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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Friday, July 04, 2008

Chorumela nacionalista no 4 de Julho

Em The Loss of Independence, Patrick J. Buchanan se parece muito muito com líderes terceiro-mundistas e caudilhos populistas latino-americanos (apud Vargas, Perón, Chávez e Morales), para os quais o livre-comércio e a mútua dependência comercial são uma forma de "dependência total".
Como se fosse possível (e desejável) em época de Globalização se tornar independente e auto-suficiente economicamente. Ele esquece que mesmo os EUA não são um estado, mas estados e que o comércio interno gera, necessariamente, uma dependência mútua.
Se os EUA são assim, internamente (e aposto que está aí uma das razões de seu sucesso), como querer que não induzam o mesmo para o mundo inteiro? A "dependência" não é unilateral, ela é uma "via de mão dupla". Ou seja, não ocorreria se não fosse benéfica para outros países, outras economias. Buchanan lamenta e diz que não há mais independência a comemorar. Ora, a dependência mútua criada economicamente é fruto da independência, autonomia e vontade dos cidadãos americanos na sua grossa maioria ao internacionalizarem suas economias. Seja a Coca-Cola, Hollywood, commodities várias, capitais nas bolsas de valores e tudo o mais... Não há "vítimas" de uma "Nova Ordem", mas conflitos que se produzem e reproduzem a partir de um jogo de interesses.
Normal e eterno.

Friday, December 28, 2007

Desenvolvimento e Dependência, uma falsa questão



Charges tolas como esta expressam a ignorância terceiro-mundista sobre os mecanismos de desenvolvimento ao enfatizar uma teoria simplista do "jogo de soma zero" onde alguém tem que perder para outro ganhar.

A crítica que se faz a Cuba pré-Castro como sendo um “bordel” para usufruto americano é tola. A Malásia, por exemplo, incentiva o turismo ao lado da projeção que adota na exportação de manufaturados. Esta visão de que uma coisa exclui a outra, ou é uma ou é outra é típica da leitura terceiro-mundista de cepa marxista na qual para se desenvolver, um país tem que ser, eminentemente, industrial. Tolice aguda, a indústria é apenas mais um dos setores que têm que se desenvolver, mas o desenvolvimento econômico se constitui em um conjunto de setores bem articulados cujo resultado final tem que ser mercadológico. Do contrário, desenvolver a indústria sem considerar o destino final: o mercado consumidor, só serve para requerer a formação de uma mão de obra industrial que insuflará os ânimos revolucionários.

Para os teóricos desta autoproclamada visão “estruturalista”, mais conhecida como “da dependência”, o Brasil seria uma prova incontestável de diversificação econômica perante seus vizinhos sul-americanos, um “gigante pela própria natureza”. Claro que se a comparação for entre um “remediado” e um vizinho miserável, esta visão passa batida... Mas, se a comparação for em termos de diversificação na cadeia produtiva, nossas commodities só são suficientes como uma pauta de exportações e não como produtos de maior valor agregado.

Já ouvi risos asseverando que o PIB de Minas Gerais é equivalente ao do Chile inteiro, mas sem considerar outros dados como o próprio IDH de ambos territórios numa vã tentativa de menosprezar o sucesso do país andino. Nada igualmente sobre as moradias ou infra-estrutura básica atingida pelo mesmo.