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À princípio, o acidente com as obras no metrô de SPaulo foram causados por uma genérica
"falha de engenharia", pelo menos, até que a investigação em curso pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da USP tenham algum desfecho.
E seria engraçado se não fosse trágico como neste momento vige o "toma que o filho é teu":
Como o estado não tem responsabilidade? Quem ou o que deveria fiscalizar a obra?!
Claro que esta tragédia não passará ilesa da política. O deputado petista de São Paulo, Simão Pedro aproveita para pedir uma "CPI do Metrô". Oportunismos à parte, a proposta tem sua razão:
Me parece claro que a responsabilidade é conjunta. Tanto do consórcio Via Amarela (constituído pelas construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Correa e Andrade Gutierrez) que venceu uma licitação em agosto do ano passado para realizar as obras da linha 4 do metrô, como do governo do estado.
Então, como se metem nisto?
Sem especular, o diretor do IPT admitiu a possibilidade de falha humana, embora eu não saiba o que seriam "fatores naturais imprevisíveis":
O que isto significa para quem foi responsável pelo vazamento de uma barragem, no último dia 10, que liberou cerca de dois bilhões de litros de lama de argila, resultado da lavagem de bauxita, nos rios Muriaé e Fubá, prejudicando o abastecimento de água no sul de Minas Gerais e no noroeste do Rio de Janeiro, além de ter causado inúmeros estragos à população destes dois estados?
Ao menos, alguma ação: