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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Thursday, September 13, 2007

Evil Morales, o cocalero bem que poderia ter prometido a redenção aos seus compañeros incas através do mote "a coca é nossa!" Mas, não se fazem mais idiotas típicos como antigamente nesta Latino-América... Os populistas perceberam que este negócio de estatizar tudo não dá certo, o lucrativo é tributar, tributar e tributar. Ou também existe a possibilidade de rescindir contratos sem aviso prévio. Basta que não seja mais interessante ao governo em questão e dane-se a empresa contratada.

A questão é por que o contrato da Bolívia com a construtora brasileira não se tornou mais interessante?

Posso estar enganado, mas não vejo racionalidade... econômica nas ações bolivianas. Por outro lado, há muito partidarismo. Como o vínculo à Venezuela, que é uma concorrente na oferta de hidrocarbonetos. Não seria mais lógico, portanto, se vincular ao principal consumidor, o Brasil do que a um concorrente na produção e distribuição?

Outro passo neste sentido é sua aproximação com o Irã. Alegam que o Chile e a Colômbia o têm. Mas, têm como? Através do comércio externo ou em algum nível de consultoria?

BOLÍVIA RESCINDE CONTRATO DE OBRA DA QUEIROZ GALVÃO
O governo da Bolívia confirmou nesta quarta-feira sua decisão de rescindir contrato com a construtora brasileira Queiroz Galvão, devido a problemas técnicos em uma estrada do sul do país. O novo ministro de Obras Públicas da Bolívia, José Antonio Kinn, anunciou ainda a criação de uma comissão interministerial para analisar o processo de ruptura contratual. Horas antes da declaração do ministro, fontes da estatal ABC (Administradora Boliviana de Estradas) disseram que a entidade está estudando um relatório emitido pela Queiroz Galvão. O documento é uma resposta aos argumentos do governo boliviano para rescindir o contrato, assinado com a construtora no final de 2003. No final de agosto, as autoridades bolivianas disseram que foram encontradas fissuras na estrada construída pela Queiroz Galvão nos Departamentos de Chuquisaca, Tarija e Potosí. Segundo a empresa, porém, a construção avançou 77% em mais de três anos. A Queiroz Galvão está encarregada desde 2003 de pavimentar 420 quilômetros de estradas no sul da Bolívia, o que permitiria ao país melhorar suas conexões viárias com o Paraguai e a Argentina. A ABC justifica a rescisão do contrato com o "descumprimento" do cronograma de obras por parte da companhia brasileira, "levando em conta a suspensão dos trabalhos de pavimentação, de terraplanagem e o atraso na correção dos trabalhos defeituosos”. Um relatório divulgado pela construtora indica que as mudanças de curvatura na estrada são causadas pela umidade da região. Para a ABC, no entanto, os problemas são "de construção”. A administradora boliviana disse ainda que a empresa brasileira Ecoplan Noronha, encarregada do controle da construção, "não fez uma supervisão efetiva", já que teria começado os trabalhos seis meses depois do início das obras, quando foi contratada através de decreto do ex-presidente Carlos Mesa. No início de agosto, a ABC apresentou à Promotoria de Potosí, no sudeste do país, uma ação penal contra as duas firmas brasileiras e contra o ex-presidente da entidade estatal, José María Bacovick. A decisão de processá-los foi tomada após a realização de três avaliações técnicas do trabalho da Queiroz Galvão. Os relatórios determinaram que o processo de contratação "foi discricionário e pouco transparente", que houve uma "mudança unilateral das especificações técnicas por parte da empresa" e que as fissuras "estão ligadas a trabalhos de construção”. "Durante as visitas às obras, observamos que havia elementos orgânicos misturados ao cimento, como raízes e galhos, e que os sacos com o material não estavam protegidos da chuva", afirmou uma fonte da ABC. O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou na terça-feira a Queiroz Galvão, destacando que a obrigação de seu governo é "impedir que haja empresas enganando o Estado”.

COCALEIRO EVO MORALES JUSTIFICA AS RELAÇÕES DE SEUS GOVERNO COM O ESTADO DO IRÃ
O presidente da Bolívia, o trotskista cocaleiro Evo Morales, justificou nesta quarta-feira o início das relações diplomáticas com o Estado terrorista do Irã, com o argumento de que até nações pró-imperialistas como Chile e Colômbia as têm, além de Venezuela e Cuba. Morales disse isto durante um discurso pronunciado na localidade de Quillacollo, pelos 102 anos da província do mesmo nome, na região central de Cochabamba. Segundo ele, quando o ministro de Relações Exteriores, o indígena aimara David Choquehuanca, falou do início da relação diplomática com o Irã, causou surpresa em "alguns dos colaboradores próximos ao Palácio", que "se assustaram". Entretanto, Choquehuanca, acrescentou Morales, disse que se Chile, Colômbia ou França têm relações com o governo terrorista iraniano, “por que a Bolívia não vai poder fazer o mesmo?” O embaixador iraniano na Venezuela, Abdollah Zifan, assinou na última semana, em La Paz, "uma carta de intenções" para desenvolver a cooperação no setor petrolífero e em outras áreas industriais, como a produção de leite.


Porto Alegre, 13 de setembro de 2007 - Videversus nº 794

Monday, May 21, 2007

Evo Morales pode se dar mal



Morales pode se dar mal. Seu país não tem investidores viáveis na região.
Vamos torcer... Seu "etno-nacionalismo" irá pras cucuias.

a.h






Gabrielli: oferta de gás boliviano está no limite

A oferta de gás natural boliviano está muito próxima da demanda interna e externa pelo combustível, segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. "A Bolívia precisará atrair investimentos para atender aos seus compromissos", afirmou o executivo, durante a quinta edição do evento Gas Summit. De acordo com o executivo, a atual capacidade de produção da Bolívia está na casa de 40 milhões de metros cúbicos diários (m³/d). Entretanto, o Brasil importa desse volume 24 milhões e tem perspectivas de expandir para 30 milhões de m³/d. O país vizinho também exporta entre 6 milhões a 7 milhões de m³/d para a Argentina, sendo que já possui acordo firmado para que a venda alcance 27 milhões. Além disso, a demanda interna está por volta de 4 milhões de m³/d. "Para cumprir os dois contratos, a Bolívia precisará investir em atividade exploratória", avaliou.


Atualmente, a estatal brasileira produz 17 milhões de m³/d de gás em solo boliviano. Gabrielli estimou que só para manter esse nível serão necessários US$ 200 milhões em 30 anos. O executivo informou que empresas concorrentes da Petrobras na Bolívia têm condições de incrementar a oferta interna em 10 milhões de m³/d apenas com o desenvolvimento dos novos campos já descobertos, sem aportar recursos na atividade exploratória.


Apesar do cenário adverso no país vizinho, o presidente da Petrobras não descartou novos investimentos da companhia na atividade de exploração e produção. "Isso dependerá do risco e do retorno, que será avaliado a cada caso", justificou o executivo. Gabrielli lembrou que faz parte da história da indústria de hidrocarbonetos conviver com instabilidades geopolíticas. Questionado sobre o novo acordo de importação de gás natural boliviano, que prevê o pagamento em separado pelos gases nobres que compõe o combustível, o executivo disse que a Petrobras realizará investimentos para evitar perdas. "Se o pagamento for desta maneira, precisaremos de uma utilização econômica dos componentes, o que se dará com investimentos", sem detalhar quais seriam os projetos. Anteriormente, a companhia, em parceria com a Braskem, cogitou a construção de um pólo gás-químico na fronteira entre Brasil e Bolívia para separar o gás e beneficiá-lo.


Ampliar Gasbol para abastecer Sul – Gabrielli, revelou que a companhia estuda alternativas para ampliar a oferta de gás natural na Região Sul, atualmente atendida apenas pelo combustível vindo da Bolívia por meio do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol). Uma das possibilidades em estudo seria a implantação de uma terceira unidade de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), em Santa Catarina, no porto de São Francisco do Sul, além das duas previstas para o Nordeste. Outra alternativa seria a ampliação da perna Sul do Gasbol, trecho que interliga a região do Sul de São Paulo até o Rio Grande do Sul. Este projeto permitiria à estatal escoar para os Estados do Sul o GNL que chegará ao Rio de Janeiro, assim como tornar disponível um maior volume de gás natural boliviano. "Tudo dependerá da disponibilidade de equipamentos. Por enquanto, o reforço do braço sul do Gasbol tem se mostrado mais viável", afirmou Gabrielli.


O executivo disse, inclusive, que a ampliação do Gasbol consta no plano estratégico da companhia para os anos 2007-2011 como um dos principais projetos na área de infra-estrutura de gasodutos. Gabrielli revelou que a estatal avalia a possibilidade de importar gás natural do Uruguai para suprir a região Sul.

(Texto de Wellington Bahnemann, para a Agência Estado)

Link relacionado:

Petrobras

http://amanha.terra.com.br/ - Newsletter diária n.º 958 - 21/05/2007

Friday, March 30, 2007

EVO MORALES AMEAÇA ROMPER ACORDO DO GÁS ACERTADO COM LULA

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O governo Evo Morales, da Bolívia, ameaça descumprir um dos acordos fechados com a Petrobrás durante a sua visita ao presidente Lula, em fevereiro, quando os dois países acertaram o aumento do preço do gás. Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Ministério dos Hidrocarbonetos boliviano reforçou a sua posição a favor do cumprimento da resolução ministerial 255, que desloca parte da produção dos Campos de San Alberto e San Antonio, operados pela Petrobras, para o mercado interno. No encontro entre Lula e Evo, ficou acertado que a Petrobrás teria um prazo para se adaptar à resolução 255. A empresa alega que a medida passa por cima do contrato de exportações para o Brasil, assinado em 1996. Esse acordo garante à estatal fornecer 23 milhões dos 30 milhões de metros cúbicos enviados por dia ao Brasil. Segundo as regras estabelecidas pela resolução 255, porém, a fatia de San Alberto e San Antonio no abastecimento interno subiria dos atuais 300 mil para 3 milhões de metros cúbicos por dia. Como os projetos têm uma capacidade diária máxima de 25 milhões de metros cúbicos, Petrobrás e seus sócios (a francesa Total e a espanhola Repsol) teriam de reduzir suas vendas ao Brasil a um máximo de 22 milhões de metros cúbicos por dia. “Isso representa um descumprimento do contrato anterior, além de perdas econômicas para os projetos”, reclamou o presidente da Petrobrás Bolívia, José Fernando de Freitas. As perdas são resultado da diferença entre os US$ 4 por milhão de BTUs (unidade de medida do gás) pagos pelo contrato de exportações e o US$ 1 por milhão de BTUs pago pelo mercado interno. Isso significa que a Petrobrás e seus parceiros perderiam US$ 3 por cada milhão de BTUs realocados para o mercado boliviano. Freitas diz que a medida não afetará o mercado brasileiro, uma vez que a fatia da Petrobrás será suprida por outras empresas com operações na Bolívia. Segundo os termos do contrato, a maior beneficiada será a companhia Chaco, controlada pela britânica British Petroleum (BP), que deslocará parte do volume destinado ao mercado interno para exportar para ao Brasil por preços maiores. No encontro de Brasília, a Petrobrás sugeriu que a resolução só entrasse em vigor a partir de 2010, prazo necessário para a empresa colocar novos poços em operação em San Alberto e San Antonio, ampliando em 3 milhões de metros cúbicos por dia a capacidade de produção.

Porto Alegre, 30 de março de 2007 - Videversus nº 680

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