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O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Saturday, January 03, 2009

Paralelismos: Rússia e Iraque


Mesmo tipo de argumento que Saddam Hussein se utilizou para invadir o Kuwait na década de 90...


02-01-2009 Política
Rusia acusa a Ucrania de robar gas a
Europa


Según la rusa Gazprom, se trataría de volúmenes pequeños. Sin embargo, Moscú no toleraría que se repitieran las interrupciones de suministro a la UE ocurridas en 2006.

por Reuters

Moscú/Kiev. Rusia acusó el viernes a Ucrania de robar gas destinado al resto de Europa, un día después de que Moscú cortó el suministro a su vecino por una disputa sobre contratos de abastecimiento.

Los volúmenes que Ucrania está desviando son pequeños, según el monopolio ruso Gazprom, pero la acusación sugiere que Moscú no está dispuesto a que se repita la disputa del 2006 que provocó interrupciones de suministro a la Unión Europea (UE).

Gazprom dijo que estaba respondiendo a las acciones de Ucrania aumentando las exportaciones a través de rutas alternativas como Bielorrusia. Firmas de energía europeas dijeron que no habían observado bajas en el suministro.

"La parte ucraniana admite abiertamente que está robando gas y no está avergonzada de eso", dijo el portavoz de Gazprom, Sergei Kupriyanov.


(...)


Mais em
http://www.americaeconomia.com/199956-Rusia-acusa-a-Ucrania-de-robar-gas-a-Europa.note.aspx#

Friday, January 04, 2008

Sobrevoando o expressionismo

Durante a 2ª Guerra do Golfo em 2003, a Arábia Saudita adotou um jogo, no mínimo, complexo. Na retórica se opôs à guerra, mas cooperando abertamente, em alguns casos e, secretamente, em outros. Pior do que isto, só o Brasil durante a Guerra das Malvinas que enviara instrutores de vôo de caças para a Argentina e permitiu o abastecimento de um bombardeiro britânico.
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O fato é que mesmo sem sucessão republicana à 'administração' dos EUA, os americanos podem permanecer por lá indefinidamente, assim como já criaram um governo fantoche. Com todas as letras... A própria Hillary Clinton apóia a defesa externa como se configura atualmente, mas com "mais diálogo". Sim, dialogando com mísseis apontados...
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A posição central do Iraque permite, como é fácil notar, o alcance pelos EUA e RU a qualquer ponto na região, em uma total redefinição geopolítica. A guerra custou muito, mas a tirar pelo que dizem, será um investimento a longo prazo. Isto é o que eu chamo de subsídio, já que o déficit público americano está relacionado à 'aventura'.
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Eu não tinha notado (ingenuidade e cegueira minha) como a Síria é prejudicada com esta ocupação. Com uma Turquia, uma Israel e uma Jordânia como aliadas dos EUA, ela está totalmente cercada. Um mapa temático assim com esta reconfiguração chega a ser um quadro expressionista. Isto sem contar com a frota naval no Mediterrâneo mais a Força Aérea no sul (Iêmen, Qatar e Bahrein). Dominando o Mar Vermelho a partir do Iêmen e o Golfo do Iraque, Bahrein e Qatar, os sauditas "dão e descem". Ou seja, são obrigados a caçarem os waabitas. Só falta redefinir claramente a posição egípcia. O único óbice é o Sudão, mas nada de tão difícil no longo prazo se apoiarem algum movimento meridional anti-Cartum... Uma beleza.
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O problema, como dizem, é o Irã, mais populoso e difícil de intimidar, mas tem o Afeganistão também ocupado. Daí que o Irã também fica cercado. O problema conjuntural é a definição política no Paquistão... A Turquia como tradicional e secular aliada ganha. Ganha também com o possível (em curso) enfraquecimento curdo. Sauditas e iranianos terão que se conformar, mesmo porque sem os EUA, a al-Qaeda poderiam crescer, o que implicaria numa desestabilização de suas instituições com movimentos claramente anti-establishment de seus países. Mas, com a vitória americana, eles também sofrerão pressão em seus sistemas políticos.
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Me parece claro que os EUA não invadiram por causa do óleo: muito mais fácil seria invadir a Venezuela se fosse o caso. Mas, haverá ganhos na reconstrução iraquiana por empresas americanas. Esta sim parece uma preocupação para Teerã e Riyadh, a competição em mercado mais livre na exportação de petróleo. Isto também explica a negativa russa à guerra, pois não há interesse do Kremlin em petróleo mais barato. Se Putin foi eleito o "homem do ano" pela Time, dificilmente o será pela década...

Monday, October 01, 2007

Guerra ao Irã


É provável que aconteça uma guerra com o Irã. Segundo a matéria do NewsMax, as forças americanas já estariam a postos. De acordo com outra linha de análise, como a faz Wayne White, ex-analista do Deptº de Estado americano para o Oriente Médio, não seria um “ataque cirúrgico”, mas uma guerra de anos. Seria uma guerra com potencial suficiente para obliterar os mísseis balísticos iranianos que podem alvejar embarcações comerciais americanas no Golfo, além de seus submarinos e força aérea. Um ataque israelense ao Irã levaria a uma retaliação vigorosa deste, com conseqüências muito piores do que uma guerra civil iraquiana. Esta, aliás, confinada ao próprio país.

Embora o presidente Bush tenha se esforçado em torno de uma saída diplomática com o Irã, o cálculo estratégico através de uma guerra toma corpo. Esta não é uma preocupação exclusiva da administração Bush, seus aliados no Golfo também têm demonstrado preocupações crescentes com o aumento do poderio bélico iraniano, especialmente no quesito nuclear. Segundo o perito em Oriente Médio, Kenneth Katzman, a posição iraniana não é irreversível, assim como a República Islâmica do Irã apresenta muitas vulnerabilidades capazes de exploração.
A visão que Teerã projeta sobre seu país é de uma “superpotência”, mas os vínculos que mantêm o país unido são fracos. Sua economia, p.ex., é bastante “primitiva” exportando praticamente nada, exceto petróleo. E a própria capacidade de produção de petróleo vem declinando rapidamente. Apesar de não poder prejudicar diretamente os EUA, isto é, em seu próprio território, o Irã se utiliza disto como blefe. No entanto, é mais promissor aos EUA aproveitar seu poder de barganha tanto quanto possível, do que um confronto direto. As negociações devem, portanto, dar prosseguimento.