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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Friday, January 11, 2008

Aracruz confirma US$ 3,5 bi para novas fábricas no RS e na Bahia

A Aracruz confirmou nesta sexta-feira que começou a investir US$ 3,5 bilhões, quase R$ 7 bilhões no RS e na Bahia, no decorrer dos próximos cinco anos, para expandir suas florestas e produzir celulose. Em Guaíba, a produção pulará de 430 mil toneladas/ano para 1,8 milhão de toneladas/ano a partir de 2010.
No ano passado, a empresa produziu 3,1 milhões de toneladas em todas as suas fábricas. CLIQUE AQUI para examinar em detalhes os principais dados do balanço da Aracruz.
Porto Alegre, fim de semana, 12 e 13 de janeiro de 2008

Wednesday, November 21, 2007

Ruppenthal reaparece e diz que culpa do desastre ambiental no rio dos Sinos é da população


O empresário Luiz Ruppenthal, dono da Utresa, empresa que opera aterro industrial que causou o maior desastre ambiental das últimas décadas no Rio Grande do Sul, em outubro do ano passado, quando seus despejos em afluentes do rio dos Sinos provocaram a mortandade de 84 toneladas de peixes, reapareceu nesta terça-feira, em Estância Velha, cidade onde fica localizada a Utresa. Ele se apresentou no Fórum da cidade, às 15 horas, acompanhado por seu advogado, Nereu Lima. No cartório ele deu seu endereço e oficializou sua apresentação. Ruppenthal esteve foragido por quase um ano, para escapar da prisão decretada no primeiro processo instaurado contra ele e sua empresa, no dia 28 de novembro do ano passado. Ele é acusado pela prática de mais de 50 crimes ambientais. Luiz Ruppenthal disse que permaneceu durante todo o tempo no Rio Grande do Sul, zombando do aparato policial que não conseguiu encontrá-lo. No seu retorno à vida civil, Luiz Ruppenthal disse que a grande responsabilidade pela poluição da Bacia do Rio dos Sinos é das populações das cidades situadas as suas margens, que jogam seus esgotos direto em suas águas, sem tratamento. É uma tese fantástica.
Porto Alegre, 21 de novembro de 2007 - www.Videversus.com.br - nº 840
»» A tese não é 'fantástica', é real. Mas, esta é uma falsa questão... para que servem os poderes constituídos, senão para fiscalizar e punir, então? O dono da Utresa se utilizou do clássico 'toma que o filho é teu' e, já que estou usando ditos populares 'quem não tem culpa, não nega' ou, mais apropriado ao caso não se esconde.

Tuesday, November 13, 2007

Retrocesso

Newsletter diária n.º 1079 - 12/11/2007 - Amanhã


Liminar transfere licitação de eucaliptos da Fepam para o Ibama
Uma decisão liminar proferida pela juíza federal substituta, Clarides Rahmeier, tirou da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) o poder de conceder novas licenças ambientais para o plantio de eucaliptos no Rio Grande do Sul. A responsabilidade foi transferida para a União, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), especialmente nos empreendimentos da região Sul. O fato veio a público justamente no dia em que a Fundação de Economia e Estatística (FEE) prevê que a produção de celulose no Estado deve ser nove vez maior em cinco anos. A instituição tomou por base os R$ 4 bilhões de investimentos previstos por Aracruz, Votorantim e Stora Enso. A fabricação passaria de 450 mil para 3,8 milhões de toneladas. Hoje, o Rio Grande do Sul é responsável por apenas 4% da produção nacional de celulose.

Monday, November 12, 2007

Derrotas e vitórias

A juiza federal substituta, Clarides Rahmeir decidiu proibir a concessão de novas licenças para plantios florestais no RS e decidiu por conta própria que a Fepam não manda mais no assunto e, sim, o Ibama, que é um órgão federal. Na prática, trata-se de uma intervenção federal no Estado do RS e inviabiliza os investimentos de US$ 6 bilhões programados por Stora Enzo, Aracruz e VCP, todos em plena execução no Estado. Dinheiro grosso dos três grupos já avivam a economia de dezenas de municípios do RS, quase todos na Metade Sul. A decisão da juíza Rahmeir ameaça tudo.
A liminar da juíza foi tomada nesta sexta-feira.. No Brasil, a competência para o licenciamento de projetos dessa natureza é dos Estados. O licenciamento pela União só se dá em casos específicos, como usinas nucleares ou projetos que afetam mais de um estado. Pela decisão, o RS passa a ser o único Estado do país em que projetos de plantios florestais precisariam ser licenciados pelo IBAMA.
A dra. Clarides Rahmeir acumulou funções jurisdicionais e legislativas no caso.
A violenta e ilegal decisão da juiza atinge até mesmo projetos que já tenham Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), demandando que esses estudos considerem os três projetos (Aracruz, VCP e Stora Enso).
A decisão liminar da juiza também transfere a responsabilidade do licenciamento no Rio Grande do Sul da Fepam para o IBAMA.
Até este momento ninguém noticiou a decisão, que tem grande repercussão.
A Justiça Federal do RS parece entender que, diante do posicionamento do Estado viabilizando os mega-investimentos a partir das audiências públicas e das autorizações da Fepam, as decisões teriam que passar para uma organismo ideologizado federal, no caso o Ibama. É a leitura feita.
A juiza Clarides Rahmeier é bastante conhecida entre os ambientalistas, porque antes de ingressar na Justiça Federal foi funcionária do secretário petista da Fazenda do RS e atual CEO do Tesouro Nacional Arno Augustin.
A juiza poderia até determinar que as licenças somente fossem expedidas após a analise do EIA RIMA, mas não proibir que nem assim fossem concedidas. Por outro lado, os mega-projetos das três empresas - Stora, Aracruz e VCP - são individuais e, assim, devem ser licenciados individualmente. A liminar, pelo forte sentido restritivo, inviabiliza a instalação dos projetos florestais em estudo e, mesmo, de quaisquer outros que venham a ter interesse de se estabelecer no Rio Grande do Sul. Ademais, ao desacreditar o órgão ambiental gaúcho (Fepam) e legislar no sentido de que o IBAMA faça o dever da Fepam - caso único no país – descrê na capacidade dos gaúchos de decidir sobre questões que lhe dizem respeito e estabelece perigosa intervenção federal sobre o RS.
Há uma forte reação do prefeito de Guaíba, que está possesso. Estaria perdendo agora o equivalente a duas Ford; do deputado Berfran Rosado, que coordena a Frente Parlamentar das Florestas; do deputado Nelson Härter, que está propondo uma reunião extraordinária da Comissão de Economia para quarta-feira; e da Fepam, considerada “inepta” pela juíza.
O MST foi mais uma vez derrotado no RS. É que nesta segunda-feira os líderes dos sem-terra decidiram mandar de volta para casa os tres mil delinqüentes políticos que em três colunas marchavam rumo a Coqueiros do Sul.
A aplicação implacável da lei e das decisões judiciais, mais a reprovação da opinião pública, reduziram o movimento a pó de espirro.
O MST não manda mais nada no RS.
Porto Alegre, terça-feira, 13 de novembro de 2007
Jornalista Políbio Braga - www.polibiobraga.com.br

Thursday, September 27, 2007

Só espero que nenhum político demagogo ao estilo de Olívio Dutra acabe com este processo produtivo...
Porto Alegre, quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Walter Lídio, diretor da Aracruz no RS, disse nesta quarta-feira ao editor desta página, durante café da manhã no Blue Tree, que em dólares de hoje os investimentos do grupo de celulose e papel no RS poderão chegar facilmente a R$ 2 bilhões. É muito dinheiro. O valor equivale a duas GMs.
O leitor precisa saber que dois concorrentes da Aracruz, no caso a StoraEnzo e a VCP, programaram investimentos no mínimo iguais. Se as duas incluírem fábrica de papel no pacote, coisa que a Aracruz não fez, o valor será de R$ 3,6 bilhões cada um.
Pode-se dizer que se fala de algo como R$ 8,2 bilhões no total.
Não há nada parecido com isto na história do RS.
Não existe nada parecido com isto previsto para o Brasil na área de celulose e papel.
A economia gaúcha passará por novo paradigma.
Anote aí um senão: esses portentosos investimentos exigirão infraestrutura física fantástica para suportar a demarragem econômica que provocarão (só a Aracruz empregará 6 mil trabalhadores para tocar seus investimentos no ano que vem): portos fluviais e hidrovias modernas, energia abundante, saneamento, saúde e água, escolas técnicas de primeiro mundo.
Se o governo gaúcho não der respostas (quebrado, como vai dar respostas com dinheiro próprio ?) isto tudo irá por água abaixo, inclusive o que está por vir.
Assim, a ordem é parar a discussão sobre o que não existe e nem existirá, buscando conjugar esforços públicos federais, estaduais e municipais para somar-se aos investidores estrangeiros e nacionais e tratar de fazer rapidamente a lição de casa.
É pegar ou largar.
Em outras ocasiões, o RS perdeu o bonde e até hoje chora pelos cantos.
Esta é a hora de conversar menos e agir mais.
As áreas de florestamento no RS já alcançam 32.783 hectares, mas vão dobrar até o ano que vem.. A Votorantim Celulose, a VCP, possui o maior número de lotes. São 31 áreas destinadas à silvicultura, em 3,9 mil hectares.
A maior extensão é da norte-americana Boise Cascade, com 10,5 mil hectares em 26 áreas. A principal, localizada em Butiá, tem 2,3 mil ha.
Eis as outras empresas da lista: Tanagro (5.652 ha), Granflor (5.101 ha), Aracruz (3.423 ha) e Stora Enzo (2.436 ha). Pequenas empresas somam 1.652 hectares de florestamento.
Outros 30,6 mil hectares já receberam licença prévia da Fepam, o que vai dobrar a área gaúcha até 2008.
E como eu dizia...
A Brigada Militar não tem mais dúvida de que o MST está em marcha rumo à Fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul, na zona norte do Estado. A Secretaria de Segurança entregou um relatório de mais de 100 páginas ao Ministério Público, com todas as informações sobre a marcha do MST.
Cerca de 3 mil pessoas estão se dirigindo à propriedade de 7,1 mil hectares, altamente produtiva, da família Guerra. Os sem-terra saíram, desde o início de setembro, de três lugares diferentes, segundo o subcomandante geral da BM, coronel Paulo Roberto Mendes. As marchas partiram de Eldorado do Sul, Caxias do Sul, São Gabriel, São Sepé, Bossoroca e Panambi. A BM está mobilizando cerca de mil policiais para a região de Coqueiros do Sul. "O custo para o Estado é enorme", comenta Mendes. A equipe desta página apurou que o custo pode chegar a R$ 1 milhão.
O proprietário da Fazenda Coqueiros, Félix Guerra, diz que "a tática do MST é fabricar vítimas para usar na mídia". Seu filho, Paulo Guerra, afirma que não é por falta de aviso que um possível confronto possa ser evitado. Segundo ele, o Ministério Público é quem tem de conter a marcha do MST. "A polícia não vai deixar os sem-terra entrarem na fazenda, pois vão cumprir a lei. Por que o Ministério Público não pára a marcha, evitando um confronto?", pergunta. "Tenho medo de que ocorra uma nova Carajás", alerta. Paulo Guerra observa que o MP tem a responsabilidade legal de estancar a marcha.
No MST, segundo fontes ligadas a esta página, a motivação é de "agora, ou vai, ou racha".
De Porto Alegre, Coqueiros do Sul fica distante 290 Km, trajeto que se faz em torno de três horas de viagem. Por que a demora? Para conseguir a atenção da mídia.

Thursday, September 13, 2007

Não é à toa que empresas importantes tenham fechado suas malas e saído do RS. Após QUATRO gestões do PT na capital gaúcha e uma no governo estadual, o RS acabou economicamente. Agora, como besteira pouca é bobagem, o pior governador e prefeito que já tomou posse no estado e sua capital ameaça voltar a se candidatar à prefeitura de Porto Alegre.

a.h


Porto Alegre, quinta-feira, 13 de setembro de 2007



Cerâmicas Del Porto (ex-Vista Alegre) decidiu ir embora do RS


Na década de 90 o grupo português Vista Alegre comprou a Porcelanas Renner, mas em 2005 foi vendida para seu principal executivo, o gaúcho Ricardo Bercht. A partir daí, virou Cerâmica Del Porto, fabricando toda a linha de louças sob a griffe Vista Alegre.
Agora, a Del Porto decidiu ir embora do RS.
A equipe desta página tentou contato com a empresa durante três dias (o pessoal da Del Porto é muito low profile) e descobriu que a sede e a fábrica vão para Mossoró, no Rio Grande do Norte [originalmente, este post dizia Ceará, ao que agradeço a Marcello Anderson pela observação]. A empresa está investindo R$ 37 milhões na empreitada. Em Mossoró serão produzida sete milhões de peças/ano.
A nova fábrica começará a operar em 18 meses, com foco nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro.
O PT vai emplacar o ex-governador Olívio Dutra como seu candidato a prefeito de Porto Alegre.
A idéia é evitar uma luta fratricida entre Miguel Rosseto e Maria do Rosário.
A história verdadeira é que só Olívio Dutra tem condições de disputa verdadeira dentro do PT.
Quem viver, verá.

Wednesday, September 05, 2007

(I)logística

Dá pra acreditar? Dois portos, um de frente para o outro, no mesmo município? Isto é que é logística tupiniquim!!!


www.polibiobraga.com.br -
Porto Alegre, quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Empresários pedem que governo não atrapalhe transporte hidroviário

Um dos repórteres desta página anotou esta fala do presidente da ABTP, Wilen Manteli, ao falar nesta segunda-feira do Seminário Dia da Navegação, promovido pela Câmara Brasil-Alemanha:
- O transporte hidroviário gaúcho receberá grande incremento com a decisão da Aracruz de instalar terminas fluviais em Rio Pardo e Cachoeira do Sul”.
A Aracruz, que já tem fábrica de celulose e papel em Guaíba, RS, investirá mais US$ 1,2 bilhão no Estado. StoraEnso e VCP, com investimentos parecidos já programados para a mesma área, usarão menos os rios, mas a VCP pretende botar dinheiro grosso na Lagoa dos Patos, do outro lado de Rio Grande, em São José do Norte, pelo menos enquanto não sair o túnel ligando as duas cidades.
Wilen Manteli aproveitou para se queixar do governo gaúcho (ele não estava se referindo a ninguém em especial, mas ao conjunto da obra. "Somente no governo Rigotto tivemos três secretários de Transportes, o que atesta a falta de continuidade de projetos". Manteli disse ainda que o uso das hidrovias no Estado servirá de indutor de desenvolvimento dos municípios localizados ao longo dos rios navegáveis. "Trata-se de um fator de desenvolvimento que tem sido negligenciado ao longo dos anos", avisou.
Aliás, o presidente da ABTP, Wilen Mandeli, está montando uma comitiva de empresários peso-pesados para ir à governadora Yeda Crusius reivindicar a gestão compartilhada, entre os setores público e privado, do Porto do Rio Grande. "Sem essa medida, vamos continuar à mercê da burocracia e do adiamento de importantes investimentos", adverte o dirigente. Falta planejamento e ação.
O presidente da ABTP está forrado de razão. Vale a pena lembrar que a decisão da Aracruz de construir um terminal fluvial em Cachoeira do Sul, por exemplo, criará uma situação sui generis no Brasil: será o único município brasileiro a ter dois portos independentes, um em frente ao outro.
Uma bagunça.. O terminal já existente foi construído pelo Estado em 1993. A obra foi ordenada pelo então secretário dos Transportes, Matheus Schmidt. Não houve estudos prévios de demanda de cargas para movimentar o terminal.
Nunca será usado pela Aracruz, cuja área de florestamento fica na margem oposta.