Sunday, August 18, 2013
Tuesday, November 13, 2012
Guerra civil brasileira
Saturday, August 21, 2010
Bali
O massacre dos surfistas
Terror mata 200 jovensno paraíso turístico de Bali
José Eduardo Barella e Gabriela Carelli
Fotos AP
Corpos das vítimas à espera de identificação e a fuga dos turistas em meio à destruição
Nas últimas três décadas, Bali fez fama como um paraíso zen em meio ao caldeirão muçulmano que predomina na Indonésia – um arquipélago de 17.500 ilhas e 210 milhões de habitantes encravado no Sudeste Asiático. Suas praias deslumbrantes e de ondas perfeitas atraem surfistas e visitantes do mundo inteiro. A hospitalidade de sua população de maioria hinduísta completa a fórmula que transformou a ilha de Bali numa meca do turismo mundial. Na noite de sábado 12, a explosão de duas bombas simultâneas nos bares mais freqüentados pelos turistas, um de frente para o outro, deixou 200 mortos e abriu uma nova frente na ofensiva terrorista em nome de Alá. Foi a maior matança desde os atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Entre os mortos e os cerca de 300 feridos havia turistas de mais de vinte países, a maioria australianos e quase todos jovens. Mais de 100 pessoas estavam desaparecidas até o fim da semana passada, incluindo dois brasileiros – o terapeuta paulista Alexandre Watake e o sargento gaúcho Marco Antonio Farias, que servia nas forças de paz da ONU no Timor Leste, país vizinho à Indonésia.O número de vítimas brasileiras só não foi maior porque a pequena colônia de meia centena de surfistas e comerciantes participava em peso da inauguração da filial da Sandpiper, loja de roupas com sede no Rio de Janeiro, a 50 metros do Sari Club, o local mais atingido pelo atentado. "As pessoas saíam do Sari Club completamente desfiguradas, algumas não tinham braços, outras estavam inteiramente queimadas", contou a VEJA Made de Coney, de 23 anos, dona de uma empresa que exporta artesanato para o Brasil. "Vi um rapaz andando, com parte do cérebro exposta e a pele derretendo. Em vez de ajudá-lo, as pessoas entravam em pânico e fugiam dele." O ataque ao balneário era uma tragédia anunciada. Bali, que recebe 3 milhões de turistas por ano, o dobro dos estrangeiros que visitam o Rio de Janeiro, era um alvo irresistível para aqueles que se consideram soldados numa guerra santa contra o Ocidente. O Sudeste Asiático é um ninho de terroristas islâmicos. Nos últimos meses, o terrorismo islâmico atacou em várias partes da Indonésia. Na semana passada, bombas fizeram dez mortos nas Filipinas, país ao qual os Estados Unidos já ofereceram tropas para ajudar no combate a um grupo guerrilheiro muçulmano, o Abu Sayyaf.O ataque a Bali revela uma tendência alarmante. Primeiro, devido à sofisticação técnica dos explosivos e à enormidade da matança, bem diferentes de ataques prévios na região. Depois, por atingir turistas estrangeiros, e não desafetos locais, como de hábito. Assassinar visitantes ocidentais, estratégia inaugurada pelos fundamentalistas egípcios no início dos anos 90, parece ser agora a palavra de ordem na Al Qaeda, a organização terrorista do saudita Osama bin Laden. Há poucos meses, um ônibus lotado de turistas alemães foi chacinado num ataque a uma sinagoga na Tunísia. O que aconteceu em Bali mostra que estava enganado quem acreditou que o mundo continuaria o mesmo depois de 11 de setembro e que a guerra contra o terror era um problema exclusivo dos americanos. Os vínculos com a Al Qaeda no ataque a Bali são evidentes. Há indícios de que se tratou de uma operação conjunta entre terroristas locais e internacionais. No mesmo momento em que o Sari Club ia pelos ares, uma bomba explodia diante do consulado americano, a 15 quilômetros de distância do local, numa ação coordenada. Também não parece ser coincidência o fato de o atentado em Bali ter ocorrido no dia em que completava dois anos do ataque da Al Qaeda ao contratorpedeiro americano USS Cole, no Iêmen, em que morreram dezessete marinheiros.A Indonésia é o país com maior população muçulmana e também um saco de gatos de mais de 300 grupos étnicos e conflitos separatistas em uma dúzia de lugares. Há meses os Estados Unidos, que consideram o Sudeste Asiático como uma peça fundamental na guerra ao terrorismo, vinham advertindo ao governo indonésio que a Al Qaeda tentava estabelecer bases no país. Mas a presidente Megawati Sukarnoputri recusava-se a agir, com medo de provocar a ira dos fundamentalistas islâmicos que abertamente exortam a turba a atacar igrejas ou defendem Osama bin Laden. Depois do atentado, Megawati mandou a polícia investigar os extremistas islâmicos e mudou a lei para condenar à morte os envolvidos em atentados terroristas.Os indonésios tradicionalmente praticam uma forma moderada de islamismo. A maioria hinduísta de Bali sempre conviveu pacificamente com os muçulmanos. Nos últimos anos, as relações azedaram com a chegada de javaneses, favelados vindos da ilha principal, onde fica a capital, Jacarta. São eles que assaltam turistas e estupram estrangeiras na saída das danceterias, violência que estava arruinando o charme do lugar. Foi justamente o espírito pacífico dos hindus, aliado a uma paisagem exuberante, que transformou Bali num paraíso turístico. A ilha, cortada por uma cadeia de vulcões que atingem 3.000 metros de altura, intercala montanhas impressionantes com praias belíssimas. Nos anos 70, ali foram construídos os primeiros resorts de luxo, que depois seriam copiados em outros países tropicais. Os aventureiros – surfistas, mochileiros e alternativos em geral – chegaram depois de erguida uma infra-estrutura para o turismo dos endinheirados. Para pagar a viagem, surfistas brasileiros levavam o artesanato local para vender em casa, nos anos 80. Os produtos fizeram tanto sucesso que, em 1994, foram vendidas, a preço de banana, 1 milhão de cangas importadas de Bali nas praias do Rio. Neste ano, importaram-se 200.000 dólares em artesanato indonésio. É difícil imaginar que um dia a vida – e os turistas – voltem ao normal em Bali.
http://veja.abril.com.br/231002/p_092.html
Conheça os tentáculos do terror no mundo
Friday, January 01, 2010
França: réveillon
Vai ver que é por causa da 'questão social'. Piromania como solução...
País teve 1.147 veículos queimados na noite de Ano Novo de 2008.
Polícia deteve 549 pessoas, contra 288 no ano anterior, disse ministro.
A festa de Ano Novo na França teve 1.137 veículos incendiados, com os jovens dos bairros populares mantendo esta sinistra tradição, apesar da mobilização policial em todo o país, informou nesta sexta-feira (1°) o ministro do Interior, Brice Hortefeux.
No total, 1.137 carros foram incendiados em toda a França, contra 1.147 na noite de Ano Novo de 2008/2009.
Depósito de carros queimados em Strasbourg, na França; palco de distúrbios, cidade teve cerca de 60 veículos queimados na passagem de ano (Foto: JOHANNA LEGUERRE / AP)
Wednesday, November 19, 2008
Piratas
...Seqüestro de petroleiro marca escalada pirata na costa da África
O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star no último fim de semana é o ápice da escalada de ataques piratas na costa leste africana, considerada uma das rotas mais perigosas para navegação no mundo. Atualmente, os piratas mantém dezenas de navios seqüestrados, com mais de 200 tripulantes reféns.
Como estão bem armados, com metralhadoras, granadas e lançadores de foguetes, as forças estrangeiras na área evitam o confronto direto, enquanto os proprietários negociam o pagamento de resgates. O caos na Somália, onde forças islâmicas combatem o governo apoiado pelo Ocidente, permitiu o desenvolvimento da pirataria na região. No último dia 10, a União Européia aprovou a primeira operação naval de sua história para lutar contra os piratas em plena atividade na Somália e no golfo de Áden, onde aconteceram 63 dos 199 ataques de piratas registrados no mundo entre janeiro e setembro de 2008. Em 25 de setembro passado, piratas seqüestraram na costa da Somália o cargueiro ucraniano Faina, carregado com 33 tanques e diversos armamentos a bordo. O navio e a tripulação permanecem em poder dos seqüestradores, que exigem US$ 20 milhões para liberá-los.
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=10912
Tuesday, September 23, 2008
EUA e Rússia: a nova militância
Durante a Guerra Fria, a justificativa soviética para o apoio a forças revolucionárias era condizente com a teoria marxista de que a classe operária necessitava expandir-se para além fronteiras. Fossem em movimentos no México, Porto Rico ou Filipinas – ao que os EUA apoiavam anti-marxistas em Angola ou Nicarágua -, os soviéticos chegaram a influenciar os movimentos anti-guerra como o caso do Vietnã.
Além de Cuba e Alemanha Oriental, também havia campos de treinamento de guerrilha e terrorismo urbano para os insurgentes no Iêmen do Sul, Vale do Beka no Líbano, Iraque, Síria e Líbia. Mas, o maior motivador disto não era a ideologia. Esta era apenas tolerada em troca de armamento e treinamento russo.
Qual a ligação de membros do Exército Vermelho Japonês treinando em frente popular para libertação de acampamentos palestinos no Líbano? Ou de membros do IRA ensinando alemães-orientais? Italianos ministrando explosivos em acampamentos líbios ou sul-iemenitas?
Os cubanos eram muito ativos na África, América do Sul e Caribe, mas o que mais lhes interessavam não era a “teoria da revolução permanente” ou outras bobagens correlatas e sim, o dinheiro russo comprando açúcar subsidiado ou este açúcar enviado ao Vietnã via Comecon. Em contrapartida, mão-de-obra mercenária vietcong foi enviada a América Latina. Muitos ataques (dos 70 aos 90) foram feitos contra alvos americanos e seus aliados latino-americanos, graças às granadas e foguetes abandonados no Vietnã capturados e devidamente aproveitados pelos vietcongs.
O que vocês esperavam que os EUA fizessem? Ficassem de braços cruzados?
Ambiente atual
Retornando a 2008, já não temos uma república soviética com seus estados-vassalos na periferia amorfa. Tecnicamente, a Federação Russa é uma democracia constitucional com um sistema econômico semi-capitalista. Só o fato de ter se libertado de suas amarras marxistas já é um grande feito, mas os imperativos geopolíticos que conduziram ao embate na corrida armamentista entre EUA e URSS ainda permanecem. Isto é óbvio para quem procura entender a lógica de funcionamento dos estados. O que não se pode dizer daqueles que, toscamente, ainda crêem que ideologias movem as ações de estado.
Em sua estratégia, os contatos da Rússia com velhos radicais – al-Bana de Ahmed Jibril e de Sabri – estão inoperantes e outros, dos anos 70 e 80, como Carlos o Chacal e outros do Exército Vermelho Japonês ao grupo grego Novembro 17. Outros se encontram na “ala geriátrica”. Não resta, portanto, outra alternativa se não assediar os novos movimentos terceiro-mundistas. E desses há aos borbotões...
O colapso da insânia soviética foi um duro baque para o financiamento da militância terrorista que ficou a ver navios. Suas alternativas passaram ao rapto, narcotráfico e extorsão pura e simples. Nada de mais para quem já vivia no mundo do crime... Grupos guerrilheiros/terroristas na Colômbia (FARC), Filipinas (NPA) se adaptaram muito bem a esta “nova ordem”. E fizeram de um meio para atingir seus fins em um fim em si mesmo.
Nicarágua, Venezuela e Bolívia são alguns estados que substituíram o antigo papel destinado a Cuba para a Rússia colocar suas patas na região. Há movimentos nesse sentido também no México... Na América do Norte, simpatizantes no Canadá (quebecois) e a esquerda americana (Nancy Pelosi, Noam Chomsky etc.) passam as mãos na cabeça desses meliantes.
No Oriente Médio, o alvo de recente atividade russa é o Líbano e a Turquia. Nesta, a KGB tinha grande envolvimento durante a Guerra Fria sustentando o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). Engana-se quem vê, toscamente, nisto uma luta pela “revolução proletária”, se trata de uma histórica rivalidade geopolítica entre estados. E a comunidade esquerdista turca agradece pelo apoio/exploração russa.
As penínsulas são lugares, histórica e espacialmente, frágeis. Provavelmente, os incentivos russos irão se dirigir para a Grécia e Itália. Na Ásia, as operações de contra-insurgência americanas contra o NPA indicam uma possível participação russa.
A retórica nacionalista do período Putin na Rússia abrangeu o apoio aos movimentos ‘bolivarianista’ na Venezuela, Bolívia e Equador. Bulgária e Sérvia também têm seus movimentos ultranacionalistas bem organizados que namoram a política externa russa, inclusive com a existência de partidos políticos.
Nesta “Nova Ordem”, a mudança ideológica russa tornou o país mais pragmático não indagando sobre a matriz ideológica do alvo, desde que seja anti-ocidental. O atual Kremlin tem se mostrado mais eficaz neste sentido do que fora a KGB. Não há mais o “divisor de águas marxista” para concessão de apoio externo.
Por exemplo, a Ku Klux Klan é bem conhecida e admirada por muitos nacionalistas russos. Uma verdadeira epidemia. Contatos europeus com grupos neonazistas ajudam a sedimentar skinheads russos. Claro que não se tratam de itens da política oficial (nem poderiam, explicitamente), mas dão idéia da cultura geral que se gesta no país. Esta rede transnacional abarca elementos de extrema-direita nos EUA, Ucrânia, países bálticos e Alemanha.
As possibilidades de capitalização russas são imensas ao pensarmos que, além do relacionamento com as Farc, existe a possibilidade de diálogo com elementos mais radicais do narcotráfico, como os violentos cartéis mexicanos. Por isto mesmo Álvaro Uribe é uma peça-chave para os EUA combaterem este dano. Political shortsightedness é o mínimo que se pode dizer de quem vê uma “luta proletária” ou ideológica neste front.
Na passagem entre a Venezuela/Colômbia e México, não podemos nos esquecer de grupos completamente mercenários como Los Kaibiles na América Central. Com sua bolsa para ataques específicos, estas “máquinas de matar” dariam aos intermediários da máfia russa e ao Kremlin uma grande vantagem comparativa nesta “economia de açougue para covardes”. O esquema de redes pode ser muito mais lucrativo (pois, tem custos bem mais baixos) do que ações diretas entre estados ou financiamento de guerrilha convencional.
Nova estrutura de esconderijos, assessores militares em exercício, ligações potenciais entre a periferia capitalista e a Rússia, acampamentos de treino da militância são alguns itens que o serviço de inteligência americano deverá focalizar. Urge ir além do paradigma de combate ao ‘jihadismo’ nos sete anos que passaram. Há muito mais por vir:
Monday, August 04, 2008
Sardenberg está errado
Em primeiro lugar, me apetecem os artigos de Carlos Sardenberg, bem como sua aposta no livre-comércio como propulsor do desenvolvimento. Nada a objetar neste quesito e outros como sua crítica aos subsídios.[1]
Minha crítica ao seu artigo Qual é o nosso lado?, focaliza no pressuposto sobre fenômenos não econômicos, mas políticos, notadamente o terrorismo global. Diz o comentarista econômico que:
“A Rodada Doha foi lançada em novembro de 2001, na capital do Catar, apenas dois meses depois do ataque terrorista que havia derrubado as torres de Nova York. A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio estava marcada antes do atentado - mas parecia que nem ia se iniciar. Não havia clima para negociações cujo objetivo seria facilitar o comércio internacional e, pois, a globalização.”
“O ataque acabou influenciando na outra direção. Tornou-se amplamente aceita a tese segundo a qual quanto mais crescimento, emprego e renda houvesse nos países emergentes e pobres, menor seria o espaço para o terrorismo. E ainda: quanto mais integrados os países estivessem no comércio global, também menor seria a tentação terrorista, vista como uma
espécie de desespero diante da exclusão.”
“(...) o terrorismo quase se dissipou, não era a ameaça global que parecia ser” (grifos meus).
É comum vermos liberais criticarem marxistas devido aos seus argumentos econômicos ou pseudo-econômicos, mas minha crítica a ambos se refere ao seu reducionismo econômico. Como entender o terrorismo como um mero reflexo de desigualdades econômicas? É como se os países que mantêm as melhores taxas de resolução no combate ao crime se bastassem com políticas meramente preventivas, como se psicopatas assassinos somente precisassem de “instruções sobre civilidade”.[2]
Robert Kaplan em Warrior Politics, analisa isto de modo realista, como é sua marca. Se o século XX foi marcado por regimes totalitários como o nazista, fascista e comunista, o mesmo não se dá no século atual. Porém, os mesmos movimentos populistas que tiveram a luta de classes como combustível estão a todo vapor na era da globalização. Eles não são conseqüência desta, mas se baseiam na mesma, em sites conclamando seus apoiadores a mais atos terroristas; com operações de compras de armas; instruções de fabricação de artefatos bélicos etc.
No início dos anos 90, na Índia, nacionalistas hindus atacam mesquitas,[3] na China dos movimentos separatistas tibetano e uigur, nos ataques às igrejas na Indonésia, nos ataques de assalto na Malásia por terroristas filipinos, nas bombas covardes que dilaceram turistas australianos em Bali, nos repetidos mísseis de fundamentalistas islâmicos contra Israel, ataques curdos na Turquia etc, várias forças emergentes calcadas no nacionalismo xenófobo dão as caras no mundo dos microprocessadores, dos investimentos globais e da informação em “tempo real”.
Crer que a informação trazida pela liberalização comercial seja por si só suficiente para “ilustrar” mentes doentias é o mesmo que manter a fé na recuperação de um Champinha lendo Dostoievski. As tensões advindas do choque cultural são menos guiadas por um fosso imaginário entre classes do que padrões culturais que se avizinham nas próprias urbes. Enquanto que a humanidade se transforma cada vez mais em uma sociedade urbana, a desestruturação das sociedades rurais-tradicionais traz como subproduto massas descontentes, que são o combustível de movimentos messiânicos e oportunistas.
[1] Passagem deveras interessante é a observação sobre os principais responsáveis pela lei agrícola do Congresso americano que assegura US$ 48 bilhões para os subsídios agrícolas como obra dos Democratas que detém maioria na casa. O presidente Bush, acertadamente, vetou a lei propondo limitar os subsídios para os agricultores que auferem até US$ 200 mil anuais. Um de seus maiores entusiastas é Barack Obama e John McCain um opositor.
[2] A Desigualdade Não é Causa e a Reintegração Não é Opção - I e A desigualdade não é causa e a reintegração não é opção - final.
[3] Recentemente, o terrorismo islâmico reage no país: Governo indiano pede calma, após série de atentados.
Tuesday, November 13, 2007
Grande Irmão: ter ou não ter
Tuesday, July 10, 2007
Rio de Janeiro, 2007: em guerra?
"É claro e bem sabido que a única fonte da guerra é a política... A guerra é simplesmente uma continuação da política com a adição de outros meios". (Carl von Clausewitz)
Atualizado em ( 02/07/2007 )
Tuesday, May 01, 2007
Tenet: Al-Qaida's Nuclear Threat Real
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Thursday, February 22, 2007
Como espalhar fogo no pasto: a paranóia como senso histórico
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A descrição do avanço das hordas alemãs que cruzaram o Reno no inverno de 406-7, trazendo violência, estupros, desordem, pilhagem e tornando pessoas “livres” reféns inicia o artigo, como já se antevisse o fim da civilização. Nossa civilização equiparada ao Império Romano. Nossa? Não, quando Nyquist fala em “civilização”, bem entendido que se refere aos Estados Unidos da América e, quando muito, a um ou outro país europeu. O resto não é resto, é uma maioria ameaçadora, “bem armada”, bem articulada e disposta a tudo para destruir sua civilização.
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Nyquist ainda tem o vício de um estrategista de jogo de tabuleiro em tarde chuvosa ao superestimar o poder de fogo dos EUA ao propor a destruição, literalmente, de todo arsenal nuclear de outro país. Nada de ONU se temos marines...
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“Nós não nos inspiramos mais em modelos históricos porque ‘a bomba’ e ‘a pílula’ (ou seja, o controle da natalidade) tornaram os modelos anteriores obsoletos. (...) A bomba atômica é uma arma terrível mas uma espada é também uma arma de destruição em massa, já que uma simples espada pode cortar 10 mil gargantas.”
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“As políticas da administração Bush falharam porque elas têm a mesma perspectiva esquerdista de sua oposição democrática. O presidente Bush, a despeito do ‘rótulo de conservador’ é, na realidade, em seu modo de ver o mundo, um esquerdista. Sua missão no Iraque, iniciada como uma caça preventiva por armas de destruição em massa, mudou para a de democratização. Isso significa que a grande estratégia dos Estados Unidos dobrou a esquina da utopia e promete não dar em lugar nenhum. A causa da prevenção saiu desacreditada e agora a da democracia enfrenta o mesmo destino.”
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E, para fechar com chave de ouro, levar a democratização desacredita a propria democracia. Ué? Coisa de doido! Mas, a busca pela democracia não se constituía em um erro? Nyquist nem sabe por que escreve.
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Assim como grupos terroristas ameaçam o equilíbrio de poder internacional, o combate a eles não prescinde da busca de aliados. Mesmo que estes atendam aos interesses dos EUA só por suborno:
JIHAD ISLÂMICA AMEAÇA AGREDIR ESTADOS UNIDOS SE SEU LÍDER FOR CAPTURADO
O grupo terrorista palestino Jihad Islâmica ameaçou nesta terça-feira retaliar os Estados Unidos caso o país tente capturar seu líder. O governo norte-americano disse na segunda-feira que oferece uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações que levem à captura de Ramadan Abdullah Mohammad Shallah, o terrorista chefe da Jihad Islâmica, baseado em Damasco. (...)
ESTUDO MOSTRA QUE BÉLGICA COLABOROU NA DEPORTAÇÃO DE JUDEUS
O Estado belga colaborou ativamente na deportação de judeus durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial, concluiu um estudo encomendado pelo governo do país que foi apresentado nesta terça-feira ao Senado. "O Estado belga adotou uma atitude dócil ao colaborar em âmbitos diversos e cruciais de modo indigno para uma democracia", afirma o Centro de Estudos e Documentação de Guerras e Sociedade Contemporânea (Soma) em seu relatório, resultado de mais de dois anos de pesquisa. (...)
AUMENTA A CONCESSÃO DE VISTOS DOS ESTADOS UNIDOS PARA BRASILEIROS
A emissão de vistos para os Estados Unidos cresceu 8% ao redor do mundo e 55% no Brasil, informou a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A embaixada declarou ainda que foi registrado aumento de 12% no total das emissões de visto de negócios e turismo (57% a mais para brasileiros) e que, em 2006, os Estados Unidos bateram o recorde de 591 mil vistos emitidos no mundo (no Brasil as emissões cresceram 22%). Por meio de nota, a embaixada norte-americana se disse satisfeita com os resultados obtidos no Brasil, mas que em 2007 o objetivo é bater novos recordes. (...)
KU KLUX KLAN AGORA AGE CONTRA IMIGRANTES NOS ESTADOS UNIDOS
A organização racista norte-americana Ku Klux Klan (KKK), durante muito tempo associada a linchamentos de negros e à queima de cruzes, está ressurgindo em meio ao polêmico tema da imigração nos Estados Unidos. Segundo um relatório divulgado este mês pela Liga Antidifamação, a KKK experimentou um "surpreendente e perturbador ressurgimento" no ano passado, principalmente devido ao debate crescente a respeito dos 11 milhões de imigrantes ilegais, a maioria latinos, que vivem no país. "A Klan é muito hábil em pegar um tema candente e usá-lo para atrair novos membros e ampliar suas novas células" (...)
Thursday, December 07, 2006
Tríplice Fronteira


O governo dos Estados Unidos incluiu nesta quarta-feira, em sua lista de colaboradores com o terrorismo, nove pessoas e duas entidades que financiam a organização terrorista xiita Hezbollah, e que atuam na tríplice fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai. A divulgação da medida foi feita pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Os incluídos na lista ficam proibidos de desenvolver operações comerciais ou financeiras com pessoas e entidades dos Estados Unidos. As ações também incluem o congelamento de todas as contas bancárias e outros ativos que estas pessoas ou empresas tenham nos Estados Unidos. O Departamento do Tesouro assinalou que os novos incluídos arrecadavam fundos para a rede de Assad Ahmad Barakat, que funciona na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A organização de Barakat é uma das maiores fornecedoras de dinheiro para a organização terrorista Hezbollah, segundo o diretor do Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros dessa secretaria, Adam Zsubim.





