interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Friday, February 12, 2010

Melhor país


De acordo com os dados do manualzinho da CIA, os EUA estão em 180º lugar (em escala crescente) no quesito mortalidade infantil tendo países como Itália (185º), Canadá (190º), Bélgica (200º), França (217º), Suécia (222º), Bermuda (223º) e Singapura (224º) – a posição mais avançada. Mas, também temos Cuba em posição mais avançada que os EUA, com o 182º lugar.

Bem... Para tecermos comparações justas teríamos que fazer correlações, o que não será o caso aqui, mas posso sim fazer algumas especulações, baseadas em arremedos de correlações. Fica claro, portanto, que o que vou dizer não tem caráter definitivo, nem pretendo esgotar nada, mas começar um debate.

Tomemos a taxa de imigração de alguns países conhecidos por atraírem mão-de-obra: Itália com 2.06 migrant(s)/1,000 population (2009 est.)
country comparison to the world: 41;
Canadá com 5.63 migrant(s)/1,000 population (2009 est.)
country comparison to the world: 16;
E EUA com 4.32 migrant(s)/1,000 population (2009 est.)
country comparison to the world: 25.

Há países, como o Canadá que recebem mais imigrantes proporcionalmente que os EUA, aumentando assim a pressão sobre seu sistema público de previdência. Já, outros como a Itália, menos, o que lhe permite alçar melhores indicadores sociais. Também seria justo saber se o imigrante no Canadá já dispõe de benefícios comuns a sua população. E se por imigrante significa os que são devidamente legalizados ou há projeções sobre qualquer tipo de imigração nestas análises.

Claro que esta análise é manca, pois um EUA não tem os mesmos tipos de serviço social que um Canadá etc. Mas, há outras correlações possíveis como a estrutura etária (mais jovens ou idosos e, proporcionalmente, menos adultos significam mais gastos), o que muda muito o parâmetro de análise entre um EUA, Austrália e Japão (este com grande participação de idosos), p.ex. Tais detalhes têm que ser levados em conta na hora de se dizer o que é ‘melhor’ ou ‘pior’. Melhor como? É a questão.

Será que o mesmo vale para as oportunidades de emprego, mobilidade social de acordo com os [link=]PIBs regionais disponíveis?



Sejamos coerentes, quando se diz que uma Suécia é melhor do que os EUA estamos falando precisamente do quê? Das oportunidades de se empregar ou de obter uma ajuda de custo por filho gerado?

E a propósito de onde vocês acham que vêm a maior parte das inversões externas para a Escandinávia? Da França? De Cuba?

A propósito também, vocês confiam em dados de saúde pública provenientes de Cuba, com menor mortalidade infantil do que os EUA?
...

Thursday, February 11, 2010

África: revoluções e direitos


Comments

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O problema do Ismael Maumane, tipico dum Frelimista, é de querer atribuir a mim informacao que apresentei citando fontes do Jornal Standard e do Jaime Khamba.
De todos os modos nao ha credibilidade numa organizaçao que violou direitos humanos seja de 240,300, 600 o mais pessoas. Qualquer destes numeros, ou mesmo abaixo, basta para constituir um caso no tribunal international de justica. O que este homem, e agente secreto da Frelimo como disse nas suas mensagens de insultos ao este autor, quer nos mostrar.
Francisco Nota Moises
Francisco Nota Moises
Segundo o jornalista britânico, Tony Avirgan, que reportou sobre os julgamentos de Nachingwea, “Machel said there are 360 prisoners being held at the camp in Tanzania”. (Guardian 23 Abril 1975).

O jornalista tanzaniano, Marcelino Komba, numa reportagem publicada no jornal Daily News de Dar es Salam na mesma data, refere-se a “Uria Simango, one of the 240 traitors who were paraded on March 16.”
O correspondente do jornal britânico Times, em Nairobi, reportou na mesma data que nos julgamentos de Nachingwea encontravam-se, em Março, 240 prisioneiros.
Portanto, parece ser correcto que nos julgamentos de Nachingwea compareceram as tais cerca de 300 pessoas mencionadas no CanalMoz, e não 600, como alega o Dr. Moisés.
Já antes, o Dr. Moisés havia aqui falado em votos que teriam sido arrecadados por Adelino Gwambe durante a eleição para o primeiro presidente da Frelimo, quando na realidade ele não particiou no escrutínio. Ao todo houve 135 votos, dos quais o Dr. Mondlane recebeu 116, Simango 13 e Chagonga 6.
A não ser que o Dr. Moisés possua informações até agora desconhecidas, e nesse caso seria salutar que ele as apresentasse, para benefício de todos - e também da sua credibilidade como historiador.
Ismael
FEIOS, PORCOS E MAUS.
GRAVISSIMAS VIOLAÇOES DOS DIREITOR HUMANOS PELA FRELIMO
O artigo de Canal de Moçambique diz que 300 pessoas compareceram em Nachingwea onde foram publicamente humilhados. Na verdade, o numero foi dobro deste numero. De acordo com uma ediçao do Jornal "The Standard" de Dar Es Salaam de setembro de 1974, o maior da lingua inglesa, que reportou as humilhaçoes com certas fotografias dos humilhados, o numero era 600 "traidores". Li o jornal quando estudava em Nairobi. Lembro me estar complementamente devastado durante todo o mes de Setembro de 1974, a ponto de nao conseguer comer bem e concentrar-me nos meus estudos. Foi durante este triste episodio que Sergio Vieira brilhou como juiz ao lado do nosso malogrado Caligula cum Ivan o Terrivel, Samora Moises Machel. Samora referiu-se a Simango como um presente, "um peru de Natal". Para humilhar o Simango mais, Machel deu um cosideraçao especial a sua esposa Celina, dizendo que a" camarada Celina foi sempre revoluionaria e nao concordava com as atitudes reacionarias do Simango." Samora Machel fazia aquilo para se permitir a si e aos seus colegas a liberdade fisica com o corpo da Celina. Imaginem la o que quero dizer com esta linguagem torta. Nao posso me permitir dizer as coisas direitamente por respeito com a desaparecida e a sua familia. A Celina nunca fez coisas aceitando,e eis a razao porque Samora Machel mandou liquida-la mais tarde para prevenir que ela viesse a se escapar e contar ao mundo a sua humilhaçao e a do seu marido.
Quando isto se passava, para alem dos jornais tanzanianos reportarem a humilhaçao dos prisioneiros, a radio Tanzania nao se fartava de reportar a humilhaçao dos "wasaliti (swahili para traidores)". As mesmas informaçoes apareceiam tambem nos jornais kenianos menos as fotografias dos humilhados.
De acordo com uma reportagem que li alguns anos atras, nenhum homem ou mulher entre os humilhados e humilhadas sobreviveu, foram todos mortos, todas mortas. Se eu nao tivesse refugiado da Tanzania para o Kenya, teria tambem estado no grupo, se tivesse um poucochimo de sorte antes de ser morte lentamente. As ordens contra mim eram abater o Nota a vista por ter humilhado Mondlane com o seu comando da lingua portuguesa. Na verdade tempo houve que o autor depois de ter bem aprendido a lingua de camoes em Zobuè,falava a bem e encantava as pessoas. Agora toda aquela maravilha com a lingua portuguesa lhe fugiu, tendo dado lugar as linguas inglesa e francessa as quais fala e nas quais le agora diariamente. Mas ainda nao se esqueceu completamente do portugues. Pode ainda balbuciar nele, coxeando e as vezes incoerentemente. Mas na urbe onde vive, é raro encontrar pessoas que falam portugues, e a comunidade portuguesa na urbe que ate tem uma paroquia catolica sua chamada Nossa Senhora de Fatima esta quase toda anglicisada, mas ha ainda muitos que falam portugues do tipo açoriano na sua maioria.
Quando apareço nestas colunas, os dirigentes em Maputo que nao gostam deste blog como ja li algures, mas que o lem, ficam chocados fora da medida por eu ser o unico a falar dos crimes dos seus crimes e a demistificar os assassinos de massa da Frelimo que a historia e a propaganda da Frelimo mistificaram. Dai o grito silencioso do camarada Guebuza atraves do seu agente Ismael Maumane e a sugestao de que me cale visto que sou malcriado. Sou malcriado? E exige que observe as boas maneiras. Mas onde é que estiveram as boas maneiras quando a Frelimo tratava as 600 pessoas, que eram paradadas perantes guerrilheiros armados e nao armados que gritavam insultos contra eles? Sou malcriado por dizer as coisas tal como elas sao e reportar exactamente sem mais nem menos o que aconteceu quando nos batemos no Aurelio Manave,Marcelino dos Santos e chovemos porradas e pontapés, cuspes e alguem mijou nele? Qual é problema com isto? Havia uma guerra naquela noite de 3 de Março de 1968 entre nos e a camarilha de Machel. O que fizemos é o que exactamente aconteceu depois de Samora Machel, Joaquim Chissano, Aurelio Manave e Arrancatudo nos terem batido, porradeado e marchado a pontapés dos nossos dormitorios de pistolas nas maos gritando doidamente contra nos antes da policia tanzaniana apacerer. Ismael Maumane preferiu condenar-me for "falta de respeito aos velhos", mas nao disse que os velhos tinham tambem feito mal. Sejamos claros, sejamos honestos. Contemos a historia dos dos lados.
E que tal quando o Manave foi despido e deixado de cuecas na esquadra da policia antes de ser chamboqueado severamente até que grunhiu com ranhos a lhe correr das narinas enquanto que os estudantes gritavam bem alto que se fustigasse o malfeitor a valer. Ismael Maumane, se este é verdadeiramente o nome do individuo, diz que tudo isto que conto é "ouvir dizer." Nao seu o que ouvir dizer quer dizer?
Francisco Nota Moises

Tuesday, January 19, 2010

Burguesias nacionais e imediatismo



Todo mundo sabe que o nazi-fascismo é a última esperança do capitalismo em bloquear o comunismo. Dizer que o comunismo e o nazi-fascismo são similares é o mesmo que dizer que Fulgêncio Batista e Fidel Castro são iguais.


Há tempos ouço esta lorota, de que o nazismo foi a última alternativa contra o comunismo para preservação do capital. “Tanto foi” que limitou a atuação dos capitalistas privilegiando os grupos ‘nacionais’. Que diabos de capitalismo é esse? Trata-se de algo similar, isto sim, ao sistema econômico desenvolvido pós-Revolução Islâmica no Irã, no qual os ativos de empresas estrangeiras foram expropriados e cedidos a amigos do regime, que se declarassem favoráveis e apoiassem os rumos da insanidade de fanáticos religiosos. Muitos desses – bazaarin, sem filiação explícita com a religião – apoiaram Khomeini por puro pragmatismo econômico. Portanto, a análise que descarta a ação estratégica e se fixa na retórica (hipócrita, diga-se de passagem) é digna de editoriais de pasquins de nano-partidos regados ao discurso de centros acadêmicos. Nada além disto. 


Um ponto importante, a diferença entre as ditaduras... Sinceramente, não vejo muita. A própria ditadura “de direita” no Brasil teria, hoje, muitas de suas propostas econômicas estatizantes abraçadas pelos opositores de esquerda do governo Lula. Então, se observarmos como as coisas eram e ficaram, quem não evoluiu foram os adeptos do que imaginam que seria um governo de esquerda latino-americano. Por isso apoio um Gabeira como governador: para que mais um mito caia por terra, tão logo dê as fuças com o muro chamado ‘Realidade’.


Então me explique por que as burguesias nacionais aliam-se ao fascismo?


As burguesias nacionais aliam-se ao fascismo, assim como as burguesias nacionais (iranianas) aliaram-se aos aiatolás, assim como a burguesia nacional não paulista não estava nem aí contra Getúlio e abdicou da liberdade constitucional em nome de uma segurança proto-fascista, assim como várias burguesias o fizeram, porque são oportunistas. Agora, se um agente privado específico se beneficia de um regime autoritário em particular, do ponto de vista estritamente econômico, ele será um trouxa de trocar esta posição em nome de uma ética liberal com capitalismo para todos. No curto prazo, bem entendido... Pois, no médio e longo prazos, o privilégio adquirido irá, paulatinamente, se esvair em função da lógica de crescimento político do estado. Empresas petrolíferas devem ter perdido dinheiro com o boicote ao Iraque promovido pelos EUA nos anos 90 (Clinton), sem dúvida, mas sob um regime autoritário, outras burguesias que não dipõem de laços mais fortes com o poder de estado só sonham em lucrar para depois serem, sumariamente, traídas. Vide a Petrobras que teve seu contrato rasgado por Saddam em favor da Elf. Nós achamos a maior reserva de petróleo iraquiana, mas a obrigação de lucrarmos os 20% em cima foi pra baixo da terra enquanto que o petróleo subia... Para alguns capitalistas, sem dúvida que lucrar de qualquer jeito é bom, mas para o capitalismo como um todo é evidente que não.






Wednesday, January 13, 2010

E aí, vão dizer que é legado europeu?


As negociatas dos deputados angolanos

Ouvir com webReader

Como prática corrente, deputados à Assembleia Nacional têm estabelecido sociedades comerciais com membros do governo e investidores estrangeiros, assim como têm realizado contratos com o Estado, para enriquecimento pessoal. Tal costume cria potenciais situações de incompatibilidade e impedimentos com o cargo que exercem, assim como conflitos de interesses e de tráfico de influências. Em suma, engendram um clima propício para a institucionalização da corrupção no parlamento.
Apresento os primeiros seis casos de deputados cujas actividades comerciais e funções extra-parlamentares suscitam várias considerações e interrogações à luz da legislação em vigor. Esta série investigativa, baseada exclusivamente em documentos oficiais, consiste, sobretudo, em informar e formar a opinião pública para uma tomada de consciência sobre o modo como os dirigentes usam o nome e o poder soberano do povo angolano. Para servir a quem? Eis a questão. A seu tempo, a Maka questionará a origem da riqueza ostensivamente exibida por alguns deputados.

Leia tudo em

Camaradas de carreira





The Americas: Castro Is Shocked! Shocked! to Find Drug-Dealing Comrades1989-06-23
The Wall Street Journal

By Rachel Ehrenfeld

While "perestroika" makes headway in the Soviet Union and other East Bloc countries, and while Communist China is cleaning house in Beijing, "spring cleaning" is taking place in Havana. "The true revolution cannot leave unpunished those who violate its principles" said Granma, the Cuban Communist Party's newspaper. The editorial was providing the "correct interpretation" of the extraordinary arrest of war hero Gen. Arnaldo Ochoa Sanchez and seven accomplices on charges of corruption and international drug trafficking.

Until Gen. Ochoa's indictment, Fidel Castro had denied vehemently that any Cuban official was involved in the world drug-trafficking network. Gen. Ochoa, who had fought in Ethiopia, Nicaragua and lately in Angola, had been away from Havana for a long time, and it is doubtful that he was involved in drug trafficking. More to the point, there is small chance that either Gen. Ochoa or his most notable co-defendant, Brig. Gen. Patricio de la Guardia -- commander of an elite Special Forces brigade, answering directly to Fidel -- could have been involved in trafficking without Fidel's approval.

Fidel's admission that Cuban officials are involved in the drug business, after 30 years of uncompromising promises that no one in Cuba could possibly be involved in the drug trade, falls on a few willing ears. Senate Foreign Relations Committee Chairman Claiborne Pell, who visited Cuba in November, immediately commented that the arrests in Cuba ". . . could open the way to mutually beneficial cooperation between the United States and Cuba in narcotics trafficking that is taking place in the sea and air space that we share."

Such talk must please Fidel. Short on foreign currency, and possibly experiencing some difficulties in obtaining more loans from the Soviet Union, Fidel needs a new source to bail him out. Sen. Pell seems to be attentive to Fidel's needs. But can anyone really fall for Fidel's portrayal of himself as a anti-drug crusader?

Jose Blandon Castillo, a former intelligence aide to Panama's de facto dictator Gen. Manuel Noriega, provided well-documented evidence in January 1988 that enabled U.S. prosecutors in Miami to indict Gen. Noriega for his involvement in drug-trafficking activities. In addition, he provided firsthand information on Fidel's direct involvement in the drug business.

Mr. Blandon described how he was sent to Havana by Gen. Noriega to arrange for Mr. Castro's intervention in a dispute between Gen. Noriega and the Medellin drug cartel. After Gen. Noriega visited Havana and met with Fidel, the dispute was settled. Mr. Blandon found Mr. Castro eager to cooperate: ". . . Fidel feared that Noriega would be replaced in Panama. . . . Fidel Castro made Panama a window . . . an opportunity for business, in order to get Western technology and in order to export some of his goods from Cuba."

Apparently that window is closing rapidly as Gen. Noriega's multimillion-dollar bank records are being exposed. On Tuesday, just two weeks after British authorities released to U.S. authorities records of Gen. Noriega's accounts at the infamous Bank of Credit and Commerce International in London, Fidel announced that at least 18 Cuban diplomats and civil servants working in Panama were being brought home where they, too, would be charged with drug-related offenses. Is it at all probable that Fidel is cracking down on scheming that has been taking place behind his back, despite being lord over one of the tightest internal security networks in the world? Or are his current actions merely a smoke screen to cover what had been (until Gen. Noriega's operations were uncovered) a longstanding policy?

Documented evidence demonstrating Cuba's role in drug trafficking to the U.S. dates back to 1961. According to a secret Drug Enforcement Agency intelligence report (which was leaked to the press on March 31, 1982), a meeting took place in Havana in which Ernesto Che Guevara, then president of the National Bank of Cuba, Capt. Moises Crespo of the Cuban secret police, and Salvador Allende, then a senator from Chile, were among the participants. The subject under discussion was the creation of a drug network that would smuggle drugs from Latin American countries through Cuba to the U.S.

Many other well-documented charges exist, including the following:
-- In an interview with Colombian reporters in October 1982, Fidel described Jaime Guillot Lara as a good friend of Cuba. Mr. Guillot Lara, a convicted Colombian criminal and drug trafficker was indicted on Nov. 15, 1982, together with four Cuban officials, two of whom were close aides to Fidel-Fernando Ravelo Renedo, a former Cuban ambassador to Colombia, and Gonzalo Bassols Suarez, a former minister-counsel of the Cuban Embassy in Bogota. Mr. Guillot Lara and the Cuban officials were charged with operating a major Cuban-Colombian drugs-for-arms operation since 1975 in which a Colombian narcotics ring was used to funnel arms as well as funds to Colombian M19 guerrillas.
-- On Feb. 16, 1988, a federal grand jury in Miami returned a sealed indictment against 17 people who used Cuba as a station to smuggle cocaine from Colombia to south Florida. The indictment (leaked to the press) said, "Nearly a ton of cocaine {has been moved} through Cuba with the aid of Cuban military and government officials." It documented a Cuban-flown Soviet MiG fighter escorting a drug plane and, in another instance, Cuban military personnel unloading and moving drug cargo. The operation was carried out with the help of the Cuban air force, coast guard and the Direccion General de Inteligencia (the Cuban intelligence agency.

-- On March 23, 1988, Maj. Florentino Azpillage Lombard, former Cuban chief intelligence officer in Czechoslovakia, who defected in Vienna in June 1987, revealed that Cayo Largo -- a small resort island south of mainland Cuba where fugitive Robert Vesco lives under the hospitality of the Cuban government -- has been used for drug-trafficking purposes at least since 1978. Maj. Azpillage also said that no drug-related activities can be carried out without Mr. Castro's personal approval because Fidel himself supervised the activities of the troops that oversee the drug smugglers' activities.

-- An indictment handed down on April 17, 1989, in Jacksonville, Fla., described Cuba's drug-trafficking activities with Mr. Vesco and Carlos Lehder, formerly one of the leaders of the Medellin cartel, who operated at the time from Nicaragua. The indictment states that Mr. Vesco arranged, at Mr. Lehder's request, passage of planes carrying cocaine from Los Brasiles Air Force Base near Managua to Corn Island in Nicaragua, and from there over Cuba to Andros Island in the Bahamas on its way to Miami.

Fidel's admission that Cuban government officials are involved in the international drug trade contradicts 30 years of denial. Apparently some U.S. senators and congressmen are willing to believe that Fidel has become a crime fighter, in spite of the public record. But will the American people really believe that the leopard could change his spots?

---
Ms. Ehrenfeld, a fellow at Freedom House, is writing a book on the international drug trade, which is to be published by Basic Books



http://www.public-integrity.org/article/invent_index.php?id=860

Tuesday, January 12, 2010

De muros e cercas

Em minha opinião, fazem bons vizinhos...
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Estados Unidos apóiam construção de muro entre Egito e Gaza

O governo dos Estados Unidos apoiou nesta terça-feira a construção do muro que o Egito está erguendo na fronteira com a faixa de Gaza ao alegar que serve para frear o contrabando de armas em território palestino. 

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Gordon Duguid, afirmou que os Estados Unidos viram que o Egito realiza "atividades" que conterão o contrabando de armas para Gaza, algo que acredita ser necessário. Duguid ressaltou, no entanto, que ao mesmo tempo é preciso buscar uma maneira de melhorar a vida dos cidadãos comuns de Gaza através do fornecimento de ajuda humanitária.
 
 
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=21821

Thursday, January 07, 2010

Imprensa Marrom


Caio Rossi se esmera na teoria conspiratória em mais um post de imprensa marrom pró-islâmica:

(…)
[t]he evidence suggests that the Pentagon and US intelligence are moving to militarize a strategic chokepoint for the world oil flows, Bab el-Mandab, and using the Somalia piracy together with claims of a new Al Qaeda threat arising from Yemen to militarize one of the world’s most important oil transport routes. As well, undeveloped petroleum reserves in the territory between Yemen and Saudi Arabia are reportedly among the world’s largest.” (grifos meus).


Eu sei que o caminho mais fácil quando se trata de geopolítica é sempre, o da exploração de recursos naturais por forças alheias à soberania nacional. E por ser de uma raciocínio ‘fácil’ não quer dizer também que não seja verdadeiro, mas se for assim, porque alguns dos países colocados antes da 37ª posição não seriam alvo de peripécias do “imperialismo americano”?

Na lista encontram-se, dentre outros:

  • México, na 7ª posição, com seu narcotráfico crescente sob domínio dos Zetas, não seria uma boa escolha para uma ação do vizinho em sua política interna?
  • A Venezuela na 10ª posição não apresentaria diversas justificativas para uma intervenção?
  • Convenhamos, o Brasil, na 13ª posição, com uma produção diária de 2.422.000 não é muito mais interessante que o miserável Iêmen?
  • Próximos ao nosso número estão Argélia, Nigéria, Angola e Líbia. Por que perder tempo com o Iêmen?
  • Equador, Sudão, Síria, Tailândia, Guiné Equatorial ou Vietnã produzem mais. Exceção feita ao Sudão, não seriam regiões mais fáceis de interferir?

As premissas do artigo com “ótima análise sobre os interesses estratégicos em jogo na região” citado por Caio Rossi já mostram quão sólidas são.

Sem comentários.

Wednesday, January 06, 2010

Cingapura: cenoura e porrete




Economic Freedom Ranking:
1970
1975
1980
1985
1990
1995
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006













8 of 54
7 of 72
6 of 105
4 of 111
2 of 113
2 of 123
3 of 123
6 of 123
2 of 123
3 of 127
3 of 130
2 of 141
2 of 141


Em 1970, o 8º mais livre de 54 países analisados; em 2006, o 2º melhor colocado entre 141 países.

Pois bem...

(...)


LKY é seu inventor, como se houvesse formulado cientificamente um país juntando porções exatas da República de Platão, do elitismo anglófilo, de um infatigável pragmatismo econômico e de uma repressiva e antiquada mão de ferro.


As pessoas gostam de chamar Cingapura de Suíça do Sudeste Asiático, e quem poderia contestá-las? Essa ilhota situada na ponta da península Malaia conquistou sua independência da Grã-Bretanha em 1963 para, em apenas uma geração, se transformar em um lugar de legendária eficiência, em que a renda per capita de seus 3,7 milhões de cidadãos ultrapassa a de muitos países europeus. Os sistemas de educação e saúde locais rivalizam com os de qualquer país ocidental, e o aparato governamental se acha, em grande medida, livre de corrupção. Cerca de 90% dos lares são casa própria, os impostos são relativamente baixos e as ruas e calçadas são impecáveis, sem mendigos ou favelas à vista.


Se tudo isso, mais uma taxa de desemprego em torno de 3% e uma pilha de dinheiro dos cidadãos guardada no banco graças ao plano oficial de poupança compulsória, não soa como música a seus ouvidos, experimente viajar 950 quilômetros ao sul e tente se virar num favelão de Jacarta, capital da vizinha Indonésia.



Atingir tal estágio demandou delicado e contraditório equilíbrio entre incentivo e punição ou, como os cingapurianos costumam dizer, entre "o longo porrete e a grande cenoura". O que causa admiração, em primeiro lugar, é a cenoura: um vertiginoso crescimento financeiro a sustentar o consumo e o setor imobiliário. O lado B disso é o longo porrete, em geral simbolizado pela infame proibição do chiclete e a aplicação de surras de vara em pichadores. E quanto a situações conturbadoras, como tensões religiosas ou raciais? Elas simplesmente não são permitidas. E mais: ninguém bate a carteira de ninguém.

Cingapura, talvez mais que qualquer outro lugar no mundo, enseja uma questão fundamental: prosperidade e segurança sim, mas a que preço? Será que para obtê-las vale a pena viver em um ambiente que, aos olhos de muita gente, é uma sociedade de proveta, baseada na labuta incessante, numa briga de foice entre workaholics, em que o partido que se autoperpetua no poder impõe leis draconianas (o cartão de entrada ao aeroporto local, por exemplo, informa, em letras vermelhas, que a pena para o tráfico de drogas é simplesmente a "MORTE") e reprime a liberdade de imprensa, oferecendo um nível questionável de transparência financeira?


(...)




Mais em O fator Cingapura (acessado em 6 de janeiro de 2010).
...

Como é aquela história de que o liberalismo econômico é essencialmente contrário a um estado forte, mesmo?

Monday, January 04, 2010

Chile: Bachelet busca mejorar la calidad de la política







La ley es "un aporte a una tarea que nos planteamos hace tiempo, cual era mejorar la calidad de la política", indicó Bachelet.









La presidenta de Chile promulgó una ley que apunta a fortalecer los cimientos de la democracia. Entre otras cosas, la nueva legislación obliga a las autoridades a declarar sus intereses y patrimonio en forma pública.

AMÉRICAECONOMÍA.COM


-- 


Se isto for verdade, o Chile se firmará cada vez mais como um país desenvolvido no continente. E, o mais impressionante, independente de quem seja o tipo ideológico do chefe de estado, haja vista que a Bachelet não está destruindo as bases democráticas e de estado em seu país.


Caso verdadeira a legislação que obriga a declaração de renda e patrimônio de autoridades, onde ficarão os conspiracionistas que acusam o atual governo chileno de membro do tal Foro de São Paulo, uma agremiação política que visa, em última instância, a destruição das soberanias nacionais em prol de um fictício "governo mundial"? 


Os fatos estão aí, em detrimento da paranóia.




Satélites


Duas concepções sobre a atividade de lançamento de satélites:


MOSCOU — A Rússia lançou nesta terça-feira um satélite americano de telecomunicações a partir do Cazaquistão, informaram duas agências de notícias oficiais.

"O lançamento aconteceu de acordo com as previsões e o satélite alcançará sua órbita às 12H32 locais (7H32 de Brasília)", afirmou uma fonte da agência espacial russa Roskosmos, citado pela RIA Novosti.

O satélite DirectTV-12 deve fornecer acesso a internet e a operadoras de TV fechada a clientes americanos.







...

Os russos não encaram o lançamento de um satélite americano como uma ameaça a sua soberania. Mas, as comunidades quilombolas maranhenses vêem com maus olhos o lançamento de foguetes brasileiros na Base de Alcântara:



(...)

Isso vai ter de ser discutido de novo com a comunidade local, diz Roberto Amaral, diretor da contraparte brasileira da ACS. Segundo ele, a entrada do Brasil nesse ramo de negócio traz uma perspectiva nova para a região. Para que outras empresas de tecnologia se instalem, porém, será preciso convencer quilombolas a abrirem mão de algumas de suas áreas.

Por conta das dificuldades, a AEB (Agência Espacial Brasileira) já tinha cogitado sair do Maranhão. Contudo, o presidente da agência, Carlos Ganem, diz que ainda não desistiu. Ele pretende levar a Alcântara o mesmo modelo de desenvolvimento da Guiana Francesa, hoje lar da maior base equatorial de foguetes do mundo.

Compare o que era Kourou antes de a ESA [Agência Espacial Europeia] tratar aquela população de 6.000 negros desdentados, sem salários e sem previdência social, com os hoje 21 mil negros e brancos, com dentes, com o maior salário mínimo da Europa, a melhor previdência social, diz Ganem.

Hoje os negros desdentados e completamente excluídos naquela região são na verdade os brasileiros que atravessam a fronteira para se beneficiar das vantagens incorporadas ao desenvolvimento local e social.

Os quilombolas de Alcântara, contudo, mostram desconfiança em relação aos benefícios trazidos pelo Programa Espacial Brasileiro. Sinal disso é que, no dia 18 de dezembro, uma audiência pública do Ibama, de apresentação do relatório de impacto ambiental do projeto da ACS, abriu espaço para discursos de gente que critica os interesses da empresa.

Aconteceu quando o microfone foi aberto a perguntas. Em vez delas, surgiu o presidente da Câmara Municipal da cidade, Benedito Barbosa, exaltado, dizendo que os técnicos contratados pela ACS eram mentirosos. Foi aplaudido. Outros fizeram discursos parecidos.

Boa parte da resistência se deve à experiência traumática causada pela criação do CLA, na década de 1980. Na época, comunidades quilombolas inteiras foram transferidas para regiões afastadas. 

Sem peixe

A Folha visitou as terras que os transferidos receberam da Aeronáutica e onde estão desde então. Peixes eram a sua base alimentar, mas os quilombolas foram retirados de perto do litoral. Agora, a pé, levam cinco horas para chegar aos lugares onde costumavam pescar.

Além disso, reclamam que os lotes recebidos são pequenos demais e pouco férteis. Nesses lugares, é possível ver várias casas abandonadas.


Os moradores se dizem pouco convencidos sobre os empregos que a ACS prevê - 900 durante as obras e 300 quando os foguetes estiverem sendo lançados do centro.

Mesmo com a ACS desistindo de construir as suas instalações onde hoje estão os quilombolas, existirão impactos.

Um deles se relaciona com as normas de segurança para lançar foguetes. Toda vez que isso vai ser feito, é necessário fechar a costa para evitar o risco de que destroços caiam na cabeça de alguém – nada de gente pescando, portanto.

Dizem que é muito seguro, mas todo mundo sabe que isso já explodiu, diz um dos quilombolas, referindo-se à explosão que acabou matando 21 técnicos no centro em 2003.

Fonte: Folha de São Paulo