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Novas mensagens, análises etc. irão se concentrar a partir de agora em interceptor.
O presente blog, Geografia Conservadora servirá mais como arquivo e registro de rascunhos.
a.h

Thursday, March 23, 2006

Ferrovia Transnordestina

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Claro que as ferrovias são necessárias ao país. Sem dúvida... mas, imagine se este negócio de privatizar a ferrovia e depois ainda investir mais dinheiro público na mesma fosse feita no governo FHC. O que diriam nossos honoráveis incomPTentes? Dá para imaginar, assim como dá para imaginar também o que dirão hoje ao serem acusados de mais uma falcatrua destas: "isso é coisa das elites"...

a.h

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Ferrovia ineficiente


Um prêmio para a ferrovia ineficiente
28/2/2006 - Estado de Minas



Para pôr de pé um de seus sonhos dourados – a ferrovia Transnordestina – , o governo Lula montou uma engenharia financeira perigosa. É uma engrenagem capaz de movimentar R$ 3,95 bilhões em financiamento público, em benefício de uma empresa que descumpre há nove anos todas as metas a que se propôs quando arrematou o trecho nordestino da antiga Rede Ferroviária Federal. Essa empresa, a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), pertence ao empresário Benjamim Steinbruch, dono da Companhia Siderúrgica Nacional e do grupo Vicunha, do ramo de tecidos.
Nas eleições de 2002, a CSN e a Vicunha Têxtil S/A registraram doações para vários partidos. No âmbito presidencial, ajudaram igualmente com R$ 250 mil as candidaturas do próprio Lula, do tucano José Serra e do então socialista Anthony Garotinho. Mas, do comitê financeiro do PPS, líder da chamada Frente Trabalhista (coligação onde também figuravam o PTB e o PDT), as empresas de Steinbruch adquiriram R$ 1,31 milhão em bônus eleitorais – disparada uma das principais financiadoras da campanha. O candidato daquela frente à Presidência da República era o hoje ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. A obra Transnordestina é tocada pelo Ministério da Integração Nacional.
Procurador do Estado no Distrito Federal, o advogado Paulo Serejo vem tentando embargá-la. Encaminhou representação nesse sentido ao Ministério Público Federal e espera a abertura de ação civil pública pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. Além do óbvio conflito de interesses, Serejo aponta uma série de irregularidades no processo, começando por um decreto presidencial – número 5..592, baixado em 23 de novembro de 2005 – que criou a possibilidade de a construção ser bancada simultaneamente pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), pelo antigo Finor e pelo BNDES.
Para fazê-lo, o Planalto precisou mudar e revogar partes do texto da lei que criou a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), substituta da velha Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Essa lei, oriunda da MP 2.156-5, de 2001, vedava o financiamento de um único projeto por mais de uma das várias fontes de recursos direcionados à região. Detalhe: o decreto traz a assinatura de Ciro, por mexer no vespeiro dos fundos de desenvolvimento regionais, atribuição da pasta da Integração Nacional.
“É um escândalo, um decreto não pode modificar uma lei, isso não existe, não se cria direitos por decreto, essa é uma atribuição do Congresso Nacional”, reclama Serejo. “A Transnordestina é uma obra boa, fundamental, mas não da forma como está sendo feita.”
CFN Outro ponto controverso diz respeito à criação da Transnordestina S/A. Seis dias depois do decreto que abriu a brecha para o multifinanciamento, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou resolução aprovando a transferência das ações da Transnordestina para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e para a Taquari Participações. Ambas pertencem a Steinbruch.
Na mesma leva, a ANTT aprovou um aumento de capital da Transnordestina, subscrito pela CSN e pela Taquari. Elas não usaram dinheiro para tanto. Integralizaram as ações que tinham da Companhia Ferroviária do Nordeste. Ou seja, a CFT controlaria a Transnordestina, mas acabou por ela controlada. E seu próprio capital serviu de moeda na operação.
Três especialistas em direito societário ouvidos pelo Estado de Minas, ao serem apresentados ao caso, explicaram que provavelmente ele foi feito para que o patrimônio da CFN sirva de garantia aos empréstimos (públicos) que serão tomados pela Transnordestina. Acontece que o patrimônio da CFN é uma ilusão. É formado por quilômetros de trilhos obsoletos e locomotivas velhas, cujo funcionamento só deu prejuízo a Steinbruch. Entre 2000 e 2004, o resultado líquido do balanço da companhia acumula perdas de R$ 176,48 mil.
Talvez por isso, a CFT não tenha conseguido cumprir as metas estabelecidas no contrato de concessão, assinado depois da privatização da Rede Ferroviária Federal. Por exemplo, em 1998, ano seguinte à venda da estatal, a produção (medida em TKUs, unidade que representa a multiplicação da tonelagem pela distância transportada) deveria ser de 0,9 TKU. Mas ficou em 0,6 TKU. Em 1999, a meta era um pouco maior, de 1,2 TKU. Mas a empresa atingiu 0,9. Em 2000, a situação degringolou. Para uma meta de 1,5 TKU, produziu-se 0,7 TKU. A distância entre meta e execução só aumentou nos anos seguintes.
Dinheiro público
Para tirar a nova ferrovia do papel, a Adene mobilizará R$ 2,05 bilhões do FDNE. Com ele, comprará debêntures conversíveis em ações a serem emitidas pela Transnordestina. O espólio da Sudene (leia-se Tesouro Nacional) entrará com outro R$ 1,5 bilhão do Finor. E o BNDES com R$ 400 milhões. Steinbruch prometeu R$ 300 milhões próprios e outros R$ 250 milhões de um sócio privado, até aqui desconhecido. Ou seja, 87% do projeto será financiado pelos cofres públicos ao longo dos próximos quatro anos. A garantia, claro, são os ativos da CFN e os próprios trilhos e trens da nova ferrovia. As obras começam em março, pelo menos um trecho de 110 quilômetros entre a cidade cearense de Missão Velha e a pernambucana Salgueiro, no sertão do Araripe, deve ficar pronta em outubro, quando deve começar a construção dos outros 1,9 mil quilômetros. Procurado pelo Estado de Minas, o empresário Benjamin Steinbruch não quis se pronunciar. A diretoria da Adene não retornou às chamadas da reportagem.
Entrevista/Pedro Brito Nascimento - Toda a articulação do projeto da Transnordestina foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Pedro Brito Nascimento. Na semana passada, ele falou ao Estado de Minas por telefone. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Por que construir a Transnordestina?
O que existe hoje no Nordeste é uma malha obsoleta, ineficiente, com trechos intrafegáveis, locomotivas de mais de 50 anos. A bitola da ferrovia é métrica (espaço de um metro entre os trilhos), o que reduz a velocidade média do transporte (entre 10 Km/h e 15 Km/h). Tudo isso torna o transporte ferroviário inviável lá.
Este é o ponto: a malha foi vendida em 1997 para que o capital privado fizesse os investimentos que o Estado não fazia. Nove anos depois, a infra-estrutura piorou e o setor público injetará mais dinheiro no mesmo grupo empresarial. É certo?
Essa premissa está errada. Os recursos do FDNE estão disponíveis para qualquer empreendedor que queira se instalar no Nordeste. Além do mais, os financiamentos são feitos mediante garantias privadas. Ou seja, o risco não é do governo, mas do concessionário.
Mas a maior parte dos recursos vêm do setor público…
Empreendimentos ferroviários no mundo inteiro são financiados pelo setor público. Simplesmente, não há como fazer sem o setor público. E para desenvolver uma região pobre como o Nordeste é preciso construir uma infra-estrutura logística, é preciso uma decisão de Estado.
O governo não está fazendo um esforço incomum?
O traçado atual é incompatível com a dinâmica econômica da região. Os trilhos não passam pela região Sul do Piauí, que é o maior produtor de soja do Nordeste. Nem pelo pólo gesseiro de Araripina, em Pernambuco, ou pela fruticultura do Vale do São Francisco, na divisa da Bahia com Pernambuco. Do ponto de vista econômico, essa obra tem um poder transformador maior que a transposição do Rio São Francisco. Depois de pronta, a ferrovia vai favorecer a abertura de novos negócios do Nordeste. Esse benefício não é sequer mensurável atualmente.


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Dia internacional da água

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EXCLUSIVO: Um brinde ao Dia Mundial da Água
Danielle Jordan / AmbienteBrasil

A água, um dos bens mais preciosos da natureza, está sendo celebrada durante toda esta semana. O Brasil como detentor da maior concentração de água doce do planeta tem grande responsabilidade.[O Brasil é “o maior detentor de água doce do planeta” em termos absolutos, mas não relativo. A Austrália por exemplo que tem cerca de 66% de seu imenso território sob domínios árido e semi-árido tem maior potencial hídrico por habitante, simplesmente por ter uma população pequena. Portanto, quando nos ufanamos de nosso potencial hídrico como um bem em si, raramente nos perguntamos sobre o como e quando tal recurso pode, efetivamente, ser disponibilizado à população.] A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, antecipou a comemoração visitando, no dia 21, a exposição itinerante "Água para vida, água para todos", uma parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA), a ONG WWF (World Wildlife Fund) e o banco HSBC. A exposição é realizada na área externa do Expotrade, em Pinhais (PR), onde se realiza a 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica - COP8.

Marina comemorou, na ocasião, o desempenho do Brasil no Plano Nacional de Recursos Hídricos, lançado em meados de março, e destacou-o por ser o primeiro país latino-americano a atingir o objetivo do milênio estabelecido pela ONU.
[O Brasil ser “o primeiro país latino-americano a atingir o objetivo do milênio estabelecido pela ONU” está me cheirando a mero discurso eleitoral. Só se for de modo clandestino. Editorial do Estado de S. Paulo de 25 de outubro de 2003 dizia que para fugir das altas tarifas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), consumidores residenciais, comerciais e industriais têm recorrido a caminhões pipa e poços artesianos. São milhares de poços artesianos espalhados pela metrópole que levarão a escassez do sítio.
No estado, estimativas feitas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), catalogaram 15 mil poços, mas estima que haja 40 mil. Na Grande São Paulo estima-se que sejam 12 mil, mas apenas 4,8 mil são catalogados. Se chega a essa discrepância pelo número de empresas que abastecem em caminhões-pipa que obtém água de poços com a quantidade dos registrados. Apenas 250 empresas são oficialmente reconhecidas no estado, as clandestinas atuam muitas vezes como limpa-fossas que extraem água de poços mal localizados e com transporte impróprio.
Se a Sabesp tem estimativas da atuação de clandestinos e sabe de sua origem em “poços mal localizados” é por que sabe quem, onde e como atuam. Algum indício de omissão ou corrupção aí?
“Hábitos de consumo conscientes” não são viáveis com o alto custo progressivo por categoria como querem (e fazem) as agências estatais.]


A exposição itinirante fica até o dia de hoje no Expotrade para os participantes da COP. A partir do dia 27, segunda-feira, até o dia 16 de abril, estará aberta ao público no Parque Barigui e recebendo a visitação de escolas. “É uma exposição importante que vai percorrer as cinco regiões do país até o final do ano”, explica Laís Vasconcelos, que atua no departamento de marketing da WWF, enumerando este entre os inúmeros projetos da instituição. A exposição tem capacidade para 60 pessoas por hora, atingindo o número de 400 visitantes diariamente. A grande movimentação da COP gerou bons resultados, segundo Laís. A ONG conta tambbém com um stand no pavilhão de exposições do Expotrade, onde apresenta seus projetos, realiza o lançamento de livros e estimula a associação à entidade através de contribuição mensal. “O benefício maior para o associado é saber que está fazendo a diferença com a nossa instituição em todo o país”, explica. Também no Expotrade, O Fórum Global da Sociedade Civil, seguindo a programação do Dia da Água, promoveu à tarde debate sobre o tema “O mundo real das águas, os poluentes e a biodiversidade: a vida pede passagem”. O evento, aberto ao público, fez parte da programação paralela às reuniões COP8. “Temos o direito a uma água pura”, disse a representante do Grupo de Trabalho Químicos do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - FBOMS -, Zuleica Nycz, que ressaltou a importância da população estar informada sobre a água que está consumindo. A Agência Nacional de Águas tem em sua agenda durante toda esta semana uma programação voltada para o tema. No México, o IV Fórum do Mundial da Água debate a questão desde o dia 16. Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental - PROAM – e membro do Conselho Estadual de Meio Ambiente de São Paulo – Consema -, proferiu uma palestra na noite de ontem em Santo André (SP), falando sobre a necessidade de proteção da água e o desafio de abastecimento nas áreas urbanas. “Cinco milhões de pessoas morrem por ano por consumirem água poluída e um bilhão e 200 milhões de pessoas não têm acesso permanente à água potável”, destaca.A preservação da água depende da vontade de todos os cidadãos. Nesse contexto, a educação ambiental se torna uma ferramenta indispensável para que a população tenha conhecimento da importância da água e dos problema que sua falta pode acarretar. “A população pode criar hábitos de consumo conscientes, evitando o desperdício, além de ajudar a proteger as áreas de produção de água - mananciais”, sugere Bocuhy.Ações voltadas para a redução do desperdício e para o controle da poluição da água propostas pelo do Instituto de Defesa do Consumidor - IDEC:1. Para reduzir o desperdício de água:• diminuir o desperdício de água na produção agrícola e industrial, a partir do controle dos volumes de água utilizados nos processos industriais, da introdução de técnicas de reuso de água e da utilização de equipamentos e métodos de irrigação poupadores de água;• reduzir o consumo doméstico de água a partir da incorporação do conceito de consumo sustentável de água no nosso dia-a dia. Para tanto, é necessário que cada um de nós promova mudanças de hábitos (bastante arraigados e bastante conhecidos por todos), envolvendo, por exemplo, o tempo necessário para tomar banho, o costume de escovar os dentes com a torneira aberta, o uso de mangueira para lavar casas e carros etc...• reduzir o desperdício de água tratada nos sistemas de abastecimento de água, recuperando os sistemas antigos e introduzindo medidas de manejo que tornem os sistemas mais eficientes;2. Para reduzir a poluição decorrente das atividades agrícolas:• reduzir o uso de agrotóxicos e fertilizantes na agricultura;• implantar medidas de controle de erosão de solos e de redução dos processos de assoreamento de corpos de água, tanto em nível urbano como rural.3. Para reduzir a poluição das águas:• apoiar iniciativas que visem a implantação de sistemas de tratamento de esgotos, como forma de reduzir a contaminação da água;• exigir que o Município faça o tratamento adequado dos resíduos. Propor, por exemplo, a instalação de sistemas de coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos; aterros sanitários, estações derecebimento de produtos tóxicos agrícolas e domiciliares, tais como restos de tinta, solventes, petróleo, embalagem de agrotóxicos, entre outros;• organizar-se. Os consumidores organizados podem pressionar as empresas para que produzam detergentes, produtos de limpeza, embalagens etc. que causem menores impactos ambientais. Clique aqui para ver a íntegra do "Manual de Educação para o Consumo Sustentável", do IDEC e Ministério de Meio Ambiente.* Foto de Denis Ferreira Netto - Marina Silva na Exposição Itinerante da WWF.



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Sunday, February 19, 2006

Álcool combustível: efeitos ambientais e retórica ambientalista

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Analisem o texto de uma ambientalista típica. Para ela não existe o que pode ser, no curto e médio prazo, economicamente viável mesmo que não ideal.

a.h

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A hipocrisia de um combustível sustentável
Paula Lopes de Araújo (*)



Recentemente, muitos têm aclamado o incentivo ao etanol, mais precisamente, ao álcool oriundo da cana-de-açúcar, como uma alternativa de fonte energética limpa. Grande erro.
O álcool é sim um combustível renovável, sendo uma alternativa ao escasso petróleo, combustível fóssil com quantidades limitadas, além disso, o petróleo contém impurezas, como o enxofre, sendo mais poluente. Mas a produção do álcool gera uma série de poluições e depende de tantas mazelas sociais que seria hipocrisia considerá-la como uma fonte energética sustentável. Em muitas cidades onde há o cultivo de cana-de-açúcar, ainda é adotada a queimada antes do corte.
[Sim, a prática ainda é adotada por uma razão simples: viabiliza economicamente o trabalho tornando-o mais ágil, bem como torna mais fácil cortar a cana ressequida. Imagine-se um bóia-fria cortando a 'cana verde' para ver o que é difícil...]
Para cortar, é empregada mão de obra temporária, pessoas sujeitas a salário baixíssimo, desprovidas de equipamentos adequados para o trabalho perigoso. Além disso, a queimada traz uma série de conseqüências prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Muitos animais são mortos, a queimada pode atingir áreas naturais, e há grande lançamento de poluentes atmosféricos que atingem o sistema respiratório podendo ocasionar uma série de problemas pulmonares. Segundo pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da USP, a queima da cana-de-açúcar na região de Araraquara (interior de São Paulo) provoca um aumento no número de internações por asma e hipertensão arterial na cidade. "A concentração de material particulado em suspensão durante o período da queima da cana é quase o dobro em relação ao período da não-queima", conta o médico Marcos Abdo Arbex, um dos autores do estudo. Segundo Arbex, a queima da cana, que acontece entre os meses de abril e novembro, provoca a emissão de uma espécie de fuligem, composta por 90% a 95% de partículas finas ou ultrafinas, que não são visíveis a olho nu. "Quando inaladas, essas partículas atingem os alvéolos pulmonares e a corrente sanguínea provocando uma resposta inflamatória com repercussão sobre o sistema respiratório e cardiovascular", explica o médico.
[Freqüentei Ribeirão Preto/SP por alguns anos. Ía constantemente a um campo de futebol ao lado de um canavial. As pessoas no bairro eram saudáveis. Inclusive, o bairro era de classe média e alta. Animais são raros dentro de um canavial, pois este não constitui um ecossistema natural.]
O estudo demonstrou que é maior o número de internações durante o período de queima da cana-de-açúcar. No caso da hipertensão, esse número é de 2,82 internações por dia, contra 1,92 na não-queima. Para os casos de asma são 1,43 e 0,95, respectivamente.
Entretanto, no estado de São Paulo tem-se uma postura bastante conivente. A Lei Estadual nº 11.241, de 19 de setembro de 2002 permite a queima gradativa em áreas não mecanizáveis até o ano de 2031, enquanto nas mecanizáveis vai até 2021; isso confrontando com a Lei Federal nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), que lhe é hierarquicamente superior, a qual condena atividades poluidoras, como é o caso da queimada. Dessa forma é importante ponderarmos bem o que ouvimos por aí, pois a realidade pode ser bem diferente.
* É graduanda em Gestão Ambiental pela ESALQ/USP.
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Monday, February 13, 2006

Review of The Tragedy of Great Power Politics

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Author: Charles A. Kupchan, Senior Fellow and Director for Europe Studies
September 2003The International History Review
The Tragedy of Great Power PoliticsJohn J. MearsheimerNew York: W. W. Norton, 2001Pp. xvi, 555. $27.95 (US)

In this important and impressive book, John J. Mearsheimer elegantly lays out his theoretical approach to the study of international politics – ‘offensive realism’ – and then seeks to demonstrate that this approach succeeds in explaining the key causes of war and peace. The book constitutes a major contribution to the realist canon and, given its accessible style, will likely become required reading for students of international relations. In addition, Mearsheimer is admirably thoughtful and original in laying out testable propositions from his theory and examining them against the historical record.
Offensive realism rests on the assumption that great powers ‘are always searching for opportunities to gain power over their rivals, with hegemony as their final goal’ (p. 29). This perspective contrasts with defensive realism, which posits that states seek security rather than power, making the international system less predatory and less prone to conflict. According to Mearsheimer, the disposition to aggression is not intrinsic to states, but is instead the product of the constant search for survival in a world of uncertainty, offensive military capability, and a changing distribution of power.
To test the validity of offensive realism, Mearsheimer asserts that ‘we should almost always find leaders thinking that it is imperative to gain more power to enhance their state’s prospects for survival’ (p. 169). He then goes on to test this claim against the past behaviour of great powers by examining several questions. Do states systematically engage in aggression and expansion as their relative power increases? What determines whether great powers balance, appease, or buck-pass when faced with a threatening aggressor? Are bipolar or multipolar systems more likely to trigger war?
As Mearsheimer navigates the historical record of the past two centuries, he marshals an impressive array of evidence to back up his claim that states onsistently capitalize on opportunities to increase their power and that this dynamic explains much of great-power behaviour. In so doing, he also advances
several novel ideas, arguing, for example, that the ‘stopping power of water’ gives strategic advantage to land powers and means that leading nations aspire only to regional as opposed to global hegemony. Mearsheimer also introduces the useful notion of ‘unbalanced multipolarity’, demonstrating that multipolar systems with a clear imbalance of power are more prone to war than those with a rough equilibrium.
While Mearsheimer succeeds in demonstrating the utility of offensive realism, he falls short of demonstrating that his theory has as much explanatory power as he claims. In defending his brand of realism, Mearsheimer ends up offering historical interpretations that border on the indefensible. Consider his treatment of Wilhelmine Germany in the lead-up to the First World War.
Mearsheimer characterizes German behaviour as rational and calculating, according no importance to nationalism or the domestic rivalries of the period, and dismissing the notion that Germany invited its own encirclement. But especially in light of his views on the stopping power of water and the comparative advantages of land armies, domestic pressures are essential to explaining why Germany built a world-class battle fleet, alienating Great Britain, triggering the Triple Entente, and distracting resources from the land forces it needed to cope with France and Russia.
Mearsheimer’s explanation for the absence of balancing against Nazi Germany during the 1930s is similarly unconvincing. The buck-passing of the 1930s, he asserts, ‘was due in good part to the fact that Germany did not possess a formidable army until 1939, and thus no compelling reason drew Hitler’s foes together until then’ (p. 331). But from 1933 onward, Adolf Hitler gave Germany’s neighbours every reason to draw together against him. Far from being unconcerned about German strength, Britain appeased Germany at Munich precisely because British leaders felt they had no choice in the face of Germany’s military superiority.
Mearsheimer also fails to address how offensive realism explains peaceful change. Rapprochement between Britain and the United States at the turn of the twentieth century and the success of the European Union in transforming Europe’s geopolitical landscape both cast doubt on the notion that balancing and destructive rivalry are inescapable features of international life.
These objections do not diminish the importance of Mearsheimer’s book. Rather, they underscore the dangers inherent in seeking to explain the contingent course of history through a single analytic framework. Had Mearsheimer cast his light on episodes of lasting peace that defy the predictions of balance-of-power theory, perhaps he would be less convinced of the pervasive logic of offensive realism and more open to eclecticism in explaining politics among the great powers.

http://www.cfr.org/publication/6659/review_of_the_tragedy_of_great_power_politics.html

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Sunday, February 12, 2006

Suécia: redução de petróleo

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12/02/2006

Suécia quer não ter de usar petróleo em 15 anos

A Suécia quer poder viver sem ter de usar petróleo em um período de 15 anos - e sem construir outras instalações nucleares.

Um comitê formado por industriais, acadêmicos, fabricantes de automóveis, fazendeiros e outros profissionais está à frente da iniciativa.

A intenção é substituir combustíveis derivados de petróleo com fontes renováveis antes que o aquecimento do planeta afete a economia e a crescente escassez da fonte de combustível fóssil leve a aumentos ainda maiores de preço. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a ministra sueca do Desenvolvimento Sustentável, Mona Sahlin, acredita que a dependência do petróleo poderia acabar em 2020.

Recessão

A Academia Real de Ciências sueca está preocupada com o abastecimento de petróleo, que poderia estar chegando ao seu máximo e preços cada vez maiores poderiam causar uma recessão econômica global.

"Nossa dependência deve acabar em 2020", disse Sahlin. Em entrevista ao The Guardian, ela disse que "deve sempre haver alternativas para o petróleo".

"Nenhuma casa deve depender de geradores a óleo para aquecimento e nenhum motorista deveria ter somente gasolina para abastecer seu carro.

"O país escandinavo, que foi duramente atingido pela crise de petróleo na década de 70, hoje em dia depende basicamente de energia nuclear e hidroelétrica.

O comitê do petróleo deve se reportar ao parlamento dentro de alguns meses. Altos funcionários do Ministério da Energia da Suécia esperam que o comitê recomende maior desenvolvimento de biomassa, com uso das florestas do país. De acordo com um dos funcionários do ministério, "queremos estar mentalmente e tecnicamente preparados para um mundo sem petróleo".

Também se espera que o comitê recomende mais geração de energia eólica e de uso da energia produzida a partir das ondas do mar.

Fonte: BBc Online

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http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=23112
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Sim, com a energia nuclear é possível. Mas, aí como vai ficar a posição sectária dos ambientalistas?
a.h
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Tuesday, January 10, 2006

Cadeia alimentar

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O exuberante peixe-papagaio, atração certa para um mergulhador em águas caribenhas, tem uma função essencial em um recife de coral. Por causa do seu hábito herbívoro, ele costuma pastar muito e, dessa forma, eliminar as algas do ambiente. As algas são os grandes inimigos dos cnidários, invertebrados que formam os corais, que também são constituídos por estruturas rochosas. Uma grande reserva marinha criada nas imediações do arquipélago das Bahamas, no Caribe, em 1959, provocou um boom nas espécies de peixes na região. Mas, será que o retorno dos grandes predadores, como a garoupa Nassau (Epinephelus striatus), poderia acabar com os peixes-papagaio e colocar em risco os corais da região? Esse desequilíbrio, fruto de uma tentativa de equilibrar as relações ecológicas, parecia ser meio óbvio e, por isso, os pesquisadores resolveram ir a campo para verificar essa ocorrência. O problema é que, como mostra um artigo publicado na edição do dia 6 da revista "Science", não foi isso o que ocorreu. Peter Mumby, da Universidade de Exter, no Reino Unido, e colaboradores conseguiram provar que a volta dos predadores ajuda a reserva como um todo e não coloca em perigo os recifes coralinos. Como os peixes-papagaio conseguem se desenvolver bastante, os maiores animais desse grupo, que chegam a mais de 20 centímetros, não são predados pelas garoupas Nassau. Os cálculos realizados pelos cientistas mostram que, apesar de os peixes-papagaio menores serem predados normalmente, a redução no processo de pastagem dessa espécie fica no máximo em 8%. Isso é suficiente para eles afirmarem que todos ganharam com o estabelecimento da reserva. Os corais estão mais limpos e os peixes-papagaio, pelo menos os maiores, alimentados. Quanto aos de menor tamanho, bem, esses servem de alimento para as garoupas. Ou seja, pelo menos naqueles corais nas Bahamas, as relações ecológicas estão, agora, em equilíbrio.
(Agência Fapesp)
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Friday, January 06, 2006

O cartel do álcool

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EMPATE NO TANQUE

O álcool carburante verde-amarelo de orgulho já subiu 7% em média nesta primeira semana do ano novo, lucro novo. Mais 7% sobre o reajuste acumulado de 28% no ano que passou, na soma do anidro com o hidratado. Para a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) trata-se, no caso, de um mero capricho de mercado. A forte remarcação de 7% para um Brasil que já pensa em inflação abaixo de 5%. Não tem nenhuma justificativa pelo lado da demanda nem pelo lado da oferta.
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O consumo interno, mesmo com a explosão do bicombustível, em três de cada quatro carros novos, não tem passado de 6% ao ano. E a produção, por cima de quebras de safra, acaba de emplacar nova tiragem recorde de 17 bilhões de litros em todo o País. Com expectativa de 19 bilhões no ano-safra 2006/2007. leia Affaire álcool.
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A exportação tem crescido, mas ainda abaixo de 2 bilhões de litros em 2005. E mais: os custos gerais de produção, segundo a FGV, na safra encerrada, subiram 12% em média, contra o reajuste de 28% nos preços finais.
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Fechando a roda quadrada: os preços alternativos da gasolina contentaram-se com reajuste anual abaixo de 10%. Resultado: na balança do tanque do carro bicombustível, o álcool acaba de alcançar empate técnico com a gasolina.
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Assim sendo, eu vou de gasolina. (05/01/2006)
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AFFAIRE ÁLCOOL

Semana que vem, governo federal e usineiros se reunirão em Brasília para analisar a evolução do preço do álcool combustível nesta entressafra da cana-de-açúcar, visando encontrar forma consensual para impedir elevações do preço ao consumidor de combustível. O assunto está sendo examinado pelo Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, pela Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, e pelo Ministério das Minas e Energia. Espera-se estabilização de preços, com queda de 30% até abril, com o início da nova safra de cana-de-açúcar. Atualmente as usinas vendem o litro do álcool anidro a R$ 1,10 e a R$ 1,00 o hidratado, com custo entre R$ 0,75 e R$ 0,80. Leia Empate no tanque.
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Informa a Única, entidade que reúne as usinas, que o preço médio do álcool hidratado em 2005 foi o segundo menor em seis anos. O preço médio pago ao produtor foi de R$ 0,74 por litro, deflacionado pelo IGP-M, e, de acordo com a professora e pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Miriam Bacchi, da USP, "esse preço só está acima da média de 2004, de R$ 0,61 o litro. O preço médio de 2003 foi de R$ 0,78; enquanto o de 2002 foi de R$ 0,74; e os de 2001 e 2000, R$ 0,82 o litro". No site da entidade, as cotações desta semana para o litro de álcool hidratado são R$ 1,007 para o produtor, R$ 1,244 para o distribuidor e R$ 1,407 para o consumidor. O produtor recebe R$ 1,094 por litro de álcool anidro. Nota conjunta do MA e do MME, divulgada dia 4, diz não haver motivo para aumento nos preços do álcool e reitera-se a disposição do governo de buscar com os produtores meios para minimizar os impactos das elevações sazonais do produto, de forma que não interfiram no preço final do combustível ao consumidor. Diz a nota que s estoques existentes são suficientes para atender o mercado até o início da próxima safra. O estoque do setor privado é estimado em cerca de 4 bilhões de litros. Além disso, calcula-se que a cana-de-açúcar na safra 2005/2006 tenha chegado a 436,8 milhões de toneladas - a maior da história, 5,1% maior que a de 2004/2005. Do total, 394,4 milhões de toneladas destinam-se à indústria sucroalcooleira: 216 milhões de toneladas para a fabricação de 26,7 milhões de toneladas de açúcar e 178,4 milhões para a produção de 17 bilhões de litros de álcool (9,1 bilhões de litros de anidro e 7,75 bilhões de hidratado). Outros 42,4 milhões de toneladas serão usados para fazer cachaça, rapadura, açúcar mascavo etc. Esta previsão é do terceiro e último levantamento da safra de cana-de-açúcar, divulgado nesta quarta-feira, 4, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e realizado na primeira quinzena de dezembro por 76 técnicos que percorreram 305 municípios nas principais regiões de cultivo do produto, visitando 370 usinas e 60 entidades de classe para apurar o volume da colheita de cana. Foi usado o sistema Geosafras, de pesquisa por satélite, para estimar a produção. A seca reduziu a produção no Nordeste, no Paraná e Mato Grosso do Sul, baixando em 3% a previsão inicial, de 450,1 milhões de toneladas, divulgada em maio do ano passado. Os 5,1% a mais na produção representam 21,1 milhões de toneladas mais de cana sobre a colheita passada, que foi de 415,6 milhões de toneladas. A área plantada cresceu 4,5%, passando de 5,62 milhões hectares em 2004/2005 para 5,87 milhões em 2005/2006, enquanto a produtividade aumentou 0,60%, saindo de 73,8 para 74,3 toneladas por hectare. A região Centro-Sul fornece 85,7% da safra (374,4 milhões de toneladas) e a Norte-Nordeste, 14,3% (62,4 milhões de toneladas). O Estado de São Paulo lidera o setor, produzindo 266,5 milhões de toneladas. A Conab também estimou as exportações do setor sucroalcooleiro: embarques de açúcar em 2005 devem ter somado 17,5 milhões de toneladas, representando US$ 3,3 bi, e as vendas externas de álcool, 2,1 bilhões de litros (US$ 756 milhões). (05/01/2006)
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www.joelmirbeting.com.br
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Wednesday, January 04, 2006

Cachoeirinha, pólo tecnológico!!

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Quem diria...

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Irá a R$ 20 milhões o investimento que a Cientec, a Fundação de Ciência e Tecnologia do RS, fará na implantação do Parque Tecnológico de Cachoeirinha, que utilizará 25 dos 80 hectares onde já operam 11 dos seus 27 laboratórios. "Queremos tocar a primeira fase de R$ 5 milhões ainda este ano", avisaram ao editor desta página o Presidente da Cientec, Paulo Roberto Lucho, e o Secretário da Ciência e Tecnologia, Deputado Kalil Sehbe.
A Cientec, 27 anos, 600 empregados, estagiários e terceirizados, orçamento anual de R$ 25 milhões, já busca 45% dos recursos fora do setor público, realizando serviços de análises, testes, calibrações e ensaios. "São medições calcadas em normas técnicas nacionais e internacionais", explicou o Presidente da Cientec.
Somente a produção de laudos para o setor privado da economia (90% dos clientes são indústrias), propiciou-lhe faturamento de R$ 7,2 milhões no ano passado. Foram 12 mil laudos, contra a média histórica anual de 8 mil.
Atualmente as indústrias contam com um leque de 3.350 tipos de ensaios diferentes um do outro, 647 dos quais estão credenciados junto ao Inmetro, a Anvisa ou a Rede Metrológica. O Inmetro credenciou 8 dos 27 laboratórios da Cientec. "Se alguém quer fabricar um amortecedor de carro ou um cano de esgoto para a Prefeitura, terá que obter a nossa certificação", explicou Paulo Roberot Lucho.
A demanda é grande e por isto estamos em expansão.
Inscrita no Programa Nacional de Qualidade da Associação Brasileira de Instituto de Pesquisa Tecnológica Industrial, a Abipt, a Cientec concluiu 2004 na segunda posição entre as 165 entidades brasileiras do gênero.

www.polibiobraga.com.br

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Monday, January 02, 2006

Rússia vs. Ucrânia

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Aqui sofremos com o MAS boliviano, lá os ucranianos sofrem com o monopólio russo...
a.h

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02 de janeiro, 2006 - 17h41 GMT (15h41 Brasília)
Entenda a crise do gás entre Ucrânia e Rússia

A decisão da Gazprom, empresa estatal de gás da Rússia, de cortar o fornecimento para a Ucrânia por causa de uma disputa em torno de um aumento de preços afetou países da União Européia (UE).


O gás para a Europa Ocidental é transportado pelo mesmo gasoduto e existe espaço para confusão sobre de quem é o produto. Entenda o problema:


Por que o fornecimento foi cortado?


A Gazprom cortou o fornecimento para a Ucrânia no dia 1º de janeiro deste ano depois que expirou o prazo para que fosse feito um acordo sobre o preço do produto.


O governo ucraniano rejeitou uma oferta de última hora da Rússia de manutenção dos preços por três meses e entrada em vigor do reajuste depois disso.


A Ucrânia argumentou que está pronta para pagar os "preços de mercado", mas quer uma transição gradual e não uma mudança repentina.


O gasoduto que passa pela Ucrânia está sendo usado para transporte de gás da Rússia para consumidores em outros países, apenas a parcela dos consumidores ucranianos foi cortada.


Que impacto isso terá sobre a Europa Ociental?


A Gazprom assegura que o gasoduto tem gás em volume suficiente para seus demais clientes, contanto que nenhuma parcela do produto seja desviada no meio do caminho.


A Rússia abastece cerca de 20% do gás usado na União Européia como um todo. Apesar das garantias da Rússia, seria possível que problemas no fornecimento tivessem efeito sobre a União Européia.


Poucas horas depois de confirmado a interrupção para a Ucrânia, alguns países da Europa Central anunciaram que houve cortes no volume de gás que recebem da Rússia. Outros países, incluindo a Alemanha que é a maior economia da Europa, alertaram que não está afastada a possibilidade de cortes para a indústria.


A Ucrânia está desviando gás destinado à Europa?


A Ucrânia disse que não fará isso, mas existe espaço para confusão ou desentendimento sobre a quem pertence o gás no gasoduto.


A Ucrânia importa gás do Turcomenistão por meio da rede russa de gasodutos e autoridades ucranianas dizem que continuam a receber esse gás.


A Rússia, porém, diz que cortou a entrada do gás do Turcomenistão no sistema e que o único gás no gasoduto pertence a seus clientes na Europa central e do Leste.
Além disso, o governo da Ucrânia diz que os contratos existentes prevêem que seu país tem direito a 15% do gás que passa no gasoduto como pagamento pelo transporte para a Europa.


Segundo o governo ucraniano, o país não está usando esse gás no momento, mas vai começar a usar se a temperatura cair abaixo de -3º C. A temperatura na Ucrânia anda em torno de 0º, elevada para essa época do ano.


O que a Europa Ocidental pode fazer?


A Europa Ocidental tem opções. Existem reservas que podem ser usadas para cobrir problemas temporários de fornecimento e outros fornecedores, especialmente a Noruega, podem aumentar o volume de gás que vende para outros países da Europa.


A Polônia diz que quer que a Rússia mande mais gás por outro gasoduto que passa pela Belarus para compensar a redução em fornecimento do gasoduto ucraniano.


Pelo menos um país europeu, a Hungria, pediu a grandes empresas que troquem para óleo quando possível.


A UE marcou uma reunião para discutir a questão para o dia 4 de janeiro, mas o comissário de Energia da UE, Andris Piebalgs, já disse que a situação é preocupante.


Qual o impacto sobre a Ucrânia?


O Turcomenistão é o maior fornecedor de gás para a Ucrânia, mas o gás da Rússia ainda atende a 30% do total de consumo ucraniano. A perda dessa parcela pode ser um problema no inverno.


Autoridades do setor de gás da Ucrânia disseram que as necessidades de aquecimento serão atendidas pela produção do próprio país, mas poderá haver cortes para consumidores industriais.


Que outras fontes tem a Ucrânia?


Atualmente cerca de 22% do consumo de gás na Ucrânia é atendido pelo produto local, extraído de reservas nacionais. Pode haver ainda algum uso de capacidade não utilizada, mas o impacto seria marginal.


Turcomenistão e Cazaquistão podem ser fontes alternativas de gás para a Ucrânia. No entanto, eles não poderiam compensar a perda completa do suprimento da Rússia, que chega a 25 bilhões de metros cúbicos por ano.


Além disso, o gás desses países teria que ser entregue por meio da rede de gasodutos da Rússia e parece que esse sistema não está funcionando muito bem neste momento.

["Não está funcionando muito bem..." desde que não paguem!]


O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Boris Tarasyuk, disse à BBC no domingo, 1º de janeiro, que a Ucrânia, de fato, não precisa de suprimento da Rússia no momento. O que precisa, segundo ele, é de entrega garantida de gás do Turcomenistão através dos gasodutos russos.


A longo prazo, a Ucrânia pode melhorar sua segurança de energia aumentando seus níveis de eficiência de uso de energia, que são baixos.


Por que a Rússia está exigindo um aumento elevado dos preços?


Autoridades russas dizem que é uma questão puramente comercial. Eles dizem que os atuais preços do gás fornecido para a Ucrânia são subsidiados e que querem um valor indexado aos preços do mercado internacional.


A Rússia queria aumentar o preço de US$ 50 para US$ 230 por 1 mil metros cúbicos. O preço médio na UE é de US$ 240. Para alguns países europeus que estão longe da Rússia, o valor pode ser mais alto por causa dos custos do transporte.


Líderes ucranianos dizem que a exigência de aumento do preço do gás pela Rússia tem motivação política. As relações entre os dois países estão tensas desde a chamada "Revolução Laranja", em 2004, que resultou na eleição para a Presidência da Ucrânia de Viktor Yushchenko, que é favorável ao Ocidente.


Quais as evidências que existem de que a demanda da Rússia é política e não comercial?


As evidências são circunstanciais. A mais forte delas são os baixos preços que continuam a ser cobrados de outras ex-Repúblicas soviéticas. Contratos recentes com a Belarus fixam um preço de US$ 47 e acordos com a Armênia e a Geórgia são para um valor em torno de US$ 110.


Também levantou suspeitas um acordo da Gazprom com o Turcomenistão, maior fornecedor de gás da Ucrânia. A Gazprom se comprometeu a comprar 30 bilhões de metros cúbicos de gás do Turcomenistão, mais do que compra normalmente, e isso pode limitar as opções da Ucrânia. [Monopólio em formação, isto é que é...]

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Rússia diz que vai aumentar remessa de gás para Europa
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Incêndio florestal na Austrália

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02 de janeiro, 2006 - 11h50 GMT (09h50 Brasília)
Incêndio florestal ameaça residências na Austrália

Um incêndio florestal destruiu mais de uma dúzia de residências e ameaça atingir outra centena de casas no sudeste da Austrália.


Ventos fortes e altas temperaturas estão empurrando gigantescas chamas na direção de várias comunidades.


Um membro de equipes de emergência morreu depois de ajudar na evacuação de residentes da região, quando temperaturas locais atingiam 47º C.


A chuva ajudou bombeiros em ação no norte de Sidney, mas o fogo continua queimando em dezenas de outras áreas.


Fuga pelo mar

O incêndio se alastrou por florestas de eucaliptos na área costeira ao norte de Sidney.


Várias residências foram destruídas, e centenas de moradores foram obrigadas a deixar suas casas, na medida em que o fogo avançava.


Um homem, voluntário que trabalhava em uma ambulância, morreu de ataque do coração, quando ajudava moradores na cidade de Woy Woy.


Várias estradas ficaram intransitáveis. Para muitas famílias, a única rota para escapar do fogo era de barco.


Investigadores dizem que alguns dos incêndios podem ter sido causados por ação criminosa.


O sudoeste da Austrália é tido como uma das regiões mais vulneráveis à incêndios florestais do mundo.[Mas, Sidney fica à sudeste!!]


Metereologistas prevêem mais calor e fortes ventos nos próximos dias.

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Iraque 7

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Ué?! A guerra não era pelo petróleo?! Será que o Pentágono cometeria um equívoco destes???


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02 de janeiro, 2006 - 12h51 GMT (10h51 Brasília)
Exportações de petróleo do Iraque têm menor nível do pós-guerra

As exportações de petróleo do Iraque caíram em dezembro para seu nível mais baixo desde o fim oficial do conflito em 2003, segundo dados oficiais do governo interino do país.


As exportações totalizaram no mês passado 1,1 milhão de barris por dia, contra 1,2 milhão de barris diários em novembro.


Shamkhi Faraj, diretor-geral de economia e marketing de petróleo do governo, disse que a situação de segurança é a principal razão para a queda.


Ele disse ainda que o mau tempo nos portos do sul do país também contribui para o problema. Os problemas climáticos provocaram a interrupção das exportações por mais de uma semana no mês passado.


Refinaria fechada

Os problemas de segurança no Iraque provocaram o fechamento da maior refinaria de petróleo do país no final de dezembro.

A refinaria na cidade de Baiji, no norte do país, fechou após o recebimento de ameaças de morte por motoristas de caminhões.


“As exportações caíram por causa da situação de segurança”, disse Faraj. “As exportações do norte estão completamente suspensas.”


Na última sexta-feira, o ministro do Petróleo do Iraque, Ibrahim Bahr al-Uloum, foi afastado temporariamente de seu cargo em meio a uma disputa sobre a política de preços da gasolina.


Bahr al-Uloum havia criticado a decisão do governo iraquiano de triplicar os preços da gasolina.


Ele deve ser substituído por 30 dias pelo vice-primeiro-ministro, Ahmed Chalabi.

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Iraque
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Música: Marrocos

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No álbum Morocco - crossroads of time da Ellipsis arts consta o seguinte:



Composer Paul Bowles traveled some twenty-five thousand miles around Morocco during the last six months of 1959, recording examples of every major musical genre to be found within the boundaries of the country. He observes, “Moroccans have a magnificent and highly evolved sense of rhythm which manifests itself in the twin arts of music and dance. The quality of the material was uniformly splendid. It was a very difficult task indeed, to make the recordings. The newly formed Moroccan government had no intention of letting a non-Muslim make recordings of Moroccan music. They wanted to be in complete control of the situation and became very upset when I expressed an interest in Berber music. They did not want the material outside of Morocco. To them, it was the music of savages and they were quite embarrassed about Westerneers being afforded the chance to hear it.” (p.9)
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Alca, múltis, Gerdau

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Porto Alegre, terça-feira, 03 de janeiro de 2006


Gerdau, mudando, vai também para a India
Este ano, os Gerdau promoverão mais um delicado movimento de rotação na sua cadeia de mando principal, arredondando o processo de sucessão, que colocará na direção dos negócios a quarta geração dos Gerdau (João, Curt e Jorge são as anteriores), mas significará sobretudo a profissionalização do Grupo do RS.
Isto ocorre simultaneamente ao processo de veloz globalização do Grupo, que já o levou a plantar siderúrgicas em vários Países da América Latina, nos Estados Unidos e Canadá, além da Espanha.
Numa esclarecedora entrevista que concedeu ao jornal Zero Hora deste domingo, o Presidente do Grupo, Jorge Gerdau, mira a Ásia, quando os repórteres querem saber seus próximos passos. A China ?
"Pode ser a India", desvia, pensativo, Jorge Gerdau.
Mas pode ser a China, sim, como também podem ser a Rússia e a Ucrânia.


Brasil exporta 11% menos calçados em 2005
Os calçadistas deixaram de vender 38 milhões de pares no ano passado, o que significa que exportaram 11% menos em 2005, razão principal da redução de 20 mil empregos no setor e o fechamento de 60 indústrias somente no RS.
As importações dobraram. As exportações saltaram de 8 milhões para 15,5 milhões de pares, 68,8% dos quais apenas da China. O setor quer salvaguardas contra a China.
Os dados são da Abicalçados, que responsabilizou o Governo Lula pela crise.
O RS exportou 90 milhões de pares até novembro, 28 milhões do que no mesmo período do ano anterior.
Existe uma boa notícia sobre as exportações de calçados brasileiros: o preço médio do par subiu de US$ 10,49 para US$ 12,64.
Menos entusiasmado do que o editor desta página sobre os efeitos da liberação da compra de dólares pelos bancos comerciais, a GlobalInvest desta segunda-feira não acha que o dólar subirá de modo vigoroso em 2006.
"A autoridade monetária quer dólar comportado para manter o IPCA em 4,5% este ano", avisaram os técnicos da GlobalInvest no seu briefing do início da semana.
Talvez você nem saiba, distinto leitor que quer ver a globalização no inferno, mas 70% das exportações brasileiras dependem das empresas estrangeiras instaladas no Brasil, tipo GM e Bunge.
Os dados são da Associação de Comércio Exterior do Brasil.
São empresas que vendem manufaturados, portanto nada a ver com a venda das riquezas da terra, como faziam os portugueses e os ingleses quando colonizaram o Brasil.
Isso mostra o tamanho da nossa dependência em relação ao nível de atividades da economia mundial – da globalização.
E demonstra o tamanho da dívida do Governo Lula com os estrangeiros.


Agora, Lula quer a Alca
Lula está agora a fim da Alca. Ele tirou o boquirroto Embaixador Adhemar Bahadian da co-Presidência com a Embaixadora Susan Schwab, dos EUA, e pediu reunião.
Bahadian foi o diplomata que comparava a Alca a uma "odalisca de cabaré barato".
O Governo do PT caiu na real.
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Jornalista Polibio Braga / polibiob@plugin.com.br
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Friday, December 30, 2005

Governo Bush

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da Folha Online

Os Estados Unidos mantêm, desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o maior programa secreto de espionagem e prisões de estrangeiros desde o fim da Guerra Fria, informa nesta sexta-feira o jornal americano "The Washington Post". Isso inclui permissões da CIA [agência de inteligência americana] de prender suspeitos terroristas vinculados à rede Al Qaeda em qualquer país do mundo, e usar técnicas de tortura condenadas como violações aos direitos humanos.

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O programa, batizado pela sigla GST, também permitiria à agência americana estabelecer uma rede de inteligência com serviços secretos de vários países, manter prisões clandestinas fora dos Estados Unidos, e mover prisioneiros para qualquer lugar do globo.

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Nos últimos dois anos, vários aspectos dessa operação secreta vieram a público, e provocaram vários protestos de civis contra a ação do governo Bush e também em países que colaboram com os EUA.

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Apesar disso, todos os programas continuam a operar, de acordo com membros do governo ouvidos pelo jornal americano. Tais fontes afirmam que Bush está "comprometido pessoalmente" em manter o programa GST, e dizem que ele "acredita" na legalidade do esquema, e que "vai resistir" a qualquer pressão para mantê-lo.

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"No passado, presidentes se afastavam de programas secretos", afirmou John Radsan, assistente-geral do conselho da CIA de 2002 a 2004. "Mas esse presidente, que está rompendo os limites entre as ações secretas e a guerra convencional, e parece gostar das descobertas secretas e os detalhes sujos das operações".

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Tortura

Em junho passado, a CIA suspendeu temporariamente seu programa de interrogatórios, após uma controvérsia causada pela divulgação de um documento de agosto de 2002. O memorado do Departamento de Justiça americano, definia a tortura de forma "não convencional". As técnicas autorizadas incluíam afogamento, usado para fazer prisioneiros "pensar", sessões de ofensa e surras; isolamento, privação do sono, dietas baseadas apenas em líquidos e a manutenção dos detentos em posições físicas extremamente cansativas.

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"Nos bastidores, o diretor da CIA, Porter J. Goss --que até o ano passado foi o diretor republicano do Comitê de Inteligência do Congresso-- reunia munição para defender o programa", afirma o jornal. Logo depois do memorando vir à tona, Goss, em uma tentativa de validar tais práticas, pediu para especialistas em segurança verificarem a "validade" das ações, sobre o prisioneiros, e a efetividade na obtenção de confissões.

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Advogados

A decisão da administração de Bush em confiar apenas em um pequeno grupo de advogados para fazer interpretações legais que justifiquem os programas secretos americanos e não consultar o Congresso americano tem ajudado em aumentar o furor contra o governo americano, afirmam fontes ligadas ao programa.

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Um exemplo disso é a monitoração que a Agência de Segurança Nacional americana fazia secretamente de vários civis residentes nos Estados Unidos.

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Segundo publicou o jornal americano "The new York Times", o monitoramento passou a ser feito meses após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, não teve autorização da Justiça americana, geralmente necessária para realizar esse tipo de espionagem.

Com "The Washington Post"

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Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Al Qaeda
Leia o que já foi publicado sobre George W. Bush
Leia o que já foi publicado sobre a CIA



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Aquecimento global OU resfriamento global???

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Estranho... e o aquecimento global, a quantas anda???

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Subiu nesta sexta-feira para pelo menos 30 o número de mortos em decorrência da onda de frio que atinge a Europa, provocando acidentes nas estradas, apagões e atrasos nos aeroportos.


A região central da Europa foi a região mais afetada, com a temperatura chegando a superar os -35ºC nos Alpes suíços.


Clique aqui para ver fotos da neve na Europa


Apenas na Polônia, pelo menos 22 pessoas morreram congelados nos últimos dias. De acordo com as autoridades do país, muitos deles eram sem-teto.


Na Hungria, pelo menos uma pessoa morreu em um engavetamento envolvendo cerca de 60 veículos em uma das principais estradas do país, ligando a capital húngara, Budapeste, à capital da Áustria, Viena.


Outro acidente gigante, envolvendo pelo menos 40 veículos, ocorreu na capital da Eslováquia, Bratislava, deixando também pelo menos um morto.


Itália e França


Florença, na Itália, teve a sua maior nevasca em duas décadas, com a neve chegando a 25 cm em alguns locais.


Mais ao sul, em Roma, pelo menos duas pessoas morreram, uma delas um homem que foi encontrado em uma plataforma de uma das principais estações de trem da cidade.


Na França, pelo menos quatro pessoas morreram.


Duas delas eram britânicos que se envolveram em um acidente de carro em uma estrada tomada pelo gelo no norte do país.


Neve na estrada


Na própria Grã-Bretanha, o inverno já é o mais rigoroso em dez anos, com a temperatura tendo chegado aos -11ºC em partes do país. Na cidade de West Bromwich, no centro da Inglaterra, um homem não resistiu ao frio e morreu.


Na região leste do Condado de Yorkshire (centro-norte da Inglaterra), até 200 veículos ficaram entalados na neve nesta sexta-feira em uma estrada.


Equipes dos bombeiros e da polícia passaram seis horas trabalhando para limpar a neve da estrada entre as cidades de Market Weighton e Beverley, que atingiu cerca de um metro de altura.


No Condado de Kent, no sudeste do país, a polícia registrou inúmeros acidentes nas estradas perto das cidades de Ashford, Canterbury e Dartford, as mais afetadas pela neve na região.

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Thursday, December 29, 2005

Projeto de Lei sobre florestas públicas

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29/12/2005
Na gestão florestal, PL de Florestas Públicas foi o líder na geração de polêmicas

Mônica Pinto e Redação AmbienteBrasil
Um dos temas mais polêmicos em 2005, no campo da gestão florestal, foi o projeto de lei 4776/05. Integrante do chamado “Pacote Verde do Executivo”, o PL propõe-se a regulamentar a gestão de florestas públicas, abrindo a possibilidade de que estas sejam exploradas pela iniciativa privada.
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Encaminhado ao Congresso no dia 17 de fevereiro, o PL pressupõe que sejam disponibilizados até 13 milhões de hectares de florestas na Amazônia para a concessão de uso sustentável nos próximos dez anos. Seu objetivo apregoado é combater a grilagem e impedir a privatização das terras.
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Em junho, o PL recebeu aprovação unânime na comissão especial que analisou a matéria na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), acatou 133 das 305 emendas apresentadas pelos parlamentares. No total, Albuquerque sugeriu 20 mudanças na proposta do Executivo.
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ALGUMAS VOZES A FAVOR
Em março, o pesquisador titular do Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia -, Adalberto Veríssimo, avaliou que o PL de Gestão das Florestas Públicas vai contribuir para reduzir o desmatamento no Brasil e melhorar a imagem internacional do País.
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Ainda em março, Carlos Aguiar, presidente da Abraf -Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas -, que reúne setores como papel e celulose, energia, painéis e produtos sólidos de madeira, manifestou apoio ao Projeto. "Só vejo essa forma para regulamentar o avanço sobre a Amazônia, gerando recursos e empregos".
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No Rio de Janeiro, em maio, o PL foi elogiado pelo coordenador da Área de Meio Ambiente e Ciência da Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - no Brasil, Celso Schenkel. Engenheiro florestal, ele comentou que as concessões florestais em países como o Canadá, por exemplo, são uma forma de disciplinar a exploração florestal e fazer com que o Estado legisle sobre isso, comandando as ações e controle e otimizando técnicas de manejo sustentável.
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"O projeto é um instrumento eficaz para acabar com as indústrias das ATPFs (Autorizações para Transporte de Produtos Florestais), as empresas fantasmas e o envolvimento de servidores que muitas vezes lançavam mão da instituição (no caso, o Ibama) para cometer práticas ilícitas", defendeu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
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ALGUMAS VOZES CONTRA
Desde que lançado, porém, o PL enfrentou duras críticas, vindas dos mais variados setores. Em 19 de abril, em audiência pública na Câmara dos Deputados promovida pela Comissão Especial de Gestão de Florestas Públicas, o representante da Confederação Nacional da Agricultura – CNA -, Agamenon Menezes, afirmou que a proposta não dá preferência às empresas locais, o que poderia privilegiar as multinacionais. Além disso, haveria lacunas no texto, como a não-definição do que são comunidades tradicionais e do que são florestas públicas, florestas ocupadas e em processo de ocupação.
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Já o presidente do Sindicato das Indústrias de Transformação de Madeiras de Ji-Paraná (RO), Jurandir Almeida, afirmou que é preocupante "constatar que o projeto mantenha a filosofia burocratizante do Ibama, que não ajuda a reduzir a corrupção no setor".
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Mas foi em junho que o combate ao PL ganhou mais contundência, sobretudo porque liderado pelas Associações de Servidores do próprio Ibama. As Asibamas divulgaram um “Manifesto à Nação”, assinado por gente como o geógrafo e professor Aziz Ab’ Saber, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC (leia a íntegra clicando aqui). Em setembro, o jornalista ambiental Washington Novaes, ex-secretário de Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Distrito Federal e um dos mais respeitados especialistas[!] do país na questão ambiental, disse que o PL “tem muitos méritos e direções corretas, mas a prática não tem acompanhado exatamente o que está lá”. Segundo ele, sem um aumento da fiscalização, a concessão de uma terra pública para exploração pode ser apenas um incentivo à depredação. "Não há sinal de melhoras na fiscalização, por isso não há razão para ser otimista".
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TRAMITAÇÃO
Em 07 de julho, a Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo do deputado Beto Albuquerque (PSB/RS) ao PL 4776/05. O texto recebeu 140 emendas. Entre as modificações na proposta original, estão a restrição do Serviço Florestal Brasileiro às florestas públicas e o fim da possibilidade de renovação dos contratos de concessão até um máximo de 60 anos. O teto para concessão de matas é de 40 anos.
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Em 21 de setembro, as Comissões de Meio Ambiente e de Assuntos Econômicos do Senado aprovaram pareceres favoráveis ao Projeto de Lei, o mesmo ocorrendo, em 04 de outubro, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
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ANSIEDADE DO SETOR MADEIREIRO LEGAL
Enquanto o Senado não leva o PL à votação, empresas madeireiras que operam com base em planos de manejo certificados pelo FSC ( Forest Stewardship Council ) viram-se impedidas de trabalhar, o que ocasionou falências no setor.
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“Qual o estímulo que um empresário que trabalha atualmente na ilegalidade vai ter para migrar para um sistema FSC, se as empresas que se aventuraram neste mundo estão hoje com mais dificuldades de aprovação de suas autorizações de exploração que eles próprios?”, questionou a AmbienteBrasil Carlos Alberto Guerreiro, presidente do Grupo de Produtores de Madeira Certificada FSC (leia matéria completa: EXCLUSIVO: Setor de extração legal e sustentada de madeira sofre com burocracia e demite centenas de trabalhadores)
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Em 07 de dezembro, o presidente do FSC - Conselho Diretor do Conselho de Manejo Florestal no Brasil, Rubens Gomes, pediu, na abertura da 4ª Assembléia Geral do FSC, em Manaus (AM), que os 317 delegados, vindo de 60 países, apoiassem o Projeto de Lei que trata da Gestão de Florestas Públicas.
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Seu principal argumento foi que hoje o grande entrave legal ao aumento da área de manejo florestal certificado no país reside no fato de 75% da Amazônia ser composta de florestas públicas, cuja exploração por particulares só pode acontecer por processo de licitação (que não inclui fatores ambientais na concorrência e limita o prazo dos contratos a cinco anos).
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"Precisamos criar dificuldades para a exploração ilegal e facilidades para as boas práticas de manejo. A Amazônia não pode virar um deserto porque não tivemos força política suficiente para defendê-la", alertou Gomes.
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AMAZÔNIA SOB AMEAÇA
Em maio, o anúncio de um recorde nos índices de desmatamento na Amazônia - 26.130 quilômetros quadrados, entre 2003 e 2004 -, a segunda maior área desde 1995, acirrou críticas quanto ao trabalho do Governo Lula neste setor.
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Logo após a divulgação dos dados, o Partido Verde retirou-se da base aliada, alardeando seu descontentamento (leia em EXCLUSIVO: Partido Verde faz duras críticas à política ambiental vigente)
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Em dezembro, o Governo informou que cerca de 18,9 mil quilômetros quadrados foram desmatados na Amazônia entre agosto de 2004 e julho de 2005, número 30% menor que o registrado no período anterior de 12 meses (entre agosto de 2003 e julho de 2004). Os dados foram obtidos por satélites do Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -, que realizaram a medição em 87% da região amazônica.
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A redução foi atribuída à ofensiva do Governo, junto com o Ministério Público e a Polícia Federal, na chamada Operação Curupira, que ocorreu em 16 municípios de Mato Grosso, Distrito Federal e mais seis Estados.
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A operação foi resultado de 20 meses de investigação. A quadrilha – composta por madeireiros, despachantes e funcionários do Ibama no Mato Grosso – atuava havia 14 anos. Apenas nos últimos dois anos, teria sido responsável pela extração ilegal de quase 2 milhões de metros cúbicos de madeira, o equivalente a 76 mil caminhões carregados do produto. Só no Mato Grosso, foram identificadas 431 empresas fantasmas, que existiam apenas no papel.
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O trabalho prosseguiu em agosto, com o desencadear da Operação Curupira II, em Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina. Mais de 148 pessoas, dentre elas 59 empresários e 49 servidores do Ibama, foram presas.
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DESCRENÇA
Organizações não-governamentais não receberam a notícia da redução do ritmo do desmatamento na Amazônia com tanto entusiasmo, conforme registrou O Estado de São Paulo. Apontaram que a área anual desmatada, embora tenha sido menor de um ano para outro, continua enorme: quase do tamanho de Sergipe. "Desmatamento não é emprego. Se tiver 8% de desemprego em certo mês e 6%, em outro, podemos dizer que diminui o desemprego, ou seja, alguns desempregados passaram a ser empregados", disse a ONG Amigos da Terra, num editorial publicado online. Já no caso do desmatamento, a floresta que estava desmatada não voltou a crescer. Pelo contrário, a área total desmatada aumentou 2,5%, segundo o diretor da ONG, Roberto Smeraldi.
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SECA
Em agosto, a Amazônia também começou a enfrentar a pior seca dos últimos 40 anos. As conseqüências do fenômeno foram a ocorrência de incêndios, doenças e a morte de peixes. O nível dos rios chegou a patamares tão críticos que vários municípios e comunidades ficaram isolados. Governos estaduais e o Exército auxiliaram a população de 61 municípios castigados pela falta de chuva.
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Confira também:
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Leia amanhã:
Hidrelétricas e impacto ambiental: o custo/benefício dessa opção energética foi uma discussão que não calou
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Sunday, December 25, 2005

Saiba como o RS combate a máfia dos combustíveis

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Tem razão o Secretário da Habitação do RS, Deputado Alceu Moreira, quando considera normal que um Deputado acompanhe um empresário até uma repartição pública para ajuda-lo a resolver pendências. Isto é até um dever. Os casos da Refinaria Ipiranga e da Varig são típicos, envolvendo lobby de todos os Partidos. Onde foi, então, que pisou na bola o sr. Alceu Moreira ? É que
1) seu ex-Diretor Geral foi grampeado e comprometeu Moreira.
2) o Deputado intercedeu pelo registro de uma distribuidora paranaense de combustíveis junto à Secretaria da Fazenda, quando até o servente do Governo sabe que o Governador Rigotto proibe a concessão de inscrição estadual nova nessa área, justamente para evitar a bandidagem. "Antes que delinqüem, eu não os deixo entrar no Estado", avisou Rigotto aos seus subordinados da Secretaria da Fazenda. As distribuidoras que já operam são tratadas a pão e água pela fiscalização da Secretaria da Fazenda. A Operação Estradeira, do Ministério Público, ao flagrar o ex-auxiliar de Moreira, cumpriu o seu dever. Faria bem ao Governo se o Deputado Alceu Moreira entregasse logo o cargo, defendendo-se das acusações na Assembléia, antes que apareça algum Roberto Jefferson pela sua frente.
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Empregados do Sonae recebem biografia de Sam Walton

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Os 500 empregados que ocupam cargos de chefia no Grupo Sonae e que estiveram na reunião de segunda-feira na Fiergs com Vicente Trius, receberam a biografia de Sam Walton, o fundador do Wal-Mart. Vicente Trius é o Presidente do Grupo dos EUA no Brasil. . O livro de 240 páginas é da Editora Campus.. O Wal-Mart é a maior empresa do mundo.
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Cf. também A Trajetória de Sam Walton
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Comparece os custos dos serviços do seu Estado

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Se você quiser comparar os grandes números sobre os serviços que presta o setor público gaúcho e o setor público dos outros Estados, vá até o site www.scp.rs.gov.br/estadoscomparados. No site estão os gastos com cada serviço, a oferta dos serviços e o resultado final.
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Energia eólica: RS

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Maior investimento gaúcho deste ano é uma usina de R$ 670 milhões

O maior e mais importante investimento em execução este ano no Rio Grande do Sul é a Usina Ventos do Sul, que está instalando 75 torres de aerogeradores, cada uma de 800 toneladas, com seus megacataventos de 35 metros de diâmetro, que no final do ano que vem gerarão 150 MW no município de Osório. O investimento de R$ 670 milhões é da espanhola Enerfin/Enerven, do Grupo Elecnor (90%), mais a alemã Weobben e a CIP Brasil. Não há nada semelhante no País.
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Será a maior usina de produção de energia eólica (movida pelos ventos) do Brasil e a segunda maior do mundo.
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A capacidade de geração da usina é semelhante à das usinas Dona Francisca e Jacuí, da CEEE.
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Quem atraiu o negócio para o Brasil e para o RS foi a CIP, que é dos consultores gaúchos Telmo Magadan e Alberto Martins Costa Pinto). A CIP possui escritórios no Brasil, Bélgica e Espanha.
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O negócio só foi possível porque o investimento saiu pelo Proinfa e resultou incluído na quota de 1.100 Megawatts leiloados pela Eletrobrás para os projetos de energia alternativa. A usina venceu a licitação. Outra usina menor, de 50 MW, a Ventos Sul quer erguer em Palmares do Sul, mas só conseguiu autorização para 7,5 MW e a usina sairá assim mesmo.
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A participação da Wobben foi fundamental para o negócio, porque ela é a fabricante dos aerogeradores. Os alemães tiveram que montar uma fábrica em Sorocabana, porque o Proinfa exige que 70% dos equipamentos das usinas sejam nacionais.
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Osório ganhará muito com a Usina Ventos do Sul. A empresa, a partir do final do ano que vem, quando será inaugurada, faturará R$ 130milhões por ano. Nenhuma outra empresa da região faturará tanto. Um ganho enorme será a atração turística que os 225 megacataventos das 75 torres dos aerogeradores produzirá.
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Manejo ambiental: camarão

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Um projeto de manejo comunitário do camarão iniciado com 30 famílias da Ilha das Cinzas, em Gurupá (PA), aumentou a renda média mensal delas de meio para 1,2 salário mínimo. Cada família pescou, beneficiou e vendeu cerca de 1,32 tonelada de camarão de água doce em 2005, com tamanho médio de nove centímetros por animal. O preço obtido por essas famílias pelo quilo do camarão aumentou de R$ 0,80 em 2000 para R$ 3,00 neste ano. "Tirar os camarões menores e vender os maiores. Esse é o segredo do sucesso", disse o técnico da Fase - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, Carlos Augusto Ramos, em entrevista ao quadro Meio Ambiente, que todas as sextas-feiras é veiculado no programa Ponto de Encontro , da Rádio Nacional da Amazônia. A iniciativa ganhou o prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil. Ela se baseia em um procedimento desenvolvido pelos comunitários: os camarões são pescados por meio de armadilhas conhecidas como matapis, gaiolas cilíndricas feitas de tala de juruti (palmeira local). Depois da despesca, eles ficam em um viveiro – uma caixa de madeira colocada dentro do rio, com espaços que possibilitam a saída dos camarões menores. O tempo máximo que os camarões podem ficar nos viveiros é de oito dias, porque depois disso eles trocam a casca e se comem uns aos outros. Por fim, o camarão é beneficiado: sem cabeça nem casca, ele é cozido durante cerca de 20 minutos em água com sal. A experiência-piloto foi iniciada em 1997 pela Fase-Gurupá. Em 2002, recebeu apoio do ProVárzea/Ibama - Projeto Manejo dos Recursos Naturais da Várzea - um subprograma do PPG7 - Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e financiado com verba da cooperação internacional. Neste ano, o ProVárzea/Ibama lançou uma cartilha que conta de forma didática, com ilustrações, a história do projeto e ensina como o manejo de camarão pode ser realizado. A iniciativa está sendo expandida para outras 120 famílias que vivem em sete comunidades de Gurupá. Associações de Abaetetuba, Igarapé-Mirim e Cametá, no baixo rio Tocantins, também no Pará, já demonstraram interesse nela. A Amazônia possui 23 espécies de camarões de água doce, sendo três as mais exploradas comercialmente. A poluição, a pesca predatória e a destruição das áreas de reprodução (manguezais) vêm diminuindo a quantidade e o tamanho dos camarões da região. Isso é preocupante para quem vive da pesca deles e para o equilíbrio do ecossistema, porque os camarões são considerados os "lixeiros da natureza" (alimentam-se de restos de animais e vegetais). "O manejo de camarões parte de uma idéia bem simples: mais vale capturar um camarão grande do que um punhado de camarões pequenos. Para isso é preciso deixar a ganância de lado e pensar no rio como um grande viveiro, onde nascem e crescem camarões todos os dias", ensina a cartilha do ProVárzea/Ibama. As famílias que participam do projeto também recebem estímulo à comercialização conjunta, por meio de cooperativa, orientações de como controlar os recursos financeiros e aulas de educação ambiental.
(Thaís Brianezi/ Agência Brasil)
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