interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Friday, September 27, 2013

Favelas e violência

Pesquisa aponta relação direta entre fatores arquitetônicos e violência doméstica em favelas | IAB Brasil http://www.iab.org.br/noticias/pesquisa-aponta-relacao-direta-entre-fatores-arquitetonicos-e-violencia-domestica-em

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Pesquisa mostra que 68% das crianças de comunidades apanham dentro de casa - Jornal O Globo http://oglobo.globo.com/rio/pesquisa-mostra-que-68-das-criancas-de-comunidades-apanham-dentro-de-casa-10009897 via @JornalOGlobo

Wednesday, January 19, 2011

Chuvas e adaptação social


Impossível não levar esta correlação em conta: chuvas em Brisbane no sul de Queensland, Austrália, 800 mm de chuva em 13 dias, cuja densidade demográfica do estado é de 2,26 hab/km2, mas com um total de apenas 31 mortes nos estados de Queensland e Victoria; no Brasil, estado do Rio de Janeiro já são 730 mortos com mais da metade do índice pluviométrico de um mês ocorrendo em apenas uma noite em duas de suas cidades, Nova Friburgo e Teresópolis e lembrando que a densidade demográfica do Rio de Janeiro é de mais de 360 hab/km2; em agosto do ano passado, as inundações no Paquistão levaram a 1.600 mortes em um país cuja densidade demográfica é de mais de 196 hab/km2 no país como um todo.
Claro que só isto não explica o despreparo da sociedade civil, já que o comportamento social poderia ter evitado o grosso da tragédia ao não habitar áreas de risco... E se a densidade demográfica não é suficiente para eliminar o problema, ao menos reduz seu tamanho facilitando os trabalhos de remoção e adaptação social. Este é um dos pontos que não tem sido devidamente levado em conta.
...

Monday, July 26, 2010

Cidade Maravilhosa



(...)
Nas últimas eleições, até o Exército subiu os morros do Rio, mas não conseguiu evitar a ação dos bandidos, que impediam os candidatos sem o seu aval de fazer livremente sua campanha... 
A ação do Exército não funcionou mesmo. O reforço veio muito tarde, apenas três dias antes das eleições. Para ser efetivo, esse trabalho tem de ser duradouro e contínuo. Se o governo federal quiser dispor de seu efetivo noite e dia nas favelas, a partir de agora, serei o primeiro a aplaudir. Espanta como tanta gente por aí ainda não entendeu que estamos diante de um problema enraizado e de gravidade máxima. Suas origens estão fincadas na complacência das autoridades com o crime na cidade por décadas a fio. O que se vê hoje no Rio de Janeiro nada mais é que a versão moderna do velho coronelismo - só que com contornos mais nefastos. Basta dizer que, em alguns casos, o estado simplesmente não consegue entrar numa favela para fazer valer a Constituição.
(...)
Em O poder para os honestos




...

E aí, o que o Presidente do TRE do Rio de Janeiro disse é um absurdo? Eu entendo que vocês se indignassem se ele se manifestasse de forma chula, mas mudando a forma do que Stallone disse, qual seria o absurdo?




Tuesday, July 10, 2007

Rio de Janeiro, 2007: em guerra?


"É claro e bem sabido que a única fonte da guerra é a política... A guerra é simplesmente uma continuação da política com a adição de outros meios". (Carl von Clausewitz)
Já é lugar comum, há vários anos, a referência à situação do Rio de Janeiro como sendo de "guerra civil". A sensibilidade a esse tipo de "conhecimento", ou a origem de um senso comum generalizado em relação ao uso de tal expressão, talvez resida no fato de que as gangues ou facções de narcotraficantes do Rio de Janeiro, hoje em situação de enfrentamento direto ao Estado, utilizem: (i) armas e munições de emprego militar (inclusive artefatos explosivos e "armas pesadas" contrabandeadas ou desviadas das Forças Armadas); (ii) táticas de "guerrilha urbana" (incluindo o emprego oportunista, em relação ao ordenamento jurídico, de "soldados crianças e adolescentes"; bem como, as "balas achadas", técnica utilizada pelas facções criminosas durante os enfrentamentos, quando civis são alvejados propositalmente, como forma de agravar a pressão pela manutenção do "status quo"; (iii) ações de controle territorial que afetam a própria rotina da população, já sendo comum a determinação, pelo crime organizado, do fechamento de estabelecimentos comerciais e escolares locais.
Luciano Phaelante Casales é Professor Doutor (General de Exército da Reserva do Exército Brasileiro), Coordenador para Assuntos de Defesa do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF) de Brasília. George Felipe de Lima Dantas é Professor Doutor, Coordenador para Assuntos de Segurança Pública do NEDOP/UniDF. Luiz Carlos Magalhães é Professor Especialista (MBA em Gestão da Segurança Pública e da Defesa Social), Pesquisador Associado do NEDOP/UniDF.

Atualizado em ( 02/07/2007 )