Um bom artigo, informativo e com interessantes comentários, particularmente os de Joaquim Neto e Thiago Cortês:
A posição conservadora sobre a Síria | ILBlog
Showing posts with label conservadorismo. Show all posts
Showing posts with label conservadorismo. Show all posts
Monday, September 23, 2013
Friday, April 17, 2009
Entrevista com Francis Fukuyama

Gosto do Fukuyama. Aqui vão algumas considerações sobre sua entrevista a Veja:
"Só vou considerar que há alternativa viável à democracia liberal se, no prazo de uma geração, o regime autoritário da China conseguir mesmo levar o país a igualar o nível de desenvolvimento dos Estados Unidos e da Europa. Acredito, porém, que esse objetivo não seja alcançável pelo atual modelo chinês."Pois então, não sei se sou excessivamente otimista ou se abuso do economicismo teleológico com sinal trocado (ao marxismo), mas acredito na evolução do sistema chinês. Inclusive, como também ocorreu na Coréia do Sul e Japão. Embora, nestes casos tenha havido guerras com ocupação e imposição constitucional posterior... É que não consigo pensar que haja desenvolvimento econômico, o fortalecimento de uma classe economicamente dominante (para abusar do cacoete herdado do marxismo) sem que haja sua correspondente ascensão política. É como se falarmos em alguém cada vez mais rico e calado perenemente pelo medo de se expor. Classes ricas tendem a ter influência política também e isto me soa óbvio."As ideias que exportamos desde os tempos do presidente Ronald Reagan (1981-1989) deverão ser modificadas, pois foram justamente elas que nos impeliram para a crise atual."Eu não tenho certeza disso, genericamente como está colocado. De que forma? Ele se refere às privatizações ou a transferência de capitais? Mesmo assim, para mim, a importância de Reagan está no enfrentamento do poderio soviético. Ele forçou a máquina até ferver. Acho que se Reagan teve méritos está igualmente no fato de que no plano de mercado defendeu a livre iniciativa, mas na política externa manteve o estado de segurança do bloco ocidental sem baixar a crista."O pior dessa história toda é que, na esteira da crise, estamos assistindo a um aumento do nacionalismo econômico. Não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Seu desdobramento mais nefasto é o protecionismo. Esse movimento é um grande perigo. Sabemos das consequências do protecionismo. Não funcionou nos anos 1930 e não funcionará novamente."Acho que aqui Fukuyama se mantém politicamente correto. O que não está sendo dito com todas as letras é o temor do protecionismo americano, a única grande ameaça com Obama. Os países periféricos estão cagados de medo de ver seu principal cliente adotar aquilo que suas elites universitárias sempre apregoaram."Os chineses estão usando a crise econômica global de maneira estratégica, promovendo investimentos em várias partes do mundo. Eles estão aumentando seu peso político. Também pressionam por mudanças nas instituições multilaterais para que o papel deles seja mais relevante. Acho que os chineses sairão da crise com mais poder de barganha do que tinham antes."Perfeito. Também acho."Eles vivem a ilusão de que essas mudanças produzirão justiça social, mas elas são propostas por líderes populistas cujo único objetivo é aumentar o poder do Executivo. Justificam isso com programas sociais de redistribuição de renda que retiram direitos da elite e os repassam aos excluídos. É uma tendência perigosa. Se for para fazer redistribuição, que se faça com o consenso de toda a sociedade. Se não houver um consenso na sociedade para que essas mudanças ocorram, haverá uma polarização cada vez maior entre direita e esquerda."Interessante, quando todos dizem que este grupo está se fortalecendo, ele vê um enfraquecimento no seu horizonte."Porque o Brasil é mais estável. É um estado federativo, com experiência na descentralização do poder. Além disso, o consenso a respeito da importância da participação política é muito maior na sociedade brasileira do que na maioria dos outros países da região."Bem pensado, ele não é mais um que se deslumbra com a estabilidade do governo Lula, mas vê nossa estabilidade institucional que, por outro lado, tem na "república dos governadores" sua chave federativa. Isto é, a barganha é necessária para governar em Brasília. Como diz:"O problema no Brasil é o Legislativo. As regras eleitorais dificultam a formação de maiorias no Congresso, o que força os presidentes a criar coalizões com diferentes partidos. Um presidente brasileiro jamais tem uma maioria no Congresso, como o presidente Obama tem nos Estados Unidos. Além disso, os partidos brasileiros não têm disciplina. Isso é terrível. Os partidos não podem forçar seus membros a seguir a orientação do líder, o que obriga o presidente a fazer acordos paralelos. Esse modelo favorece a corrupção e dificulta a aprovação de leis.""Outro grande problema é que os professores são muito mal preparados. Para piorar, os pais dos alunos não estão dispostos a cobrar a melhoria do ensino nem são preparados para isso."Sem comentários, apenas assino em baixo. No geral, gostei da entrevista.Dá o que pensar, inclusive sua crítica ao governo Bush.
Thursday, April 24, 2008
Mágica solução para a guerra

Sobre Guerra e Liberdade de Rodrigo Constantino
Ótimo artigo, Rodrigo. Levou-me a conclusão de que, definitivamente, tenho muito pouco a ver com os chamados libertarians.
Na verdade, dependendo da conceituação, precisa, do que venha a ser “conservador” também não me enxergo como um. Mas, como digo, isto depende...
Como disse Chris Rock “sou conservador quanto ao crime e ‘liberal’ com a prostituição”. Em forma de chiste, o comediante nos disse uma grande verdade, não há uma forma de ser conservador, uma forma de ser ‘liberal’. O que não tenho certeza, a tomar pelo teu texto, é se há outra forma de ser um libertário ou anarcocapitalista.
Levantaste muitas questões em teu artigo e pretendo focar minhas considerações na geopolítica. No entanto, não poderia deixar de comenta-las, mesmo que de passagem. Não só há uma flagrante incongruência naqueles que são contra o aborto porque “defendem a vida” ao mesmo tempo em que são favoráveis à guerra, como há outra, a de se postarem contra qualquer forma de planejamento familiar tal como a contracepção através de pílulas ou camisinhas e lavarem as mãos às dezenas de milhares de crianças que ficarão sem assistência por gravidez indesejada ou, o que é pior, de risco. O que propõem estas “lúcidas mentes?” A castidade. Ora, não há nada mais irreal do que isto. Desse jeito, querem mesmo um tribunal celestial onde os pecadores não conseguirão seu lugar.
Por outro lado, se a guerra tem que ser evitada e se mostra um recurso último, não há como negar que um chefe-de-estado tem que contemporiza-la e tê-la em sua agenda, ao menos, como possibilidade.
Gostaria, no entanto, de avisar que a idéia de “guerra preemptiva” não é de meu agrado. Ainda acredito que deva haver algum critério “justo” para a mesma. Não é à toa que o experiente general Collin Powell abandonou este barco...
Voltando às agruras da realidade. O que Ron Paul nos teria a dizer sobre como:
1. Lidar com a crescente beligerância do Oriente Médio? Ou ele pretende que Ahmadinejad siga seus instintos e varra Israel do mapa?
2. Lidar com movimentos maoístas latino-americanos, tais como as Farc?
3. Lidar com o expansionismo e intervencionismo russo que visa reeditar o auge do período soviético em termos de belicosidade? Sua ameaça constante a Europa Central, que insufla separatismos no Cáucaso através de guerrilhas? Que se enamora, da boca pra fora que seja, de Teerã e tudo o mais?
4. Lidar com o movimento waabita na Arábia Saudita, que pretende levar aquele país a uma versão (ainda mais) radical e sectária do que o regime teocrático existente?
5. Lidar com Kim Jong-Il da Coréia do Norte, com um programa nuclear que visa trocar suas ameaças (ao Japão, dentre outros) em troca de investimentos em seu país?
Estas e outras questões parecem não passar pela cabeça de Ron Paul, haja vista o que seus correligionários têm divulgado por aí.
Outro erro é pensar que McCain é um típico conservador. Aqui, por exemplo, David Limbaugh faz ponderações criticando o candidato republicano, mas que de modo inverso, me trouxeram interesse por McCain.
Ótimo artigo, Rodrigo. Levou-me a conclusão de que, definitivamente, tenho muito pouco a ver com os chamados libertarians.
Na verdade, dependendo da conceituação, precisa, do que venha a ser “conservador” também não me enxergo como um. Mas, como digo, isto depende...
Como disse Chris Rock “sou conservador quanto ao crime e ‘liberal’ com a prostituição”. Em forma de chiste, o comediante nos disse uma grande verdade, não há uma forma de ser conservador, uma forma de ser ‘liberal’. O que não tenho certeza, a tomar pelo teu texto, é se há outra forma de ser um libertário ou anarcocapitalista.
Levantaste muitas questões em teu artigo e pretendo focar minhas considerações na geopolítica. No entanto, não poderia deixar de comenta-las, mesmo que de passagem. Não só há uma flagrante incongruência naqueles que são contra o aborto porque “defendem a vida” ao mesmo tempo em que são favoráveis à guerra, como há outra, a de se postarem contra qualquer forma de planejamento familiar tal como a contracepção através de pílulas ou camisinhas e lavarem as mãos às dezenas de milhares de crianças que ficarão sem assistência por gravidez indesejada ou, o que é pior, de risco. O que propõem estas “lúcidas mentes?” A castidade. Ora, não há nada mais irreal do que isto. Desse jeito, querem mesmo um tribunal celestial onde os pecadores não conseguirão seu lugar.
Por outro lado, se a guerra tem que ser evitada e se mostra um recurso último, não há como negar que um chefe-de-estado tem que contemporiza-la e tê-la em sua agenda, ao menos, como possibilidade.
Gostaria, no entanto, de avisar que a idéia de “guerra preemptiva” não é de meu agrado. Ainda acredito que deva haver algum critério “justo” para a mesma. Não é à toa que o experiente general Collin Powell abandonou este barco...
Voltando às agruras da realidade. O que Ron Paul nos teria a dizer sobre como:
1. Lidar com a crescente beligerância do Oriente Médio? Ou ele pretende que Ahmadinejad siga seus instintos e varra Israel do mapa?
2. Lidar com movimentos maoístas latino-americanos, tais como as Farc?
3. Lidar com o expansionismo e intervencionismo russo que visa reeditar o auge do período soviético em termos de belicosidade? Sua ameaça constante a Europa Central, que insufla separatismos no Cáucaso através de guerrilhas? Que se enamora, da boca pra fora que seja, de Teerã e tudo o mais?
4. Lidar com o movimento waabita na Arábia Saudita, que pretende levar aquele país a uma versão (ainda mais) radical e sectária do que o regime teocrático existente?
5. Lidar com Kim Jong-Il da Coréia do Norte, com um programa nuclear que visa trocar suas ameaças (ao Japão, dentre outros) em troca de investimentos em seu país?
Estas e outras questões parecem não passar pela cabeça de Ron Paul, haja vista o que seus correligionários têm divulgado por aí.
Outro erro é pensar que McCain é um típico conservador. Aqui, por exemplo, David Limbaugh faz ponderações criticando o candidato republicano, mas que de modo inverso, me trouxeram interesse por McCain.
Bem, como dizia Popper "reformas são preferíveis a revoluções". Sempre que alguém fala nas segundas penso na grande possibilidade de erro que contém. As reformas, por sua vez, se baseiam numa tentativa e erro constantes que tendem a aperfeiçoar o método de aprimoramento social.

