montcalm.


Prezado Sr. Price,


Acuso recebimento de sua carta registrada, com data de 17 de dezembro de 2002. Sou o proprietário do terreno mas não o construtor das obras em 2088 Dagget, Pierson, Michigan.


Sem autorização do governo, um casal de castores está a construir e manter duas represas de “entulho de madeira" no sangradouro de minha Lagoa Spring. Porquanto não tenha pago, autorizado, nem supervisionado as obras de represa, penso que os castores ficariam muito ofendidos ao ouvir seu uso hábil de materiais da natureza designado como entulho. Desafio seu departamento a tentar emular seu projeto de represa a qualquer tempo ou em qualquer lugar de sua escolha. Posso seguramente dizer que de nenhum modo V.Sas. poderão igualá-los em sua habilidade em construção, em sua desenvoltura, engenhosidade, persistência, determinação e dedicação ao trabalho.


Sobre seu pedido, não penso que os castores estejam cientes do imperativo de requerer licença antes de iniciar obra de represa. Minha perguntas são: (1) Se V.Sas. estão a discriminar contra castores na minha Lagoa Spring ou (2) Se V.Sas. têm exigido que todos os castores deste Estado façam requerimento de autorização de obra de represa.


Se V.Sas. não estiverem discriminando contra estes castores em particular peço, nos termos da Lei de Liberdade de Informação, cópias completas de todas essas outras licenças de represas de castor já emitidas. Talvez apuraremos se realmente há violação do Artigo 301, Lagos Interiores e Riachos, da Lei 451 de Recursos Naturais e Proteção Ambiental, dos Atos Públicos de 1994 Seções 324.30101 a 324.30113 do Diário Oficial de Michigan.


Tenho várias indagações a fazer. A primeira é se castores têm direito a assistência jurídica. Os castores da Lagoa Spring são indigentes e impossibilitados de pagar por tal representação, assim o Estado terá que lhes proporcionar um advogado de represa. A alegação do Departamento de que uma ou ambas represas ruíram durante recente chuva causando danos e inundação é prova de que esta é uma ocorrência natural que o Departamento tem obrigação de proteger. Em outras palavras, deveríamos deixar em paz os castores da Lagoa Spring , em lugar de os hostilizá-los e desmerecer suas represas.


Se V.Sas. quiserem o curso d’água restabelecido à condição de livre fluxo comuniquem-se com os castores, e possivelmente prendê-los por não estarem atentos à sua intimação, de vez que não podem ler texto em inglês.


Em minha humilde opinião, os castores da Lagoa Spring têm direito a construir represas sem autorização, enquanto o céu for azul, a grama for verde e a água fluir a jusante. Eles têm mais direito do que eu de viver e desfrutar a Lagoa Spring.


Para fazer jus ao nome, o Departamento de Recursos Naturais e Proteção Ambiental deveria zelar pelos recursos naturais (castores) e pelo ambiente (represas de castores). Os castores e eu aguardamos a ação em instância superior. Por que esperar até 31 de dezembro de 2003? Até lá os castores de Lagoa Spring estarão sob o gelo da represa e de nenhum modo V.Sa. ou seu pessoal poderá contactar ou persegui-los.


Para finalizar, eu gostaria de trazer à sua atenção um real problema ambiental (de saúde) na área. São os ursos!


Os ursos estão a defecar em nossos bosques. Creio que V.Sas. deveriam estar perseguindo os ursos defecadores e deixar em paz os castores. Se V.Sas.quiserem vistoriar as represas de castor, devem olhar onde pisam. (Os ursos não escolhem onde defecam). Estando impossibilitado obedecer seu pedido, e de o contactar via seu sistema automático de atendimento de chamadas telefônicas, encaminho esta resposta a seu escritório.


Agradecidos,

Ryan DeVries & Castores

Monday, November 12, 2007

Precisamos de mais energia



Relatório diz que fontes atuais são suficientes para próximos 40 anos


Em tempos de obscurantismo global, no qual ambientalistas de todo o mundo se unem para barrar o avanço tecnológico, o recente relatório da ONU que prevê a necessidade de duplicação da produção energética mundial para 2050 é um bom sinal.


Um exemplo de desinformação ingênua a que me refiro se encontra na "Agenda Elétrica Sustentável 2020" do WWF lançada em setembro de 2006:


"O estudo prevê economia de R$ 33 bilhões para os consumidores, diminuição no desperdício de energia de até 38% da expectativa de demanda, geração de 8 milhões de empregos, estabilização nas emissões dos gases causadores do efeito estufa e afastar os riscos de novos apagões se o cenário Elétrico Sustentável for aplicado no Brasil até 2020."


Ao que o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, questionou os índices utilizados para embasar a pesquisa, como taxas de crescimento e potencial energético de usinas hidrelétricas:




Não satisfeita em tomar esta bela paulada no cocoruto, a WWF envia uma carta aberta à EPE em 9/10/2006, respondendo as críticas e fazendo acusações ao presidente da empresa:


"Através deste comunicado público o WWF-Brasil e seus parceiros buscam esclarecer as dúvidas e rechaçar as afirmações feitas pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética do Ministério de Minas e Energia."


Mas, a EPE não se fez de rogada, enviando ofício em resposta à carta da WWF, em 19/10/2006.


"Inicialmente, manifesto minha surpresa pela carta aberta divulgada pelo WWFBrasil, que atribui a mim idéias que, absolutamente, não condizem com a verdade. É bastante estranha a visão de participação democrática dessa instituição, que pretende contribuir para o debate sobre o planejamento energético do país, mas não aceita críticas."


Não é uma delícia ver ignorantes que se fazem de doutos conhecedores da natureza apanharem de modo exemplar em público??