interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

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Monday, July 26, 2010

Cidade Maravilhosa



(...)
Nas últimas eleições, até o Exército subiu os morros do Rio, mas não conseguiu evitar a ação dos bandidos, que impediam os candidatos sem o seu aval de fazer livremente sua campanha... 
A ação do Exército não funcionou mesmo. O reforço veio muito tarde, apenas três dias antes das eleições. Para ser efetivo, esse trabalho tem de ser duradouro e contínuo. Se o governo federal quiser dispor de seu efetivo noite e dia nas favelas, a partir de agora, serei o primeiro a aplaudir. Espanta como tanta gente por aí ainda não entendeu que estamos diante de um problema enraizado e de gravidade máxima. Suas origens estão fincadas na complacência das autoridades com o crime na cidade por décadas a fio. O que se vê hoje no Rio de Janeiro nada mais é que a versão moderna do velho coronelismo - só que com contornos mais nefastos. Basta dizer que, em alguns casos, o estado simplesmente não consegue entrar numa favela para fazer valer a Constituição.
(...)
Em O poder para os honestos




...

E aí, o que o Presidente do TRE do Rio de Janeiro disse é um absurdo? Eu entendo que vocês se indignassem se ele se manifestasse de forma chula, mas mudando a forma do que Stallone disse, qual seria o absurdo?




Thursday, June 10, 2010

A Primer on Situational Awareness | STRATFOR


Interessante como referencia as situações do "terceiro-mundo" como instáveis e inseguras. Acontece, no entanto, que vivemos com esta "estabilidade" e não percebemos que somos regularmente ameaçados. Acostumamo-nos ao caos:


A Primer on Situational Awareness | STRATFOR

Wednesday, January 02, 2008

Os limites de Chávez


Debates
Dorothy Kronick, Caracas y Miami


O domingo de referendo constitucional da Venezuela chegou exatamente três meses depois que Yorvin Rodríguez, de 16 anos, foi assassinado a tiros. Enquanto os últimos votantes faziam fila frente à urna localizada no Colegio Parroquial Monseñor Arturo Celestino, em La Vega – comunidade pobre ao sudoeste de Caracas –, a mãe de Yorvin, Zulaima, esperava sentada na igreja para ouvir o nome de seu filho em uma longa lista de mortos que eram lembrados nessa mesma tarde.
Zulaima é uma entre os 3 milhões de venezuelanos que votaram por Hugo Chávez nas eleições de dezembro de 2006, mas que não votaram na reforma constitucional (Chávez recebeu 7,3 milhões de votos no ano passado, enquanto a reforma registrou apenas 4,3 milhões de votos a favor). “Participei e apoiei Chávez no passado”, conta Zulaima. “Mas agora não consegui sair de casa para votar. Simplesmente, estava triste demais. E, quando se está triste, é difícil sair.
”Muitos do vizinhos de Zulaima em La Vega tomaram a mesma decisão: ainda que mais 40 mil acudiram a votar por Chávez na eleição presidencial (65% dos vizinhos que compareceram às urnas), somente 23 mil) votaram pela reforma constitucional (48%).
O declínio no apoio à Chávez nesse bairro reflete uma das duas grandes lições deixadas pelo referendo. Em primeiro lugar, quea insegurança, a inflação e a escassez de alimentos fizeram minguar o apoio popular no qual residia grande parte da fortaleza do presidente bolivariano. Trata-se de um fator inédito nos nove anos que este leva à frente do país e que acontece apesar da receita recorde conquistada pela petroleira estatal Pdvsa, destinada em grande parte ao investimento social. A segunda grande lição é que o apoio das Forças Armadas Nacionais (FAN) a sua revolução tampouco é incondicional. Dois fatores que relativizam seus sonhos de governar até 2050 e que, de quebra, pressionarão a uma mudança de estilo em 2008, que vêm com novas eleições no país.
“O descontentamento com a insegurança e a alta nos preços dos alimentos tiveram um papel muito importante nesse resultado”, diz Francisco Rodríguez, analista político venezuelano e professor da Universidade de Wesleyan, nos EUA. De fato, as pesquisas mostram que a maioria dos venezuelanos acham que sua situação pessoal é pior que há um ano. A edição de dezembro do estudo trimestral Consultores21, uma empresa de pesquisa de mercado com base em Caracas, mostra que a aprovação a Hugo Chávez caiu 45%. É a primeira vez desde 2004 que fica abaixo dos 50%. Além disso, sobe o percentual dos entrevistados que acham que a situação do país piora e daqueles que mencionam a insegurança ou a inflação como o principal problema. “Como o governo não entende bem o que está causando esses problemas, isso poderá se intensificar no ano que vem”, diz Rodríguez. “E prejudicará ainda mais o apoio a Chávez.”
O resultado de referendo golpeia Chávez no momento em que os efeitos nocivos de suas políticas econômicas se intensificam. Apesar do grande controle de preços exercido pelo governo, 2007 fechará com uma inflação com alta de cerca de 17%. O desabastecimento de produtos básicos afeta os principais sistemas de distribuição do país, inclusive a Mercal, rede de armazéns populares do governo. E o câmbio oficial (a 2.150 bolívares por dólar) está cada vez mais longe do negociado no mercado negro “a 5.600 bolívares).
Apesar de serem poucas as estatísticas que permitam medi-la corretamente, a sensação é de que a violência urbana tem crescido apesar das políticas de controle do crime. Uma realidade que ficou refletida no último relatório de Desenvolvimento Humano realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O país caiu do posto 61 em 2001 (com cifras de 1999) para 74 em 2007 (com cifras de 2005).
“La Vega está mais perigosa”, disse Zulaima. “Não que seja culpa de Chávez, mas o governo poderia nos proteger mais, não? Aqui não há polícia.” Outra moradora da Vega, Ana Caraballo, sempre votou por Chávez até esta eleição, em que disse não às reformas. “Tenho que ir até a Quinta Crespo para encontrar leite, e aí pago 35 mil bolívares por uma lata (US$ 16 no câmbio oficial)”, contava, no mesmo dia do referendo. “Os políticos sempre nos prometem que consertarão o esgoto e que enviarão a polícia, mas depois se esquecem de você. Pensei que Chávez seria diferente, mas agora não estou tão segura disso.”
O fator militar
Mas se Chávez agora não poderá dar o apoio popular como certo, tampouco poderá fazê-lo com as Forças Armadas. Fontes consultadas por AméricaEconomia, que pediram não revelar sua identidade, afirmaram que foram autoridades militares que recomendaram a Chávez respeitar o resultado.
O presidente desmentiu. “O dia que um general me pressione, por mais amigo que seja, o substituo de imediato”, disse à TV estatal pouco depois do referendo. O único encontro que Chávez afirma ter tido antes de divulgar os resultados foi com seus filhos e netos. “Chávez é de se impressionar”, diz o ministro de Defesa, Gustavo Rangel.
Não obstante, as dúvidas persistem sobre o que aconteceu nessas nove horas entre o fechamento das urnas e o discurso de derrota. “É pouco provável que um presidente latino-americano em atividade e tentado a condutas antidemocráticas aceite uma derrota por 1,4% de diferença sem pedir nova contagem”, diz o analista mexicano Jorge Castañeda, em uma coluna. Já Francisco Rodríguez aponta que foi estranho que, com a divulgação do resultado em 88% dos locais de votação, se tenha anunciado uma tendência “irreversível”, com uma margem de apenas 200 mil entre os quase 10 milhões de eleitores, dado que as últimas contagens são feitas manualmente em lugares onde os pobres estão sobre-representados.
Quem conhece os militares defendem o papel que as Forças Armadas podem ter exercido. “Não sei o que passou exatamente, mas certamente o componente militar pode ter sido um fator que facilitou chega a uma solução civilizada”, diz o especialista militar José Machillanda Pinto, da Universidade Simón Bolívar. “O que posso confirmar com certeza é que há um grande grupo de oficiais profissionais dentro do exérdito que querem uma organização e uma instituição que se dediquem à função de defesa do estado; e nunca e de nenhuma forma a tarefas do governo e programas assistencialistas; ee muito menos a atos em favor de uma concepção política.” As evidências mais concretas estão no número de oficiais militares que se nega a seguir ordens, aos que renunciaram, e à resistência dos militares à proposta presidencial de mudar o nome da organização de Guardia Nacional a Guardia Territorial.
O papel da oposição
Não obstante, é pouco provável que a oposição venezuelana possa aproveitar a ocasião para se transformar numa alternativa. Seu questionável histórico democrático ganhou fama internacional graças ao falido golpe de abril de 2002, por seu erro ao desconhecer os resultados de um referendo revocatório em 2004 reconhecido mundialmente e por um míope boicote das eleições ao Congresso de 2005. “A oposição não existe como ente coletivo; é uma federação desorganizada de interesses diferentes, de visões encontradas, de lideranças pessoais que não se põem de acordo”, diz Moisés Naím, analista político venezuelano e diretor da revista Foreign Policy, em Washington.
Durante a campanha para o referendo, os partidos e líderes políticos de oposição mantiveram um baixo perfil. Não fica claro se isto se deveu a uma falta de financiamento (“os homens de negócios somos reacios a dar fundos a campanhas è oposição já que se teme uma retaliação”, diz um influente homem de negócios que preferiu não se identificar) ou uma decisão consciente de ceder o estrado principal aos líderes estudantis (que têm melhores índices de aprovação e credibilidade), em parte porque para o referendo nem sequer houve um comando central de campanha pelo Não que pudesse ser consultada. “A oposição não sabe como tomar vantagem do que se lhe está entregando em bandeja de prata”, declarou Robert Bottome, editor da newsletter Veneconomía, ants do referendo. “Não tem mensagem, não têm coesão.”
A cientista política Jennifer McCoy, da Universidade Estatal de Georgia, e autora de vários papers sobre a democracia venezuelana, acha que o referendo vai gerar mais câmbios no governo do que na oposição. “A principal mensagem desse domingo é que Chávez precisa reduzir a velocidade, deixar de focar tão intensamente na ideologia e prestar atenção em fornecer serviços”, diz. “Não está claro que a oposição seja capaz de fazê-lo em seu lugar.”

Entretanto, o triunfo, aidna que por uma estreita margem, oferece à oposição uma oportunidade de se reunir novamente. Teodoro Petkoff, veterano estratega político e editor do tablóide de oposição Tal Cual, concorda. “Há apenas um ano emergiu uma nova força, a força de Un Nuevo Tiempo e Manuel Rosales”, afirma. “E tem potencial para responder a problemas sérios.”
Inclusive o crítico Bottome reconheceu essa possibilidade. “O discurso de Rosales depois da votação não foi mau. Ao melhor, e na melhor das hipóteses, a oposição será capaz de se unir para as eleições governamentais e de prefeitos de 2008.” Petkoff émais otimista: “Não há processos rápidos”, diz. “As coisas estão ficando pior por aqui”, diz. “A fé que tinha em Chávez agora é para Deus.”
Na missa de Zulaima, na tarde do referendo, o padre leu uma passagem da Oração dos Fiéis: “Pelos governantes. Pelos responsáveis pela justiça e a paz; para que não defraudem a esperança do povo, roguemos ao Senhor”.

http://www.americaeconomia.com/PLT_WRITE-PAGE~SessionId~~Language~4~Modality~0~Section~1~Content~33330~NamePage~AmecoNegocios~DateView~~Style~15543.htm

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Ou seja, quem segura o homem, mantendo a honra nacional são os militares, como não poderia deixar de ser... E, tal como aqui, a oposição está mais perdida que cusco em dia de procissão.

Thursday, December 20, 2007

Espaço Schengen



A União Européia ampliou o seu espaço de circulação interno de 15 para 24 países. 400 milhões de pessoas serão beneficiadas para viajar sem passaporte pela Europa. O melhor disso tudo é que leis de trânsito e procedimentos serão padronizados... O que deve ser levado em conta como importante, especialmente para países que não adotam sistemas eficazes.

Sou amplamente favorável à estas regras advindas da globalização, não entendo o fenômeno como uma mera fusão de mercados, mas liberdade de fluxos em um amplo sentido. Acostumado a viajar de carro por nosso país e no exterior, este Acordo de Schengen vem como uma luva para quem busca traçar seu próprio roteiro e não se prender ao itinerário do turismo padrão.

A livre circulação de pessoas era um dos objetivos do Tratado de Roma em 1957 e que foi concretizada no referido acordo em 1985, mas só entrou em vigor dez anos depois.

O Sistema de Informação Schengen (SIS) também será unificado, permitindo a busca de pessoas desaparecidas, furtos etc. Imagine tal avanço jurídico em nossa terra sob os auspícios de uma Alca? Padrões de segurança canadenses para nossas estradas que são verdadeiros portais de cemitério...

Sunday, October 21, 2007

A César o que é de César


A efígie de Che Guevara virou um ícone para os desavisados, tolos e hipócritas ou, na melhor das hipóteses, uma mercadoria para biquinis e camisetas manchadas com o sangue das vítimas do assassino que a história se encarregou de mistificar.



No dia 17 passado, Carlos Heitor Cony comentou os 40 anos da morte de Che Guevara na BandNews. Começou “bem” lembrando os “50 anos de sua morte” e terminou “melhor ainda” dizendo que foi um herói que cometeu erros, pequenas falhas como assassinar quem discordasse dos seus propósitos revolucionários. Detalhes para quem o definiu como “maior herói do século XX”! Eu não compreendo mesmo o conceito de herói...

Para o site Vermelho: a esquerda bem informada em Goebbels inspira Veja, a revista faz parte de uma “rede mundial de comunicação neomacartista”, cuja matéria histórica “Che: há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa” põe uma pá de cal no facínora. O site dos fosseis vivos comunistas também critica a analise de Cony porque o mesmo teria chamado Che de um “péssimo administrador”, no que está coberto de razão. Alçado ao posto de Ministro da Economia após a Revolução Cubana, Che não se adaptou e deixou Cuba para fazer o que sabia: matar ameaçando populações a adotar o modelo comunista no Congo e depois na Bolívia onde foi finalmente e, merecidamente morto.

Mas, ouvindo Cony hoje notei que sua constatação não tem boa justificativa. Che teria continuado sua sanha guerrilheira porque era um adepto da “revolução permanente” não aceitando a influência (e direção) soviética, tampouco a de Fidel. Não é bem assim, a teoria da “revolução permanente” de Trotsky não era apenas de continuar a revolução em outros paises, mas de avança-la também nos que já tinham derrubado a burguesia. Caminhando do socialismo e de sua “ditadura do proletariado” ao comunismo, a teoria original marxista, compreenderia a própria extinção do estado. Apenas lembremos que Trotsky, então Comissário de Guerra da revolução teve em seu currículo de revolucionário, a repressão à Revolta de Kronstadt em 1921, na qual milhares foram executados. Nada mais irreal, portanto, para a práxis que adotava Guevara pinta-lo como um “libertário”, antiestatista ou coisa que o valha. Ele se afinava mais com Lênin na busca pelo poder a qualquer custo do que entrega-lo as massas subordinadas pelo totalitarismo comunista. Cony erra porque é mal informado; os vermelhos do Vermelho, por sua vez, erram porque são deturpadores ou fanáticos (o que dá no mesmo).

Entre fatos e deturpações existem interpretações. Vi muitas opiniões sobre o filme Tropa de Elite, mas há algo que penso ter escapado entre os que viram a ascensão neofascista no apelo por um justiciamento e a brutalidade policial como panacéia.

O filme tem o grande mérito de tomar posição em uma sociedade, cujas opiniões costumam ser insípidas. E é disto que o filme trata, das diferentes posições assumidas e suas conseqüências, inclusive da posição de não se posicionar, do “deixa estar” estudantil justificado de modo generalizante pela corrupção policial. No filme, a idiotia esquerdófila da “vitimização social” me pareceu bem ironizada pelo debate sobre Foucault em um curso de Direito. Hilário...

Só tenho duas observações a fazer sobre opiniões recorrentes sobre o panorama tratado no filme:

1ª) A legalização das drogas acabaria com o trafico. Isto, por si só, não basta. Sei que o filme não trata, explicitamente, desta questão, mas gostaria de chamar a atenção para que ninguém interprete mal achando que se sugere que a liberação seja suficiente para conter o crime. Conter o tráfico é uma coisa, conter o crime é outra... Imagine como seria uma simples legalização em nosso país, no qual adolescentes que participam de “rachas” e matam aleatoriamente... Apesar da obrigatoriedade do teste do bafômetro ter entrado em vigor com o Código de Trânsito em 1998, quem se recusar a faze-lo pode optar por pagar uma multa. O que não ocorreria se o consumo de maconha ou cocaína for legalizado? E se tratar de “celebridades”, a coisa fica pior ainda. Se a lei é permissiva com os erros de alguns, se abre um precedente para todos.

Mesmo na referenciada Holanda, onde o consumo de maconha é permitido, não se pode faze-lo em qualquer lugar de modo incondicional. O consumo fora de casa ou dos cafés é crime há mais de oito anos e, além disto, o país assiste há uma tendência inversa, de fechamento deste tipo de estabelecimento. É disto que nossa sociedade se exime. Assim como quase ninguém pensa sobre o que seria a ação contumaz de uma polícia correta e ordeira. Ou os cariocas e brasileiros em geral querem uma polícia dando batida em quem dá uma cheiradinha na Zona Sul carioca e bairros nobres de nossas metrópoles? A corrupção policial não existe no vácuo, ela é produto nosso. Se realmente queremos mudar as coisas, tem que se ir muito além da liberalização. Parafraseando o velho mestre Adam Smith “the inhabitant of the breast, the man within, the great judge and arbiter of our conduct”, a liberdade compreende grandes doses de responsabilidade ausentes em nossa cultura.

2ª) Outro dado que acho importante frisar é que com uma polícia tendo que torturar, para obter informações urgentes, o caso do protagonista do filme, o Capitão Nascimento é sintomático. Não foi a tortura que o levou a uma momentânea perturbação, mas o fato de ter libertado um informante que, sob coação, denuncia comparsas levando-o ao inevitável destino de cruzar o Hades. Sua crise se agrava com a acusação feita por uma mãe de que eles, os policiais mataram seu filho ao liberta-lo. Dentro do raciocínio do policial, a avaliação da mãe corrobora o que pensa sobre ser conivente com o tráfico: em uma das ações retratadas, o mesmo capitão esfrega o rosto de um consumidor no peito aberto de um dos traficantes pelas balas do BOPE acusando-o de ser responsável por sua morte. Outro mérito do filme é este, não cria heróis, mostra valentia mesclada com brutalidade convivendo com o erro.

Nossa sociedade não prescinde da tortura como método recorrente, infelizmente, porque se trata de uma guerra. Mas, é disto que se trata. A guerra é anarquia, falta de lei e império da corrupção. Com uma esquerda hipócrita (redundante, não?) e uma direita obtusa que vê o combate à corrupção como “perfumaria” estamos em maus lençóis.

Em nosso fantástico país, a morte de policiais não rende paginas de jornal nem consideração nenhuma por parte de jornalistas ou membros da elite cultural, artistas, personalidades ou celebridades. Em paises civilizados, por mais que se desgoste da policia, pelo menos subsiste um certo pensamento utilitarista quando um policial é morto: “se um bandido tem a audácia de assassinar um policial, imagine o que ele não faria comigo!” Por outro lado, a morte de um verme sanguinolento há 40 anos atrás na Bolívia provoca um rosário de lamúrias de tontos e imbecis que não são capazes sequer de entender o que significa defender a vida alheia. Cultuam assassinos, mas quando seus bens ou vida são ameaçados não titubeiam em clamar pelas “forças de repressão”.

Se o mérito pelos policiais desviarem as balas que seriam destinadas a nós ainda não encontra consenso por alguns, o mérito de Che já foi devidamente assegurado com um tiro de misericórdia no peito.

Thursday, September 27, 2007

Finlândia: Muitas armas, poucos crimes.



Apesar de o país ter uma das mais fortes concentrações de armas de fogo do mundo, o alcoolismo e marginalidade social são as principais causas dos homicídios.

De acordo com estatística divulgada pela Agência de Notícias de Helsinque (AFP), entre 2002 e 2006 apenas 15% dos homicídios na Finlândia foram cometidos com armas de fogo, embora o país seja o terceiro no mundo com maior número de armas por habitante, atrás apenas dos Estados Unidos e Iêmen.

Um total de 111 homicídios foram cometidos em 2006, contra uma média anual de 130 no decorrer dos últimos dez anos, revelou o Instituto Nacional de Pesquisas sobre a Criminalidade na Finlândia em seu relatório anual.

O Estudo aponta que o álcool é a causa de 80% dos homicídios. O alcoolismo no país — onde o número de assassinatos está em baixa e no qual se registra um dos níveis de vida mais elevados do Planeta — concentra-se num pequeno nicho de marginalidade social.

O presidente do Movimento Viva Brasil e especialista em segurança pública, Bene Barbosa, afirma que as estatísticas apresentadas sobre a Finlândia provam, mais uma vez, que não é quantidade de armas existentes em um país que o torna mais ou menos violento. “Aqueles que, no Brasil, querem retirar do cidadão o direito de possuir armas de fogo poderiam começar provando a relação direta entre posse de armas e criminalidade, pois todos os estudos internacionais sérios não provaram relação alguma até hoje”.

De acordo com o levantamento feito pela Small Arms Survey de Genebra, entre 25 países, o Brasil é o último colocado em número de armas por habitante porém figura entre os países com o maior número de homicídios.

"Entidades pró-desarmamento apontam a queda de homicídios por armas de fogo no Brasil, mas escondem que assassinatos cometidos com outras armas, como armas brancas – facas, estiletes, dentre outras -, continuam crescendo assustadoramente. Para quem perde um filho, um irmão ou um pai assassinado, duvido que faça diferença que tipo de arma o assassino usou. O que dói para essas vítimas, além da perda do ente querido, é a certeza quase total da impunidade dos criminosos, já que no Brasil apenas 10% dos homicídios são esclarecidos”, salienta Bene.

Se o infográfico não aparecer abaixo, use o link:
http://www.movimentovivabrasil.org.br/userfiles/armas_paises.jpg?mace2_cod=243&pess2_cod=3155&lenc2_cod=



E-mail: contato@movimentovivabrasil.com.br
http://www.movimentovivabrasil.org.br/

Thursday, December 07, 2006

Tríplice Fronteira









O governo dos Estados Unidos incluiu nesta quarta-feira, em sua lista de colaboradores com o terrorismo, nove pessoas e duas entidades que financiam a organização terrorista xiita Hezbollah, e que atuam na tríplice fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai. A divulgação da medida foi feita pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Os incluídos na lista ficam proibidos de desenvolver operações comerciais ou financeiras com pessoas e entidades dos Estados Unidos. As ações também incluem o congelamento de todas as contas bancárias e outros ativos que estas pessoas ou empresas tenham nos Estados Unidos. O Departamento do Tesouro assinalou que os novos incluídos arrecadavam fundos para a rede de Assad Ahmad Barakat, que funciona na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A organização de Barakat é uma das maiores fornecedoras de dinheiro para a organização terrorista Hezbollah, segundo o diretor do Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros dessa secretaria, Adam Zsubim.