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Votação é encerrada na eleição iraquiana
Comparecimento às urnas foi alto nesta quinta-feira
As urnas foram fechadas nesta quinta-feira na eleição parlamentar do Iraque, encerrando um pleito histórico que, apesar de alguns incidentes, contou com alto comparecimento dos eleitores.
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Os iraquianos escolhem o primeiro governo regular do país desde a invasão liderada pelos Estados Unidos.
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Não há data prevista para a divulgação dos resultados finais – nas últimas eleições, a contagem levou duas semanas.
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Apesar das rigorosas medidas de segurança em várias áreas do país, foi ouvido um forte estrondo perto da zona fortificada de Bagdá, a chamada Zona Verde, onde fica a sede do governo iraquiano e várias embaixadas ocidentais. Não há notícia de vítimas.
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Bombas
Disparos de morteiro foram ouvidos em várias áreas em volta de Bagdá, e há informações de pelo menos dois civis feridos.
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Em Mosul, um guarda hospitalar morreu quando uma bomba explodiu perto de uma zona eleitoral, dizem testemunhas.
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Também houve disparos de morteiros em uma zona eleitoral na cidade natal de Saddam Hussein, Tikrit.
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Na véspera da votação, foram descobertas e desarmadas bombas colocadas nas proximidades de várias zonas eleitorais em Bagdá, Falluja e outras cidades, de acordo com fontes militares americanas.
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O governo iraquiano repetiu as medidas de segurança adotadas durante o referendo sobre a nova Constituição em outubro.
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O governo proibiu a circulação de carros sem autorização especial, fechou as fronteiras internacionais, restringiu as viagens entre as províncias dentro do país e estendeu em três horas o toque de recolher.
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As medidas entraram em vigor na terça-feira e continuam até domingo.
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Candidatos
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Os mais de 15,5 milhões de iraquianos habilitados tiveram a disposição 33 mil zonas eleitorais instaladas no país, além de postos de votação em 15 outras nações para os emigrantes.
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Os partidos e outras agremiações políticas registraram mais de 230 mil observadores para estas eleições. O número de monitores independentes chega a 120 mil, incluindo 800 estrangeiros.
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As principais coalizões na disputa são a xiita Aliança Iraquiana Unida (do primeiro-ministro Ibrahim Al-Jafari), a Lista de Coalizão do Curdistão (do presidente Jalal Talabani) e a sunita Frente de Acordo Iraquiano.
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Entre os grupos de mais peso, há ainda duas listas seculares que unem xiitas e sunitas: a Lista Nacional Iraquiana, liderada pelo ex-primeiro ministro (apontado pelas forças de ocupação) Ayiad Allawi, e Coalizão do Congresso Nacional, liderada por Ahmed Chalabi (ex-aliado dos Estados Unidos mas que acabou se desentendendo com os americanos).
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A população já foi chamada a votar duas vezes em 2005. Pouco menos de 60% dos eleitores foram às urnas nas eleições de janeiro, e pouco mais de 60% participaram do referendo que aprovou a nova Constituição.
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Mas analistas previam que estas eleições seriam bem diferentes da disputa do início do ano porque o sistema mudou e porque os sunitas – que boicotaram a eleição de janeiro – parecem estar mais interessados na disputa. Há indícios de alto comparecimento nas regiões sunitas do Iraque.
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http://noticias.uol.com.br/bbc/2005/12/15/ult36u40515.jhtm.
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