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a.h

Wednesday, March 24, 2010

Cidades Sem Fim





Acho uma excelente notícia. Ao contrário dos que preferem cidades densas, eu gosto das baixas densidades. Na verdade, este rururbano aproxima a população noutra escala. Só que para funcionar bem depende de trem. Como este vai funcionar, se público ou privado é que é outra questão. Mas, numa coisa eu concordo com os críticos do modelo: quem mora mais distante do centro, encarecendo a infra-estrutura tem que pagar mais pela mesma (seja através de pedágios, impostos etc.). 

Eu pagaria pela mesma.





Relatório da ONU mostra aparecimento de "cidades sem fim"

23 de março de 2010 • 14h30 • atualizado às 14h35
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4335323-EI294,00-Relatorio+da+ONU+mostra+aparecimento+de+cidades+sem+fim.html


Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) identifica um fenômeno, chamado de "cidades sem fim", como um dos que mais devem influenciar a vida das pessoas nos próximos 50 anos.
De acordo com a análise, publicada nesta terça pelo jornal britânico The Guardian, as grandes cidades estão se fundindo em "mega-regiões", que podem se estender por centenas de quilômetros e ter mais de 100 milhões de moradores.

O relatório aponta que o fenômeno ocorre porque as cidades estão se expandindo para além de seus limites e se fundindo em aglomerados ligados física e economicamente. Para a ONU, o crescimento, apesar de impulsionar a economia, eleva as desigualdades sociais.

Segundo o relatório, apresentado no Fórum Urbano Mundial, no Rio de Janeiro, o maior exemplo deste fenômeno ocorre na região de Hong Kong-Shenhzen-Guangzhou, na China, onde vivem cerca de 120 milhões de pessoas. Outras "mega-regiões" foram identificadas no Japão e no Brasil ou ainda estão em formação na Índia e na África.

Na região de Nagoya-Osaka-Kyoto-Kobe, no Japão, a expectativa é de que a população chegue a 60 milhões de pessoas até 2015, de acordo com o relatório da ONU.

No Brasil, a região da qual fazem parte Rio de Janeiro e São Paulo, no Sudeste do País, abriga hoje aproximadamente 43 milhões de pessoas.


2 comments:

Júlio César Bueno said...

Veja um exemplo interessante: na cidade de SP a distância entre o extremo sul e o extremo norte é maior do que do centro de SP a baixada Santista. Uma cidade que tem de um extremo a outro tamanho para se "fatiar" em no mínimo 15 cidades médias.

Concordo no comentário a respeito dos pedágios.

Anselmo Heidrich said...

Interessante teu comentário, caro Júlio. Isto já indica uma forma de administração sensata e necessária para a cidade dividindo-a, descentralizando-a. Malgrado, a formação de subprefeituras pelo PT da então prefeita Luíza Erundina (hoje, PSB) serviu para loteamento de cargos.

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