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a.h

Sunday, May 20, 2007

Rio da discórdia


Seria ingênuo pensar que um investimento de vulto como este não devesse atrair as pessoas em busca de melhores chances. Quer seja atrás de empregos, quer seja como empreendedores, no caso através da especulação imobiliária.
Mas, a questão que demonstra bastante confusão pela maneira como tem sido tratada é a que envolve o IBAMA. No Rio Madeira, já havia se aprovado um EIA/RIMA por ocasião da instalação de um complexo hidroelétrico no referido rio. O que chama a atenção é a súbita mudança de humor nessa questão:
O parecer técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre a viabilidade ambiental das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio rejeita as licenças de construções das duas usinas no Rio Madeira, em Rondônia. Nas 221 páginas do relatório concluído em 21 de março, os oito técnicos responsáveis utilizaram por 707 vezes a palavra “não”, quase sempre para desqualificar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), as duas peças fundamentais para a concessão da licença prévia das duas obras, feitas pelo consórcio Furnas/Odebrecht. As negativas no parecer chamam a atenção no texto que rejeitou a concessão da licença ambiental para as usinas previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para as quais estão previstos investimentos de R$ 20 bilhões. As hidrelétricas, se construídas, vão gerar 6,5 mil megawatts de energia, metade de Itaipu.
Agora, como se não bastasse a ação contra o Brasil, através da quebra de contratos com a Petrobras, por Evo Morales, uma ong boliviana, Fórum Boliviano Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Fobomade), questiona o EIA feito no Rio Madeira que autorizou a construção do complexo energético.
Pablo Villegas, membro do Fobomade, critica o projeto brasileiro em nome dela própria, a Geopolítica ao criticar o uso unilateral da Bacia do Rio Madeira pelo Brasil sem consultar outras partes afetadas, que é o caso boliviano. Ora, o Rio Madeira, no caso brasileiro está no curso inferior a rede hidrográfica boliviana, i.e., quem tem que cobrar, caso haja algum uso feito pela Bolívia, é justamente o Brasil: se nosso vizinho construísse usinas, a água é que iria nos faltar devido ao seu represamento. Além disto, o Fodomade invoca argumentos acusando o Brasil de "imperialismo", inspirado pelo "Destino Manifesto" dos EUA, e ainda um dos "representantes das raças brancas na América Latina", "um país grande e agressivo que tem se expandido a custa dos despojos de seus vizinhos" e, como não poderia faltar, iguala a construção das hidroelétricas ao processo de conquista do Acre.
O "etnonacionalismo" do Fodomade que inspira Villegas, membro do Congresso Bolivariano dos Povos (CBP, www.congresobolivariano.org) tem sede, como não poderia deixar de ser, em Caracas. Não passa de outro movimento totalitário apadrinhado por Chávez que interfere, indiretamente, na vida política e social latino-americana apoiando partidos, movimentos insurrecionais e o próprio MAS na Bolívia.

1 comment:

André said...

É uma pena q os golpistas q derrubaram o Chapolim daquela vez tenham sido tão amadorísticos. Aquele golpe foi triste.

E é uma pena q o Oriente Médio seja a prioridade número 1 dos US of A. Uma intervençãozinha na Venezuela viria bem.

Esses índios ditadores bolivianos e venezuelanos tem mais é q levar pau.

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