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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Tuesday, November 13, 2012

Guerra civil brasileira


Neste excelente artigo, Guerra civil ou epidemia | Instituto Millenium, Paulo Brossard comenta os efeitos da onda de crimes que assola o país como o que é: uma guerra. E eu acrescentaria terrorismo. 
Enquanto covardes brincam com o vocabulário, o que se passa país é um ato de guerra. Para ele, socialistas apontam desculpas psicossociais e os libertários enxergam nas vítimas dos servidores de segurança, seus algozes imaginários. Tolos que se complementam e compartilham a mesma lente da ignorância. 
Ontem cidadãos de Florianópolis foram vítimas de uma onda de atentados na outrora pacífica cidade, cuja porção insular já recebera a alcunha de “ilha da magia”, que agora entra no panteão de nossos pesadelos urbanos. 

Saturday, August 21, 2010

Bali

O massacre dos surfistas


Terror mata 200 jovens
no paraíso turístico de Bali

José Eduardo Barella e Gabriela Carelli

 
Fotos AP
Corpos das vítimas à espera de identificação e a fuga dos turistas em meio à destruição

Nas últimas três décadas, Bali fez fama como um paraíso zen em meio ao caldeirão muçulmano que predomina na Indonésia – um arquipélago de 17.500 ilhas e 210 milhões de habitantes encravado no Sudeste Asiático. Suas praias deslumbrantes e de ondas perfeitas atraem surfistas e visitantes do mundo inteiro. A hospitalidade de sua população de maioria hinduísta completa a fórmula que transformou a ilha de Bali numa meca do turismo mundial. Na noite de sábado 12, a explosão de duas bombas simultâneas nos bares mais freqüentados pelos turistas, um de frente para o outro, deixou 200 mortos e abriu uma nova frente na ofensiva terrorista em nome de Alá. Foi a maior matança desde os atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Entre os mortos e os cerca de 300 feridos havia turistas de mais de vinte países, a maioria australianos e quase todos jovens. Mais de 100 pessoas estavam desaparecidas até o fim da semana passada, incluindo dois brasileiros – o terapeuta paulista Alexandre Watake e o sargento gaúcho Marco Antonio Farias, que servia nas forças de paz da ONU no Timor Leste, país vizinho à Indonésia.
O número de vítimas brasileiras só não foi maior porque a pequena colônia de meia centena de surfistas e comerciantes participava em peso da inauguração da filial da Sandpiper, loja de roupas com sede no Rio de Janeiro, a 50 metros do Sari Club, o local mais atingido pelo atentado. "As pessoas saíam do Sari Club completamente desfiguradas, algumas não tinham braços, outras estavam inteiramente queimadas", contou a VEJA Made de Coney, de 23 anos, dona de uma empresa que exporta artesanato para o Brasil. "Vi um rapaz andando, com parte do cérebro exposta e a pele derretendo. Em vez de ajudá-lo, as pessoas entravam em pânico e fugiam dele." O ataque ao balneário era uma tragédia anunciada. Bali, que recebe 3 milhões de turistas por ano, o dobro dos estrangeiros que visitam o Rio de Janeiro, era um alvo irresistível para aqueles que se consideram soldados numa guerra santa contra o Ocidente. O Sudeste Asiático é um ninho de terroristas islâmicos. Nos últimos meses, o terrorismo islâmico atacou em várias partes da Indonésia. Na semana passada, bombas fizeram dez mortos nas Filipinas, país ao qual os Estados Unidos já ofereceram tropas para ajudar no combate a um grupo guerrilheiro muçulmano, o Abu Sayyaf.
O ataque a Bali revela uma tendência alarmante. Primeiro, devido à sofisticação técnica dos explosivos e à enormidade da matança, bem diferentes de ataques prévios na região. Depois, por atingir turistas estrangeiros, e não desafetos locais, como de hábito. Assassinar visitantes ocidentais, estratégia inaugurada pelos fundamentalistas egípcios no início dos anos 90, parece ser agora a palavra de ordem na Al Qaeda, a organização terrorista do saudita Osama bin Laden. Há poucos meses, um ônibus lotado de turistas alemães foi chacinado num ataque a uma sinagoga na Tunísia. O que aconteceu em Bali mostra que estava enganado quem acreditou que o mundo continuaria o mesmo depois de 11 de setembro e que a guerra contra o terror era um problema exclusivo dos americanos. Os vínculos com a Al Qaeda no ataque a Bali são evidentes. Há indícios de que se tratou de uma operação conjunta entre terroristas locais e internacionais. No mesmo momento em que o Sari Club ia pelos ares, uma bomba explodia diante do consulado americano, a 15 quilômetros de distância do local, numa ação coordenada. Também não parece ser coincidência o fato de o atentado em Bali ter ocorrido no dia em que completava dois anos do ataque da Al Qaeda ao contratorpedeiro americano USS Cole, no Iêmen, em que morreram dezessete marinheiros.
A Indonésia é o país com maior população muçulmana e também um saco de gatos de mais de 300 grupos étnicos e conflitos separatistas em uma dúzia de lugares. Há meses os Estados Unidos, que consideram o Sudeste Asiático como uma peça fundamental na guerra ao terrorismo, vinham advertindo ao governo indonésio que a Al Qaeda tentava estabelecer bases no país. Mas a presidente Megawati Sukarnoputri recusava-se a agir, com medo de provocar a ira dos fundamentalistas islâmicos que abertamente exortam a turba a atacar igrejas ou defendem Osama bin Laden. Depois do atentado, Megawati mandou a polícia investigar os extremistas islâmicos e mudou a lei para condenar à morte os envolvidos em atentados terroristas.
Os indonésios tradicionalmente praticam uma forma moderada de islamismo. A maioria hinduísta de Bali sempre conviveu pacificamente com os muçulmanos. Nos últimos anos, as relações azedaram com a chegada de javaneses, favelados vindos da ilha principal, onde fica a capital, Jacarta. São eles que assaltam turistas e estupram estrangeiras na saída das danceterias, violência que estava arruinando o charme do lugar. Foi justamente o espírito pacífico dos hindus, aliado a uma paisagem exuberante, que transformou Bali num paraíso turístico. A ilha, cortada por uma cadeia de vulcões que atingem 3.000 metros de altura, intercala montanhas impressionantes com praias belíssimas. Nos anos 70, ali foram construídos os primeiros resorts de luxo, que depois seriam copiados em outros países tropicais. Os aventureiros – surfistas, mochileiros e alternativos em geral – chegaram depois de erguida uma infra-estrutura para o turismo dos endinheirados. Para pagar a viagem, surfistas brasileiros levavam o artesanato local para vender em casa, nos anos 80. Os produtos fizeram tanto sucesso que, em 1994, foram vendidas, a preço de banana, 1 milhão de cangas importadas de Bali nas praias do Rio. Neste ano, importaram-se 200.000 dólares em artesanato indonésio. É difícil imaginar que um dia a vida – e os turistas – voltem ao normal em Bali. 
http://veja.abril.com.br/231002/p_092.html

Conheça os tentáculos do terror no mundo

Folha.com


30/09/2001 - 01h10

Conheça os tentáculos do terror no mundo

da Folha de S.Paulo

Organização Abu Nidal
Onde atua: Iraque, Líbano, Líbia e Egito
Origem: criada em 1974 como uma dissidência da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), é liderada por Sabri al-Banna
Principais atentados: já matou ou feriu cerca de 900 pessoas, segundo o Departamento de Estado dos EUA. Seus alvos vão dos EUA a palestinos moderados. Fez ataques contra os aeroportos de Roma e de Viena em 1985. É suspeita de ter assassinado um deputado e um chefe de segurança da OLP em 1991
Tamanho:: poucas centenas de militantes

Grupo Abu Sayyaf
Onde atua: sul das Filipinas e Malásia
Origem: fundado em 1991, é o menor dos grupos islâmicos separatistas que atua no sul das Filipinas. Alguns de seus guerrilheiros foram treinados no Afeganistão
Principais atentados: em 2000, o grupo sequestrou mais de 30 estrangeiros que passavam férias nas Filipinas. O grupo é acusado de praticar atentados a bomba, sequestros e assassinatos para criar um Estado islâmico
Tamanho:: não mais do que 2.000

Grupo Islâmico Armado (GIA)
Onde atua: Argélia
Origem: iniciou suas atividades na Argélia em 1992, quando autoridades desse país anularam a vitória da Frente de Salvação Islâmica nas eleições de dezembro de 1991
Principais atentados: de 1992 a 1996, conduziu massacres contra civis argelinos. Mais de cem estrangeiros foram assassinados. Em 1999, integrantes do GIA foram condenados na França por uma série de atentados a bomba
Tamanho:: desconhecido

Ensinamento da Verdade Suprema
Onde atua: Japão. Tem seguidores na Rússia
Origem: criada no Japão em 1987, a seita prega que o fim do mundo está próximo. Resultará da Terceira Guerra Mundial entre EUA e Japão. Em 2000, o grupo passou a se chamar Aleph e a rejeitar ações violentas
Principais atentados: ataque com gás sarin realizado no metrô de Tóquio em 20 de março de 1995 deixou 12 mortos e cerca de 6.000 feridos
Tamanho:: entre 1.500 e 2.000 membros

ETA - Pátria Basca e Liberdade
Onde atua: Espanha e França
Origem: prega desde 1959 a criação de um Estado basco no norte da Espanha e no sudoeste da França
Principais atentados: o ETA já matou mais de 800 pessoas desde os anos 60, através de atentados a bomba, principalmente. Seus alvos prediletos são militares, políticos e juízes espanhóis
Tamanho:: desconhecido

Grupo Islâmico (IG)
Onde atua: Egito. Também tem militantes no Afeganistão, Sudão, Reino Unido, Iêmen e Áustria
Origem: ativo desde o fim dos anos 70, é o maior grupo em atividade no Egito. Seu objetivo é transformar o país num Estado islâmico. Em fevereiro de 1998, o grupo assinou a "fatwa" (decreto religioso) junto com Osama bin Laden decretando ataques a alvos norte-americanos. Em março de 1999, o IG aceitou uma proposta de cessar-fogo, mas muitos militantes não concordaram com o plano
Principais atentados: o ataque mais espetacular do grupo vitimou 58 turistas estrangeiros que visitavam o templo de Luxor em 1997. Também assumiu o atentado contra o presidente egípcio Hosni Mubarak em 1995
Tamanho:: desconhecido

Hamas - Movimento de Resistência Islâmica
Onde atua: territórios ocupados por palestinos
Origem: criado em 1987, visa estabelecer um Estado palestino islâmico. Recorre ao terrorismo e a meios políticos
Principais atentados: conduziu vários ataques com homens-bombas contra alvos israelenses
Tamanho:: dezenas de milhares de adeptos

HUM - Harakat ul-Mujahidin
Onde atua: Paquistão e Afeganistão
Origem: a área de atuação desse grupo islâmico é a Caxemira, região disputada entre o Paquistão e a Índia. Sua base é o Paquistão. Ligado a Osama bin Laden, o grupo também assinou em fevereiro de 1998 a sentença contra alvos norte-americanos e ocidentais. Usa o Afeganistão para treinar terroristas
Principais atentados: ataca sobretudo militares da Índia baseados na Caxemira. Em 1995, sequestrou e matou cinco turistas. No ano passado, sequestrou um avião de uma empresa aérea indiana para tentar libertar um dos seus líderes, preso em 1994
Tamanho:: alguns milhares de militantes armados

Hizbollah (Partido de Deus)
Onde atua: Líbano. Tem ramificações nos EUA, na Europa, na Ásia, na África e na América do Sul
Origem: formado no Líbano, também é conhecido como Jihad Islâmica. Ligado ao Irã, que desaprova algumas de suas ações, opõe-se ao processo de paz em Israel e no Oriente Médio
Principais atentados: é suspeito de ter lançado um caminhão-bomba contra a Embaixada dos EUA em Beirute em 1984. São acusados de sequestrar americanos no Líbano. Já atacou a Embaixada de Israel na Argentina e é suspeito de ter explodido um centro cultural judaico em Buenos Aires, em 1994
Tamanho:: centenas de terroristas e milhares de simpatizantes

Movimento Islâmico do Uzbequistão
Onde atua: Uzbequistão, Afeganistão, Tadjquistão e Quirguistão
Origem: a coalizão visa criar um Estado islâmico no Uzbequistão
Principais atentados: apontado como o responsável pela explosão de cinco carros-bomba em 1999. No mesmo ano, sequestrou quatro geólogos japoneses e oito soldados do Quirguistão. Em 2000, sequestrou alpinistas, entre os quais quatro norte-americanos
Tamanho:: milhares de militantes

Exército Vermelho Japonês
Onde atua: Japão e Oriente Médio
Origem: fundado por volta de 1970, o grupo revolucionário pretendia insuflar a revolução mundial até seu principal líder ser preso em 2000
Principais atentados: são acusados de ter planejado um ataque ao aeroporto de Lod, em Israel, em 1972, e de ter sequestrado dois aviões de companhias japonesas. Em 1988, um militante do grupo foi preso com explosivos em Nova Jersey
Tamanho:: seis militantes dirigiam a organização

Al Jihad
Onde atua: Egito com conexões no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Sudão, Líbano e Reino Unido
Origem: em atividade desde os anos 70, o Al Jihad mantém laços com a Al Qaeda (A Base) de Osama bin Laden. Seu objetivo é implantar um Estado islâmico no Egito
Principais atentados: é acusado de ter matado o presidente egípcio Anwar Sadat em 1981. Em 1993, tentou assassinar o primeiro-ministro Atef Sedky e um ministro do Interior (Hassan al Alfi). Também é suspeito de ter atacado a bomba a Embaixada do Egito em Islamabad, no Paquistão
Tamanho:: centenas

Kach e kahane chai
Onde atua: Israel
Origem: fundada por um rabino radical nascido nos EUA (Meir Kahane), o partido extremista Kach pretende restaurar o Estado de Israel tal qual descrito na Bíblia. Dele saiu o grupo dissidente Kahane Chai (Kahane Vive)
Principais atentados: o maior atentado praticado por um integrante do Kach (Baruch Goldstein) foi o assassinato de 43 palestinos que oravam numa mesquita em fevereiro de 1994
Tamanho:: desconhecido

Partido dos Trabalhadores do Curdistão
Onde atua: Turquia, Oriente Médio e Europa
Origem: criado em 1974, o grupo de orientação marxista-leninista pretende criar um Estado num território que abrange terras da Turquia, do Iraque, da Síria, do Azerbaijão e da Armênia. Os curdos se autodenominam o maior grupo étnico sem Estado do mundo
Principais atentados: privilegia ataques contra policiais turcos. No início dos anos 90, atacou pontos turísticos e sequestrou turistas na Turquia
Tamanho:: de 4.000 a 5.000 militantes

Tigres Tâmeis
Onde atua: Sri Lanka
Origem: desde 1976 o grupo luta pela criação de um Estado independente no norte do Sri Lanka
Principais atentados: é acusado pela polícia de ter matado líderes políticos e militares. Usam homens-bomba frequentemente. É atribuído a eles o atentado que matou 18 e feriu 40 em março do ano passado em Colombo (capital de Sri Lanka)
Tamanho:: de 8.000 a 10 mil combatentes armados

Exército de Libertação Nacional do Irã
Onde atua: Irã
Origem: criado na década de 60, começou lutando contra as influências ocidentais no Irã. Mesclando marxismo e islamismo, já foi o grupo armado mais ativo do país. Recentemente, seus alvos passaram a ser lideranças religiosas
Principais atentados: é acusado de ter matado militares dos EUA nos anos 70. Em 1979, teria apoiado a tomada da embaixada norte-americana em Teerã. Em 1992, conduziu ataques a embaixadas iranianas em 13 países. No ano passado, reivindicou dezenas de ataques contra prédios governamentais e militares no Irã
Tamanho:: Alguns milhares de militantes

Exército de Libertação Nacional - Colômbia 
Onde atua: Colômbia
Origem: nasceu em 1965 sob influência da Revolução Cubana. Há dois anos começou a negociar com o governo colombiano
Principais atentados: sequestros, ataques a bomba, extorsão e guerra de guerrilhas fazem parte dos seus métodos de ação. Privilegia sequestros de estrangeiros empregados por grandes corporações
Tamanho:: de 3.000 a 6.000 combatentes armados

Jihad Islâmica da Palestina
Onde atua: Israel, territórios ocupados, Jordânia e Líbano. Teria uma base na Síria
Origem: prega desde os anos 70 a destruição de Israel e a criação de um Estado palestino islâmico
Principais atentados: o grupo é acusado de ter dirigido três ataques, ao menos, contra Israel em 2000. A polícia imputa à organização o uso de homens-bomba na faixa de Gaza e em Israel
Tamanho:: desconhecido

Frente de Libertação Palestina
Onde atua: Iraque
Origem: criada nos anos 70 como uma dissidência da Frente Popular da Libertação da Palestina
Principais atentados: em 1985, o grupo sequestrou o navio Achille Lauro durante um cruzeiro pelo mar Mediterrâneo. Um norte-americano foi morto durante a ação
Tamanho:: desconhecido

Frente Popular para a Libertação da Palestina
Onde atua: Síria, Líbano, Israel e territórios ocupados
Origem: o grupo de orientação marxista-leninista nasceu em 1967 como uma dissidência da OLP. Desde 1999 discute com essa organização, mas segue se opondo às negociações com Israel
Principais atentados: a polícia de Israel a acusa de atacar alvos israelenses e dos governos árabes moderados
Tamanho:: cerca de 800

Frente Popular de Libertação da Palestina - Comando Geral
Onde atua: Israel e faixa de Gaza. Tem bases na Síria e no Líbano
Origem: é uma divisão da Frente Popular de Libertação da Palestina. Nasceu em 1968 sob a divisa mais luta e menos política. Opõe-se a Iasser Arafat
Principais atentados: dezenas de ataques nos anos 70 e 80 são atribuídos a esse grupo
Tamanho:: algumas dezenas

Al Qaeda (A Base)
Onde atua: seu líder, Bin Laden, viveria no Afeganistão, mas a organização tem conexões em todo o mundo
Origem: grupo criado no final dos anos 80 por Osama bin Laden com o objetivo de reunir os árabes que haviam ajudado os afegãos a derrotar os soviéticos. Quer criar um califado pan-islâmico no mundo e expulsar os ocidentais dos países muçulmanos. Em fevereiro de 1998, lançou uma "fatwa" (decreto religioso), segundo a qual os muçulmanos devem matar norte-americanos e seus aliados
Principais atentados: é acusado de ter dirigido os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, nos quais morreram cerca de 6.000 pessoas. Em agosto de 1998, fez os atentados a bomba contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, que deixaram um saldo de 301 mortos
Tamanho:: de várias centenas a vários milhares

Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)
Onde atua: Colômbia, com ações esparsas na Venezuela, no Panamá e no Equador
Origem: nasceu como o braço armado do Partido Comunista Colombiano em 1964. No ano passado, iniciou um processo de negociação com o governo
Principais atentados: são acusadas de praticar sequestros, ataques a bomba, extorsão e ações militares. Teriam laços com o narcotráfico, segundo o governo colombiano e os EUA
Tamanho:: de 9.000 a 12 mil guerrilheiros

Autodefesas Unidas da Colômbia
Onde atua: Colômbia
Origem: criada em 1997, é uma organização que abriga vários grupos paramilitares que tentam proteger alvos econômicos dos guerrilheiros. Esses grupos são mantidos por traficantes e pela elite colombiana
Principais atentados: só nos dez primeiros meses do ano passado, a polícia atribuiu aos grupos paramilitares 804 homicídios, 203 sequestros e 75 massacres, nos quais morreram 507 pessoas
Tamanho:: 8.000 paramilitares, segundo estimativa do governo

Organização Revolucionária 17 de Novembro
Onde atua: Grécia
Origem: criada por esquerdistas radicais gregos em 1975. Opõe-se à elite política grega, aos EUA, à Otan e à União Européia
Principais atentados: teria assassinado funcionários norte-americanos, políticos gregos e praticado atentados contra investidores estrangeiros na Grécia, segundo a polícia. No ano passado, o grupo foi acusado de ter matado um adido militar britânico
Tamanho:: desconhecido

Frente Revolucionária de Libertação Popular 
Onde atua: Turquia
Origem: criada em 1978, tem orientação marxista e se opõe aos interesses dos EUA e da Otan
Principais atentados: em protesto contra a Guerra do Golfo (1991), assassinou dois militares dos EUA. Teria lançado foguetes contra a Embaixada dos EUA em Istambul em 1992. Em 1999, voltou à carga contra o mesmo alvo
Tamanho:: desconhecido

Luta Revolucionária do Povo 
Onde atua: Grécia
Origem: nasceu em 1971 com o objetivo de combater o regime militar que governou a Grécia (1967 a 1974). Define-se como revolucionário
Principais atentados: acusado de fazer ataques a bomba contra prédios do governo grego e sedes militares dos EUA. Em 1991, com o grupo 1º de Maio, teria praticado 20 atentados a bomba. Juntou-se a outras organizações
Tamanho:: desconhecido

Sendero Luminoso 
Onde atua: Peru
Origem: grupo maoísta, foi criado no final dos anos 60 no Peru com o objetivo de implantar um regime comunista
Principais atentados: o governo peruano atribui à organização a morte de cerca de 30 mil pessoas, sobretudo nos anos 80. Suas últimas ações ocorreram no ano passado
Tamanho:: de cem a 200 guerrilheiros

Movimento Revolucionário Tupac Amaru
Onde atua: Peru
Origem: fundado em 1983, visa implantar um regime comunista no Peru através da ação armada. Ação do governo peruano reduziu muito a ação do grupo
Principais atentados: em dezembro de 1996, o MRTA ocupou a embaixada japonesa, mantendo 72 reféns por quatro meses. Todos os terroristas acabaram mortos pela polícia. Antes, realizaram atentados a bomba, sequestros e assassinatos
Tamanho:: não teria mais de cem integrantes

grupos livres de sanções*

Brigada Alex Boncayo
Onde atua: Filipinas
Origem: nasceu na metade dos anos 80 como dissidência do Novo Exército do Povo, de orientação comunista
Principais atentados: acusado de ter praticado mais de cem assassinatos. Em março do ano passado, o grupo assumiu um atentado contra a Shell em protesto contra o preço do petróleo
Tamanho:: cerca de 500

Exército para a Libertação de Ruanda
Onde atua: Congo e Ruanda
Origem: é o exército dos hutus, grupo étnico responsável pelo genocídio de cerca de 500 mil tutsis em 1994
Principais atentados: além do genocídio, o grupo sequestrou e matou oito turistas estrangeiros em 1999
Tamanho:: alguns milhares

IRA - Exército Republicano Irlandês
Onde atua: Irlanda do Norte, Irlanda, Reino Unido e outros países da Europa
Origem: fundado em 1969 como esquadrão armado do Sinn Fein, movimento político legal que defende a saída das forças britânicas da Irlanda do Norte
Principais atentados: praticou centenas de atentados a bomba, sequestros, extorsões e assassinatos. Já explodiu estações de metrô e shoppings. Em julho de 1997, anunciou um cessar-fogo. Dissidentes descontentes com as negociações com o governo britânico criaram o IRA Autêntico e outros grupos menores
Tamanho:: algumas centenas de militantes e milhares de simpatizantes

Exército de Mohammed
Onde atua: Paquistão e Caxemira. Treina guerrilheiros no Afeganistão
Origem: formado no Paquistão, esse grupo islâmico defende a unificação desse país com a Caxemira. É aliado do Taleban
Principais atentados: em dezembro de 1999, sequestrou um avião da Índia com 155 passageiros e conseguiu a libertação de um de seus líderes. São acusados de matar 21 pessoas em atentado a bomba no ano passado
Tamanho:: centenas de guerrilheiros armados

Exército dos Justos
Onde atua: Paquistão, Caxemira e Afeganistão
Origem: nasceu em 1989 como a divisão armada de um grupo religioso, o Markaz-ud-Dawa-wal- Irshad. Luta na Caxemira contra a Índia
Principais atentados: o grupo é suspeito de ter matado cerca de cem indianos em oito ataques desde 1993. Também são acusados de sequestrar seis pessoas na Índia, das quais cinco foram mortas
Tamanho:: várias centenas, entre eles vários veteranos da guerra do Afeganistão

IRA Autêntico
Onde atua: Irlanda do Norte, Irlanda e Reino Unido
Origem: dissidência radical do IRA (Exército Republicano Irlandês) criada em 1998. Eram contrários ao cessar-fogo anunciado pelo IRA
Principais atentados: em agosto de 1998, o grupo conduziu atentado com carro-bomba que matou 28 civis e feriu 220 pessoas. Após o atentado, o grupo se desculpou pela mortes de civis e anunciou cessar-fogo
Tamanho:: de 150 a 200 militantes

Frente Revolucionária Unida
Onde atua: Serra Leoa, Libéria e Guiné
Origem: grupo guerrilheiro de Serra Leoa que busca derrubar o governo. Tem um trunfo único: controla áreas de extração de diamante
Principais atentados: no ano passado, sequestrou 222 soldados e 11 observadores das forças de paz da ONU
Tamanho:: vários milhares

* Grupos que aparecem na lista do Departamento de Estado dos EUA, mas estão livres de sanções

Fonte: Departamento de Estado dos EUA


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Friday, January 01, 2010

França: réveillon



Vai ver que é por causa da 'questão social'. Piromania como solução...


País teve 1.147 veículos queimados na noite de Ano Novo de 2008.
Polícia deteve 549 pessoas, contra 288 no ano anterior, disse ministro.
A festa de Ano Novo na França teve 1.137 veículos incendiados, com os jovens dos bairros populares mantendo esta sinistra tradição, apesar da mobilização policial em todo o país, informou nesta sexta-feira (1°) o ministro do Interior, Brice Hortefeux.

No total, 1.137 carros foram incendiados em toda a França, contra 1.147 na noite de Ano Novo de 2008/2009.

Foto: JOHANNA LEGUERRE / AP
Depósito de carros queimados em Strasbourg, na França; palco de distúrbios, cidade teve cerca de 60 veículos queimados na passagem de ano (Foto: JOHANNA LEGUERRE / AP)




Wednesday, November 19, 2008

Piratas

Seqüestro de petroleiro marca escalada pirata na costa da África

O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star no último fim de semana é o ápice da escalada de ataques piratas na costa leste africana, considerada uma das rotas mais perigosas para navegação no mundo. Atualmente, os piratas mantém dezenas de navios seqüestrados, com mais de 200 tripulantes reféns.

Como estão bem armados, com metralhadoras, granadas e lançadores de foguetes, as forças estrangeiras na área evitam o confronto direto, enquanto os proprietários negociam o pagamento de resgates. O caos na Somália, onde forças islâmicas combatem o governo apoiado pelo Ocidente, permitiu o desenvolvimento da pirataria na região. No último dia 10, a União Européia aprovou a primeira operação naval de sua história para lutar contra os piratas em plena atividade na Somália e no golfo de Áden, onde aconteceram 63 dos 199 ataques de piratas registrados no mundo entre janeiro e setembro de 2008. Em 25 de setembro passado, piratas seqüestraram na costa da Somália o cargueiro ucraniano Faina, carregado com 33 tanques e diversos armamentos a bordo. O navio e a tripulação permanecem em poder dos seqüestradores, que exigem US$ 20 milhões para liberá-los.

http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=10912

...
Quanto querem apostar que os EUA serão chamados ou será insinuado que devem colocar ordem na região para depois os criticarem por um "injustificado intervencionismo"?

Tuesday, September 23, 2008

EUA e Rússia: a nova militância

Militância na Nova Ordem*


Durante a Guerra Fria, a justificativa soviética para o apoio a forças revolucionárias era condizente com a teoria marxista de que a classe operária necessitava expandir-se para além fronteiras. Fossem em movimentos no México, Porto Rico ou Filipinas – ao que os EUA apoiavam anti-marxistas em Angola ou Nicarágua -, os soviéticos chegaram a influenciar os movimentos anti-guerra como o caso do Vietnã.

Além de Cuba e Alemanha Oriental, também havia campos de treinamento de guerrilha e terrorismo urbano para os insurgentes no Iêmen do Sul, Vale do Beka no Líbano, Iraque, Síria e Líbia. Mas, o maior motivador disto não era a ideologia. Esta era apenas tolerada em troca de armamento e treinamento russo.

Qual a ligação de membros do Exército Vermelho Japonês treinando em frente popular para libertação de acampamentos palestinos no Líbano? Ou de membros do IRA ensinando alemães-orientais? Italianos ministrando explosivos em acampamentos líbios ou sul-iemenitas?

Os cubanos eram muito ativos na África, América do Sul e Caribe, mas o que mais lhes interessavam não era a “teoria da revolução permanente” ou outras bobagens correlatas e sim, o dinheiro russo comprando açúcar subsidiado ou este açúcar enviado ao Vietnã via Comecon. Em contrapartida, mão-de-obra mercenária vietcong foi enviada a América Latina. Muitos ataques (dos 70 aos 90) foram feitos contra alvos americanos e seus aliados latino-americanos, graças às granadas e foguetes abandonados no Vietnã capturados e devidamente aproveitados pelos vietcongs.

O que vocês esperavam que os EUA fizessem? Ficassem de braços cruzados?


Ambiente atual

Retornando a 2008, já não temos uma república soviética com seus estados-vassalos na periferia amorfa. Tecnicamente, a Federação Russa é uma democracia constitucional com um sistema econômico semi-capitalista. Só o fato de ter se libertado de suas amarras marxistas já é um grande feito, mas os imperativos geopolíticos que conduziram ao embate na corrida armamentista entre EUA e URSS ainda permanecem. Isto é óbvio para quem procura entender a lógica de funcionamento dos estados. O que não se pode dizer daqueles que, toscamente, ainda crêem que ideologias movem as ações de estado.

Em sua estratégia, os contatos da Rússia com velhos radicais – al-Bana de Ahmed Jibril e de Sabri – estão inoperantes e outros, dos anos 70 e 80, como Carlos o Chacal e outros do Exército Vermelho Japonês ao grupo grego Novembro 17. Outros se encontram na “ala geriátrica”. Não resta, portanto, outra alternativa se não assediar os novos movimentos terceiro-mundistas. E desses há aos borbotões...

O colapso da insânia soviética foi um duro baque para o financiamento da militância terrorista que ficou a ver navios. Suas alternativas passaram ao rapto, narcotráfico e extorsão pura e simples. Nada de mais para quem já vivia no mundo do crime... Grupos guerrilheiros/terroristas na Colômbia (FARC), Filipinas (NPA) se adaptaram muito bem a esta “nova ordem”. E fizeram de um meio para atingir seus fins em um fim em si mesmo.

Nicarágua, Venezuela e Bolívia são alguns estados que substituíram o antigo papel destinado a Cuba para a Rússia colocar suas patas na região. Há movimentos nesse sentido também no México... Na América do Norte, simpatizantes no Canadá (quebecois) e a esquerda americana (Nancy Pelosi, Noam Chomsky etc.) passam as mãos na cabeça desses meliantes.

No Oriente Médio, o alvo de recente atividade russa é o Líbano e a Turquia. Nesta, a KGB tinha grande envolvimento durante a Guerra Fria sustentando o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). Engana-se quem vê, toscamente, nisto uma luta pela “revolução proletária”, se trata de uma histórica rivalidade geopolítica entre estados. E a comunidade esquerdista turca agradece pelo apoio/exploração russa.

As penínsulas são lugares, histórica e espacialmente, frágeis. Provavelmente, os incentivos russos irão se dirigir para a Grécia e Itália. Na Ásia, as operações de contra-insurgência americanas contra o NPA indicam uma possível participação russa.

A retórica nacionalista do período Putin na Rússia abrangeu o apoio aos movimentos ‘bolivarianista’ na Venezuela, Bolívia e Equador. Bulgária e Sérvia também têm seus movimentos ultranacionalistas bem organizados que namoram a política externa russa, inclusive com a existência de partidos políticos.

Nesta “Nova Ordem”, a mudança ideológica russa tornou o país mais pragmático não indagando sobre a matriz ideológica do alvo, desde que seja anti-ocidental. O atual Kremlin tem se mostrado mais eficaz neste sentido do que fora a KGB. Não há mais o “divisor de águas marxista” para concessão de apoio externo.

Por exemplo, a Ku Klux Klan é bem conhecida e admirada por muitos nacionalistas russos. Uma verdadeira epidemia. Contatos europeus com grupos neonazistas ajudam a sedimentar skinheads russos. Claro que não se tratam de itens da política oficial (nem poderiam, explicitamente), mas dão idéia da cultura geral que se gesta no país. Esta rede transnacional abarca elementos de extrema-direita nos EUA, Ucrânia, países bálticos e Alemanha.

As possibilidades de capitalização russas são imensas ao pensarmos que, além do relacionamento com as Farc, existe a possibilidade de diálogo com elementos mais radicais do narcotráfico, como os violentos cartéis mexicanos. Por isto mesmo Álvaro Uribe é uma peça-chave para os EUA combaterem este dano. Political shortsightedness é o mínimo que se pode dizer de quem vê uma “luta proletária” ou ideológica neste front.

Na passagem entre a Venezuela/Colômbia e México, não podemos nos esquecer de grupos completamente mercenários como Los Kaibiles na América Central. Com sua bolsa para ataques específicos, estas “máquinas de matar” dariam aos intermediários da máfia russa e ao Kremlin uma grande vantagem comparativa nesta “economia de açougue para covardes”. O esquema de redes pode ser muito mais lucrativo (pois, tem custos bem mais baixos) do que ações diretas entre estados ou financiamento de guerrilha convencional.

Nova estrutura de esconderijos, assessores militares em exercício, ligações potenciais entre a periferia capitalista e a Rússia, acampamentos de treino da militância são alguns itens que o serviço de inteligência americano deverá focalizar. Urge ir além do paradigma de combate ao ‘jihadismo’ nos sete anos que passaram. Há muito mais por vir:




* Adaptado de Militant Possibilities on the New-Old Front. By Fred Burton and Scott Stewart, www.stratfor.com.

Monday, August 04, 2008

Sardenberg está errado



Em primeiro lugar, me apetecem os artigos de Carlos Sardenberg, bem como sua aposta no livre-comércio como propulsor do desenvolvimento. Nada a objetar neste quesito e outros como sua crítica aos subsídios.[1]

Minha crítica ao seu artigo Qual é o nosso lado?, focaliza no pressuposto sobre fenômenos não econômicos, mas políticos, notadamente o terrorismo global. Diz o comentarista econômico que:

“A Rodada Doha foi lançada em novembro de 2001, na capital do Catar, apenas dois meses depois do ataque terrorista que havia derrubado as torres de Nova York. A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio estava marcada antes do atentado - mas parecia que nem ia se iniciar. Não havia clima para negociações cujo objetivo seria facilitar o comércio internacional e, pois, a globalização.”

“O ataque acabou influenciando na outra direção. Tornou-se amplamente aceita a tese segundo a qual quanto mais crescimento, emprego e renda houvesse nos países emergentes e pobres, menor seria o espaço para o terrorismo. E ainda: quanto mais integrados os países estivessem no comércio global, também menor seria a tentação terrorista, vista como uma
espécie de desespero diante da exclusão.”

“(...) o terrorismo quase se dissipou, não era a ameaça global que parecia ser”
(grifos meus).

É comum vermos liberais criticarem marxistas devido aos seus argumentos econômicos ou pseudo-econômicos, mas minha crítica a ambos se refere ao seu reducionismo econômico. Como entender o terrorismo como um mero reflexo de desigualdades econômicas? É como se os países que mantêm as melhores taxas de resolução no combate ao crime se bastassem com políticas meramente preventivas, como se psicopatas assassinos somente precisassem de “instruções sobre civilidade”.[2]

Robert Kaplan em Warrior Politics, analisa isto de modo realista, como é sua marca. Se o século XX foi marcado por regimes totalitários como o nazista, fascista e comunista, o mesmo não se dá no século atual. Porém, os mesmos movimentos populistas que tiveram a luta de classes como combustível estão a todo vapor na era da globalização. Eles não são conseqüência desta, mas se baseiam na mesma, em sites conclamando seus apoiadores a mais atos terroristas; com operações de compras de armas; instruções de fabricação de artefatos bélicos etc.

No início dos anos 90, na Índia, nacionalistas hindus atacam mesquitas,[3] na China dos movimentos separatistas tibetano e uigur, nos ataques às igrejas na Indonésia, nos ataques de assalto na Malásia por terroristas filipinos, nas bombas covardes que dilaceram turistas australianos em Bali, nos repetidos mísseis de fundamentalistas islâmicos contra Israel, ataques curdos na Turquia etc, várias forças emergentes calcadas no nacionalismo xenófobo dão as caras no mundo dos microprocessadores, dos investimentos globais e da informação em “tempo real”.

Crer que a informação trazida pela liberalização comercial seja por si só suficiente para “ilustrar” mentes doentias é o mesmo que manter a fé na recuperação de um Champinha lendo Dostoievski. As tensões advindas do choque cultural são menos guiadas por um fosso imaginário entre classes do que padrões culturais que se avizinham nas próprias urbes. Enquanto que a humanidade se transforma cada vez mais em uma sociedade urbana, a desestruturação das sociedades rurais-tradicionais traz como subproduto massas descontentes, que são o combustível de movimentos messiânicos e oportunistas.

[1] Passagem deveras interessante é a observação sobre os principais responsáveis pela lei agrícola do Congresso americano que assegura US$ 48 bilhões para os subsídios agrícolas como obra dos Democratas que detém maioria na casa. O presidente Bush, acertadamente, vetou a lei propondo limitar os subsídios para os agricultores que auferem até US$ 200 mil anuais. Um de seus maiores entusiastas é Barack Obama e John McCain um opositor.

[2] A Desigualdade Não é Causa e a Reintegração Não é Opção - I e A desigualdade não é causa e a reintegração não é opção - final.

[3] Recentemente, o terrorismo islâmico reage no país: Governo indiano pede calma, após série de atentados.

Tuesday, July 10, 2007

Rio de Janeiro, 2007: em guerra?


"É claro e bem sabido que a única fonte da guerra é a política... A guerra é simplesmente uma continuação da política com a adição de outros meios". (Carl von Clausewitz)
Já é lugar comum, há vários anos, a referência à situação do Rio de Janeiro como sendo de "guerra civil". A sensibilidade a esse tipo de "conhecimento", ou a origem de um senso comum generalizado em relação ao uso de tal expressão, talvez resida no fato de que as gangues ou facções de narcotraficantes do Rio de Janeiro, hoje em situação de enfrentamento direto ao Estado, utilizem: (i) armas e munições de emprego militar (inclusive artefatos explosivos e "armas pesadas" contrabandeadas ou desviadas das Forças Armadas); (ii) táticas de "guerrilha urbana" (incluindo o emprego oportunista, em relação ao ordenamento jurídico, de "soldados crianças e adolescentes"; bem como, as "balas achadas", técnica utilizada pelas facções criminosas durante os enfrentamentos, quando civis são alvejados propositalmente, como forma de agravar a pressão pela manutenção do "status quo"; (iii) ações de controle territorial que afetam a própria rotina da população, já sendo comum a determinação, pelo crime organizado, do fechamento de estabelecimentos comerciais e escolares locais.
Luciano Phaelante Casales é Professor Doutor (General de Exército da Reserva do Exército Brasileiro), Coordenador para Assuntos de Defesa do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF) de Brasília. George Felipe de Lima Dantas é Professor Doutor, Coordenador para Assuntos de Segurança Pública do NEDOP/UniDF. Luiz Carlos Magalhães é Professor Especialista (MBA em Gestão da Segurança Pública e da Defesa Social), Pesquisador Associado do NEDOP/UniDF.

Atualizado em ( 02/07/2007 )

Tuesday, May 01, 2007

Tenet: Al-Qaida's Nuclear Threat Real

http://www.newsmax.com/archives/ic/2007/4/30/195256.shtml?s=al

Monday, April 30, 2007 7:50 p.m. EDT

The intelligence community has real concerns that al-Qaida will acquire nuclear weapons to use in a terrorist attack on the U.S., former CIA Director George Tenet confirms.
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Tenet – author of the controversial new book "At the Center of the Storm: My Years at the CIA” – also believes it’s likely that al-Qaida already has operatives in the U.S., he disclosed in an interview with CBS’ "60 Minutes” Sunday night and in other tv interviews Monday.
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Tenet told CBS interviewer Scott Pelley that in 2003, terrorists in the U.S. were prepared to launch an attack in the New York City subways when the operation was called off by Osama bin Laden’s second in command, Ayman al-Zawahiri, in favor of "something larger.”
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Story Continues Below
A clue to what that "something” could have been is that bin Laden has been trying to acquire nuclear material since 1993, according to Tenet.
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"Are these people gonna have a nuclear capability? This confers superpower status on a networked organization that is not a state,” Tenet told Pelley.
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"Is it gonna happen? Look, I don’t know. But I worry about it. Because I’ve seen enough to tell me that there’s intent. And when there’s intent, the question is, when does the capability show up? If al-Qaida were to acquire nuclear capability, the thousands of weapons we have would be irrelevant.”
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Asked if al-Qaida is in the U.S. right now, Tenet said: "My operational presumption is that they infiltrated a second wave or a third wave into the United States at the time of 9/11. Now can I prove it to you? No. It’s my operational intuition.”
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Tenet’s worries about al-Qaida’s nuclear desires seem to corroborate a new book by former FBI consultant Paul Williams due out later this month. The book, ”The Day of Islam,” claims al-Qaida has been preparing a spectacular nuclear attack in the American homeland. [Editor’s Note: More info on "The Day of Islam” Click Here Now.

Thursday, February 22, 2007

Como espalhar fogo no pasto: a paranóia como senso histórico

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Quem mais poderia espumar preconceitos e sofismas tão mal acabados como o paranóide-mor Jeffrey Nyquist, um dos gurus do http://www.midiasemmascara.com.br/? Em seu Falta de senso histórico, o sociólogo da costa oeste, cujo cérebro já deve ter torrado com o abrasador Sol da Califórnia, destila uma montoeira de sandices jogadas quase que aleatoriamente com informações históricas anacronicamente desconectadas.
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A descrição do avanço das hordas alemãs que cruzaram o Reno no inverno de 406-7, trazendo violência, estupros, desordem, pilhagem e tornando pessoas “livres” reféns inicia o artigo, como já se antevisse o fim da civilização. Nossa civilização equiparada ao Império Romano. Nossa? Não, quando Nyquist fala em “civilização”, bem entendido que se refere aos Estados Unidos da América e, quando muito, a um ou outro país europeu. O resto não é resto, é uma maioria ameaçadora, “bem armada”, bem articulada e disposta a tudo para destruir sua civilização.
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Assim, traçando analogias entre os bárbaros da antiguidade e imigração mundial atual, cita o avanço vândalo através da África por volta de 420:
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"Em seu furor bárbaro, eles até tomavam crianças dos peitos de suas mães e lançavam os bebês inocentes no chão. Seguravam outros pelos pés, de cabeça para baixo, e os cortavam em dois..."
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Tais feitos servem para contrapor a barbárie à civilização judaico-cristã. Mas, se tais fatos horripilantes servem para se contrapor à lei e à ordem instituídas, não pode servir para acusar esta mesma civilização que igualmente endossou prática similar alguns séculos mais tarde alhures. Conforme a dica de uma testemunha ocular:
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“Os espanhóis, com seus cavalos, suas espadas e lanças começaram a praticar crueldades estranhas; entravam nas vilas, burgos e aldeias, não poupando nem as crianças e os homens velhos, nem as mulheres grávidas e parturientes e lhes abriam o ventre e as faziam em pedaços como se estivessem golpeando cordeiros fechados em seu redil. Faziam apostas sobre quem, de um só golpe de espada, fenderia e abriria um homem pela metade, ou quem, mais habilmente e mais destramente, de um só golpe lhe cortaria a cabeça, ou ainda sobre quem abriria melhor as entranhas de um homem de um só golpe. Arrancavam os filhos dos seios da mãe e lhes esfregavam a cabeça contra os rochedos enquanto que outros os lançavam à água dos córregos rindo e caçoando, e quando estavam na água gritavam: move-te, corpo de tal?! Outros, mais furiosos, passavam mães e filhos a fio de espada.”
(LAS CASAS, Frei Bartolomé de. O Paraíso Destruído: a sangrenta história da conquista da América. Porto Alegre: L&PM, 2001, p. 33-35.)
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Mas, isto seria apenas um detalhe inconveniente no curso de nossa civilização... Que por “civilização” se entende mais pros que contras, não discordo. O problema é que não há o menor senso auto-crítico no raciocínio de Nyquist. Eu poderia apostar que, dada sua falta de relativização histórica, que o autor poderia justificar tais atrocidades em nome de um “bem comum” a ser hipoteticamente alcançado por todos. E, vale a pergunta, os fins justificam os meios? Se não para o comunismo ou o nazismo, por que valeriam para o conservadorismo judaico-cristão?
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O esquema recorrente a este tipo de artigo é de que a civilização e o “motor econômico do mundo” ameaçaram ser estancados por uma “estúpida crença na doutrina da igualdade universal”. Nyquist coloca no mesmo saco invasões bárbaras aos fluxos imigratórios hodiernos. Tudo não passa de uma ação coletiva querendo destruir os fundamentos de uma civilização que já teria atingido, tão ao gosto biológico, seu clímax. Esquece o sociólogo que muitos destes braços foram convidados pelos governos centrais a suprir uma demanda reprimida por trabalho. Enfim, pior do que igualar pessoas em busca de empregos a bandidos, ele os iguala aos bárbaros. Se o crime existe em qualquer sociedade, não necessariamente qualquer sociedade sucumbiu ou sucumbirá à barbárie. A paranóia de Nyquist é de, claramente, demonizar os imigrantes tratando-os como uma chaga, uma verdadeira peste.
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“[P]or quanto tempo ela continuará pacífica?”
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É sua pergunta sobre a organização internacional entre os diversos países e seus fluxos de trabalhadores. Como se o destino final, fatalistamente traçado, fosse uma hecatombe de sentidos que abalará toda a moral ocidental.
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Seu mal disfarçado preconceito e senso discriminatório, torna-se explícito onde diz:
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“[U]m dos historiadores mais respeitados dos Estados Unidos", que fez uma brincadeira com um candidato à presidência "perguntando-lhe quais foram os cinco anos mais perigosos da história americana". O candidato ficou confuso com a pergunta. Os anos mais críticos foram certamente os da fundação da República, a Guerra da Independência, ou a Guerra Civil, ou talvez a Segunda Guerra Mundial. ‘Não’, disse o historiador, ‘são os próximos cinco anos’".
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O futuro da estabilidade mundial, particularmente de seu EUA, está no fechamento das fronteiras nacionais... É uma das mais enfáticas vozes anti-Globalização que já ouvi. Com “liberais-conservadores” desta estirpe, quem precisa de comunistas? Quando digo e afirmo que os conservadores têm os mesmos mecanismos intelectuais dos comunistas, ambos totalitários, não brinco.
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As “inovações podem ser perigosas”, por suposto que sim. E, por isto mesmo, o que resta de pragmatismo e bom senso ao presidente Bush, dada sua malfadada operação no Iraque se trata de um arremedo de solução para a inovação do conceito de “guerra preventiva”. Mas, não para Nyquist – o totalitário enrrustido -, mas a “inovação” democrática é que é perigosa:
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“A nova maioria democrata no Congresso tem seu próprio conjunto de inovações assustadoras (como uma legislação para compensar o aquecimento global, que pode ser devastadora para a economia americana). Há inovações que não queremos ver, como a dos mulás iranianos com suas bombas atômicas. Há inovações que gostaríamos de ver, como a eliminação da velhice através da ciência genética. As conseqüências de todas elas porém, são difíceis de prever. Uma inovação leva à outra e inovações geralmente conduzem à barbárie. Os nazistas surgiram da inovação, assim como os comunistas da Rússia soviética e da China. O Ocidente não quer que os iranianos controlem armamentos nucleares mas a inovação do bombardeamento preventivo da infra-estrutura nuclear de um país, expõe a força que age preventivamente a conseqüências imprevisíveis. O Presidente Truman rejeitaria um ataque preventivo ao programa nuclear de Stálin. Diz-se que o Presidente Nixon defendeu o programa nuclear de Mao contra a proposta de um ataque preventivo dos soviéticos.”
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O que a “inovação” em sedimentar eleições como prática comum em um país que vive ditaduras há décadas pode ser comparada (e igualada) ao nazismo e o comunismo? E, para tanto, toda sorte de conspirações sobrepõe-se a estratégia da Guerra Fria. Quando este furtivo analista diz “diz-se” não faz mais que adotar um recurso conveniente para deixar na indefinição de sua autoria. Quem poderia ser o autor de uma ação especificada? Descompromissadamente assim, espalha-se a mentira, como se o efeito fosse, de fato conhecido por todos por que não se prova um sujeito, um autor que poderia ser investigado e cuja acusação desmentida.
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Nyquist ainda tem o vício de um estrategista de jogo de tabuleiro em tarde chuvosa ao superestimar o poder de fogo dos EUA ao propor a destruição, literalmente, de todo arsenal nuclear de outro país. Nada de ONU se temos marines...
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A pílula anticoncepcional é tão devastadora quanto a bomba atômica? O autor sugere algo, mas não explica. Fica o dito pelo não dito e tem gente que engole este tipo de bazofia como “análise”:
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“Nós não nos inspiramos mais em modelos históricos porque ‘a bomba’ e ‘a pílula’ (ou seja, o controle da natalidade) tornaram os modelos anteriores obsoletos. (...) A bomba atômica é uma arma terrível mas uma espada é também uma arma de destruição em massa, já que uma simples espada pode cortar 10 mil gargantas.”
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A espada mata sim. Mas, tanto quanto bombas atômicas? Ridícula a comparação. O que sugere o autor? Que se invada quaisquer países que a utilizem com a mesma ênfase dos que detêm armas de destruição em massa, já que estas não foram encontradas?
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E quando Bush mudou a tônica da operação para a democratização virou por isto mesmo um “esquedista”. Ou o autor é que um ao defender a imposição de qualquer padrão de política externa pela simples força? O que o cérebro de batata cozida do Nyquist não percebe é que, mesmo detendo superioridade militar, este não é o caminho óbvio em se tratando de auferir benefícios políticos e que, se a política é a perpetuação da guerra por outros meios, isto não significa que não haja diferença entre ambas.
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“As políticas da administração Bush falharam porque elas têm a mesma perspectiva esquerdista de sua oposição democrática. O presidente Bush, a despeito do ‘rótulo de conservador’ é, na realidade, em seu modo de ver o mundo, um esquerdista. Sua missão no Iraque, iniciada como uma caça preventiva por armas de destruição em massa, mudou para a de democratização. Isso significa que a grande estratégia dos Estados Unidos dobrou a esquina da utopia e promete não dar em lugar nenhum. A causa da prevenção saiu desacreditada e agora a da democracia enfrenta o mesmo destino.”
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E, para fechar com chave de ouro, levar a democratização desacredita a propria democracia. Ué? Coisa de doido! Mas, a busca pela democracia não se constituía em um erro? Nyquist nem sabe por que escreve.

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A política endossada por Nyquist bem poderia ser caracterizada como a seguinte, quando expressa características claramente xenófobas:

A posição atual do governo americanos com relação aos brasileiros é um claro indício de como a paranóia pseudo-sociológica de Nyquist está anos-luz distante de uma preocupação de estado:

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Thursday, December 07, 2006

Tríplice Fronteira









O governo dos Estados Unidos incluiu nesta quarta-feira, em sua lista de colaboradores com o terrorismo, nove pessoas e duas entidades que financiam a organização terrorista xiita Hezbollah, e que atuam na tríplice fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai. A divulgação da medida foi feita pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Os incluídos na lista ficam proibidos de desenvolver operações comerciais ou financeiras com pessoas e entidades dos Estados Unidos. As ações também incluem o congelamento de todas as contas bancárias e outros ativos que estas pessoas ou empresas tenham nos Estados Unidos. O Departamento do Tesouro assinalou que os novos incluídos arrecadavam fundos para a rede de Assad Ahmad Barakat, que funciona na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A organização de Barakat é uma das maiores fornecedoras de dinheiro para a organização terrorista Hezbollah, segundo o diretor do Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros dessa secretaria, Adam Zsubim.