interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Friday, March 12, 2021

Friday, September 27, 2013

Namoros inter-raciais nos EUA

Top 20 States For Interracial Dating (INFOGRAPHIC) http://huff.to/T9N4RJ via @BlackVoices

Wednesday, January 19, 2011

Chuvas e adaptação social


Impossível não levar esta correlação em conta: chuvas em Brisbane no sul de Queensland, Austrália, 800 mm de chuva em 13 dias, cuja densidade demográfica do estado é de 2,26 hab/km2, mas com um total de apenas 31 mortes nos estados de Queensland e Victoria; no Brasil, estado do Rio de Janeiro já são 730 mortos com mais da metade do índice pluviométrico de um mês ocorrendo em apenas uma noite em duas de suas cidades, Nova Friburgo e Teresópolis e lembrando que a densidade demográfica do Rio de Janeiro é de mais de 360 hab/km2; em agosto do ano passado, as inundações no Paquistão levaram a 1.600 mortes em um país cuja densidade demográfica é de mais de 196 hab/km2 no país como um todo.
Claro que só isto não explica o despreparo da sociedade civil, já que o comportamento social poderia ter evitado o grosso da tragédia ao não habitar áreas de risco... E se a densidade demográfica não é suficiente para eliminar o problema, ao menos reduz seu tamanho facilitando os trabalhos de remoção e adaptação social. Este é um dos pontos que não tem sido devidamente levado em conta.
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Saturday, January 15, 2011

Problema e problema


Aqui, uma pequena matéria relaciona o Aquecimento Global Antropogênico aos desastres ocorridos entre 2010 e 2011 em diferentes partes do globo. Que o aumento da pluviosidade esteja relacionado ao aquecimento faz todo o sentido, mas relacionar o fenômeno global ao efeito local – “ilhas de calor” –, não. Não, porque as chamadas “ilhas de calor” podem existir de modo independente de um fenômeno em escala global. Elas são resultantes de causas locais como o aumento do volume de concreto e impermeabilização de superfícies nas cidades, enquanto que o AGA é resultado do aumento das emissões de carbono. Estas emissões também podem gerar “ilhas de calor”, mas a pavimentação e construções urbanas não provocam um significativo aumento de temperatura no planeta.
Não existem causas únicas para todos nossos problemas e algumas são problemas só porque atingem pessoas que antes não se localizavam em áreas de risco. Ou seja, a demografia, as migrações e concentrações humanas tornam, muitas vezes, o que antes era algo absolutamente natural em um ‘problema’.
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Tuesday, September 21, 2010

Vácuo sueco

Migrações estão relacionadas a períodos de grandes transformações/adaptações do gênero humano. O problema é que no caso citado, uma parte da sociedade, que tem mais direitos também tem deveres que os beneficiados não correspondem. Este tipo de subsídio é danoso, pois cria uma cisão em que "o cidadão de segunda classe política" se torna um "cidadão de primeira classe tributário". Defender as tradições, referendando a posição dos que defendem "a Suécia para os suecos" implica em um contra-senso, pois o estado que serve como limite físico da preservação da cultura e tradição é uma invenção moderna (anti-tradicional) em que o indivíduo deve ser seu ponto de apoio. Quando ocorre um vácuo de idéias que deveriam enfatizar esta relação de direitos e deveres do indivíduo, o espírito de horda dos racistas acaba por preenchê-lo. Este fascismo se torna recorrente justamente pelo ocaso liberal-individual, o único meio de redenção político e econômico que conheço.

Monday, June 21, 2010

Geopolítica da Pílula




Interessante o enfoque sobre a Guerra Fria, na competição com o comunismo pelo "controle de natalidade", mas o efeito disto na opção e individualismo. Conspirações à parte, a questão da "bomba populacional" ser o "aquecimento global da época" é muito elucidativo sobre o fantasma que cada período cria, em que pese a causa deste fantasma ser ou não verdadeira.

Cf.: Geopolitics and the Pill - Mistaken prophecies about the impact of oral contraception

Friday, March 20, 2009

Entrelinhas da Demografia


Em Cientista britânico prevê 'catástrofe' mundial em 2030 com aumento da população, tem coisa aí que se percebe que é puro chute:

“Segundo ele, esta crise por recursos vai ser equivalente à atual crise no setor bancário.”

Como, se nem sabemos qual a extensão e conseqüências da atual crise? E eu ainda acho que um drama de escassez como sugerido é muito pior do que uma crisezinha com volatilidade de capitais como esta que estamos começando a enfrentar.

Dá pra ver que a matéria não prima pela seriedade, ainda mais quando tenta ser ‘lisa’, escorregadia sem definir nada. Desse modo aqui é fácil dizer que algo vai acontecer, sem definir extensão e proporção nenhuma:

“ ‘Não vai haver um colapso total, mas as coisas vão começar a ficar realmente preocupantes se não combatermos esses problemas’, afirma Beddington.”

O que o sujeito disse aí? Que vamos ter uma crise (maior do que já temos?).

Como eu procuro ler nas entrelinhas, percebi uma certa propaganda dos transgênicos. Putz, se for isso não precisa enrolar, basta dizer que querem vender OGMs que já estou na fila.

Friday, August 08, 2008

Europa onde?

Após chegar aos 730 milhões de habitantes, o continente europeu apresenta uma curva descendente com declínio estimado em 2 milhões por ano. No atual rumo, em 2050, a Europa diminuirá em 10% e, mundialmente, passará de 11% para 7%.

Alguns países, principalmente na porção ocidental e rica registrarão acréscimo, mas devido à imigração e os (relativamente) mais pobres, na Europa Oriental, declínio, pois é justamente daí que parte uma substancial porção deste influxo migratório.

Com exceção da rural Albânia, todas nações européias têm baixos índices de fecundidade, de um até dois filhos por mulher, que corresponde meramente a taxa de reposição populacional. E o quadro não parece mudar nem com a ajuda governamental (licenças paternidade e maternidade, creches etc). Com o aumento da expectativa de vida – a população européia é a mais velha do mundo – se projeta um declínio de 20% da populaçao ativa entre 25 e 49 anos para 2050. Mais imigrantes pelas bordas, óbvio. E eles são, majoritariamente, muçulmanos. Bem vindos à “Eurábia”. Países como a Rússia vêem a questão como ameaça a sua “sobrevivencia nacional”.

Portanto, não faz o menor sentido Lula dizer que há “preconceito contra o imigrante”.

Conferir:

Tuesday, October 30, 2007

Toma que o filho é teu


O espectro de Malthus ainda ronda a consciência dos países subdesenvolvidos em torno da escassez de recursos.


Muitos dos representantes de ONGs e centros de pesquisa universitários no Brasil são menos hipócritas do que ignorantes, mesmo. O não reconhecimento de focos de criminalidade em áreas específicas pressupõe a não discriminação, mas na realidade não assume o crime enquanto crime, não lhe atribui causalidade tangível. O jargão marxista de que por trás das aparências existe uma essência, assim como a matéria tem uma estrutura molecular serve, na realidade, de salvo-conduto para não dizer nem apontar o que qualquer morador de periferia sabe. Nossos acadêmicos e militantes forjam sua própria falsa consciência ao tapar o Sol com uma peneira. Vejamos o caso da pesquisadora Adriana Gragnani, descrito por Janer Cristaldo. Sua crítica a declaração do governador fluminense que defendeu a contracepção como expediente para combater a miséria e a criminalidade, se dá com base em que o “direito ao próprio corpo” das mulheres não deve incluir o “direito ao próprio corpo com o intuito de não proliferar a miséria e outros ‘subprodutos’ indesejáveis”. Embora, a moça não o afirmasse, sua proposição de que o direito ao corpo não se relaciona a um fim relacionado, passa a idéia de uma agenda vinculada a uma causa. Parece que se trata de um “direito” para se cobrar um dever do estado em financiar sua prole, isto sim. O que também é corroborado pela ongueira, Camilla Ribeiro ao lamentar a falta de um “estado protetor” aos pobres.

A tal Gragnani está certa em dizer que o desenvolvimento é conseqüência da elevação do nível de vida tanto quanto se pode abusar da tautologia porque, no contexto em que foi dito, são as mesmíssimas coisas. Esta controvérsia entre o que deve vir primeiro, o desenvolvimento ou a contracepção, o ovo ou a galinha é a que embasou, em passado recente, anti-malthusianos (que defendem o “desenvolvimento” como política) contra os neomalthusianos que, como herdeiros de Malthus[1], defendem métodos contraceptivos. Estes mais práticos e rápidos em seu resultado: de não aumentar o tamanho da miséria.

Evidente que a mera contracepção não acaba com a miséria e a criminalidade, por si só. Mas, tem o efeito benfazejo de diminuir o crescimento do problema permitindo com isto, tornar os custos para soluções significativamente menores. O argumento do desenvolvimento social como panacéia sempre foi usado para refutar a contracepção, vista como expediente “imperialista” já que advogado pelos representantes dos países ricos. A crítica dos anti-malthusianos tinha um tom revolucionário como se fosse possível, numa tacada só, resolver todas deficiências sociais na área da educação, segurança, saúde e emprego em uma estratégia conjunta através da distribuição de renda. A velha cantilena da revolução totalitária como libertação humana...
Se formos compelidos a optar por uma única alternativa, claro que a anti-malthusiana que prega o desenvolvimento através da geração de empregos e escolarização é a melhor. Mas, não é tão simples assim, ainda mais quando se sabe que a bi-polaridade destas posições é uma falsa questão... Onde quer que tenha ocorrido a adequação demográfica às condições de subsistência, as massas adaptaram-se sozinhas na busca pela melhoria da qualidade de vida. “Massas” aqui se constituem de indivíduos, que provocaram esta transição demográfica, rumo à redução da natalidade simultânea à queda dos índices de mortalidade. Menos filhos e maior expectativa de vida.
A migração rural-urbana chegou a levar uma centena de anos em alguns países europeus na passagem do século XIX ao XX. Não foi um governo ou “política social” que ensinou aos europeus a vantagem de ter menos filhos, foi a necessidade em um meio no qual ter muitos filhos não era um “bom negócio”. Ao contrário da realidade rural, na qual, filhos são mão de obra, na cidade são, antes de tudo, custos. O motivador foi determinante para se moldar uma cultura com tons administrativos em prol da unidade familiar. Não se trata de “economicismo”. Se fosse este o caso, regiões que demandam tal desenvolvimento e se encontram em franco processo de urbanização como a África Subsaariana e o Sudeste Asiático já estariam no mesmo caminho. O veredicto sobre a transição demográfica – quando ambas taxas de natalidade e mortalidade caem em sintonia --, não prescinde do chamado “capital cultural”. É necessário perceber que isto vai além das variáveis econométricas, se constituindo em uma resposta apreendida que procede de uma dada sociedade à pressão econômica, mas que nem todas foram, historicamente, capazes de efetivar.
A urbanização acelerada de décadas na conjuntura do pós-guerra nas sociedades latino-americanas, no entanto, não garantiu um aprendizado e transições auto-sustentáveis do ponto de vista do núcleo familiar. O que não significa que isto não esteja, tardiamente, ocorrendo. As taxas de crescimento vegetativo (crescimento populacional exclusive as imigrações) estão caindo em países como o Brasil que passou de 3% nos anos 60 para os atuais 1,3%. Em grande medida, as melhorias sociais que ocorrem em nosso país não derivam de políticas públicas, mas sim da resposta e adequação que os próprios indivíduos são capazes de dar.
A elevação do nível de vida não é, portanto, obra de um governo ou política de estado neste sentido. A interferência estatal, quando ocorreu, se limitou à distribuição de preservativos e anticoncepcionais. Há uma diferença entre estas e o fornecimento de bolsas-família nas quais não se cobra por nada em troca. A contracepção parte, antes de tudo, de uma decisão sobre a projeção de um problema futuro. O planejamento familiar e a contracepção são heranças do empenho a partir do legado de um capital cultural antiestatal contra a prática assistencialista endossada pelas “ações afirmativas”. Portanto, o direito ao próprio corpo pelas mulheres não deve servir de meio para inoculação de agendas ideológicas com o que deve ou não se relacionar. Isto só cabe aos indivíduos decidirem. Não importam quais sejam seus motivos (como a redução da criminalidade devido à parca subsistência), se seus efeitos, como uma melhor administração de recursos escassos dizerem respeito a quem mais sofre com a responsabilidade última de criar os filhos.
“Eles se preocupam quando nossos índices de natalidade aumentam, mas não dizem nada quanto às altas taxas de mortalidade infantil...” Era um mantra constantemente repetido em minhas aulas na faculdade. Os anti-malthusianos eram bem representados por socialistas, terceiro-mundistas, especialmente os nacionalistas que viam na força de trabalho em crescimento, um recurso necessário ao desenvolvimento do seu idolatrado, estado-nação. A idéia de que técnicas contraceptivas pudessem ser adotadas como parte de um programa de alfabetização e educação globais só viria a fazer parte, infelizmente, bem mais tarde no ideário comum das delegações que se reuniam em torno do tema em conferências internacionais.
Enquanto neomalthusianos tinham como premissa que “se é pobre porque se têm muitos filhos”, os “politicamente corretos” anti-malthusianos diziam que “se tem muitos filhos porque se é pobre”. Só que a receita como corolário destes era tomada por vias tortas, isto é, com aumento de gastos estatais.
Os neo geralmente se constituíam por delegações de países ricos e os anti pelas de países pobres. Nunca chegavam a um denominador comum e os debates não eram nada profícuos nas décadas de 70 e 80. Mas, décadas de sucesso de políticas antinatalistas (mais bem sucedidas devido ao acato individual que qualquer imposição governamental) sem controle compulsório da natalidade ao estilo chinês, foram bem sucedidas onde adotadas. Nos anos 90, os anti se renderam a força dos fatos, tanto quanto os neo também tiveram sua contribuição ao considerar cada vez mais a necessidade de educar quem utilizaria tais métodos, ou seja, as mulheres.
Devido à opressão e submissão a que são submetidas nos países subdesenvolvidos, até os anos 90, 80% dos analfabetos no mundo era do sexo feminino. Não há como usar pílulas anticoncepcionais nos rincões rurais do III Mundo sem saber ler... Sem alfabetização (anti-malthusianismo) não se pode adotar com eficácia um método contraceptivo (neomalthusianismo).
Como conseqüência da mudança desta alteração de curso, em 1994 foi realizada no Cairo, a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (C.I.P.D.) que agregava pressupostos de ambos grupos numa tentativa de ação sinérgica. Parecia que o bom senso, finalmente, havia chegado. Mas, um grupo de delegações irresponsáveis se opôs. Adivinhe quem? Quem acha que procriar feito coelho é “louvar a obra divina”? Dou-lhe uma, dou-lhe duas... O VATICANO, os MUÇULMANOS e a ARGENTINA[2] se opuseram a C.I.P.D.

Quando reclamarem do número de crianças nos semáforos, de esquálidas figuras humanas na Etiópia e Somália, e quiserem encontrar co-responsáveis, olhem em direção ao Crescente e o Crucifixo.



[1] Thomas Robert Malthus mesmo, como pastor que foi, defendia a abstinência sexual como solução para o problema da superpopulação. Mesmo para religiosos como ele, a medida deve ser relativizada, pois teve vários filhos, o que não devia ser lá nenhum absurdo em fins do século XVIII…

[2] A delegação argentina foi orientada pelo governo de Carlos Menem para não se opor ao Vaticano por razões nitidamente eleitoreiras: para não alimentar a crítica de setores católicos conservadores contra o governo do presidente argentino, de ascendência árabe.

Tuesday, September 11, 2007

Bebês de hoje, empregos de amanhã




Taxas mais baixas de natalidade podem reduzir o futuro desemprego

O que causa o desemprego? A maioria dos argumentos se concentra em fatores macroeconômicos -- taxas de juros e de câmbio, crescimento do PIB ou salário mínimo -- que levam as empresas a contratar ou demitir funcionários. A escolaridade, as leis trabalhistas e a tecnologia são também invocadas como possíveis causas do desemprego.

Mas e as taxas de natalidade? Em um recente seminário na sede do BID em Washington D.C., os economistas do BID Suzanne Duryea e Miguel Székely apresentaram um estudo em que argumentam que as tendências no comportamento reprodutivo podem ter um impacto significativo retardado sobre o desemprego.
Considere-se o papel dos jovens entre 15 e 25 anos que estão procurando emprego pela primeira vez ou em busca de novos empregos. O desemprego é tipicamente mais elevado nessa faixa etária, que tem habilidades e experiência limitadas para vender no mercado de trabalho. Portanto, se aumentar a proporção de jovens de 15 a 25 anos em relação aos demais grupos etários da força de trabalho, o desemprego geral também tenderá a subir.

Na América Latina, as provas desse argumento aparecem em locais surpreendentes. A Argentina, país que durante muito tempo teve uma das taxas de natalidade mais baixas da região, experimentou recentemente um surto considerável na proporção de sua população em idade de trabalhar composta de jovens entre 15 e 25 anos de idade (ver gráfico abaixo). A razão? Entre 1967 e 1975, a Argentina experimentou um modesto "baby boom", equivalente a um aumento de 10% na taxa de fertilidade. A taxa voltou subseqüentemente a seu nível anterior, mas a grande safra de bebês nascidos naquele período começou a procurar emprego no início da década de 90. Entre 1990 e 1996, a proporção de jovens de 15 a 25 anos no mercado de trabalho argentino pulou de 37% para 41%. Mesmo que todos os outros fatores fossem excluídos, Duryea e Székely calculam que esse surto no suprimento de trabalhadores teria aumentado o desemprego na Argentina em um ponto porcentual entre 1990 e 1996. Processo semelhante, embora menos pronunciado, é evidente no vizinho Uruguai.
No Brasil e na Colômbia, ao contrário, a proporção de jovens na força de trabalho vem caindo regularmente nos últimos anos, depois de ter atingido o seu pico na década de 80. Isso reflete a diminuição aguda da taxa de fertilidade nesses países, que começou no final dos anos 60 e continua até hoje. Embora o desemprego nesses dois países não tenha caído nos anos 90 (porque outros fatores macroeconômicos o empurrarram para cima), de acordo com os autores ele seria maior se a proporção de jovens entre 15 e 25 anos não tivesse diminuído. Embora seja impossível predizer as tendências do emprego no futuro, as atuais tendências da fertilidade indicam que os quatro países do gráfico experimentarão menos pressão na oferta de emprego para os jovens nos anos vindouros.

Thursday, July 26, 2007

How to deal with a falling population



Getty Images
THE population of bugs in a Petri dish typically increases in an S-shaped curve. To start with, the line is flat because the colony is barely growing. Then the slope rises ever more steeply as bacteria proliferate until it reaches an inflection point. After that, the curve flattens out as the colony stops growing.

Overcrowding and a shortage of resources constrain bug populations. The reasons for the growth of the human population may be different, but the pattern may be surprisingly similar. For thousands of years, the number of people in the world inched up. Then there was a sudden spurt during the industrial revolution which produced, between 1900 and 2000, a near-quadrupling of the world's population.

Numbers are still growing; but recently—it is impossible to know exactly when—an inflection point seems to have been reached. The rate of population increase began to slow. In more and more countries, women started having fewer children than the number required to keep populations stable. Four out of nine people already live in countries in which the fertility rate has dipped below the replacement rate. Last year the United Nations said it thought the world's average fertility would fall below replacement by 2025. Demographers expect the global population to peak at around 10 billion (it is now 6.5 billion) by mid-century.

As population predictions have changed in the past few years, so have attitudes. The panic about resource constraints that prevailed during the 1970s and 1980s, when the population was rising through the steep part of the S-curve, has given way to a new concern: that the number of people in the world is likely to start falling.

The shrinking bits
Some regard this as a cause for celebration, on the ground that there are obviously too many people on the planet. But too many for what? There doesn't seem to be much danger of a Malthusian catastrophe. Mankind appropriates about a quarter of what is known as the net primary production of the Earth (this is the plant tissue created by photosynthesis)—a lot, but hardly near the point of exhaustion. The price of raw materials reflects their scarcity and, despite recent rises, commodity prices have fallen sharply in real terms during the past century. By that measure, raw materials have become more abundant, not scarcer. Certainly, the impact that people have on the climate is a problem; but the solution lies in consuming less fossil fuel, not in manipulating population levels.

Nor does the opposite problem—that the population will fall so fast or so far that civilisation is threatened—seem a real danger. The projections suggest a flattening off and then a slight decline in the foreseeable future.
If the world's population does not look like rising or shrinking to unmanageable levels, surely governments can watch its progress with equanimity? Not quite. Adjusting to decline poses problems, which three areas of the world—central and eastern Europe, from Germany to Russia; the northern Mediterranean; and parts of East Asia, including Japan and South Korea—are already facing.

Think of twentysomethings as a single workforce, the best educated there is. In Japan (see article), that workforce will shrink by a fifth in the next decade—a considerable loss of knowledge and skills. At the other end of the age spectrum, state pensions systems face difficulties now, when there are four people of working age to each retired person. By 2030, Japan and Italy will have only two per retiree; by 2050, the ratio will be three to two. An ageing, shrinking population poses problems in other, surprising ways. The Russian army has had to tighten up conscription because there are not enough young men around. In Japan, rural areas have borne the brunt of population decline, which is so bad that one village wants to give up and turn itself into an industrial-waste dump.

A fertile side-effect

States should not be in the business of pushing people to have babies. If women decide to spend their 20s clubbing rather than child-rearing, and their cash on handbags rather than nappies, that's up to them. But the transition to a lower population can be a difficult one, and it is up to governments to ease it. Fortunately, there are a number of ways of going about it—most of which involve social changes that are desirable in themselves.
The best way to ease the transition towards a smaller population would be to encourage people to work for longer, and remove the barriers that prevent them from doing so. State pension ages need raising. Mandatory retirement ages need to go. They're bad not just for society, which has to pay the pensions of perfectly capable people who have been put out to grass, but also for companies, which would do better to use performance, rather than age, as a criterion for employing people. Rigid salary structures in which pay rises with seniority (as in Japan) should also be replaced with more flexible ones. More immigration would ease labour shortages, though it would not stop the ageing of societies because the numbers required would be too vast. Policies to encourage women into the workplace, through better provisions for child care and parental leave, can also help redress the balance between workers and retirees.
Some of those measures might have an interesting side-effect. America and north-western Europe once also faced demographic decline, but are growing again, and not just because of immigration. All sorts of factors may be involved; but one obvious candidate is the efforts those countries have made to ease the business of being a working parent. Most of the changes had nothing to do with population policy: they were carried out to make labour markets efficient or advance sexual equality. But they had the effect of increasing fertility. As traditional societies modernise, fertility falls. In traditional societies with modern economies—Japan and Italy, for instance—fertility falls the most. And in societies which make breeding and working compatible, by contrast, women tend to do both.

Tuesday, January 30, 2007

C.I.P.D.

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A polêmica demográfica apresenta alguns dados interessantes. Durante décadas o debate ficou dividido entre dois grupos bem definidos: os neomalthusianos que partiam da premissa de Malthus – se é pobre por que se tem muitos filhos, mas se distinguiam deste por que não receitavam a abstinência sexual, apenas técnicas de contracepção; e os anti-malthusianos que partiam de outra premissa – se tem muitos filhos por que se é pobre – receitando como solução a “simples tarefa” de educar e prover emprego para a massa. Receita com objetivo certo, mas geralmente tomada por vias erradas, i.e., através de aumento nos gastos estatais.
Em convenções internacionais, os neo geralmente eram constituídos por delegações de países ricos e os anti pelas de países pobres. Nunca chegavam a um denominador comum e os debates não profícuos se estenderam pelos 70, 80 até o início dos 90. Mas, décadas de sucesso nas políticas anti-natalistas (sem controle compulsório de natalidade ao estilo chinês, mas com simples distribuição de contraceptivos, acompanhada de devida orientação médica) levaram aos anti a aceitar tais técnicas. Ocorre que os neo também passaram a considerar cada vez mais a necessidade de educar quem as utilizaria, i.e., as mulheres, uma vez que até os anos 90, 80% dos analfabetos no mundo era constituído por elas (devido a opressão e discriminação contumazes na África, Ásia e, em menor grau, na Am. Lat.).
Beleza! ...beleza??? Em 1994 foi realizada no Cairo, a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (C.I.P.D.) que agregava pressupostos de ambos grupos numa tentativa sinérgica para a ação. Parecia que o bom senso, finalmente, chegara. Mas, um grupo de delegações canalhas e irresponsáveis se opôs. Advinhem quem? Quem acha que procriar feito coelho é “louvar a obra divina”??? Dou-lhe uma, dou-lhe duas... e... e... o VATICANO, os MUÇULMANOS e a ARGENTINA[*] se opuseram a C.I.P.D.
Quando reclamarem que tem crianças nos semáforos ou esquálidas na Etiópia e Somália, e quiserem encontrar responsáveis, olhem em direção ao Crescente e o Crucifixo.
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[*]A delegação argentina foi orientada pelo governo de Carlos Menem para não se opor ao Vaticano por razões nitidamente eleitoreiras: para não alimentar os críticos conservadores católicos ao governo do presidente argentino de ascendência árabe.
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