interceptor

Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Tuesday, December 05, 2006

Casamentos E Divórcios



O que dirão nossos defensores da "tradição judaico-cristã" sobre a tendência?
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Brasileiro se divorcia mais, mas volta a casar com maior freqüência, diz IBGE
10:17 05/12
Redação


Em 2005, foram realizados cerca de 835 mil casamentos no Brasil, 3,6% a mais que em 2004. O aumento segue uma tendência observada desde 2001 e resulta, em parte, da legalização de uniões consensuais. Em várias unidades da federação, vêm ocorrendo casamentos coletivos, decorrentes de parcerias entre prefeituras, cartórios e igrejas. Além disso, a prevalência de uma certa estabilidade econômica nos últimos anos favorece o crescimento dos casamentos. Dezembro manteve a tendência observada nas três últimas décadas de ser o mês de maior ocorrência de casamentos.
Do total de casamentos realizados em 2005, 85,9% eram de cônjuges solteiros, percentual ligeiramente inferior ao de 2004 (86,4%). Comparando os dados do período 1995-2005, observou-se a tendência de queda contínua nos casamentos entre solteiros, com pequena desaceleração em 2003.
Também aumentaram as uniões legais entre solteiros e divorciados. De 1995 para 2005, o percentual de mulheres solteiras que se casaram com homens divorciados passou de 4,1% para 6,2%, enquanto que o de mulheres divorciadas que se uniram legalmente com homens solteiros cresceu de 1,7% para 3,1%. Os casamentos entre cônjuges divorciados também aumentaram de 0,9% para 2,0%.




Gastos em Pesquisa e Desenvolvimento

China deve passar Japão em P&D
Agências internacionais05/12/2006

Monday, December 04, 2006

África






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ZIMBABUE PRECISA DE 700 MIL TONELADAS DE CEREAIS PARA EVITAR A FOME
Superfície
30.297.716 km²
% de terra no mundo
20%
Ponto mais alto
Monte Kibo (5.895 m) um pico do Kilimanjaro, Tanzânia
Ponto mais Baixo
Lago Assal (256 m abaixo do nível do mar)


A crise alimentícia do Zimbábue vai piorar durante a colheita de 2007, se o governo não importar com urgência mais de 700 mil toneladas de cereais. O alerta foi dado na sexta-feira pelo Sistema de Advertência Adiantada de Crise de Fome.
A agência, localizada nos Estados Unidos, afirmou que um estudo sobre distribuição de alimentos no Zimbábue revelou que o país do sul da África precisa de 565 mil toneladas de milho e 230 mil de trigo para evitar a crise de fome que surgirá até a nova colheita, em abril do próximo ano. No entanto, a Fewsnet avisou que será um "desafio enorme" para o governo do Zimbábue financiar a importação, devido à situação econômica difícil do país e à escassez de divisas. A reforma agrária, cuja violenta campanha causou a morte de sete fazendeiros brancos e dezenas de trabalhadores, foi utilizada pelo presidente Robert Mugabe para "punir" os camponeses de origem européia por terem se aliado à oposição, que nas eleições de 1999, pela primeira vez desde a independência do Zimbábue, conseguiu cadeiras no Parlamento. As terras desapropriadas ficaram improdutivas ou foram divididas e dedicadas a uma agricultura de subsistência. As grandes colheitas comerciais de tabaco, café e cereais, que eram a maior fonte de divisas do Zimbábue, não se repetiram mais. O país, que já foi considerado o "Celeiro da África", afunda numa grave crise alimentícia e tem sobrevivido nos últimos seis anos graças à ajuda das agências internacionais de assistência.





Porto Alegre, 4 de dezembro de 2006 - Videversus nº 600



http://www.videversus.com.br/default.asp?idcoluna=600#NOT11586

Sunday, November 26, 2006

Sobre o "planejamento paulistano"

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Enquanto que a famigerada Taxa do Lixo imposta por Marta Suplicy abocanhava cerca de R$ 300 milhões por ano (2003), de um total de quase R$ 800 milhões, os serviços de coleta que recebemos são ridículos. A tão propalada coleta seletiva de lixo (que era criticada por sua ausência nos governos Maluf e Pitta) não tinha prosseguimento. Apenas havia a fase da coleta que, para tributar era funcional.

A força da retórica vazia em nome dos desafortunados, da ética social é tão eficaz para o marketing político, quanto inócua em termos de responsabilidade social. Antes do serviço público cobrado por Marta Suplicy, coletadores particulares nunca deixavam acumular lixo assim, pois viviam de sua reciclagem. Novamente, temos um caso em que o setor privado dá de 10 a zero no estado brasileiro, encabeçado no caso, pela prefeitura de PT em S. Paulo.

Mais do que qualquer movimento ideológico, o Brasil passa por um surto populista, amalgamando poder local e federal. Esta junção de forças políticas mobiliza massas contra as instituições públicas, sob o manto do carisma pessoal. Lembre-se que muitos não-petistas “lularam”... Daí o desespero por quaisquer medidas, mesmo que estéticas e superficiais, como a "renovação urbanística" representada no governo de Martaxa, em que pedras em alto relevo eram colocadas em baixo de viadutos para evitar a presença de mendigos. Serra não fez mais que imitar o PT paulistano...

Interessante esta política para acabar com os sem-teto, pedras invertidas em alto relevo para evitar aglomerações. Mais interessante ainda, levando-se em consideração que seu principal responsável, a prefeita de São Paulo já chegou a defender, demagogicamente, em passado recente que hotéis hospedassem mendigos.

Muitos dizem que o PT não apresenta mais coerência, sequer ideologia, não podendo, portanto, ser enquadrado como um partido de esquerda. Bem, sem entrar no mérito de como, na realidade, o PT mantém as premissas que sempre defendeu, de modo ativo ainda hoje: aumento da carga tributária que induz ao nivelamento social (através do achatamento da classe média), desrespeito às leis de propriedade apoiando a permissividade do MST, vistas grossas a outros movimentos criminosos como o MTST, o MAB etc. O fato é que a prática ideológica sob o signo populista não precisa de consistência lógica. Precisa, tão somente, de direcionar a fúria das massas e o recalque popular às regras vigentes. O populismo vive de promessas e reformas pífias com muitos acordos nitidamente fisiológicos. No plano municipal, o "populismo botox" se empenhou em reformas cosméticas nas favelas em prejuízo da qualidade de vida geral.

Assim como a vaguidade na definição conceitual de seu objeto de intervenção - as áreas de submoradias -, há mais indefinição ainda no orçamento municipal, "quanto" e "onde" são gastos os recursos. Embora se diga o contrário, a prefeitura de São Paulo pode ficar tão enlameada quanto seu asfalto após as últimas enchentes.

A ex-prefeita botoxizada também foi responsável pelo veto ao Projeto de Lei aprovado pela câmara municipal que obrigava a publicação de informações sobre a utilização do orçamento na internet e em boletins nas subprefeituras. Transparência nunca foi o forte do PT...

Indefinição conceitual para intervenção urbana, aumento colossal da tributação, desrespeito ao direito de propriedade e subversão de instituições públicas, opacidade no orçamento, populismo, paternalismo, clientelismo, fisiologismo, marketing, marketing e mais marketing... PT é isso aí!

Mas é claro que estou sendo um pouco injusto com a prefeitura de Marta Suplicy: os coqueirinhos da av. Brigadeiro Faria Lima são bem bonitos...
Observe o "diálogo urbano" entre duas típicas paisagens da metrópole.

Saturday, November 25, 2006

Florianópolis: aspectos sócio-econômicos (4)

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Cidade > Informações Sócio - Econômicas

7 – URBANISMO
7.1 – Área de Habite-se - Distribuição por Uso – 1997 a 2004

USO 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004*

COMERCIAL 48.608,16 /43.432,80 /63.409,88 /86879,55 /27.753,55 /66.507,00 /139.929,59/102.234,62

CULTO 185,12 /.../.../3879,24 /461,98 /848,96 /1.193,25/...

EDUCACIONAL .../.../7.492,55 /2338,91 /.../2.788,82 /3.838,27/359,42

HOTEL 24.541,86 /13.220,48 /45.955,04 /33305,37 /10.452,37 /75.748,30 /10.151,53/...

HOTEL RESIDENCIA 22.005,00 /7.079,90 /5.641,99 /24638,58 / .../.../.../...

INDUSTRIAL .../.../3.859,54 /211,18 /.../.../.../...

INSTITUCIONAL .../1.442,96 /3.244,84 /7287,33 /3.751,92 /19.427,17 /10.154,80/830,94

LAZER RECREAÇÃO E ESPORTE 488,56 /.../.../.../1.893,43 /.../.../156,38

MOTEL

OUTROS .../.../.../48 /4.297,85 /9.107,01 /9.903,87/1.604,54

RESIDENCIAL E COMERCIAL 30.897,70 /19.232,93 /9.472,33 /28197,4 /7.114,98 /33.456,92 /17.035,50/19.002,11

RESIDENCIAL MULTIFAMILIAR 285.327,82 /306.011,70 /403.509,52 /394414,52 /241.399,09 /442.443,79 /308.835,89/167.320,63

RESIDENCIAL UNIFAMILIAR 57.546,56 /81.306,64 /77.534,00 /87952,134 /83.290,25 /74.116,88 /91.811,48/37.304,54

SAUDE .../.../.../624,65 /.../89,79 /7.335,40/...

SERVIÇO .../.../.../.../.../1.063,62 /16.349,21/...

TOTAL EM M2
234.412,74 /175.029,85 /183.447,67 /212.593,08 / 380.415,42 /725.598,26 /616.538,79/328.813,18

Fonte: Sinduscon* Até junho/2004


7.2 – Área de Projetos - Distribuição por Uso – 1997 a 2004

TIPO 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004*

COMERCIAL 134.886,53 /90.262,00 /35.358,39 /65.817,971 /89.380,79 /315.664,11 /182.690,91/44.681,52

CULTO 3.964,09 /2.388,58 /.../887,72 /14.072,95 /5.313,37 /115/2.802,34

CULTURAL

EDUCACIONAL 504,20 /1.983,25 /26.264,09 /1.414,12 /4.640,66 /4.281,38 /1.403,10/1.831,83

HOSPEDAGEM 2.038,61 /.../488,05 /1.206,55 /.../992,21 /4.079,51/749,76

HOTEL 25.097,06 /1.805,69 /9.909,38 /77.705,33 /69.370,17 /128.205,01 /.../...

HOTEL RESIDENCIA 4.375,54 /460,07 /2.380,46 /2.497,32 /.../.../.../...

INDUSTRIAL 585,46 /421,70 /3.859,54 /.../.../.../243,78/...

INSTITUCIONAL 6.368,87 /51.816,94 /18.404,15 /6.910,5 /1.115,24 /56.446,17 /79.460,85/
9.726,01

LAZER RECREAÇÃO E ESPORTE 1.883,66 /4.377,26 /.../269,68 /4.166,23 /3.972,22 /1.895,56/34,10

MOTEL 1.571,84 /.../.../2.043,55 /.../.../3.779,37/...

OUTROS .../.../4.197,32 /162,15 /15.557,24 /4.504,26 /11.746,93/48,44

RESIDENCIAL E COMERCIAL 87.179,58 /29.225,40 /18.324,59 /15.058,78 /38.003,34 /33.904,10 /80.423,63/43.234,41

RESIDENCIAL MULTIFAMILIAR 175.899,67 /196.893,01 /245.550,34 /323.743,22 /338.149,49 /827.444,50 /431.434,67/161.939,83

RESIDENCIAL UNIFAMILIAR 105.937,07 /128.543,44 /133.323,77 /146.426,39 /139.735,22 /171.553,73 /160.292,75/82.568,00

SAUDE .../.../.../23.117,6 /89,79 /575,28 /874,36/491,89

SERVIÇO .../15.764,50 /.../.../16.349,21 /22.620,67 /573,83/59,40

TOTAL EM M2 257.481,56 /186.975,71 /188.906,70 /252.414,20 /730.630,33 /1.575.447,01 /959.014,25/348.166,93

Fonte: Sinduscon * Até junho/2004

Brasil não tem infra-estrutura para crescer 5% ao ano



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Daniel Gallas


De São Paulo*




Em 30 anos, gasto com transporte caiu de 2% para 0,5% do PIB


Segundo projeções da Fiesp, se a economia brasileira crescer 4% ao ano, haveria escassez de energia elétrica a partir de 2009. De acordo com os cálculos feitos pela federação, o consumo de energia aumentaria 5,5%, caso o PIB brasileiro crescesse 4%.
Se o Brasil começasse a ter um crescimento chinês, ele teria que ter investimentos chineses em energia

Pedro Cavalcanti Ferreira, economista da FGV
“Se você projeta esse tipo de crescimento, os projetos de geração de energia previstos hoje já deveriam estar em andamento, mas eles não estão saindo”, afirma Silva, citando o atraso no cronograma de construção das hidrelétricas de Serra do Facão e de Estreito, em Tocantins.
No caso do transporte, ele afirma que o principal corredor de exportações do país, por exemplo, ainda passa pelo meio da cidade de São Paulo. O atraso na conclusão do Rodoanel - que permitiria o escoamento da produção sem passar pela capital paulista - é um dos gargalos de transporte do país.
(...)

Brasil precisa reduzir gasto público para crescer, diz OCDE





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Inovação tecnológica e qualificação profissional são desafios, diz OCDE


O Brasil precisa enxugar seus gastos públicos, sobretudo no setor da Previdência, para conseguir atingir um patamar mais alto de crescimento sustentável, afirma um relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O texto foi entregue nesta sexta-feira no Rio de Janeiro por economistas da OCDE a representantes do Ministério da Fazenda.
Nele, a organização, que reúne 30 nações – a maior parte da Europa – comprometidas com economia de mercado e democracia, sugere que o Brasil realize uma reforma da Previdência como forma de reduzir os gastos.
“O esforço fiscal adicional que será necessário para colocar a relação dívida pública/PIB em uma tendência de queda teria de ser baseada em um enxugamento do gasto atual, incluindo aposentadorias, em vez aumentos na contribuição e nos impostos, que têm impacto negativo”, diz o relatório.
Além disso, a OCDE diz que o Brasil precisa corrigir outros dois problemas para poder crescer: aumentar os investimentos privados em tecnologia e inovação e aumentar o número de trabalhadores no mercado formal.
(...)
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Florianópolis: aspectos sócio-econômicos (3)

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Cidade > Informações Sócio - Econômicas

3 – QUALIDADE DE VIDA
3.1 -Indicadores de Desenvolvimento e de Qualidade de Vida em Florianópolis

Quadro Síntese

Indicador Ano Valor
Produto Interno Bruto ( per capita ) (Seduma) (Gaplan) 2000 12.292,00
Índice de Gini* – Concentração de renda (IBGE) 1991 0, 5571
Coeficiente de mortalidade infantil (por mil habitantes) (SS) 2003 9,75
Coeficiente de mortalidade materna 2003 20,64
Coeficiente de mortalidade por câncer ginecológico (SS) 2003 0,73
Coeficiente de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias (SS) 2002 28,26
Indicador de doação de sangue (Hemosc) 2001 635
Coeficiente de intoxicação aguda por agrotóxicos (HU) 2001 94,18
Cobertura de primeira consulta odontológica 2003 10,38 %
População coberta pelo Programa de Saúde da Família 2003 40,19 %
Consultas médicas nas especialidades básicas por habitante/ano 2003 0,58 %
Média mensal de visitas domiciliares por família 2003 0,42 %
Leitos hospitalares SUS (por mil habitantes) 1999 2,55
Taxa de escolarização – 2º grau (SED) 1998 62, 91 %
Taxa de alfabetização (IBGE) 2001 96,07%
Indicador de atendimento da demanda na educação infantil (SME) 2002 5,93
Indicador de qualidade das creches (SME) 2001 7,0
Taxa de reprovação no ensino fundamental das escolas públicas municipais (SME) 2003 8,97 %
Taxa de abandono no ensino fundamental das escolas públicas municipais (SME) 2003 1,23 %
Bibliotecas públicas 2003 2
Teatros 2003 3
Espaços culturais e museus 2003 14
Parques, largos e praças (Floram) 2001 95
Percentual de fornecimento de água tratada (Casan) 2001 83,47 %
Percentual de coleta de esgoto (Casan) 2001 32,79 %
Percentual de tratamento de esgoto (Casan) 2001 40,53 %
Percentual de coleta seletiva de lixo (Comcap) 2002 2,18 %
Automóveis (por mil habitantes) (Detran) 2001 439
Linhas telefônicas residenciais e não residenciais (por mil habitantes) (Telesc) 1998 450
Emissoras de rádio 2003 9
Emissoras de televisão (UHF e VHF) 2003 5
Emissoras de televisão a cabo e por assinatura 2003 2
Coeficiente de criminalidade infanto-juvenil (SSP) 2002 43,93
Coeficiente de criminalidade contra o patrimônio (SSP) 2002 648,01
Indicador de infração no trânsito (Detran) 2001 225
Domicílios ligados a rede de água (Casan) 2001 90,29%
Domicílios ligados a rede de esgoto (Casan) 2000 32,79%
Domicílios ligados a rede elétrica (Celesc) 2000 96, 4 %
Domicílios com geladeira (IBGE) 1991 128. 801
Domicílios com rádio (IBGE) 1991 126. 926
Domicílios com TV p/ b (IBGE) 1991 65. 876
Domicílios com TV em cores (IBGE) 1991 88. 388

* índice de Gini revela o grau de concentração de renda de acordo com metodologia da ONU. Quanto mais o valor se aproxima de 1, maior o grau de concentração.


...

Como se observa, em linhas gerais, o próprio índice de Gini revela uma concentração média de renda, i.e., nem muito alta, nem muito baixa para os padrões mundiais. Mas, bastante razoável se pensarmos na realidade brasileira (uma das piores concentrações mundiais).

Embora a taxa de alfabetização seja alta, a taxa de escolarização no ensino médio (segundo grau) deixa muito a desejar em pouco mais de de 60%.

O percentual de água tratada é razoável, mas a coleta de esgoto e seu tratamento, bem como a coleta seletiva de lixo são péssimas.


Florianópolis: aspectos sócio-econômicos (2)

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1.2 – Produto Interno Bruto Per Capita em Florianópolis, Santa Catarina e Brasil - 1991 a 2002

Ano Florianópolis* Santa Catarina* Brasil**
1991 7.632 /3.062 /5.595
1992 7.323 /2.944 /5.480
1993 5.567 /2.244 5.664
1994 6.576 /2.692 /5.909
1995 11.907 /4.893 /6.072
1996 15.200 /6.025 /6.148
1997 14.524 /6.210(2) /5.327 (2)
1998 13.878 /6.446(2) /9.192 (2)
1999 13.260 /6.806(2)/6.160 (2)
2000 12.292 / 7.902(2) /6.386 (2)
2001 .../ 8.541(2) /6.954 (2)
2002 .../.../7.707 (2)

Fonte: *Seduma/Gaplan **Bacen ***SDE (1) Estimativa Seduma (2) IBGE

A maior renda per capita florianopolitana ainda não sofreu um revéz, propriamente. Mas, já dá sinais de desaceleração de seu ritmo de crescimento frente ao estado e ao país e, no ano de 2000, revelou um pequeno declínio.

1.3 – Composição do PIB, Empregos e Setores de Atividade Econômica em Florianópolis -2000.

Setores PIB (R$ milhões) % Empregos %

Indústria 253.766.794 /6.04 /4.681 /5.85
Comércio 1.156.655.600 /27.53 /15.183 /18.96
Serviços 2.777.990.130 /66.12 /46.608 /58.20
Outros 13.024.455 /0,31 /13.607 /16.29
Total 4.201.436.979 /100 /80.079 /100

Fonte: Seduma, Sine

O setor de serviços, i.e., turismo e, principalmente, o setor público é, disparado, o maior da cidade. Daí, a enorme influência da mentalidade do funcionalismo para a cidade.

www.pmf.sc.gov.br

PIBs: Santa Catarina e Florianópolis

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Observe a estagnação do PIB da capital em comparação com o crescimento estadual:






Florianópolis: aspectos sócio-econômicos

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Cidade > Informações Sócio - Econômicas
1 – INDICADORES GERAIS
População Total, Urbana e Rural, Taxa de Urbanização e Densidade Demográfica para os Municípios do Núcleo da Região Metropolitana de Florianópolis – 2003.

Município

População Total - 369.102

População Urbana - 358.180

População Rural - 10.922

Taxa de Urbanização - 97,04

Densidade Demográfica - 845,59
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Fonte: Estimativa IBGE 2003


1.1 - Produto Interno Bruto de Florianópolis, Santa Catarina e Brasil, 1991 a 2002

Ano Florianópolis * (R$ milhões) Santa Catarina *** (R$ milhões) Brasil ** (R$ milhões / bilhões)

1991 1.945/13.899/819,8
1992 1.908/13.631/814,8
1993 1.485/10.612/854,9
1994 1.789/12.780/904,9
1995 3.300/23.573/943,1
1996 4.123/29.454/966,2
1997 4.143/31.875 (2)/870,7 (2)
1998 4.163/32.414 (2)/914,1 (2)
1999 4.183/35.682 (2)/973,8 (2)
2000 4.201/42.428 (2)/1,101 (2)
2001 .../46.535 (2)/1.198 (2)
2002 .../.../1.346 (2)

Fonte: *Seduma/Gaplan **Bacen ***SDE (1) Estimativa Seduma (2) IBGE


www.pmf.sc.gov.br

Florianópolis: história

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Cidade > Perfil de FLorianópolis > Aspectos Históricos > História

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Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.
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Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C.
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Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.
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A partir desta data intensifica-se o fluxo de paulistas e vicentistas que ocupam vários outros pontos do litoral. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna.
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A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erigidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
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Com a ocupação, tiveram prosperidade a agricultura e a indústria manufatureira de algodão e linho, permanecendo, ainda hoje, resquícios desse passado no que se refere à confecção artesanal da farinha de mandioca e das rendas de bilro.
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Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
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No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. Projetou-se a melhoria do porto e a construção de edifícios públicos, entre outras obras urbanas. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
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Com o advento da República (1889), as resistências locais ao novo governo provocaram um distanciamento do governo central e a diminuição dos seus investimentos. A vitória das forças comandadas pelo Marechal Floriano Peixoto determinaram em 1894 a mudança do nome da cidade para Florianópolis, em homenagem a este oficial.
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A cidade, ao entrar no século XX, passou por profundas transformações, sendo que a construção civil foi um dos seus principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia elétrica e do sistema de fornecimento de água e captação de esgotos somaram-se à construção da Ponte Governador Hercílio Luz, como marcos do processo de desenvolvimento urbano.
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Hoje, a área do município, compreendendo a parte continental e a ilha, encampa 436,5 km2 , com uma população de 369.781 habitantes em 2003 (segundo estimativa do IBGE). Fazem parte do Município de Florianópolis os seguintes distritos:
Sede,
Barra da Lagoa,
Cachoeira do Bom Jesus,
Campeche,
Canasvieiras,
Ingleses do Rio Vermelho,
Lagoa da Conceição,
Pântano do Sul,
Ratones,
Ribeirão da Ilha,
Santo Antônio de Lisboa e
São João do Rio Vermelho.
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Florianópolis tem sua economia alicerçada nas atividades do comércio, prestação de serviços públicos, indústria de transformação e turismo. Recentemente a indústria do vestuário e a informática vem se tornando também setores de grande desenvolvimento.
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Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se hoje, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis.
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Fonte: Guia de Florianópolis- IPUF, 1993
Guia Turístico Florianópolis - Outras Palavras, Editora Ltda., 1995

www.pmf.sc.gov.br

Thursday, November 23, 2006

Floresta em chamas: o terrorismo verde começou a agir




Até o fechamento da edição desta página (18h, quinta-feira) a secretaria estadual da Justiça e da Segurança Pública não tinha respondido a denúncia do major Guido Pedroso de Melo, para quem o incêndio de 750 hectares de florestamento de Capivari do Sul e Pinhal pode ter sido criminoso. .

O que disse o major Guido: "Encontramos 10 focos iniciais perto da estrada. O início simultâneo indica que a causa não é natural".

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O major Guido não foi mais longe, mas se quisesse, poderia fazer um link com a emergência de grupos políticos e ecologistas agressivos, que querem porque querem impor o chamado terrorismo verde no RS, em contraposição ao que chamam de deserto verde provocado pelo florestamento. À frente de tudo e de todos está a Via Campesina, a mesma que invadiu, depredou e exterminou os laboratórios e experimentos da Aracruz em Guaíba.

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No caso de Capivari e Pinhal, foram atacadas áreas pertencentes aos grupos Habitasul e Renner Herman. A região trabalha com florestamento desde 1967.

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O que incomoda os delinquentes políticos é o desembarque de poderosos investidores brasileiros e estrangeiros, que já decidiram colocar quase US$ 4 bilhões no RS para plantar florestas e produzir celulose. O valor previsto equivale a três GMs. O negócio mudará a cara da Metade Sul do RS e alterará o paradigma atual da economia do RS.

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Se o governo estadual quiser e tiver vontade política, porque inteligência policial tem para isto, o caso de Capivari e Pinhal não será o primeiro de uma série de crimes impunes. Os governos estadual e federal têm sido "tolerantes" com os bandidos. Até hoje os bandidos que atearam fogo aos laboratórios de biotecnologia da Ufrgs não foram encontrados, os desvios de dinheiro público por parte dos organizadores da última edição do Fórum Social Mundial não foram investigados até o final e os incendiários do ônibus da Carris, como decorrência dos protestos de grupelhos radicais contra os preços das passgens de ônibus em Porto Alegre, jamais foram localizados.

www.polibiobraga.com.br
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Não nos esqueçamos de quem são, de onde vieram e em qual cova ideológica querem nos enterrar.

a.h

Thursday, November 16, 2006

Escandinavite Aguda



Ingenuidade e Malandragem
Janer Cristaldo

Conheça o articulista

Pesquisa divulgada na semana passada pela ONG Transparência Internacional mostra que o País teve uma "piora significativa" no nível de percepção de corrupção. Na pesquisa anterior, o Brasil ficou em 62º lugar em uma lista de 159 países. Agora, caiu para 70º em 163 nações pesquisadas. Entre as nações percebidas como menos corruptas, estão empatadas Finlândia, Islândia e Nova Zelândia, com 9,6 pontos. Dinamarca, Cingapura, Suécia, Suíça, Noruega, Austrália, Holanda. Entre os últimos da lista, por ordem decrescente: Guiné Equatorial, Uzbequistão, Bangladesh, Chade, Congo, Sudão, Guiné, Iraque, Mianmá, Haiti. O Brasil divide o 70º lugar com China, Egito, Gana, Índia, México, Peru, Arábia Saudita e Senegal. Para fazer o ranking mundial, a Transparência Internacional usa como base de dados várias pesquisas feitas em diferentes países por instituições como o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial e agências de avaliação de risco. A pontuação vai de zero (pior situação) a dez (situação ideal).
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Não é preciso ser um especialista em geografia política para perceber que nos países ricos a corrupção é ínfima, enquanto impera em países pobres. Seria a honestidade uma virtude típica de ricos? Ou ricos não precisam ser desonestos? Estas perguntas não têm muito sentido, afinal mesmo nos países pobres quem se beneficia da corrupção são sempre os ricos(*). Melhor buscar por outro lado. Entre os países menos corruptos, Cingapura à parte, predomina uma cultura protestante. Entre os mais corruptos estão os muçulmanos. Os católicos Brasil, México e Peru dividem o meio de campo com China, Egito e Arábia Saudita.
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Em meus dias de Suécia, vivi em uma sociedade onde a honestidade era a regra. O Estado confiava no cidadão e o cidadão confiava no Estado. O mais odiado dos crimes, naqueles dias, era a sonegação de impostos. Quem sonegava estava cometendo um crime de lesa-igualdade. O problema é que o imposto de renda podia chegar até 95% e houve inclusive o caso caricatural da escritora Astrid Lindgren em que chegou a 102%. Personalidades como Ingmar Bergman ou Ronnie Peterson chegaram inclusive a trocar de país para fugir à fúria tributária do Estado sueco. Havia uma ingenuidade muito grande nesta confiança do Estado no cidadão, mesmo estrangeiro. Bastava um migrante dizer que era perseguido político e as autoridades acreditavam piamente em suas declarações. (Hoje, diante da invasão muçulmana, os suecos devem estar se arrependendo amargamente disto). Se os suecos eram ingênuos, nós latinos, brasileiros, somos malandros. Sem malandragem, não há corrupção. Em minha volta ao Brasil, após um ano de Estocolmo, tive uma percepção brutal destas duas mentalidades. Volto a contar episódio que já devo ter contado e que gosto de recontar. Certo dia, fui postar uma carta. Na fenda de uma caixa automática, pus uma moeda de duas coroas. Em vez de uma cartela com selos, recebi de volta um impresso com um pedido de desculpas. Não havia mais selos na caixa. Para recuperar minhas coroas - ou os selos - teria de telefonar para um número X.
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Decidi pagar para ver. Estava na Suécia há menos de um mês e falava o sueco precariamente. Os problemas começaram com meu nome, que na língua lá deles se pronuncia Ianér. Do outro lado da linha, uma voz me pediu para soletrá-lo. E como é que se diz jota em sueco? Pacientemente, a moça aventou outras palavras. Confirmei a letra que, descobri então, pronunciava-se "ií". Mas o pior estava por vir. Eu morava na Öregrundsgatan, informação que tampouco foi fácil de passar. Muito bem - disse a moça - amanhã, às 11hs, o senhor receberá o equivalente, em selos, a duas coroas. O senhor prefere a série do rei ou a série da ponte?
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Recém-chegado naquelas bandas, apenas balbuciando o idioma local, eu preferia mesmo era piedade. Qualquer uma, respondi. Dia seguinte, mal passavam dois ou três minutos das onze, o carteiro enfia um envelope em minha porta. Nele vinham os selos, série do rei, com um compungido pedido de desculpas dos Correios.
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Estou na Europa! - pensei, incrédulo. Este terá sido o episódio mais marcante de meus dias de Suécia. Lá, o Estado respeitava os direitos mínimos do cidadão. Encerradas minhas deambulações por aqueles nortes, voltei ao Brasil. Em Porto Alegre, fui telefonar de um orelhão e a máquina engoliu a ficha. Chamei a CRT, expliquei o caso, perguntei como devia fazer para telefonar. Ora, ponha outra ficha - me respondeu a moça.
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Subi em meus tamancos. Eu quero a minha ficha de volta. A moça disse nada poder fazer. Pedi para falar com seu superior. Ela me passou alguém que também me sugeriu pôr outra ficha. Respondi que não pretendia pôr ficha nenhuma, queria a minha de volta, etc., pedi falar para com seu superior, falei com outro superior, repetiu-se toda a lengalenga e esta terceira e última instância me bateu o telefone na cara. Indignado, fui à televisão reivindicar meus direitos. O próprio jornalista que comentou o fato deveria estar pensando que eu havia voltado pirado da Escandinávia, contaminado talvez por alguma escandinavite aguda. Nada disso. Eu havia vivido em um país onde o cidadão era respeitado. O Estado confiava que o cidadão era honesto e lhe retribuía na mesma moeda.Este clima de confiança mútua perpassa - ou perpassava - as relações entre Estado e cidadão na Suécia. Lembro de quando fui renovar minha permissão de permanência. O policial, ao saber que eu era brasileiro e jornalista, me ofereceu imediatamente asilo político. Ora, eu saíra pela porta da frente de meu país, não queria asilo político. Eu saíra do país do carnaval e do futebol e havia chegado no país de Bergmann, Karin Boye, Lagerkvist. Queria, isto sim, asilo afetivo e espiritual. Recusei. Os brasileiros da colônia estocolmense, todos malandros, ao saber de minha recusa, quase me lincharam. "Cara, tens idéia do que estás perdendo?"
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Olhemos para a tabela da Transparência Internacional: a distância entre país de corrupção mínima e país de grande corrupção tem as mesmas proporções da distância entre país desenvolvido e subdesenvolvido. Só que na razão inversa: mais corrupto é o país, mais subdesenvolvido ele é. Com sua ingenuidade, os suecos construíram um país rico e hoje invejado, apesar de seus atuais problemas, decorrentes da imigração árabe e africana. Com nossa malandragem, construímos este nosso monstrengo, onde cinturões de miséria e ressentimento estão estrangulando aos poucos os centros urbanos. Em nada surpreendem, neste ranking da corrupção, as posições de Brasil e Suécia.
16/11/2006
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(*) Só discordo desta frase, pois a corrupção é também disseminada entre pobres no mundo subdesenvolvido e estes, não a adotariam, logicamente, se não se beneficiassem dela.
a.h

Wednesday, November 15, 2006

Teoria da Crise e a Verdadeira Escassez





Crenças baseadas na paixão prestam um mau serviço à própria paixão.


Paul Veyne




Estatística é como calcinha: mostra muito, mas esconde o essencial.


Roberto Campos





A espécie humana surgiu há 2 milhões de anos. À época, seu impacto foi pequeno no meio ambiente. Mas hoje são 6,2 bilhões de seres humanos.

Dados obtidos de imagens de satélite dizem que 40% da superfície terrestre foi alterada, principalmente com o desmatamento, introdução de pastagens e pavimentação.

A ação de seres humanos sobre a Terra é comparada à movimentação de placas tectônicas (National Geographic, 2002) ou ao meteoro que, supostamente, extinguiu os dinossauros (New Scientist, 2001).

Em que pese toda a visão negativa que temos sobre nós mesmos enquanto espécie e civilização, qual é o verdadeiro estado da Terra? Em que pese toda a visão negativa que temos sobre nós mesmos enquanto espécie e civilização, qual é o verdadeiro estado da Terra?






Biodiesel e mico

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Da newsletter de www.polibiobraga.com.br

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O biodiesel micou com a alta de 20% do óleo de soja ?

Há um ano, quando as indústrias que querem produzir biodiesel resolveram investir valores milionários no negócio, todas participaram de leilões para vender o produto final para a Petrobrás.

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O preço combinado para cada litro foi de R$ 1,75.

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À época, o preço do litro de óleo de soja, insumo básico para produzir o biodiesel, custava R$ 0,50. Ocorre que nos últimos meses o valor foi para R$ 0,60 (mais 20%) e o viés é de alta.

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Cada litro de óleo de soja resulta em 900 mg de biodiesel.

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Feitas bem as contas, aos preços de hoje, as indústrias de biodiesel já micaram, a menos que tenham feito hedge (comprado a R$ 0,50 o litro, por antecipação, o que é pouco provável).

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No RS, onde os empreendedores nunca venderam adubo-papel nem arroz-papel ou ações da Merposa, as indústrias de biodiesel que se instalam não são aventuras do doce sonho libertador do governo Lula.

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Lá para cima, nunca se sabe.

Porto Alegre, terça-feira, 14 de novembro de 2006

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Aumentam os riscos das usinas de biodiesel

Ninguém se animou a refutar os cálculos feitos ontem por esta página, que demonstram que a disparada dos preços do óleo de soja inviabilizaram as usinas de biodiesel que não fizeram hedge para comprar o insumo.

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O preço do litro do óleo de soja em Chicago saltou de US$ 0,50 para US$ 0,80, sendo que o litro do biodiesel vendido para a Petrobrás está congelado em US$ 1,75.

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Apesar das dúvidas, ninguém teme por um biodiesel-papel.

Porto Alegre, quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Wednesday, November 08, 2006

Iraque



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Op-Ed submission from the Ayn Rand Institute.
What We Owe Our Soldiers


By Alex Epstein





Every Veterans Day we pay tribute to our fellow Americans who have served in the military. With speeches and ceremonies, we recognize their courage and valor. But justice demands that we also recognize that we should have far more living veterans than we do. All too many of our soldiers have died unnecessarily--because they were sent to fight for a purpose other than America's freedom.
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The proper purpose of a government is to protect its citizens' lives and freedom against the initiation of force by criminals at home and aggressors abroad. The American government has a sacred responsibility to recognize the individual value of every one of its citizens' lives, and thus to do everything possible to protect the rights of each to life, liberty, property, and the pursuit of happiness. This absolutely includes our soldiers.
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Soldiers are not sacrificial objects; they are full-fledged Americans with the same moral right as the rest of us to the pursuit of their own goals, their own dreams, their own happiness. Rational soldiers enjoy much of the work of military service, take pride in their ability to do it superlatively, and gain profound satisfaction in protecting the freedom of every American, including their own freedom.


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Soldiers know that in entering the military, they are risking their lives in the event of war. But this risk is not, as it is often described, a "sacrifice" for a "higher cause." When there is a true threat to America, it is a threat to all of our lives and loved ones, soldiers included. Many become soldiers for precisely this reason; it was, for instance, the realization of the threat of Islamic terrorism after September 11--when 3,000 innocent Americans were slaughtered in cold blood on a random Tuesday morning--that prompted so many to join the military.
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For an American soldier, to fight for freedom is not to fight for a "higher cause," separate from or superior to his own life--it is to fight for his own life and happiness. He is willing to risk his life in time of war because he is unwilling to live as anything other than a free man. He does not want or expect to die, but he would rather die than live in slavery or perpetual fear. His attitude is epitomized by the words of John Stark, New Hampshire's most famous soldier in the Revolutionary War: "Live free or die."
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What we owe these men who fight so bravely for their and our freedom is to send them to war only when that freedom is truly threatened, and to make every effort to protect their lives during war--by providing them with the most advantageous weapons, training, strategy, and tactics possible.
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Shamefully, America has repeatedly failed to meet this obligation. It has repeatedly placed soldiers in harm's way when no threat to America existed--e.g., to quell tribal conflicts in Somalia, Bosnia, and Kosovo. America entered World War I, in which 115,000 soldiers died, with no clear self-defense purpose but rather on the vague, self-sacrificial grounds that "The world must be made safe for democracy." America's involvement in Vietnam, in which 56,000 Americans died in a fiasco that American officials openly declared a "no-win" war, was justified primarily in the name of service to the South Vietnamese. And the current war in Iraq--which could have had a valid purpose as a first step in ousting the terrorist-sponsoring, anti-American regimes of the Middle East--is responsible for thousands of unnecessary American deaths in pursuit of the sacrificial goal of "civilizing" Iraq by enabling Iraqis to select any government they wish, no matter how anti-American.
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In addition to being sent on ill-conceived, "humanitarian" missions, our soldiers have been compromised with crippling rules of engagement that place the lives of civilians in enemy territory above their own. In Afghanistan we refused to bomb many top leaders out of their hideouts for fear of civilian casualties; these men continue to kill American soldiers. In Iraq, our hamstrung soldiers are not allowed to smash a militarily puny insurgency--and instead must suffer an endless series of deaths by an undefeated enemy.
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To send soldiers into war without a clear self-defense purpose, and without providing them every possible protection, is a betrayal of their valor and a violation of their rights.
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This Veterans Day, we must call for a stop to the sacrifice of our soldiers and condemn all those who demand it. It is only by doing so that we can truly honor not only our dead, but also our living: American soldiers who have the courage to defend their freedom and ours.
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Alex Epstein is a junior fellow at the Ayn Rand Institute (http://www.aynrand.org/) in Irvine, Calif. The Institute promotes Objectivism, the philosophy of Ayn Rand--author of "Atlas Shrugged" and "The Fountainhead." Contact the writer at media@aynrand.org.



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War Loses, Again
by Llewellyn H. Rockwell, Jr.by Llewellyn H. Rockwell, Jr.

More than three years ago, George Bush unleashed the dogs of war on Iraq, perhaps hoping that he would take his place among the "great" war presidents. It's strange how these guys imagine themselves written about in history books in the manner of Washington, Lincoln, and FDR, rather than Truman, Johnson, and Nixon. It's been more than 50 years since war immortalized a president, and yet they keep trying.
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The dogs of war didn't build freedom and democracy in Iraq, or bring justice or peace. Rather, they came right back and ravaged the Republican Party in the election of 2006. This election has probably sealed Bush's place in history as a failed war president who used a period of national anxiety about terrorism for his own personal aggrandizement and the enrichment of his coterie.
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That wasn't part of the plan.
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The loss of the House and perhaps the Senate is all the more extraordinary considering that the failed (no longer any dispute about that) war on Iraq was the decisive issue at every level.
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Think about this. We've grown accustomed to believing that economic interest alone dictates voter habits. From that point of view, voters have little to complain about on the surface. Unemployment is low, stocks are up, inflation is mixed but under control, and growth is not brilliant but creditable. The Iraq War is in the news constantly but it has little impact on most American voters. The draft is threatened but not likely. The war debt is high but hidden.
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What do regular Americans care whether we were lied into war or that Iraq suffers under military occupation that is driving the country into the hands of fanatical Islamic theocrats?
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Well, apparently many voters do care, even those who don't have family members fighting and dying.
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Many people voted based on what might otherwise seem to be an abstraction. Bush undertook this war with arrogance and claims of god-like power. The result has been catastrophic. And apparently this amazing failure of government had an impact on the vote.
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How very 19th century! How very extraordinary! It seems that a certain impulse toward idealism still can make the margin of difference. It's not only about economic interest. Issues of peace and justice and truthfulness really do matter, even now. Ideas and not interests alone can still change the course of history, even in age of cynical democracy in which buying and selling votes is said to be what matters.
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That's the good news. The bad news is that the party that has failed has also taken down some good ideas, among which is that vast increases in the minimum wage are bad for working people. The Republicans campaigned against the many ballot initiatives raising the minimum wage. Six states approved increases in the minimum wage. None of the increases will be devastating to the economies of these states, since they are still low in real terms. But one can only be aghast at the economic ignorance behind such ballots, which are pushed by unionized, high-wage workers precisely to block low-wage workers from entering in to job competition.
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I suppose we should be glad that these are taking place on the state level instead of nationwide. That's some consolation. But they might also be harbingers of the essential struggle to come: whether the economy ought to be controlled and regimented or be permitted to be governed by free market exchange alone. These are the sorts of debates a normal country has. With war out of the picture, who can't but welcome such a debate?
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As bad as these socialistic ideas are, Republican economic interventions such as Sarbanes-Oxley are to some degree worse than a minimum-wage increase. And consider too the Republican Medicare expansions. Who would you rather have ruling you? Social democrats or fascists?
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It's a pathetic fact that the Republican Party squandered yet another opportunity to make a difference for the good in this country. They forever promise freedom but forever deliver despotism. They might have shrunk government, really cut taxes, balanced the budget, reformed money, freed up trade, or decentralized government. Instead, they threw it all away to defend an indefensible war.
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If the Democrats inch us closer to socialism at home, the Republicans must share in the blame for having attempted socialist-style planning on the international level, and more welfare and economic controls at home, not to mention an expansion of the police state.
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Let there be no more talk of the good guys and bad guys in the mainstream of American political life. The state in all its forms is the enemy, and both parties are part of the problem.
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You think it can't happen? That there are too many interest groups dedicated to the permanence of power and planning? The election of 2006 shows that short-term economic interests alone do not always dictate the political future.
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November 8, 2006
Llewellyn H. Rockwell, Jr. [
send him mail] is president of the Ludwig von Mises Institute in Auburn, Alabama, editor of LewRockwell.com, and author of Speaking of Liberty.
Copyright � 2006 LewRockwell.com
Lew Rockwell Archives




Tuesday, November 07, 2006

Relatório Stern e seca no Sul

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http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=18783

Se o dito relatório estiver certo, o PIB mundial terá queda de 20% até meados do século se medidas preventivas (contra o aquecimento) não forem tomadas.

Enquanto isto, o problema no Brasil meridional é mais básico, seca que levou a níveis baixos dos reservatórios: apenas 27% na estação que passou (http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/default.asp?id=18582).

Caso ENRON, exemplar

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Skilling é sentenciado a 24 anos e 4 meses de prisão pelo caso Enron
Valor Online, 23/10/2006
SÃO PAULO - O ex-executivo-chefe da Enron, Jeffrey Skilling, foi sentenciado a 24 anos e quatro meses de prisão pelos crimes contábeis que resultaram no colapso da Enron. Em 2001, a gigante de energia foi à falência ao protagonizar um dos maiores escândalos financeiros da história dos Estados Unidos. O colapso resultou na perda de US$ 60 bilhões em valor de mercado do grupo, de mais de US$ 2 bilhões em planos previdenciários e na demissão de milhares de funcionários.
No tribunal, horas antes de receber sua sentença, Skilling, 52, voltou insistir na sua inocência, ainda que tenha afirmado "sentir remorso" pelo colapso da companhia.
"Eu sou inocente dessas acusações", enfatizou Skilling ao juiz Sim Lake. " Sou inocente de cada uma dessas acusações e continuarei buscando meus direitos constitucionais. " Rebecca Carter, ex-secretária corporativa da Enron e segunda esposa de Skilling, estava presente ao tribunal.
Skilling foi condenado por 19 acusações de fraude, conspiração e informação privilegiada que culminaram no colapso financeiro da Enron. O fundador da companhia, Kenneth Lay, tinha sido alvo de dez acusações, mas faleceu em 5 de julho passado.
A punição de Skilling foi a maior vista até agora no caso Enron. Andrew Fastow, ex-executivo de finanças da Enron, cumprirá pena de apenas seis anos por ter colaborado com as investigações.
(Valor Online, com agências internacionais)


Notícia Relacionada
Ex-presidente da Enron, condenado por fraude, morre nos EUA
Valor Online, 05/07/2006
SÃO PAULO - O ex-presidente e fundador da gigante de energia norte-americana Enron, Kenneth Lay, morreu hoje. O executivo de 64 anos sofreu um ataque do coração em sua casa em Aspen, no estado do Colorado, segundo informações da rede CNBC.
Uma porta-voz confirmou a morte e disse apenas que os Lays têm uma família muito grande a comunicar e que, por respeito à família, os detalhes seriam divulgados posteriormente.
Amigo pessoal do presidente George W. Bush e conhecido como "Kenny Boy", Lay (assim como outros executivos da companhia) havia sido condenado em uma corte federal do Texas por fraude e conspiração, no dia 25 de maio. Ele foi considerado culpado por maquiar os resultados contábeis da companhia para conseguir empréstimos e inflar artificialmente a cotação das ações da Enron em bolsa.
Os resultados desses atos foram a quebra da companhia, bilhões de dólares em prejuízo para seus acionistas e a demissão de milhares de trabalhadores. Lay afirmava ser inocente de todas as acusações e que o motivo para a quebra da Enron havia sido a publicidade negativa em torno do caso, que minou a confiança dos acionistas.
A pena de Lay, que não seria inferior a 20 anos de prisão, ainda seria determinada em outra sessão do tribunal.
(José Sergio Osse Valor Online, com agências internacionais)

Monday, November 06, 2006

América Latina e sua liberdade

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Estudio revela que libertad económica es insuficiente en la región
De acuerdo al último informe de Red de Libertad Económica del Mundo, con sede en Buenos Aires, "los latinoamericanos continúan entre los que gozan de menos libertad económica en el planeta y en la última década han visto un continuo retroceso".


Ao contrário do que propõem nossos nacionalistas-protecionistas, a situação calamitosa em que se encontra o subcontinente latino-americano, com suas favelas urbanas, zonas rurais decadentes é fruto de décadas de aversão ao livre mercado.

Bolsa-Floresta

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A ministra do meio-ambiente, Marina Silva, mais o ex vice-presidente americano Al Gore, juntamente com ongs de peso internacional, como a WWF, a Friends of the Earth, discutem o famoso "plano de privatização da Amazônia". Na verdade, a idéia central consiste no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (M.D.L.) proposto pelo Protocolo de Kyoto em que o combate ao desmatamento corresponderá ao aporte financeiro externo. Até aí, nada de mais, exceto pelo fato de que a inoperância nacional chama a atenção de governos e entidades não brasileiras que, por sua vez, fazem algo efetivamente.

Eu não vejo problema, como revela a matéria a seguir, em propriedades dentro de nosso país pertencerem à estrangeiros (desde que se submetam às nossas leis...). Maior problema sim, é a possibilidade de ingerência externa não ser discutida democraticamente:

Veja-se que a proposta brasileira estipula que países em desenvolvimento que reduzirem suas taxas nacionais de desmatamento receberiam recompensas financeiras e que o dinheiro viria de um fundo mundial formado por contribuições voluntárias dos países desenvolvidos. Só mesmo os mais ingênuos poderiam acreditar que entidades governamentais ou privadas de países desenvolvidos dariam dinheiro para conter o desmatamento na Amazônia sem alguma vinculação fundiária, direta ou indiretamente. Tais mecanismo não são apresentados agora para evitar melindres com a sensível questão da soberania nacional; eles apareceriam mais tarde, de forma camuflada, na hora de “fechar o negócio”.

Em http://www.alerta.inf.br/index.php?news=532

Para um ponto de vista, ambientalista, com relação ao extrativismo:

"O Brasil acredita firmemente que as florestas naturais podem ser exploradas de forma sustentável, especialmente em benefício das comunidades locais, se seus produtos forem devidamente valorados, no contexto de planos de manejo sustentável de florestas. Temos declarado repetidamente nesta Conferência, bem como em outros foros multilaterais, nossa convicção de que a conservação de recursos naturais, especialmente aqueles de alto valor no mercado internacional, é compatível com regras abertas e transparentes do comércio internacional. Nós nos temos oposto a propostas e procedimentos que possam induzir barreiras comerciais à exploração sustentável de recursos naturais”.

Em http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./natural/index.html&conteudo=./natural/artigos/mogno_cites.html

Saturday, November 04, 2006

Sortidos

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Newsletter diária n.º 829 - 03/11/2006 - Amanhã , com comentários:


Brasileiros no exterior remeteram US$ 3,5 bilhões para o Brasil em 2005

O Brasil recebeu em 2005 um total de US$ 3,5 bilhões em remessas de brasileiros que vivem no exterior. Esse número coloca o país na 11ª posição entre as nações receptoras desse tipo de divisa. O primeiro lugar no ranking global das remessas ficou com o México, que recebeu US$ 21,8 bilhões. Esses dados foram levantados por um estudo do Banco Mundial (Bird) e mostram uma discrepância na comparação com um relatório similar do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado há duas semanas, e que refere um volume de US$ 6,4 bilhões de remessas para o Brasil em 2005. Assessores do Banco Mundial pretendem, de comum acordo com o BID, comparar os dois relatórios para identificar as causas da diferença.
E comentários paranóicos na internet sobre a migração México-EUA ser obra de terroristas querendo se infiltrar, continua. Claro que há criminosos metidos no meio, mas crer que este é um dos principais fatores de migração é desconsiderar o gap econômico como principal indutor do fluxo.
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Brasil reduziu a pobreza entre 2003 e 2005, diz FMI
O Brasil reduziu em 5% o índice de pobres entre 2003 e 2005, segundo pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI). O relatório do FMI revela que 28% da população brasileira viviam em estado de pobreza em 2003 e esse índice caiu para 23% em 2005. O estudo classifica como pobres, as pessoas que não podem comprar uma cesta de produtos básicos de consumo.
Seria interessante se especificassem quais são os itens básicos de consumo. Feijão? Arroz? E também seria muito interessante ver como a gasolina, a energia não caíram, mas aumentaram, levando ao empobrecimento de uma ampla camada que não convém ao governo (nem ao FMI) citar.
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Abastecimento de gás boliviano normaliza em dezembro, estima Petrobras
O abastecimento de gás natural vindo da Bolívia deverá estar normalizado no início de dezembro, segundo estimativa da Petrobrás. Os reparos dos dutos do lado boliviano, danificados por deslizamentos de terra em abril, começarão em 11 de novembro e se desenvolverão em duas etapas, para serem concluídos nos primeiros dias de dezembro.
Só deslizamentos levaram ao corte do fornecimento? Piada? Logo veremos um Evo arriando de seu projeto insano de estatizar patrimônio alheio. Não antes sem que dezenas de milhões de consumidores brasileiros paguem por isto.
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Área mais desmatada da Amazônia fica entre Pará e Maranhão
Estudo feito por pesquisadores do projeto Biota Pará, uma parceria da Conservação Internacional com o Museu Paraense Emílio Goeldi, mostra que a região onde fica o Centro de Endemismo Belém, entre os Estados do Pará e Maranhão, mantém apenas 23% de sua cobertura florestal intacta e se constitui na área mais devastada da Amazônia brasileira, com grande parte das espécies locais ameaçadas de extinção. A devastação da floresta deixou alguns dos 147 municípios que compõem a região sem alternativa econômica e com problemas de abastecimento de água, além de erosão do solo. O estudo do projeto Biota Pará se fez através de pesquisa de campo e imagens de satélite, sobre uma área de cerca de 243 mil quilômetros quadrados, equivalente à área do Reino Unido.

O engraçado é que a família Sarney, do Maranhão, manda no IBAMA. E, justamente, na terra deles é que o desmatamento é mais intenso... cheiro podre de corrupto.

Wednesday, November 01, 2006

Categorias Sem Conceitos

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O que significa "esquerda", grupo de "ultra-direita"? Só sei que há quem siga o Estado de Direito e quem não segue. Ponto final.

Quando leio uma matéria dizendo que as Farc atacaram área dominada por grupos para-militares, relacionando os mesmos aos seus respectivos pares ideológicos, uma sensação de nada toma conta de minha leitura.

Cf. http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=worldNews&storyID=2006-11-01T175757Z_01_B605192_RTRIDST_0_MUNDO-COLOMBIA-GUERRILHAATACA-POL.XML

Tuesday, October 31, 2006

Los locos también matan


por Carlos Alberto Montaner
Fonte: http://www.firmaspress.com/705.htm

Hugo Chávez construirá 20 bases militares en Bolivia. Las bases estarán situadas en las cinco fronteras de que dispone el país: Chile, Perú, Paraguay, Argentina y Brasil. Esas instalaciones quedarán bajo el control de militares venezolanos y cubanos en complicidad con los soldados bolivianos. Seguramente los cubanos tendrán pasaporte e identidad de Venezuela. No es fácil distinguirlos. Son parecidos hasta en las virtudes y defectos. El costo de los nuevos armamentos venezolanos ascenderá a treinta mil millones de dólares. Venezuela se ha convertido en el primer comprador internacional de armas y equipos militares.

El plan recoge un viejo sueño y una antigua concepción estratégica de Fidel Castro y Che Guevara: convertir a Bolivia, situada en el corazón de América Latina, en el bastión subversivo de Sudamérica. Esa convicción le costó la vida al Che en 1967. Es un país desde el que se puede desestabilizar toda la región andina alentando los conflictos étnicos. Es un país --pronto con bases adecuadas -- desde el que podrán operar los nuevos aviones de combate adquiridos por Chávez en Rusia. Supongo que los chilenos, primer blanco en la mirilla del coronel venezolano dispuesto a ''bañarse en el mar boliviano'', habrán tomado nota del enorme peligro que a medio plazo se cierne sobre ellos.

Chávez, de acuerdo con Evo Morales, se propone seducir y reclutar a los bolivianos para su aventura revolucionaria mediante un gigantesco plan asistencialista que incluye tratamientos médicos, alfabetización y abundante comida. Está seguro de que esa ayuda masiva demolerá cualquier suspicacia nacionalista. Ya es una figura muy apreciada por las masas bolivianas y lo será más aún en el futuro. Bolivia es el país más pobre del continente. Varios cientos de millones de dólares convenientemente repartidos -- calcula Chávez -- pueden lograr el milagro de desatar la adhesión entusiasta de los más necesitados y la complicidad de los grupos radicales a la causa de la conquista redentora de América Latina para el socialismo del siglo XXI.

Lo que estamos contemplando es la consecuencia de una cierta visión delirante de la historia y de la realidad política planetaria. Hace meses, en diciembre pasado, lo explicó en Caracas el canciller cubano Felipe Pérez Roque y el mundo cometió la imbecilidad de no prestarle atención. Fidel Castro y Hugo Chávez, que son dos personajes absolutamente mesiánicos, sin vestigios de prudencia ni sentido del límite, llegaron a la conclusión de que el marxismo había revivido tras la debacle que hace quince años puso fin a la URSS y a sus satélites europeos. De donde derivaban la sagrada misión que ambos asumían con la responsabilidad y el entusiasmo de los cruzados: Caracas y La Habana llevarían sobre sus hombros la tarea de redimir a la humanidad cobardemente abandonada por Moscú.

Ese es el espeluznante cuadro que tenemos ante nuestros ojos: Caracas-La Habana, y ahora La Paz, son el nuevo Moscú, madre y padre del socialismo mundial. Y la tarea que se han asignado comienza por la conquista revolucionaria de Sudamérica y la instalación en todas estas naciones de gobiernos afines que colaboren en la batalla final contra ''el imperialismo''. ¿Cuál es esa batalla? Obviamente, poner de rodillas a Estados Unidos y a sus despreciables acólitos europeos. Terminar para siempre con la explotación inicua del tercer mundo mediante la creación de una grandiosa civilización colectivista e igualitaria que reinará eternamente para gloria de la humanidad.

Sería un inmenso error descartar este proyecto de conquista sólo porque se trata de la descabellada locura de unos personajes que no tomaron Prozac a tiempo. El Tercer Reich de los nazis no era menos loco o absurdo y le costó al planeta cuarenta millones de muertos y el monstruoso Holocausto. Cuba es una empobrecida isla del tercer mundo, hambreada y sin esperanzas, lo que no le impidió a su gobierno participar en exitosos golpes de Estado en Madagascar y en Yemen, o que sus tropas pelearan durante quince años en sangrientas guerras africanas, tanto en Angola como en Etiopía.

Chávez, con los petrodólares y el auxilio y la dirección de los cubanos, expertos y fogueados, está construyendo el mayor ejército de habla hispana: un millón doscientos mil hombres que tendrán a su disposición la más destructiva fuerza aérea de toda Sudamérica. Cuando ese aparato esté engrasado no vacilará en utilizarlo, como sucedió con las fuerzas armadas cubanas. Una vez que el órgano esté disponible, inevitablemente se pondrá en funcionamiento. No importa que Chávez esté loco. Los locos también matan.

Octubre 15, 2006

Tuesday, October 17, 2006

Você sabe o que é burguesia nacional ?

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No final da década de 60, logo depois do golpe militar, o editor desta página resolveu tentar a vida no jornal Correio da Manhã, do Rio, e também no jornal Opinião, ambos de forte oposição. No caso de Opinião, um semanário, a idéia foi ganhar a vida produzindo free lances. O dono de Opinião era o empresário Fernando Gasparian. Ele também foi dono da Editora Paz e Terra. Fernando Gasparian morreu na semana passada em São Paulo, aos 72 anos. Até 1964, como empresário da área têxtil paulista, e depois do golpe, Gasparian sempre assumiu posições nacionalistas. Ele nunca foi comunista, mas trabalhou com os comunistas na luta pela redemocratização. À época era o que as esquerdas chamavam de "burguesia nacional". Os comunistas, sobretudo os comunistas, achavam que a "burguesia nacional" era sua aliada natural na luta democrática ou fora dela, até acumular força e estabelecer o comunismo. Eram empresários como Gasparian, a família Ermírio de Morais, os Gerdau. Isto nem existe mais.

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Os comunistas adoram pensar que a "burguesia nacional" tem contradições com a "burguesia internacional" (os americanos). O PT e gente como Olívio Dutra, que nunca aprenderam nada e nem esqueceram nada, chamam esses empresários de "agentes dos arranjos produtivos locais" e é por isto que apostam todas as suas fichas nessa cesta dispersa, sem fôlego, sem perspectiva e sem dinheiro e sem estatura alguma, estabelecendo relação de ódio com os empreendedores que ralmente contam no jogo global, como a Ford.

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www.polibiobraga.com.br - Porto Alegre, terça-feira, 17 de outubro de 2006

Arquitetura e ironia

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O edifício foi construído em 1954, num estilo chamado de “gótico-stalinista”, uma mistura do neoclássico russo com o design dos principais arranha-céus norte-americanos dos anos 30. Foi projetado originalmente para ser o hotel mais luxuoso de Moscou — só não avisaram aos arquitetos que não fazia muito sentido falar em luxo na URSS.

Monday, October 16, 2006

Chocolate Outubro Vermelho

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ARQUITETO FRANCÊS TORNA A PRAÇA VERMELHA EM ÍCONE DO CAPITALISMO
O arquiteto francês Jean-Michel Wilmotte está reinventando uma esquina da Praça Vermelha, em Moscou, para transformá-la em um projeto milionário que pode ser o primeiro a permitir que uma elite privilegiada se mude para o mais prestigiado endereço da Rússia. Quase em frente aos escritórios do presidente Vladimir Putin, no Kremlin, e a alguns metros da catedral de São Basílio, Wilmotte vai transformar um antigo armazém do Exército Vermelho no complexo residencial mais exclusivo do país. O edifício, situado na Praça Vermelha nº 5, foi originalmente projetado pelo arquiteto russo Roman Klein, em 1891, para ser um shopping center luxuoso. Mas, o local se tornou uma instalação militar, abrigando um armazém do Exército no porão após a Revolução Bolchevique de 1917. Até o ano passado, foi propriedade do Ministério da Defesa. Agora está prestes a ser transformada em um hotel com complexo de apartamentos projetado no pátio central. A fachada será preservada, pois compõe o conjunto da Praça Vermelha, protegido pela Unesco. Os edifícios no pátio central j 5; estão sendo destruídos, mas Wilmotte não pretende que os novos sejam muito diferentes do estilo das construções vizinhas. O projeto dos novos prédios ainda é bem clássico, com pedra e tetos em verdete (acetato de cobre). Os desenhos do arquiteto Wilmotte mostram pequenos blocos de apartamentos com grandes janelas, separados por pátios iluminados pelo sol. O edifício contém uma sucessão de espaços abertos, projetados para permitir que a luz do sol entre em seu pátio central. O prédio principal, com 32 mil metros quadrados, terá 118 quartos de hotel, enquanto os edifícios de 27 mil metros quadrados no pátio terão cem apartamentos, cada um com área de 150 a 250 metros quadrados. O projeto, de US$ 350 milhões, deve ser concluído no fim de 2008. Wilmotte também trabalha em um projeto de adaptação do prédio da fábrica de chocolates Outubro Vermelho, um impressionante edifício de tijolos aparentes situado em uma ilha do Rio Moscou, próxima do Kremlin. A fábrica será transformada em lofts.

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Acabou a conversinha mole, a gloriosa revolução teve, finalmente, um destino mais "palatável", virou nome de chocolate. Já... em outras latitudes ainda se condena a bem sucedida privatização da Vale do Rio Doce que, aliás, depois do episódio tornou-se a maior mineradora latino-americana...

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FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DESAFIA LULA A REESTATIZAR A VALE DO RIO DOCE
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desafiou Lula, na quinta-feira, a reestatizar a Companhia Vale do Rio Doce, privatizada por ele no seu segundo mandato na Presidência da República. Lula criticou a venda da companhia publicamente durante o último debate entre os presidenciáveis. As maiores críticas de Lula quanto à privatização comandada pela equipe de Fernando Henrique Cardoso giram em torno do fato dela teoricamente ter sido vendida por preço inferior a seu valor estipulado. Lula disse que não teria privatizado a Vale. Fernando Henrique Cardoso contra-atacou e afirmou que "o presidente Lula mente quando diz que não venderia a Companhia Vale do Rio Doce". Ele chegou a desafiar Lula a reestatizar a empresa e afirmou que, por causa das mentiras, o presidente está se tornando um político banal. Fernando Henrique então justificou a venda da empresa durante seu governo: "O governo não tinha condições de ampliar os investimentos na Vale. Em segundo lugar, a Vale, como as telefônicas, era um instrumento de cobiça política. Terceiro, sendo uma estatal, não tinha mobilidade para poder funcionar no mercado. E, quarto, ela estava submetida a muitas regras e pagava muito pouco imposto.
www.videversus.com.br
Porto Alegre, 16 de outubro de 2006 - Videversus nº 565

Sunday, October 15, 2006

Estranhamento

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Acho bastante estranho que sempre se refiram aos EUA como um "país violento". Como se o nosso não fosse, como se o malfadado III Mundo não fosse muito pior. Num fim de semana "brabo" em São Paulo costuma morrer muito mais que em um mês em L.A. ou N. York.

Acredito que este seja apenas mais um capítulo de "espelho social" em que projetamos nos outros aquilo que nós próprios somos.

À propósito...




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Dito isso, neste 11 de setembro confesso que me sinto muito mais atemorizado pelos bandidos do Rio de Janeiro do que pelo Osama Bin Laden, mesmo depois de vê-los na montanha nesta semana.

Testemunhei poucos sinais de violência no Rio nos últimos anos, mas as histórias dos amigos, dos jornais, dos filmes e os números do crime são assombrosos.

Nos primeiros seis meses do ano,
135 policiais do Rio morreram à bala.

A polícia de Nova York está com 159 anos e morrem, em média, quatro policiais por ano. No Rio, nesta média de 19 por mês, vão morrer 228 neste ano. Não menos assustador é o número de pessoas que a policia mata.

O Rio vai ter mais de 10 mil homicídios em 2003.

Em Nova York, no pior da crise dos anos 80, quando as pessoas tinham medo de sair à noite, o número de mortes estava perto de 2 mil por ano. Agora está em torno de 600.

Qual é a cidade do medo neste 11 de setembro?

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/09/0

Saturday, October 14, 2006

Conceito de Propriedade

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What is property for? Property is a second-order value: a means tohigher ends (Alexander 2003, 739). A dominant perspective emphasizes property as serving to protect the privacy of the individual. This can beusefully compared with an older, yet still significant tradition that sees private property as serving public ends. Property derives from a Latin word, proprius, meaning own or peculiar, as opposed to communis (common) oralienus (another’s). We speak of the proprietor as he or she who owns, and a propriation as the enactment of ownership. However, we also speak ofanother word with the same etymological root—propriety—signifying aconformity to that which is proper. Propriety is a now-defunct synonym for property. Yet the association between property and propriety is by no means incidental or archaic.
The garden, Ishallargue, is one crucial site in which this tension works it self out. Drawing from both gardening debates over the past century and an empirical survey in Vancouver, Canada, I will conclude by suggesting that these two strands should in fact be thought of not as counterposed but as interrelated or, as I shall put it, entangled. My focus on gardening and property is not accidental. Patricia Seed, in particular, argues for the importance of gardening within Anglo-American culture as a means by which property claims can be enacted and legitimated. She documents the ways in which for English colonists in the New World, the garden was ‘‘a symbol of possession’’ (1995, 29), rooted in culturally specific interpretations of scrip-ture, as well as traditional Anglo-Saxon folk culture. This meaning is evidentin Locke’s narrative of property, which invokes acts of enclosure and cultivation as means by which property is actually produced: ‘‘As much land as amantills, plants, improves, cultivates, and can use the product of, so much is his property’’ ([1690] 1980, x 32).
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The Borrowed View: Privacy, Propriety, and the Entanglements of Property

Nicholas Blomley

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http://www.sfu.ca/geography/people/faculty/Faculty_sites/NickBlomley/referred_journals.htm.

Friday, October 13, 2006

Obsessão por Plutão

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Plutão não é mais Planeta, também não deve ser mais Estado. Então, que tal uma ONG? Ou, ao invés de Organização Não Governamental, que tal uma Organização Não Planetária?



Quarta, 11 de outubro de 2006, 13h37
Senador acusa petistas de esconderem ONG de filha de Lula

O líder do PFL no Senado, Heráclito Fortes (PI), afirmou na terça-feira que o nome fictício da ONG Amigos de Plutão, a qual foi atribuído o repasse de R$ 7,5 milhões do governo federal, é um codinome usado por petistas para se referirem a ONG dirigida por Lurian Silva e Jorge Lorenzetti, em Santa Catarina. A afirmação foi feita durante uma discussão com a senadora petista Ideli Salvatti (PT), a quem acusou de esconder os delitos cometidos por ONGs em Santa Catarina, especificamente a que teve participação de Lurian, filha de Luiz Inácio Lula da Silva, e Lorenzetti, amigo e ex-integrante da campanha do presidente envolvido com o suposto dossiê contra tucanos.

O senador justificou o uso do codino como forma de contornar o segredo judicial que protege o processo de investigação sobre o repasse de verba federal para a ONG verdadeira, que não teve o nome citado, mas seria a ONG Rede 13, de Blumenau, cujo comando Lurian repassou a Lorenzetti antes de sua extinção, segundo informações do Estado de S. Paulo

O jornalista Fernando Bond, que trabalhou por três meses na Rede 13, é o autor da denúncia original. Ele contou que o órgão tinha um rombo de R$ 70 mil, coberto por Lorenzetti, e levanta a suspeita de que a Ong serviria de veículo para repasse de verbas públicas a petistas.

A revelação de Heráclito escapou num momento de irritação com Ideli, que o acusara de criar factóide justamente por fazer denúncia contra a entidade fictícia. A senadora fez a acusação e se retirou do plenário, alegando que teria um vôo marcado.

Redação Terra

http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1185862-EI6652,00.html

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Wednesday, October 04, 2006

Ainda, Plutão

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É... caí na brincadeira do colunista...

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Sem tesão


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A 29 de agosto, enveredei pela mesma trilha, diante da desclassificação de Plutão de planeta para asteróide. Por conta da proliferação de ONGs fajutas mamando nas tetas do governo, uma delas, que a imprensa divulgara ser dirigida por um ex-líder sindicalista, imaginei outra, a "Sociedade dos Amigos de Plutão".

Ao descrever suas atividades, obviamente fictícias, não resisti à tentação de apresentá-la como da mesma forma presidida por líder sindical, suposto amigo do presidente, claro que inexistente, por isso jamais fulanizado. A ONG teria sede na Esplanada dos Ministérios e seus diretores empreenderiam farta e luxuosa viagem ao redor do mundo, pregando a imprescindível reabilitação de Plutão.


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http://www.tribuna.inf.br/anteriores/ontem/coluna.asp?coluna=chagas

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Monday, October 02, 2006

Pobre Plutão

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É... se não tomar cuidado, logo logo nós não comporemos mais um planeta! Portanto, nosso honorável chefe-de-estado, El Comandante Batráquio Hirsuto, deverá tomar as medidas cabíveis. Formar uma rede internacional de ongs para evitar tal insulto contra os pobres plutonianos.
a.h

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A SOCIEDADE DOS AMIGOS DE PLUTÃO

Data de Publicação: 2 de setembro de 2006

Por: Carlos Chagas
E-mail: cchagas@brasiliaemdia.com.br
Acaba de ser criada, em Brasília, uma nova ONG, chamada de Sociedade dos Amigos de Plutão (SAP), destinada a protestar contra decisão da União Astronômica Internacional que rebaixou o nono planeta do sistema solar à condição de asteróide. Isso porque, semana passada, reunidos em Praga, 2.500 astrônomos tomaram essa decisão. Agora, somos apenas oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A sede da Sociedade dos Amigos de Plutão está registrada na Esplanada dos Ministérios, ainda que sem particularizar qual deles. O presidente da entidade é um ex-líder sindical, filiado à CUT e ao PT, amigo íntimo do presidente Lula. O Diário Oficial publicou a liberação de 7,5 milhões de reais para estimular as primeiras ações da nova ONG, que também celebrará convênios de publicidade com a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os Correios. O objetivo é conscientizar a população para o perigo que significa o rebaixamento de Plutão, primeiro passo para a exclusão da Terra.
Estão definidas viagens de comitivas da Sociedade dos Amigos de Plutão pelas principais capitais do mundo, pretendendo entrevistas com presidentes e primeiros-ministros capazes de integrar-se à campanha em defesa do infeliz planeta agora degradado. Programou-se, é claro, retiradas de 20 mil reais semanais para cada um dos 800 diretores da nova ONG, que também receberão cartões de crédito institucionais para enfrentar despesas pessoais de hospedagem, alimentação, vestuário e transportes.
Alguma surpresa? De jeito nenhum. A SAP será apenas mais uma ONG entre as centenas criadas ao longo dos últimos anos, boa parte subsidiada pelo governo, com as mais diversas finalidades: a defesa da floresta amazônica, o estimulo ao programa do primeiro emprego, a exigência de ética nos negócios públicos e, certamente, a que dá proteção aos gatos cegos.
Vale a ressalva: existem ONGs de grande importância, que prestam relevantes serviços à sociedade. No reverso da medalha, porém, ONGs fajutas. Umas financiadas por multinacionais e até por governos estrangeiros, empenhadas em impor interesses estranhos à nossa soberania. Outras, de simples picaretagem. Numa época em que se acendem esperanças para os trabalhos do futuro Congresso, que tal programar uma CPI destinada a investigar a atuação, o funcionamento, as origens, os objetivos e os recursos das Organizações Não Governamentais?
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http://www.brasiliaemdia.com.br/2006/9/1/Pagina744.htm

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