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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Friday, October 25, 2013

PIB de grandes cidades americanas comparado a alguns países

The Brookings Institution, a think-tank, has assembled data on how America's metropolitan areas trade. It finds that America moved $20 trillion in merchandise in 2010, or more than 100% of GDP, if trade between cities is counted. The top 20 metros account for almost a third of the total. St Louis and Detroit are busier traders than the Netherlands, a famously seafaring nation http://econ.st/1aa5ob4

Wednesday, December 01, 2010

Solução para uns, ameaça para outros

Surge uma crise internacional para onde vai o governo de esquerda, como o de Zapatero na Espanha? Para o único meio de se tirar a economia da crise, atraindo o capital, isto é, com um programa de privatizações.
O resto é balela...

Spain and Ireland turn to privatisation
www.telegraph.co.uk
Spain and Ireland are set to launch large-scale privatisation programmes as they fight to preserve market faith in their turnaround plans.

E não demora, os mesmos métodos serão copiados na letárgica América Latina. Portanto, atenção redobrada sobre o foco de instabilidade regional que irá piorar sua situação, a Venezuela.
Se Chávez não cair, a tosca política do caudilho será culpar os outros, como de praxe tem sido e, uma “boa maneira de movimentar sua economia” concentrando poder passa pela militarização da sociedade. Mais uma vez, todo cuidado é pouco.
...

Friday, June 13, 2008

Leprechauns e paranóicos



Parece que não só os leprechauns têm exagerado no uísque e na Guiness, os teóricos da conspiração devem ter esvaziados os canecos antes...



A Irlanda votou ontem plebiscito que decide a aprovação do Tratado de Lisboa sobre as políticas econômicas de Bruxelas, assim como o aborto e a eutanásia.

Meu ponto aqui não é o tratado em si, mas sim as análises que o vêem como uma ameaça à soberania nacional, no caso a irlandesa.

Eu já visitei aquele pequeno país de cabo a rabo e o que mais vi nas estradas depois do asfalto recém colocado foi uma placa padrão que dizia “obra construída com recursos da União Européia”. Só ingênuos para não compreenderem como um país atrasado e pobre, atolado no lodo do tradicionalismo, pôde demonstrar tamanha pujança econômica atual.

Claro que eles fizeram suas reformas econômicas, sem dúvida! Mas, de onde se acha que vieram os recursos que estas reformas visaram atrair?

Só mesmo uma brutal ingenuidade para sustentar a crença de que este tipo de legislação mais liberal e permissiva à atração do capital se configura numa espécie de “autoritarismo europeu”. Só a completa ignorância para desconsiderar que a Irlanda utilizou um expediente de “guerra fiscal” à escala do estado-nação. O que prova que não existe uma submissão que os paranóicos querem enxergar num suposto “governo mundial”.

Se hoje em dia os ganhos econômicos de se integrar à União Européia parecem “arquievidentes”, nem sempre foi assim. À época de sua implantação, o empreendimento europeu era incerto e, só mesmo com a economia em frangalhos para se requerer a constituição de uma organização supranacional em detrimento do velho e seguro porto do nacionalismo. Mas, assim como não se pode levar o bônus sem carregar o ônus, não se pode ver o céu sem morrer...

Porém, acordos subentendem a aceitação de suas partes e, no caso, a U.E. não exerce “autoritarismo” algum, não porque Bruxelas não o deseje, mas simplesmente, porque não dispõe desta força. Querer nunca foi sinônimo de poder... A U.E. é tão “autoritária” que as lideranças dinamarquesas tiveram que fazer dois plebiscitos nos anos 90 porque no primeiro, o Tratado de Maastricht fora rejeitado pelos cidadãos dinamarqueses. A U.E. é tão “autoritária” que os espanhóis riram quando Copenhague quis proibir as touradas ou os bancos europeus quiseram que seus funcionários na Espanha deixassem a sesta e se adequassem ao padrão de seus horários. Evidente que não passaram tais determinações e a Espanha segue como uma das mais bem sucedidas economias européias. Aliás, ouso dizer que foi o país que melhor entendeu e se inseriu na globalização econômica mundial sem abdicar de suas particularidades culturais.

Não é tão simples assim o modus operandi da organização, nem “de cima para baixo” como vaticinam nossos “teóricos do globalismo”.

E arrisco a dizer que se fosse uma condição para sua permanência, acatar esta determinação de Bruxelas, Dublin se submeteria. Afinal, entre a realidade do atual “Tigre Celta” e o que passaram os irlandeses retratados por um “As Filhas de Ryan”, os cidadãos daquele país não devem ter dúvidas em optar pela primeira.

Porém, tal hipótese de um “jogo de soma zero político” sequer se configura. O que me impressiona não é o fato de que paranóicos descartem a realidade para fazer valer suas teorias conspiratórias. O que realmente me impressiona é que mesmo após os casos em que uma determinação de fora é rejeitada, provando que a U.E. não exerce a influência de que é acusada e, muito menos, uma suposta autoridade, mesmo assim se busca a confirmação de “autoritarismo!” Ora, qual autoritarismo se ela não é obedecida? Os dados são esfregados na ara do observador e, mesmo assim, a realidade não só é rejeitada como se tenta encaixa-la em uma hipótese ad hoc. Impressionante!

“Ideologias fast-food”, respostas rápidas e assimiláveis caem bem para aqueles que não têm compromisso com a refutação. Para esses é inadmissível que normas jurídicas do “superestado europeu” possam ser acatadas através de um plebiscito. Os teóricos do globalismo, na verdade, parecem não querer admitir que algo possa ser, democraticamente, aceito e implementado. Talvez, porque a democracia lhes pareça uma inconveniência...

Wednesday, February 27, 2008

"Finalidades" vs. Características






Quando um paranóico tenta encobrir a realidade ou, para ser mais humilde e generoso com o missivista, os dados que podem servir de base à especulações, ele vêm com "finalidade", "objetivo último" etc., ou seja, algo subentendido que você deveria saber, oras!


Eu gostaria imensamente de saber se ele tem a mínima noção de como a ciência básica e aplicada evolui neste país... Gringos presentes na Amazônia (e são centenas de pesquisadores) firmam convênios com nosso governo. Claro que não se trata de uma mera "ajuda", atividade filantrópica e tal. É uma via de mão dupla, antes de tudo. Como se trata de política de estado, guiada por Razões de Estado, bem ao contrário de uma suposição "globalista", na qual um dos agentes domina numa simplista "lógica de jogo de soma zero política" o outro trata-se, outrossim, de um acordo, quase que aos moldes do comércio externo. Mas, que ao invés de se dar, tão somente de empresa para empresa ocorre de estado com estado. Hoje em dia, cerca de 1/3 das drogas tem origem em fitoterápicos, muitos dos quais, das florestas tropicais do globo, especialmente nossa Amazônia.


Como aqui no Pindorama, a mentalidade esquerdista (mas, não somente ela...) e nossa "direita", que na verdade, apesar de todo "upload retórico" ainda teima em manter pressupostos nacional-desenvolvimentistas dignos de um Vargas ou Perón, a influência e troca de conhecimento com os pólos científicos mundiais ainda é, pateticamente, vista como "intrusão estrangeira", "ameaça externa" e outras bobagens correlatas.




A retórica de esquerda já minou uma direita que comprou o discurso do "globalismo" como ameaça, enquanto que, na realidade trata-se, na maioria dos casos, da boa e benfazeja Globalização.




De certo, quando a Natura firma acordo com os Caiapós, isto é visto como se fosse uma ameaça correlata e equivalente a um Putin no Cáucaso ou Otan nos Bálcãs. Fosse assim, a entrada da Irlanda na UE, que alçou este país a um dos melhores índices de desenvolvimento nas últimas décadas; ou antes ainda, a maciça entrada de multinacionais na península coreana sob consentimento de Seul, que levou o país a disputar e competir com a hegemonia japonesa na Ásia etc. são vistas como "globalismo", um anátema para os tolos protecionistas temerosos das inovações da aurora do século XXI.


Quando se fala das estúpidas e grotescamente elevadas taxas de crescimento cavalares do modelo chinês se esquece que não teriam direito à existência não fosse, justamente, pela mentalidade diametralmente oposta à que advogam os "anti-globalistas". Se o Brasil se rendesse (e já está passando da hora...) aos intentos "maléficos dos globalistas", nós já poderíamos ter ZEEs similares, com isenções fiscais atraindo filiais de laboratórios internacionais para nossa Amazônia gerando empregos e tecnologia.

Dirão ainda que a tecnologia não é nacional... Mas, eu lhes pergunto qual tecnologia é "nacional"? A dos americanos que se pautou, inicialamente, pela cópia da britânica? Ou a nipônica que copiou a americana no pós-guerra? Ou, no mesmo período, a importação de cérebros alemães pelos americanos? Ou a dos Tigres insuflada por capitais japoneses? Joguem fora, joguem no lixo... Adotemos um modelo não globalista e genuinamente nacional como o de UGANDA!


Numa estagnada América Latina, nada "melhor" do que barrar e objetar o pouco de bom que acontece regredindo à padrões africanos e "genuinamente nacionais".
Por razões diversas e aparentemente antagônicas, esquerda e direita xenófobas marcadas pelo signo do mito da "soberania nacional" ou "independência tecnológica" atentam contra a integração e desenvolvimento mundiais.

Monday, January 07, 2008

A ganância dos irlandeses


07/01/2008

John Murray Brown*


Há vinte anos, se podia contar nos dedos de uma das mãos quais eram os irlandeses autenticamente ricos. Hoje em dia, existem tantos ricos que nem mesmo os profissionais que administram fortunas conseguem acompanhar. O país tem tido um desempenho incrível.


Uma das conseqüências disso é que agora os irlandeses estão vendo a si próprios de uma forma diferente. A imagem de católicos humildes, mas poéticos vivendo à sombra dos empolados e esnobes protestantes ingleses não tem mais sentido para nenhum dos lados, nem mesmo como caricatura. O país de "santos e eruditos" mostrou na década passada que tem vocação também para os negócios.


Os irlandeses ganharam dinheiro em gerações anteriores, mas eles geralmente precisavam sair da Irlanda para isso. Os Conselhos de Administração de empresas nos Estados Unidos estão cheios de nomes irlandeses. Na Inglaterra também, várias das maiores empresas são dirigidas por irlandeses de primeira ou segunda geração, tais como Terry Leahy da Tesco ou Niall FitzGerald, ex-presidente da Unilever. Mas a próspera economia reverteu o fluxo de imigrantes e permitiu que esta geração de homens e mulheres irlandeses explorasse em casa seus talentos de empreendedores.


Quando a economia decolou no início da década de 1990, estava bem situado quem estivesse nos setores de imóveis e construção. O aumento dos empregos e a elevação das rendas, associado a custos muito baixos para empréstimos, ao mesmo tempo em que a Irlanda se preparava para aderir ao euro, incentivou a demanda por moradias e imóveis comerciais, pressionando alta ainda maior nos preços. No campo, os controles de planejamento eram mínimos, estimulando uma onda de pequenos projetos de construção, enquanto proprietários agrícolas com terra perto das grandes cidades tornaram-se instantaneamente milionários, e as cadeias familiares de varejo tiveram uma drástica alta em seu valor, com a chegada das grandes varejistas britânicas. Mas quem mais ganhou foram os construtores e empreiteiros que tiveram a visão de adquirir grandes bancos imobiliários antes que os preços disparassem em 1994.


Alguns críticos comparam os magnatas imobiliários da Irlanda aos oligarcas russos. Segundo uma estimativa, seis ou sete empresários possuem quase todos os imóveis comerciais em Dublin. Uma concentração como essa na propriedade provavelmente foi vista pela última vez nos dias antes da independência irlandesa. Naqueles dias a terra na Irlanda valia uma fração do que valia na Inglaterra, mas hoje em dia tem preços superiores, apesar de uma densidade populacional bem menor na Irlanda. Durante os anos de grande crescimento, os produtores agrícolas foram muito bem compensados, pois o governo deu continuidade aos programas de rodovias e infra-estrutura financiados pela União Européia. E em áreas próximas a Dublin e outras cidades, os preços da terra foram inflados, pois os conselhos municipais competiam para atrair empregos e empresas.


Essa base doméstica de imóveis valiosos lançou uma nova geração de investidores imobiliários irlandeses em direção ao mercado internacional, particularmente na antiga capital do império, Londres. Hoje, poucos negócios imobiliários em Londres são feitos sem alguma presença irlandesa. Conta-se que metade da Bond Street é irlandesa agora.


Não é de se surpreender que a emergência dos novos ricos da Irlanda não seja em geral bem-vinda. Embora a Irlanda moderna jamais tenha tido um forte movimento trabalhista ou um eixo nítido esquerda-direita em sua política, existe um pendor de igualdade social e nivelação de classes na auto-imagem nacional que não está completamente à vontade com uma grande classe endinheirada.


Mas desde que a maioria dos eleitores irlandeses continue a se beneficiar do sucesso do país, haverá pouca hostilidade orquestrada em relação aos magnatas. Os irlandeses parecem ter um apego emocional à propriedade e mais visceralmente à terra, uma atitude que alguns dizem ser um legado direto do colonialismo britânico.


"Nós temos sido pobres há tanto tempo, que qualquer forma de desenvolvimento... é bem-vinda. Não existe disposição da parte da opinião pública de ser muito crítica," diz Garret FitzGerald, primeiro-ministro na década de 1980 para o partido conservador Fine Gael. E as pessoas comuns estão se beneficiando, pelo menos da prosperidade no setor imobiliário: a proporção de riqueza nacional associada à propriedade residencial é de 74% contra a média européia de 57%. Isso está refletido na taxa de 77% de irlandeses que são donos de seus imóveis, em comparação com 71% no Reino Unido, 56% na França e apenas 43% na Alemanha.


A demanda por moradias também registra um ritmo muito mais acelerado, com 88 mil novas casas construídas em 2006, em comparação com 155 mil na Inglaterra e País de Gales, uma área como 13 vezes mais pessoas. Em 2004, a revista The Economist classificou a qualidade de vida na Irlanda como a melhor do mundo, dizendo que a Irlanda "combina os elementos mais desejáveis do novo, tais como baixo desemprego e liberdades políticas, com a preservação de certos elementos acolhedores do antigo, tais como estabilidade familiar e vida em comunidade."


Os partidos mais de esquerda, como o Trabalhista e o Sinn Fein, queixam-se do aumento das desigualdades de renda e do fato de a infra-estrutura social não se ter equiparado à riqueza privada, mas nenhum dos dois partidos tem tido bom desempenho nos últimos anos. E embora a desigualdade tenha crescido e ainda exista uma grande quantidade de pobres, que podem ser vistos nas ruas das grandes cidades, não se ouvem protestos. Uma das razões disso é que o modelo econômico e social da Irlanda sempre foi mais próximo do laissez-faire dos Estados Unidos que da Europa continental ("mais para Boston que para Berlim").


Um grupo que muitas vezes desdenha dos novos ricos da Irlanda é a venha elite irlandesa, formada principalmente por importantes funcionários públicos de Dublin, advogados, jornalistas e artistas. Segundo David McWilliams, o comentarista econômico irlandês, esse grupo está retomando o interesse pelo idioma irlandês e mandando seus filhos para escolas celtas de Dublin, onde o aprendizado é em irlandês, como forma de se diferenciar dos presunçosos recém-chegados.


Garret FitzGerald acredita que a rapidez e a escala da mudança econômica não têm paralelo em nenhum outro lugar da Europa. Entre alguns cidadãos existe, inevitavelmente, uma sensação de desorientação frente às mudanças sociais - incluindo a chegada de imigrantes em massa (10% da população atual nasceu no exterior). Além disso, a instituição que persistiu em se distanciar da adoção do "hipercapitalismo" pela Irlanda - a Igreja Católica - está mais fraca e mais marginalizada que nunca, graças em parte aos escândalos de pedofilia.


A desorientação no tigre pós-Celta foi resumida por muitos na construção de uma alta torre de aço na rua O'Connell em Dublin para marcar o milênio. Para alguns, o monumento é apenas um mastro de bandeira sem bandeira. Mas para outros, o marco - construído no lugar da antiga Coluna de Nelson, explodida pelo IRA em 1966 - traz uma mensagem provocativa a respeito da nova Irlanda, com sua nova riqueza podendo finalmente escapar da sombra de seu vizinho.


No século 19, e grande parte do século 20, os irlandeses foram à Grã-Bretanha para construir canais, estradas e outra infra-estrutura. Hoje, os empreiteiros irlandeses adquirem bens de grande importância na cidade de Londres e em outras partes da capital. Uma das conseqüências dessas mudanças no status relativo, assinala FitzGerald, é que pode ser mais difícil de se conseguir a reunificação da ilha - um projeto ainda de interesse da nacionalista Irlanda. "O norte é muito mais pobre. Eles não poderiam se dar ao luxo de se unir a nós e nós não temos como subsidiá-los," ele diz.


Ao mesmo tempo, as relações entre a Irlanda e a Grã-Bretanha, e particularmente entre os irlandeses e os ingleses, provavelmente jamais tenham sido tão boas. Enquanto os irlandeses cada vez mais olham para além da Grã-Bretanha, eles se tornaram menos irascíveis a respeito do relacionamento com seu gigante, mas em geral insensível vizinho. "O complexo de inferioridade irlandês desapareceu e o complexo de superioridade britânico se enfraqueceu," diz FitzGerald. Claro, ele acrescenta, as relações jamais serão realmente iguais e os britânicos continuam a ter uma considerável influência cultural sobre a Irlanda - a televisão britânica, por exemplo, está em toda parte. "Não se pode ter igualdade entre quatro metros e 60 metros. Mas certamente existe menos desigualdade."


O clássico ensaio de Roy Foster sobre as relações culturais anglo-irlandesas no período vitoriano recebeu o título "Marginal Men and Micks on the Make" (livremente, "Homens marginais e irlandeses tentando tirar vantagem"), descrevendo os irlandeses que se deram bem na Grã-Bretanha naquela época. Mas em seu livro mais recente sobre a Irlanda moderna, "Luck & the Irish" ("Sorte e os irlandeses"), ele descreve como a nova fartura transformou a imagem que a Irlanda tinha de si mesma. "A Irlanda é como a terceira república francesa," ele disse recentemente. "Temos a corrupção irresponsável. Temos a instabilidade política. Há uma enxurrada de dinheiro em volta e um grande momento de vigor cultural... É uma combinação interessante e de certa forma, dado o histórico da Irlanda, sem dúvida alguma libertadora."



*John Murray Brown é correspondente do The Financial Times na Irlanda

Tradução: Claudia Dall'Antonia